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2018-04-12

Ação trabalhista pode ser empecilho na contratação em uma nova empresa - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 12/04/2018, com um ouvinte que está tendo dificuldade em achar um novo emprego, e está em dúvida se o problema é a sua idade ou o processo trabalhista que moveu contra a empresa anterior.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Ação trabalhista pode ser empecilho na contratação em uma nova empresa

ação trabalhista

Um ouvinte escreve: "Fui gerente comercial de uma empresa durante 20 anos, mas perdi o emprego em uma reestruturação. Movi uma ação trabalhista contra a empresa e comecei a procurar recolocação. Mas já fiz entrevistas em várias empresas de grande porte e não fui contratado por nenhuma. Estou chegando aos 50 anos e fico em dúvida se o problema é a minha idade ou o processo trabalhista."

É um pouco das duas coisas. Começando pela idade, as suas chances de emprego seriam melhores em empresas de porte médio, que apreciam mais a experiência e os resultados em curto prazo. Empresas maiores tendem a contratar gerentes mais jovens que possam desenvolver uma carreira.

Quanto à ação trabalhista, empresas grandes tendem a ser muito mais minuciosas na checagem de antecedentes profissionais dos candidatos a cargos de gestão.

Não estou afirmando que você não deveria ter movido a ação, muito pelo contrário. Acredito que tenha feito isso com consciência de seus direitos e de cabeça fria. Porém, na hora de uma contratação, a existência desse processo é, sim, um empecilho.

Considere também a possibilidade de usar a sua vasta experiência para se tornar um consultor autônomo, e prestar serviços a empresas de menor porte, que não podem arcar com o custo de um gerente fixo, mas que pagariam por serviços pontuais.

A vantagem, nesse caso, é a de que a sua idade funcionará a seu favor. Empregados envelhecem e consultores amadurecem.

Max Gehringer, para CBN.

2017-02-13

Empresas de pequeno e médio porte precisam de consultores experientes - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 13/02/2017, com um ouvinte que perdeu o emprego, não conseguiu recolocação, mas pode pensar em se tornar um consultor.

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Empresas de pequeno e médio porte precisam de consultores experientes

consultoria

Um ouvinte escreve: "Faz oito meses, fiquei desempregado pela primeira vez em minha vida, depois de 20 anos de carreira. Quando recebi a notícia do meu desligamento, não me preocupei muito porque eu tinha um currículo com passagens por boas empresas e uma formação apreciável. Achei que conseguiria outro emprego sem muita dificuldade, mas isso não aconteceu. E a cada dia que passa, me sinto mais melancólico. Comecei até a tomar remédios para manter o equilíbrio emocional, algo que nunca havia feito na vida. Já conversei com todos os contatos pessoais e profissionais de que pude me lembrar, mas nada surgiu. Você pode me dar uma luz?"

Sim. Você fez o que era natural. Ao perder o emprego, procurou outro semelhante. Ao não encontrar um, se desestruturou.

Você deve conhecer pelo menos uma pessoa que preste consultoria autônoma. Converse com ela. Pergunte como ela começou, como divulgou o serviço e como conseguiu os primeiros clientes. Com uma hora de conversa, você já perceberá que possui qualificação igual, senão melhor, para fazer a mesma coisa.

Empresas de pequeno e médio porte precisam de consultorias pontuais de profissionais experientes e bem formados, como é o seu caso.

É uma oportunidade para uma virada na carreira. Vale a pena você averiguar, até porque, pensando no longo prazo, a consistência de um emprego fixo irá se assemelhar cada vez mais a uma geleia do que a um bloco de concreto.

Max Gehringer, para CBN.

2016-11-23

'Posso me recusar a ser avaliado por uma consultoria?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 23/11/2016, com um ouvinte que irá passar por uma avaliação de uma consultoria no seu emprego.

