Jantar de hoje

Minha janta de hoje: lasanha congelada Sadia, de bolonhesa. Até que é bom e bem prático, basta deixar um tempo no forno. Mas claro que não bate a praticidade e rapidez dos tradicionais miojos (e seus infinitos sabores, hehehe).

janta lasanha vinho
E pra completar, uma garrafa de vinho. Que estava cheia hoje quando cheguei em casa, mas agora está quase vazia. E até o final da noite, se assim desejar nosso amigo invisível (alguns o chamam de deus), a garrafa estará completamente vazia.

Ignorem este post, ele é fruto de uma mente alcoolizada... XD

Este post é pra quem achava que este era um blog sério... Huahuahua!

Vídeos nerds do dia

6:59 PM by Andarilho

O primeiro é uma animação stop-motion feita com Legos, mostrando alguns clássicos jogos do Atari. Simplesmente maravilhoso e nostálgico:



Dica do Byte Que Eu Gosto, que tem um dos melhores nomes da história dos blogs, hehehe.

E o segundo vídeo mostra o que acontece quando Resident Evil encontra Michael Jackson. Muito bom a apresentação do cosplay zumbi, até o som foi perfeito:



Dica do blog de games Continue.

Update: o terceiro vídeo do dia é hilário. Se você trabalha com computadores. E tem pais/familiares/conhecidos que não estão tão familiarizados com tecnologia assim.



Dica do MyNameIs.com.br.

O criador e o princípio da hierarquia - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 30/06/2009, sobre o princípio da hierarquia, com um exemplo que vem desde os primórdios (se você for criacionista).

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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O criador e o princípio da hierarquia

caindo das nuvens
Consulta de um ouvinte que caiu das nuvens. Diz ele: "Sou encarregado de um grupo de 18 funcionários. Tenho um estilo de liderança bem light, até pelas minhas convicções religiosas. Converso, ouço, procuro ajudar a quem precisa e perdoar a quem errou. Eu imaginava que esse meu estilo fosse criar um grupo homogêneo e dedicado, mas aconteceu o contrário. Fui surpreendido por um movimento de três subordinados para me derrubar do cargo. Caí das nuvens e estou em dúvida quanto ao que fazer."

Vamos então tentar juntar as suas convicções pessoais e as suas obrigações profissionais. Começando pelo sagrado princípio da hierarquia. Esse "sagrado" não está aí para deixar a frase mais bonita. A palavra "hierarquia" vem do grego e significava "as regras sagradas".

O mais antigo exemplo delas está no livro do Gênesis. O céu era organizado hierarquicamente com anjos, arcanjos, querubins e serafins, ocupando posições de maior ou menor destaque na escala celestial. E todos viviam num estado de inocência e santidade, cada um em seu devido lugar.

Um dos anjos, o mais brilhante deles, tanto que seu nome derivava da palavra "luz", chamava-se Lúcifer. Insatisfeito, ele resolveu afrontar a liderança do Criador. E o Criador, apesar de sua infinita bondade, não teve dúvidas em preservar o princípio da hierarquia, desterrando Lúcifer e seus adeptos. Ou enterrando, já que a palavra "inferno" significa "subterrâneo".

Numa escala infinitamente menor, já que o poder dele é relativo, o nosso ouvinte teve a sua liderança contestada. E precisa recuperá-la rapidamente. Se não fizer isso, a mais provável vítima da situação será ele mesmo. Nosso ouvinte precisa ser enérgico e expurgar os conspiradores. Depois, já numa posição mais fortalecida, deve conversar com o resto da equipe, e estabelecer as futuras regras de convivência e de respeito.

Naturalmente, estou imaginando que nosso ouvinte reúne as condições para ser líder. Se ele não conseguir se impôr perante os subordinados e nem conseguir o apoio da chefia para as medidas que pretende tomar, a situação mudará de feição.

Portanto, o nosso ouvinte está diante de um teste. Ele irá descobrir se é mesmo um líder, quando agir como um líder, encarando a situação de frente.

Max Gehringer, para CBN.

Dúvidas e certezas... com viagra ?!

Hoje a indústria farmacêutica transforma qualquer dúvida numa dura certeza.

viagra exclamação
Da insana mente do Zanfa, do Capinaremos.

Filme: A Garota Ideal

Assisti neste fim de semana, aqui em casa via torrents (mas que deve estar disponível em DVD mês que vem aqui no Brasil), o filme de 2007, A Garota Ideal, ou no original Lars and the Real Girl, e não podia deixar de mencioná-lo aqui, porque achei o filme muito interessante, e bastante singelo.

a garota ideal poster
A Garota Ideal conta a história de Lars, do título original, um pacato e super tímido morador de uma cidadezinha do interior dos Estados Unidos. Calado e pouco comunicativo, tem problemas em se relacionar com as pessoas. Não que ele seja aquele anti-social ranzinza, mas de forma até gentil, ele repele as pessoas, recusando convites, por exemplo, para tomar café da manhã com seu irmão e cunhada, que vivem na casa ao lado. Aliás, ele vive na garagem da casa.

Não dá pra dizer que ele é feliz isolado, mas não consegue ser diferente. Em certa altura do filme, ele admite que o toque das pessoas na sua pele dói. Um típico caso psicosomático.

Entretanto, certo dia a vida de Lars muda. Ele encomenda pela Internet uma dessas real dolls, ou sex dolls (evolução das bonecas infláveis, que não levam o nome de "real" à toa, tema destes posts anteriores: Alugando bonecas (real dolls) - Sexo de silicone, e não só nos peitos e Guys and Dolls - ou um amor de boneca). O problema é que assim que a boneca chega, vemos que Lars acredita que ela é real, e apresenta para sua família a nova namorada, a (literalmente) boneca Bianca, como se fosse uma pessoa normal.

a garota ideal lars and the real girl
Uma premissa que poderia render um filme cômico escrachado, nas mãos do novato diretor Craig Gillespie vira um drama comedido, sobre a bondade das pessoas, e não como elas podem ser cruéis. Sim, porque a crença de Lars nada mais é do que uma doença, que como uma gripe, não tem um remédio: a solução é esperar o próprio paciente se curar. E para isso, o jeito é fingir que Bianca é a garota real/ideal. No começo apenas o irmão e cunhada de Lars fingem que a boneca Bianca é real, mas logo toda a cidade entra na brincadeira, levados sobretudo pelo carinho, bem querer, e por que não amor, ao personagem principal, Lars.

O filme é meio triste, melancólico, por um lado, quando consideramos a situação piedosa de Lars. Mas ao mesmo tempo é uma fábula, um conto de fadas estilo feel good, quando vemos que praticamente toda uma comunidade se reuniu num ato fantasioso, tudo para ajudar um indivíduo antes solitário, mas querido. E nessa parte, a boneca Bianca rouba a cena, acabando inclusive, tendo uma "vida social" bem agitada.

lars and the real girl
No fim das contas, a boneca Bianca é o instrumento de redenção de Lars, ao mesmo tempo que é o instrumento de ação pelo qual as pessoas conseguem tocá-lo. Enfim, talvez Bianca não seja tão irreal assim. Porque ideal, sem dúvida ela é...

Não se deixe enganar pelo trailer, que dá um tom mais cômico ao filme. Apesar da situação poder parecer engraçada quando contada, quando vivida, nem sempre ela é. Mas também não significa que o clima seja soturno. Como eu disse antes, é uma pequena fábula moderna, que ao invés de fadas, tem uma sex/real doll. :)



Para saber mais: crítica do Omelete (feita pelo Érico Borgo), uma pérola como o filme.

Filme: Transformers 2: A Vingança dos Derrotados

9:50 PM by Andarilho

Hoje finalmente fui assistir o novo filme dos robôs de brinquedo mais lucrativos da história: Transformers 2: A Vingança dos Derrotados (ou no original Transformers 2: Revenge of the Fallen).

transformers2 vingança dos derrotados poster
Baseado na popular série de brinquedos dos anos 80 (eu tinha um vários deles), Transformers 2 corrige alguns defeitos do filme anterior, mas ainda não consegue ser mais do que um filmão testosterona-porrada: cheio de ação (da melhor qualidade), explosões e muitos efeitos especiais. História pra quê? A exemplo de outro blockbuster deste ano, X-Men Origens: Wolverine, o plot de Transformers 2 é mera desculpa.

