As esculturas surreais e nonsense de Fredrik Raddum

Fredrik Raddum é um artista que trabalha majoritariamente com escultura, mas também envereda pela fotografia e instalações. Entretanto, na minha opinião, o seu maior talento está em criar esculturas relativamente simples do ponto de vista técnico, mas com ideias surreais e nonsense (e bem humoradas). Veja alguns de seus trabalhos:

fredrik raddum esculturas surreal nonsense

"A fonte". O que será esse negócio rosa?

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Fisgado.

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"Artista queimando".

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"Aparição escandinava". Isso eu chamaria de ereção noturna de ficar com o pau duro.

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"A Grande Fuga".

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"O Balanço".

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"Rena africana".

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"Homem curvado".

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"Cão com arco".

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"Cão voador". À la UP.

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"A criança".

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"O tronco".

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"Tucãono".

Imagens do site oficial do artista Fredrik Raddum (onde tem essas mesmas imagens em maior resolução). Dica via Empty Kingdom.

Os macabros e sombrios retratos manipulados de MigleG

MigleG é uma artista que vive na Lituânia. Usando manipulação digital, a artista cria a partir de retratos, figuras macabras e sombrias, que não fariam feio em nenhum filme de terror.

migleg foto manipulação macabro sombrio terror

I'm the Chaos.

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Ghoul.

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Grim.

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Modern Citizen.

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Revealing Identity.

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After Apocalypse.

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Burning Souls.

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Rotten Deep Inside.

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Second Life.

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SWTWC

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You won't see the dawn.

Imagens do DeviantArt de MigleG (da galeria "Dark"), onde há mais ilustrações e com maior resolução. Dica via Empty Kingdom.

Como pedir demissão para um chefe que fica distante do local do trabalho? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 30/03/2011, sobre como pedir demissão para um chefe de pavio curto.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Como pedir demissão para um chefe que fica distante do local do trabalho?

comunicação longa distância telefonema
Um ouvinte quer pedir demissão, mas o chefe dele está a 100 quilômetros de distância. Ele trabalha numa filial da empresa e o chefe dele, no escritório central. O nosso ouvinte diz que o chefe sempre foi meio pavio curto e teme que a reação não seja das melhores. Por isso ele pergunta qual seria a melhor maneira de comunicar a demissão: pessoalmente, por telefone ou por e-mail?

A melhor maneira é aquela que o nosso ouvinte usa regularmente. Se ele se desloca até o escritório central sempre que surge um problema não usual, então deve pedir demissão pessoalmente. Se o telefone é o seu principal meio de comunicação com o chefe, deve telefonar. E, se o relacionamento entre os dois é preferencialmente por escrito, deve mandar um e-mail.

Entretanto, qualquer que seja a fórmula, o nosso ouvinte deve se preparar para uma boa conversa. E nela, a minha sugestão é que ele mencione os pontos positivos do novo emprego, e não os pontos negativos do emprego atual.

Chefes com pavio curto não são necessariamente broncos, e podem entender perfeitamente que um subordinado peça a conta por um salário mais alto ou por uma oportunidade melhor. Mas o chefe irá acender o pavio se a conversa derivar para tudo o que está errado na situação atual.

Não estou dizendo que não existe nada errado. Com certeza existe. Pode até ser que o nosso ouvinte esteja saindo porque não aguenta mais o chefe e a empresa. Porém, o pedido de demissão vai levar alguns minutos e a vida profissional ainda continuará por muitos anos. Como o nosso ouvinte não sabe de quem poderá vir a precisar no futuro, uma saída civilizada será um investimento. E um confronto seria como fechar uma porta e jogar a chave fora.

É melhor ter um ex-chefe de pavio curto como referência, do que como uma barreira.

Max Gehringer, para CBN.

