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2018-01-10

O Brasil do século XXI deveria ser dos 'espertos com responsabilidade' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 10/01/2018, sobre como o Brasil pode se tornar um país com menos corrupção, ajudado pelo compliance.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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O Brasil do século XXI deveria ser dos 'espertos com responsabilidade'

espertos vs honestos

"O mundo é dos espertos." Essa frase apareceu, pela primeira vez na imprensa brasileira, no século 19, em 1854, deixando claro que esperto era quem se dedicava a enganar o próximo.

Em nossos dias, a ONG Transparência Internacional publica anualmente, um índice de percepção de corrupção, em 176 países. Nos últimos cinco anos, o Brasil ficou estacionado no meio da lista, na posição número 79, em companhia da Índia e da China.

Não é uma colocação elogiável, pelo contrário. Mas quem vive afirmando que o Brasil é um dos países mais corruptos do mundo, irá se decepcionar. Só na América do Sulsete países em posições bem piores do que a nossa.

Isso parece reforçar a opinião inversa, a de que somos um país de gente honesta, mas que é denegrido por aproveitadores e corruptos. Se isso é mesmo verdade, estamos mais perto da borda do poço do que do fundo dele.

O compliance, ou o cumprimento das leis e o respeito à moralidade nas empresas públicas e privadas, é gerido pela Associação Internacional de Compliance, que classifica como crime financeiro, qualquer atividade desonesta que gere riqueza para os envolvidos.

A definição deixa claro que o conceito não se aplica exclusivamente aos proprietários ou altos dirigentes, mas a qualquer um que se beneficie de atividades ilegais em proveito próprio, mesmo alguém que não ocupe um cargo de gestão.

Por isso, a corrupção irá diminuir na medida em que empregados honestos usarem de seu direito de saber se a empresa em que trabalham adota, e leva realmente a sério, um sistema de compliance.

Esse é o caminho para o Brasil do século 21 poder finalmente se tornar um mundo dos espertos com responsabilidade.

Max Gehringer, para CBN.

2018-01-04

A receita básica da ética não muda - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 04/01/2018, sobre ética e compliance.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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A receita básica da ética não muda

ética compliance

"Se há empresas que são arapucas para as economias do povo, que sejam desmascaradas e compelidas a cessar a exploração criminosa a que se entregaram os seus incorporadores, cujo lugar é na cadeia, e as empresas honestas ficarão a salvo da temerosa desconfiança pública."

Essa frase parece retratar fatos amplamente conhecidos de todos nós, no Brasil dos tempos atuais. Mas ela é muito, muito mais antiga: foi publicada nos jornais brasileiros há 75 anos, em março de 1943. Três gerações se passaram desde então, e muita coisa aconteceu.

Na década de 1940, o substantivo "ética" saiu das rodas eruditas e caiu no gosto popular. Em breve tempo, já se falava em ética jornalística, ética esportiva, ética nos negócios e, claro, ética na política.

Muitas leis foram aprovadas. Órgãos regulatórios foram criados. E milhares de funcionários públicos foram contratados para fiscalizar melhor as empresas. O mais recente membro dessa longa história de combate às fraudes e prevaricações, recebeu um nome inglês: compliance.

Em miúdos, é um atestado de idoneidade emitido por uma empresa, com o objetivo de assegurar a seus parceiros e empregados, que irá respeitar a legislação e sempre agir dentro de princípios éticos.

A adoção de um sistema de compliance está se tornando cada vez mais comum em empresas. E é um grande passo para a prevalência da ética sobre as artimanhas. Mas ainda não é uma garantia definitiva de retidão.

Além do manifesto desejo de cumprir com as obrigações legais e morais, é necessário que o braço da lei puna exemplarmente a quem não cumpre.

Ou seja, o tempo passou e os ingredientes foram sendo incrementados, mas a receita básica da ética continua sendo a mesma que sempre foi.

Max Gehringer, para CBN.

2017-12-27

Há bons motivos para fazer um curso de compliance corporativo - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 27/12/2017, sobre cursos de compliance e três bons motivos para fazê-los.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Há bons motivos para fazer um curso de compliance corporativo

curso de compliance

Diversas instituições de ensino corporativo estão oferecendo cursos de compliance, presenciais ou à distância. E há três bons motivos para que profissionais, de qualquer idade e qualquer formação, se matriculem em um deles.