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'Posso me recusar a ser avaliado por uma consultoria?'

consultoria avaliação de desempenho

Um ouvinte escreve: "Estou em uma empresa já faz quase 20 anos e ocupo uma função gerencial há mais de 10. Nunca tivemos processos formais de avaliação, mas agora, de repente, a direção contratou uma consultoria para avaliar as funções de gestão e os ocupantes. O trabalho que executo é de pleno conhecimento e jamais fui criticado por ninguém, e o mesmo se aplica à minha conduta. Pergunto: qual poderia ser o motivo dessa avaliação extemporânea e se posso me recusar a ser avaliado?"

Bem, o motivo pode ser uma adaptação às melhores práticas de recursos humanos. Depois de tantos anos, a sua empresa decidiu que precisa ter um processo formal de avaliação. Como não tem nenhuma experiência para isso, ela contratou uma consultoria especializada.

Esse seria o motivo otimista. Já o pessimista seria o de que a sua empresa está pensando em eliminar algumas funções e seus respectivos ocupantes. E contratar uma consultoria seria uma maneira de mostrar que o processo será neutro.

Porém, em qualquer das duas situações, não me parece recomendável que alguém se recuse a ser avaliado.

Caso você participe, o que posso lhe sugerir é não ver o avaliador como um inimigo ou um adversário, e nem se mostrar impaciente com algumas perguntas que lhe pareçam fúteis ou provocativas.

No fim, talvez a empresa até descubra que você deveria ser promovido ou ganhar um aumento. Ou, no mínimo, que é o profissional perfeito para fazer o que faz.

Max Gehringer, para CBN.

2016-11-17

'Como abordar com o gestor que recebi propostas para ganhar mais?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 17/11/2016, com uma ouvinte que trabalha numa grande consultoria e recebe propostas para mudar de emprego.

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'Como abordar com o gestor que recebi propostas para ganhar mais?'

consultorias

Uma ouvinte escreve: "Estou faz um ano em uma das quatro grandes empresas de consultoria do Brasil. Para minha surpresa, nos últimos três meses, recebi duas propostas para mudar de emprego. Foram feitas por empresas de porte médio, mas os valores foram bastante atrativos. Decidi não aceitar porque acredito que posso evoluir mais ficando onde estou, mas as propostas me deram a impressão de que o mercado está pagando bem mais do que eu ganho aqui. Pergunto como devo abordar essa situação com o meu gestor?"

Você pode falar abertamente e sem preocupação, porque não será novidade para o seu gestor.

A consultoria em que você trabalha, assim como as congêneres dela, são bastante conhecidas no mercado por serem ótimas formadoras de talentos. Elas recrutam bons candidatos diretamente nas faculdades e proporcionam a eles um aprendizado exemplar. Em troca, oferecem salários na média do mercado ou até um pouco abaixo dela.

Sabendo disso, empresas menores podem oferecer remuneração melhor, mas não necessariamente a possibilidade de uma carreira melhor em médio prazo. Acredito que o seu gestor lhe dirá tudo isso quando você for falar com ele.

E em minha opinião, você fez bem em ficar. Novas propostas poderão surgir nos próximos anos e você terá bem mais chances de ser procurada por uma grande empresa estando na consultoria, do que se estiver em uma empresa de porte médio.

Max Gehringer, para CBN.

2016-09-19

'É viável criar um serviço de consultoria a distância?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 19/09/2016, com um ouvinte que pretende criar um serviço de consultoria a distância.

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'É viável criar um serviço de consultoria à distância?'

coach online

Um ouvinte escreve: "Passei dos 40 anos e tenho uma carreira bem sucedida como gestor. Estou empregado e não corro nenhum risco imediato de ficar sem emprego, mas já comecei a pensar no que pretendo fazer pelos próximos 20 anos. Pensei em criar um serviço de consultoria a distância, para jovens que estão ingressando no mercado de trabalho. Você acha uma ideia viável?"

Não apenas ela é viável, como já existe. Chama-se coach online.