Filme: Invasão do Mundo: Batalha de Los Angeles

Um filme pode até ter uma história capenga (ou uma desculpa em vez de uma história) e ainda assim ser bom, como eu disse no post de Sucker Punch. Em comum com este último, o filme Invasão do Mundo: Batalha de Los Angeles (cujo título original é Battle: Los Angeles), tem a história pouco inspirada. A diferença é que a realização desta Batalha de Los Angeles é como a história do filme: meio capenga.

filme invasão do mundo batalha de los angeles poster cartaz

A história (ou desculpa) é que alienígenas estão invadindo a terra, começando pelas cidades próximas ao litoral. No filme, acompanhamos um pelotão do exército americano numa missão de resgate a civis no meio da zona de guerra que a cidade de Los Angeles se transformou. Em teoria uma missão simples, ela se torna complicada quando os soldados se deparam com os alienígenas, com uma tecnologia de guerra muito superior, mas paradoxalmente, com táticas de combate iguais às dos humanos (como é dito em um momento do filme). Será que isso quer dizer que nossas táticas estão no seu máximo e só nos resta criar armas melhores? Que orgulho humano, hein?

Os soldados que formam o esquadrão mostrado em Batalha de Los Angeles têm praticamente todos os clichês do gênero. O protagonista Michael Nantz (Aaron Eckhart), por exemplo, faz o papel do veterano atormentado e com um pé na aposentadoria, mas que se vê obrigado a participar de uma última batalha. Além disso temos o comandante do esquadrão que apesar da patente é um novato em batalhas, a soldado durona (que solta um dos clichês mais usados, de "não estou aqui por ser um rostinho bonito"), os soldados com problemas pessoais e familiares, etc. O diretor Jonathan Liebesman até tenta puxar um pouco para o drama, aproveitando também as histórias dos civis fugindo, mas o que se vê é uma tentativa pouco inspirada, pra dizer o mínimo. O que salta aos olhos (e toma tempo de projeção) são mesmo as explosões e tiros.

filme invasão do mundo batalha de los angeles

E apesar de ter muitas cenas de ação (o que não deixa de ser legal pra quem gosta de uma catarse provocada por tiros e explosões), a maioria deixa a desejar. Optando por filmar com a câmera na mão na maioria (senão em todos) os planos, o diretor Nantz pretende aumentar a ansiedade e dar um ar documental ao filme. Esse exagero incomoda um pouco no começo, quando abusa dos enquadramentos fechados nos rostos dos atores, sem que as cenas sejam exigentes em teor dramático. Além disso, se a câmera na mão ajuda a criar um clima de ansiedade (pela ação que está por vir), nas cenas de ação propriamente ditas, ela acaba causando um efeito de decepção no espectador, por justamente não conseguir ver direito o inimigo, ou seja, os alienígenas. Pra piorar, na maioria das cenas de batalha, o cenário é cheio de fumaça, daquela névoa levantada pela pólvora dos tiros e destruição de material, chamada em inglês de fog of war (existe uma expressão equivalente em português ou só a tradução literal, "névoa de guerra"?), o que faz com que seja praticamente impossível ver com exatidão os alienígenas.

filme invasão do mundo batalha de los angeles

Existem muitas razões para esconder "o visual" dos aliens, desde financeiras (economizar nos efeitos), o que não acredito pelo orçamento do filme, até razões narrativas (pra causar surpresa ou suspense), o que em Batalha de Los Angeles não faz o menor sentido. Até mesmo quando os soldados recuperam um alien imobilizado, a câmera opta por dar um zoom nas entranhas do bicho, o que dito assim, pode parecer paradoxal, mas não mostra muita coisa da criatura.

Como filme de ficção científica, Batalha de Los Angeles é uma bomba. Como filme de guerra, é fraco. Como filme de ação, é razoável, mas a ação só é bacana na segunda metade do filme. Mesmo que o desfecho da última batalha mostrada seja de uma estupidez imensa. SPOILER ATÉ O FINAL DO PARÁGRAFO: Mesmo que os soldados tivesse destruído a central de controle, eles estavam em menor número ali e nunca os soldados adversários iriam recuar. Iriam sim esmagar os humanos, deixando o final mais heróico, talvez, afinal, os soldados iriam se sacrificar pra derrubar uma grande peça da máquina de guerra inimiga.

filme invasão do mundo batalha de los angeles

Vendido como um Falcão Negro em Perigo (excelente filme de Ridley Scott), mas com alienígenas, Batalha de Los Angeles não chega aos pés da sua "inspiração terráquea". É um filme fraco, mas se o intuito é só ver tiros e explosões, mesmo que você não enxergue para onde atira, é razoável. E mesmo tendo cenas de batalha com a cara de videogame (tem um plano que parece tirado de Call of Duty), como mero espectador, você deve ficar mais tonto do que animado.