Se no primeiro filme tínhamos muitos plots separados e totalmente chatos, neste o plot é único, mas ainda confuso e muito furado. Mas pelo menos é menor, deixando espaço pra pancadaria robótica, que não espera muito pra começar. Basicamente a história é a seguinte: depois da derrota do líder Decepticon (os bandidos), os Autobots (os mocinhos) se aliam ao governo americano caçando o que resta dos Decepticons. Mas uma ameaça surge, com a figura de um antigo robô que visitara a Terra há muito tempo, o Fallen do título em inglês. Ao mesmo tempo, o líder dos Decepticons, o poderoso e fodão Megatron renasce. (não falei que parece X-Men? Todo mundo morre e volta no filme.) E tudo isso em meio a mudança para a faculdade, de Sam (Shia LaBeouf - que nome chato), moleque que pega a gostosa do momento, Megan Fox.

megan fox transformers (Megan Fox em Transformers e em A Vingança dos Derrotados. Filmes diferentes, mesmas curvas.)

Transformers 2: A Vingança dos Derrotados tem a marca do seu diretor, Michael Bay, bem impressa em si. Em vários momentos parece que estamos vendo alguns shots reciclados de Pearl Harbor ou Armageddon (ficou só faltando o Aerosmith cantando). E por mais que eu ache Armageddon um filme legalzinho, isso não é um elogio.

transformers2 vingança dos derrotados optimus
No geral, Transformers 2 é legal, desligando o cérebro e babando no visual dos robôs, nas transformações e no som legal que eles fazem quando se transformam. Mas não espere mais do que isso, como uma história decente e coerente, por exemplo. Espere só ver o Optimus chutando uns traseiros Decepticons (yeah!), que você vai estar no clima do filme.

Trailer:

Programa de computador altera sexo em tempo real

Uma interessante reportagem da New Scientist, sobre programa de computador que altera ao vivo a aparência de uma pessoa, numa vídeo conferência, entretanto preservando as suas expressões faciais. É literalmente um "ultimate avatar". O que a ciência não faz...

Resumo da notícia:

Os cientistas da computação Barry-John Theobald, da Universidade East Anglia (Reino Unido) e Iain Matthews, ex-Universidade Carnegie Mellon, foram procurados por psicólogos que queriam uma ferramenta que pudesse alterar os traços dos rostos de pessoas, em especial o seu gênero, em tempo real, a fim de estudar as reações das pessoas em relação à linguagem corporal/sexo.

Entretanto, por mais que Hollywood crie personagens totalmente digitais, tal tecnologia não estava disponível. Basta ver os custos (e consequentemente, trabalho) de computação gráfica de diversos filmes. E estes ainda não servem exatamente como parâmetro, uma vez que toda a "maquiagem digital" é geralmente feita offline, muitas vezes alterando quadro a quadro um filme, um processo que está longe de ser em tempo real, ou quase instantâneo.

programa computador altera sexo em tempo real
Theobald e Matthews, tendo experiência em processamento de faces, desenvolveram então um software especial.

Simplificadamente, primeiro eles filmaram voluntários fazendo 30 expressões faciais diferentes, como bocejos, sorrisos, cara de surpresa. Para cada expressão, posições de elementos-chave do rosto, como olhos, nariz e cantos da boca, eram classificados manualmente no vídeo.

O vídeo contendo essa classificação foi então usado para "treinar" o software para reconhecer a face de cada indivíduo. Uma vez treinado, o sotware reconhece cada movimento do rosto do indivíduo, e pode transferir o "mesmo movimento", ou seja, por meio de cálculos, a mesma expressão, para outro rosto previamente reconhecido.

programa computador altera sexo em tempo real
Todo o processamento leva cerca de 150 milisegundos, o que é rápido o bastante para permitir que haja uma conversa em tempo real, via vídeoconferência ou afins. Pra completar o "truque", a voz da pessoa pode ser manipulada para se adaptar melhor com o novo rosto.

Veja o vídeo da NewScientist:



O software já está sendo usado em estudos psicológicos. Voluntários eram colocados para conversar com outros, numa vídeoconferência, mas sem saber se o rosto que estavam vendo era mesmo o da outra pessoa, ou fabricado pelo computador. E tampouco sabiam se o próprio rosto que o outro estava vendo era o verdadeiro.

Resultados preliminares sugerem que a linguagem corporal durante uma conversa é mais reativa a própria linguagem corporal do outro, do que a aparência física do sexo. Diz Theobald: "Mostramos que você pode apresentar uma mulher como ela mesma ou como um homem, e o comportamento do outro participante não se altera".

Notícia completa (em inglês) no site da NewScientist.

O verdadeiro slow food

3:09 PM by Andarilho

Cansado da vida corrida, sem tempo pra comer uma refeição decente, entupindo suas artérias com batata frita, hamburger e pizza? Experimente o verdadeiro slow food:

slow food
Ou o novo sabor, McTartaruga.

Assim como a imagem da gatinha com o rabão, esta também é via CuteOverload.

Poema: Só por hoje

Porque hoje o dia foi dos piores, estou me sentindo mais miserável e infeliz que o House, e a única coisa boa no dia todo foi o cookie do Mr. Cheney. É a depressão rondando...

solidão amigo de sombra
Só por hoje

Por hoje, só por hoje eu não queria estar sozinho.
Geralmente eu me entendo bem com a solidão,
Mas hoje, só por hoje, eu gostaria de alguém no meu caminho,
Que me dissesse "tudo bem", e me estendesse a mão.

Por hoje, só por hoje eu gostaria de ouvir o telefone tocar,
Com um convite pra qualquer coisa, de última hora.
E hoje, apenas hoje eu diria assim, sem pestanejar,
Tudo bem, vamos embora, vamos lá, é agora.

Por hoje, só por hoje eu queria ter a confirmação,
Que eu não sou um completo inútil neste mundo insano.
Por hoje, apenas por hoje eu queria ouvir um "não",
"Não, você não é apenas mais um neste plano."

Por hoje, só por hoje eu não queria continuar assim,
Me sentindo vazio, sem esperança, sem nada que o valha.
Por hoje, apenas por hoje eu queria ouvir um "sim",
"Sim, você importa, não é apenas outra migalha."

Por hoje, só por hoje eu não queria ter que escrever,
Essas linhas que tanto me doem na alma, por serem verdade.
Por hoje, apenas por hoje eu gostaria apenas de morrer,
Porque hoje cada segundo é dor de uma eternidade.

A falta de consideração do mercado de trabalho com quem tem mais de 50 anos - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 26/06/2009, sobre o mercado de trabalho e as pessoas com mais de 50 anos. Este comentário pode ser considerado um adendo ou complemento ao comentário As chances no mercado de trabalho para quem já chegou aos 50 anos, de novembro do ano passado.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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A falta de consideração do mercado com quem tem mais de 50 anos

max gehringer
O comentário de hoje é destinado a vários profissionais com mais de 50 anos, que me escrevem reclamando da falta de consideração do mercado de trabalho, para com pessoas com mais de 50 anos. Mas também é destinado a quem hoje tem 35 anos.

Atualmente, existem no Brasil 30 milhões de empregados em empresas privadas. Daqui a 15 anos, as projeções indicam que vão existir 30 milhões de brasileiros com mais de 50 anos. Um contingente de veteranos que será igual ao mercado de trabalho dos dias atuais. Portanto, estamos diante de uma saturação por idade, no mercado de trabalho, situação para a qual, poucas pessoas com 35 anos estão se preparando.

Eu imagino que quem tem 35 anos e está esbanjando energia, ainda nem começou a imaginar que poderá passar pelo dissabor de ficar sem emprego daqui a 15 anos. Ser otimista é sempre bom. Mas a situação presente de quem tem mais de 50 anos e não encontra emprego é um alerta que não deixa muita margem para otimismo no futuro.

