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2017-06-27

'Meu superior disse que ninguém pode adoecer e fiquei com a sensação de que trabalhar se sentindo mal é uma obrigação' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 27/06/2017, sobre como em uma situação de dispensas, os mais prováveis a serem demitidos são os que se atrasam e os que têm muitas faltas, com atestado médico ou não.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Meu superior disse que ninguém pode adoecer e fiquei com a sensação de que trabalhar se sentindo mal é uma obrigação'

trabalhador doente

Uma ouvinte escreve: "Precisei ir ao médico, pois não me sentia bem e perdi o dia de trabalho. No dia seguinte, meu superior me falou, meio em tom de brincadeira, que aqui na empresa ninguém pode ficar doente. Apesar da frase parecer divertida, eu a levei a sério. Tenho colegas que vêm trabalhar mesmo quando estão fortemente gripados e passam o dia inteiro espirrando. Acho que é o medo de ser mandado embora ou sei lá. Mas fiquei com a sensação de que vir trabalhar doente é quase uma obrigação. Estou exagerando?"

Sim e não. Vir trabalhar doente não é nenhuma obrigação. Qualquer empregado é protegido por um atestado médico quando, de fato, não está em condições clínicas para dedicar ao trabalho a atenção necessária.

Mas há sim, um motivo para você se preocupar. Quando uma empresa precisa fazer uma lista de dispensa, ou em razão de uma crise econômica ou de uma má situação temporária da própria empresa, essa lista costuma ser elaborada não para castigar os faltantes, mas para preservar os assíduos.

Por isso, costumam constar nessa lista os que mais se atrasam e os que mais têm faltas, atestadas ou não. De modo bastante oblíquo, deve ter sido isso que seu superior tentou lhe dizer.

Mas, obviamente, se você realmente não pode vir trabalhar num dado dia, não deve vir. E uma falta com atestado muito de vez em quando não irá causar nenhum dano ao seu emprego.

Max Gehringer, para CBN.

2017-04-05

'Só tenho dor de cabeça quando estou no trabalho' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 05/04/2017, com um ouvinte que só tem dor de cabeça quando está no trabalho.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Só tenho dor de cabeça quando estou no trabalho'

dor de cabeça no trabalho

Um ouvinte escreve: "Tenho dores de cabeça no trabalho. Dores literais, não metafóricas. Minha cabeça começa a doer meia hora depois que começo a trabalhar e continua doendo até o fim do expediente. Fora da empresa, não sinto dor alguma. Consultei o médico da empresa e fiz exames neurológicos, mas o resultado foi que não tenho nada. Mas como minha cabeça continua doendo, é claro que tenho alguma coisa. Sei que você não é médico, nem psicólogo, mas gostaria de ouvi-lo mesmo assim."

Muito bem. De fato, não tenho conhecimento específico, mas consultei profissionais que têm de sobra. Há dois fatores que podem estar causando as suas dores.

O primeiro é físico e pode estar ligado ao ambiente de trabalho. Por exemplo, há algum cheiro que afeta a você, mas não a seus colegas.

O segundo fator é psicossomático, um termo que significa que o seu corpo reage a um sinal emitido por sua mente. Um medo, por exemplo, de cometer um erro, de ser criticado, de ser pressionado, de perder o emprego.

Ou o sinal pode ser devido a um trauma que ficou como herança de alguma situação de trabalho no passado, que não foi bem resolvida e deixou sequelas suficientes para que o seu cérebro, que é um órgão cheio de vontade própria, continue mandando mensagens para você se precaver.

A minha sugestão mais simples seria você tentar uma mudança para outro ambiente físico na própria empresa, para ver se as dores passam.

Caso elas persistam, seria conveniente você consultar um psiquiatra, que entre outras coisas, lhe explicará com muito mais autoridade do que eu, o que quer dizer psicossomático.

Max Gehringer, para CBN.

2017-02-02

'Como dizer a meu subordinado que seu odor é desconfortável?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 02/02/2017, com um ouvinte que é gestor e não sabe como dizer a um subordinado que ele tem mau cheiro nas axilas.

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'Como dizer a meu subordinado que seu odor é desconfortável?'

mau cheiro nas axilas no trabalho

Um ouvinte escreve: "Sou gestor de uma área e um de meus subordinados tem um forte odor nas axilas, permanente e desconfortável para quem está perto dele. Como posso abordar essa situação com ele, sem causar desconforto?"