O primeiro é a duração, que varia entre 40 e 60 horas, tempo suficiente para que o formando receba uma certificação que poderá incluir em seu currículo.

O segundo é a tendência do mercado de trabalho. Nos últimos anos, no Brasil e no exterior, o setor de compliance foi um dos poucos não afetados por crises.

E o terceiro é o recrudescimento da legislação punitiva às empresas públicas e privadas, que atropelam a ética e a moralidade, em detrimento dos interesses de seus parceiros comerciais e de seus próprios empregados.

Há dois milênios, o imperador romano Júlio César se divorciou de sua mulher, Pompeia, alegando que não bastava que ela fosse honesta, ela precisava estar acima de qualquer suspeita.

Nos milênios seguintes, essa máxima iria virar pelo avesso. No Brasil do século 20, infinidade de músicas populares glorificou a figura do malandro esperto, que se aproveitava da ingenuidade do otário.

Com os tentáculos das redes sociais revelando que essa prática está sendo cada vez menos tolerada, o compliance ganhou força como a face mais visível da empresa ética, aquela que, ou por crença pessoal de seus administradores, ou por receio de punições, se enquadra em um ambiente de respeito às leis e à moralidade.

Os cursos de compliance, inexistentes há apenas duas décadas, oferecem hoje uma boa oportunidade a quem se interessa por entender melhor, um dos setores que mais irá crescer nos próximos anos.

Max Gehringer, para CBN.

2017-12-21

Manual de compliance da CGU esclarece responsabilidade de gestores em corrupção - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 21/12/2017, com a sugestão de ler o Programa de Integridade, o manual de compliance da Controladoria Geral da União (CGU).

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Manual de compliance da CGU esclarece responsabilidade de gestores em corrupção

programa de integridade da cgu

Gestores que participam de negociações e tomam decisões temerárias, naquela zona cinzenta que se situa entre as boas intenções e a desonestidade, podem ser processados e cumprirem pena, caso sejam condenados.

De todas as medidas impostas pela lei anti-corrupção, chancelada em março de 2015, essa talvez seja a mais assustadora, principalmente para gestores que possam estar em dúvida quanto a própria responsabilidade, uma vez que suas ações, pelo menos aparentemente, têm o aval da alta direção.

Para que essa impressão de segurança não venha a se transformar em decepção, a CGU (Controladoria Geral da União) publicou um manual de compliance para empresas privadas brasileiras, de qualquer porte.

Chamado de Programa de Integridade, o manul oferece informações, para que gestores entendam até onde vai a sua conivência com eventuais ações anti-éticas da empresa.

O Programa de Integridade da CGU lista cinco pilares sobre os quais o compliance se assenta, mas os pilares de número 2 a 5 são totalmente dependentes do pilar número 1: comprometimento e apoio da alta direção.

Os proprietários e os principais executivos da empresa precisam passar, em seus discursos e em suas ações, a garantia de que a empresa é ética e íntegra. Os empregados precisam ter canais de comunicação para dirimir dúvidas ou fazer denúncias.

Aos gestores que estão na parte de cima do organograma, mas não ainda no topo dele, e aos jovens que ambicionam atingir cargos de gestão, fica a sugestão de ler a íntegra do Programa de Integridade da CGU, disponível na internet, para se certificar de que o compliance está sendo levado a sério por suas empresas.

Max Gehringer, para CBN.

2017-12-14

Compliance funciona como um antídoto contra a corrupção - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 14/12/2017, sobre como implantar um programa de compliance é um passo essencial.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Compliance funciona como um antídoto contra a corrupção

compliance

Quem assiste a filmes que se passam num futuro não tão próximo, mas não muito distante, já se acostumou com os enredos que, invariavelmente, mostram um mundo sombrio, apocalíptico e assustador, dominado por mega-corporações corruptas, cujos interesses escusos oprimem e perseguem a população honesta, ética e honrada.

Essa incômoda sensação de que o mal irá prevalecer, por ser mais forte e mais bem organizado, não ocorre por falta de uma legislação. Pelo contrário, existem leis para tudo. Também não ocorre por falta de controle. No Brasil, como se sabe, há agências reguladoras para praticamente todos os setores de atividade.

Mesmo assim, escândalos de corrupção têm sido um prato cheio para a mídia, tanto brasileira quanto mundial. Líderes que deveriam dar o exemplo são acusados de malversação e apropriação indébita. Empresários que foram exaltados por sua visão e sua trajetória, de repente são visto sendo encarcerados. Políticos que deveriam zelar pelos interesses de seus eleitores, estão ocupados em salvar a própria pele.

