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2019-02-28

Como se sair bem na dinâmica de grupo de um processo seletivo? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 28/02/2019, com nove dicas para se sair bem em dinâmicas de grupo em processos seletivos.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Como se sair bem na dinâmica de grupo de um processo seletivo?

dinâmica de grupo seleção emprego

Escreve uma ouvinte: "Eu já participei de vários processos seletivos em que havia dinâmica de grupo. Nunca fui aprovada e nunca recebi nenhum retorno sobre os motivos. Agora, depois de várias frustrações, eu já entro na dinâmica pensando que não vai dar certo. Que dicas você pode me dar?"

Dou-lhe nove.

Primeira: fale pouco. No máximo, dois minutos em cada intervenção. Quem tenta monopolizar a dinâmica passa uma imagem de antipatia.

Segunda: não interrompa quem estiver falando. Faça um sinal para a monitora da dinâmica, indicando que você deseja se manifestar a respeito de algo que está sendo dito.

Terceira: elogie quem falou antes que você. Isso cria empatia.

Quarta: se você for discordar de algo que foi dito, não parta para o confronto. Diga que você tem uma opinião diferente que gostaria de expor ao grupo.

Quinta: jamais demonstre insatisfação com expressões faciais ou gestos. Você não está ali para avaliar aos outros, mas para ser avaliada.

Sexta: não fique muito tempo calada. Em dinâmica, silêncio não é sinal de sabedoria, e sim de fuga do debate.

Sétima: não use gírias e nem expressões inócuas, do tipo "Veja bem" ou "Com certeza". Uma dinâmica é um colóquio profissional, e não um papo entre amigos.

Oitava: leia tudo o que puder sobre a empresa e use esses números ou fatos positivos quando for falar.

E nona: evite gestos de nervosismo e sorria. Isso a deixará confortável e a ajudará a se sair bem em todo o resto.

Max Gehringer, para CBN.

2019-02-20

Posso pedir reembolso de despesas após ter sido rejeitado num processo seletivo? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 20/02/2019, com um ouvinte que participou de um processo seletivo, não foi escolhido para a vaga e não recebeu nenhuma explicação sobre isso.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Posso pedir reembolso de despesas após ter sido rejeitado num processo seletivo?

processo seleção emprego entrevista ruim

Escreve um ouvinte: "Participei de um processo seletivo que me consumiu tempo e recursos, porque moro há 10 Km do local da empresa e o processo requereu quatro deslocamentos de minha parte. No fim, não fui selecionado, embora tenha ficado entre os finalistas e com alta expectativa de ser o escolhido.

Como não fui informado sobre os motivos da minha rejeição, escrevi para a gerente que conduziu a seleção. E ela me respondeu o seguinte: 'Agradecemos a sua participação e informamos que o processo foi encerrado.' O que posso fazer agora? Há como exigir uma explicação mais específica? Ou mesmo pedir ressarcimento dos gastos que tive?"


Legalmente, não, para as duas coisas. Embora eu concorde com você que empresas deveriam ser mais sensíveis do que a maioria é, em relação a candidatos que não são contratados, nada as obriga a ter que oferecer explicações detalhadas.

Se um candidato acredita que foi rejeitado por algum tipo de discriminação, ele pode mover um processo civil, desde que apresente evidências.

E no caso de reembolso de despesas, isso também não é previsto em nenhum dispositivo, porque o candidato é que escolhe se deseja, ou não, participar de um processo, já sabendo do local onde ele será realizado.

É triste responder a uma questão como a sua, porque a sua queixa é válida e compreensível. Mas uma coisa é o que poderia ser feito. E outra coisa é o que a legislação determina que seja feito, ou não impede que não seja.

Max Gehringer, para CBN.

2018-10-16

O risco de cobrar uma resposta rápida do entrevistador no processo seletivo - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 16/10/2018, com uma ouvinte que cobrou uma data para a resposta de uma entrevista de emprego e nunca recebeu a resposta.

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O risco de cobrar uma resposta rápida do entrevistador no processo seletivo

entrevista de emprego

Uma ouvinte escreve: "Participei de um processo seletivo e, ao final dele, eu disse ao entrevistador que precisava receber uma resposta, no máximo, até o dia seguinte, porque eu tinha uma outra proposta. Ele assegurou que levaria isso em consideração, mas não me deu nenhuma resposta, nem no dia seguinte, e nem nunca.