Trailer:



Para saber mais: crítica no Cinema em Cena e no Omelete.

Como ficam as horas extras em caso de viagens? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 29/03/2011, sobre as horas extras no caso de viagens a negócio.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Como ficam as horas extras em caso de viagens?

viagem negócio
"Tenho uma dúvida que muita gente também deve ter", escreve um ouvinte. "É o seguinte: trabalho no escritório central de uma empresa e tenho o horário fixo de entrada e saída. De vez em quando, tipo uma vez por mês, o meu gerente me envia para uma filial em outro estado, para que eu faça uma auditoria nos procedimentos administrativos.

Como a passagem aérea é comprada pela empresa, sem que eu seja consultado, o horário de saída do meu vôo é sempre marcado para depois do fim do meu expediente normal. Então, eu vou ao aeroporto, espero uma hora, viajo mais uma ou duas horas, vou dormir num hotel e no dia seguinte faço o meu trabalho. No retorno é a mesma coisa: o vôo é sempre marcado para depois do meu horário normal. A minha dúvida é: tudo isso é hora extra?"


Sim, com exceção do tempo em que você está dormindo. Mas a coisa não é tão simples como deveria ser, porque a legislação deixa margem a interpretações. Então eu consultei quatro empresas que têm procedimentos parecidos com a sua. E as respostas variaram.

Duas delas pagam hora extra pelo período que começa no momento em que o empregado sai de casa até o momento em que ele chega ao hotel. Uma até me deu um exemplo. Se o expediente termina as seis da tarde e o vôo sai as oito da noite, tudo é hora extra, começando as seis horas e terminando no momento em que o táxi chega ao hotel na outra cidade.

Outras duas empresas me responderam que cada caso é discutido individualmente, porque os horários e as circunstâncias podem variar. Numa delas os funcionários viajam de carro e não de avião, e o tempo varia bastante.

Então, quantas horas extras devem ser consideradas é algo a ser discutido com a empresa. Mas que algumas horas são extras, nenhuma das empresas discordou. São mesmo.

Max Gehringer, para CBN.

Filme: Sucker Punch - Mundo Surreal

É preciso reconhecer que certos filmes não são feitos mesmo para agradar a todos. Sucker Punch (que tem o subtítulo dispensável em português de Mundo Surreal) é um desses filmes. Feito de maneira que parece mais uma coletânea de episódios, num ritmo acelerado de videoclipe, o filme deve agradar em cheio o público que tem essa estética de videoclipe correndo nas veias, tanto por seu visual fantástico, sua trilha sonora igualmente espetacular e o pouco apego à história e desenvolvimento de personagens. O que não quer dizer um filme ruim, muito pelo contrário, o filme é extremamente divertido. Excelente, na minha avaliação.

filme sucker punch poster cartaz

Talvez o(a) leitor(a) que acompanhe meus textos sobre filmes se espante em ouvir eu dizer que um filme com uma história fraca e pouco desenvolvimento de personagens (dois aspectos que eu geralmente enfatizo), seja um bom filme. Mas é preciso levar em conta a proposta do filme. E, no caso de Sucker Punch, não dá pra considerá-lo mais do que ele é: um apanhado de cenas fantásticas, mas sem uma motivação verdadeira por trás (que seria uma boa história). Exatamente como num videoclipe musical, onde o espetáculo visual e musical são mais importantes que a história (quando ela existe). O diferencial aqui é que são 4 "clipes", e cada um deles já vale o ingresso.