Bom, eu creio que você está ciente de que isso não é necessariamente causado por falta de higiene. Esse é apenas um dos fatores, mas há muitos outros. Logo, para resolver o problema, o recomendável é procurar um médico.

E aí você perguntaria: "Como posso sugerir isso a ele, sem causar desconforto?" E a resposta é: cientificamente. Chame o seu subordinado, diga a ele que todos nós temos os nossos problemas e que você não se sente confortável em dizer a ele que ele tem um caso de bromidrose.

Se ele sabe o que isso quer dizer, é porque ele está ciente do problema que tem. Se ele arregalar os olhos e perguntar "O QUE?", como se você tivesse acabado de afirmar que ele só tem mais três dias de vida, entregue a ele um folheto explicando o que é bromidrose. Peça para ele ler com atenção e depois voltar a conversar com você.

Quando ele voltar, a parte mais complicada estará resolvida. Ele provavelmente dirá que nunca tinha percebido o cecê e você concordará. Em seguida, encaminhe-o ao médico da empresa para o diagnóstico e o tratamento. E todas as narinas do seu setor irão fungar de prazer.

Ser gestor tem esses inconvenientes. É preciso cuidar do bem-estar de todos e de cada um, mas sem deixar que um esteja bem em detrimento de todos.

Max Gehringer, para CBN.

2016-07-25

'Devo mencionar minha doença no processo seletivo se ela não afeta o desempenho?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 25/07/2016, com um ouvinte que foi diagnosticado com uma doença grave, porém que não o impedirá de trabalhar, e quer saber se deve mencionar isso numa entrevista.

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'Devo mencionar minha doença no processo seletivo se ela não afeta o desempenho?'

doença no trabalho

Um ouvinte escreve: "Fui diagnosticado com um tipo meio raro de linfoma, que vai exigir um tratamento longo, provavelmente durante alguns anos. Não é nada que atrapalhe o meu trabalho, que pode continuar sendo desenvolvido normalmente. Mas sei que a simples menção a qualquer tipo de câncer costuma deixar as empresas com um pé atrás, na hora de uma contratação. Como estou procurando emprego, pergunto se nas entrevistas devo mencionar a minha situação médica e explicar que ela não irá afetar o meu desempenho?"

Não, não deve. Se o seu médico lhe deu as informações que você colocou nesta mensagem, e se você se sente em condições de executar com eficiência um trabalho que lhe for oferecido, não há nada que o obrigue a revelar a sua condição clínica.

Uma empresa que se dispuser a contratá-lo irá realizar os exames médicos de praxe. E se você for dado como apta, isso é suficiente.

Um dia, quando você precisar se ausentar do trabalho para um exame, você já terá tido tempo suficiente para mostrar, na prática, que o seu rendimento profissional é tão bom quanto o de seus colegas.

Espero que você se recupere no menor tempo possível.

Max Gehringer, para CBN.

2016-02-16

Como avisar um funcionário que ele tem mau hálito? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 16/02/2015, com a reprise do comentário do dia 08/05/2015, sobre como avisar um funcionário de que ele tem um mau hálito.

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Como avisar um funcionário que ele tem mau hálito?

mau hálito

Uma ouvinte escreve: "Sou da área de recursos humanos e recebi um pedido de um chefe do setor administrativo. Um subordinado dele tem mau hálito e os colegas se sentem muito incomodados com isso. O chefe me falou que não sabe como dizer isso ao subordinado, que pode se ofender ou ficar desmotivado ou começar a listar os defeitos dos colegas. Aí, o chefe pediu que recursos humanos falasse com o portador do mau hálito e sobrou para mim. Só que eu também não estou segura quanto a abordagem a usar e gostaria de saber qual seria o modo menos constrangedor?"

Bom, comece transformando um tema desagradável em algo positivo. Peça para o chefe lhe dar algumas boas características do subordinado e abra a conversa mencionando-as. Aí, diga que é tarefa de recursos humanos prevenir funcionários com bom potencial, como ele, sobre problemas que já atrapalharam outras carreiras.

E mencione o hálito forte, e não o mau hálito. Esclareça que você sabe que isso nada tem a ver com a falta de higiene e também que a maioria das pessoas que possuem hálito forte não têm consciência disso. Em seguida, coloque-se a disposição para colaborar, enfatizando que a empresa está fazendo isso pensando no interesse dele.

