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2018-09-14

Aprenda a elogiar mesmo quando o elogio é dispensável - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 14/09/2018, sobre os efeitos positivos de elogios no trabalho.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Aprenda a elogiar mesmo quando o elogio é dispensável

elogiar no trabalho

Uma ouvinte escreve: "Participo de uma reunião diária de operações, junto com colegas de outros setores. Quando vejo que um colega apresentou um dado incorreto, peço licença e corrijo a informação.

Minha intenção não é mostrar que sei mais que os outros, nada disso. Apenas tento colaborar para que dados incorretos não levem a conclusões incorretas.

Mas sinto que meus colegas ficam esperando que eu cometa algum deslize, para me criticar. E quando isso acontece, noto uma satisfação geral na sala, como se fosse uma vingança coletiva. O que você pode me dizer a respeito disso?"


Digo que você está falando com a pessoa certa. Eu também tinha, e acho que ainda tenho, essa mesma mania. E assim como você, igualmente tive colegas que levavam para o lado pessoal quando eram corrigidos.

Um dia, meu chefe me alertou sobre os malefícios desse defeito involuntário, de corrigir o próximo em coisas que não tinham importância.

E aí, meu chefe me deu um valioso conselho, que lhe repasso com prazer: "Aprenda a elogiar", ele me disse, "mesmo quando o elogio é dispensável".

Aprendi e funcionou. Depois que passei a fazer uma média de três elogios para cada correção, elas passaram a ser aceitas como intervenções bem intencionadas, e não mais como interrupções pedantes.

Sugiro que você também tente usar essa tática. Porque elogios pontuais têm esse efeito profilático de desarmar os beligerantes e deixá-los mais receptivos a escutar o que não gostariam.

Max Gehringer, para CBN.

2018-08-16

Em apresentação, seja natural em vez de tentar ser cômico - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 16/08/2018, com um ouvinte que precisa melhorar em suas apresentações.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Em apresentação, seja natural em vez de tentar ser cômico

apresentação empresarial

Um ouvinte escreve: "Aqui na empresa, existe uma reunião trimestral de resultados. E cada gestor faz uma apresentação de 15 minutos sobre o seu setor. Meu diretor me disse que o conteúdo das minhas apresentações tem sido bom, mas ele fez ressalvas à forma como apresento.

Segundo ele, sou meio travado e falo sempre no mesmo tom. E ele me sugeriu incluir algumas piadas em minha fala. Não é bem a minha praia, mas vou tentar. Você teria alguma sugestão?"


Sim. Vamos começar pelo óbvio. Se fora das reuniões, em situações informais, você não for reconhecido como um bom contador de piadas, não se arrisque a fazer isso em uma reunião formal, porque provocar o riso alheio é uma questão de talento, e não de esforço.

Há pessoas que são naturalmente boas para descrever situações divertidas. Para quem não tem esse dom, ou não domina essa arte, arriscar pode ter o efeito inverso. A plateia esfria, em vez de esquentar.

Mas há uma coisa que eu vi funcionar bem quando o apresentador não é um cômico nato: é assumir as próprias fraquezas.

Um gerente de uma empresa em que trabalhei, iniciou a apresentação dizendo que a pior coisa do mundo era ter que falar depois de alguém brilhante. E após um suspiro resignado, ele emendou: "Quem vier depois de mim, não terá esse problema." E a plateia, surpresa, riu e aplaudiu.

Então fica a dica para você também. Ser natural funciona melhor do que tentar ser cômico.

Max Gehringer, para CBN.

2018-07-20

Qual a diferença entre os financiamentos imobiliários? - by Luiz Gustavo Medina

Transcrição do comentário do Luiz Gustavo "Teco" Medina para a rádio CBN, do dia 19/07/2018, sobre os tipos de financiamento imobiliários.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Qual a diferença entre os financiamentos imobiliários?

financiamento imobiliário

Cássia Godoy: - Boa tarde, Teco, tudo bem?

Teco Medina: - Oi Cássia, boa tarde, boa tarde aos ouvintes, tudo bem?

CG: - Tudo joia. Hoje a gente tem aqui a dúvida do nosso ouvinte Renato Goes, e ele gostaria que você explicasse quais são as diferenças nos financiamentos imobiliários da tabela PRICE e da tabela SAC.

TM: - Pois é, Cássia, essa é uma dúvida bastante comum. Acho que são os dois tipos de financiamento mais comuns, são disparados os mais comuns. Acho que primeiro tem duas regras que valem pra todo mundo, independentemente de qual financiamento você vai escolher.

A primeira delas é: tente dar uma entrada maior. Tente se desdobrar, vender carro, pegar dinheiro com o cunhado, fazer o que for preciso pra você dar uma boa entrada, porque acho que muito dos problemas de quem financia imóvel é ficar com uma dívida muito, muito grande.

