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2012-10-22

'É normal sonhar com o trabalho?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 22/10/2012, sobre sonhar com o trabalho.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'É normal sonhar com o trabalho?'

sonhos

Opa! Uma pergunta diferente! Uma ouvinte relata: "Eu sonho com meu trabalho. Quase toda noite. Alguns sonhos são de situações comuns do dia a dia, mas outros são pesadelos que me fazem acordar exausta de manhã. Preciso me tratar ou isso é normal?"

Bom, eu procurei pesquisas a esse respeito e encontrei várias delas, em fontes altamente respeitáveis. De modo geral, 70% das pessoas que trabalham ocasionalmente sonham com situações ligadas à empresa. Então, sonhar é normal. O que o sonho significa, já é outra discussão.

Há mais de um século, o doutor Freud escreveu sobre a interpretação de sonhos e seu livro trouxe ao tema, se não unanimidade, pelo menos respeitabilidade. O que antes era uma coisa de esotéricos, virou assunto de doutores. Ainda hoje há duas correntes antagônicas: a dos que acham que sonhos não querem dizer nada e a dos que defendem a tese que sonhos são um aviso que os neurônios estão nos mandando.

Por exemplo, se alguém sonha que está voando, é porque na vida real se sente tolhido e sem liberdade. Quem sonha que está nu se sente vulnerável. Os céticos dizem que, se isso fosse verdade, o cérebro não precisaria criar um teatro para representar uma situação anormal e impossível durante o sono. Bastaria retratar a situação normal que alguém vive no dia a dia. Seria, no mínimo, muito mais fácil de entender.

Agora, se os pesadelos de nossa ouvinte já estão influindo negativamente no trabalho dela, através de sintomas como cansaço, irritação e perda de atenção, o que posso sugerir é que ela procure um clínico geral. Ele fará uma bateria de exames neurológicos e depois decidirá se deve encaminhar a nossa ouvinte a um psiquiatra. Mas esse seria um caso extremo. Imagino que os 70% de nossos ouvintes concordem que muito pior do que sonhar com o trabalho, é ter insônia por causa dele.

Max Gehringer, para CBN.

2012-05-03

Matando a vovó diversas vezes [propaganda]

Simplesmente genial essa propaganda. Veja uma pobre velhinha morrendo diversas vezes, mas sempre voltando do túmulo (apesar do tom macabro da descrição, é muito engraçado):



"Deixe a vovó descansar em paz. Encontre um trabalho que você goste".

O vídeo, que brinca com a ideia de que "a minha avó morreu" é uma das desculpas mais usadas para se faltar ao trabalho, é uma propaganda do site de empregos ZonaJobs.com. Além da ideia boa, a execução foi em grande estilo, com muitos efeitos especiais.

Dica via Buzzfeed do Copyranter.

2012-01-31

As três regras das relações humanas do trabalho - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 31/01/2012, com as três regras das relações humanas no trabalho.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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As três regras das relações humanas do trabalho

relações humanas trabalho parceria

Nas relações humanas no trabalho, existem apenas três regras.

Regra número 1: colegas passam, mas inimigos são para sempre. A chance de uma pessoa se lembrar de um favor que você fez a ela, vai diminuindo à taxa de 20% ao ano. Cinco anos depois, o favor será esquecido, não adianta mais cobrar. Mas a chance de alguém se lembrar de uma desfeita se mantém estável, não importa quanto tempo passe. Exemplo: se você estendeu a mão para cumprimentar alguém em 1997 e a pessoa ignorou a sua mão estendida, você ainda se lembra disso.

Regra número 2: a importância de um favor diminui com o tempo, enquanto a importância de uma desfeita aumenta. Favor é como um investimento de curtíssimo prazo. Desfeita é como um empréstimo de longo prazo. Um dia, ele será cobrado, e com juros.

Regra número 3: um colega não é um amigo. Colega é aquela pessoa que durante algum tempo parece um amigo. Muitas vezes até parece o melhor amigo. Mas isso só dura até um dos dois mudar de emprego. Amigo é aquela pessoa que liga para perguntar se você está precisando de alguma coisa. Ex-colega, que parecia amigo, é aquela pessoa que você liga para pedir alguma coisa e ela manda dizer que no momento, não pode atender.