A história de Sucker Punch se passa em meados de 1950, tendo como protagonista uma garota que acaba de perder a mãe. Vivendo com um padrasto estereotipado e que cujas motivações são escancaradas desde o primeiro plano (com o que as mulheres certamente chamariam de "sorrisinho escroto"), essa garota, depois de uma grande tragédia, acaba sendo levada pelo padrasto a um hospício prisão, onde será lobotomizada em cinco dias, a fim de esquecer o que se passara. E antes que esses cinco dias se passem, ela tentará escapar da sua prisão. Mas, para viver ali e suportar melhor seu tormento, ela passa a viver em um mundo à parte, o tal "mundo surreal", paralelo e metafórico. Neste mundo, ela é uma órfã que é levada a uma espécie de cabaré-prisão, onde em cinco dias, conhecerá um cliente especial que a deflorará.

filme sucker punch

Este cabaré-prisão é o primeiro nível de fantasia da garota, ali chamada de Babydoll (Emily Browning). Junto com quatro outras garotas ali, Sweet Pea (Abbie Cornish), Rocket (Jena Malone), Amber (Jamie Chung) e Blondie (Vanessa Hudgens), Babydoll traça um plano que necessita de 4 itens para funcionar (na verdade, são 5, mas o quinto item é "secreto"). Para pegar esses itens, ela usa como distração a dança. E para dançar, ela entra num segundo nível de fantasia, que é onde acontece toda a ação desenfreada e "surreal". Nessa fantasia meio Inception, ela e suas amigas passam por cenários e situações diversas, cumprindo missões como se fosse um grande videogame, de um templo japonês feudal até um num cenário interplanetário futurista, passando por uma guerra mundial com zumbis steampunk e um castelo típico de RPG e com toda a estética de Senhor dos Anéis.

filme sucker punch

Aliás, as referências nerds de Sucker Punch são um prazer a parte pra quem gosta (como eu). A primeira incursão de Babydoll no segundo nível de fantasia, por exemplo, mistura influências de filmes japoneses e anime/mangá (reparem nos planos que apresentam os samurais gigantes, o foco na espada caindo e a câmera por cima, enfocando os samurais ao mesmo tempo que foca gralhas - ou corvos - nos galhos da árvore: dois planos que são quase clichês em animes do gênero de luta com espadas), bem como filmes de luta chinês (quando o samurai gigante empunha a metralhadora giratória). A coreografia, o movimento de câmera, os cortes, a câmera lenta... Tudo é usado com o máximo de eficiência nessa cena, elevando a estética de lutas chinesas a um nível que poucas vezes vi.

E se a primeira incursão pela fantasia de "segundo nível" já é espetacular, o nível se mantém nas outras, inclusive com mais referências e elementos que fazem a cultura nerd tão legal. Impossível não gostar de zumbis steampunk, que além do visual bacana, meio chupado de Killzone, apresenta uma boa solução pra manter a classificação etária do filme baixa, jorrando vapor ("steam") ao invés de sangue. A cena se passada no universo de rpg é igualmente espetacular. Ou vai me dizer que assistindo Senhor dos Anéis, nunca te passou pela cabeça entrar no meio da guerra com metralhadoras e outras armas de fogo?

filme sucker punch

Bem, se a fotografia de Sucker Punch é primorosa, assim como os efeitos especiais (algo até esperado ao se analisar os últimos filmes do diretor Zack Snyder), outro destaque é a música e trilha sonora. Usando canções já conhecidas (e outras nem tanto, pelo menos por mim), com uma roupagem personalizada para o filme, a música se encaixa perfeitamente no clima das cenas. Aliás, assim como videoclipes, as músicas são responsáveis por boa parte do andamento do filme, como se elas o conduzissem mais do que os diálogos, em muitas ocasiões. Basta ver a clássica música Sweet Dreams (Are Made of This), que é usada na introdução do filme, onde não há diálogos (apenas uma narração que não se sobrepõe à música). De fato, pessoalmente, há tempos uma trilha sonora de filme não me animava tanto (e que escuto agora, enquanto escrevo este texto). Outro ponto interessante da trilha é que algumas músicas são interpretadas pelos atores/atrizes, como a já citada Sweet Dreams, cantada pela Emily "Babydoll" Browning.

