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2011-01-23

'Meu chefe é calado e quase ninguém conversa no meu novo emprego' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 10/01/2011, sobre um ambiente de trabalho silencioso devido a um chefe calado.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Meu chefe é calado e quase ninguém conversa no meu novo emprego'

ambiente de trabalho
Uma ouvinte escreve para dizer que mudou de emprego e que está tudo bem, tudo certo. Ou quase tudo, porque nada é perfeito. Ela só tem uma queixa: um chefe que não conversa. A nossa ouvinte escreve o seguinte:

"Em minha empresa anterior, havia um clima mais camarada, para não dizer festivo. Os colegas conversavam bastante, sem que isso interferisse no trabalho de cada um. E o chefe era o que mais conversava. Ele ficava circulando, fazendo perguntas, contando histórias e rindo das piadas de meus colegas. O ambiente na empresa atual é o contrário. Quase ninguém conversa, e eu acredito que seja porque o chefe é calado. Mudo. Estou aqui há quinze dias e acho que não ouvi meu chefe falar nada além de ‘bom dia’ e ‘boa tarde’. Quando algum colega vai à sala do chefe para perguntar alguma coisa, a conversa raramente ultrapassa um minuto.

Por tudo isso, eu me sinto cada vez com menos vontade de vir trabalhar. É como se eu fosse todo dia a um velório, com a diferença que já fui a velórios bem mais animados. O que eu devo fazer para me acostumar a esse silêncio, já que o salário é bom e não pretendo mudar de emprego?"


Vamos lá. Talvez ouvir música com o fone de ouvido ajudasse, mas não já, senão iria parecer que você é que está querendo distância. Mas você fez algo até comum quando alguém sai de uma empresa para trabalhar em outra, que é imaginar ou esperar que todas as coisas positivas do emprego anterior irão se repetir no emprego seguinte.

O ambiente de trabalho é a face mais visível dessa expectativa. Ao sair de um ambiente festivo, você muito provavelmente nem considerou a possibilidade de que o novo ambiente pudesse ser o oposto.

Mas a grande pergunta é: se você soubesse disso, teria recusado o emprego? Muito provavelmente não, porque você mesma disse que está satisfeita com o salário e não fez nenhuma outra reclamação.

Para mim, parece claro que o jeito caladão do seu chefe influiu no comportamento dos subordinados, que assumiram uma postura idêntica à dele. Ou por comodidade, ou por receio. Mas posso lhe garantir que se a remuneração é boa e o ambiente é ético, você acabará por se acostumar com o silêncio, e até a gostar dele.

Acredite que existe muita gente que gostaria de trabalhar num lugar assim, quieto, compenetrado, sem algazarra, nem diz-que-diz. Você conseguiu. E agora, só precisa se adaptar a um ambiente que não é pior, é apenas diferente.

Max Gehringer, para CBN.

2010-08-13

'Tenho bons resultados, mas não sou promovida porque falo demais' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 13/08/2010, sobre um ouvinte que fala demais. (Ele deveria saber que em empresas, quem fala pouco sempre é mais ouvido,
e que o problema não é falar muito, mas falar demais).

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Tenho bons resultados, mas não sou promovida porque falo demais'

mulher faz silêncio shhhh
"Meu problema é simples", escreve um ouvinte. "Eu falo demais. Isso é o que tem aparecido em minhas avaliações de desempenho. Por um lado, tenho conseguido superar todas as metas que me são passadas e sou muito elogiado por isso. Por outro lado, estou na mesma função já faz 6 anos, e vejo que colegas meus, com resultados piores que os meus, conseguiram promoções que eu poderia ter conseguido. E o motivo alegado por meus superiores é sempre o mesmo: o de que eu não seria um bom chefe porque eu falo demais. Não quero me justificar, mas gostaria de saber se isso não é uma desculpa que pode estar sendo usada por meus superiores, para me manter no lugar em que estou, só porque os meus resultados são bons."

Bom, se você fala tanto quanto escreve, os seus superiores provavelmente estão certos. A mensagem que você me enviou tinha 87 linhas, e eu tive que resumi-la para que eu tivesse espaço para responder. Em sua mensagem, você deu uma série de exemplos tanto irrelevantes quanto desnecessários, para que eu pudesse entender qual é o seu problema.