Durante sua carreira, uma pessoa normal terá a impressão de que fez um milhão de amigos e apenas meia-dúzia de inimigos. Estatisticamente, isso parece ótimo, mas não é. A lei da perversidade profissional diz que no futuro, quando você precisar de ajuda, é provável que quem mais poderá ajudá-lo é exatamente um daqueles poucos inimigos.

Portanto, profissionalmente falando e pensando no longo prazo, o sucesso consiste principalmente em evitar fazer inimigos. Porque, por uma infeliz coincidência biológica, os poucos inimigos são exatamente aqueles que têm boa memória.

Max Gehringer, para CBN.

2012-01-02

'Como faço para escapar de uma lista de dispensa?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 02/01/2012, com 4 dicas sarcasticamente bem humoradas para parecer produtivo e tentar escapar de uma dispensa.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Como faço para escapar de uma lista de dispensa?'

enrolando no trabalho

"Não sei devo reclamar ou agradecer aos céus", uma ouvinte escreve. "Mas eu trabalho em um departamento em que não há muito para se fazer. Em meio expediente dá para terminar todas a tarefas e passar o resto do dia zoando. Tudo ia bem, até que faz um mês entrou um gerente novo, cheio de gás e de ideias sobre produtividade. E já circulam rumores de que ele estaria preparando um plano para cortar 20% do pessoal. Não sei se isso é só boato, mas se não for, a minha pergunta é: como faço para escapar dessa lista?"

Boa pergunta. Geralmente, primeiro são dispensados os mais novos de casa, porque o custo de indenização é menor. Caso você não se enquadre nessa categoria, pense o seguinte: se você fosse o gerente, como você escolheria quem seria dispensado? E a resposta mais simples é: observando o comportamento das pessoas, já que ele não conhece ninguém.

Então, aqui vão algumas dicas:

Primeira: não passe muito tempo sentada. Quem está de pé e se movimentando é muito mais visível.

Segunda: caminhe rapidamente. Isso passa a impressão de que você tem algo urgente para fazer.

Terceira: leve sempre uma pasta cheia de papéis nas mãos. Quem vê papel imagina trabalho.

Quarta: converse rapidamente com seus colegas. Ao chegar à mesa de um deles, abra a pasa, aponte para a folha, faça uma pergunta pertinente e volte ainda mais apressadamente para a sua mesa. E repita essa mesma rotina várias vezes ao dia.

Assim, além de mostrar que você é produtiva, você parecerá produtiva.

Gostou da opção? Se não gostou, a alternativa é procurar o gerente, dizer que você tem tempo ocioso e que gostaria de receber mais tarefas.

Alguns de seus colegas poderão dizer que você está puxando o saco e entregando todo mundo. A escolha é sua. Pelo que você prefere ser criticada: por parecer o que não é ou por entender que a situação mudou?

Max Gehringer, para CBN.

2011-11-18

'Ainda se trabalha por paixão?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 18/11/2011, sobre a paixão no trabalho e fora dela.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Ainda se trabalha por paixão?'

love job paixão trabalho

"Ainda se trabalha por paixão?", pergunta uma lacônica ouvinte.

Eu diria que sim, sem dúvida. A diferença é que houve uma época em que a paixão durava mais do que está durando atualmente. Da mesma forma que o tempo médio de um casamento no século 21 mal atinge cinco anos, um emprego no século 21 também raramente ultrapassa essa marca. Os relacionamentos, tanto pessoais quanto profissionais, continuam como sempre foram, divididos em três fases: paixão, compreensão e aceitação.

Na primeira fase a impressão é que nenhuma dificuldade será grande o suficiente para impedir um entendimento mútuo.

Na segunda fase, percebe-se que nem tudo é perfeito, mas mesmo assim, nada é tão ruim que não possa ser compreendido, perdoado e esquecido.

