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2018-07-24

'Posso reclamar com a empresa sobre apelidos dados pelo meu gestor aos subordinados?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 24/07/2018, com uma ouvinte que tem um chefe que chama seus subordinados por apelidos.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Posso reclamar com a empresa sobre apelidos dados pelo meu gestor aos subordinados?'

bronca no trabalho

Uma ouvinte escreve: "Tenho restrições à maneira como meu gestor se dirige aos subordinados, através de apelidos que ele inventa. Pessoalmente, considero esse tratamento degradante e ofensivo. E pergunto se é nosso direito reclamar com a área de humanas da empresa?"

Sim, é direito de vocês. Não creio que apelidos sejam necessariamente uma maneira de ultrajar a alguém. Mas há quem não goste e empresas alinhadas com o politicamente correto são sensíveis a casos como esse.

Mas há algo que eu gostaria de ponderar. Muito mais importante do que a forma, é o conteúdo. Caso o seu gestor seja intimado pela direção da empresa, a chamar os subordinados pelo nome ou sobrenome, haveria mais alguma reclamação séria, quanto ao modo como ele se comporta?

Ele cumpre o que promete? Elogia a quem merece? Dá instruções adequadas sobre o trabalho? E cobra, sem ofender, a quem não estiver fazendo bem, o que é pago para fazer?

Se tudo isso for verdade, vocês têm um ótimo gestor, que certamente não tem a mínima ideia de que possa estar ofendendo aos apodados. E talvez não esteja, porque há quem prefira ser chamado pelo apelido, que pode ser um diferencial profissional.

De qualquer forma, o manual de etiqueta corporativa recomenda que cada um seja chamado pelo nome que deseje, tanto pelos gestores, quanto e, principalmente, pelos colegas, já que toda empresa sempre tem um Zé Mané boca-suja, digo, um José Emanuel vituperador.

Max Gehringer, para CBN.

2018-04-30

Tenho um nome comum demais - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 30/04/2018, com um ouvinte que quer trocar o seu nome.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Tenho um nome comum demais

executivo em dúvida

Escreve um ouvinte: "Eu tenho um nome comum demais. Se digito o meu nome inteiro numa pesquisa da internet, aparecem centenas de homônimos. Isso me causa problemas, tanto de reconhecimento profissional, quanto de confusão com pessoas com problemas judiciais. Pergunto se é possível mudar meu nome?"

Bom, não é lá muito fácil, mas há casos em que a lei permite a mudança. Dois exemplos, sem grandes discussões, são: a grafia errada na certidão de nascimento e o constrangimento público. Mas há também outros casos menos conhecidos.

Um deles, permitido por uma lei de 1973, autoriza a adição ao nome de um apelido, se a pessoa se tornou mais conhecida pelo apelido, do que pelo nome. O ex-presidente Luiz Inácio da Silva e a apresentadora Maria da Graça Meneghel se beneficiaram dessa lei para incluir, formalmente, os cognomes Lula e Xuxa, respectivamente.

Dito tudo isso, você precisa procurar um advogado que entrará com o pedido de retificação com base na sua argumentação. E um juiz irá decidir se o pedido se justifica.

Para os jovens menores de 18 anos, é interessante lembrar que uma lei, também de 1973, permite a mudança somente do prenome, conservando sobrenomes, mas isso precisa ser requerido entre as datas dos aniversários de 18 e 19 anos. Muita gente que não gosta do nome somente toma conhecimento dessa possibilidade depois de completar 19 anos, como parece ser o caso do nosso ouvinte.

Max Gehringer, para CBN.

2014-01-14

'Posso usar meu apelido no trabalho?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 14/01/2014, sobre como usar os apelidos nas comunicações corporativas.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Posso usar meu apelido no trabalho?'

crachá hello nome apelido

Uma ouvinte escreve: "Gostaria de saber se existe alguma objeção no mercado de trabalho de se usar o apelido e não o nome. Eu sempre fui conhecida somente por meu apelido e gostaria de mantê-lo na vida profissional."

Bom, a resposta mais simples é: sim, você pode usar o apelido. Eu conheço um presidente de multinacional que sempre se apresentou como "Chico" e continua se apresentando. E isso nunca impediu a ascensão dele.

Mas sempre é bom saber se a empresa tem alguma norma, escrita ou falada, a esse respeito. Algumas empresas que eu conheço permitem que seus funcionários se tratem por apelidos, mas não que escrevam os apelidos em correspondências internas. Isso soa meio estranho na era dos e-mails, em que alguém que é conhecido como "Bia" tenha que se assinar como "Beatriz", mas regras são regras.

