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2019-02-27

Empresa deve assumir o custo dos aplicativos usados pelos funcionários? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 27/02/2019, com um ouvinte que usa o celular pessoal para trabalhar.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Empresa deve assumir o custo dos aplicativos usados pelos funcionários?

aplicativo corporativo

Um ouvinte escreve: "Na empresa em que trabalho, diretores e gerentes têm celular corporativo. E nós, de outras funções, temos que usar os nossos celulares pessoais para nos comunicarmos. Temos um grupo que utiliza um aplicativo para agilizar tarefas e contatos, e acredito que hoje seja impossível não utilizar essa ferramenta. Só que ela tem um custo, e nós é que estamos pagando por ele. Como casos assim têm sido tratados no universo corporativo?"

Bom, primeiro, vou lhe dar uma notícia que deve deixá-lo estupefato: é perfeitamente possível viver e trabalhar sem usar aplicativos. Mas vamos à sua questão.

Quando uma empresa necessita que um funcionário se comunique com ela, via celular, ou faça trabalhos que necessariamente requeiram o uso de aplicativos, ela mesma proverá essas ferramentas.

Se funcionários decidem fazer isso por conta própria, como parece ser o caso de vocês, a empresa certamente irá elogiar a pró-atividade, mas duvido que se disponha a pagar por ela.

Os diretores e gerentes da sua empresa têm esse benefício porque ele é normalmente concedido a gestores de alto escalão. Mas empregados em geral não financiam gastos da empresa em que trabalham, eles recebem todos os equipamentos adequados para executar as tarefas.

A minha sugestão é que vocês parem de usar seus próprios aplicativos e celulares. Se eles forem indispensáveis, a empresa irá assumir o custo. Se ela não assumir, é porque eles não são indispensáveis.

Max Gehringer, para CBN.

2018-12-14

Como discernir o momento de emitir opinião ou de respeitar a hierarquia na empresa - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 14/12/2018, com um ouvinte que foi advertido pelo seu chefe sobre a maneira como ele se manifesta.

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Como discernir o momento de emitir opinião ou de respeitar a hierarquia na empresa

emitir opinião em reunião de trabalho

Escreve um ouvinte: "Sempre tive opiniões fortes e defendo meus pontos de vista quando necessário. Se for preciso falar alto, eu falo. Meu gestor me avisou que esse meu procedimento é incompatível com o ambiente que a empresa deseja ter. E eu pergunto se as empresas querem ter quem brigue pelo que acha certo, ou quem baixe a cabeça e aceite ordens com as quais não concorda?"

Bom, pensando no futuro da sua carreira, que eu espero seja longa e admirável, posso lhe assegurar que as empresas querem as duas coisas.

Por um lado, quem entenda e aceite que certas determinações superiores devem ser cumpridas, sempre que não sejam atentatórias à moral, à legislação e aos direitos humanos. A isso se dá o nome de respeito à hierarquia, cujo reverso é a baderna.

E por outro lado, as empresas querem quem as defenda perante o mundo, com opiniões fortes e falando alto, se for preciso.

Os empregados que sabem entender o momento de optar por uma atitude ou pela outra, são os que chegam a cargos de direção.

Se o seu gestor convocou você para uma conversa de advertência, é provável que você esteja defendendo pontos de vista que não são, necessariamente, os da empresa. Ou que extrapolam os limites da função que você ocupa e para a qual está sendo pago.

Seu gestor não está lhe proibindo de emitir opiniões, pelo contrário. Ele só está sugerindo que você avalie melhor se a situação e o momento requerem a veemência com que você se manifesta.

Max Gehringer, para CBN.

2018-11-22

Gosto de me expressar falando e minha chefe, escrevendo. Há algo que eu possa fazer? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 22/11/2018, com uma ouvinte tem problema em se comunicar com sua chefe, por ela preferir falar e a chefe, escrever.

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Gosto de me expressar falando e minha chefe, escrevendo. Há algo que eu possa fazer?

comunicação na empresa

Uma ouvinte escreve: "Eu e minha chefe temos uma barreira de comunicação. Eu gosto de me expressar falando e ela, escrevendo. Quando vou conversar com ela sobre algum assunto, ela me corta rapidinho e me pede para mandar por escrito. Há casos em que escrever toma um tempo enorme e uma simples conversa poderia resolver a questão, mas minha chefe não pensa assim. Há algo que eu possa fazer?"