Eu tinha mesmo outro emprego em vista, mas que acabou não se concretizando. E no fim, fiquei sem nenhum dos dois. Minha dúvida é se ter sido sincera com o entrevistador foi um erro?"


Sim, foi. Só há uma situação que permite a um candidato a emprego estabelecer uma data-limite: é ele ser um especialista muito raro de ser encontrado no mercado.

Para vagas em que isso não ocorre, a empresa contratante usa o tempo que achar necessário para finalizar o processo.

No seu caso, pode ser que ainda houvesse candidatos a serem entrevistados, ou pode ser que você tenha ferido o orgulho do entrevistador ao dizer que, para você, tanto fazia trabalhar na empresa dele ou não outra.

Se ele estivesse muito pressionado para preencher a vaga e se você fosse a candidata perfeita, ele a contrataria no mesmo dia.

Como não foi o caso, permita-me lhe sugerir tratar cada entrevista que você fizer como se estivesse diante da empresa dos seus sonhos. Aprenda o que puder sobre ela e elogie tudo o que for possível elogiar.

Se um entrevistador se convencer de que a vaga é a sua maior aspiração profissional, você será contratada, na mesma hora.

Max Gehringer, para CBN.

2018-09-17

Pedir para entender o motivo pelo qual você não foi contratado é justo - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 17/09/2018, com um ouvinte que não foi selecionado para um emprego e quer conversar com a responsável para descobrir os motivos.

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Pedir para entender o motivo pelo qual você não foi contratado é justo

seleção de emprego

Escreve um ouvinte: "Participei de um processo seletivo que me requereu tempo e despesas. Fiquei entre os finalistas, mas por fim, não fui selecionado para a vaga. Durante todo o processo, fiquei bastante animado, porque meu currículo era inteiramente adequado à posição, tanto em formação, quanto em experiência. E confesso que estou muito frustrado.

A coordenadora do processo me deu o contato dela, e estou pensando em tentar marcar uma conversa, por telefone, que me permita entender por que não fui contratado. Seria deselegante fazer isso?"


Não, absolutamente. Seria um pedido justo. E você aprenderia bastante caso a sua solicitação seja atendida. Mas permita-me lhe oferecer três sugestões de como proceder nessa conversa.

Primeira: tenha em mente que nenhuma empresa tem obrigação legal de dar explicações aos candidatos que não são contratados. Atender você é uma gentileza que a coordenadora estará fazendo.

Segunda: preocupe-se em ouvir e anotar o que lhe for dito, e não em confrontar ou contradizer. Isso porque a decisão já foi tomada e não está mais em discussão.

Terceira: faça perguntas que mostrem o seu interesse na empresa, e não o seu desprazer por ter sido rejeitado. Por exemplo, se há outras vagas em que você se encaixaria.

E finalmente, um agradecimento cordial. Uma conversa profissional e sem mágoas certamente irá colocar você na fila de frente quando surgir uma vaga adequada ao seu perfil.

Max Gehringer, para CBN.

2018-08-03

'Fui até o final de processo seletivo e penso que perdi a vaga por ser mulher' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 03/08/2018, com uma ouvinte que acha que perdeu uma vaga de trabalho por ser mulher.

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'Fui até o final de processo seletivo e penso que perdi a vaga por ser mulher'

mulher no mercado de trabalho

Uma ouvinte escreve: "Tenho uma dúvida cruel. Fui até o final de um processo de seleção em uma boa empresa, muito grande, muito sólida. Restaram dois candidatos, eu e um homem. E ele foi contratado. Agora, não consigo deixar de pensar que perdi a vaga por ser mulher. Você pode me afirmar, com certeza, que não foi por isso?"

Há pouquíssimas coisas nesse mundo que posso afirmar com certeza, mas essa certamente não é uma delas.

Mas você mesma pode tirar suas conclusões com base naquilo que viu na empresa, durante o processo de seleção. Havia mulheres em funções semelhantes a que você estava concorrendo? Você cruzou nos corredores com pessoas de diversas etnias?

Ou, em outras palavras: algo que você notou, ou ouviu, ou leu, lhe deu a impressão de que você estava em uma empresa que discriminava quem quer que fosse? Se não houve nada que pudesse substanciar uma queixa de preconceito, então o motivo foi outro.

Mas não custa nada lembrar e repetir aqui, que em empresas relevantes no mercado, o sexo deixou de ser, há tempos, um argumento. Não só em contratações, como também em reuniões de trabalho e promoções.