E na terceira fase, descobre-se que a realidade não será bem aquela que a paixão inicialmente prometia. Mas a vida ainda pode ser compartilhada, se por um lado houver paciência, e por outro lado, a dose necessária de criatividade para evitar que a rotina faça as horas passarem devagar e os anos, depressa.

A felicidade consiste em esticar ao máximo cada uma dessas três fases. Quando isso não acontece, os problemas passam a aflorar rapidamente. O nível de exigência aumenta. As reclamações se tornam mais constantes. Os bens materiais começam a assumir uma proporção maior na escala pessoal de valores. A compreensão é substituída pela cobrança, e o perdão, pela crítica. Nesse momento, o tempo, que era um aliado, se torna um inimigo.

E qual é a solução? Partir para outra. É o que mais gente está fazendo e com frequência cada vez maior.

Não é que a paixão pelo trabalho acabou. É que ela vem gradativamente deixando de ser, como um dia já foi, uma aliança de longo prazo.

Max Gehringer, para CBN.

2010-12-20

Pronto para o trabalho

Eu nem gosto tanto assim de gatos, mas este me pareceu tão simpático, de gravatinha:

gatinho trabalho gravata

Pronto pra mais um dia no escritório.

Via este Tumblr.

2010-06-01

Por que só a legislação brasileira acredita que o trabalhador não pensa? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 01/06/2010, sobre como os magistrados andam aplicando as leis trabalhistas no caso de PJs.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Por que só a legislação brasileira acredita que o trabalhador não pensa?

trabalhador carteira
Na semana passada, fiz um comentário sobre a mentira num processo trabalhista que envolvia um PJ, o profissional que assina um contrato de prestação de serviços com uma empresa.

Esse comentário se desdobrou em outro, o da própria situação do PJ. Legalmente, nem ele nem a empresa podem assinar um contrato de trabalho que é interessante para os dois, porque a Justiça do Trabalho pode decidir que o vínculo não é de prestação de serviço, mas sim de uma relação de emprego, pura e simples.

Muitos PJs que se encontram nessa situação, me escreveram. Um deles pergunta como um trabalhador pode ser considerado inapto para decidir o que é melhor para ele, se esse mesmo trabalhador pode assinar muitos outros tipos de contrato, incluindo alguns que vão submetê-lo a juros monstruosos?

A pergunta que esses ouvintes colocam é a seguinte: por que só a legislação trabalhista considera o brasileiro como um coitadinho que não sabe pensar por conta própria?

Vou responder com uma mensagem que veio do outro lado do balcão. Uma ouvinte escreveu para relatar que é assistente de um desembargador trabalhista. Segundo ela diz, no tribunal em que ela atua, os casos de PJ são analisados um a um. Se ficar comprovado que o contrato assinado foi mesmo uma opção pessoal, e não uma imposição da empresa para fraudar a lei, o vínculo do emprego não é reconhecido.

A ouvinte completa dizendo que na percepção dela, os magistrados vêm tentando, na medida do possível, levar em consideração o fim social da lei. Ou seja, muitos juízes estão usando o bom-senso para julgar, mesmo quando a decisão contraria a letra fria da legislação.

É ótimo que existam leis para proteger trabalhadores sem instrução, que podem ser facilmente enganados por patrões inescrupulosos. Mas isso não se aplica a centenas de milhares de profissionais capazes de pensar e de decidir o que é mais conveniente para eles.

E é reconfortante saber que existem desembargadores pensando da mesma maneira. Com o tempo, as decisões equilibradas deles, irão criar uma jurisprudência, capaz de preencher as lacunas da lei.

Max Gehringer, para CBN.

2010-05-07

Quem nunca teve problema no trabalho é muito abençoado ou muito distraído - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 07/05/2010, sobre as perguntas que o Max recebe.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Quem nunca teve problema no trabalho é muito abençoado ou muito distraído

mulher distraida
Escreve uma simpática ouvinte: "A minha pergunta talvez seja a mais fácil que você respondeu até hoje. Tenho 20 anos e estou no meu primeiro emprego há menos de três meses. Todos os dias, eu e mais um batalhão de ouvintes, ouvimos você dar conselhos a profissionais com problemas. São tantos casos que acabei ficando com a impressão que a vida profissional é cheia de problemas. Como não tive nenhum até agora, isso significa que estou à beira de ter um?"

