Livro: O Outro

Eu gosto de passear pela livraria, pra matar o tempo, e fico lendo as contracapas dos livros ou então as orelhas, pra ter uma idéia da história, ou sobre o que é o livro. E foi numa dessas andaças que encontrei O Outro, de Bernhard Schlink, que é mais famoso por ter sido o autor do livro O Leitor, cuja adaptação para os cinemas rendeu um Oscar a Kate Winslet.

capa livro o outro
Mas voltando ao livro O Outro, o que me fisgou foi a sinopse contida na orelha do livro, que reproduzo abaixo:

Após a morte da esposa, Bengt tenta se acostumar à vida solitária, desenvolvendo novos hábitos. A rotina é até reconfortante em certos aspectos: manter a casa limpa, se alimentar, verificar o correio. E justamente algo tão corriqueiro quanto buscar a correspondência será capaz de mudar sua vida para sempre.

A carta parece ser de um amigo desavisado, que não recebeu o convite do funeral. Já ensaiando o comunicado do falecimento, Bengt abre o envelope: uma caligrafia trabalhada, a assinatura de um homem, palavras de amor para Lisa, sua falecida mulher.

Será que durante todo o tempo em que foram casados, Lisa tinha um amante? Como ele nunca desconfiou? Bengt percebe que talvez os fatos não sejam o que parecem. Determinado a descobrir a verdade e a não deixar que esse incidente destrua a memória da esposa, ele começa a se corresponder com o estranho usando o nome dela.

A cada nova carta, ele se surpreende com detalhes sobre a personalidade de Lisa que negligenciou durante muitos anos. Sua generosidade, o quanto foi feliz e fez os outros rirem. As cartas de Outro são seu maior consolo, e conforme percebe o quanto têm em comum, Bengt não resiste à tentação de conhecê-lo. Quem seria o homem que sua esposa um dia amou? Quem, ou qual deles, seria o Outro?


the other man liam neeson
the other man mail
Como o livro estava bem barato, em promoção (uns 17 reais, na época, se me lembro bem), e é bem curto (menos de 100 páginas, e escrito com letras quase garrafais), resolvi comprar, pois a minha fila de livros a serem lidos só cresce.

Eu gostei do livro. A história é bem interessante, mas um porém é que o autor é bem seco, direto ao ponto. Por isso, o desenvolvimento é bastante rápido, ficando um gostinho de 'quero mais detalhes', além da nítida impressão de que tudo poderia ter se desenvolvido em outro ritmo, tornando o livro verdadeiramente uma obra rara. Do jeito que está, parece mais apenas um (bom) conto.

Enfim, eu gostei do livro, o tema da traição, ou melhor, da dúvida, que é o verdadeiro foco, é bem explorada. Vale a pena ler, especialmente se o seu tempo de leitura anda escasso.

E assim como O Leitor, o livro O Outro também foi adaptado para o cinema. Aqui no Brasil o filme foi chamado de O Amante. Ainda não assisti, mas pelo elenco de peso, parece ser bom (Liam Neeson no papel principal, do marido, que no filme tem outro nome, Antonio Banderas como o Outro e Laura Linney como Lisa). As imagens deste post são do filme.

the other man laura linney
Abaixo, três citações do livro, com trechos destacados por mim:

Vivendo sozinho novamente:

Quando se lembrava da intimidade entre ambos, sua culpa emudecia, dando lugar a um mal-estar. Teria ele se iludido? Teriam mesmo sido tão íntimos assim? O que faltara? A vida a dois não era boa? Afinal, haviam dormido juntos até ela cair gravemente doente, haviam conversado até ela morrer.

O mal-estar também acabou se dissipando. Muitas vezes, ele teve a sensação de um vazio, mas sem saber o que lhe faltava. Nesses momentos, mesmo que para ele fosse inimaginável tirar a prova dos nove, perguntava-se se efetivamente sentia falta de sua mulher ou simplesmente de um corpo quente na cama, de alguém com quem pudesse trocar algumas palavras e que achasse suas conversas razoavelmente interessantes, e que ele escutasse com interesse razoável. Também se questionava se a saudade que sentia do trabalho de vez em quando realmente tinha por objeto o seu trabalho e não um contexto social qualquer e um papel que ele desempenhava bem. Ele sabia que era lento, lento para perceber as coisas e para processá-las, lento para se envolver com alguma coisa e para se libertar dela.

Às vezes, tinha a impressão de que tinha despencado da própria vida, que ainda estava caindo, mas logo chegaria a algum lugar, lá no fundo, recomeçando do zero, modesto, mas recomeçando.


the other man antonio banderas liam neeson
Após receber a primeira carta, a descoberta da traição, e a dúvida de tudo o que vivera até ali:

Não se lembrava de que a voz da mulher fosse estridente. Nunca passara noites e dias na cama com ela. Nunca simplesmente partira de carro ou de trem com ela. Primeiro, ficou surpreso, depois se sentiu traído e roubado; sua mulher o privara de algo que era seu ou que deveria ser seu e que outro homem roubara. Sentiu ciúmes.