A razão não tem gênero e deve sempre ser concedida a quem tiver melhores requisitos e mostrar mais determinação. Ou seja: a mulher. Quase sempre, mas nem sempre, como a nossa ouvinte descobriu desta vez.

Max Gehringer, para CBN.

2018-07-31

Experiência nem sempre conta mais em entrevista de emprego - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 31/07/2018, com uma ouvinte que era a mais experiente num processo seletivo de emprego, mas não conseguiu a vaga.

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Experiência nem sempre conta mais em entrevista de emprego

entrevista de emprego processo seletivo

Uma ouvinte escreve: "Participei de um processo seletivo e, circunstancialmente, tive a oportunidade de conhecer as outras três candidatas que competiam comigo pela vaga, já que fomos todas entrevistadas em rodízio, na mesma tarde. Minha experiência era bem maior que a delas, mas a selecionada foi uma das menos experientes. Não entendi bem o critério que a empresa utilizou. E apreciaria ouvir o seu input."

Certo. Experiência é, de fato, um dos fatores requeridos em um processo, embora não seja o único.

Mas digamos que, no caso do processo de que você participou, a experiência tenha, sim, sido relevante. Só que aí entra a diferença entre tempo corrido e resultados obtidos.

Ou seja, a candidata que foi selecionada pode ter sido mais feliz ao relatar fatos, dados e casos práticos. E mais feliz ainda, ao mostrar como esse aprendizado poderia ser útil para a empresa contratante.

Além disso, entrevistadores levam em conta o quanto um candidato se preocupou em aprender sobre a cultura da empresa, buscando informações disponíveis na internet ou através de empregados da própria empresa. E tudo isso junto pode decidir o processo em favor de alguém que pareça ter menos chances iniciais.

Você talvez até fosse a candidata mais capacitada, mas não conseguiu convencer os entrevistadores de que seria a mais eficaz na execução do trabalho. Sinto, mas fica a dica de que, em seleções, o melhor pode ser superado pelo que se preparou melhor.

Max Gehringer, para CBN.

2018-06-15

Perguntar sobre crise na empresa no processo seletivo não traz benefícios - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 15/06/2018, com um ouvinte que está fazendo um processo de seleção de emprego em uma empresa que passou dificuldades durante a crise.

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Perguntar sobre crise na empresa no processo seletivo não traz benefícios

entrevista de emprego

Um ouvinte escreve: "Estou participando de um processo seletivo em uma empresa de grande porte. Estou empregado no momento, mas em uma empresa menor, e vejo uma eventual mudança com bons olhos. O único senão é que essa grande empresa dispensou uma boa quantidade de funcionários durante a crise pela qual passamos. E uma das vítimas foi um amigo meu, que saiu reclamando da frieza com que foi demitido. Minha dúvida é se posso abordar esse tema delicado com o entrevistador."

Pode e deve. Mas permita-me oferecer duas sugestões. A primeira é esperar para ver se você será o candidato escolhido. Perguntar durante o andamento do processo, quando ainda há vários candidatos concorrendo à vaga, não irá lhe trazer nenhum benefício.

E a segunda sugestão é ser sutil. Mencionar que você soube das dificuldades que a empresa enfrentou e está contente em saber que ela voltou a contratar.

A maneira como o selecionador irá reagir lhe mostrará se você corre algum risco ao aceitar o emprego. Se ele disser que felizmente o mau momento passou e a empresa retomou o rumo, ótimo.

Se ele fizer uma cara de quem não gostou da pergunta e lhe der uma resposta seca, agradeça e decline a vaga, porque a má fase ainda não terminou. E se houver novas dispensas, os mais novos de casa serão provavelmente os primeiros a sair, porque a rescisão deles é mais barata.

Max Gehringer, para CBN.

2018-06-08

Como recusar uma proposta após um processo seletivo demorado? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 08/06/2018, com um ouvinte que recebeu uma proposta de um processo seletivo demorado, depois de arranjar uma outra vaga.

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Como recusar uma proposta após um processo seletivo demorado?

processo de seleção de emprego

Escreve um ouvinte: "Participei de um processo seletivo para analista, que parecia não ter mais fim, até que finalmente recebi a informação de que fui aprovado e que devo me apresentar na empresa, para as providências burocráticas de contratação. Como a coisa se arrastou por mais de dois meses, eu me candidatei a outras vagas e fui selecionado para uma delas.