A melhor maneira de começar é postando um vídeo de 3 minutos no Youtube. Nele, você explicaria o que fez na sua vida profissional, as muitas decisões de carreira que precisou tomar e se colocaria à disposição dos interessados para uma conversa online de uma hora, na qual esclareceria dúvidas e daria aconselhamentos.

O preço inicial precisaria ser atrativo e convidativo, para que você comece a construir uma base de consulentes, que o ajudariam a consolidar o serviço, através de depoimentos sobre a eficácia dos seus ensinamentos.

A questão está em como a sua empresa atual veria a sua incursão no mundo digital. Há empresas que demandam dedicação integral de seus empregados. E ver um deles partir para uma atividade paralela e pública pode ser um entrave. Se a sua empresa não vê problemas, vá em frente.

Uma última dica: se você nunca teve experiência como coach, faça um curso para se preparar. Porque oferecer conselhos é diferente de prestar uma consultoria profissional.

Max Gehringer, para CBN.

2016-08-22

'Contratar consultor não é coisa de empresa grande?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 22/08/2016, sobre pequenas empresas contratarem consultores externos.

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'Contratar consultor não é coisa de empresa grande?'

consultoria

Um ouvinte escreve: "Tenho uma pequena empresa com 30 funcionários. Estou sobrevivendo até que bem, mas sinto que me faltam conhecimentos em algumas áreas. Já me disseram que eu poderia contratar um consultor, mas fico pensando se isso não é coisa de empresa grande."

Não, não é. Grandes instituições contratam grandes empresas de consultoria porque há muito trabalho a ser feito e muitos dados a serem levantados e analisados. E isso tudo requer o trabalho conjunto de muitos profissionais.

Empresas pequenas, como a sua, podem se beneficiar do trabalho temporário de um único consultor com prática e conhecimento em uma área específica, que você desconheça.

Portanto, sim, contrate um consultor. De preferência um que lhe possa ser recomendado por alguém a quem ele já prestou um bom serviço.

Além disso, estamos em um momento bem propício para que pequenos empresários possam buscar uma consultoria, porque muitos profissionais excelentes perderam o emprego em função da crise e se tornaram consultores autônomos. Eles trazem uma inestimável experiência adquirida na vida prática e são pé no chão, assim como você.

Além disso, como você descobrirá, ao pesquisar, eles não são caros e o que você for gastar irá retornar em curto prazo.

Depois de contratar o primeiro consultor e ver o que ele pode agregar de imediato à sua empresa, você perderá qualquer receio que possa ter em relação a consultorias.

Max Gehringer, para CBN.

2016-07-18

'Devo me preocupar com a contratação de uma consultoria externa na empresa?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 18/07/2016, com uma ouvinte que trabalha numa grande empresa que contratou uma consultoria externa.

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'Devo me preocupar com a contratação de uma consultoria externa na empresa?'

consultoria externa

Uma ouvinte escreve: "Trabalho em uma empresa de grande porte que contratou uma consultoria externa. De repente um bando de gente estranha chegou e começou a nos fazer perguntas sobre o que fazemos e como fazemos. O nosso superior nos disse que o objetivo da consultoria é apenas o de validar nossos procedimentos e processos, para que a empresa se fortaleça ainda mais. Só que ele falou isso como se estivesse lendo um livro, e não emitindo uma opinião própria. Minha dúvida é: devo me preocupar?"

Sim, você deve. Eu nunca conheci uma consultoria que passasse por uma empresa e emitisse um relatório dizendo: "Está tudo ótimo, parabéns, continuem assim e aqui está a conta."

Ao contratar uma consultoria, uma empresa já sabe que tudo não está ótimo. E consultorias se pagam com reduções de gastos, o que inevitavelmente implica em demissões.

Porém tem também o outro lado. Há funcionários que colaboram com os consultores, prestando todas as informações e mostrando-se dispostos a cooperar. E há outros que ignoram os consultores, fazem piada sobre eles e demonstram evidente má vontade. Se houver demissões, esse segundo grupo estará muito mais a perigo do que o primeiro.