Não eram apenas ciúmes daquilo que sua mulher partilhara com outro e que ele desconhecia. Como saber se ela fora uma para ele e outra para o Outro? Talvez ela tivesse sido para o Outro aquela que fora para ele. Às vezes, Lisa e ele assistiam a um concerto e suas mãos se tocavam porque ambos gostavam da peça. Havia vezes em que ele a observava se maquiar de manhã e ela lhe devolvia um pequeno olhar e um pequeno sorriso antes de voltar a fitar a imagem no espelho, concentrada. Havia vezes em que ele acordava de manhã e se aconchegava a ele, ao mesmo tempo que se espreguiçava. Ou vezes em que ele lhe contava algum problema do trabalho e ela parecia nem escutar para, horas ou dias depois, surpreendê-lo com uma observação que evidenciava sua atenção e seu envolvimento. Todas essas situações revelaram a intimidade da vida conjunta. Uma intimidade que ele sempre compreendera como sendo sua, exclusivamente sua. Mas agora nada daquilo lhe parecia natural. Por que ela e o Outro não poderiam ter tido a mesma intimidade? Por que ela e o Outro também não teriam ficado de mãos dadas durante um concerto, por que ela não teria sorrido para o Outro ao se maquiar, por que ela também não teria se aninhado no Outro, espreguiçando-se ao mesmo tempo?


E por fim...

Reconhecendo o amor que sentia por Lisa:

O Outro fez uma pausa. Teria ele assistido à peça na noite antes do primeiro encontro? Nas turnês mais longas da orquestra, geralmente o quarteto formado pelo spalla com Lisa, a viola e o violoncelo também se apresentava. Teria ele assistido a ela, apaixonando-se por ela? Apaixonara-se porque ela, aquela mulher delicada, tocava com tanta força, clareza e paixão que ele sentiu necessidade de absorver um pouco daquilo? Era assim que ela tocava. Quando ainda se conheciam pouco, ele sentira a mesma coisa. Depois, deixara de notar. Depois, Lisa era a sua esposa que tocava na primeira estante do segundo violino e muitas noites não estava em casa ao seu lado, embora precisasse dela e embora nem ganhasse muito dinheiro.

O Outro não embelezara Lisa com suas palavras. Simplesmente enxergara a maravilhosa violinista que era. Para ele, não tinha importância se ela era solista, se tocava o primeiro ou o segundo violino, se era mais ou menos bem-sucedida ou famosa. Ele não dizia coisas bonitas, ele encontrava coisas bonitas, encontrava beleza onde outros a escondiam ou não enxergavam e usava os atributos que os outros utilizavam para expressar a sua admiração para expressar a sua própria. Se os outros só podiam conceber uma violinista maravilhosa se ela era famosa, então ele precisava se referir à violinista maravilhosa como famosa.

Poema: Eu desejo que não

Eu desejo que não

Eu desejo que nunca tu sintas o coração dilacerado,
Rasgado, cortado, assim como o meu se encontra agora.
Eu desejo que não tenhas que ouvir da boca do teu amado,
Amada, amante, que tudo não passa de ilusão nesta hora.

Eu desejo que nunca ouças que és apenas um bom amigo,
Amiga, companheiro, daquele ser que tu amas diferente.
Eu desejo que não sejas para tu, como foi comigo,
Eu, para mim, apenas como outro qualquer no remetente.

Eu desejo que não saibas do novo amor do teu amor.
Eu desejo que não sintas no peito, essa minha dor.
Eu desejo que nunca venhas a sentir mais que saudade.

Eu desejo que nunca tenhas que fingir todo dia não amar.
Eu desejo que teus sonhos nunca sejam levados pelo mar.
Eu desejo que não saibas do que aqui expresso, a metade.

solidão (Foto no Flickr: Loneliness)

Empresas exigem cursos e idiomas desnecessários para o desempenho da função - by Max Gehringer

9:53 PM by Andarilho

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 28/05/2009, sobre porque as empresas exigem curso superior e idiomas, enquanto que para o presidente da república, isso é desnecessário.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui).

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Empresas exigem cursos e idiomas desnecessários para o desempenho da função

lula presidente
"Não estou conseguindo emprego porque não tenho escolaridade", escreve um ouvinte. "As empresas exigem curso superior e conhecimento de inglês, mesmo quando nada disso é necessário para o desempenho da função. O número 1 deste país já declarou que ele e vários políticos não têm nem o primeiro grau completo e não falam nenhum idioma. Como é que uma empresa pode exigir para uma função subalterna, coisas que não são exigidas de quem precisa dirigir um país inteiro?"