Estou propenso a aceitar essa segunda, mas não sei como proceder em relação à vaga que vou recusar. Devo ir lá pessoalmente e me explicar? E se for, devo dizer que a demora no processo me deixou inseguro e tive que procurar outras possibilidades?"


Bom, se você tem a certeza de que a segunda vaga é melhor do que a primeira, em remuneração, ambiente, distância, oportunidades e ambiente, você não precisa dar explicações detalhadas. Use o mesmo canal de comunicação que foi utilizado durante o processo para informar que você agradece o tratamento recebido, mas está abrindo mão da oferta de emprego.

Se lhe for perguntado o motivo, você pode, se quiser, mencionar o longo tempo que o processo durou. Mas se for lhe perguntado para qual empresa você vai, quanto você vai ganhar e outras questões desse tipo, responda cordialmente que isso é confidencial.

E não se sinta nem um pouco culpado com o desfecho do caso. Dois meses é o tempo que dura um processo para a contratação do presidente de uma empresa, e não a de um analista.

Max Gehringer, para CBN.

2018-04-26

'Passei por três entrevistas e recebi elogios, mas vaga foi preenchida por outra pessoa' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 26/04/2018, com uma ouvinte que foi muito bem tratada no processo seletivo, mas não conseguiu a vaga.

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'Passei por três entrevistas e recebi elogios, mas vaga foi preenchida por outra pessoa'

mulher entrevista de emprego

Escreve uma ouvinte: "Até a semana passada, eu estava muito feliz por minha participação em um processo seletivo. Passei por três entrevistas, recebi elogios depois delas e dois dos entrevistadores até compartilharam comigo, detalhes sobre a empresa que dificilmente são abertos a candidatos a emprego. O último contato foi com a coordenadora de pessoal, que se despediu de mim dizendo que eu iria gostar muito de trabalhar naquela empresa.

Com todos esses inequívocos sinais positivos, acreditei que estava contratada. Mas, dias depois, recebi uma mensagem agradecendo a minha participação no processo e me informando que a vaga havia sido preenchida. Nem consigo descrever a maneira como me sinto e lhe pergunto: o que poderia ter acontecido?"


Muito provavelmente, aconteceu que todas as outras candidatas foram tratadas da mesma maneira cordial e acolhedora que você foi. E aquela que conseguiu a vaga irá falar maravilhas sobre o tratamento que ela recebeu da empresa, desde o primeiro momento, que é o que você também falaria se tivesse sido escolhida.

Eu entendo o seu otimismo pós-entrevista, mas fica a dica, para você e nossos ouvintes: de segurar o otimismo até que uma oferta formal de emprego seja feita e aceita.

Sugiro que você escreva agradecendo a oportunidade, enfatizando a ótima impressão que a empresa lhe causou e expressando o seu desejo de poder, futuramente, voltar a ser considerada para uma vaga nela.

Max Gehringer, para CBN.

2018-04-24

'Enviei meu currículo para uma vaga em que preencho todos os requisitos e não fui contatado' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 24/04/2018, com um ouvinte que respondeu a um anúncio de emprego enviando seu currículo, mas não obteve nenhuma resposta.

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'Enviei meu currículo para uma vaga em que preencho todos os requisitos e não fui contatado'

enviando currículos processos seletivos

Um ouvinte escreve: "Enviei meu currículo para uma empresa, em resposta a uma oferta de emprego que ela publicou. Meu currículo preenchia todos os requisitos de escolaridade e experiência, mas não fui contatado e fico tentando entender porquê."

Vamos lá. Um anúncio aberto, como esse que você mencionou, atrai uma quantidade apreciável de currículos. Por isso, a primeira providência da empresa é proceder a um processo de eliminação. Ou, para usar um termo mais brando, de filtragem inicial.

Cada empresa tem seus próprios filtros e alguns deles nem passam pela cabeça de quem enviou um currículo, mas pode, eventualmente, excluir candidatos. Por exemplo: a distância entre a residência e o local de trabalho. Outro fator poderia ser a idade, algo que a empresa não deixou explícito no anúncio, para não ser acusada de discriminação.

No fim dessa filtragem, irão sobrar não mais que meia dúzia de candidatos que serão convocados para entrevistas. E posso lhe assegurar que esses currículos selecionados incluirão competências além daquelas solicitadas no anúncio: mais cursos, ou passagens por empresa do mesmo ramo da contratante, ou conhecimentos adicionais de sistemas e idiomas.