A segunda dica, essa imprescindível, é: corra atrás do menor juros do banco. Procure entre os bancos. É uma dívida muito grande, pra um prazo muito longo e qualquer casa depois da vírgula no financiamento faz uma diferença enorme no valor da parcela ou no valor total da dívida.

Então vale a pena você correr atrás, deixar um pouco a preguiça de lado, barganhar, negociar, porque isso faz muita diferença. As pessoas acham que não, "um banco me ofereceu a 9, outro a 9,2, é só 0,2". Não! Se você joga isso na conta, esse 0,2 é uma fortuna, porque a dívida é muito grande e o prazo é muito longo.

Dito isso, o que eles se diferenciam basicamente, Cássia, é: na tabela PRICE você tem uma parcela fixa, então você vai pagar, sei lá, 300 mil em 20 anos, você vai pagar, sei lá, parcelas de 2215 reais. A vantagem disso é você saber se o tamanho da parcela cabe no seu bolso e você tem uma previsibilidade bem fácil de você administrar. Então na partida, você já sabe quanto você vai pagar e é isso o que vai ser pro resto da vida.

Na tabela SAC, a parcela diminui. Você começa pagando um valor maior pra diminuir e chegar a zero na última parcela daqui a 360 meses. Eu acho que ela tem uma grande vantagem porque você amortiza mais no SAC.

CG: - Aliás, vem daí o nome, né, Sistema de Amortização Constante.

TM: - Exato. E o que acontece: eu acho que você, que qualquer pessoa, é muito difícil você ter uma previsibilidade daqui a 15, 20 anos. Mas às vezes você consegue ter uma previsibilidade daqui a 3, 5 anos. Então, sei lá, você acabou de ser promovido, você olha pro emprego, ganhou um aumento, tá bem, acha que por uns 2, 3 anos tá tudo bem, se algo der errado, vão te demitir e você ganha uma indenização, então acho que é mais fácil você se comprometer com um valor maior no começo.

E por que eu acho que isso é importante? Porque se algo der errado lá na frente, no ano 9, no ano 11, a sua dívida é menor. Então eu acho que você ganha nessa discussão. Se algo der errado, você já pagou mais no começo e tem uma dívida menor.

Porque o que acontece muito: quando você faz um financiamento muito longo e você dá uma entrada muito pequena, durante boa parte do seu financiamento, a sua dívida é maior que o valor do imóvel. E aí é o que quebra a pessoa. A pessoa tem uma dívida de, sei lá, 700 mil e o imóvel vale 550. Se algo der errado, a pessoa tá perdida.

Então é por isso que é importante você tentar dar uma entrada sempre maior e, se você puder, pagar mais no começo. Isso vai impedir que se algo der errado no ano 7, no ano 12, no ano 18, que o valor do seu imóvel seja inferior ao valor da sua dívida.

CG: - Muito bom, faz bastante sentido. Obrigada, Teco, até a próxima!

TM: - Até a próxima, Cássia!

2018-03-16

Tudo que a empresa prometer ao funcionário deve ser registrado - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 16/03/2018, com uma ouvinte que recebeu a promessa de um prêmio, mas que não foi registrado em papel.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Tudo que a empresa prometer ao funcionário deve ser registrado

promessas da empresa por escrito

Escreve uma ouvinte: "Trabalho faz cinco anos, em uma pequena empresa que está encerrando suas atividades. Sei disso já faz alguns meses. E o proprietário me disse que, se eu colaborasse no processo, eu receberia um prêmio extra. Agora, faltando pouco para a conclusão dos trabalhos e o fechamento, ainda não recebi nada e começo a temer que talvez não receba, já que não há nenhum documento a esse respeito. Devo me recusar a assinar a minha rescisão enquanto não receber?"

Essa é uma situação complicada. A lei determina que os valores da rescisão devam ser pagos até dez dias corridos, após o término do aviso prévio. Portanto, enquanto não assinar, você não poderia receber.

Caso a remuneração extra que lhe foi prometida não conste na rescisão, a coisa se complica ainda mais, porque você não teria argumentos concretos para pleiteá-la depois, na Justiça do trabalho.

Eu espero que o seu patrão tenha a decência de honrar o que lhe prometeu, mas fica a dica para os nossos ouvintes: tudo o que é prometido deve ser registrado.

Em processos seletivos, não é incomum um contratado ouvir que o seu salário poderá ser reajustado dali a um determinado número de meses, e tomar isso como uma promessa efetiva, e não como uma suposição.

Em resumo: o que não for escrito poderá vir mais tarde, a ter uma interpretação diferente, ou por quem ouviu, ou por quem falou.

Max Gehringer, para CBN.

2018-02-21

Nas entrevistas, mostre que você está desempregado, mas não parado - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 21/02/2018, sobre o que responder em uma entrevista de emprego quando se está desempregado há muito tempo.