Minha sugestão: seja prestativa e não transforme a sua preocupação em raiva ou descaso. Eu já vi muita gente ser promovida depois de uma consultoria. E espero que você também possa vir a ser.

Max Gehringer, para CBN.

2016-05-05

Qual a melhor maneira de começar a carreira de consultor autônomo? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 05/05/2016, sobre como um recém-formado em engenharia já com uma certa idade pode começar uma carreira de consultor autônomo.

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Qual a melhor maneira de começar a carreira de consultor autônomo?

consultor empresarial

Escreve um ouvinte: "Tenho 46 anos, formação técnica em mecânica e daqui há um ano vou me formar em engenharia, um sonho antigo que não me foi possível realizar há mais tempo. Em função da minha idade, penso em me tornar um consultor autônomo, já que possuo muito conhecimento prático e vou agregar a ele uma boa base teórica. Pergunto: qual seria a melhor maneira de começar essa nova etapa?"

Bom, primeiro, parabéns pela dedicação. Como você mostrou, sonhos não têm idade.

Eu lhe recomendaria passar um tempo, um ano talvez, trabalhando como engenheiro em uma empresa. Ou nesta que você está agora, caso esteja empregado, ou em alguma na qual trabalhou e que lhe desse essa oportunidade.

Mesmo que não seja uma posição de alto nível, como engenheiro titular de um setor, a experiência iria lhe proporcionar uma visão prática de burocracia, legislação e outros detalhes que você só aprendeu na faculdade.

Depois disso, você poderá se estabelecer como autônomo e precisará encontrar clientes. Eu lhe sugiro começar por empresas de pequeno porte, aquelas que não podem pagar um engenheiro em tempo integral, mas que pagariam pelos serviços de alguém que pudesse trazer, em curto prazo, sugestões de produtividade e melhorias.

Uma boa maneira de você começar a sua busca é através da Associação Comercial e Industrial da sua cidade. Faça um contato, consiga uma lista de empresas e envie a elas propostas detalhando o que você poderia oferecer por um preço justo e acessível.

Pode ser que você não encontre uma de imediato. Mas depois que encontrar a primeira e fizer um bom trabalho, outras aparecerão.

E o bom de tudo isso, considerando-se a sua idade, é que você poderá ter uma carreira muito mais longa do que a que teria como empregado.

Max Gehringer, para CBN.

2015-09-23

'Minha empresa não é muito aberta a novas ideias' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 23/09/2015, com um ouvinte que tem várias ideias, mas a sua própria empresa é reticente em aceitá-las, e ele espera talvez vender essas ideias a outras empresas.

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'Minha empresa não é muito aberta a novas ideias'

novas ideias

Um ouvinte escreve: "Tenho várias ideias que poderiam ser implementadas em minha empresa. Mas, infelizmente, ela não é uma empresa que aceite ideias novas. Sinto-me tentado a oferecer essas ideias a outras empresas, em troca de um benefício financeiro, mas creio que seria anti-ético eu oferecê-las a terceiros, sem dar antes, uma oportunidade à minha própria empresa. Você teria alguma sugestão?"

Sim. Peça a conta e abra uma consultoria. Permita-me ponderar, apenas para esclarecer, que alguns detalhes em sua explanação, além de atropelar a ética, ainda enveredam pelas vias legais.

Se um empregado tem algum projeto, sugestão ou ideia que possa beneficiar a empresa, ele já está sendo pago para oferecê-los. Faz parte da remuneração. E se a empresa colocar a ideia em prática e lucrar com ela, legalmente o empregado não tem direitos adquiridos sobre a autoria dela. Pode não lhe parecer justo, mas é o que diz a lei.

vender ideias a outras empresas, enquanto for empregado de uma, resulta em demissão sumária por justa causa.