Em resumo, o currículo que você enviou era adequado. Só que havia outros super-adequados. Mas não deixe de continuar insistindo, porque em algum processo, o filtro poderá funcionar a seu favor.

Max Gehringer, para CBN.

2017-10-23

Continuar procurando emprego é um antídoto contra a 'síndrome da entrevista' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 23/10/2017, com uma ouvinte que fez uma entrevista de emprego há quinze dias e não recebeu nenhuma resposta.

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Continuar procurando emprego é um antídoto contra a 'síndrome da entrevista'

seleção de emprego

Uma ouvinte escreve: "Fiz uma entrevista de emprego e acho que fui bem, mas isso já faz quinze dias e não recebi nenhuma resposta. Qual seria a atitude mais recomendável nesse caso?"

Seria não ficar pensando no assunto e continuar procurando outras oportunidades de emprego. Caso contrário, você poderá ser vítima da chamada "síndrome da entrevista", um estado de aflição, que a fará ficar pensando, cada vez mais, no que deveria ter respondido e não respondeu, ou no que respondeu e não deveria ter respondido.

Se você participou de uma entrevista para uma vaga inicial, como por exemplo, de auxiliar administrativa, quinze dias é um período mais que suficiente para que uma empresa tenha se decidido por um candidato. Com frequência, a vaga é preenchida entre um e cinco dias, já que o nível de exigência não é alto e os candidatos são muitos.

vagas de gestão costumam levar um pouco mais de tempo, porque requerem uma análise mais apurada e, eventualmente, novos candidatos são convocados se nenhum preencheu as exigências na primeira rodada.

De qualquer forma, se você não consegue se desligar do assunto, envie uma mensagem ao recrutador, enfatizando o seu interesse na vaga. Espero que você receba uma resposta, mas se não receber, isso significa que o processo já foi encerrado e que você se sairá melhor no próximo.

Max Gehringer, para CBN.

2017-09-05

Capitanear processos seletivos exige profissionalismo - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 04/09/2017, com uma ouvinte gestora que não considerou o pedido de um funcionário que voltasse atrás em seu pedido de demissão, depois de já haver selecionado outra pessoa para trabalhar em seu lugar.

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Capitanear processos seletivos exige profissionalismo

processo de seleção

Uma ouvinte escreve: "Sou gestora de um setor com doze funcionários. Um deles pediu a conta e fiquei desapontada, porque ele era um dos melhores do setor em termos de resultados. Mas fiz o que tinha que fazer: iniciei um processo para substituí-lo, entrevistei vários candidatos e escolhi um deles, que aceitou a nossa oferta e pediu demissão da empresa em que estava empregado.

Uma semana antes do fim do aviso prévio, o subordinado que havia pedido a conta me disse que se arrependeu e gostaria de ficar. Não tenho dúvidas de que essa seria a melhor solução para a empresa, mas considerei a situação do profissional que eu havia selecionado e decidi agir com o coração, mantendo a demissão do primeiro e a contratação do segundo. Agora estou em dúvida se fiz a coisa certa."


Sim, você fez. Tirar uma pessoa de um emprego e depois dizer a ela que a vaga não está mais disponível, passaria uma impressão terrível da empresa em que você trabalha.

Uma coisa é o seu subordinado ter pedido a conta num momento passageiro de insatisfação. E outra coisa é ele ter deixado o processo de substituição caminhar, durante pelo menos duas semanas, sem mostrar arrependimento pela decisão tomada e só se manifestar quando o processo já estava encerrado.

E não acho que você tenha agido somente com o coração. Além de ter sido profissional durante toda a situação, você deixou um recado claro aos demais subordinados: o de que atitudes impensadas têm um preço.

Max Gehringer, para CBN.

2017-08-11

Como negociar o valor do salário num processo de seleção? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 11/08/2017, sobre como negociar o salário numa entrevista de emprego.

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Como negociar o valor do salário num processo de seleção?

salário entrevista de emprego

Um ouvinte escreve: "Sei que existem faixas salariais no mercado de trabalho. Mas sei também que elas não são exatamente iguais para as mesmas funções em todas as empresas. Minha dúvida é: em um processo de seleção, quando surge a questão da remuneração, como posso negociar o salário?"

Vamos lá. Se você estiver se candidatando a uma vaga de direção ou alta gerência e tiver um histórico de boas empresas em seu currículo, a negociação salarial seria um passo inevitável no processo de contratação.