Sim. Aperfeiçoar a sua habilidade de se comunicar escrevendo. Numa relação entre chefe e subordinado, quem determina o meio de comunicação é o chefe.

Mas eu concordo com você que escrever demais e falar de menos é um entrave. Numa conversa, é normal que surjam pontos que não estavam previstos anteriormente, e são solucionados de imediato. Já quem escreve precisa pensar em inúmeras hipóteses, e isso toma tempo e produtividade.

Pode ser que a sua chefe seja insegura e queira manter registrados todos os assuntos. Ou pode ser que ela faça isso por ser precavida, quando há algo que possa ser mal interpretado se for só falado.

De qualquer modo, eu lhe sugiro aprimorar a sua comunicação escrita com um exercício simples e fácil, que requer pouco tempo e nenhum investimento: pegar textos de parágrafos sobre qualquer assunto e resumi-los em uma frase sucinta e suficiente.

Além desse aprendizado ajudá-la no trabalho atual, se você souber falar bem e escrever bem, é muito provável que o seu futuro profissional seja melhor que o da sua chefe.

Max Gehringer, para CBN.

2018-11-15

Canal de comunicação para denúncias na empresa não pode ser banalizado - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 15/11/2018, com um ouvinte que se sente incomodado porque um colega chega atrasado.

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Canal de comunicação para denúncias na empresa não pode ser banalizado

canal de comunicação em empresas

Escreve um ouvinte: "Temos um colega de trabalho que chega atrasado quase todos os dias, três minutos, cinco minutos, às vezes até mais. Como o nosso registro de entrada é feito na base da confiança, sem marcação de ponto, nós nos aborrecemos ao ver um colega dar as caras quando o resto já está trabalhando. Nossa área não tem um chefe fisicamente presente, temos supervisão remota. Mas a nossa empresa dispõe de um canal, ao qual podemos encaminhar denúncias de desvio de conduta ética."

Opa! Parei de ler ao chegar nesse ponto. É isso mesmo? A sua empresa tem um canal, através do qual os colegas podem denunciar um colega que chega atrasado?

Eu só posso crer que a sua empresa deva ter criado esse canal de comunicação pensando em duas hipóteses. A primeira, de denunciar situações que possam comprometer a saúde da própria empresa, como apropriação indébita, por exemplo. E a segunda, a de reportar desvios morais graves, como racismo, assédio ou qualquer forma de discriminação.

Em minha opinião, toda empresa deveria oferecer essa possibilidade aos seus funcionários. Agora, relatar fatos menores que causam aborrecimento e classificá-los como desvio de conduta ética, me parece um tanto quanto exorbitante.

Talvez eu não tenha entendido a mensagem, mas se a entendi, neste momento os ossos de George Orwell devem estar sacolejando de felicidade na tumba.

Max Gehringer, para CBN.

2018-11-13

E quando surge aquele português ruim... Falar ou deixar pra lá? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 13/11/2018, com uma ouvinte que deu um conselho não solicitado a um colega e ele reagiu mal.

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E quando surge aquele português ruim... Falar ou deixar pra lá?

dando conselhos no trabalho

Escreve uma ouvinte: "Tive uma surpresa muito desagradável quando tentei ajudar um colega de trabalho. Ele comete muitos erros quando fala, e eu sugeri que uma imersão em português poderia ser útil para o futuro profissional dele.

Ao contrário do que eu esperava, ele ficou ofendidíssimo. E pior: começou a espalhar que eu era metida, enxerida e outros adjetivos depreciativos. Minha imagem com os colegas, que era boa, acabou ficando arranhada. E ainda não entendi o que fiz de errado."

Bom, você tomou a iniciativa de oferecer um conselho a alguém que não achou que estava precisando de um, antes de ser aconselhado. E não acreditou que estivesse, depois que foi. E eu lhe diria que essa é a reação mais normal nesse tipo de situação.

Entre colegas de trabalho existe uma espécie de código de conduta não-escrito. Se um deles estiver necessitando de um aconselhamento, ele é que irá escolher a quem irá pedi-lo.

Um oferecimento de bom grado, como ocorreu no seu caso, geralmente é visto como intromissão não solicitada. Além disso, costuma soar como uma crítica, e não como uma assessoria camarada.

Certamente você estava bem-intencionada, mas considere o seguinte: conselhos profissionais podem e devem ser dados por um superior a um subordinado, porque aí existe uma relação de autoridade.