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E falando em Babydoll, outros pontos técnicos do filme a serem apreciados são a maquiagem, figurino e direção de arte. Enquanto Browning surge sempre no mundo fantasioso como uma verdadeira bonequinha, cada um dos personagens tem a sua própria natureza bem caracterizada visualmente, desde o vilão Blue (Oscar Isaac) até a dúbia Doutora Vera Gorski (Carla Gugino). O trabalho de direção de arte é espetacular, não só nas cenas de "missões", quanto no cabaré, que divide um aspecto abandonado (em alguns cômodos com a tinta descascando, por exemplo) e um aspecto chique (como no camarim).

filme sucker punch

Eu até gostaria de dizer que Sucker Punch é perfeito, mas estaria mentindo. Mesmo o clima de videoclipe e as referências culturais pop/nerd sendo deliciosos, ele acaba cansando um pouco no decorrer da projeção, e ao vermos a quarta incursão de Babydoll e meninas na fantasia de segundo nível, as cenas já não causam o mesmo impacto, mesmo que ainda seja bacana ver a movimentação da câmera aliada à câmera lenta no combate com os robôs. A partir deste ponto, o filme toma um rumo um pouco mais dramático, mas sem conseguir desenvolver algo melhor (afinal, nessa altura o filme já se encaminha pro desfecho). O final também não me agradou muito, mas se eu não levei realmente o filme a sério até aquela altura, não vou me prender ao desfecho.

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Ao final de Sucker Punch, a sensação é de que o diretor Zack Snyder é um nerd realizado. Além de inserir num mesmo filme vários fetiches masculinos (cada personagem apresentando um estereótipo idealizado da cabeça masculina, como a colegial, a dançarina, a empregadinha), ele filmou no mesmo filme vários gêneros que, na falta de expressão melhor, são fetiches nerds (lutas à la Matrix, zumbis, orcs). Eu adorei.

Trailer:



Para saber mais: crítica no Omelete e no Cinema em Cena.

P.S. Li em algum lugar, que uma crítica comparava Sucker Punch como sendo um Crepúsculo para adolescentes masculinos. Hummm. Concordo no que se refere ao filme apresentar ao seu público o que ele deseja (afinal, se Crepúsculo tem suas fãs, é porque ele dá a elas algo que elas desejam, mesmo que esse algo seja um vampiro mórmon). Mas a comparação perde força porque Sucker Punch não é um filme pra ser levado a sério. Coisa que infelizmente, as fãs de Crepúsculo fazem (e muito!). Se bem que Crepúsculo também não deveria ser levado a sério, então... Enfim!

P.S.2. Quando digo que um filme não deveria ser levado a sério, não significa que ele seja ruim. Debi e Lóide, por exemplo, não é pra ser levado a sério. Mas é minha comédia preferida EVER!

A beleza e a fragilidade na arte em papel de Hina Aoyama

6:02 PM by Andarilho

Hina Aoyama é uma artista plástica japonesa que vive atualmente na França. A sua matéria-prima, além de muita paciência, imaginação e destreza, é o papel. Ela faz suas ilustrações monocromáticas em papel e depois as recorta, deixando todo o espaço que seria o fundo branco vazado. Usando de finas linhas para formar os desenhos, suas peças são de uma beleza que impressionam tanto pela fragilidade quanto pela destreza e paciência com que a artista as criaram.

O resultado final é simplesmente incrível. Confiram:

arte papel fragilidade corte hina aoyama

O começo do processo da artista, recortando o papel...

arte papel fragilidade corte hina aoyama

arte papel fragilidade corte hina aoyama

...Que toma diversas e variadas formas (como um texto), sempre com um ar frágil e delicado.

arte papel fragilidade corte hina aoyama

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A artista parece gostar muito de borboletas.

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Como se fossem fadas numa copa de árvore ou mesmo floresta.

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Que pássaro seria este? Um pavão sem a cauda arrebitada?

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Imagens via FlickR de Hina Aoyama (onde tem muito mais imagens do trabalho dela, e em maior resolução). Dica via Design on the Rocks.
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