Hoje, chamar alguém com 50 anos de velho, já virou ofensa. Daqui a 15 anos, será melhor ainda. Milhões de brasileiros com 60 anos estarão com pleno vigor e muita vontade de trabalhar.

A maneira como países mais adiantados, começaram a lidar com o problema do envelhecimento do mercado de trabalho, passa por uma medida simples. Os veteranos se reúnem em grupos de consultoria, que são uma espécie de cooperativa de prestação de serviços. Esses serviços são rápidos, podem durar de uma semana a três meses. Usando sua experiência e seu conhecimento, profissionais com mais de 50 anos de vida e 30 de carreira, podem oferecer conselhos valiosíssimos para empresas de menor porte, que não têm como pagar uma consultoria famosa.

Por que essas cooperativas já existem no hemisfério norte e ainda não surgiram no Brasil? Porque o pessoal lá de cima envelheceu antes do que nós, e teve que começar a lidar mais cedo com o problema.

Fica a sugestão para quem tem 50 anos e precisa agir. Mas também para quem tem 35 anos e precisa pensar. Organizar-se numa cooperativa de consultorias de curto prazo, na qual cada um entra com a sua especialidade, e todo mundo pode se ajudar mutuamente, será muito mais eficiente do que ficar brigando sozinho por uma vaga. Certamente, não é uma porta para todos, mas pode ser uma janela para muitos.

No mercado de trabalho, Quem se faz vítima sempre encontrará desculpas - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 25/06/2009, sobre como se fazer de vítima não ajuda em nada quem quer ter uma carreira.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Quem se faz vítima sempre encontrará desculpas

vítima
Certamente existem pessoas que são vítimas no mercado de trabalho. Vítimas de assédio, de discriminação ou de algum tipo de perseguição. Do mesmo modo, existem pessoas no mercado de trabalho, que se fazem de vítimas. E eu diria, com base na experiência prática, que o segundo grupo ganha do primeiro na proporção de dez para um. Vou dar três exemplos, tirados de mensagens recebidas.

Primeiro: "Estou fazendo a mesma coisa há 8 anos e ninguém me dá uma oportunidade, só os puxa-sacos são promovidos."

Segundo: "Tenho 46 anos e estou sendo preterido por causa da idade."

Terceiro: "Para conseguir um emprego, é preciso ter costas quentes. Já mandei mais de 200 currículos e não recebi uma só resposta."

A outra maneira de avaliar essas três situações é partindo da realidade do mercado.

Primeiro caso. Uma promoção não se ganha, se consegue. Quem não é promovido não conseguiu ainda demonstrar algumas habilidades que serão necessárias no cargo seguinte. A principal delas é a liderança. O líder não vai provar que é líder depois que for promovido. Ele precisa provar antes, ao ganhar o respeito dos colegas. O líder informal é aquele que todo mundo consulta sobre assuntos de trabalho ou assuntos pessoais.

O segundo caso. O índice de desemprego pra profissionais acima de 40 anos não é alto. Proporcionalmente, é mais baixo do que o índice de jovens desempregados. No mais das vezes, o problema de quem não consegue emprego não é a idade, e sim a falta de atualização. Experiência conta na hora da admissão, mas há outros fatores que também contam: um curso superior, a fluência em inglês, o conhecimento de informática.

Terceiro caso. Mandar currículos ou se cadastrar em sites têm retorno baixo. Dependendo da área, entre 60% e 90% das boas vagas são preenchidas por indicação direta. Uma rede de contatos vale muito mais que um caminhão de currículos.

Em resumo, fazer-se de vítima é pecar por omissão. É deixar de fazer o que os outros fizeram ou estão fazendo, e transferir a responsabilidade para fatores cuja explicação é a mais fácil, mas não necessariamente a mais correta. Quem quer ter uma carreira sempre encontrará caminhos, quem se faz de vítima sempre encontrará desculpas.

Max Gehringer, para CBN.

Descendo a Estrada do Morro da Lagoa da Conceição, em fotos

Há alguns dias atrás, no feriado, resolvi pegar a máquina fotográfica e sair clicando por aí. Naquele dia, resolvi que iria dar uma olhada na estrada que desce o Morro da Lagoa da Conceição, em direção à Lagoa, aqui em Florianópolis.

Peguei um ônibus e desci no ponto que tem na parte mais alta da estrada, do ladinho do Mirante da Lagoa. Lá, ao lado do ponto de observação, também tem uma lojinha de lembranças, pra quem gosta de comprar coisas. Eu prefiri tirar algumas fotos:

De Mirante da Lagoa da Conceição

Dá pra ver de bem longe, a ponte na Lagoa, e continuando esta, a famosa Avenida das Rendeiras.
De Mirante da Lagoa da Conceição

Dunas:
De Mirante da Lagoa da Conceição

Uma imagem do Canto da Lagoa:
De Mirante da Lagoa da Conceição

Gente desocupada como eu:
De Mirante da Lagoa da Conceição

Pra ver melhor:
De Mirante da Lagoa da Conceição


Depois de passar um tempo ali, resolvi descer o Morro pela rodovia, a pé, em direção à Lagoa. Coisa que eu não recomendo a pedestres e ciclistas, em determinados pontos o acostamento simplesmente some.

Mas a vista é privilegiada, e você consegue observar detalhes que te escapam de carro (ainda mais se você estiver dirigindo e tiver que prestar atenção na estrada), ou mesmo de ônibus, por não poder parar e observar.

Mais fotos:

Aqui, o ponto inicial da descida:
De Descendo a Estrada do Morro da Lagoa

A vista é praticamente a mesma que se tem do Mirante:
De Descendo a Estrada do Morro da Lagoa

O começo da descida é bem tranquilo:
De Descendo a Estrada do Morro da Lagoa

E como ainda estamos no alto, dá pra ter uma bela vista da Lagoa da Conceição:
De Descendo a Estrada do Morro da Lagoa

A vista que se tem da Lagoa é legal, mas as curvas da estrada não:
De Descendo a Estrada do Morro da Lagoa

Umas curvinhas bem chatas. Abaixa a marcha e vai na mansa:
De Descendo a Estrada do Morro da Lagoa

Bela vista da Lagoa, tirada de uma curva. Uma típica vista que você não consegue aproveitar quando está dirigindo o carro:
De Descendo a Estrada do Morro da Lagoa

Última curva da descida. Note que tem partes que o acostamento simplesmente não existe:
De Descendo a Estrada do Morro da Lagoa

E depois de tantas curvas fechadas, a reta que dá as boas-vindas aos visitantes da Lagoa:
De Descendo a Estrada do Morro da Lagoa


E aqui terminou o passeio fotográfico. Mas claro que depois dessa caminhada, fui tomar um café quente num dos inúmeros estabelecimentos que a Lagoa tem.

Encare sua carreira como as multas de trânsito - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 24/06/2009, sobre como rápidas mudanças de emprego, em diversas empresas, podem afetar a carreira.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Encare sua carreira como as multas de trânsito

multa velocidade
"Estou no meu atual emprego faz apenas 40 dias", escreve uma ouvinte. "É uma boa empresa e nada tenho a reclamar. Acontece que recebi uma proposta de outra empresa, melhor em todos os sentidos. Se eu aceitar e mudar de emprego, como isso poderá afetar a minha carreira?"

Bom, se a proposta que você recebeu for mesmo muito melhor em termos de salário, ambiente de trabalho e oportunidades de desenvolvimento, peça demissão e mude. Embora a sua empresa atual não vá gostar e você eventualmente tenha que ouvir alguns impropérios na saída, recusar uma proposta que não se repetirá tão cedo, faria você chegar todos os dias ao trabalho se remoendo por não ter aceito. E aí, você passaria a ver em sua atual empresa, defeitos que ela não tem.

O que me preocupa em sua mensagem é a pergunta sobre como essa mudança poderá afetar a sua carreira. A pergunta me dá a impressão de que após mudar, você continuará procurando opções para mudar novamente. Se for isso, não tenha dúvidas: a partir da terceira mudança em curto prazo, você só irá encontrar portas fechadas. Você passaria a ser vista como alguém que só quer ficar num emprego provisoriamente, até encontrar coisa melhor, e não como uma profissional em busca de uma empresa na qual possa construir uma carreira em médio e longo prazo.