Bom, de fato, para uma pessoa se candidatar a qualquer cargo eleitoral, de vereador até presidente, as exigências de escolaridade são mínimas. Acontece que o nosso presidente não precisa falar inglês porque sempre há alguém do lado dele que fala inglês fluente, para traduzir um diálogo com um governante de outro país. E no caso de ministérios técnicos, como o da economia, os ministros e seus assessores possuem um caminhão de cursos.

Portanto, o presidente está cercado por pessoas cheias de escolaridade. E elas compensam a lacuna do idioma ou do curso superior.

O relacionamento funciona muito bem porque os subordinados do presidente não esperam que ele entenda em detalhes, coisas que só quem estudou muito consegue entender. Eles sabem que o papel do presidente é determinar uma direção política, e o papel de seus assessores é dar sustentação prática a esse direcionamento.

Em empresas privadas, não existem cargos equivalentes ao do presidente da república. Cada profissional é um técnico, desde o estagiário até o presidente. Essa é a primeira parte da resposta.

A segunda parte é quanto a exigência de cursos ou de idiomas que não serão necessários para o desempenho de uma função. Nesse caso, a empresa coloca pré-requisitos para admissão, imaginando que os que forem contratados seguirão uma carreira dentro da empresa, e um dia, precisarão do inglês e do curso superior para assumir novos cargos. Ou seja, a empresa se antecipa e exige já o que será necessário depois. E sempre aparecem muitos candidatos que preenchem esses pré-requisitos, o que coloca quem não os tem, em pé de desigualdade.

Eu concordo com o ouvinte que isso pode não parecer justo, mas essa já se tornou a regra do jogo. Portanto, o brilhante exemplo de nosso presidente é o melhor dos incentivos para quem pensa seguir uma carreira política. Mas não para quem deseja construir uma carreira em empresas.

Max Gehringer, para CBN.

Sol eterno

Já imaginou o sol nunca se pondo, dias sem noite? Sem estrelas, nem luar...

No Pólo Norte, assim como existe um período de noite "eterna" (fenômeno que foi muito bem utilizado na HQ/filme de vampiros 30 Dias de Noite), existe um período em que o dia nunca acaba.

O vídeo abaixo mostra uma semana de dias sem noite, no verão ártico:



Um tanto melancólico, não?

Vídeo via Damn Cool Pics: Never Ending Sun.

A liberdade intelectual nas grandes empresas - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 26/05/2009, sobre o que as empresas querem, quando se referem à criatividade.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui).

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A liberdade intelectual nas grandes empresas

einstein
"Fui executivo de multinacionais durante 30 anos", escreve um ouvinte. "Não sei se estou errado em minha avaliação, mas empresas falam muito em criatividade, empreendedorismo, ousadia e outras palavras bonitas. Só que na prática, os funcionários mais criativos, mais empreendedores, e principalmente, mais ousados, acabam trombando com o sistema e quase nunca ganham espaço para mostrar o que sabem e podem fazer.

No fundo, empresas querem funcionários que se enquadrem em seus processos. Eu me pergunto se gênios como Einstein, Edson ou DaVinci, conseguiriam ao menos ser ouvidos nas empresas atuais. Não digo isso por frustração, porque tive uma carreira bem sucedida. Apenas não acho certo que jovens sejam enganados com promessas de grande liberdade intelectual em empresas, coisas que eles nunca terão."


Concordo com a avaliação do ouvinte. Quando empresas falam em criatividade, elas estão se referindo a uma criatividade restrita, dentro do quadradinho em que o funcionário atua. Empresas não contratam pessoas, principalmente nos níveis hierárquicos mais baixos, pensando que elas irão promover grandes transformações em curto prazo. Empresas querem funcionários capazes de executar tarefas pré-definidas e com pouca liberdade de ação.

Mas, e os gênios da humanidade? Bom, os gênios foram e são pessoas fora da curva normal. Mas há casos interessantes. O ouvinte mencionou Albert Einstein. Aos 21 anos, ele tentou ser professor, mas não encontrou quem o empregasse. Através de um amigo, Einstein conseguiu uma vaga burocrática de assistente, no escritório de patentes da Suíça. É interessante imaginar Einstein tentando explicar para o chefe, que tinha algumas idéias revolucionárias. E provavelmente, levando uma dura do chefe: "Albert, não é para isso que você é pago! Pare de pensar e faça o seu trabalho."

Einstein passou 3 anos como um obscuro funcionário, e ainda foi descartado numa promoção. Sem ter conseguido mudar a rotina do escritório onde ele trabalhava, Einstein mudaria a rotina do mundo.

Creio que Einstein é um bom exemplo para jovens criativos e empreendedores, que se sentem tolhidos em empresas. Quem for bom, vai encontrar o seu caminho.