Já em um cartão de visitas, o bom senso recomenda não usar o apelido. Como você não sabe a quem irá entregar os seus cartões, é melhor ser formal do que casual. Se for o caso, você poderá escrever a mão o seu apelido, na hora de entregar o cartão, dependendo da pessoa que o esteja recebendo. Seria até simpático.

Nas correspondências externas, se você estiver escrevendo para alguém que já a trata pelo apelido, coloque. Caso contrário, use o seu nome.

E se você for fazer uma apresentação em outra empresa e não conhece a plateia, comece dizendo o seu nome e em seguida informe o seu apelido.

Finalmente, um bom apelido é uma bela maneira de se diferenciar no mercado de trabalho. Há nele uma infinidade de Antônios e Elaines, e um apelido sonoro seria mais fácil de ser lembrado. E mais ainda se o sobrenome for incorporado ao apelido.

Max Gehringer, para CBN.

2012-01-20

Permita que os funcionários adotem apelidos nos crachás - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 20/01/2012, sobre apelidos nos crachás da empresa.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Permita que os funcionários adotem apelidos nos crachás

crachás

"Tenho uma dúvida com relação a crachás, um assunto que você comentou recentemente", escreve uma ouvinte que é gerente de Recursos Humanos de uma empresa. Segundo ela, uma empresa bem tradicionalista. A nossa ouvinte implantou o uso do crachá e não teve problemas de rejeição porque soube explicar bem direitinho os motivos da novidade.

Só que alguns funcionários são conhecidos por apelidos, e em seus crachás foi colocado o sobrenome. Eles pleitearam a troca, e a nossa ouvinte está tendo dificuldade em convencer a diretoria a aceitar o pedido.

Vamos lá. Tudo é uma questão de bom senso. Eu não creio que exista no Brasil uma instituição mais tradicionalista do que o exército. Todo soldado deve ter um nome de guerra. E, segundo a norma militar, deve ser o sobrenome. Quando eu servi o quartel, o sargento viu meu sobrenome e imediatamente decidiu que meu nome de guerra seria Max, sem precisar consultar nenhum general para tomar a decisão.

Um outro caso foi de um colega de trabalho que desde criancinha tinha o apelido de 'Macarrão'. Quando os crachás foram implantados na empresa, nós descobrimos que o nome dele era Onildo. Decisão da empresa: no crachá do Onildo, constou Macarrão. Um ano depois, ele foi promovido a gerente e passaria a ter contato direto com o público. Ele mesmo entendeu que muitos clientes não iriam respeitar um cliente chamado Macarrão, e adotou, para fins profissionais, o nome de batismo.

A minha sugestão para nossa ouvinte seria: deixe os funcionários satisfeitos, permita que eles ostentem no crachá o nome da preferência deles. Há assuntos muito mais importantes do que esse para ocupar o valioso tempo da diretoria.

Max Gehringer, para CBN.

2010-08-17

'Comecei uma faculdade e o tratamento dos meus colegas de trabalho mudou' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 17/08/2010, sobre um ouvinte que teve o tratamento com os colegas alterado, para pior, depois que começou a estudar.

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'Comecei uma faculdade e o tratamento dos meus colegas de trabalho mudou'

trabalhadores ameaçados
Escreve um ouvinte: "Estou passando por uma situação que não sei bem como enfrentar. Eu trabalho há 5 anos na área industrial de uma empresa de porte médio. Não ocupo um cargo de liderança e meu trabalho é burocrático. Tenho 26 anos e comecei este ano, um curso de Engenharia de Produção, um ótimo curso por sinal, estou aprendendo muito. Porém, na empresa em que trabalho ninguém tem curso superior. São todos funcionários experientes, com 15 anos ou mais de casa, e que aprenderam todos os macetes na prática. O proprietário da empresa também não possui formação superior, ele somente concluiu um curso técnico, mas sem dúvida é um excelente empreendedor.

Até eu iniciar o curso, meu relacionamento com meus colegas e superiores era normal, sem trancos nem solavancos. Mas bastou eu informar que tinha começado a faculdade, e o tratamento mudou. Ao contrário do que eu esperava, virei objeto de gozação. Ganhei o apelido de 'doutor', que eu sei que é pejorativo. Qualquer sugestão que eu dou, alguém imediatamente comenta que teoria não enche barriga. Minha dúvida é se esse tratamento tende a melhorar ou piorar com o tempo."


Bom, talvez os profissionais a que você se refere estejam atacando você para se defender. Talvez eles tenham percebido que seu curso pode vir a causar uma transformação na empresa.