O antídoto para o apocalipse moral do mundo das negociatas se concentrou em uma palavrinha: compliance, que vem crescendo em forma e em alcance. O compliance é um sistema de aferição e controle adotado por empresas, públicas e privadas, para mostrar que elas não fazem parte do grupo da esperteza sem limites, que respeitam a ética e são transparentes nas ações e nas informações.

É claro que há uma grande distância entre dizer o que vai fazer e fazer o que deve ser feito. Mas implantar um programa de compliance é um passo essencial. Quem trabalha em uma empresa que não tem um, e nem quer ter, cedo ou tarde, descobrirá que está no filme errado.

Max Gehringer, para CBN.

2017-12-07

Empregado deduz a empresa ao observar o comportamento do seu superior imediato - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 07/12/2017, sobre como os chefes de primeira linha são fundamentais para programas de compliance darem certo.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Empregado deduz a empresa ao observar o comportamento do seu superior imediato

chefes

Neste século, a internet rolou como um tsunami, transformando tanto o comportamento pessoal através das redes sociais, quanto os procedimentos no mundo dos negócios.

Informações que ficavam restritas a poucos executivos, passaram a escapar do controle das empresas. As práticas de corrupção, que eram objetos de rumores, passaram a ser escancaradas em processos judiciais. Quem se lembra de algum empresário ou executivo que tenha sido preso por corrupção no século 20?

Essa nova dinâmica afetou primeiro as empresas maiores, sempre um alvo fácil quando fazem algo errado. Mas, em tempo, acabará afetando também as menores.

Para mostrar o seu compromisso com a ética, as grandes empresas adotaram um rol de novos termos, como integridade, transparência, sustentabilidade e governança. Amarrando tudo isso, elas implantaram o programa de compliance, com regras claras a serem cumpridas e que têm recursos, financeiros e humanos, alocados para assegurar esse cumprimento.

A literatura corporativa foi enriquecida com palavras e manuais, mas na cabeça dos empregados, fica uma simples pergunta: a minha empresa pratica o que fala? Porque uma das principais causas que levam programas de compliance à falência prematura é a cadeia de comando.

Um empregado deduz o que a empresa realmente é, ao observar o comportamento do seu superior imediato. Se o exemplo que está mais próximo do subordinado é inconsistente com o que a alta direção prega, a cadeia inteira se desmancha, por falta de credibilidade.

A constatação é que as primeiras linhas de chefia precisam ser reeducadas, para que bons programas de compliance não se percam em atitudes isoladas de líderes bem intencionados, mas mal informados.

Max Gehringer, para CBN.

2017-11-30

Brasil ainda engatinha na aplicação do compliance - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 30/11/2017, sobre o processo de criação/adoção de uma área de compliance.

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Brasil ainda engatinha na aplicação do compliance

compliance

Não é preciso ter doutorado para entender o conceito da ética nos negócios, ou a adoção de um sistema formal de compliance para assegurar o respeito a ela. Difícil é aceitar que isso precise ser feito.

Existem leis suficientes para que todos saibam o que se pode e o que não se deve fazer na condução dos negócios. Existem punições claramente definidas para quem se desvia da legislação.

Mesmo assim, muitas empresas se viram forçadas a adotar medidas para, simplesmente, tornar público que estão cumprindo com suas obrigações.

O processo funciona assim: uma empresa, pública ou privada, começa redigindo um par de frases simples, sobre a sua missão, a sua visão e seus valores.

Em seguida, é criado um caderno de intenções, chamado código de conduta, com um número de páginas nunca inferior a vinte, em que cada detalhe da operação é esmiuçado: relações com clientes e fornecedores, com os empregados, com outras instituições, com a sociedade, com o meio ambiente.

Obviamente, tudo o que for escrito já estará previsto em alguma lei ou fundamentado em parâmetros de moralidade.

Finalmente, é constituído um setor específico para acompanhar e auditar cada uma das fases do processo no dia-a-dia, para garantir que não haverá desvios de conduta. Esse é o setor de compliance.

Até aí, a empresa já terá gerado vários empregos novos e bem pagos, porque não é um trabalho fácil fiscalizar cada atividade que possa gerar um descaminho anti-ético.