Entre colegas, a melhor maneira de manter um bom relacionamento é elogiar. Dar conselho, só se o colega implorar por um.

Max Gehringer, para CBN.

2018-10-24

O que fazer quando o chefe não está disposto a te ouvir? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 24/10/2018, com um ouvinte que tem um chefe que nunca está disposto a ouvi-lo.

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O que fazer quando o chefe não está disposto a te ouvir?

conversando com chefe

Escreve um ouvinte: "Você já disse que um subordinado deve ir conversar com o chefe quando tem algum problema. Concordo que seja a medida mais apropriada, mas e se o chefe for do tipo que nunca está disposto a ouvir?

O meu é assim. Ele corta o assunto quase imediatamente e se levanta da cadeira para indicar que a conversa terminou. E se o subordinado permanece sentado, ele simplesmente sai da sala."


Uau. Eu sempre sugiro a conversa sem atrito, porque é assim que pessoas normais se entendem. Mas admito que alguns gestores escapem dessa normalidade. E seu chefe parece ser um deles.

Pode ser que ele tenha algum desvio psicológico. Mas, se tivesse, dificilmente teria chegado a uma posição de chefia. Pode ser que ele seja jovem e ainda imaturo, e por isso, fuja dos confrontos diretos. Ou pode ser que ele tenha tanto tempo de casa, que já perdeu a paciência depois de ouvir sempre as mesmas queixas.

Porém, por pior que o seu chefe lhe pareça, ele deve estar respaldado pelo superior dele. Talvez não seja elogiado por ser brusco, mas certamente não é criticado.

A opção que vejo é você escrever para ele, em vez de tentar dialogar. Há chefes que são melhores lendo e escrevendo, do que escutando e falando.

Se nem isso funcionar e se os seus colegas já se adaptaram ao estilo tosco do chefe, você poderia considerar uma mudança. Saia em busca de outro chefe, um que seja normal e receptivo. Existem muitos no mercado e você certamente encontrará o seu.

Max Gehringer, para CBN.

2018-10-18

Defendi minha empresa contra fake news em uma rede social e fui repreendido. Por quê? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 18/10/2018, com um ouvinte que recebeu uma notícia falsa sobre um produto de sua empresa, decidiu responder e foi repreendido pelo chefe.

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Defendi minha empresa contra fake news em uma rede social e fui repreendido. Por quê?

fake news redes sociais

Um ouvinte escreve: "Circulou na rede social de que participo, uma notícia falsa sobre um produto da empresa em que trabalho. Ao ver que pessoas do meu grupo estavam fazendo comentários e adicionando ainda mais insultos à mentira contada, eu decidi responder, fazendo uma defesa das condições de higiene da minha empresa, e da qualidade dos materiais e dos equipamentos que ela utiliza.

De algum modo, minha mensagem chegou ao conhecimento do meu superior, que me criticou e me mandou parar. Fiquei surpreso. Um funcionário, que saiu em defesa da empresa em que trabalha, não deveria ter sido elogiado?"


Nesse caso específico, não. Ao passar informações a um grupo heterogêneo de pessoas, muitas das quais poderão re-endereçar a sua mensagem a outras redes, você poderia estar revelando segredos industriais e dados confidenciais que a sua empresa quer preservar. E ela é que deve preparar um esclarecimento público, caso considere isso necessário.

Por outro lado, como essas notícias vêm se tornando mais comuns, empresas como a sua, que têm marcas conhecidas, já deveriam ter informado os funcionários como cada um deve proceder, caso receba uma notícia falsa, como reportar e a que área encaminhar.

Isso evitaria que iniciativas pessoais e bem intencionadas, como a sua, além de não resolver o problema da mentira, ainda possam criar um problema adicional: o da quebra de sigilo.

Max Gehringer, para CBN.

2018-10-08

'Meu gerente escreve vários emails errados, devo avisá-lo?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 08/10/2018, com uma ouvinte que tem um chefe que escreve errado.

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'Meu gerente escreve vários emails errados, devo avisá-lo?'

escrevendo e-mails

Uma ouvinte escreve: "Sou secretária executiva há 20 anos e meu atual gerente tem 29 anos de idade. Bom moço, muito competente, mas péssimo em português. Ele mesmo redige seus e-mails internos e eu fico assombrada com a quantidade de erros básicos que ele comete.

Já pensei várias vezes em alertá-lo para isso, mas não sei como. Fico pensando com meus botões como é que alguém conseguiu chegar ao cargo que ele tem, escrevendo como se tivesse fugido do ensino fundamental?"