Essa discussão iria incluir todo o pacote de remuneração, incluindo benefícios que a empresa possa oferecer a profissionais que ocupem cargos elevados.

Porém, se você está se candidatando a uma vaga inicial, uma em que não terá subordinados ou que não requeira algum conhecimento muito específico que a maioria dos candidatos não possua, nesse caso o processo de contratação é mais uma via de mão única.

A empresa não estará aberta a uma negociação porque o número de candidatos com qualificação igual à sua será suficiente para que um deles preencha adequadamente a vaga oferecida.

Se a pergunta da pretensão salarial surgir durante a primeira entrevista, o melhor é você responder que a sua preocupação imediata não é o salário, mas sim, a possibilidade de entrar em uma empresa que possa lhe proporcionar oportunidades de poder mostrar o quanto você vale.

Max Gehringer, para CBN.

2017-07-10

Empresa tem obrigação de informar que o candidato não foi escolhido - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 06/07/2017, com um ouvinte que gostaria de saber da empresa o porquê de não ter sido escolhido num processo de seleção de emprego.

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Empresa tem obrigação de informar que o candidato não foi escolhido

seleção de emprego

Escreve um ouvinte: "Eu me candidatei a uma vaga, fiz entrevistas e achei que tinha ido bem. Dias depois, recebi uma mensagem dizendo que o processo havia sido encerrado e que a empresa agradecia a minha participação nele. Só isso, uma mensagem fria que não explicava nada. Estou certo de que possuía os atributos necessários para a função e fiquei muito frustrado. Não seria uma obrigação da empresa me explicar as causas que levaram à minha rejeição?"

Vamos separar em duas partes. A primeira é que, ao contrário do que muitas empresas pensam, informar a um candidato que ele não foi o escolhido é uma obrigação. Se não legal, pelo menos moral. O candidato dedica à empresa um tempo que não pode ser ignorado e depois fica em estado de agonia esperando por uma resposta que nunca vem.

Agora, a outra parte. Ao contrário do que muitos candidatos imaginam, empresas não têm a obrigação de explicar em detalhes os motivos de uma não admissão. Cada empresa tem os seus critérios e as entrevistas servem para avaliar quem se encaixa neles, mas não é necessário abrir um assunto interno para um candidato que não foi aceito. O próprio candidato é que precisa reavaliar o seu comportamento em uma entrevista e melhorar na próxima.

Portanto, mesmo que você não tenha gostado da mensagem que recebeu, a empresa cumpriu com o papel dela, de agradecê-lo pela atenção e pelo tempo. E somente uma minoria faz isso, quando todas deveriam fazer.

Max Gehringer, para CBN.

2017-06-08

'Devo usar redes sociais para conversar com alguém que me entrevistou?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 08/06/2017, com uma ouvinte que adicionou numa rede social a pessoa que a entrevistou num processo seletivo.

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'Devo usar redes sociais para conversar com alguém que me entrevistou?'

adicionando contatos networking

Uma ouvinte escreve: "Estou participando de um processo de seleção que ainda está na fase inicial. Fui entrevistada por uma pessoa de recursos humanos da empresa. E ao chegar em casa, descobri que ela está no LinkedIn, como eu também estou, e enviei um convite para ela fazer parte da minha rede de contatos. Na hora nem pensei como isso poderia ser visto, mas a pessoa aceitou o convite. Como devo interpretar isso? E devo escrever para ela mencionando a entrevista?"

Bom, existem profissionais, e não são poucos, que se orgulham da quantidade de contatos que têm. E pode ser que a pessoa a que você se refere seja uma delas. Em casos assim, muitas vezes a pessoa não conhece e nem nunca ouviu falar da maior parte dos contatos, que foram feitos como você fez, pesquisando a internet.

Isso não é ruim, pelo contrário. Mas eu lhe sugiro esperar que o processo caminhe um pouco mais antes de enviar uma mensagem dizendo que você está participando dele.

Se você avançar para o estágio seguinte, aí sim, uma mensagem lembrando da entrevista feita seria válida. E caso você não seja a candidata selecionada ao final do processo, também valeria a pena enviar à pessoa uma mensagem de agradecimento e se colocar a disposição para futuras oportunidades.

De qualquer forma, o que você fez adicionou mais um contato interessante à sua rede e isso é positivo. Ou para já ou para algum dia.