O que ele lhe responder não terá importância. Você fez o que lhe foi solicitado e ele sairá sabendo que tem um problema. Caso ele lhe pergunte o que fazer, sugira uma consulta clínica, paga pela empresa, para determinar as causas e o tratamento adequado.

E, nem preciso dizer, mantenha um boa distância da boca dele durante toda a conversa.

Max Gehringer, para CBN.

2016-01-18

'Preciso citar a depressão para explicar minha ausência do mercado de trabalho?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 18/01/2016, com uma ouvinte que ficou um ano sem trabalhar por causa de uma depressão e quer saber o que mencionar numa entrevista de emprego.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Preciso citar a depressão para explicar minha ausência do mercado de trabalho?'

mulher com depressão

Uma ouvinte escreve: "Estou retomando a minha vida profissional após ficar afastada dela por um tempo, para tratamento de uma severa crise de depressão. Estou curada e apta para retomar as minhas atividades pessoais e profissionais, mas tenho uma dúvida. Em entrevistas de emprego, devo mencionar o meu período depressivo para explicar porque passei um ano fora do mercado de trabalho e também porque levei seis anos para concluir um curso superior de quatro anos?"

Bem, se ninguém lhe fizer essas duas perguntas, não. Você não precisa mencionar nada a quem for entrevistá-la. É para isso que existe um exame médico admissional e ele determinará se você está apta a trabalhar.

É possível que o médico lhe pergunte se você teve algum problema recente. Nesse caso, você deve mencionar a depressão, porque o médico, melhor que ninguém, entenderá que isso acontece e que ex-depressivos não podem ser discriminados.

Agora, se por acaso, o entrevistador lhe perguntar por que você ficou um ano sem trabalhar, minha sugestão é que você não invente nenhuma história. Diga que você passou por um tratamento de depressão e que agora está perfeitamente sadia e capacitada a trabalhar. Só isso.

Não se preocupe em adicionar detalhes para tentar conseguir a simpatia do entrevistador. De modo geral, quanto mais um candidato estica uma explicação, mais se complica.

Max Gehringer, para CBN.

2015-08-04

'Fui demitido por excesso de faltas, mas todas comprovadas por atestados' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 04/08/2015, com um ouvinte que foi demitido por excesso de faltas, mesmo que ele tenha atestados médicos.

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'Fui demitido por excesso de faltas, mas todas comprovadas por atestados'

atestado médico

Um ouvinte escreve: "Fui demitido da empresa em que trabalhava por excesso de faltas ao trabalho, todas elas comprovadas por atestados médicos. Pergunto se isso é correto por parte da empresa?"

Não, do ponto de vista social, não é. Mas vamos tentar inverter a situação para que você possa entendê-la melhor.

Suponha que você seja um pequeno empresário e tenha cinco empregados. Um deles falta duas ou três vezes por mês e sempre lhe apresenta atestados médicos para abonar os dias perdidos. Como a sua empresa depende da presença de todos os cinco empregados, todos os dias, o que você faria? Aumentaria o quadro de funcionários, contratando uma pessoa extra para que o faltante possa continuar a faltar? Ou substituiria o faltante por alguém que não faltasse?

Nem precisa responder. Quando o dinheiro sai do seu próprio bolso, a situação muda de figura.

Empresas, mesmo as grandes, adotam o mesmo procedimento. Quando um empregado é um faltante contumaz, ou ele tem um problema sério e, portanto, precisa ser afastado do trabalho para que possa se recuperar adequadamente, ou então a empresa desconfia que ele esteja faltando por conveniência.

Não sei qual é o seu caso, nem quantas faltas você teve e nem posso julgar se a empresa foi severa demais no seu caso. Mas posso sugerir que você faça uma bateria de exames clínicos para descobrir o que está afetando a sua saúde com tanta frequência, para o seu próprio bem.

Max Gehringer, para CBN.

2015-05-11

Como avisar um funcionário que ele tem mau hálito? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 08/05/2015, sobre como avisar um funcionário de que ele tem um mau hálito.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Como avisar um funcionário que ele tem mau hálito?

mau hálito

Uma ouvinte escreve: "Sou da área de recursos humanos e recebi um pedido de um chefe do setor administrativo. Um subordinado dele tem mau hálito e os colegas se sentem muito incomodados com isso. O chefe me falou que não sabe como dizer isso ao subordinado, que pode se ofender ou ficar desmotivado ou começar a listar os defeitos dos colegas. Aí o chefe pediu que recursos humanos falasse com o portador do mau hálito e sobrou para mim. Só que eu também não estou segura quanto a abordagem a usar. E gostaria de saber qual seria o modo menos constrangedor?"