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Nas entrevistas, mostre que você está desempregado, mas não parado

desempregados

Um ouvinte pergunta: "Como posso explicar, em uma entrevista, que estou desempregado já faz mais de um ano, porque não me apareceu nenhuma oferta decente de trabalho?"

A única maneira de se livrar dos efeitos negativos dessa inevitável pergunta, é ter pronta uma resposta que possa mostrar que você ficou desempregado, mas não ficou parado.

Por exemplo: você fez cursos, prestou serviços de consultoria esporádicos e sem registro, dedicou seu tempo como voluntário em uma entidade assistencial sem remuneração.

Também não há mal nenhum em você dizer ao entrevistador, que não aceitou propostas que considerou muito abaixo de suas qualificações, e que preferiu usar o seu tempo fazendo coisas úteis no presente e relevantes para o seu futuro.

Tudo isso ajuda a evitar que você tenha que oferecer explicações que até fazem sentido, mas que não diferenciam você de outras pessoas em situação igual a sua. Como, por exemplo: o mercado não está contratando, a situação está ruim para todo mundo, essa crise nunca termina.

Entrevistadores preferem ouvir que o candidato não desistiu e nem se deixou abater, e que soube se preparar para quando uma ocasião de emprego finalmente aparecesse.

Ter uma resposta consistente sobre o seu esforço no período entre-empregos, fará você ficar a frente da maioria dos outros candidatos a uma vaga.

Max Gehringer, para CBN.

2017-10-27

Sempre há algo a acrescentar durante as entrevistas de emprego - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 27/10/2017, com dicas para finalizar bem uma entrevista de emprego.

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Sempre há algo a acrescentar durante as entrevistas de emprego

entrevista de emprego

Uma ouvinte escreve: "Ao final de uma entrevista de emprego, o recrutador me perguntou se eu tinha mais alguma questão que não houvesse sido abordada. E eu respondi que não e que eu estava satisfeita com tudo o que havia sido conversado. Fiz o certo?"

Você não fez o errado, mas poderia ter feito mais certo, por duas razões. A primeira é que você tinha alguma pergunta a fazer. Para uma entrevista cobrir todos os aspectos de interesse do candidato, ela deveria durar umas três horas.

A segunda razão é que você poderia ter saído ainda mais valorizada da entrevista se tivesse feito uma boa pergunta. Por exemplo: "Quais eram as características pessoais mais apreciadas na cultura da empresa?"

Outro exemplo: "Quais foram as dificuldades que o entrevistador teve que superar para conseguir chegar à posição a qual ele chegou?"

Existem entrevistadores que preferem manter o foco nas habilidades e pretensões do candidato. Mas também existem muitos que se sentem bem falando de si mesmos.

Afinal, você estaria perguntando como ele conseguiu ter o sucesso que você gostaria de ter. E são poucos os egos que resistem a uma pequena demonstração de orgulho profissional.

Se você sair de uma entrevista tendo feito o entrevistador brilhar ao final dela, as suas possibilidades de contratação serão duplicadas.

Max Gehringer, para CBN.

2017-06-22

'Tenho cargo de chefia, mas não estou à altura da função' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 22/06/2017, com seis dicas para resolver a insegurança no trabalho.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Tenho cargo de chefia, mas não estou à altura da função'

insegurança no trabalho

Uma ouvinte escreve: "Tenho um cargo de chefia em uma grande empresa, mas sinto que não estou à altura da função, que me falta alguma coisa, ou muita coisa. Isso me tira o sono, como se, de repente, alguém fosse descobrir que não sou a pessoa certa para o cargo."

Muito bem, vamos lá. Isso chama insegurança. Muitas vezes, e esse pode ser o seu caso, a insegurança está mais relacionada ao que a pessoa imagina do que aos fatos reais do dia-a-dia.

Aqui vão algumas dicas para você tentar se livrar desse pequeno complexo:

Primeira: em vez de pensar naquilo que você não é perfeita, pense em tudo o que você faz bem feito.

Segunda: relembre constantemente as coisas que você fez e que geraram elogios, e repita o mesmo procedimento até que ele se torne rotineiro.

Terceira: não misture sensações pessoais com necessidades profissionais. Você pode ser um pouco introvertida e gostaria de ser mais expansiva, por exemplo. Mas o quanto realmente isso está afetando o seu desempenho no trabalho?

Quarta: não se cobre demais. Quem quer fazer tudo com perfeição acaba achando que fez errado.

Quinta: não espere constantes elogios. No trabalho, a ausência de críticas já é um elogio.

E sexta: faça algum curso que lhe será útil na carreira. Ter algo mais em que pensar diminui a pressão que você exerce sobre você mesma.

E, finalmente, se você não fosse boa no que faz, os seus superiores já teriam notado há bastante tempo.

Max Gehringer, para CBN.