Max Gehringer, para CBN.

2016-11-14

'Passei dos 30 anos e tive uma carreira picotada' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 14/11/2016, com uma ouvinte de 30 anos que teve uma carreira picotada e agora está com dificuldades.

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'Passei dos 30 anos e tive uma carreira picotada'

carreira tortuosa escada

Uma ouvinte escreve: "Passei dos 30 anos e tive até agora uma carreira picotada. Formei-me em Direito, fiz alguns estágios, mas dediquei a maior parte do meu tempo a estudar para concursos públicos, sem sucesso. Decidi partir para um novo curso superior de Ciências Contábeis, imaginando que a combinação de direito e contabilidade poderia me dar uma vantagem em processos seletivos. Só que isso não está acontecendo. Não tenho conseguido nem empregos, nem estágios. Pergunto se o problema é a minha idade?"

Bom, para um estágio, talvez possa ser, porque empresas preferem conceder vagas a iniciantes, que são teoricamente mais moldáveis.

Já no caso de um emprego, o problema está mais na sua falta de experiência prática. Em um processo seletivo, sempre tem preferência os candidatos que, além da formação, já trazem uma bagagem que lhes permitirá uma adaptação mais rápida ao trabalho a ser executado. Como você ainda está no meio do novo curso, leva desvantagem em relação a um candidato a emprego já formado e com 5 anos de experiência.

Por isso, acredito que a opção mais viável seria você ingressar em uma vaga de, por exemplo, auxiliar administrativa, mas em uma empresa cujo porte lhe possa oferecer possibilidades de crescimento.

Sei que não é o que você gostaria, mas você ainda tem uns 30 anos de carreira pela frente. E usar dois deles para se assentar seria um investimento, e não um desperdício.

Max Gehringer, para CBN.

2016-11-01

'Não passei no teste de redação do processo seletivo' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 01/11/2016, sobre os valores das empresas e a dica para um candidato a emprego sempre ler tudo o que a empresa escreve sobre si mesma.

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'Não passei no teste de redação do processo seletivo'

redação processo seletivo

Uma ouvinte escreve: "Participei de um processo seletivo em uma multinacional e fui eliminada já no primeiro teste: o de redação. O tema foi: 'Meus Valores'. E eu descrevi meus pontos positivos. Como somente 30% dos candidatos não passaram, pergunto: o que posso ter feito de tão errado?"

Bom, como você redige bem, não foi por erros gramaticais, que é um fator eliminatório. Então o provável motivo foi você não ter entrado no site da empresa em questão para saber quais eram os valores dela. Uma redação exemplar seria aquela em que os valores do candidato estivessem alinhados com os da empresa.

Vale a dica para os nossos ouvintes: ler tudo o que a empresa escreve sobre ela mesma é um diferencial importante tanto em uma redação, quanto em uma entrevista. Ou, em outras palavras, terão preferência os candidatos que mais se parecerem com o que a empresa espera de um empregado.

De modo geral, esses valores não mudam muito. Mas se por exemplo, uma empresa ressalta que preza a inovação o candidato precisa ter um exemplo de algo que ele tenha feito nesse quesito.

Dito isso, uma pergunta cínica seria: "Esses valores são observados na prática?" Aí é que é. Quem entrar nos sites das empresas que foram recentemente investigadas em processos de corrupção, irá notar que todas elas têm como valores: ética, integridade e transparência. Se tudo o que está escrito é, de fato, o que se pratica, o candidato só irá descobrir depois que for contratado.

Max Gehringer, para CBN.

2016-10-21

'Estar empregado traz desvantagens no processo de seleção?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 21/10/2016, sobre como estar empregado e ter mudado pouco de emprego traz na verdade vantagens num processo de seleção de empregos.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Estar empregado traz desvantagens no processo de seleção?'

seleção de emprego currículo

Escreve um ouvinte: "Estou empregado, mas não tenho mais espaço para crescer na empresa atual. As funções acima da minha estão preenchidas por pessoas antigas de casa e nada indica que essa situação possa mudar em médio prazo. Entreguei currículos em várias empresas nas quais gostaria de trabalhar, além de acionar a minha rede de contatos para conseguir uma indicação. Só que nada adiantou, porque não fui chamado para nenhuma entrevista em quatro meses de tentativas. Como em meu currículo consta que estou empregado, pergunto se isso me traz uma desvantagem nos processos de seleção?"