Se não der para ser um em um milhão, e entrar na enciclopédia, é perfeitamente possível ser um em mil, e ter uma carreira bem sucedida, como o nosso ouvinte. Mas é bom lembrar que ninguém na história do mundo, até hoje, ficou famoso por reclamar que não teve oportunidade para mostrar o seu talento.

Max Gehringer, para CBN.

Programas de qualidade de vida para os funcionários - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 25/05/2009, sobre programas de qualidade de vida que a empresa acha que o empregado precisa, e o que o empregado pode realmente estar querendo.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui).

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Programas de qualidade de vida para os funcionários

academia ginástica
"Sou gestor de recursos humanos de uma grande empresa", escreve um ouvinte. "Há 3 meses iniciamos um programa de qualidade de vida, para nossos empregados. Proporcionamos palestras sobre saúde e alimentação, e montamos uma academia interna, com aparelhos para que todos possam se exercitar, antes ou depois do expediente.

A participação é espontânea. E para nossa frustração, a adesão foi baixíssima. Só 10% aderiram, e esse número ainda vem caindo. Discutimos com nossos gerentes o que pode ter acontecido e nos deparamos com opiniões contraditórias. Há os que dizem que empregado é assim mesmo, e não reconhece o que a empresa faz. E há opiniões mais moderadas, de que talvez tivéssemos falhado na comunicação das vantagens do programa.

Vamos fazer uma pesquisa para tentar entender os motivos, mas eu gostaria de ouvir um comentário seu, a respeito."


Vamos lá. O que eu vou dizer pode parecer negativo, mas não é. Empresas montam programas de qualidade de vida porque o empregado é cada vez mais pressionado, para aumentar a produtividade, reduzir o índice de erros e, não raramente, em função de cortes de pessoal, trabalhar por dois.

Essa pressão constante causa tensão, e essa tensão pode influir no estado físico e psicológico do empregado. Portanto, a empresa precisa encontrar formas de descontrair o empregado para que ele possa suportar ainda mais pressão. Insisto, parece negativo, mas não é. Sem esses programas, muitos empregados iriam espanar, causando prejuízos à própria saúde e à empresa.

Por que então todo mundo não correu para a academia? Porque, imagino eu, exercício físico é uma forma de descontração, mas não é a única. Tem gente que não gosta de malhar. E tem gente que não quer, ou não pode, levantar mais cedo ou chegar em casa mais tarde. Há empregados que se sentiriam melhor se tivessem uma capela, ou uma biblioteca, ou mesmo uma assistência psicológica, algo simples, mas que poucas empresas proporcionam.

Ao oferecer ao empregado uma coisa que a empresa acredita que ele precisa, sem perguntar se o empregado concorda que precisa mesmo, ele pode reagir como se estivesse sendo obrigado a participar. E aí, não participa.

Eu sugiro que uma das perguntas da pesquisa seja: "O que mais você gostaria de ter além da academia?" Só essa pergunta já mudaria o ambiente, porque iria mostrar ao empregado que a empresa está preocupada também com o que ele pensa e não apenas com o que ela acha.

Max Gehringer, para CBN.

Música de Naruto no Fantástico - Wind, de Akeboshi

O Fantástico anda bem nerd/geek ultimamente, com matérias sobre twitter ou o dia do orgulho nerd, mas será que ele vai se tornar otaku também?

Na matéria sobre a doação de órgãos da menina Gabriele, por duas vezes tocou o início de Wind, a música do primeiro encerramento de Naruto, do cantor Akeboshi. A primeira é por volta dos 2:36. Veja a reportagem, se você ainda não viu (que tem uma alta carga de emoção envolvida, devido à trágica morte da menina e o gesto de doação de órgaõs pelos pais):



Se você não conhece a música Wind, abaixo vai o clipe. Apesar do cantor ser japonês, o Akeboshi mistura letras em inglês e japonês, ou no caso desta música, tem toda a letra em inglês. O trecho que toca na reportagem do Fantástico é a introdução, tocada no piano:



Letra e tradução:
Wind (Vento) - Akeboshi


Cultivate your hunger before you idealize.
Motivate your anger to make them all realize.
Climbing the mountain, never coming down.
Break into the contents, never falling down.


Cultive sua fome antes de você idealizar.
Motive sua raiva pra fazê-la realizar.
Escalando a montanha, sem nunca voltar.
Avançando muito além, sem nunca cair.

My knee is still shaking, like I was twelve,
Sneaking out of the classroom, by the back door.
A man railed at me twice though, but I didn't care.
Waiting is wasting for people like me.


Meu joelho ainda está tremendo, como se tivesse doze anos.
Fugindo da sala de aula, pela porta dos fundos.
Um homem me deu bronca duas vezes, mas eu não me importei.
Esperar é perda de tempo para pessoas como eu.