Por isso, encare a sua situação, neste momento, mais ou menos como você encara as multas de trânsito. Se você for apanhada em velocidade excessiva uma vez, perde pontos. Se for apanhada várias vezes em pouco tempo, perderá a carteira.

Max Gehringer, para CBN.

Sobre redação com tema livre e carta de apresentação na busca de um emprego - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 23/06/2009, sobre dois assuntos relacionados ao processo de seleção de um novo empregado: a redação com tema livre e a carta de apresentação.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Redação com tema livre deve considerar ramo de atuação da empresa

cartas e redação
Dois assuntos que estão tirando o sono de muitos candidatos a emprego: a redação com tema livre e a carta de apresentação. Um ouvinte pergunta: "Na redação com tema livre, quais são os temas mais apropriados?"

Depende da empresa. Se você entrar no site de uma empresa e descobrir que ela tem muitos programas de responsabilidade social, esse seria um tema adequado. Mas sempre pega bem escolher um tema que tenha a ver com a empresa, a história dela ou de um produto dela, por exemplo. Hoje é fácil encontrar essas informações em sites, e decorar 3 ou 4 fatores básicos para compor a redação.

O mais importante, porém, é ter em mente que a empresa não irá avaliar se o candidato sabe escolher um tema. Ela irá avaliar se o candidato sabe escrever, se ele consegue criar uma história com começo, meio e fim, se ele não tropeça nas regras gramaticais, se ele não erra a grafia das palavras. Mais do que um teste de conhecimentos gerais, a redação é um teste de português.

O ouvinte que fez a pergunta escreveu "apopriados". Pode ser só um erro de digitação, e espero que tenha sido. Mas uma mancada dessas iria matá-lo na redação, mesmo que o tema escolhido fosse ótimo.

O segundo assunto é a carta de apresentação. Ela foi criada porque os currículos dos candidatos ficaram muito iguais nos últimos anos. Por isso, a empresa deu ao candidato, através da carta de apresentação, uma chance de ele mostrar que o currículo dele pode ser igual, mas ele é diferente.

Essa carta deve ser simples, com um ou dois parágrafos, nos quais o candidato explicará porque ele quer trabalhar naquela empresa e não em qualquer uma das outras cinqüenta empresas para as quais ele enviou currículos. Por isso, o que for escrito na carta não deve ser uma repetição do que já está no currículo. E a carta também não deve conter frases vazias, do tipo "sempre procurei dar o melhor de mim".

A melhor carta de apresentação que eu recebi tinha quatro linhas. Ela listava uma série de produtos da nossa empresa que já não eram mais produzidos há anos. Aí, a carta dizia: "Os produtos dessa empresa sempre fizeram parte de minha vida. Agora, eu gostaria de poder retribuir, fazendo parte da vida dessa empresa." Uma carta chamativa e diferente. Não pela sofisticação, mas pela extrema simplicidade.

Max Gehringer, para CBN.

Gatinha escondendo tudo com o rabo

Literalmente, a gatinha escondendo as partes íntimas com o rabo:

gatinha escondendo com o rabo

Mais uma imagem meiga e cuti-cuti-fófispara o seu dia miserável, trazida a você pelo CuteOverload.

Teoria dos Jogos aplicada... ao Amor!?

Mais uma brilhante sacada do XKCD (no link, o original em inglês):

teoria dos jogos
Glossário para não nerds/geeks/e afins:

I.A. - Inteligência Artificial. Depois do filme do Spielberg, todo mundo já deve saber o que é.

Teoria dos Jogos - ramo da matemática aplicada, que é usada em ciências sociais (especialmente em economia), biologia, engenharia, ciência política, relações internacionais, ciência da computação e filosofia. A teoria dos jogos tenta capturar matematicamente o comportamento em situações estratégicas, quando as escolhas que levam a um sucesso individual dependem de escolhas de outros. (Mais na Wikipedia, em inglês de preferência.)

Agora eu sei porque sempre que eu quis jogar, perdi.

Desisto!

Pensando bem, se você não jogar, perde também... Por isso a minha versão da tirinha:

teoria dos jogos

Lágrimas de um céu azul - Aozora no Namida

Geralmente eu vejo um anime e depois começo a gostar da música que toca nele. Entretanto, toda regra tem sua exceção. E a exceção mais recente foi a música Aozora no Namida (traduzindo: Lágrimas do Céu Azul), da pequena cantora gracinha japonesa Hitomi Takahashi (pequena mesmo, segundo a Wikipedia, ela não tem nem 1,5 m de altura).

hitomi takahashi
Primeira abertura do anime Blood+, Aozora no Namida tem um toque muito peculiar da guitarra (ou de algum outro instrumento de corda, não sei, passo longe de ser um músico), em certas partes.

De qualquer modo, é uma daquelas músicas que eu simpatizo de primeira. Se não é paixão a primeira vista, talvez seja a primeira escutada. XD



Letra e tradução:
Aozora No Namida - Lágrimas do Céu Azul
Hitomi Takahashi


Hitorikiri kurayami no naka
Kimi no namida no imi wo shitta
Negau basho fumi dashi takedo
Daremo kizutsuketaku nakute


Sozinha na escuridão
Eu sabia o significado das suas lágrimas
Eu avancei ao lugar que desejava
Eu não quero machucar ninguém

Umi wo wataru kaze wa kyou mo
Mayowazu ni ashita ni mukau no ni
Kokoro wa doushite ugoki dase nai


O vento está soprando sobre o oceano
Rumo ao amanhã sem hesitar
Por que meu coração não se move?

Donna unmei ga matte irun darou
Kuya mitaku nai yo umareta koto
Kanashimi no naka ni yuuki ga aru
Kagayaki tsukamu to shinjite iru


Qual será o destino que está por vir?
Eu não me arrependerei de ter nascido
Por dentro da tristeza está a coragem
Eu acredito que estou me aproximando daquela luz

Furi shikiru aozora no namida
Itsu no hi ka egao ni kaeru yo


As lágrimas jorram do céu azul
Algum dia se tornarão um sorriso

Isogi ashi oikaketa kaze
Yubi no aida wo surinuketeku
Shinjiru koto mada kowai kedo
Todomaru koto wa mou shinai


O vento segue um ritmo rápido
Soprar através de meus dedos
As coisas nas quais eu acredito ainda assustam mas...
Eu não vou desistir

Tsuki ga sotto kata wo tataki
Minamo utsushitekureta kiiromichi
Mayou koto sae wasurete yuku yo


A lua toca suavemente meus ombros
Sobre o reflexo da lua na estrada
Eu nunca esquecerei como me perdi

Nanimo nai asu ga matte itemo
Nanika wo umidasu te ga aru kara
Kimerareta michi mo kaeteyukeru
Tsuyoi omoi ima komi ageteru


Se eu esperar pelo amanhã e nada acontecer
Uma mão me dará um impulso
E a minha escolha mudará
Esses fortes sentimentos, agora são maiores

Koboreteta aozora no namida
Ashita ni wa kitto hareru kara


As lágrimas que jorram pelo céu azul
Certamente clarearão amanhã

Miageta saki he to
Aruki daseru hazu
Dokomademo yukeru
Jibun naku sa nai nara


Para onde eu olho
Aquele é o local onde eu começarei
Eu posso ir a qualquer lugar
Se eu não desistir de mim mesmo

Donna unmei ga matte irun darou
Kuya mitaku nai yo umareta koto
Kanashimi no naka ni yuuki ga aru
Kagayaki tsukamu to shinjite iru


Qual será o destino que está por vir?
Eu não me arrependerei de ter nascido
Por dentro da tristeza está a coragem
Eu acredito que estou me aproximando daquela luz

Furi shikiru aozora no namida
Itsu no hi ka egao ni kaeru yo

As lágrimas jorram do céu azul
Algum dia se tornarão um sorriso.

Letra e tradução via Animeblade.