Boa pergunta. Acredito que esse meu espaço funcione mais ou menos como um consultório médico. A atendente poderia ficar com a impressão de que a cidade inteira está mal de saúde, porque todas as pessoas que chegam ao consultório, dizem que estão com algum problema de saúde. Na verdade, a maioria das pessoas vai bem, obrigado. Tanto de saúde quanto de carreira.

Mas o que de fato me preocupa quando um ouvinte me escreve, é que ele não tem alguém dentro da própria empresa, que possa responder à pergunta que ele me fez. Existem superiores que devem se preocupar com as ansiedades de seus subordinados. E além disso, existe na empresa uma área de recursos humanos, que poderia dar respostas mais específicas, já que está no mesmo ambiente de trabalho que o perguntador.

Deduzo então, que se alguém evita utilizar essas duas opções tão próximas, é porque não confia na sinceridade delas ou tem receio das consequências.

Lembro também, que para cada ouvinte que me escreve com uma dúvida, existem milhares de ouvintes com dúvidas, que não escrevem. Nem para mim, nem para ninguém.

Portanto, eu diria a nossa ouvinte, que sim, em algum momento, mais perto do que distante, ela terá algum problema: com o chefe, com algum colega, com o salário ou com alguma decisão da empresa que nossa ouvinte considerará injusta.

Quando isso acontecer, eu espero que alguém dentro da própria empresa, possa ajudar nossa ouvinte a resolver a situação. É só nesse momento, o da incerteza, que a nossa ouvinte descobrirá que tipo de empresa está trabalhando.

E de resto, quem já tem muitos anos de carreira, e diz que nunca teve um problema na vida profissional, das duas uma: ou é muito abençoado ou muito distraído.

Max Gehringer, para CBN.

2010-04-23

Colegas de trabalho de morrer

Tem dias que, no trabalho, eu olho em volta e vejo quase isso:

Laerte trabalho com mortos
- Trabalho com mortos.
- São excelentes pessoas.

No fundo, alguns são realmente excelentes pessoas.

Mais uma tirinha do Laerte.

2010-04-19

Revista Forbes entrevista Michael Scott de The Office

A toda poderosa revista Forbes, em sua série de entrevistas a personagens fictícios, entrevistou o "melhor chefe do mundo" Michael Scott, gerente da filial da Dundler Mifflin em Scranton, na série The Office. Abaixo, traduzi/adaptei algumas partes, mas se você ler inglês, aconselho a ler a entrevista na íntegra na Forbes, pois deixei de fora muita coisa legal (fora que tem algumas coisas meio intraduzíveis).

the office michael
Forbes: Qual é o segredo de comandar um local de trabalho produtivo?

Scott: O café descafeinado na cozinha é na verdade só café normal. Oh, e eu não grito isso aos quatro ventos, mas o papel que compramos das fábricas nos custam menos que o preço que vendemos aos nossos clientes. Bem menos. É ridículo.

Quais são as ferramentas mais importantes que você tem em seu escritório?

As pessoas. Eu poderia ter 100% do mercado e vender um bilhão por dia, mas se não houvesse ninguém neste escritório, eu não poderia fazer uma única venda. Cada um dos meus empregados é verdadeiramente uma ferramenta. (Obviamente, a máquina de xerox também é extremamente importante.)

Quando um gerente deve manter a porta aberta, e quando ela deve ficar fechada?

Fechada: telefonemas particulares, troca de roupas, cochilos, se o ar condicionado central estiver quebrado mas o seu aparelho pessoal ainda está funcionando, hora de ficar pelado. Aberta: todas as outras horas.

Como gerentes deveriam lidar com romances no escritório que ocorrem entre seus empregados?