2016-06-16

'Como escolher o pacote de serviços bancários mais adequado?' - by Mauro Halfeld

Transcrição do comentário do Mauro Halfeld para a rádio CBN, do dia 16/06/2016, sobre como escolher o pacote de serviços bancários.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Mauro Halfeld, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Como escolher o pacote de serviços bancários mais adequado?'

serviços bancários

A pergunta de hoje é bem objetiva: "Como escolher o pacote de serviços bancários mais adequado?"

Minha resposta: o ideal é pegar os extratos bancários dos últimos três meses e verificar o que realmente você usou de serviços bancários. Confira quantas TEDs você fez, se usou cheques, quantas vezes você sacou dinheiro em caixas automáticas e se você usou o cheque especial. Se possível, descubra até a frequência com que você tira extratos.

A partir daí, avalie os pacotes oferecidos pelo seu banco. Primeiro tente se enquadrar nos pacotes mais baratos. Aumentar isso no futuro é sempre muito mais fácil.

Lembre-se de multiplicar por 12 vezes os valores mensais que são divulgados nas tabelas do banco. Você vai perceber que o gasto anual vai lhe trazer mais atenção ao problema do que aqueles valores aparentemente baixos das tarifas mensais. Um exemplo: 12 x 30 reais = 360 reais por ano. Isso dói muito mais do que aqueles 30 reais que aparecem na tabela do banco.

Se puder, não tenha vergonha de desistir do seu cheque especial. Geralmente ele é um produto especial pro banco, que cobra taxas de juros exorbitantes.

Daqui a uns três meses, consulte de novo os extratos e verifique se a escolha feita foi realmente adequada ao seu perfil.

Mauro Halfeld, pra CBN.

2016-04-06

Escrever durante a leitura ajuda a absorver melhor o conteúdo - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 06/04/2016, com uma ouvinte que tem que ler artigos técnicos, mas tem problemas em se concentrar nesses textos sem graça.

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Escrever durante a leitura ajuda a absorver melhor o conteúdo

mulher lendo e tomando notas

Escreve uma ouvinte: "Em minha profissão, a atualização contínua é muito importante. E não estou falando de cursos, mas de leituras frequentes de artigos técnicos. Só que, confesso, eu não curto literatura técnica. É um tipo de leitura tão sem graça que eu me desconcentro rapidamente e quando chego no fim do parágrafo, já esqueci o que tinha lido no começo dele. Existe alguma maneira de eu passar a gostar de ler coisas que não gosto de ler?"

Sim, existe. Vá lendo e, ao mesmo tempo, escrevendo o que você leu, porém simplificando o texto original e adicionando a ele algum humor. Vou lhe dar um pequeno exemplo:

"Seres autótrofos produzem substâncias orgânicas que lhe servem como fonte alimentar."

São só 11 palavras, mas já dá dor de cabeça em quem não gosta de ler. Aí, você escreve:

"Autótrofo é uma daquelas palavras malucas que os gregos inventavam porque não deviam ter muito o que fazer. Quer dizer alimentar a si mesmo. Bebês não são autótrofos e é para isso que existem as mães."

Nos campos da economia, psicologia, filosofia e outros, muitos autores conseguiram sucesso literário simplesmente transformando conceitos entendidos apenas por catedráticos em frases facilmente assimiláveis pelos leigos. Você pode fazer o mesmo, criando um blog para desvendar a literatura técnica da sua área. Além de se atualizar, estaria fazendo uma gentileza a outros profissionais que também não curtem leituras complicadas. E que não devem ser poucos.

Max Gehringer, para CBN.

2016-01-12

Como posso preparar o meu chefe para me conceder uma promoção? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 12/01/2016, sobre como preparar o chefe para conceder uma promoção.

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Como posso preparar o meu chefe para me conceder uma promoção?

conversando com o chefe

Um ouvinte escreve: "Como posso preparar o meu chefe para me conceder uma promoção?"

Bom, eu nunca tinha visto essa pergunta ser formulada do modo como você fez, mas pensando bem, você matou a pau com uma única palavra: preparar. Faz todo sentido. Se um chefe prepara seus subordinados para atender as suas expectativas, por que os subordinados não preparariam o chefe para atender as deles?

É só uma questão de saber se planejar e executar, em vez de ficar esperando que o chefe, de fato, veja o que o funcionário imagina que o chefe esteja vendo.

Quase sempre o subordinado passa o tempo esperando ser promovido. E de repente tem um estalo e decide conversar com o chefe, que é apanhado meio de surpresa pelo assunto.

Preparar o chefe é usar as oportunidades que aparecem para dar a ele dicas de suas intenções. Por exemplo: se você fez um bom trabalho e foi elogiado, agradeça e responda que você vai melhorar ainda mais porque ambiciona fazer uma boa carreira na empresa.

Coisas assim, ditas de quando em quando, durante um período de meses e sem serem acompanhadas de nenhum pedido específico de momento, irão plantando na cabeça do chefe a noção de que ele tem um subordinado que almeja mais do que um elogio eventual.

