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2018-10-01

Como conseguir uma vaga de emprego depois dos 50 anos? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 01/10/2018, sobre o mercado de trabalho para quem tem 50 anos.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Como conseguir uma vaga de emprego depois dos 50 anos?

idoso procurando emprego

Uma ouvinte escreve: "Aos 50 anos de idade e 30 de contribuição previdenciária, estou naquela fase crítica em que o mercado me considera velha demais para trabalhar e nova demais para me aposentar. Se eu der entrada na minha aposentadoria e continuar buscando emprego, como o meu caso seria avaliado?"

Vamos lá. Aos 50 anos, você sabe muito bem que não é, e nem se sente, velha. Mas são válidas as suas suspeitas de que pessoas na sua faixa etária começam a ter mais dificuldade para encontrar emprego. Não é que o mercado se feche, é que ele fica mais restrito.

Isso significa que você terá que pesquisar vagas que talvez nunca tenha considerado na sua vida profissional. Por exemplo, ser uma prestadora de serviços terceirizada, ou trabalhar em casa em sistema de home-office, ou ser atendente de balcão, ou se tornar vendedora.

O que lhe sugiro, para começar, é pesquisar na internet, agências ou sites voltados a profissionais com mais de 50 anos. Neles, você encontrará uma lista de funções específicas e você verá que poderá se encaixar em várias delas.

Esses mesmos sites listam também grandes empresas que possuem programas de seleção para o grupo da senioridade. E elas não fazem isso porque são boazinhas, mas porque veem vantagens em contratar pessoas que tenham formação, experiência e disposição, pessoas que irão se dedicar como se tivessem 20 anos e que não ficarão reclamando que a empresa não dá oportunidades.

Max Gehringer, para CBN.

2017-05-25

'Esperar dez anos por promoção ou procurar outro emprego?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 24/05/2017, com um ouvinte que está em dúvida se fica no emprego atual esperando o superior se aposentar para obter uma promoção ou se procura outro emprego.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Esperar dez anos por promoção ou procurar outro emprego?'

trabalhador esperando

Escreve um ouvinte: "Faz seis anos que estou nesta empresa e este é o meu primeiro emprego. Meu coordenador, que tem quase 30 anos de empresa, está muito satisfeito com o meu trabalho e já deixou claro que eu serei o substituto dele, quando ele se aposentar. Acontece que com as mudanças das regras de aposentadoria, ele diz que vai trabalhar mais um tempinho, sem especificar exatamente quanto tempo. Minha grande dúvida é: devo aguardar ou devo procurar outra oportunidade que me possibilite uma ascensão mais rápida?"

Minha sugestão é a opção 2. Saia. Eu já passei por uma situação muito parecida com a sua e pedi a conta, por não acreditar que o meu superior fosse mesmo se aposentar. Fui criticado pela direção por estar sendo precipitado, mas o tempo me mostrou que fiz a coisa certa, porque aquele meu superior ainda ficou mais uns 10 anos na empresa depois que eu sai.

Os casos que eu conheço, semelhantes ao seu e ao meu, indicam que quem fala em se aposentar logo, só sai quando não há mais como ficar.

Você pode e deve dizer que estará a disposição para retornar à empresa atual assim que a vaga for aberta, mas que no momento você prefere adquirir novas experiências que serão úteis à empresa quando você retornar.

E vá sem receio. Porque, como sabiamente dizia uma música do século passado, quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Max Gehringer, para CBN.

2015-04-01

Após aposentadoria, empresa ainda precisa pagar a multa do FGTS integralmente? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 01/04/2015, sobre se após a aposentadoria, a empresa ainda precisa pagar a multa do FGTS caso o funcionário seja demitido sem justa causa.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Após aposentadoria, empresa ainda precisa pagar a multa do FGTS integralmente?

aposentadoria

Um ouvinte escreve: "Completei 50 anos de idade e atingi o tempo de contribuição para solicitar a minha aposentadoria. Como pretendo continuar trabalhando, pelo menos por mais 10 anos, pergunto se me aposentar neste momento poderia me trazer problemas, como por exemplo, ser dispensado sem ter mais os direitos que tenho como não aposentado?"