A empresa tem um formulário para os casais preencherem dizendo que eles estão entrando nesta voluntariamente e que eles não irão responsabilizar a empresa, bla-blab-la. Pra mim, isso seria como... dizer que você deve assinar um formulário pra casar. O amor não pode ser escrito em tinta no papel. Amor é um sentimento: o desabrochar de uma flor, um sorriso de criança, gotas de chuva num sundae de sorvete. Se duas pessoas em meu escritório começam um romance, a única coisa que eu quero que elas escrevam é cartas de amor uma pra outra. E talvez um bilhete de obrigado, por eu criar um ambiente onde o amor possa desabrochar.

Quais são os desafios particulares de comandar um escritório pequeno?

Quando você solta gás, é muito fácil descobrir quem o fez. Isso tem seus prós e contras.

Quais são os métodos que você usa para ajudar os seus empregados a manterem um balanço entre vida/trabalho saudável?

Honestidade. Se um dos meus empregados é gordo e fora de forma, eu digo isso a ele. Se ele é um perdedor sem amigos, eu deixo ele sabendo disso. Deixe que ele fique nervoso comigo. O importante é que ele se mantenha saudável. E se ele estiver nervoso comigo, o que me importa? Ele é um perdedor gordo e fora de forma. Não me admira que não tenha amigos.

LOL. Ri muito mesmo.

Dica do OfficeTally.

2010-04-10

Empresas e zumbis

E quem disse que não podemos tirar valiosas lições empresarias baseadas em... zumbis? Se um dia o Max Gehringer se tornar um zumbi, os comentários dele sobre carreira/empresas poderiam ser algo do tipo:

Zumbis e Empresas

Sem dúvida, excelentes dicas, para zumbis corporativos ou não.

Tradução do Vida Ordinária: As lições empresariais que aprendemos com os zumbis, do original Savage Chickens aqui e aqui.

2010-03-31

Redução da jornada de trabalho no Brasil é inevitável - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 31/03/2010, sobre a redução da jornada de trabalho.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Redução da jornada de trabalho no Brasil é inevitável

relógio jornada de trabalho
"Gostaria de saber a sua opinião sobre a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais", solicita uma ouvinte.

A minha opinião é de que a redução é inevitável. A questão é quando e como. A constituição federal impõe o máximo de 44 horas semanais de trabalho, e o máximo de 8 horas diárias, salvo exceções. E uma das exceções está estabelecida na CLT: são as horas extras, que não podem superar duas horas por dia.

O que aconteceria se a jornada semanal fosse reduzida em quatro horas? Há duas versões. Uma, é a versão de quem defende os direitos dos trabalhadores, e afirma que a medida irá gerar mais empregos. E a outra, é a versão empresarial, que afirma o contrário: a redução iria resultar em aumento de custos, que seriam repassados ao cliente final. O reajuste nos preços geraria queda de demanda, forçando as empresas a cortar funcionários. No caso do comércio, que seria mais afetado que a indústria, pequenas empresas poderiam ir à falência.

Porém, se olharmos para o passado, desde os tempos em que a jornada de trabalho era de livre-arbítrio das empresas e a minha avó trabalhava 52 horas semanais como tecelã, os argumentos dos dois lados sempre foram os mesmos. Na prática, porém, a cada redução de jornada, as empresas encontraram maneiras de se manter competitivas.

Por exemplo, criando o cargo de confiança, que libera o ocupante de marcar ponto e não lhe dá mais direito a horas extras. Outras opções foram a terceirização e o prestador de serviços autônomo, ou PJ: um profissional que é a sua própria empresa, e presta serviços a outra empresa, sem a limitação do horário. Além disso, houve a substituição, pura e simples, de gente por máquinas ou sistemas.

Em minha modesta opinião, a redução da jornada para 40 horas, ou até menos do que isso, é uma medida política. E por isso mesmo, será inevitável, já que terá o apoio da massa trabalhadora e renderá dividendos políticos a quem estiver envolvido em sua aprovação.

Essa redução poderá ser feita de uma vez só, ou aos poucos. Mas, sem dúvida, será feita, hoje, ou daqui a dez anos. E quando ela for feita, as empresas encontrarão, como sempre encontraram, maneiras criativas de contorná-la. A história mostra que empresas não engolem leis, simplesmente. Para cada ação, sempre houve e sempre haverá, uma reação.