Portanto, para poder se beneficiar financeiramente da sua criatividade, você precisa se desligar de um empregador e se estabelecer como consultor autônomo. Outra opção seria a de conseguir uma vaga em uma empresa de consultoria e negociar antecipadamente com ela, uma parcela daquilo que eventuais clientes conseguirem com os projetos que você apresentar e implantar.

Resumindo, sinto dizer que você não pode vender ideias à empresa que paga o seu salário.

Max Gehringer, para CBN.

2015-08-27

Não preste consultoria para uma empresa concorrente - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 27/08/2015, com um ouvinte que foi convidado a prestar consultoria para uma empresa do mesmo setor da empresa em que trabalha.

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Não preste consultoria para uma empresa concorrente

consultoria

Um ouvinte escreve: "Em meu contrato de trabalho está escrito que não posso exercer e nem orientar atividades que possam concorrer com os negócios da empresa em que trabalho. Acontece que surgiu uma oportunidade para prestar consultoria a uma empresa do mesmo ramo, só que em outra cidade. Se eu prestar essa consultoria como autônomo, ou seja, não como empregado, mas como pessoa jurídica, isso poderia me trazer problemas caso a minha empresa atual descobrisse?"

Bem, para começar, um profissional pode ter dois ou mais empregos, desde que um não interfira nos horários do outro. Por exemplo, alguém que trabalhe na área financeira durante o dia pode dar aulas a noite em uma faculdade. Portanto, você poderia ter dois empregos simultâneos.

O ponto crucial está na expressão "atividades que possam concorrer com os negócios da empresa". Nesse caso, você estaria ajudando um concorrente a se tornar mais forte e com isso prejudicaria a empresa em que trabalha. É por esse motivo que a frase consta nos contratos.

Eu não teria dúvidas em lhe dizer que, caso a sua empresa atual descubra, você seria demitido por quebra de contrato. E provavelmente, por justa causa.

Por outro lado, se você conseguir prestar consultoria para empresas que não sejam concorrentes, aí o risco diminui. E muita gente faz isso hoje em dia, para dar uma melhorada na remuneração. Não é ilegal e nem é anti-ético. Já concorrer com a própria empresa, me parece ser as duas coisas.

Max Gehringer, para CBN.

2015-05-05

'Consultoria vai avaliar processos do meu setor e propor melhorias' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 05/05/2015, com um ouvinte que está preocupado porque uma consultoria externa irá avaliar os processos que ele implantou na empresa.

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'Consultoria vai avaliar processos do meu setor e propor melhorias'

consultoria

Um ouvinte escreve: "Sou responsável pela área de logística de uma empresa de porte médio. Tenho 8 anos de experiência nessa área e fui contratado há 9 meses. Implantei todos os métodos necessários e os resultados têm sido satisfatórios. Mas, de repente, fui surpreendido pela decisão do diretor geral da empresa, que contratou uma empresa externa de consultoria para avaliar os processos do meu setor e propor melhorias. O que isso significa? Que o meu trabalho não está agradando? Ou será por desconfiança, o que seria ainda pior? De um momento para outro, passei da tranquilidade para a preocupação. O que devo fazer?"

Eu sugiro que você receba bem os consultores e forneça todas as informações que eles solicitarem. O que pode ter acontecido é o mais óbvio: o seu diretor geral pode ser um especialista em muita coisa, mas ele não entende o suficiente de logística para avaliar o trabalho que você vem fazendo. Trazer alguém de fora seria a forma de validar o seu desempenho. Portanto, não se apavore.

Duas coisas que você terá que enfrentar. A primeira: consultores sempre oferecem sugestões de mudanças porque é para isso que são pagos. E segunda: consultores, usualmente, tendem a se comportar como se soubessem mais do que o responsável operacional. E normalmente, sabem mesmo.

