Mostrando postagens com marcador segurança. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador segurança. Mostrar todas as postagens

2010-07-20

'Meu problema é a insegurança' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 20/07/2010, sobre insegurança.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

/===================================================================================

'Meu problema é a insegurança'

insegurança
"Meu problema é a insegurança", relata uma ouvinte. "Eu tenho receio de me arriscar e ao mesmo tempo eu fico me martirizando por não querer correr grandes riscos. O resultado é que estou há anos fazendo a mesma coisa, mesmo sabendo que tenho condições de fazer muito mais."

Bom, vamos começar pelas boas notícias. Você não está sozinha. Se insegurança for o medo de dar um passo errado e se arrepender depois, todo ser humano é inseguro. Nós preferimos situações que nos proporcionem estabilidadade, e nos sentimos vulneráveis quando temos que enfrentar situações novas, cujas consequências não podemos prover.

No mercado de trabalho, o que diferencia um profissional de outro é a consciência de que correr riscos é algo inevitável para quem não quer ficar estacionado. E quem adquire essa consciência mais cedo leva vantagem, porque vai percebendo que nem todos os riscos conduzem a uma decepção.

As pessoas que aparentam segurança são aquelas que já tentaram, já acertaram e já erraram. E já aprenderam que o erro é um estágio do aprendizado.

Para quem é inseguro, um erro, por pequeno que seja, assume proporções catastróficas. A pessoa passa vários dias se sentindo mal, como se todos os dedos do mundo estivessem apontados para ela. E aí, ficará um longo tempo sem arriscar novamente, como se a imobilidade fosse uma forma de autodefesa.

É exatamente isso que a nossa ouvinte deve estar sentido. Ela sabe que precisa correr riscos, mas evita corrê-los.

Existem duas maneiras de resolver isso. Uma é procurar ajuda especializada. Psicólogos podem ajudar a remover esse tipo de bloqueio. E a outra é simplesmente tentar por conta própria. Correr um pequeno risco, depois outro, e ir aprendendo a não exagerar na importância daquilo que não deu certo.

A segurança surge com o tempo e com a experiência. Há jovens de 20 anos que mostram uma segurança que adultos de 50 anos não têm. Isso não é sorte, nem DNA, e nem iluminação celestial. É aprendizado prático. A grande diferença entre o seguro e o inseguro é que o seguro não desiste quando erra. E o inseguro não persiste por medo de errar.

Max Gehringer, para CBN.

2008-11-15

Dinheiro atrai dinheiro - by Mauro Halfeld

Transcrição do comentário do Mauro Halfeld (site oficial) para a rádio CBN, do dia 14/11/2008, sobre como é importante, pra quem tem família e filhos, ter um bom seguro de vida.

Áudio original no site da CBN (clique aqui).

Dinheiro atrai dinheiro

seguro de vida
Tem um antigo ditado que diz que dinheiro atrai dinheiro. A matemática financeira confirma esse pensamento. Tudo se baseia numa função exponencial, a dos juros compostos. No início, o crescimento dessa curva é bem lento. Depois de uns 15 ou de 20 anos, é que o patrimônio começa a disparar. Mas só pra quem persiste e continua poupando com muito vigor.

Uma consequência disso: quem tem filhos pequenos e não é rico ainda, não vai conseguir proteger seus filhos através de investimentos. No caso de morte ou de invalidez, uma família vai passar por sérias dificuldades financeiras. Qual é a saída? Seguro.

Isso mesmo. Aqui no Brasil os seguros de vida não são tão populares. É uma pena. Quanto mais pobre for uma família, mais ela necessita de bons seguros de vida e de invalidez. Na classe média é comum fazer seguro de vida na agência bancária, quando o gerente da conta está pra renovar o contrato do cheque especial, ou quando ele te liga dizendo que tem uma meta pra cumprir.

Se você é um dos milhares que já passaram por isso, não descanse ainda. Confira o valor segurado, isto é, o que é que a sua família vai receber em caso de sinistro. Eu aposto que o capital contratado não vai dar pra manter seu lar nem por dois ou três anos. Ou seja, estude seriamente o valor necessário para proteger a sua família, até que os seus filhos estejam no mercado de trabalho.

E no meio desta crise financeira, evite cortar a despesa com seguro de vida. Ela pode ser fundamental um dia. A propósito, não deixe de aproveitar o final de semana com a sua família.

Mauro Halfeld, para CBN.

2008-10-08

O teste da bicicleta

Como medir o grau de segurança da sua cidade? Relatórios de homicídios, roubos, arrombamentos? Talvez, mas se você quer algo mais simples, pode tentar o teste da bicicleta.

Mas o que é isso? Bem, o teste consiste em saber quanto tempo uma bicicleta sem correntes ou cadeados, permanece no mesmo lugar, sem que alguém a leve. Ou seja, quanto tempo demora para a bicicleta ser roubada, em uma rua qualquer da cidade.

Usando câmeras escondidas e bicicletas baratas como isca, um publicitário argentino começou a realizar essa experiência em vários bairros de Buenos Aires. Segundo a teoria de Mariano Pasik, quanto mais segura a vizinhança, maior será o tempo que levará para a bicicleta ser levada.

Pasik edita os vídeos, acelerando-os e inserindo um fundo musical, além de borrar a imagem dos rostos das pessoas. Em seguida, ele coloca os vídeos no youtube e no site La Prueba de la Bicicleta.

Em alguns casos, a bicicleta não dura muito, como no vídeo abaixo, feito nas ruas de Malabia e Camargo:



Diz Pasik: "O que você vê nos vídeos é que eles não são ladrões profissionais, eles não são pessoas que sairam de casa para roubar. Eles são pessoas que encontraram uma tentação e decidiram cometer um crime, eles se tornaram ladrões no momento em que roubaram as bicicletas."

E Pasik prossegue, ilustrando exatamente o que se vê no vídeo acima: "Você vê a pessoa pensando e pensando e pensando, indo e vindo. As vezes elas falam ao telefone. Elas vão e depois voltam. É mais um dilema pessoal entre o bem e o mal, do que a bicicleta propriamente dita."

Ainda: "A fantasia popular é que a bicicleta irá ser roubada em segundos, e não é bem isso o que acontece."

Por exemplo, no vídeo abaixo, se passa uma hora e ninguém rouba a bicicleta. Quando isso acontece, é dito que aquela vizinhança "passou no teste", ou que a prova foi superada.



Pasik espera que outras pessoas se unam ao seu projeto do teste da bicicleta, criando um índice global da (in)segurança. A esperança é que ele se torne um medidor informal, como o índice Big Mac, que compara o preço de um Big Mac do McDonalds em diversos países, dando uma idéia do poder de compra das pessoas, em diferentes lugares.



(Ignacio Jardon e Andrea Krujoski gravam um vídeo para o projeto do teste da bicicleta, num parque em Buenos Aires, em outubro de 2008.)

Com informações da Reuters (em inglês).

E não esqueça de dar uma passada no site, La Prueba de la Bicicleta (O teste da bicicleta), "uma maneira simples de saber onde se pode viver mais tranquilo".
Blog Widget by LinkWithin