E eu ainda estou pra ver o anime Blood+ (apesar de já ter baixado quase tudo). É, ultimamente tenho deixado os animes um pouco de lado, em prol das séries. =P

Vale a pena continuar com o curso de jornalismo - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 22/06/2009, sobre a decisão do STF de não exigir mais diploma para a profissão de jornalista, e se vale a pena alguém continuar o curso de jornalismo. Em homenagem a nossa amiga Ana P., futura jornalista diplomada, que já disse que não vai largar o curso.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui).

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Vale a pena continuar com o curso de jornalismo

jornalista
"Sou professor de uma faculdade de jornalismo", escreve um ouvinte. "Você deve ter imaginado o pesadelo que foi para mim e para os outros professores, ter que encarar a primeira aula após a decisão do STF de que jornalista não precisa mais ser diplomado. Eu nem bem botei o pé na classe e meus alunos já me perguntaram se valia a pena continuar com o curso, uma vez que, de repente, passamos a ter 100 milhões de potenciais jornalistas no Brasil."

Sim, vale a pena continuar com o curso. E vou enumerar alguns motivos.

Primeiro, no Brasil existem 100 milhões de potenciais administradores de empresas. Não há nenhuma lei que obrigue uma empresa a contratar um profissional diplomado em administração para uma vaga administrativa. Mas as empresas, por decisão delas, exigem o diploma. A mesma coisa irá acontecer com os jornalistas. Conversei com algumas figuras do ramo e o diploma de jornalismo continuará a ser exigido nas contratações.

Outro ponto vital: jornalista precisa saber escrever. Não somente com estilo, mas principalmente com correção. Atualmente, raros são os cursos superiores que têm a preocupação de não permitir que seus formandos saiam pelo mercado de trabalho trucidando o português. E o jornalismo é o principal deles. Portanto, para quem quiser ser jornalista, o diploma continuará valendo o que sempre valeu.

Eu acredito que ainda haverá desdobramentos em relação à decisão do STF, com passeatas, pressões de entidades de classe e ações de congressistas. Mas eu gostaria de chamar a atenção para um detalhe: jornalismo é uma das profissões mais saturadas do mercado. As poucas vagas que aparecem são preenchidas por indicações de outros jornalistas.

Não é difícil prever que os jovens que se formarem em jornalismo a partir de agora, irão atribuir à decisão do STF, o fato de não conseguirem um emprego na área. Isso poderá ser até um auto-consolo, mas não será verdade. Ser formando em uma faculdade de jornalismo de renome, continuará pesando muito. E conhecer um jornalista que possa fazer uma indicação, mais ainda.

Max Gehringer, para CBN.

A linguagem corporal do candidato - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 19/06/2009, sobre a linguagem corporal em entrevistas de emprego. Para saber mais sobre entrevistas de emprego, clique aqui.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui).

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A linguagem corporal do candidato

linguagem corporal braços cruzados
Uma consulta bem interessante. Diz uma ouvinte: "Participei de uma dinâmica de grupo e não fui selecionada. Ao final dela, recebi do mediador uma explicação que me deixou perplexa. Ele me disse que eu fui prejudicada por minha comunicação não-verbal. E até mencionou meia dúzia de gestos que eu considero normais, como cruzar os braços ou balançar os pés, para tentar me convencer de que minha linguagem corporal não batia com minhas palavras. É isso mesmo? Agora, para participar de dinâmicas, vamos ter que fazer um curso de como coçar corretamente o nariz?"

Começando pelo que é mais fácil entender, imagine que você esteja conversando com uma pessoa. E no meio de nada, ela dá um longo bocejo. Você pode concluir uma de duas coisas: ou a pessoa está com o sono atrasado, ou ela não está mostrando interesse naquilo que você está falando. Isso é comunicação não-verbal: seu corpo fala por você.

Em entrevistas de emprego, esses sinais são levados em conta, principalmente se o entrevistador for um psicólogo. Existem alguns gestos que têm uma interpretação quase universal. Por exemplo, cruzar os braços mostra que o candidato está na defensiva. Desviar o olhar na hora de responder, significa que o candidato está indeciso ou pode estar mentindo.

Mas agora, concordando com nossa ouvinte, certamente há um problema nessas avaliações. É o de enquadrar todo e qualquer candidato numa cartilha básica de gestos, ou seja, um mesmo gesto significaria sempre a mesma coisa.

Se nós pensarmos nas pessoas com as quais convivemos a tempos, vamos lembrar de alguém que sempre nos escuta de braços cruzados, e nem por isso, deixa de mostrar interesse no que estamos falando. Nesse caso, cruzar os braços é natural naquela pessoa. Um gesto que vem de anos, e virou marca registrada, e não uma ação defensiva.

A nossa ouvinte pode ter o cacoete de balançar os pés desde a infância, o que não significa que ela estava ansiosa demais na dinâmica de grupo. Bons entrevistadores levam em conta esse fato óbvio e sabem tirar as conclusões adequadas. Entrevistadores que só decoraram a cartilha e descobriram que coçar a orelha é sempre um sinal de desconfiança, podem eventualmente eliminar o melhor candidato: aquele que simplesmente tinha uma pulga atrás da orelha.

Max Gehringer, para CBN.

Post-It Love

Mais um curta usando post-its. Esses papéizinhos são mesmo que nem Bombril, têm mil e uma utilidades. E uma delas é paquerar no escritório.



Ok, pelo vídeo não é paquerar, mas encontrar o amor. Mas também, em comédias românticas, nem que sejam curtas, é sempre isso mesmo...

Esse vídeo me lembra uma mistura de SIGNS (a parte do romance) com DEADLINE (a parte dos post-its).

Vídeo visto no blog do Leopoldo Moreira.

Filme: Intrigas de Estado

Intrigas de Estado (ou no original State of Play) é um filme que mistura mistério policial, mas conduzido por repórteres, e um viés político, mas que não é aborrecedor.

intrigas de estado poster
No filme, Russell Crowe é um repórter veterano e bem relacionado, que investiga um homicídio rotineiro, aparentemente de um drogado qualquer. No dia seguinte, acontece a morte de outra pessoa, desta vez uma mulher assistente de um congressista americano (interpretado por Ben Affleck, apagado como de costume), antigo amigo do repórter. Essas duas mortes, que aparentemente não têm ligação alguma, acabam mostrando-se como a ponta de um iceberg envolvendo casos extra-conjugais, conspirações empresariais, políticos e militares com contratos de bilhões de dólares.

O filme é muito bom. Mesmo que a trama não seja trivial, ela não é indecifrável. A tensão no filme é bem dosada, e pra quem gosta de mistério e suspense, vai adorar seguir os passos do repórter de Russell Crowe, e de sua parceira no filme, a jovem blogueira/repórter interpratada pela bela Rachel McAdams. Dupla essa que tem uma interpretação muito boa, ao contrário do outro casal do filme, do congressista de Ben Affleck (fraco) e Robin Wright Penn (mal aproveitada).

Intrigas de Estado Russell Crowe Rachel McAdams
Intrigas de Estado foi adaptado de uma série inglesa de 2003, da BBC, e talvez por isso, mesmo que o filme tenha mais de duas horas, pareça ainda meio corrido. Entretanto, como em todos os bons filmes, o tempo passa quase despercebido.

Enfim, Intrigas de Estado é um filme pra quem gosta de filmes inteligentes, tramas e roteiro bons, com boa atuações e boa direção. Se você, assim como eu, gosta dessas coisas, tem um excelente filme a ser assistido.

E como bônus aos colegas blogueiro(a)s, entre os temas abordados no filme há uma referência a briga entre a velha mídia de papel e os blogs.

Trailer:


Para saber mais: crítica do Omelete.

Filme: Duplicidade

9:39 PM by Andarilho

Duplicidade (ou Duplicity, no original) traz a dupla Julia Roberts e Clive Owen num excelente filme de espionagem moderno.

duplicidade poster
Julia Roberts é uma ex-espiã da CIA, enquanto Clive Owen é antigo empregado do MI-6 (a mesma agência do Bond). A primeira vez que eles se encontram é em uma embaixada, quando a espiã que um dia já foi uma linda mulher, rouba documentos secretos do cara que manda bala.