Bom, comece transformando um tema desagradável em algo positivo. Peça para o chefe lhe dar algumas boas características do subordinado e abra a conversa mencionando-as. Aí, diga que é tarefa de recursos humanos prevenir funcionários com bom potencial, como ele, sobre problemas que já atrapalharam outras carreiras.

E mencione o hálito forte, e não o mau hálito. Esclareça que você sabe que isso nada tem a ver com a falta de higiene e também que a maioria das pessoas que possuem hálito forte não têm consciência disso. Em seguida, coloque-se a disposição para colaborar, enfatizando que a empresa está fazendo isso pensando no interesse dele.

O que ele lhe responder não terá importância. Você fez o que lhe foi solicitado e ele sairá sabendo que tem um problema. Caso ele lhe pergunte o que fazer, sugira uma consulta clínica, paga pela empresa, para determinar as causas e o tratamento adequado.

E, nem preciso dizer, mantenha um boa distância da boca dele durante toda a conversa.

Max Gehringer, para CBN.

2015-04-14

'Não sei se estou chateada ou com depressão' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 14/04/2015, com uma ouvinte que pergunta a diferença entre chateação profissional e depressão.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Não sei se estou chateada ou com depressão'

mulher deprimida no trabalho

"Estou muito chateada com meu trabalho e com minha empresa", uma ouvinte escreve. "Tudo me parece tão ruim nela que até já perdi a vontade de levantar da cama para ir trabalhar. Uma amiga de longa data me disse que preciso procurar ajuda, porque estou com depressão. Mas eu expliquei que não, que estou só chateada e que isso vai passar quando eu mudar de emprego. Mas como conseguir outro emprego não está fácil, pergunto qual é a diferença entre chateação e depressão?"

Se fora da empresa você conserva os momentos de lazer, diversão e bom humor que sempre teve, isso é um sinal de que a sua chateação é profissional.

Porém, como uma amiga chegada notou a sua mudança anímica, é possível que você esteja com algum outro problema e que ele até possa ser a causa, e não a consequência, da maneira como você está avaliando a sua situação no trabalho.

O seu primeiro passo seria consultar um clínico geral, que lhe pediria alguns exames e depois decidiria se num primeiro momento você precisa de medicação ou de ajuda psicológica.

Mudar de emprego pode ser uma opção, mas há o fato de que pessoas muito chateadas ou deprimidas não costumam ir bem em entrevistas. E ir mal em algumas só vai agravar o que você está sentindo.

Procurar assistência especializada, como a sua amiga sugeriu, é mesmo mais indicado e mais rápido. Porque qualquer que venha a ser o diagnóstico, casos como o seu já foram tratados e curados zilhões de vezes. E não vale a pena ficar esperando quando é possível abreviar a cura.

Max Gehringer, para CBN.

2015-02-25

Sua doação pode salvar vidas [propaganda]

Fazia muito tempo que eu não colocava uma propaganda por aqui. Bem, esta é da Fundação Pró-Sangue, do Hemocentro de São Paulo, com o intuito de estimular as pessoas para que doem sangue. A ideia desta propaganda, explorada já em outras campanhas de doação de sangue, é que você estará sendo um herói ao doar sangue, por salvar vidas.

Nas ilustrações dos cartazes, isso fica bem evidenciado, com pessoas usando o tubo que é usado para coletar sangue como uma corda de salvação para outras pessoas, seja resgatando de um incêndio, de um bote no mar ou de uma queda de desfiladeiro. São ilustrações simples, mas com uma ideia bem interessante e uma ótima execução. O fato das ilustrações serem todas em preto e branco, a não ser pelo detalhe em vermelho do sangue, faz uma grande diferença.

Veja a propaganda "Sua doação pode salvar vidas":

Propaganda doação de sangue fundação pró-sangue hemocentro são paulo - sua doação pode salvar vidas

Propaganda doação de sangue fundação pró-sangue hemocentro são paulo - sua doação pode salvar vidas

Propaganda doação de sangue fundação pró-sangue hemocentro são paulo - sua doação pode salvar vidas

Imagens via Creative Ad Awards - Your donation can save lives.