Don't try to live so wise.
Don't cry 'cause you're so right.
Don't dry with fakes or fears,
'Cause you will hate yourself in the end.

(2x)


Não tente viver tão sabiamente.
Não chore porque você estar certo.
Não se desgaste com falsidades ou medos,
Porque você se odiará no fim.

You say, "Dreams are dreams.
"I ain't gonna play the fool anymore."
You say, "'Cause I still got my soul."


Você diz, "Sonhos são sonhos"
"Eu não irei mais fazer papel de bobo"
Você diz, "Porque eu ainda tenho minha alma"

Take your time, baby, your blood needs slowing down.
Breach your soul to reach yourself before you gloom.
Reflection of fear makes shadows of nothing, shadows of nothing.


Vá no seu ritmo, baby, seu sangue precisa descansar
Rompa sua alma para alcançar-se antes de suas trevas
Reflexos de medo fazem sombras do nada, sombras do nada.

You still are blind, if you see a winding road,
'Cause there's always a straight way to the point you see.


Você ainda está cego, se você vê uma estrada tortuosa,
'Porque há sempre um caminho reto para o ponto que você vê'.

Don't try to live so wise.
Don't cry 'cause you're so right.
Don't dry with fakes or fears,
'Cause you will hate yourself in the end.

(2x)


Não tente viver tão sabiamente.
Não chore porque você estar certo.
Não se desgaste com falsidades ou medos,
Porque você se odiará no fim.

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Encerramento de Naruto:

Filme: Uma Noite no Museu 2

O filme blockbuster deste fim de semana que eu assisti no cinema (hoje, domingo), foi Uma Noite no Museu 2 (ou no original, Night at the Museum: Battle of the Smithsonian), o novo filme de Ben Stiller.

Uma Noite no Museu 2 poster
Se você gostou do primeiro Uma Noite no Museu, deve gostar deste também. A continuação não tem absolutamente nada de inovador, apenas alguns personagens a mais, dentre os quais se destaca Amelia Earhart, a primeira mulher a sobrevoar o Atlântico (interpretada pela lindíssima Amy Adams) e que acompanha Larry, o personagem de Ben Stiller, pela noite no museu.

Uma Noite no Museu 2 Ben Stiller Amy Adams
Todos os personagens do primeiro filme estão ali, alguns, claro, com destaque diminuído, como o caso de Robin Williams. A maior novidade do filme são as peças que ganham vida no Smithsonian: agora, além de bonecos e maquetes, também peças de arte, como o a escultura do Pensador de Rodin, ou então fotos ou quadros famosos, ganham vida. No caso destes últimos, os quadros são como portais para a realidade retratada na foto/pintura.

A história é bem simples: o Museu de História Natural de Nova Iorque está renovando seu acervo, e a maioria das peças vão para um arquivo, no Smithsonian, um dos maiores acervos da história americana. Lá, um faraó vilão renascido tenta roubar a placa egípcia que dá vida às peças, para tentar dominar o mundo. E Ben Stiller, que havia saído do museu pra virar empresário, volta às suas origens de guarda noturno, para evitar que isso aconteça.

Uma Noite no Museu 2
Eu achei o filme bem mediano, mas deve agradar mais à criançada (inclusive, com muitas cópias dubladas nos cinemas). Eu achei bom pra uma sessão da tarde, mas é daqueles filmes totalmente dispensáveis, que você mal se lembra depois de algumas horas que viu (por isso, eu tenho que terminar logo este post).

Pra mim, a melhor coisa do filme foi mesmo a Amy Adams. Vê-la como Amelia Earhart, com aquela calça justíssima, valeu o ingresso. Se eu já a achava linda de rosto em Dúvida (praticamente a única parte visível dela no filme), agora então, apaixonei. =P Olhe algumas fotos dela:

amy adams
amy adams
amy adams
Em tempo: será que foi apenas coincidência que tantos atores de The Office fizeram pontas no filme?

Trailer de Uma Noite no Museu 2:

Filme: Máscara da Ilusão

Máscara da Ilusão (ou como eu prefiro me referir, no original em inglês MirrorMask), não é um filme exatamente novo. Foi lançado em 2005, e não chegou a passar nos cinemas por aqui, sendo lançado direto para DVD.

mirrormask dvd cover
Como fã das histórias de Neil Gaiman (do aclamado Sandman), e do estilo visual de Dave McKean (responsável pelas capas de Sandman, e também pela direção e visual deste filme), não podia deixar de falar sobre MirrorMask.