Duas dicas finais. Elogie os consultores. Quase sempre isso resulta em uma retribuição positiva no relatório final da consultoria. E preste atenção na maneira como os consultores operam. Porque, um dia, você poderá se tornar um deles.

Max Gehringer, para CBN.

2014-12-02

Resultados em curto prazo à base de choque - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 02/12/2014, sobre como consultorias que precisam apresentar resultados em curto prazo dão um choque nos funcionários para ver quem poderá suportar a pressão.

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Resultados em curto prazo à base de choque

pressão no trabalho

Escreve um ouvinte: "Trabalho em uma empresa que passa por um momento financeiro muito complicado. E por isso a direção contratou uma consultoria para tentar reverter a situação. No primeiro contato que tive com o consultor, ouvi uma torrente de críticas a meu trabalho e fiquei desnorteado. Não que tudo o que ele me disse não seja verdade, muita coisa é, em função do caos interno resultante da situação financeira. Mas o que me derrubou foi o modo como o consultor se posicionou, praticamente insinuando que eu era incapaz e incompetente, e não me dando nenhum espaço para que eu pudesse me defender. Pergunto se devo pedir a conta de imediato ou se há algum motivo para esperar?"

Vamos lá. Consultorias que precisam apresentar resultados em curtíssimo prazo normalmente iniciam sua investigação com um levantamento de dados. E depois, com os números em mãos, aplicam um choque nos funcionários, como o que você recebeu.

Entenda essa atitude não como algo pessoal, mas como uma maneira de a consultoria entender quem irá suportar a pressão e quem irá espanar, já que algumas medidas drásticas terão que ser tomadas no decorrer do processo.

Portanto, eu lhe sugiro que você não espane, ou seja, não peça a conta. Encare o discurso pejorativo do consultor mais como teatro do que como um sinal prévio de que você não fará parte dos planos futuros.

E tenha também em mente que boas oportunidades costumam surgir em situações ruins como essa. E irão premiar aqueles que se mostrarem mais solidários às mudanças que inevitavelmente serão feitas.

Max Gehringer, para CBN.

2014-05-09

Superintendente contratado para melhorar os resultados não entende do negócio - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 09/05/2014, com uma ouvinte cuja empresa contratou um superintendente para melhorar os resultados.

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Superintendente contratado para melhorar os resultados não entende do negócio

consultores

Uma ouvinte escreve: "Trabalho em uma empresa de porte médio do ramo alimentício. Como nossos resultados não têm sido dos melhores de três anos para cá, o dono decidiu contratar um superintendente para tentar reverter o quadro. Acontece que o contratado não tem nem o conhecimento técnico e nem a qualificação para exercer o cargo. Ele veio do setor financeiro, que nada tem a ver com a nossa atividade. Estamos todos preocupados porque ele trouxe uma equipe que fica trancada em uma sala, preparando planilhas, e nós não somos informados sobre o que poderá acontecer. Será que é hora de procurar outro emprego?"

Não, ainda não. Você pode ter razão quanto à parte da formação acadêmica do superintendente, mas seria prematuro afirmar que ele não possui a qualificação necessária para exercer a função.

Além da parte técnica, que de fato é específica conforme o ramo de atividade, existem áreas em que os procedimentos são mais universais, como compras, administração, armazenagem, distribuição. Essas áreas costumam apresentar, em salários e em despesas, metade dos custos da empresa. O que a equipe do superintendente está fazendo é levantar todos os dados para, então, poder decidir onde será possível reduzir gastos.

O mais importante, no momento, é você colaborar com a nova equipe. Colocar-se em princípio contra uma decisão que o dono tomou e com certeza teve motivos para tomar, não irá trazer nenhum benefício para a empresa. E muito menos para você.

Max Gehringer, para CBN.

2014-03-26

'Como devo abordar clientes para pedir emprego, mas sem me comprometer?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 26/03/2014, com um ouvinte que é consultor e quer abordar as empresas clientes sobre uma vaga de trabalho permanente.