O Brasil ainda está engatinhando nesse processo de adotar o compliance. Mas os recentes escândalos, de proporções abismais, mostram que somos um dos países que mais precisam exterminar a espertocracia, a nefasta praga de atropelar a ética para obter vantagens indevidas.

Max Gehringer, para CBN.

2017-11-24

Muitas empresas que implantaram compliance se envolveram em casos de corrupção - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 24/11/2017, sobre o compliance e como para ele ser efetivo, deve ter o esforço da alta direção.

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Muitas empresas que implantaram compliance se envolveram em casos de corrupção

compliance e corrupção

Ao implantar um programa de compliance, uma empresa atesta que deseja cumprir com toda a regulamentação legal a que esteja sujeita. E também a respeitar diretrizes morais e éticas no relacionamento com seus clientes e fornecedores.

Como já estamos cansados de ver nas notícias quase diárias sobre corrupção e malversação financeira, muitas empresas brasileiras, que haviam implantado seus setores de auto-fiscalização, fizeram exatamente aquilo que o compliance havia sido criado para impedir que fosse feito.

A dedução é elementar. Não adianta uma organização criar normas bem escritas para impressionar o mercado, se a alta direção não tiver como objetivo o total respeito aos procedimentos que ela mesma aprovou.

O ruim nessa história é que o conceito de compliance acabe sendo visto com desconfiança, e não como um atestado de idoneidade, e que acabe por minar os esforços daquelas instituições que levam a sério o procedimento ético.

O conceito de compliance, porém, vai além dos escândalos nossos de cada dia. Inicialmente, o compliance se limitava aos aspectos jurídicos e financeiros. Mas com o tempo, passou a envolver também os procedimentos operacionais das empresas.

Métodos, processos, especificações de materiais, dispositivos de higiene e segurança, tudo isso passou a integrar a relação de atividades sujeitas a avaliações constantes, que assegurem o respeito aos consumidores, aos contribuintes e, não menos importante, aos próprios empregados.

Ter trabalhado em uma empresa que caiu na boca do mercado por ser anti-ética, certamente não é a melhor referência para um futuro emprego.

Max Gehringer, para CBN.

2017-07-24

Compliance é uma declaração escrita de princípios a serem seguidos - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 24/07/2017, sobre como a ética e o compliance formam juntos o caráter de uma empresa.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Compliance é uma declaração escrita de princípios a serem seguidos

ética e compliance

Já faz algum tempo que o Brasil vem assistindo a uma carga de denúncias de corrupção e malversação de recursos, envolvendo, por um lado, políticos que foram eleitos prometendo acabar com esse tipo de situação vergonhosa e, do outro lado, instituições públicas e privadas que em seus próprios sites pregavam a ética como uma de suas bandeiras.

A sensação que fica para qualquer cidadão é a de que em qualquer lugar que se mexa, o lixo virá à tona, como se todas as empresas estivessem no mesmo saco. Não estão, ainda bem.

Em alguns comentários recentes, abordamos o tema do compliance, como uma área da empresa que cuida de seus princípios de moralidade e integridade.

É importante enfatizar que não é necessário que uma empresa tenha uma área de compliance para ser ética. Também é possível, como temos visto em diversos casos que vieram a público, uma empresa sem princípios éticos possuir em seu organograma uma área de compliance, que nesse caso funciona como um atestado de idoneidade emitido por falsários.

Então, para resumir o tema: o compliance é um setor da empresa que garante o cumprimento a tudo o que é determinado pela lei ou que tenha sido estabelecido pela empresa como seus propósitos de integridade junto aos próprios empregados, aos fornecedores e clientes e à população em geral. É, portanto, uma declaração escrita de princípios a serem seguidas.

A ética é o que leva a direção de uma empresa a constituir formalmente uma área de compliance e a assegurar que ela irá funcionar sem desvios. Juntos, a ética e o compliance formam o caráter de uma empresa.

Max Gehringer, para CBN.

2017-07-17

Área de compliance é subordinada ao dono da empresa - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 17/07/2017, sobre as oportunidades de carreira na área de compliance.

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Área de compliance é subordinada ao dono da empresa

compliance checklist

Vamos abordar hoje mais três questões relativas à área de compliance nas empresas, já que o tema é de interesse tanto para jovens profissionais que estejam planejando a carreira, quanto para quem esteja pensando em mudar a direção dela.

Primeira: a quem a área deve se subordinar? Preferencialmente, ao dono ou ao presidente da organização. Isso garante a sua independência em relação a todas as demais áreas.