Outra maneira de enfatizar o seu interesse é perguntar ao chefe que tipo de cursos ele poderia sugerir que você fizesse.

Um dia, quando você finalmente resolver abordar diretamente o tema de uma promoção, o seu chefe já estará mais do que preparado para ouvir você.

Max Gehringer, para CBN.

2015-09-01

Cuidado com o golpe do emprego - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 01/09/2015, com um alerta para não cair no golpe do emprego.

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Cuidado com o golpe do emprego

agência de recolocação

Uma ouvinte escreve: "Meu marido acaba de perder o emprego. E entre outras providências para tentar se re-empregar o mais rapidamente possível, ele fez contato com algumas agências de recolocação. Pergunto se essas agências são confiáveis e se o pagamento deve ser feito antes ou depois do meu marido conseguir o emprego?"

Nem antes, nem depois. Quem paga pelo serviço de uma agência de seleção é sempre a empresa contratante, e nunca o profissional contratado.

Existem agências que aproveitam a ansiedade de um profissional desempregado e acenam com uma vaga praticamente certa, mediante um pagamento prévio. Se isso vier a ocorrer com o seu marido, ele deve fugir correndo porque é arapuca.

Existem também agências sérias, que auxiliam profissionais na busca de um emprego, mas não vão procurar um emprego para ele. Esse serviço consiste em auxílio para elaborar um currículo, treinamento para se sair bem em entrevistas e envio do currículo para uma lista de centenas de empresas. Não que tudo isso seja desnecessário para quem procura emprego, até pelo contrário, mas não existe qualquer garantia de que o emprego venha a ser conseguido.

Entendo a preocupação e a pressa do seu marido, mas ele deve se ater ao que realmente funciona: contatos com pessoas que ele conhece e nas quais confia, e remessas de currículos feitas por ele mesmo.

E permita-me repetir, para que ele não perca dinheiro no golpe do emprego: pagar antecipadamente por uma vaga, jamais!

Max Gehringer, para CBN.

2015-05-22

Sou chamado para entrevistas, mas não consigo emprego - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 22/05/2015, com uma lista de quatro coisas que podem estar prejudicando um candidato a uma vaga de emprego numa entrevista.

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Sou chamado para entrevistas, mas não consigo emprego

entrevista de emprego fail

Um ouvinte escreve: "Sou chamado para entrevistas, mas sem sucesso. Pergunto o que ocorre, já que tenho experiência e graduação?"

A resposta mais lógica é que apareceram candidatos mais adequados do que você às vagas oferecidas. Por outro lado, o seu currículo chamou a atenção dos recrutadores, o que significa que você possuía a formação e as habilidades que as empresas em questão estavam procurando.

O que, então, estaria lhe faltando? Vou lhe dar uma lista, para que você possa fazer uma auto-avaliação.

Primeiro: a postura. É a maneira como você chega, aperta a mão do entrevistador, senta, não cruza os braços, não mexe demais as mãos e mantém sempre a atenção na conversa. Ou seja, tudo aquilo que você demonstra sem falar.

Segundo: a comunicação. Você responde o que lhe é perguntado com segurança, sem enrolar, sem usar gíria, sem esticar explanações e nem tropeçar nas palavras. Lembre-se que, em entrevistas, quem não consegue explicar algo em dois minutos, não conseguirá explicar em dez.

Terceiro: o conhecimento. Entrevistadores apreciam candidatos que se interessaram em pesquisar informações sobre a empresa e que as mencionam durante a entrevista. Isso passa a impressão de que você está querendo aquele emprego, e não qualquer um que apareça.

E quarto: a contribuição. A cada resposta, mostre como o que você aprendeu na escola e na prática, poderá beneficiar aquela empresa.

Não estou afirmando que você não tenha feito tudo isso. Apenas estou dizendo que alguém fez melhor do que você.

Max Gehringer, para CBN.

2015-02-16

Aprenda a ser Chefe: Como criticar um subordinado que precisa de um empurrãozinho?

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 16/02/2015, com a série "Aprenda a ser Chefe", sobre como criticar um subordinado usando o método de colocar a crítica entre dois elogios.

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Aprenda a ser Chefe: Como criticar um subordinado que precisa de um empurrãozinho?

crítica balança positivo negativo

Qual é a maneira mais eficaz de criticar um subordinado que está precisando de um empurrãozinho? É o sistema PNP, que são as iniciais de Positivo-Negativo-Positivo. Empresas modernas e humanas adotam esse procedimento, que funciona da seguinte maneira: a crítica fica no meio da frase, espremida entre dois elogios.

Por exemplo, o chefe chega para o funcionário e diz: "Eu sei que você vem se esforçando ao máximo, só que se você cometer mais um erro, serei obrigado a tomar medidas que eu não gostaria de tomar, mas tenho certeza que isso não vai acontecer porque você é inteligente." Assim, em teoria, o subordinado ficaria satisfeito, pelo menos do ponto de vista estatístico, porque recebeu dois elogios e só uma crítica.