Anos mais tarde, eles se reencontram, agora ambos trabalhando nos serviços de inteligência de grandes corporações do ramo de produtos de beleza. A espionagem no filme não se dá entre países e governos, mas entre CEOs e empresas. Só isso já deixaria o filme com um diferencial, mas não para por aqui.

duplicidade clive owen julia roberts
Com uma trama envolvente, contada tanto no presente quanto por meio de flashbacks estrategicamente posicionados, o filme ainda conta com a atuação de coadjuvantes de peso, como Paul Giamatti e Tom Wilkinson, nos papéis dos dois presidentes de empresas rivais, que usam os serviços dos agentes protagonistas. A atuação da dupla de protagonistas também é excelente, e parece que ambos estão se divertindo interpretando, tanto quanto nós espectadores, estamos divertindo assistindo.

Mesclando suspense típico de filmes de espionagem, com toques de romance e leve comédia, além das tradicionais reviravoltas na história, Duplicidade é um filme muito divertido, que vale a pena ser visto. De preferência, antes de ver o trailer.

Trailer (eu aconselho a ver o filme sem ver o trailer antes):


P.S. Momento Caras: se percebe no filme que a idade chega até mesmo pra Uma Linda Mulher. Julia Roberts disfarça bem, com a ajuda do figurino e do diretor de fotografia, mas o tempo é implacável, pra olhos bem atentos. ;)

Não existe motivação melhor do que uma boa remuneração - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 16/06/2009, sobre o que mais motiva o pessoal de vendas de uma empresa. E se quiser saber mais sobre motivação em geral, não só para os vendedores, este outro comentário é excelente: Motivação é a capacidade de trabalhar de olho no futuro.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui).

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Não existe motivação melhor do que uma boa remuneração

dinheiro motivação
"Sou gerente regional de vendas", escreve um ouvinte. "Por mais que eu me esforce, não consigo mais motivar a minha equipe. Os resultados têm ficado abaixo das metas, e o índice de rotatividade está por volta de 45%."

Bom, para começar, eu diria que vendas é, por natureza, a área mais motivada que existe. Por isso, todas as outras áreas da empresa precisam de programas de motivação. A área de vendas só precisa não ser desmotivada.

E a regional de nosso ouvinte, pelo jeito, foi desmotivada. Uma rotatividade de vendedores de 45% está muito acima da média do mercado, que se situa entre 20 e 30%. Muito provavelmente, outro índice importante, o de absenteísmo, também deve estar alto. O normal seria 2% de faltas, mas em equipes de vendas motivadas, esse índice tende a zero. Se houver uma inundação, o vendedor motivado irá trabalhar de canoa.

Por que vendedores faltam ou pedem a conta? Na imensa maioria dos casos, a resposta mais óbvia é a mais verdadeira: porque eles podem ganhar mais em outra empresa. E se isso é verdade, os que ficam não mostram muito entusiasmo porque só estão esperando uma proposta para sair também.

Executivos de vendas, pressionados por ordens superiores, tendem a ignorar esse simples fato e a tentar procurar explicações onde elas não estão. Uma pesquisa de salários e comissões, envolvendo 10 ou 20 empresas do mesmo porte, mostraria a realidade do mercado. Porém, remunerar melhor os vendedores é algo que sempre provoca calafrios na alta direção, porque as outras áreas vão dizer que vendas é sempre privilegiada.

De qualquer forma, o nosso gerente regional tem três opções. A primeira é dar a cara para bater. Ele pode fazer uma pesquisa informal na região e mandar os dados para a diretoria, mostrando que os vendedores estão sendo mal remunerados, e propondo algumas formas de remediar a situação, como uma nova tabela de comissões. A segunda opção: na base do carisma, ele precisa tentar convencer os vendedores de que eles não estão ganhando mal. E a terceira é fingir-se de morto.

A primeira opção seria a mais correta. A segunda é a mais usada. E a terceira é uma forma de se proteger das reações dos superiores. O nosso ouvinte conhece a empresa em que trabalha. E poderá decidir qual das três opções seria a mais recomendável. Mas a regra essencial de vendas é esta: não existe motivação melhor do que uma boa remuneração.

Max Gehringer, para CBN.

Jai Ho, a música do filme Quem Quer Ser um Milionário?

Em primeiro lugar, se você ainda não viu o filme Quem Quer Ser um Milionário? (Slumdog Millionaire, no original), assista o quanto antes. Inclusive está pra sair em DVD por esses dias.

Aviso: se você ainda não assistiu o filme, pode não querer ver os clipes deste post. Já sabe, possíveis spoilers.

Agora, se você já viu o filme, deve se lembrar da dança a la Bollywood que rola nos créditos finais. Se não se lembra ou quiser rever, assista o vídeo abaixo:


(UPDATE: O player do Megavideo não é tão bom, mas pelo menos não foi retirado do ar. Link para o vídeo numa janela maior.)

Eu amo esse filme, e também gostei desses créditos finais, eu achei uma simpática homenagem à tradição bollywoodiana. De qualquer modo, a música que toca é Jai Ho, que quer dizer algo como "que você consiga vitória", ou apenas um grito comemorando a vitória. Canção esta que inclusive ganhou o Oscar 2009 de melhor canção original.

Bem, depois de ver o filme no cinema duas vezes (e mais uma vez em casa, via torrents), achei que nunca mais ia escutar essa música, que tem um ritmo legal, mas que eu não entendo uma palavra da letra (mentira, tem umas duas palavras em espanhol jogadas no meio dela).

Pra minha surpresa, ouvindo rádio outro dia (coisa que eu raramente faço), escuto o mesmo ritmo. Mas dessa vez, eu estava entendendo o que era dito. Uma rápida googlada (o verbo googlar fica definitivamente melhor em inglês) e descubro que as Pussycat Dolls gravaram uma versão em inglês, cujo nome oficial é Jai Ho! (You Are My Destiny). Que eu achei que ficou até legalzinha.



Letra e tradução:
Jai Ho! (You Are My Destiny) - The Pussycat Dolls


I got (I got) shivers (shivers),
When you touch that way,
I'll make you hot,
Get what you got,
I'll make you wanna say (Jai Ho)


Fico (fico) arrepiada (arrepiada),
Quando você me toca assim,
Vou te esquentar,
Ver o que você sabe,
Vou te fazer querer dizer (Jai Ho)

I got (I got) fever (fever),
Running like a fire,
For you I will go all the way,
I wanna take you higher (Jai Ho)


Tenho (tenho) febre (febre),
Correndo como o fogo,
Por você vou até o final,
Quero te levar às alturas (Jai Ho)

I keep it steady uh-steady,
That's how I do it.
This beat is heavy, so heavy,
You gonna feel it.


Vou manter desse jeito,
É assim que se faz.
A batida é forte, muito forte,
Você vai senti-la.

You are the reason that I breathe,
You are the reason that I still believe,
You are my destiny,
Jai Ho! Oh-oh-oh-oh!


Você é o motivo pelo qual eu respiro,
Você é o motivo pelo qual eu ainda acredito,
Você é o meu destino,
Jai Ho! Oh-oh-oh-oh!

No there is nothing that can stop us,
Nothing can ever come between us,
So come and dance with me,
Jai Ho! (oohh)


Não, nada pode nos parar,
Nada nunca vai ficar entre nós,
Então venha e dance comigo,
Jai Ho! (oohh)

Catch me, catch me, catch me, c'mon, catch me,
I want you now,
I know you can save me, you can save me,
I need you now.


Me pegue, me pegue, me pegue, venha e me pegue,
Quero você agora,
Sei que você pode me salvar, você pode me salvar,
Preciso de você agora

I am yours forever, yes, forever,
I will follow,
Anywhere in anyway,
Never gonna let go.


Sou sua para sempre, sim, para sempre,
Vou te seguir,
Pra qualquer lugar de qualquer maneira,
Nunca vou te deixar.