Eu lhe diria que você padece de ansiedade. Existem pessoas que quando ficam ansiosas, travam e não conseguem dizer nada. E existem outras que fazem o contrário, começam a falar destrambelhadamente, sem dar ao interlocutor a chance de interfeir na conversa.

Como você já percebeu, isso não afeta os resultados que você possa conseguir quando está calado e concentrado, mas interfere diretamente naquilo que se espera de um bom chefe: a capacidade de ouvir.

Num diálogo com um subordinado, um bom chefe faz as perguntas certas, escuta atentamente e aí dá a melhor orientação de forma bem sucinta. Não que não existam chefes que falem pelos cotovelos. Até existem, mas eles não fazem isso o tempo todo. Até os mais loquazes sabem que existem momentos em que o silêncio é o melhor conselheiro de carreira.

O nosso ouvinte só precisa controlar a ansiedade e entender que uma conversa não é um monólogo, e que os outros também podem ter algo interessante para dizer. E deve também entender que as intervenções alheias não prejudicam o raciocínio de quem fala, pelo contrário, ajudam a direcioná-lo melhor.

Como o nosso ouvinte disse lá no começo, o problema dele é simples. Simples de entender e simples de resolver.

Max Gehringer, para CBN.

2009-04-10

Falar muito não é problema, mas falar demais é - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 09/04/2009, sobre uma ouvinte que falou demais e agora está arrependida.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui).

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Falar muito não é problema, mas falar demais é

zíper na boca
"Sei que você vai dizer que eu falo demais e estou preparada para esta crítica", diz uma ouvinte. "Mas entrei numa situação delicada e não sei como sair dela. É o seguinte: neste momento na minha empresa, há um processo em andamento para promover alguém do meu setor a supervisor. Eu não sou uma das candidatas, e talvez por isso, numa conversa no meio de nada, o meu gerente me perguntou quais de meus colegas, em minha opinião, ainda não estariam preparados para uma promoção.

Como sempre faço, eu respondi rapidamente dando três nomes. E agora estou pensando nas consequências. Posso ter atrapalhado a carreira de três colegas, e além disso, se a conversa com meu gerente vazar, vou ficar numa situação muito desconfortável."


Bom, primeiro, você fala demais. Falar muito não é um problema. Mas falar demais, é. Porque você acaba falando, como falou, o que não deveria e não precisava.

A sua resposta poderia ter sido a de que você não tem condições para avaliar quem deve ou não deve ser promovido. Mas que tem a certeza de que seu gerente tomará a decisão justa e correta. E aí, sem nem tomar fôlego, bastaria você ter engatado que seu tio Antenor foi dispensado na semana passada e por isso você está preocupada com a crise em geral, e com a situação da Venezuela em particular. E o assunto da promoção de seus colegas seria esquecido, porque seu gerente sabe que você, quando começa a falar, não para mais. E ele alegaria ter algo urgente para fazer e deixaria você falando sozinha.

Mas como você já deu os três nomes, não fale demais pela segunda vez. Imagino que você até esteja pensando em contar para esses três colegas que você falou sem pensar e tentar se desculpar. Isso seria como tentar curar uma fratura exposta com esparadrapo. Porque, aí sim, a sua indiscrição se espalharia rapidamente.

Eu não acredito que seu gerente irá divulgar o que você disse, porque isso só iria complicar, sem necessidade, o ambiente de trabalho. E sei que não adianta recomendar a alguém que fala muito, para falar menos. Mas você pode usar este caso para evitar futuras tentações de falar antes e pensar depois. E é bem fácil.

Assim que alguém lhe fizer uma pergunta, cuja resposta poderá comprometê-la, responda o seguinte: Não sei, mas aproveitando, você sabe de alguma empresa que está precisando de um bom mecânico? E aí, você começa a contar a história do seu tio Antenor, até que o locutor desista de continuar ouvindo.

Max Gehringer, para CBN.

2008-12-19

Em empresas, quem fala pouco sempre é mais ouvido - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 19/12/2008, sobre como e principalmente quando, falar em empresas.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui).


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Em empresas, quem fala pouco sempre é mais ouvido

conversa balões
"Eu gosto de falar", diz uma ouvinte. "Sempre gostei. Desde que era pequena e meus professores viviam me pedindo para parar de conversar em classe. Acontece que no meu trabalho atual, já fui criticada algumas vezes por meu chefe, por eu querer explicar coisas que não precisam ser explicadas. Em meu modo de ver, faço isso para deixar o assunto bem claro. E por isso, acredito estar contribuindo e não atrapalhando. Mas posso estar errada. E pergunto se falar é realmente um defeito?"