A única desvantagem do sistema PNP é que o criticado tende a só escutar a crítica, porque é assim que a natureza humana funciona. Imagine o marido dizer para a mulher, no melhor estilo PNP: "Esse vestido é muito bonito, só está um pouquinho justo, mas tirando isso ficou ótimo!" E a mulher, se for normal, responderá: "Você está me chamando de gorda?"

Por algum motivo, muitos chefes acreditam que elogiar um funcionário é perda de tempo porque, afinal de contas, o subordinado está sendo pago para fazer o trabalho. Não é bem assim. O reconhecimento por um esforço adicional faz com que a produtividade e o ambiente melhorem.

Há também chefes que evitam criticar porque imaginam que isso aumentará o descontentamento do grupo. Você, como chefe, não precisa ter dúvidas. Adote o PNP. Uma crítica para dois elogios. E você passará a ser visto como justo e exigente, que é tudo o que um bom chefe precisa ser.

Max Gehringer, para CBN.

2015-01-26

Aprenda a ser Chefe: Os dez mandamentos do bom relacionamento com o chefe - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 26/01/2015, com a série "Aprenda a ser Chefe", com os dez mandamentos do bom relacionamento com o chefe, pois todas promoções sempre passam por ele.

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Aprenda a ser Chefe: Os dez mandamentos do bom relacionamento com o chefe

bom relacionamento com chefe

Muitos fatores influem em uma carreira profissional, mas a experiência prática mostra que o primeiro deles é se dar bem com o chefe. Todas as promoções ou são de iniciativa do chefe ou dependem da opinião dele. Por isso, aqui vão os dez mandamentos do bom relacionamento com o chefe:

Primeiro: nunca falar mal do chefe. As orelhas do chefe são do tamanho de todas as paredes e de todos os corredores da empresa.

Segundo: nunca ofuscar o chefe, seja na roupa, seja no comportamento.

Terceiro: jamais colocar a culpa no chefe, principalmente quando a culpa é do chefe.

Quarto: não assumir responsabilidades que são do chefe. Se não existe um sub-chefe oficial, isso não significa que a função será de quem pegar primeiro.

Quinto: não tratar o chefe como amigo íntimo na frente de colegas ou de clientes.

Sexto: não interromper o chefe quando ele estiver falando. Não é que chefes não gostam de ser interrompidos, é que eles detestam.

Sétimo: nunca dizer "Chefe, temos um problema". Isso é delegar para cima. O chefe não quer problemas, quer soluções.

Oitavo: jamais perguntar se um trabalho é urgente. Se o chefe em pessoa pediu, então é muito urgente.

Nono: nunca dizer que cometeu um erro porque não entendeu bem o que o chefe tinha pedido. Se o chefe fala gótico, o subordinado precisa aprender gótico.

Décimo: nunca tentar explicar para os colegas alguma coisa que o chefe disse. Chefes não apreciam o subordinado porta-voz.

Neste momento, você pode estar pensando: "Meu chefe não merece tanta reverência porque ele é um péssimo chefe". Pode até ser verdade. Mas se o chefe não aprendeu a ser um exemplo de chefe, isso não isenta o subordinado de aprender a ser um subordinado exemplar.

Max Gehringer, para CBN.

2015-01-13

Aprenda a ser Chefe: Não esconda os seus erros - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 13/01/2015, com a série "Aprenda a ser Chefe", sobre como não esconder e admitir os próprios erros é um sinal de maturidade profissional.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Aprenda a ser Chefe: Não esconda os seus erros

erros ooops

Errar é fácil. Faz parte da vida profissional. Admitir um erro já é mais difícil. Muitos profissionais passam horas tentando encontrar maneiras de esconder um erro, quando poderiam confessá-lo em um minuto.

Por que? Porque ninguém gosta de parecer ignorante ou incompetente. Mas a verdade é que tentar esconder um erro e ter que dar explicações quando o erro for descoberto, são dois erros. Num caso desses, o erro original seria perdoado. Já o erro da dissimulação dificilmente será.

Aprender a lidar com os próprios erros é um dos maiores sinais de maturidade profissional. Porque errar, todo mundo erra. E por que os erros acontecem? Por quatro motivos.

O primeiro: superestimar a própria capacidade. Acontece com pessoas que tentam fazer várias coisas ao mesmo tempo e imaginam que podem dar conta de tudo.

O segundo: subestimar o problema. Acontece com quem tem um problema novo pela frente e um histórico de sucessos atrás de si. A auto-confiança é tanta que o problema fica parecendo menor do que realmente é.

O terceiro: esperar para ver. Dar um tempo para que o problema se resolva sozinho. Acontece com quem é otimista. Normalmente os pessimistas erram menos, porque eles sempre acreditam que alguma coisa vai dar errada.