Haha. Seus botões provavelmente lhe responderiam que ele chegou porque conseguiu escapar de testes de emprego que tivessem redações como pré-requisito.

Não sei como você poderia abordá-lo sem ofendê-lo, mas posso lhe dar algumas razões para você não fazer isso.

Primeira: escrever errado pode atrapalhar a carreira dele. Não é verdade, porque ele já chegou a gerente.

Segunda: escrever corretamente é dever de todo brasileiro. Verdade, mas isso não significa que qualquer brasileiro possa se auto-nomear revisor da gramática alheia.

Terceira: é ruim para a imagem da empresa. Pode ser, mas essa deve ser uma preocupação da direção da empresa.

E quarta: ter um chefe assim incentiva os subordinados a também não se preocuparem com o português. Verdade, mas bons resultados operacionais tendem a mascarar as deficiências.

Em resumo, os meus botões concordam com os seus, mas o português do seu gerente é problema dele. Ou, como ele escreveria, "poblema".

Max Gehringer, para CBN.

2018-09-11

É preciso saber quando se desculpar - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 11/09/2018, com uma ouvinte que sempre pede desculpas antes de falar qualquer coisa.

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É preciso saber quando se desculpar

pedir desculpas no trabalho

Uma ouvinte escreve: "Tenho o costume de pedir desculpas com muita frequência. Até começo frases com um 'Olha, me desculpe...', para depois dizer algo sem nada que precise ser desculpado. Não me sinto mal por ser assim socialmente, mas no trabalho, meu receio é que esse hábito esteja passando a impressão de que estou sempre errada."

Bom, para começar, vamos convir que é melhor trabalhar com alguém que pede desculpas por tudo, do que com um colega mais que perfeito, que nunca se desculpa por nada.

Mas o seu receio tem fundamento. No trabalho, uma pessoa que vive se desculpando faz com que alguns colegas assumam, em relação a ela, uma posição de superioridade, já que, aparentemente, quem por tudo se desculpa, pode levar a culpa por quase tudo. E, como você bem sabe, o que não falta no trabalho é gente querendo botar a culpa nos outros.

Mas voltando ao seu caso, ou você tem algum problema psicológico de longa data, e aí necessitaria da ajuda de um profissional do ramo, ou tem somente um cacoete de linguagem, e um bom curso de oratória a ajudaria a se livrar dele.

O importante, porém, é você conservar o que tem de bom, que é saber, prontamente e adequadamente, se desculpar quando cometeu algum erro, ou magoou alguém, ou criou algum problema.

Mas acredite que é bem mais difícil alguém aprender a se desculpar quando deve, do que será para alguém como você, se livrar de um incômodo repetitivo ao se expressar falando.

Max Gehringer, para CBN.

2018-09-07

Probabilidade de ser lembrado por um diretor com quem você trabalhou há três anos é remota - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 07/09/2018, com uma ouvinte que encontrou um diretor com quem já trabalhou, mas ele não a reconheceu.

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Probabilidade de ser lembrado por um diretor com quem você trabalhou há três anos é remota

evento de networking

Uma ouvinte escreve: "Tive uma má surpresa um dia desses. Encontrei-me, por acaso, em um evento, com um diretor de uma empresa em que trabalhei. Eu trabalhava no setor dele, nós nos cumprimentávamos todos os dias e ele sabia meu nome.

Saí da empresa faz três anos e ele continuou nela. Mas quando fui conversar com ele no evento, ele não se lembrou de mim, mesmo quando relatei que trabalhamos no mesmo escritório durante dois anos.

Me senti esnobada e desdenhada por essa postura pedante. E pergunto se eu deveria escrever para ele e dizer tudo o que eu gostaria de ter dito na hora?"


Bom, permita-me citar dois dados sobre a memória de gente normal. Primeiro: quanto mais pessoas alguém conhece, menor será o percentual daquelas de que irá se recordar.

Segundo: quanto mais alto for o cargo de um profissional, maior será a possibilidade de ele se esquecer daqueles que não ocuparam funções diretamente subordinadas a ele.

Juntando as duas coisas, eu lhe diria que seria remota a probabilidade de você ser lembrada por um diretor com o qual trocou somente cumprimentos diários, e que já não vê faz três anos.

Portanto, ao encontrar alguém com quem você trabalhou já faz algum tempo, é recomendável começar dizendo o seu nome e em que circunstâncias conheceu a pessoa.