A história do filme retoma vários temas já abordados por Gaiman (que escreve o roteiro, baseado numa história dele com McKean). Sobretudo a parte onírica do filme, além do subtexto que mostra o embate da protagonista, que na jornada, se descobre (enfrentando tudo o que a passagem da infância para a vida adulta nos desafia). Apesar disso, a história é bem simples, deixando espaço para o visual impressionante do filme.

mirrormask helena
mirrormask helena
Temos a protagonista Helena, uma adolescente que mora num circo e que junto com seus pais, se apresenta como malabarista. Mas o lado artístico de Helena não se resume a isso: criativa, deixa essa criatividade extravasar em forma de inúmeros desenhos que faz (e que na vida real pelo traço/estilo, devem ser do diretor Dave McKean).

mirrormask helena drawing
Enquanto Helena vive um drama na vida real, com sua mãe doente no hospital, ela acaba misteriosamente parando em um lugar onírico, um lugar saído direto dos seus sonhos, onde todos usam máscaras ao invés de rostos, e livros rejeitados encontram um jeito original de voltar à biblioteca. Mas o que parece ser apenas um sonho, se mostrará uma jornada que mudará ela para sempre.

mirrormask helena books
mirrormask librayman
Acompanhada neste mundo estranho por Valentine (uma referência a um acompanhante romântico, que de romântico não tem nada) e mais tarde por um livro muito útil, Helena descobre que este mundo onírico está entrando em colapso. Para evitar isso (e acabar voltando para a sua vida normal), ela deverá encontrar uma relíquia, um amuleto chamado MirrorMask (que traduzindo literalmente, seria Máscara Espelho).

mirrormask sphinx
mirrormask bad queen
O visual do filme é impressionante, tanto os elementos usados (sobretudo gatos e máscaras), quanto a fotografia, acentuando as cores de modo que pareça um filme antigo ou algo saído direto de sonhos. Enquanto a história se passa no estranho mundo onírico, a imagem sempre dá impressão de falta de nitidez (mas sem prejudicar o visual), como se uma névoa fraca, mas constante, cobrisse nossos olhos. Exatamente como nos nossos sonhos.

mirrormask bad queen not architect (Neo, esse não é o Arquiteto.)

Pra quem é fã de Sandman, é obrigatório. Mesmo que a história não seja genial, o visual é um visual dos sonhos. Literalmente.


mirrormask helena stephanie leonidas (Helena, vivida por Stephanie Leonidas. Eu acho linda. Mas também, já não falei que adoro cabelos curtos?)

Todas as imagens deste post são screenshots do DVDRip. Mesmo que o DVD tenha sido lançado por aqui, não é fácil encontrá-lo. Por isso, às vezes é preciso apelar para os bons e velhos torrents.

Dica de filme do OmeteTV.

Trailer de MirrorMask:

Chefes que não ouvem seus subordinados - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 21/05/2009, sobre chefes, subordinados e delegação de trabalho e responsabilidades.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui).

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Chefes que não ouvem seus subordinados

chefe surdo
Uma pertinente consulta sobre delegação. Escreve uma ouvinte: "Temos um chefe que não ouve sugestões. Ele diz que quem pode manda e quem tem juízo obedece. E trata os subordinados como se fossem amebas com meio neurônio. Isso ocorre só na nossa empresa ou esse papo de delegação é mais ficção que realidade?"

Delegar é uma habilidade bem recente no mercado de trabalho. Durante séculos, o que caracterizou a relação entre um superior e um subordinado, foi a obediência: o superior mandava fazer e o subordinado fazia sem discutir, mesmo que não entendesse porque estava fazendo.

Esse sistema de origem militar seria incorporado ao mercado de trabalho e perduraria durante séculos. Foi só na metade da década de 1950 que surgiu a expressão delegar tarefas e responsabilidades. E aos poucos, os chefes incapazes de delegar, começaram a ser descritos como relíquias do passado, embora este passado ainda esteja bem vivo em muitas empresas, como no caso de nossa ouvinte.

Por que ainda existe tanta resistência em delegar? Primeiro porque, ao delegar, o chefe não se livra da responsabilidade pelo resultado final. Se algo der errado, a culpa é dele. E segundo, porque ao contrário do que parece para quem não é chefe, mandar é mais fácil que delegar.

Mandar leva um minuto. Já delegar requer não apenas muitas explicações, mas também a definição de limites para tomadas de decisões por partes dos subordinados. Delegar requer também um acompanhamento constante por parte do superior, embora o subordinado sempre ache que tem plena capacidade para executar o trabalho sozinho e sem interferências.

Pode ser que o chefe de nossa ouvinte não delegue porque não tem confiança nos subordinados. E nunca adquiriu essa confiança porque nunca delegou. Ou pode ser que o chefe não tenha confiança nele mesmo e não delegue por receio que um subordinado possa se destacar ao ponto de ameaçar o cargo do chefe.

Mas uma coisa é certa: muitos subordinados que vivem reclamando que o chefe não delega, mudam rapidamente de idéia, quando se tornam chefes. E aí viram autocratas de carteirinha.