E o quarto: não juntar todos os dados possíveis. Acontece com quem acha que uma situação é mais ou menos parecida com várias situações anteriores e não se preocupa em levantar todos os detalhes.

Como foi dito, aprender a lidar com os próprios erros é sintoma de maturidade. E como falta de maturidade é um dos pontos negativos que mais retardam promoções, uma dica é: nunca culpar o próximo, ou pior, os agentes indeterminados. Por exemplo, dizer: "Eu avisei, mas ninguém fez nada", não é uma justificativa para um erro. É apenas um outro erro.

Max Gehringer, para CBN.

2015-01-12

Aprenda a ser Chefe: Invista em sua formação acadêmica - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 12/01/2015, com a série "Aprenda a ser Chefe", sobre como investir em formação acadêmica é essencial para quem quer ter uma boa carreira.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Aprenda a ser Chefe: Invista em sua formação acadêmica

carreira escada livros

Há um par de anos, um levantamento feito pelo IBGE mostrou que, no Brasil, 73% dos ocupantes de cargo de chefia, em empresas públicas ou privadas, não tinham curso superior. Muita gente ficou estarrecida ao saber disso, mas também teve quem se animou. Afinal, se um diploma de curso superior não parecia ser um impedimento para se atingir um nível de chefia, então por que continuar estudando?

Calma. Essa pesquisa precisa ser entendida como uma fotografia, que registra um instante no tempo, e não uma situação estática de longo prazo. A foto apenas revelou que 73% dos chefes atuais eram remanescentes de uma época em que o curso superior ainda não era necessário. Se todos esses chefes, por qualquer motivo, perdessem o emprego hoje, a maioria deles encontraria muitas dificuldades para conseguir outro emprego semelhante.

Para quem está nos passos iniciais da carreira, o estudo acabará fazendo toda a diferença, principalmente porque na média do mercado de trabalho, quem estuda mais, ganha mais. O que a pesquisa dos 73% realmente mostra, é que 27% dos chefes já têm curso superior. Há 30 anos, eles eram menos de 15%. E daqui há 30 anos, provavelmente serão quase todos.

Estudar é vital para quem quer ter uma carreira sólida e ascendente, não apenas com um curso superior, mas também com cursos complementares de especialização. Se existe um investimento que irá dar retorno na vida profissional, é o da formação acadêmica.

Max Gehringer, para CBN.

2014-07-30

'Vou mal em entrevistas porque sou insegura' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 30/07/2014, com uma ouvinte que fica insegura em entrevistas e com dicas para evitar o estresse antes da entrevista.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Vou mal em entrevistas porque sou insegura'

nervosismo em entrevista de emprego

"Vou mal em entrevistas porque sou insegura", uma ouvinte escreve.

Bom, muito bem. O primeiro efeito negativo que isso pode provocar numa entrevista é o de você travar e de ficar sem resposta. E o segundo efeito é o de você tentar responder rapidamente, correndo o risco de falar mais do que precisaria ou de dizer o que não precisava ser dito.

Se essa insegurança não se manifestou em outras situações da sua vida, como a escola ou um outro emprego, mas somente em entrevistas, você não é nenhum caso patológico. Não sendo, você está gerando uma carga anormal de ansiedade antes da entrevista por achar que poderá ir mal. E aí, irá mesmo.

Aqui vão algumas recomendações que poderão ajudá-la a não se estressar previamente.

No dia da entrevista, chegue ao local com 20 minutos de antecedência. Leve um livro e fique lendo, para evitar pensar em tudo o que poderia dar errado.

A primeira pergunta da entrevista geralmente é se você está nervosa ou é um pedido para você falar um pouco sobre si mesma. A sua resposta irá determinar todo o resto da entrevista. Responda então que você se sente bem preparada para a função a que está se candidatando e que está muito ansiosa porque essa é uma oportunidade que você não quer perder. Pronto! Você ultrapassou a primeira barreira. E daí em diante irá naturalmente se soltando.

Conceda-se um pequeno tempo antes de cada resposta para pensar no que irá dizer, fale pausadamente, sem se apressar. E dali a meia hora, o emprego será seu.

Max Gehringer, para CBN.

2014-05-30

'Vou abrir meu negócio próprio e gostaria de alguns conselhos' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 28/05/2014, com uma lista de quatro coisas que podem acontecer a um novo negócio, e que um empreendedor precisa estar preparado para resolver.

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'Vou abrir meu negócio próprio e gostaria de alguns conselhos'

nova empresa

"Estou para começar o meu próprio negócio, uma loja", escreve um ouvinte. "Investi nela todas as minhas economias, além de ter que pegar algum dinheiro emprestado. E gostaria de ouvir alguns conselhos seus antes de abrir as portas."

Vamos lá. De modo geral, empreendedores que partem para o primeiro negócio próprio possuem algumas características que são culturalmente inerentes ao povo brasileiro. Dentre elas, muito otimismo na avaliação prévia dos riscos.