Dessa forma, você dá a ela tempo e informações, para que ela não seja apanhada de surpresa. E possa ser, ou parecer, mais receptiva do que o seu diretor foi.

Max Gehringer, para CBN.

2018-08-30

O subordinado pode dar feedback ao superior? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 30/08/2018, com um ouvinte que tem um novo superior e quer dar a ele alguns aconselhamentos.

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O subordinado pode dar feedback ao superior?

feedback

Um ouvinte escreve: "Um novo coordenador foi contratado para o meu setor. Ele chegou com algumas ideias novas e está tendo dificuldades para colocá-las em prática. Mas, no geral, me parece ser uma pessoa com boas intenções.

Como já estou aqui faz três anos, sei o suficiente para poder ajudá-lo a se integrar melhor e mais rapidamente, e a não cometer eventuais erros que possam prejudicá-lo. Pergunto: como um superior recém-chegado iria interpretar o feedback de um subordinado que só está querendo colaborar?"


Vamos começar pelo feedback, que pode ter duas justificativas. Ou é uma obrigação, ou é uma questão de confiança.

Um superior tem a obrigação de oferecê-lo a seus subordinados, e com a devida frequência.

Já um feedback de um colega para outro só é bem aceito se, entre os dois, houver confiança mútua. Caso contrário, é intromissão indevida na vida alheia.

Com um superior, é a mesma coisa, só que os riscos são maiores. Portanto, a confiança deve preceder o aconselhamento.

Você precisa começar demonstrando ao novo coordenador que merece ser ouvido. E isso será adquirido pela observação atenta dele ao seu trabalho e à sua postura.

Pode demorar um mês ou talvez mais. E nesse meio tempo ele poderá se precipitar ou cometer erros, mas isso faz parte do aprendizado dele. Quando ele souber o suficiente, irá decidir a quem deve ouvir. Caso não seja você, seria bom você pedir a ele um feedback.

Max Gehringer, para CBN.

2018-07-27

Nenhum grupo de trabalho pode ter alguém que sempre tem mais razão que o resto - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 27/07/2018, com um ouvinte que participa de um grupo de trabalho e está com problemas.

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Nenhum grupo de trabalho pode ter alguém que sempre tem mais razão que o resto

grupo de trabalho

Um ouvinte escreve: "Faço parte de um grupo de trabalho em minha empresa. E temos reuniões semanais sobre ações que envolvem vários setores. Sempre fui direto e objetivo, e nunca deixo de manifestar a minha opinião sobre coisas que me parecem erradas.

Mas essa minha atitude parece incomodar aos demais membros do grupo, que preferem ser conciliatórios, para manter uma falsa harmonia. Só que ouvi um rumor de que posso ser excluído do grupo, porque alguns integrantes reclamaram do meu jeito impositivo. O que devo fazer? Falar com o grupo?"


Vamos lá. Não há mal algum em expôr opiniões com objetividade. Mas algo me diz que esse não deve ser o ponto que incomoda a seus colegas.

Minha experiência com grupos inter-setoriais de trabalho me mostrou que não existe alguém que sempre tenha razão, até porque nenhum dos participantes conhece profundamente o trabalho dos demais.

Por isso, ouvir e acatar uma opinião alheia é visto como um voto de confiança a um colega, e não como uma discussão perdida.

Muito provavelmente, você não muda de opinião, mesmo quando o resto do grupo já concordou em ir na direção contrária à sua. E nenhum grupo pode ter alguém que sempre sabe mais do que o resto. Se fosse assim, o grupo nem precisaria existir.

Então, sim, fale com o grupo e diga que você fará um esforço para deixar de ser a voz sempre discordante. Ou, se isso lhe parecer impossível, peça, você mesmo, para sair do grupo.

Max Gehringer, para CBN.

2018-07-04

Cobramos de jovens profissionais as mesmas coisas que não gostávamos que nos cobrassem - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 04/07/2018, com um ouvinte que está cansado de não se fazer ouvir por profissionais mais jovens.

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Cobramos de jovens profissionais as mesmas coisas que não gostávamos que nos cobrassem

jovens profissionais

Um ouvinte escreve: "Sou gerente de primeira linha de uma organização de porte. E estou cada vez mais preocupado pela dificuldade que os jovens mostram para ouvir. Não raramente, sou interrompido no meio de uma frase, por alguém com metade da minha idade e 1% da minha experiência, para escutar que a pessoa já entendeu tudo o que eu mal comecei a falar. Será que estamos diante de uma geração de profissionais hiperativos, que já chega ao mercado de trabalho sabendo tudo o que a minha geração levou décadas para compreender?"