Bom, a sua questão está ligada à multa sobre os depósitos do Fundo de Garantia em caso de dispensa sem justa causa. Quando se aposenta, o funcionário saca a quantia que tem no fundo. A pergunta é: se depois disso o funcionário for dispensado, a empresa continua sendo legalmente obrigada a pagar a multa sobre os depósitos efetuados durante todo o período em que ele trabalhou?

Eu consultei dois advogados e eles me informaram que já existe jurisprudência federal a esse respeito. A aposentadoria não extingue o contrato de trabalho e a condição de aposentado mantém os direitos adquiridos anteriormente. Ou seja, se você se aposentar, sacar o fundo e depois for demitido, sua empresa terá que lhe pagar a multa. Fora essa situação, não vejo outro motivo para que sua empresa pense em dispensá-lo só porque você requereu a aposentadoria.

Por outro lado, eu conheço uma pessoa que poderia estar aposentada há 5 anos, mas não se aposentou por receio de que a empresa deduzisse que a condição de aposentado pudesse significar menos compromisso com o trabalho ou menos condição física e mental para executá-lo. Não me parece um argumento lógico, mas essa pessoa conhece, melhor do que eu, a empresa em que trabalha.

Max Gehringer, para CBN.

2012-04-19

Cresce número de aposentados no mercado de trabalho - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 19/04/2012, sobre o crescente número de aposentados que continuam na ativa no mercado de trabalho.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Cresce número de aposentados no mercado de trabalho

aposentadoria tempo

Informa o IBGE que o número de aposentados que continuam trabalhando aumentou de 3,3 milhões no ano 2000 para 5,4 milhões em 2011. Um aumento de mais de 60%.

Três fatores explicam essa situação. O primeiro é o aumento da vida útil profissional. As pessoas que completam 35 anos de contribuição ao INSS não estão mais vendo a aposentadoria como um objetivo de curto prazo, porque se sentem aptas, do ponto de vista físico e mental, a continuar trabalhando por mais 15 ou 20 anos.

O segundo fator é a queda brusca de renda. Alguém que tenha contribuído nos últimos anos sobre o teto de 20 salários mínimos, vai receber um sexto disso como aposentado. Embora essa não seja uma situação nova, muitos profissionais com mais de 55 anos continuam sendo a principal fonte de renda da família, e não podem permitir que essa renda desabe de um momento para outro.

E o terceiro fator é puramente de mercado de trabalho. Há profissionais de nível técnico que não são facilmente substituíveis porque os jovens estão preferindo cursar uma faculdade a fazer um curso técnico. Isso criou uma situação, que já comentei aqui, de jovens com curso superior que não conseguem emprego na área de formação. E ao mesmo tempo, de empresas que não encontram técnicos para suprir suas necessidades. Algumas formam seus técnicos dentro da própria empresa. Outras mantém os técnicos já existentes pelo tempo que for possível, mesmo que sejam aposentados.

E o número tende a aumentar no futuro se nada mudar. E dificilmente irá mudar. Ali por 2020, provavelmente teremos 10 milhões de aposentados na ativa. Ou seja, muita gente que hoje pode estar torcendo o nariz para essa situação, acabará se aproveitando dela.

Max Gehringer, para CBN.

2010-08-26

A 'desaposentadoria' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 26/08/2010, sobre a 'desaposentadoria' e o sistema previdenciário brasileiro.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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A 'desaposentadoria'

aposentadoria relógio
Recebi algumas mensagens solicitando um comentário sobre a desaposentadoria. Então vamos lá.

Quando um profissional chega à conclusão de que já trabalhou o suficiente na vida, ele se aposenta. Em épocas passadas, quando a expectativa de vida após a aposentadoria era de alguns poucos anos, tudo funcionava bem. As coisas mudaram por duas razões.

A primeira é biológica. As pessoas estão vivendo mais, e portanto, podem extender também a sua vida profissional. Quando a consolidação das leis do trabalho foi implantada, há quase 80 anos, a maioria dos brasileiros não chegava aos 60 anos de idade. Hoje, a maioria não apenas chega, como chega com capacidade mental e física para continuar no mercado de trabalho.

E a segunda razão, que é uma consequência da primeira, foi a instituição de algo chamado fator previdenciário. As contas da previdência social se equilibram quando um profissional contribui por bastante tempo e usufrui por pouco tempo. Isso é o que acontecia lá nos primórdios.