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'Como devo abordar clientes para pedir emprego, mas sem me comprometer?'

consultor

Um ouvinte escreve: "Trabalho em uma empresa de consultoria e tenho contatos frequentes com gerentes e diretores de outras empresas. Não vejo possibilidade de crescimento aqui onde estou, porque a empresa é familiar e de pequeno porte. E sempre fico tentado a abordar os clientes para pedir um emprego. O problema é que não sei como fazer isso. Fico com a impressão de que eu ficaria misturando as bolas se fizesse a apresentação de um projeto a um diretor, e ao fim dela, entregasse a ele o meu currículo.

Tenho receio de que se eu fizer isso, o cliente possa levar o assunto ao dono de minha empresa, e aí a minha situação ficaria complicada. Durante algum tempo, eu imaginei que um desses clientes pudesse tomar a iniciativa de me oferecer uma oportunidade, mas isso nunca aconteceu e o tempo está passando. Qual seria a forma de fazer uma abordagem sem me comprometer?"


Elogiando a empresa do diretor em questão. Se você mencionar fatos que causam orgulho a qualquer empresa, como o ambiente de trabalho, a organização, o bom relacionamento, o crescimento e a eficiência, o diretor entenderá, imediatamente, que você está insinuando que gostaria de trabalhar ali.

E caso ele comente isso com o dono da sua empresa, você poderá explicar ao dono que falou o que falou, para conquistar a simpatia do cliente.

Após fazer os elogios, a reação do diretor lhe mostrará se a sua conversa colou. Se ele lhe fizer mais perguntas, você começou bem.

Mesmo assim, não tente finalizar o processo já na primeira conversa. Sua melhor tática será manter o relacionamento para que o seu nome seja lembrado quando surgir uma vaga.

Max Gehringer, para CBN.

2013-12-20

'Meu relacionamento com a coach contratada pela empresa não é bom. Sou sensível demais?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 20/12/2013, com um ouvinte que está com problemas no relacionamento com a coach contratada pela empresa.

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'Meu relacionamento com a coach contratada pela empresa não é bom. Sou sensível demais?'

coaching

Um ouvinte escreve: "Minha empresa contratou uma consultoria de coaching individual. Não sei se precisávamos disso, mas se a empresa achou que sim, só me cabe aceitar. O problema é que o meu relacionamento com a coach que me foi destinada não tem sido dos melhores. Tenho a impressão de que ela fica me forçando a reconhecer que tenho defeitos.

Como ela mesma disse,
'todos nós temos nossos defeitos e é somente a partir da aceitação deles que um trabalho de coaching se torna efetivo'. Em momento algum, entretanto, ela abriu uma conversa sobre minhas eventuais qualidades. Estou começando a desconfiar que me expor demais ou aceitar algum rótulo poderá mais me prejudicar do que contribuir para a minha melhoria. Pergunto se por acaso estou sendo sensível demais?"

Bom, um processo desse tipo levará a um relatório que a sua diretoria irá ler. Se você se mostrar defensivo, esse será o rótulo que constará em sua avaliação. E ele é negativo. Então, já que você não pode cancelar o baile, o melhor é dançar conforme a música.

Evite o confronto, escolhendo um ponto a melhorar. Por exemplo, como parece ser o caso, que você tem baixa resistência a críticas. A partir daí, a sua coach elaborará um programa para você se tornar mais receptivo a opiniões contrárias às suas. Você seguirá os passos do programa e no relatório final a sua coach escreverá que o seu maior problema foi resolvido e acrescentará que você foi bastante cooperativo.

Pronto! Ela ficará feliz, a sua empresa também e você terá aprendido alguma coisa. Qualquer outra atitude lhe dará mais trabalho e lhe trará mais aborrecimentos.

Max Gehringer, para CBN.