Bom, eu não sei se isso irá contribuir para minorar a sua sofrência de primeira linha, mas vou lhe confessar algo.

Quando eu tinha 20 anos, eu não ouvia o que os outros me diziam, porque eu achava que sabia mais do que eles.

Quando eu tinha 30 anos, eu não ouvia o que os outros me diziam, porque eles achavam que sabiam mais do que eu.

E quando eu tinha 40 anos, os outros é que não me ouviam, pelos mesmos motivos que eu costumava não ouvir os outros.

Embora eu tenha aprendido que saber escutar é a base para tomar boas decisões, e me esforçado bastante para evitar falar quando deveria ouvir, a verdade é que nós cobramos dos jovens aquilo que não gostávamos que cobrassem de nós, quando nós tínhamos a idade deles.

Lembro-me que um dia, um professor de antropologia me explicou a inevitabilidade dessa obstinação adolescente. Mas acho que não prestei muita atenção.

Max Gehringer, para CBN.

2018-05-10

Nunca responda mensagens mal-educadas de imediato - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 10/05/2018, com uma ouvinte que respondeu uma mensagem injuriosa e acabou sendo penalizada.

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Nunca responda mensagens mal-educadas de imediato

respondendo e-mails

Escreve uma ouvinte: "Respondi a uma mensagem injuriosa, que recebi de um colega de outro setor da empresa, e bati de volta no remetente. Para minha surpresa, o ofendido levou o caso ao conhecimento do meu gerente, que me advertiu verbalmente.

Pior que isso, o gerente me disse que eu vinha sendo considerada para uma eventual promoção. Mas, para merecê-la, eu teria que aprender a lidar melhor com meu destempero. Posso ter me excedido um pouco no que escrevi, mas o fulano que começou a encrenca saiu ileso e não sei bem como digerir esse mal entendido."


Bom, uma dica para você e muitos ouvintes: a facilidade tecnológica da resposta instantânea tem um lado perverso.

Em redes sociais existe até um acordo informal de que mensagens recebidas precisam ser retornadas de imediato, para demonstrar o interesse em participar do grupo.

O resultado é que todos os dias há notícias sobre gente se explicando nas redes, por ter postado antes de ter pensado. Em empresas, como você aprendeu da pior maneira, o desfecho de uma resposta impensada pode ser muito prejudicial.

A recomendação é nunca responder de bate-pronto a algo que lhe tenha deixado enfurecida. Redija a resposta, aguarde meia hora, leia novamente com mais calma, retire do texto o que for ofensivo, deixe o que for profissional e só aí encaminhe a mensagem.

Em comunicações diretas, a tecnologia tanto pode ser um atalho quanto uma armadilha.

Max Gehringer, para CBN.

2017-10-26

Para convencer o gestor, pergunte em vez de afirmar - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 26/10/2017, sobre como fazer um gestor que não admite ser contrariado a prestar mais atenção.

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Para convencer o gestor, pergunte em vez de afirmar

convencer pessoas

Um ouvinte escreve: "Sempre fui de defender minhas opiniões quando tenho certeza do que estou falando, mas tenho um gestor que não admite ser contrariado. Como posso fazê-lo prestar mais atenção a meus argumentos?"

Você pode adotar uma estratégia com três passos.

Primeiro: não afirme, pergunte. Em vez de dizer o que você acha, coloque a sua opinião em forma de questão. Por exemplo: "Gestor, o que o senhor acha de fazermos desta maneira?" Isso já começa indicando que no fim a decisão será dele, o que reduz bastante o possível atrito.

Segundo: não altere seu tom de voz durante a conversa. Manter o controle durante uma discussão sempre desarma o oponente. E querer falar mais alto que o chefe nunca é a tática mais eficaz.

Terceiro: seja seletivo. Nem todo assunto merece um confronto. Há temas, cujo desfecho, qualquer que seja ele, não irá tirar o seu apetite e nem o seu sono. Há uma diferença entre você defender uma opinião por dia e uma por hora. A recorrência contínua costuma fazer com que alguém simplesmente deixe de ser escutado, enquanto consultas esparsas tendem a merecer maior atenção.