2014-12-26

'Devo dizer para o meu chefe que estou com depressão?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 26/12/2014, com um ouvinte que foi diagnosticado com sintomas de depressão e não sabe se conta ou não para o chefe.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Devo dizer para o meu chefe que estou com depressão?'

depressão no trabalho

Um ouvinte escreve: "Fui diagnosticado com sintomas de depressão. Acordo de manhã pensando que seria melhor se o mundo acabasse. Não sei como dizer isso a meu chefe e nem sei se deveria dizer. Se eu disser, não sei qual será a reação dele e se não disser, sei que só vou piorar."

Primeiro, a boa notícia: o mundo vai acabar, é só uma questão de tempo. E agora a má notícia: ele não irá acabar durante o período em que você estiver de passagem por ele. Então o melhor a fazer é se tratar, porque você terá muitos anos pela frente com plenas condições para aproveitar bem a vida.

Para começar, você não precisa dizer nada ao seu chefe. Um atestado médico já será suficiente caso você se afaste do trabalho. E se o médico apenas lhe prescrever medicamentos, ninguém precisa saber que você está em tratamento.

Depressão não é uma doença incurável. Dependendo do seu grau de depressão atual, e se seguir à risca as recomendações médicas, em menos de um ano você já estará achando que o mundo não deveria acabar nunca.

Agora, o que a sua empresa fará quando você voltar? Você corre o risco de ser demitido? Até pode acontecer, caso a sua função seja ocupada, como será, e não haja outra vaga para acomodá-lo quando você retornar. Porém, o risco que você corre, escondendo a sua depressão com receio de ficar sem emprego já, é muito maior que o risco de perder o emprego depois que você estiver curado.

Portanto, faça o que é sensato. Nenhum emprego vale a sua saúde e a sua sanidade mental.

Max Gehringer, para CBN.

2014-10-22

Trabalhar no período noturno faz ou não mal a saúde? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 22/10/2014, sobre trabalhar à noite.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Trabalhar no período noturno faz ou não mal a saúde?

trabalhar à noite

Uma ouvinte escreve: "Recebi uma proposta de trabalho interessante em termos salariais, mas seria para o turno da noite. Já ouvi e li que trabalhar somente à noite prejudica a saúde. Mas conversei com pessoas que trabalham à noite há vários anos e a maioria delas me disse que não trocaria a noite pelo dia, porque além do adicional noturno de 20%, o expediente no turno da noite oferece mais tranquilidade em todos os sentidos. E agora? Em quem eu devo acreditar?"

Sem dúvida, nos médicos. Eles são praticamente unânimes em afirmar que trabalhar somente à noite por um longo período de tempo causa danos irreparáveis à saúde. E eu não tenho credenciais que me permitam duvidar do que médicos e psicólogos afirmam.

Por outro lado, eu trabalhei em empresas que precisavam operar no terceiro turno. E me deparei com muitos funcionários que preferiam trabalhar à noite. Quando oferecíamos a eles a transferência para o turno do dia, eles agradeciam e recusavam. Alguns já levavam essa vida noctívaga há anos, sem demonstrar qualquer sinal evidente de cansaço, irritação ou problemas alimentares.

Já os médicos das empresas em que trabalhei, confirmavam que o trabalho noturno contrariava o regime normal do metabolismo humano. Mas também afirmavam que algumas pessoas conseguiam se adaptar mais facilmente do que outras.

Se o salário for tão importante assim para você, faça o teste e depois decida. E saiba que você não estará sozinha. No Brasil, perto de dez milhões de pessoas trabalham à noite.

Max Gehringer, para CBN.

2014-10-21

Asilos e hospitais psiquiátricos abandonados na fotografia de Jeremy Harris

Jeremy Harris é um fotógrafo americano. Reconhecido tanto por suas fotos artísticas quanto seu material comercial, Harris é bem conhecido por suas fotos de músicos, tendo retratado vários cantores/bandas famosos (como Ozzy Osbourne, Jack Black e Dave Grohl, Slayer, Fallout Boys). Entretanto, destaco aqui outro de seus projetos, intitulado American Asylums.