Segunda: que graduação é exigida para alguém ser gestor em uma área de compliance? Não há exigência legal. Advogados, economistas ou engenheiros se dão bem nela, por ser uma área analítica, mas isso não elimina quem tenha outra graduação.

Profissionais que possuam experiência prática em várias áreas também são candidatos viáveis, até pela facilidade que já têm de conduzir diálogos entre setores de natureza diferentes.

Terceira: existem oportunidades de emprego nessa área? Em médio prazo, sim, porque essa á uma área nova, que só existe em empresas de grande porte e especialmente naquelas que têm ações negociadas em bolsa.

Mas, de todas as áreas que uma empresa de qualquer tamanho pode ter, a de compliance ainda é a que menos existe. E portanto é a que tem maiores possibilidades de vir a ser estruturada.

Várias escolas de negócio brasileiras oferecem cursos específicos, ou informativos de curta duração, ou mais longos, de pós-graduação. Cursar um deles irá enriquecer o currículo, mesmo que não gere uma oportunidade imediata de emprego. Mas quando ela surgir, já estar preparado será um belo diferencial.

Max Gehringer, para CBN.

2017-07-10

Como montar o setor de compliance em empresas? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 10/07/2017, sobre como montar um setor de compliance na empresa.

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Como montar o setor de compliance em empresas?

setor de compliance

Na semana passada fiz um comentário sobre compliance e acredito que muitos ouvintes tenham se perguntado: "Se eu trabalho em uma empresa que não tem esse setor, isso significa que ela está fazendo algo errado? E como é que se monta um setor desses?"

Para a primeira pergunta a resposta é: não necessariamente. A empresa pode ter as melhores intenções, mas sem um acompanhamento contínuo de medidas, ela pode não saber se as boas intenções estão sendo, de fato, colocadas em prática. O programa de compliance é que vai evitar os desvios, casuais ou propositais.

Para a segunda pergunta, como começar, partindo do zero e das boas intenções, a recomendação é contratar uma assessoria ou uma consultoria especializada. Além de listar tudo o que será necessário, ela ajudará a estabelecer um cronograma lógico e viável de implantação.

Parte indispensável desse programa é dar conhecimento dele a todos os funcionários. Mas o processo só irá funcionar se tiver apoio integral da alta direção.

Bem aplicado e bem conduzido, o compliance se transforma em um eficaz instrumento de marketing nas relações com o mercado e influi positivamente no ambiente interno da empresa. Isso porque uma coisa é um funcionário ler e ouvir que a sua empresa age com transparência, e outra coisa é ver medidas práticas que demonstrem a transformação das palavras em ações.

Outro ponto vital que uma consultoria irá colocar na mesa, já na primeira reunião, é que ética não tem nem preço nem jeitinho. Como povo, estamos precisando recuperara confiança em nossas instituições e a adoção do compliance já funciona como uma declaração de princípios éticos.

Max Gehringer, para CBN.

2017-07-03

O que é compliance? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 03/07/2017, sobre o que é compliance.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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O que é compliance?

compliance

O termo inglês "compliance" tem aparecido com cada vez mais frequência em textos corporativos. Então, aqui vão algumas informações sobre ele.

Empresas sempre tiveram um setor de auditoria, cuja finalidade é investigar se os dados contabilizados não apresentam discrepâncias. O setor de compliance também faz isso, mas vai muito além disso: ele engloba questões éticas, ambientais e de responsabilidade social.

Compliance significa o devido e irrestrito cumprimento das obrigações legais e morais, algo que o Brasil inteiro deseja ardentemente que seja feito por todas as empresas e, principalmente, por aquelas que afirmam ter integridade e transparência. Mas, como temos visto quase diariamente, não praticam o que pregam.

O compliance é um programa específico de ações. A direção da empresa define tudo o que vai ser feito, não apenas no tocante ao negócio em si, mas também nas relações com a comunidade e nos projetos para gerar medidas de caráter sustentável para futuras gerações. Estabelecido esse plano, uma equipe se encarregará de acompanhar diariamente se tudo o que foi prometido está mesmo sendo executado.

O compliance é, portanto, a cartilha de intenções das empresas modernas. Como consumidores e cidadãos, devemos nos interessar pelas empresas que se interessam por tudo o que nos afeta, além dos produtos ou serviços que adquirimos delas.

Max Gehringer, para CBN.

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