Entendo que você esteja procurando colaborar com o seu gestor, mas tenha em mente de que é ele quem responderá pela decisão final. Como subordinado, o seu papel é fornecer a ele elementos para não errar. Como gestor, é do interesse dele ouvir boas sugestões que sejam feitas de modo adequado.

Max Gehringer, para CBN.

2017-09-22

Sinceridade no ambiente do trabalho pode causar problemas - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 22/09/2017, com um ouvinte que foi dispensado de seu último emprego por ser contestador e agora está com dificuldades nas entrevistas de trabalho.

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Sinceridade no ambiente do trabalho pode causar problemas

sinceridade no ambiente de trabalho

Um ouvinte escreve: "Trabalhei quatro anos em uma empresa. Nunca tive problemas de relacionamento, mas sempre fui visto, e com razão, como alguém que não aceitava passivamente tudo o que os chefes diziam ou mandavam fazer. Quando eu tinha algo a dizer, dizia. E isso me fez ser rotulado como um funcionário descontente, o que eu não era. Meu interesse era o de fazer com que meu próprio trabalho fosse cada vez melhor e mais produtivo.

Mas minhas atitudes foram interpretadas de modo oposto e acabei sendo demitido em uma lista de cortes. Estou agora enfrentando entrevistadores que parecem desconfiar de minha sinceridade quando afirmo que não tive nenhum problema em meu trabalho. Como posso convencê-los do contrário?"


Bom, você teve problemas no trabalho, pelo menos do ponto de vista da empresa que o demitiu. Seria mais conveniente você admitir isso do que tentar convencer um entrevistador de que foi dispensado mesmo sendo um subordinado exemplar.

Se você está conseguindo entrevistas, isso significa que o seu currículo chama a atenção. O único ponto é o da dúvida quanto ao comportamento que você irá ter em relação às determinações que receberá da chefia, já que você, aparentemente, está deixando claro nas entrevistas que foi um inquisitivo e contestador, com causa e com razão. Quanto mais você bater nesse ponto, menor será a sua chance de ser contratado.

Max Gehringer, para CBN.

2017-08-28

Indiferença por hábito é comum em reuniões de trabalho - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 28/08/2017, com um ouvinte que não consegue atrair a atenção para si em reuniões de trabalho.

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Indiferença por hábito é comum em reuniões de trabalho

reunião de trabalho entediante

Um ouvinte escreve: "Nas reuniões do meu departamento, eu gosto de oferecer pontos de vista sobre os temas em discussão, mas fico com a impressão de que ninguém está prestando atenção quando eu falo."

Vamos lá. Você pode estar sendo vítima de algo chamado de "indiferença por hábito". Em reuniões de que participam sempre as mesmas pessoas, como é o caso que você mencionou, a atenção geral se desliga quando os outros acham que não vão ouvir nada relevante.

Não estou afirmando que suas intervenções não tenham relevância, mas apenas que elas não estão despertando atenção imediata. Isso ocorre por dois motivos:

O primeiro, que não deve ser o seu caso, é que há pessoas que querem opinar sobre tudo, mesmo quando isso não é necessário e, de forma geral, só repetem o que já foi dito.

O outro motivo é uma questão de técnica. Para conseguir atenção, é preciso iniciar com uma frase curta, que mostre qual é a dimensão do problema.

Se o participante começar contando detalhes que poderiam ser adicionados posteriormente, a atenção tende a ir diminuindo na medida em que as explicações se expandem. Depois de algumas reuniões, todos já assumem que irão ouvir uma longa história e isso gera o desinteresse por hábito.

A sugestão é começar com uma frase que irá fazer com que todos digam: "O QUÊ?" E daí em diante, você terá a atenção que merece.

Max Gehringer, para CBN.

2017-08-25

Não é normal que chefes mandem mensagens fora do horário de expediente - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 25/08/2017, com um ouvinte que tem um chefe que lhe envia mensagens fora do horário de expediente.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Não é normal que chefes mandem mensagens fora do horário de expediente

mensagens de trabalho fora expediente

Um ouvinte escreve: "Tenho um chefe que me manda mensagens fora do horário de expediente, e mesmo em finais de semana, me pedindo dados e informações sobre algum trabalho que ele está fazendo. Eu entendo que ele queira mostrar serviço aos superiores dele e talvez ele até tenha sido promovido por trabalhar tanto, mas eu tenho a minha vida e os meus compromissos fora da empresa. E não gosto de interromper algo pessoal que esteja fazendo para atender a pedidos urgentes do meu chefe. Como posso pedir a ele para me dar uma trégua?"