Desde 2006, Jeremy Harris tem trabalhado neste projeto pessoal. Percorrendo asilos, hospitais psiquiátricos e outras instituições mentais há muito tempo abandonadas, na costa leste e sudeste americano, o fotógrafo registra os velhos locais onde aglomerados de pacientes (muitos loucos, outros sãos) eram "tratados". O aspecto decadente das ruínas dos velhos prédios abandonados em conjunto com a história desses locais pode passar uma sensação de arrepio, de terror. Entretanto, ao apenas vermos o que sobrou da arquitetura dos locais, já sendo retomada pela natureza, o sentimento mais forte parece ser o da solidão e tristeza.

Nas fotografias de American Asylums, Jeremy Harris usa um campo de profundidade grande, o que nos proporciona um olhar amplo pelas paredes desgastadas pintadas com um verde já com tons de marrom desbotado pelo tempo, mostrando longos corredores cercados por portas intimidadoras, como uma prisão. Com isso, apesar da amplitude do local, a sensação é de claustrofobia.

De certa maneira, esses espaços assombrados, vistas pela lente habilidosa do fotógrafo, exibem uma triste beleza singular, banhadas pela luz natural. Os traços das vidas que ali permaneceram, como arquivos mortos, mensagens rabiscadas na parede e colchões usados, contam histórias incompletas, cheias de lacunas, mas não menos importantes. As pessoas que uma vez moraram ali, removidas da sociedade e silenciadas pela mesma, de certa forma ainda conseguem falar através das ruínas dos prédios que um dia as contiveram, como se dissessem "isto aconteceu, nós estivemos aqui". Um grito mudo no meio da solidão.

Vejam os asilos e hospitais psiquiátricos abandonados na fotografia de Jeremy Harris:

Jeremy Harris fotografia asilos hospitais psiquiátricos abandonados da america solidão claustrofobia tristeza

Jeremy Harris fotografia asilos hospitais psiquiátricos abandonados da america solidão claustrofobia tristeza

Jeremy Harris fotografia asilos hospitais psiquiátricos abandonados da america solidão claustrofobia tristeza

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Jeremy Harris fotografia asilos hospitais psiquiátricos abandonados da america solidão claustrofobia tristeza

Jeremy Harris fotografia asilos hospitais psiquiátricos abandonados da america solidão claustrofobia tristeza

Jeremy Harris fotografia asilos hospitais psiquiátricos abandonados da america solidão claustrofobia tristeza

Jeremy Harris fotografia asilos hospitais psiquiátricos abandonados da america solidão claustrofobia tristeza

Jeremy Harris fotografia asilos hospitais psiquiátricos abandonados da america solidão claustrofobia tristeza

Jeremy Harris fotografia asilos hospitais psiquiátricos abandonados da america solidão claustrofobia tristeza

Jeremy Harris fotografia asilos hospitais psiquiátricos abandonados da america solidão claustrofobia tristeza

Jeremy Harris fotografia asilos hospitais psiquiátricos abandonados da america solidão claustrofobia tristeza

Jeremy Harris fotografia asilos hospitais psiquiátricos abandonados da america solidão claustrofobia tristeza

Jeremy Harris fotografia asilos hospitais psiquiátricos abandonados da america solidão claustrofobia tristeza

Jeremy Harris fotografia asilos hospitais psiquiátricos abandonados da america solidão claustrofobia tristeza

Imagens via site de Jeremy Harris. Dica via Beautiful/Decay - Haunting and Beautiful Photographs of Long Abandoned Mental Institutions.

2014-03-20

'Estou pensando em mudar para uma área que não exige tanta concentração e atenção a detalhes' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 20/03/2014, com um ouvinte que aparentemente tem problemas com concentração.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Estou pensando em mudar para uma área que não exige tanta concentração e atenção a detalhes'

concentração no trabalho

Um ouvinte escreve: "Sou técnico em eletrônica e tive três empregos em menos de dois anos. Fui dispensado dos três por motivos semelhantes: falta de entendimento e assimilação do trabalho, e dificuldade para cumprir prazos. Estou pensando em mudar de área de atividade, fazendo algum curso que não exija tanta concentração e atenção a detalhes. O que você me sugere?"

Bom, naturalmente, se você foi admitido três vezes é porque tem uma boa formação. E se foi demitido dos três empregos em curto prazo, pelo mesmo motivo, já não se pode mais dizer que foi perseguição. Por isso, eu lhe sugiro que, antes de se decidir por um novo curso, você consulte um psicólogo. Porque, parece-me, o seu problema não é profissional, e sim, clínico. E se for, ele continuará a aparecer em qualquer trabalho que você execute.