Escape (escape) away (away),
I'll take you to a place,
This fantasy of you and me,
I'll never lose my chance. (Jai Ho)


Vamos (vamos) fugir (fugir),
Vou te levar para um lugar,
Esta fantasia de nós dois,
Nunca perderei minha chance. (Jai Ho)

Yeaahhhh

I can (I can) feel you (feel you),
Rushing through my veins,
There's an ocean in my heart,
I will never be the same. (Jai Ho)


Posso (posso) te sentir (te sentir),
Correndo pelas minhas veias,
Há um oceano no meu coração,
Nunca mais serei a mesma. (Jai Ho)

Just keep it burnin', yeah baby,
Just keep it comin',
You're gonna find out baby,
I'm one in a million.


Mantenha isso quente, baby,
Mantenha isso rolando,
Você vai descobrir, baby,
Que sou uma em um milhão.

You are the reason that I breathe,
You are the reason that I still believe,
You are my destiny,
Jai Ho! Oh-oh-oh-oh!


Você é o motivo pelo qual eu respiro,
Você é o motivo pelo qual eu ainda acredito,
Você é o meu destino,
Jai Ho! Oh-oh-oh-oh!

No there is nothing that can stop us,
Nothing can ever come between us,
So come and dance with me,
Jai Ho! (oohh)


Não, nada pode nos parar,
Nada nunca vai ficar entre nós,
Então venha e dance comigo,
Jai Ho! (oohh)

Catch me, catch me, catch me, c'mon, catch me,
I want you now,
I know you can save me, you can save me,
I need you now.


Me pegue, me pegue, me pegue, venha e me pegue,
Quero você agora,
Sei que você pode me salvar, você pode me salvar,
Preciso de você agora

I am yours forever, yes, forever,
I will follow,
Anywhere in anyway,
Never gonna let go.


Sou sua para sempre, sim, para sempre,
Vou te seguir,
Pra qualquer lugar de qualquer maneira,
Nunca vou te deixar.

I need you,
Gonna make it,
I'm ready,
So take it!


Preciso de você,
Vamos fazer isso,
Estou pronta,
Venha me pegar!

You are the reason that I breathe,
You are the reason that I still believe,
You are my destiny,
Jai Ho! Oh-oh-oh-oh!


Você é o motivo pelo qual eu respiro,
Você é o motivo pelo qual eu ainda acredito,
Você é o meu destino,
Jai Ho! Oh-oh-oh-oh!

No there is nothing that can stop us,
Nothing can ever come between us,
So come and dance with me,
Jai Ho! (oohh)


Não, nada pode nos parar,
Nada nunca vai ficar entre nós,
Então venha e dance comigo,
Jai Ho! (oohh)

Jai Ho!
Baila baila!
Jai Ho!
Baila baila!

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quem quer ser um milionário cartaz brasileiro
E que a versão em inglês é bem diferente da original, ninguém duvida. Vou colocar aqui só a tradução (porque sinceramente, letra em hindi ou urdu não é a minha praia) que achei no terra, só pra efeitos de comparação:

Jai Ho - A. R. Rahman

Vitória para você! Vitória para você!
Vitória para você! Vitória para você!

Vamos vir abaixo da tenda decorada de vida
Venha abaixo azul céu decorado com linhas de Jari
Vitória para você! Vitória para você! [2x]

Vitória para você! Vitória para você!
Vitória para você! Vitória para você!

Lentamente Lentamente Realmente eu perdi a minha
vida;
Gasto minhas noites dançando sobre carvão;
Eu estraguei o sono dos meus olhos com ar de minha
boca;
Eu queimei meu dedo azul com estrelas;

Vamos vir abaixo da tenda decorada de vida
Venha abaixo azul céu decorado com linhas de Jari
Vitória para você! (para você)
Vitória para você! (para ti)
Vitória para você! (para você)
Vitória para você! (para ti)

Dance, dance!
Agora, comigo, você dança para o hoje;
Pelo nosso dia de mudanças;
Os problemas que são...
Saúde!
Dance, dance!

Vitória para você! Vitória para você!
Vitória para você! Vitória para você!

Gosto dela, sim gosto dela, esta noite é de mel -
saboreie!;
Mantenha-o, sim - isso é coração, o coração é último
limite .. Mantenha-o;

Black Black Eyeliner - é a sua magia negra?
Black Black Eyeliner - é a sua magia negra?

Vamos vir abaixo da tenda decorada de vida
Venha abaixo azul céu decorado com linhas de Jari
Vitória para você! Vitória para você!

Vitória para você! Vitória para você!
Vitória para você! Vitória para você!

Desde quando, uma vez que sim, quando tiver parado na
minha boca... desde quando
Desde quando, sim - desde quando, (seus) olhos estão
fechados... desde quando
Tal como este, como este, iluminando os olhos,
tornando tanto aliviado, sim, sim, o quê?

Vamos vir abaixo da tenda decorada de vida
Venha abaixo azul céu decorado com linhas de Jari
Vitória para você! (para você)
Vitória para você! (para ti)
Vitória para você! (para você)
Vitória para você! (para ti)

Vitória para você!
Dance, dance!
Vitória para você!
Dance, dance!
Vitória para você!

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E se você gosta de pagar um miquinho e ficou com vontade de aprender a dança do Jai Ho (huahuahua!) procure pesquisar no youtube "Jai Ho dance", que você vai achar muita gente dançando, alguns ensinando a coreografia, e outros se esbaldando no king kong. Como essa aqui, uma das minhas preferidas:

Ignorando

Mais um texto da série "textos enormes em que eu só falo da minha vida e que teoricamente ninguém teria interesse em ler". Por isso, se continuarem a ler, não reclamem e estejam avisados.

Escrevi esse texto ontem, e fiquei em dúvida se postaria ou não, por ele ser muito pessoal, mais do que a imensa maioria que eu posto. Mas, ah!, que se dane...

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"Incrível como um pequeno gesto pode deixar o dia pior. Ou melhor. Ou os dois ao mesmo tempo..."

É com essa sentença, que enviei ao twitter, que começo esse texto. Porque se não foi esse gesto que começou a história, pelo menos ele foi o que motivou a sua escrita.

Como começam os episódios dos meus seriados favoritos, anteriormente em... No caso, na minha vida:

Me apaixonei. A segunda vez na minha vida.
Foi a primeira vez que eu cheguei a dizer a ela, mesmo que de maneira meio torta - por email, não explicitamente, mas ela entendeu.
E educadamente disse NÃO.
Mas... eu vejo ela praticamente todo dia. No trabalho.

E isso dificulta as coisas um bocado. Principalmente quando você só quer esquecer dela, esquecer que um dia já sentiu alguma coisa, porque agora, tudo o que você sente é o seu peito sendo esmagado, a náusea corroendo o seu interior e as lágrimas escorrendo quando menos espera. Enfim, você sente miserável.

mágoa
Diferentes pessoas lidam de jeitos diferentes com a tristeza. Algumas se entopem de chocolate, outras choram emotiva e exaustivamente num ombro amigo ou não, e outros guardam toda a mágoa dentro de si. Eu sou desse último tipo. Mas quando a tristeza é muito grande, não dá pra mantê-la presa. Em mim, ela extravaza como mau humor, sarcasmo e sobretudo, raiva, muita raiva. De nada em específico, mas ao mesmo tempo de tudo.

Tento não descontar essa raiva em outras pessoas que não têm nada a ver com a história, mas não dá pra não deixar transparecer. Agora, quanto a ela... Eu até queria ser nobre e dizer que mesmo rejeitado, só o que sobra é o amor. Mas isso não é verdade. Eu ainda a amo. Mas ao mesmo tempo, não consigo deixar de sentir raiva. Meu lado racional fica buzinando na minha orelha, que ela não tem culpa, e eu sei disso, mas não dá pra não deixar de sentir mágoa, raiva. Pois é, apesar de tudo, ainda sou humano.

Até hoje, nunca tinha entendido, de verdade, como é que as pessoas podiam dizer que amor e ódio são dois lados da mesma moeda. Mais uma vez, meu lado racional entendia perfeitamente o conceito, identificava quando o ódio surgia onde antes supostamente havia apenas amor, etc. Mas era inconcebível que um dia eu viesse a sentir a mesma coisa. Era. Hoje eu sei e sinto.

moeda girando
Entretanto, como disse, eu ainda gosto dela. Mas ao mesmo tempo sinto essa raiva que vem direto da dor. Talvez hajam pessoas que consigam conciliar isso de maneira nobre, ou pelo menos melhor do que eu, porque a única saída que encontrei foi de começar a ignorá-la. Infantil, eu sei, mas eu nunca disse que sou muito maduro.