Bom, o que você deveria dizer a ele é o seguinte: "Chefe, quando fui contratado, ninguém me disse que eu deveria ficar a disposição da empresa 24 horas por dia, 7 dias por semana. E de agora em diante, não atenderei mais a seus pedidos fora de hora."

Você estaria coberto de razão, mas dizer isso não vai mudar o destempero profissional do seu chefe. Pelo contrário, ele deixará de ver em você um subordinado obediente e prestativo. Porque se ele é como ele é, ele não entende que os outros não sejam como ele quer.

Se somente o seu chefe for assim, tente uma transferência para outro setor da empresa. Se todos os chefes da sua empresa são assim, procure outra empresa que seja normal, porque a sua não é.

Se o seu chefe não entende que ele não é o dono dos subordinados e a empresa dá a impressão de que ele é um modelo a ser seguido, nada do que você diga vai mudar o comportamento desvairado dele ou a cultura medieval da empresa.

Max Gehringer, para CBN.

2017-08-16

Empresas podem ter acesso a e-mails de funcionários? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 16/08/2017, sobre como empresas podem ter ler os e-mails dos funcionários, desde que esse e-mail seja o da empresa.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Empresas podem ter acesso a e-mails de funcionários?

privacidade online

Uma ouvinte escreve: "A empresa em que trabalho baixou uma norma, informando que nossos e-mails podem ser lidos a qualquer momento, por nosso chefe ou alguma outra autoridade que a empresa determine. Isso não seria invasão de privacidade?"

Não se o endereço do e-mail for o da empresa. Em termos bem simples: a empresa recebe mensagens, que são endereçadas a um determinado empregado, mas isso não torna esse empregado proprietário do e-mail. Tudo o que transcorre nele é do interesse da empresa, que pode acessá-lo quando e se achar conveniente.

A questão é: por que a sua empresa tomou essa atitude? Seria por temer que informações confidenciais possam estar circulando indevidamente? Ou por achar que alguns empregados estejam gastando muito tempo trocando mensagens particulares? Algum motivo sempre existe e o mais provável é que algum e-mail gerado na empresa trouxe algum tipo de prejuízo, material ou moral.

Mas eu concordo com você que decisões desse tipo, embora legais, precisam ser melhor explicadas, para não passar a todos uma impressão de desconfiança que possa ter surgido em relação a um ou outro caso isolado.

Por outro lado, empresas estão cada vez mais preocupadas com a rapidez com que informações internas acabam repercutindo em redes sociais. E por isso, tentam impor práticas permitidas legalmente, o que é o caso do e-mail.

Max Gehringer, para CBN.

2017-08-09

No ambiente de trabalho é preciso filtrar comentários - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 09/08/2017, com um ouvinte que tem um colega mais velho de empresa que vive dizendo como as coisas funcionam na empresa.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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No ambiente de trabalho é preciso filtrar comentários

ouvindo

Um ouvinte escreve: "Estou faz pouco tempo nesta empresa e tenho um colega de trabalho, já bem antigo de casa, que vive me dizendo como as coisas funcionam na empresa, sem que eu nunca tenha perguntado nada a ele. Estou em dúvida se ele realmente deseja me oferecer conselhos úteis ou se ele está querendo mostrar que sabe mais sobre a empresa do que realmente sabe?"

Bom, permita-me colocar as coisas da seguinte maneira: se ele está na empresa há muito tempo, desempenhando a mesma função, isso é um indicativo de que ele não sabe como a empresa, de fato, funciona. Pelo menos, não em termos do que um empregado precisa fazer para progredir na carreira.

O segundo ponto é que esse colega talvez possa ter se frustrado com algumas decisões passadas da empresa em relação a ele. E esteja considerando que as mesmas decisões que não o favoreceram, se aplicam a todo e qualquer funcionário.

Minha sugestão seria a seguinte: ouça o que ele diz, mas procure prestar mais atenção às atitudes do seu chefe direto. E se você tiver alguma dúvida em relação a qualquer procedimento interno, sempre pergunte diretamente a seu chefe.

É verdade que, sendo antigo de casa, esse seu colega sobreviveu a muita coisa. Mas talvez você não esteja apenas querendo sobreviver, como ele fez. Portanto, não descarte tudo o que você ouve, mas use o seu bom senso para filtrar o que poderá mover a sua carreira ou deixá-la parada no tempo.

Max Gehringer, para CBN.

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