Saber delegar não é só um exercício burocrático, é uma arte, restrita em quem confia muito em si mesmo, e muito nos outros. Mas que também tem a sensibilidade para avaliar até que ponto cada um é confiável. Faz tempo que se diz que chefes assim são o futuro do mercado de trabalho. Mas o futuro nunca chega ao mesmo tempo em todas as empresas.

Max Gehringer, para CBN.

Suzana Vieira é lamentável

Primeiro, foram aquelas fotos bizarras (no sentido de totalmente adulteradas) da Suzana Vieira, pra revista Quem.

suzana vieira photoshop fail
Sinceramente, nessa foto acima não parece que colocaram só a cara da mulher em outro corpo?

Compare as fotos do ensaio com outras tiradas na praia:

suzana vieira photoshop fail
suzana vieira photoshop fail praia
(Mais fotos do ensaio e da Suzana Vieira de verdade, aqui neste blog: Anjinha Papuda - Fotos de Suzana Vieira na revista Quem....

Só este episódio já é lamentável, mas vamos dar um desconto, afinal, quem fez a caca foi a revista (mesmo que ela tenha eventualmente pedido pra dar uma recauchutada).

Mas agora outro episódio desta atriz que se acha a última bolacha do pacote...

No Vídeo Show de ontem (dia 25/05/2009), a grande atriz (grande inclusive na horizontal XD) pega o microfone da mão da apresentadora/repórter Geovanna Tominaga, demonstrando uma 'superioridade' incrível, afinal, a repórter seria novata e o pique do maracujá de gaveta é 'mais elétrico'. Veja o vídeo:


(Se não conseguir visualizar, link direto para o portal do Globo Vídeos aqui.)

Eu não perco meu tempo vendo o Vídeo Show, quem alertou sobre esse lamentável episódio foi o Ale Rocha do Poltrona.tv, neste post: ‘Vídeo Show’: Susana Vieria toma microfone de repórter.

A cereja do bolo, pra mim, foi essa: depois que a Suzana Vieira tomou o microfone nas mãos, a Geovanna Tominaga, constrangida, tenta brincar, perguntando se a atriz iria ensiná-la a trabalhar. A resposta da Suzana: "Não, não vou te ensinar, não, porque eu não sou apresentadora. Só que a gente tem que correr."

LAMENTÁVEL.

E do Didi eu não falo nada, porque lamentável é padrão pra esse 'trapalhão'.

Conheça o gato-aranha

Não, esse não é nenhum post pra dizer que o Tobey Maguire interpretando o Homem-Aranha é bonitinho. Em vez disso, conheça Charlie, o peludo gatinho de Hannah Smith.

gato aranha charlie e sua dona
Cansado de ser deixado do lado de fora, quando saía pra dar suas voltinhas, Charlie resolveu que ia dar um jeito. Indo para os fundos do prédio, encontrava um muro de uns 4 metros de altura, aproximadamente. E usando suas habilidades quase ninjas, ele começou a escalar o muro, que é totalmente vertical.

gato aranha charlie
Ainda no chão, olhando para o desafio.

gato aranha escalando o muro
Olhando pra essa sequência de fotos, apenas se vê o nosso heróico (?) gato-aranha subindo um muro, que nem parece grandes coisas, pra se encontrar com sua gata (?), talvez Mary Jane. Mas...

Veja essa outra sequência de imagens, que mostra a altura do muro e o que esse gato maluco (aliás, qual gato não é maluco?) faz.

gato aranha escalando muro (Clique na imagem pra ampliar.)

Não acredita? Veja o vídeo e comprove:



Desculpe, Homer, mas Porco-aranha já era... Agora é a vez do Gato-aranha.

homer simpson spider pig

Veja a matéria (em inglês) sobre Charlie, no Daily Mail - Spider-cat: Daredevil Charlie ignores cat-flap and climbs two-storey wall to get home. Dica do Damn Cool Pics.

O que elas estão fazendo?

8:51 PM by Andarilho

Você consegue imaginar o que elas estão fazendo, olhando pra essas fotos?

elas fazendo oral ou comendo banana
elas fazendo oral ou comendo banana
elas fazendo oral ou comendo banana
Essa parece estar fazendo com todo o prazer, não?

elas fazendo oral ou comendo banana
Uma palhinha do que ela está fazendo...

elas fazendo oral ou comendo banana
Pois é, apenas se deliciando com uma banana.

elas fazendo oral ou comendo banana
elas fazendo oral ou comendo banana
Ou talvez não. Às vezes, uma banana não é apenas uma fruta, huhuhu.

Via Demonicius.

Poema: Fotografias

1:09 AM by Andarilho

Fotografias

Reviro e mexo em fotos antigas, de apenas alguns meses,
E me espanto de quanto tempo passou em tão pouco.
É um mau hábito esse meu, que me ocorre às vezes,
De relembrar a época em que eu ainda era louco.