Max Gehringer, para CBN.

2010-03-17

Dilbert e o CMMI

Levante a mão quem já se perdeu naquela sopa de letrinhas e confusão de conceitos que algumas pessoas (geralmente consultores) vomitam em conversas: \o_

E pior de tudo, muitas vezes, nem mesmo eles sabem direito o que estão falando.

dilbert e o cmmi

- Vamos usar CMMI. É um modelo pra desenvolver um processo pra criar um framework.

- Ou pode ser um processo pra criar um framework pra fazer um modelo.

- Não existe orçamento pra treinamento, por isso vamos depender de adivinhação mais do que o normal.

Até hoje, se alguém me pedir pra explicar o que é CMMI, eu não sei como... Engenharia de Software sempre foi uma matéria muito chata!

Tirinha do Dilbert de 13/03/2010, original em inglês.

2010-03-15

Dilbert e o Feng Shui

Uma boa tática pra evitar o trabalho (Wally é o cara!), se você tem presidente da empresa supersticioso:

dilbert feng shui

- Eu não consegui trabalhar essas semana porque meu escritório tem um mau feng shui.

- Eu sei que feng shui é real porque nosso CEO* contratou um especialista pra modelar esse escritório.

- Você concorda, ou está dizendo que nosso CEO é um ignorante supersticioso?

Eu sei que a edição da tirinha está porca, mas estou com preguiça de fazer algo melhor.

Quadrinho do Dilbert de 12/03/2010, em inglês.

*CEO = Chief Executive Officer, ou simplesmente presidente da empresa.

2010-03-07

Uma cura para a incompetência

O mal...

dilbert cura incompetência mal
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- Percebemos que nosso projeto não vai funcionar mesmo que o executemos perfeitamente. O plano do nosso chefe é estourar o orçamento, atrair atenção e esperar que um executivo cancele nosso projeto, por seus próprios motivos políticos.

- Agora você concorda que o mal é a cura para a incompetência?

- Não me faça dizer isso.


É engraçado porque tem um fundo de verdade.

2009-12-22

Como é gasto o tempo no final do ano

Se você trabalha, a não ser que seja em vendas e comércio em geral, sabe que as duas semanas finais do ano não rendem nada. É só bate-papo, conversinhas de corredor, fofocas do que rolou durante a festa de natal da empresa, ou simplesmente aquele enrolation suspirando vendo os ponteiros do relógio.

E a semana entre o natal e o ano novo é pior ainda. Dia 31, por exemplo, é totalmente inútil.

Tem gente que pode até negar (na frente do chefe), mas é mais ou menos assim que o tempo é gasto nas empresas, nos dias finais do ano:

gráfico Fim de ano

Bem, em vez de fingir estar trabalhando, também daria pra colocar "blogando".

2009-09-17

Vida moderna

Tempos modernos podem ser muito chatos...

adão iturrusgarai,vida,moderna,trabalho

Café sem cafeína? Cerveja sem álcool? Tô fora, eu bebo café pra ficar acordado, e bebo cerveja pra ficar bêbado!

Alguma época teve trabalho com diversão?

Mas eu ainda gosto dos tempos modernos. Ele nos deu a Internet pra podermos ficar procrastinando no trabalho chato...

Outra tirinha do Adão Iturrusgarai.

2008-10-25

Pegadinhas no escritório

Aquelas brincadeiras que todo mundo acha graça, menos quem foi o alvo:

pegadinha escritório brincadeira trabalho morte polícia (Essa me lembra de um episódio de The Office, e das brincadeiras do Jim com o Dwight.)

pegadinha escritório brincadeira trabalho
pegadinha escritório brincadeira trabalho mouse gelatina (A clássica brincadeira de colocar um objeto na gelatina, desta vez com o mouse.)

pegadinha escritório brincadeira trabalho balões (Wow, cheio de balões. Devia ser o cubículo do padre voador, huhuhu.)

pegadinha escritório brincadeira trabalho post it (Isso que é ter lembretes!)

Mais neste link: Office Pranks.
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