Se você começar a fazer sugestões de melhorias, e se elas forem implantadas e funcionarem, o proprietário da empresa, que pode não ter um diploma, mas tem muita visão, certamente vai se perguntar se não seria melhor ter mais um par de engenheiros no quadro. E aí, alguns chefes, que estão numa situação de conforto, poderiam correr riscos. Talvez, não de serem dispensados, mas de perder parte do prestígio e do poder que possuem.

Eu lhe sugiro ignorar as gozações e continuar a oferecer sugestões, sem atropelar ninguém, pelo menos até você completar o segundo ano da faculdade. Aí, se nada tiver mudado, será hora de procurar outro emprego.

E outra dica que lhe dou é evitar confrontos. Os seus superiores estão esperando que você faça isso. Se você não fizer, é bem provável que a animosidade em relação a seu curso diminua.

Por enquanto, você deve estar sendo visto como uma ameaça. Cabe a você, nos próximos meses, demonstrar que não é.

Max Gehringer, para CBN.

2009-11-25

Empresa proíbe, mas funcionário prefere o apelido ao nome - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 24/11/2009, ainda sobre apelidos e como empresas podem ser burras.

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Empresa proíbe, mas funcionário prefere o apelido ao nome

o menino marrom
Meu comentário da semana passada, sobre o apelido dado pelos colegas de trabalho a um ouvinte que tem um traseiro protuberante, provocou uma razoável quantidade de mensagens. Todas pedindo que eu revelasse o apelido, na base do "só entre nós dois", o que eu não posso fazer, em respeito à solicitação expressa do ouvinte.

O mais engraçado, porém, é que a maioria dos ouvintes que escreveram, tentou adivinhar o apelido, o que fez aumentar mais ainda a minha estima pela criatividade e pelo bom-humor brasileiros. Mesmo quando isso não adiciona um centavo ao faturamento.

Mas há uma mensagem que me interessou bastante. Ela veio de um ouvinte que trabalha em uma multinacional cheia de normas. Ele escreveu o seguinte:

"Você disse que nunca tinha visto uma empresa proibir formalmente o uso de apelidos. Bom, a minha proibiu. Um comunicado do setor de recursos humanos proibiu quatro apelidos que foram considerados ofensivos e depreciativos. Dentre eles, o meu.

Meu apelido é Marrom. Segundo diz o comunicado da empresa, esse apelido é racista. Acontece que esse foi um apelido carinhoso que minha mãe me deu. Eu o considero simpático e sonoro. E ele nunca me atrapalhou em nada, muito pelo contrário. Meu nome de batismo é Mariovaldo, uma corruptela dos nomes de meus pais, Mariana e Ariovaldo. Com o perdão de todos os Mariovaldos que ouvem a CBN, eu prefiro mil vezes Marrom.

A cantora Alcione também tem o apelido de Marrom. Assim como ela, eu tenho orgulho da cor da minha pele, e não preciso que alguém me defenda de algo que não considero uma ameaça ou um desprestígio."


Bom, o nosso ouvinte Marrom disse que não haveria problema algum em eu revelar o nome dele. Porque isso certamente fará com que o caso seja comentado novamente na empresa, e o Marrom está disposto a explicar, para quem quiser ouvir, que ele prefere manter o apelido.

Mas eu acredito que a história do Marrom poderá servir como exemplo ampliado para outras empresas, em casos que nada tenham a ver com apelidos. Quando uma empresa proíbe por proibir, e a proibição não irá beneficiar em nada quem supostamente seria beneficiado, seja uma pessoa ou um grupo de funcionários, a conclusão é que a preocupação saudável e o bom-senso nem sempre caminham de mãos dadas.

Max Gehringer, para CBN.

2009-11-17

Apelidos no ambiente de trabalho - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 17/11/2009, sobre como lidar com apelidos no ambiente de trabalho.

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Apelidos no ambiente de trabalho

apelido maldoso cabeça no traseiro
Uma consulta sobre apelidos no ambiente de trabalho. Um ouvinte escreve reclamando que os colegas colocaram nele um apelido que faz referência a uma parte da anatomia dele, a dita região glútea, que no caso dele é ligeiramente avantajada em relação à média da população masculina brasileira.

Todos os colegas morrem de rir, mas o nosso ouvinte está indignado. E faz duas perguntas. A primeira: ”Empresas não deveriam proibir apelidos, como demonstração do respeito que deve imperar entre os seus empregados?” E a segunda: ”É possível processar os colegas por danos morais?”