E aquela loucura se foi, sobraram-se apenas isto:
Algumas memórias empilhadas, cortadas, espalhadas...
Era uma loucura boa, entretanto, mas não insisto:
Morreu junto com as esperanças; dela não há mais nada.

Guardo as fotos quando devia me livrar delas.
Talvez algum dia não me doa ver o que há nelas.
Mas hoje, ainda me rasga o peito e o pressiona.

Quando foi que desbotaram, quando perderam o foco?
Ou seriam meus olhos, perdidos, não mais in loco?
Só sei que hoje, são minhas companheiras de insônia.

câmera fotografia antiga

E agora? O que falo na entrevista de emprego?

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 18/05/2009, sobre o que não falar em uma entrevista de emprego.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui).

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E agora? O que falo na entrevista de emprego?

entrevista de emprego lupa
Hoje vou aproveitar para responder por atacado, uma série de consultas. As perguntas variam em tamanho e conteúdo, mas se resumem a uma questão, que é e agora, o que eu falo na entrevista de emprego?

Cada ouvinte que escreveu tem o seu caso particular, difícil de ser explicado. E aí, vem aquela preocupação com a reação do entrevistador, que eventualmente pode interpretar a história de maneira errada. Talvez mais importante do que perguntar o que eu falo?, seria perguntar o que eu não devo falar de jeito nenhum.

Eu fiz uma pequena lista de frases mortais. Pronunciar uma delas em uma entrevista, equivale a cometer harakiri em frente ao entrevistador.

Em primeiro lugar, não se deve alegar como motivo para querer mudar de empresa, nem como explicação por ter sido dispensado de um emprego, qualquer frase que comece com a palavra "falta". Falta de motivação, de perspectiva, de explicações, de informações, de adaptação, de reconhecimento, ou falta de qualquer outra coisa. Por que? Porque o entrevistador não tem como entrar em contato com a empresa que está sendo espinafrada pelo candidato e perguntar: "Por gentileza, vocês aí realmente não reconhecem um trabalho bem feito, ou isso é invenção do candidato que estou entrevistando?"

Em segundo lugar, não se deve acusar ninguém, nem chefes, nem colegas. O motivo é o mesmo. O entrevistador não é juiz e não tem como comprovar de quem é a culpa.

Em terceiro lugar, o candidato nunca deve se referir ao ambiente da empresa anterior usando palavras negativas, como frustração, desânimo, desinteresse, inveja, perseguição, injustiça, assédio e por aí vai.

Finalmente, devem ser evitadas as frases vazias, que soam bonitas, mas não querem dizer nada. Como por exemplo: "Não estou conseguindo desenvolver o meu potencial."

Embora isso possa parecer meio teatral, e é mesmo, o que deve ser passado numa entrevista é: estou feliz, ou estava feliz, mas sei que serei muito mais feliz aqui, por tudo o que já li ou ouvi a respeito dessa empresa.

Em entrevistas, reclamar ou fazer acusações sempre impressiona mal. Entrevistadores apreciam candidatos positivos. Aqueles que atribuem os méritos ou os erros a eles mesmos, e não a quem não está ali, de corpo presente, para se defender.

Max Gehringer, para CBN.

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E só pra descontrair, uma tirinha que achei no Humor na Net:

entrevista de emprego gerente maluco

10 Maneiras de Perder a Namorada (e apenas 1 de perder o namorado)

Dennis, um dos criadores do welations.com (um projeto focado na troca de experiências/relatos sobre relacionamentos), criou também essa série de quadrinhos, mostrando de maneira muito bem humorada 10 maneiras de como perder uma namorada. E de brinde, 1 maneira de perder um namorado.

O desenho segue um estilo bem cute, meigo, mas a linguagem utilizada certamente é adulta. :D

Abaixo, os quadrinhos, que eu traduzi do original em inglês (que podem ser vistos no Damn Cool Pics ou no Demonicious):

10 maneiras de perder a namorada
Durma com a mãe dela

10 maneiras de perder a namorada
Finja uma Doença Terminal

10 maneiras de perder a namorada
Finja ser Gay

10 maneiras de perder a namorada
Fuja do País

10 maneiras de perder a namorada
Finja ter uma DST

10 maneiras de perder a namorada
Compre uma Esposa Online

10 maneiras de perder a namorada
Conte a ela sobre seu Fetiche Secreto

10 maneiras de perder a namorada
Use a gata dela como Bola

10 maneiras de perder a namorada
Mostre a ela como ela é "Importante"

10 maneiras de perder a namorada
Publique fotos picantes dela na Internet

E pra ver como nós homens somos simples, uma única maneira de perder o namorado, hehehe:

como perder o namorado
Recuse fazer Sexo
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