Não, pelo contrário: quem está empregado se destaca mais quando há uma avaliação de potenciais candidatos a uma vaga. E quem mudou pouco de emprego em anos recentes, se destaca mais ainda.

Certamente há empregos em sua cidade, mas acredito que a vaga que você esteja procurando seja um pouco mais especializada e com um salário condizente. Esse é exatamente o tipo de vaga que escasseou nos últimos dois anos, com o enxugamento de quadros promovido pela maioria das empresas.

Você está fazendo certo ao solicitar a cooperação de amigos que estão empregados, porque esse é o caminho mais indicado. O que lhe recomendo é ter paciência, não se afobar, não aceitar a primeira coisa que aparecer e não mudar só por mudar. Estamos num momento pouco propício a novas contratações e esperar mais um pouco só irá beneficiá-lo.

Max Gehringer, para CBN.

2016-09-20

'Meu currículo é melhor, mas empresa escolheu outra candidata com mais desenvoltura' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 20/09/2016, com uma ouvinte que foi preterida em uma vaga de emprego por uma candidata que demonstrou mais desenvoltura na entrevista.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Meu currículo é melhor, mas empresa escolheu outra candidata com mais desenvoltura'

candidatas a emprego

Uma ouvinte escreve: "Participei de um processo seletivo e fiquei entre as duas finalistas, mas não consegui a vaga. Através de uma amiga que trabalha na empresa, fiquei sabendo que a candidata escolhida havia mostrado mais desembaraço e mais desenvoltura na entrevista, e que isso pesou na decisão, apesar do meu currículo ser melhor e minha experiência ser maior.

Nem sei bem como expressar o que estou sentindo, mas me parece que desembaraço e desenvoltura deveriam ser fatores adicionais, e não preponderantes. Além disso, não sou nem travada, nem introspectiva, o que me deixa ainda mais frustrada por ter sido refugada. O que posso fazer a respeito?"


De imediato, você pode mandar uma mensagem ao selecionador, agradecendo pela oportunidade da participação no processo, e enfatizando que você gostou muito da empresa e apreciaria ser considerada para futuros processos.

Quanto aos motivos que lhe foram informados, há duas maneiras de você entendê-los. Primeira: qualquer empresa tem o direito de definir as características que ela considera mais importantes em seus empregados. E segunda: você não deve achar que tem algum problema sério.

Eu conheci muitos candidatos que eram feras em entrevistas, mas que, depois, decepcionavam na execução do trabalho. Se isso vier a ocorrer, a mensagem que você enviar ao selecionador irá lhe gerar um convite quando a empresa perceber que admitiu a candidata errada.

Max Gehringer, para CBN.

2016-08-26

'Não avisar candidato sobre fim do processo seletivo é falta de respeito?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 26/08/2016, sobre como as empresas não têm obrigação de dar explicações sobre os motivos que a levaram rejeitar um candidato em um processo seletivo.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Não avisar candidato sobre fim do processo seletivo é falta de respeito?'

falta de comunicação

Um ouvinte escreve: "Participei de um processo para uma vaga e não fui selecionado. Mas só fiquei sabendo disso quando liguei para a empresa, um mês depois, e recebi a informação de que o processo já havia sido encerrado. A pessoa com quem falei não soube me dizer os motivos da minha rejeição. E eu disse para ela que aquilo era uma falta de respeito para com os candidatos. Fiz mal?"

Não, se dizer isso fez com que você se sentisse melhor. Já do ponto de vista profissional, você poderia ter dito que continuava interessado em trabalhar naquela empresa e que gostaria muito de ser considerado para futuros processos.

Mas permita-me esclarecer-lhe algo importante. Sem dúvida, foi uma falta de respeito você não ter sido comunicado sobre o fim do processo. Mas não é desrespeitoso deixar de dar detalhes a um candidato sobre os motivos da sua rejeição.

Em um processo seletivo, em média dez candidatos são avaliados e nove não são contratados. Ou seja, o normal é não ser. Por isso, não faz parte das atribuições do entrevistador preparar os não-escolhidos para que eles se saiam bem em futuros processos de outras empresas. Essa é uma obrigação do próprio candidato, fazendo cursos para melhorar a postura e a oratória, treinando respostas adequadas para as perguntas mais frequentes e pesquisando fatos e dados sobre a empresa.

Em resumo, você foi parcialmente desrespeitado pela falta de comunicação, mas não pela falta de explicações.

Max Gehringer, para CBN.

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