Quanto à segunda pergunta, eu fiz uma pesquisa na Internet e encontrei casos que chegaram aos tribunais. Em todos eles, o reclamante ganhou a causa, pelo menos em primeira instância. Em suas sentenças, os juízes estabeleceram que os apelidos são mesmo uma forma de discriminação, e que a responsabilidade por impedir que isso aconteça, é da empresa.

Portanto, se o nosso ouvinte quiser arriscar um processo, há antecedentes. Quanto à primeira pergunta, eu não conheço empresas que formalmente proíbem apelidos. E elas não proíbem porque muita gente gosta do apelido que tem. Existem até casos de profissionais que são mais conhecidos pelo apelido do que pelo nome. Começando pelo nosso presidente.

Mas eu sei de algumas empresas que levam muito a sério as reclamações de funcionários que se sentem discriminados por apelidos. Nesses casos, a reclamação chega ao setor de recursos humanos e é repassado ao chefe direto, que chama os subordinados e ordena o fim da brincadeira. Que de fato termina, pelo menos em público.

Mas a regra geral do apelido é a mesma que sempre foi: reclamou, o apelido pega; incorporou, o apelido desaparece. Mas como cada um é cada um, não há uma resposta definitiva para o nosso ouvinte. Existem pessoas com jogo de cintura para levar na esportiva, existem pessoas que saem no braço, existem outras que retribuem colocando apelidos ainda mais maldosos em quem colocou apelido nelas, existem empregados que preferem pedir a conta, e existem profissionais que recorrem aos tribunais.

Como o nosso ouvinte solicitou que o apelido dele não fosse falado no ar, eu não vou falar. E confesso, constrangido, que cheguei a rir ao ler a mensagem dele. Mas logo recuperei a seriedade. E aí, eu pensei: é muita maldade. Se eu fosse o ouvinte, eu nem iria à Justiça do Trabalho. Iria reclamar direto com a comissão de direitos humanos da ONU.

Max Gehringer, para CBN.

2009-08-04

Se você não pode combater o inimigo, junte-se a ele - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 04/08/2009, com uma história de apelidos indesejáveis.

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Se você não pode combater o inimigo, junte-se a ele

docinho
"Sou uma pessoa séria", escreve seriamente um ouvinte. "Procuro me concentrar em meu trabalho e não fico dando liberdade para brincadeiras. Talvez, por esse meu jeito de ser, meus colegas me colocaram um apelido. Se fosse um apelido carinhoso, eu até relevaria o fato. Mas não é. Parece-me que foi mais um jeito de me degradar. Gostaria de saber que medidas posso tomar em relação a essa iniciativa de péssimo gosto."

Esse caso me fez lembrar de um colega com quem trabalhei, o Hamilton. Além de sério, o Hamilton era assim meio ameaçador no trato com os colegas. Um dia, a mulher do Hamilton o deixou na porta da empresa, e se despediu dele dizendo "Bom dia, docinho". A partir desse dia, o Hamilton ganhou um apelido que grudou no nome dele, Hamilton Docinho.

Ele tentou de tudo. Primeiro, ignorou. Depois, conversou. Em seguida, esperneou. Aí, o Hamilton decidiu devolver a ofensa na mesma moeda. E começou a botar apelidos chulos nos colegas. Nenhum pegou. E finalmente, o Hamilton ameaçou sair na porrada, mas nada disso adiantou. Porque até o chefe do Hamilton já havia passado a se referir a ele como Docinho, para delírio da tropa.

Isso faz mais de 15 anos, e até hoje, ele continua sendo o Hamilton Docinho. Ao perceber que não podia lutar contra a avalanche, Hamilton incorporou o apelido. O email dele é hdocinho, tudo junto.

Ele fez a mesma coisa que fez a torcida do Palmeiras, ao transformar um apelido inicialmente pejorativo, porco, num vibrante grito de guerra.

Ao nosso sério ouvinte, eu sugiro o mesmo caminho trilhado pelo Hamilton Docinho: ignorar, conversar numa boa, conversar não muito numa boa, espernear com veemência e ameaçar os colegas com um processo coletivo por danos morais.

Talvez ele possa agregar uma reclamação por escrito à área de recursos humanos, mas algo me diz que isso apenas daria ainda mais respaldo ao apelido.

Eu sinto não ter uma receita mágica para remoção de apelidos indesejáveis, mas uma lição secular ensina que quando não dá para combater um inimigo mais organizado, mais consistente e mais forte, a solução mais sábia é se juntar a ele.

Max Gehringer, para CBN.
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