Com o aumento da expectativa de vida, a equação ficou desbalanceada. Então, há 11 anos, foi criado o fator previdenciário: uma tabela que leva em conta a idade ao se aposentar, o tempo de contribuição e a expectativa de vida. A tabela funciona como uma espécie de redutor de benefícios, para quem se aposentou cedo ou com pouco tempo de contribuição.

Porém, como é possível estar aposentado e continuar trabalhando, um profissional continua tendo a contribuição ao INSS descontada do seu salário. E quanto mais anos de trabalho ele acumula, maior seria o valor de sua aposentadoria, porque o índice de redução do seu fator previdenciário seria menor.

Então, qual é o problema? O problema é que não existe nenhuma legislação prevendo a possibilidade de alguém se desaposentar. Então, muitos profissionais começaram a apelar para os tribunais. Ao cancelar os benefícios atuais, esses profissionais somariam os anos que trabalharam e contribuíram após se aposentar, e poderiam pedir uma nova aposentadoria, com os valores mais altos.

Vários juízes de primeira instância já deram ganho de causa a processos nesse sentido. Mas o caso só irá se resolver quando o Superior Tribunal de Justiça der uma sentença definitiva. Que não deve demorar, já que cerca de um milhão de aposentados continua trabalhando e poderia se beneficiar com essa mudança.

Max Gehringer, para CBN.

2008-08-26

Onde morar na sua aposentadoria - by Mauro Halfeld

Transcrição dos comentários do Mauro Halfeld para a rádio CBN, do dia 25/08/2008, sobre onde morar na sua aposentadoria.

Áudio original disponível no site da CBN.

Após aposentadoria, muitos decidem mudar de cidade

Muita gente gostaria de se aposentar, mas sente que não vai conseguir manter o padrão de vida. Uma boa saída então é mudar de cidade. Isso é muito comum nos Estados Unidos e na Europa. Lá, poucos conseguem bancar os altos custos de se viver numa grande cidade, e procuram então um paraíso, no interior ou numa região de praia. Nada mais justo, não é mesmo?

Aqui no Brasil esse movimento está só começando. Santos, Florianópolis, Camboriú, Vitória, Maceió e Natal já recebem brasileiros de alto poder aquisitivo que desejam um pouco de sombra e de água fresca. Cidades menores, de uma maneira pulverizada, também recebem um interessante fluxo de aposentados.

Custo mais baixo, menos trânsito e uma violência aparentemente menor são as grandes vantagens. E quais são as desvantagens? Olha, o sistema de saúde com menos recursos e viagens frequentes para rever parentes e amigos. Se você não se importa com isso, abra um mapa do Brasil, navegue na Internet e comece a sonhar.

Detalhe importante: verifique se seu plano de saúde atual vai lhe dar cobertura na nova cidade. Ou melhor ainda, descubra se um bom plano na nova região vai ter um custo menor do que seu plano atual. Mas antes de fechar negócio no seu imaginado paraíso, melhor passar uma temporada na região e testar se seus instintos estavam certos. Mãos à obra!

Mauro Halfeld, para CBN.

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Só para comentar sobre a cidade que eu atualmente moro, Florianópolis. Aqui o custo de vida é bem elevado, e o mercado imobiliário anda supervalorizado. Trocando em miúdos, se quiser viver aqui na ilha, prepare a carteira.

(Ponte Hercílio Luz, um dos cartões postais de Floripa.)

Pra quem pode, uma alternativa são algumas cidades da região, que têm um custo de vida mais módico. A desvantagem é que elas são longe do centro de Floripa, mas para quem não trabalha isso nem é um problema tão grande.

Bem, como isso aqui ainda é uma cidade turística, se prepare para transtornos de verão. Como exemplo, aqui tem 6 motivos para você NÃO vir para Florianópolis no verão.

Pra quem realmente gosta de praia, uma opção em Santa Catarina é Itapema. Apesar de bem badalada no verão, a cidade vem recebendo muitos aposentados, pelas suas belezas e (por enquanto ainda) tranquilidade.

Se hoje eu fosse me aposentar, iria pro interior do Paraná, em Maringá. Ô saudade dessa cidade...
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