Aparentemente, você tem um distúrbio chamado déficit de atenção, que lhe impede de se concentrar continuamente em uma tarefa e dar uma sequência normal a projetos começados. Se você se distrai com frequência, por motivos que não causam o mesmo grau de distração a seus colegas, como sons, imagens ou movimentos, e se tudo isso faz com que você dê aquelas viajadas enquanto os demais continuam a tarbalhar normalmente, existem tratamentos adequados que podem minimizar o seu problema.

Fazer uma nova faculdade para mudar de área talvez até possa vir a ser uma solução, mas certamente não seria a primeira da lista. A ajuda psicológica faria bem mais sentido, porque o ajudaria a entender e superar um problema que é mais comum do que você imagina.

Max Gehringer, para CBN.

2014-01-08

As incríveis esculturas em vidro de modelos de bactérias e vírus de Luke Jerram

Luke Jerram é um artista multidisciplinar conhecido pelas suas instalações de arte e esculturas grandiosas. Dentre seus trabalhos, que contém muita coisa interessante, destaco a série Glass Microbiology (ou Microbiologia de Vidro). Esta série é composta de esculturas de vidro transparentes (sem cor) representando bactérias e vírus.

As esculturas são desenhadas com a consulta de virologistas da Universidade de Bristol, usando uma combinação de de diferentes modelos e fotografias científicas. Elas são feitas com a colaboração dos sopradores de vidro Kim George, Brian Jones e Norman Veitch.

O resultado do trabalho de Luke Jerram com as esculturas de micróbios é impressionante. Uma união perfeita de arte e ciência, que mostra de uma maneira mais sólida alguns dos inimigos que combatemos dentro de nossos corpos. O impacto do trabalho do artista é bem ilustrado numa carta que ele recebeu acerca de suas esculturas do HIV, abaixo numa tradução livre:

"Eu acabei de ver uma foto da sua escultura de vidro do HIV.
Eu não consigo parar de olhá-la. Saber que milhões desses caras estão em mim, e farão parte de mim para o resto da minha vida. Sua escultura, mesmo numa foto, fez o HIV muito mais real pra mim do que qualquer foto ou ilustração que eu já tenha visto. É muito estranho ver meu inimigo e o provável eventual causador da minha morte e achá-lo tão bonito."

Vejam as incríveis esculturas em vidro de modelos de bactérias e vírus de Luke Jerram:


Luke Jerram glass microbiology esculturas vidro microbios virus bactérias arte ciência doenças

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HIV, vírus causador da AIDS

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E. coli (Escherichia coli)
- bactéria comumente encontrada nos intestinos de organismos de sangue quente. A maioria das variações não causam mal, mas algumas causam intoxicação alimentar no ser humano. As variações inofensivas são parte da flora normal dos intestinos e podem beneficiar seus hospedeiros produzindo vitamina K2 e prevenindo o estabelecimento de bactérias patogênicas.

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Gripe aviária (variedade do vírus H5N1)


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Bacteriófago T4 (vírus)
- vírus que infecta a bactéria E. coli e que foi usada na antiga União Soviética e Europa oriental como uma alternativa a antibióticos.

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Adenovírus
- são um grupo de vírus que causam doenças respiratórias, como o resfriado comum, conjuntivite e bronquite. Eles são comuns e muito contagiosos. A maioria das infecções por adenovírus não são fortes.

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Ebola (vírus)

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HPV - Human papiloma virus (Vírus do papiloma humano)

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Salmonella
- gênero de bactérias, uma das causas mais comuns de intoxicação alimentar.

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SARS coronavirus
- (do inglês Severe Acute Respiratory Syndrome) ou síndrome respiratória aguda severa, causa uma grave pneumonia atípica.

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Varíola (vírus)
- um dos maiores vírus existentes, podendo ser visto através de microscópios ópticos, a varíola foi uma das doenças que mais causou mais mortes na história, tendo sido também a primeira considerada erradicada pelos seres humanos.

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Gripe suína (variedade do vírus H5N1)

Abaixo, alguns vídeos que mostram a visualização de algumas esculturas e alguns making-ofs:

Visualização do Ebola:



Visualização do HIV:



Parte do processo de construção do HIV:



Imagens via site de Luke Jerram (onde há muito mais imagens e vídeos, vale a pena explorar). Dica via Empty Kingdom - Glass Microbiology by Luke Jerram.

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