Digamos que saber falar seja uma grande virtude que pode se transformar em um pequeno ou grande defeito, dependendo da situação. Porque, profissionalmente, esticar muito as conversas ou falar quando não é preciso, acaba influindo na produtividade geral.

Há muitos casos de profissionais que acabaram ficando rotulados porque sempre fizeram questão de emitir a sua opinião, mesmo quando ela não era necessária. Há também casos de profissionais que gostavam de contar histórias engraçadas em situações que exigiam seriedade. E terminaram sendo rotulados como inconsequentes.

Em empresas, saber falar é de fato, uma arte. Mas a sabedoria está em saber quando falar.

Sugiro que a nossa ouvinte faça um pequeno teste: a dieta do silêncio. Que funciona como qualquer dieta: boca fechada. Durante o dia inteiro, tente ouvir tudo calada, mesmo que você tenha aquela vontade quase irrefreável de contribuir com suas sugestões e palpites. E se alguém lhe fizer uma pergunta, dê uma resposta curta e rápida. Ao final do dia, faça uma avaliação pessoal do efeito que o seu silêncio causou na rotina e no ambiente de trabalho.

Eu diria, quase com absoluta certeza, que não haverá efeito negativo algum. Nesse caso, a minha segunda sugestão seria a de você guardar as suas boas explicações e suas boas histórias para os momentos de descontração.

Em empresas, de modo geral, quem fala pouco sempre é mais ouvido.

Max Gehringer, para CBN.

2008-01-29

Clássicos do Mundo Corporativo: O que os Serjões querem é serem ouvidos - by Max Gehringer

E aqui estamos nós, com mais uma transcrição dos comentários do Max Gehringer para a CBN, disponível via podcast, do dia 29/01/2008.

Enquanto a inspiração pra escrever alguma coisa decente não vem, vou colocando aqui essas transcrições.

Clássicos do Mundo Corporativo: Toda empresa tem um profissional com enorme experiência, que gosta de dar palpite em tudo e tende a discordar dos colegas

Uma figura que existe em qualquer empresa é o Serjão. E toda empresa que tem um Serjão deveria fazer uma campanha para preservá-lo, porque os Serjões são uma espécie em extinção.

O Serjão é aquele profissional que acumulou uma enorme experiência, e por isso, gosta de dar palpite em tudo. E normalmente, tende a discordar de tudo o que os colegas falam. Por essa razão, o Serjão vive sendo criticado por todo mundo, por ser muito ácido e muito crica.

Acontece que, exatamente por sua longa vivência, o Serjão quase sempre tem razão no que diz. O problema não é o que ele fala, é a forma como ele fala. Aquela maneira de quem está anunciando o apocalipse, aquele jeito de quem tem certeza absoluta de tudo. E é por prestar mais atenção na maneira como o Serjão fala, do que naquilo que ele está falando, que muita empresa acaba deixando de fazer o que deveria ser feito, ou acaba cometendo erros que poderiam ser evitados.

Eu convivi muitos anos com um legítimo Serjão, e demorei um pouco até aprender a ouvi-lo. Mas confesso que só consegui entender como funciona a cabeça de um Serjão, no dia em que finalmente eu resolvi elogiar o Serjão em público, numa convenção na nossa empresa. Foi naquele dia que eu finalmente entendi que os Serjões não querem ser elogiados. Eles só querem ser ouvidos.

De qualquer maneira, estávamos todos ali reunidos, gerentes, diretores, supervisores, e eu comecei o meu discurso: "Pessoal, eu acho que muitos de vocês criticam o Serjão, porque ele fala alto, porque ele acha que só ele tem razão, ou porque ele dá a impressão de ser o único que está preocupado com o futuro da empresa. Mas jeito é jeito, e fato é fato. E um fato que eu posso comprovar, é que de 100 coisas que o Serjão me falou até hoje, 99% estavam certas."

A sala ficou no mais absoluto silêncio, e quando eu ia continuar, lá do fundo, o Serjão perguntou: "Ah, é? E qual é a que estava errada?"

Max Gehringer, para CBN.

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