Vou então lhe dar uma pequena lista de coisas que podem acontecer e para as quais você precisa estar antecipadamente preparado.

Primeira: se parte de suas vendas forem a crédito, nem todos os clientes irão pagar no dia devido.

Segunda: se você contratar funcionários, nem todos irão encarar o trabalho com a devida seriedade.

Terceira: se você tiver concorrentes nas redondezas, praticamente todos eles irão pensar em artimanhas para que você tenha o mínimo possível de clientes.

Quarta: se você gastar tudo o que faturar, em vez de ir formando uma pequena reserva a cada mês, em algum momento você terá que pedir mais empréstimos para manter o negócio aberto.

Esses são os quatro principais fatores que levam metade dos novos empreendedores a desistir antes do segundo ano. Porém, olhando pelo lado positivo, a outra metade dá certo. E 50% de possibilidade de sucesso é um número que pode parecer ruim a primeira vista, mas é muito bom. Se você ficar atento, desde já, a tudo o que pode dar errado, suas chances de dar certo aumentam consideravelmente.

Max Gehringer, para CBN.

2014-03-14

Tome cuidado com as sugestões - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 14/03/2014, com um ouvinte que está com muitas dúvidas porque todas as pessoas que ele consulta têm opiniões bem diferentes sobre o mercado de trabalho.

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Tome cuidado com as sugestões

sugestões

Um ouvinte escreve: "Tenho muitas dúvidas sobre minha situação profissional. Não tenho um plano definido sobre o que ainda preciso fazer. Tenho conversado com amigos e colegas de trabalho, mas ouço opiniões muito divergentes. A impressão que tenho é que o mercado de trabalho está confuso para todo mundo e não apenas para mim. Isso é correto?"

Não, você apenas está ouvindo as pessoas erradas. É até provável que uma delas possa estar lhe dando uma sugestão útil, mas é necessário que você saiba identificar quem pode ajudá-lo e quem só vai confundí-lo.

Para começar, somente ouça conselhos de quem já fez o que você pensa em fazer. Amigos tendem a lhe dizer o que você gostaria de ouvir, e por isso raramente apontam os seus defeitos com sinceridade. Quanto a um colega de trabalho, ele não será o seu melhor orientador se estiver na mesma situação que você.

Também não ouça sugestões de quem está amargurado ou decepcionado com a empresa ou com a carreira. Pessoas assim tendem a transferir para os outros as próprias frustrações, e você sai de uma conversa dessas achando que a situação é muito pior do que ela realmente é.

Evite também os profetas de si próprios, aquelas pessoas que falam sobre os grandes passos que pretendem dar como se o caminho já tivesse sido percorrido.

E aprenda a identificar os pessimistas, aqueles que, não importa o assunto, enxergam apenas o lado ruim da situação.

Ao dar essa peneirada, você eliminará os palpiteiros e se limitará a um ou dois colegas com os quais valerá a pena continuar conversando.

Max Gehringer, para CBN.

2013-06-07

Como anda sua relação com o dinheiro? - by Mauro Halfeld

Transcrição do comentário do Mauro Halfeld para a rádio CBN, do dia 07/06/2013, com três dicas para você melhorar a sua relação com o dinheiro e as suas finanças pessoais.

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Como anda sua relação com o dinheiro?

finanças pessoais

Como tem sido a sua relação pessoal com o dinheiro? Desgastante? Hoje eu vou dar algumas sugestões pra você tentar aprimorar as suas finanças pessoais.

Primeira: fazer uma espécie de diário listando os principais gastos do dia, durante um mês. No início isso pode parecer um pouco chato, mas eu aposto que em pouco tempo você vai perceber algumas bobagens que anda fazendo com seu suado dinheiro.

Segunda: procure uma conta de cartão de crédito do ano passado. Analise alguma compra cara que você tenha feito. Qual foi o prazer que essa compra proporcionou a você? Será que foi um prazer duradouro ou será que você logo se esqueceu ou até se arrependeu? Com isso, você vai ter uma rápida visão do que realmente lhe proporciona felicidade e vai ficar mais esperto pra não repetir gastos que não geram uma satisfação muito prolongada. Se possível, você deve repetir essa análise com várias compras, até criar uma regra pra você usar nas compras no futuro.

Terceira e última sugestão: teste o limite da sua disciplina. Digamos que você seja um viciado em comprar tênis novos. Arrume um jeito de adiar esse desejo. Fuja das vitrines por uns bons meses e comece a tratar melhor aquele calçado antigo. Você vai sentir orgulho da sua capacidade de resistência.

Ao final desses prolongados exercícios, eu aposto que você vai ficar muito mais amigo do seu suado dinheiro.

Não deixe de aproveitar o fim de semana com a sua família.

Mauro Halfeld, para CBN.

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