Por ignorá-la, eu quero dizer que evito estar presente quando ela chega ou vai embora, dando os costumeiros cumprimentos, como "bom dia" ou "bom almoço". É, às vezes, eu literalmente fujo da sala. Também não converso mais com ela, e quando tem algum grupinho conversando, se ela estiver lá, eu não chego perto, ou se eu estiver num desses grupos e ela chegar, procuro sair logo. Passo boa parte do tempo com fones de ouvido, pra poder ignorar ou fingir ignorar caso ela solte algum comentário. E quanto a "questões trabalhistas", sou o mais breve e seco possível.

Mas, acima de tudo, evito contato com os olhos dela. Quando ela passa, fixo os olhos no monitor. Se ela está conversando com alguém e eu tiver que passar do lado, foco o olhos em outra coisa. Em reuniões, desvio o olhar sempre. Antes era diferente, especialmente em reuniões. Sabe quando você vê ou ouve algo, e imediatamente olha pra uma pessoa, porque sabe que ela pensou a mesma coisa que você? Uma intimidade, mesmo sem intimidades? Era isso o que acontecia. Hoje não mais. Às vezes percebo ela procurando esse olhar de confirmação, mas hoje eu sempre desvio os olhos.

olhar
Admito que faço isso esperando que ela passe a me ignorar completamente, como se eu não existisse, nem nunca tivesse existido. (O que é bem próximo do como eu me sinto.) E até mais, eu espero até que ela crie antipatia, ódio por mim. Porque isso seria mais fácil de digerir do que aquela conversa de "amigo" ou "pessoa especial". E eu achava que estava conseguindo isso, até hoje...

Sexta-feira 12, dia dos namorados, a empresa enforcou (dia 11 era feriado), mas nós temos que fazer algumas horas extra para compensar o dia não trabalhado. Então, a maioria das pessoas acaba ficando algum tempo a mais na empresa, e vão aos poucos, saindo (como não tem obrigação de fazer essas horas todo dia, as pessoas vão embora quase que aleatoriamente). Hoje só sobraram por últimos na sala, eu e ela, depois do expediente normal. Eu estava, como de hábito (novo), com meus fones de ouvido, e não notei quando ela se preparava para ir embora, e portanto, não consegui "fugir" da sala. Mas nem foi preciso, ela passou direto, com cara de poucos amigos, sem cumprimentar, sem se despedir, nem olhar em direção a minha mesa. Nessa hora pensei comigo mesmo, "consegui que ela me odiasse". Senti um misto de tristeza e alívio de dever cumprido.

Mas eis que não dá um minuto, e vejo ela voltando à sala. Continuo com os olhos no monitor, fones no ouvido. Ela passa por mim e vai até a mesa dela no canto. E na volta, indo embora, achei que iria acontecer a mesma coisa que antes, ela passando batido. Mas pra minha surpresa, não foi o que aconteceu. Dessa vez, ela se aproxima da minha mesa, e com uma expressão que eu achei sofrida, no sentido de triste, diz "Tchau, Emilio". Aquilo me pegou totalmente de surpresa. Mal consegui balbuciar o "tchau" de volta.

Tenho que admitir que aquela cena mexeu comigo. A expressão sofrida, a voz cansada, e um simples tchau dirigido a mim...

Fiquei pensando no que aquilo significava. Ou o que significaria. Será que ela estaria triste ou chateada por eu estar ignorando ela? E se ela estivesse mesmo triste, é porque de alguma forma, ela gostava de mim?

Não necessariamente.

O que se passou não diz nada disso. Existem dezenas de explicações, variando da minha simples percepção errada a um cansaço rotineiro. Mas o que eu pensei, o que eu senti, na hora e depois, isso sim é relevante, diz muito. Mas sobre mim... E o que é que diz? Bem, já é quase uma hora da manhã, e estou com esse texto me acompanhando há pelo menos duas horas. Por isso, vou só dizer só duas coisas: vai levar mais tempo do que eu gostaria, pra superar isso. Eu estimo uns dois anos, no mínimo... E a segunda coisa é: evitar o olhar dela a todo custo. É, eu sou um fraco e se eu cruzar meu olhar com o dela, sei que tudo o que lutei pra esquecer, pra enterrar, vai voltar à tona.

E foi esse pequeno gesto que deixou meu dia, ou o restinho dele, pior. Ou melhor. Ou ambos.

Porque algumas dores nos acompanham pra sempre. Elas podem diminuir, podemos nos esquecer delas momentaneamente, nos anestesiando. Mas elas estarão sempre conosco. Algumas feridas simplesmente não fecham...

solidão árvores secas

Os 10 fatores que compõem o marketing pessoal - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 16/06/2009, sobre o marketing pessoal.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui).

E falando em marketing pessoal, se você ainda não conhece, não pode deixar de ler a fábula corporativa do Pato e do Pavão.

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Os 10 fatores que compõem o marketing pessoal

marketing pessoal
Atendendo a alguns pedidos, hoje vamos falar sobre o marketing pessoal.

Funcionários dedicados e eficientes muitas vezes não conseguem uma promoção. Por quê? Porque eles estão fazendo tudo certo, mas estão esquecendo do marketing pessoal. Vamos então a uma listinha, dos 10 fatores que compõem o bom marketing pessoal:

Primeiro: liderança. Antes mesmo de ter um cargo, um funcionário pode influenciar seus colegas, muito mais do que é influenciado por eles. Ele se torna um formador de opinião, e empresas percebem isso rapidamente.

Segundo: solidariedade. Alguns funcionários param o que estiverem fazendo quando são consultados por seus colegas, sobre assuntos de trabalho ou mesmo que nada tenham a ver com o trabalho. Outros baixam a cabeça e só fazem o que têm que fazer.

O terceiro: visão. É alguém entender o que esta fazendo e porque está fazendo. E sugerir pequenas mudanças que podem melhorar o próprio trabalho e o trabalho dos colegas.

O quarto: espírito de equipe. É oferecer ajuda aos colegas, sem ser solicitado. E se preocupar com que o trabalho dos outros também saia bem feito.

O quinto: maturidade. É saber solucionar conflitos sem provocar mais conflitos. É saber apaziguar discussões entre colegas, e propor soluções que os outros consideram apropriadas.

O sexto: integridade. É fazer o seu trabalho sem prejudicar a ninguém. É não ser excessivamente ambicioso, nem querer atropelar quem aparece pela frente.

O sétimo: visibilidade. É se oferecer para fazer uma apresentação. É ser o primeiro a erguer a mão quando se precisa de um voluntário para uma tarefa. É se apresentar para compor um grupo de trabalho ou para ajudar a implantar um programa novo.

Oitavo: empatia. É saber elogiar o trabalho de um colega e reconhecer os méritos dos outros. Quem elogia é elogiado. Quem só critica sempre acaba sendo criticado.

Nono: otimismo. É conseguir enxergar o lado positivo de qualquer situação, principalmente daquelas que parecem ruins. É ser bem-humorado e aceitar eventuais críticas. Pessoas assim ajudam a criar um ambiente de trabalho saudável.

E décimo: paciência. É saber a hora certa de pedir uma oportunidade, ao invés de ficar reclamando que a empresa não dá oportunidades.

Quem tem no mínimo 7 desses 10 fatores, dificilmente deixa de decolar na carreira. Marketing pessoal não é criar uma imagem vazia. É, além de apresentar bons resultados, saber se sobressair sem ser chato e conseguir simpatias sem ser puxa-saco.

Max Gehringer, para CBN.

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Se o comentário parece que já foi feito, é porque o Max já apresentou esses dez fatores no quadro do Fantástico, Emprego de A a Z. É interessnte ver o vídeo, pequenos detalhes são diferentes entre o comentário e a reportagem, nada estrutural, mas de enfoque. De qualquer jeito, é bom se você ainda não sabe como é a fuça do Mr. Max ;)

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