2013-02-25

'Tenho quase 30 anos de carreira e currículo sólido, mas não encontro emprego' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 25/02/2013, com um ouvinte que aos 58 anos foi dispensado e está com dificuldade para encontrar um novo emprego.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Tenho quase 30 anos de carreira e currículo sólido, mas não encontro emprego'

consultores

Um ouvinte escreve: "Tenho 58 anos de idade e quase 30 de carreira. Tenho um currículo acadêmico sólido, com dois cursos superiores e três pós-graduações. Sempre fui visto como um profissional competente, mas há um ano fui dispensado num processo de redução de custos de minha empresa, que passava por uma situação ruim. Eu imaginava que não me seria difícil conseguir um novo emprego, mas está sendo. Ativei meus contatos e enviei currículos, mas não recebi sequer um único convite para uma entrevista. Não sou ingênuo e sei que a minha idade está espantando os possíveis recrutadores. Pergunto: o que seria melhor fazer?"

Bom, há duas opções. A primeira é concentrar a sua busca em empresas de menor porte, que precisam de profissionais com a sua experiência para conseguir soluções em curto prazo. Empresas de maior porte preferem contratar profissionais que possam desenvolver uma carreira mais longa.

A segunda opção é se associar a um amigo e abrir uma consultoria. A sugestão do sócio é porque você provavelmente é bom em várias coisas, mas não em todas. E um sócio complementaria o que lhe falta.

A consultoria é um dos ramos que mais cresceu nos últimos vinte anos. Porque ela permite a uma empresa resolver problemas pontuais investindo menos do que investiria se mantivesse vários profissionais de alto nível na folha de pagamento. Outra vantagem da consultoria é que daqui a dez anos, você ainda será um consultor autônomo e poderá sê-lo pelo tempo que quiser.

Mesmo que você consiga um emprego agora, você poderá se ver, daqui a alguns anos, na mesma situação que está hoje. Só que com mais idade. Então seria melhor antecipar uma decisão que dará melhores resultados se for tomada já.

Max Gehringer, para CBN.

2012-11-02

'Mercado de RH está saturado?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 02/11/2012, sobre como anda o mercado de trabalho para profissionais de RH - recursos humanos.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Mercado de RH está saturado?'

consultoria recursos humanos

Escreve uma ouvinte: "Eu me formei em Psicologia e tenho grande interesse em atuar na área de Recursos Humanos, mas não tenho visto vagas sendo anunciadas. O mercado está saturado ou eu é que não estou sabendo onde procurar?"

Não, o mercado não está saturado. Muito pelo contrário, recursos humanos é uma área cuja gama de responsabilidades só vem aumentando com o passar dos anos e continuará a aumentar. Porém, embora pareça um paradoxo, o número de profissionais efetivos de recursos humanos não acompanhou o crescimento verificado em outras áreas. E a diferença está numa palavrinha: consultoria. As funções não desapareceram, apenas foram terceirizadas.

Um exemplo típico é o setor de treinamento. Há uns quinze anos, uma grande empresa tinha uma dúzia de funcionários efetivos nesse setor. Atualmente, são dois ou três, que contratam um consultor por tempo determinado quando precisam.

Qual é a vantagem? São duas. A primeira é a de encontrar o profissional na medida exata para o trabalho desejado. E a segunda é a redução de custos. Ter vários empregados efetivos custa mais, no longo prazo, do que a contratação temporária de consultores específicos.

Então, voltando à sua pergunta, você está procurando no lugar errado se estiver procurando direto em empresas. Nelas, todas as vagas já estão tomadas. E o pessoal de recursos humanos tende a ser bastante estável. Você precisa procurar vagas em consultorias de recursos humanos. E provavelmente terá que abrir uma empresa para se tornar uma prestadora de serviços autônoma, e receberá, proporcionalmente, ao faturamento que você irá gerar. Ou seja, você será a dona de sua carreira e alugará seu tempo e seu talento para várias empresas, em vez de se prender a uma só.

Max Gehringer, para CBN.

2012-09-06

'Consultoria externa dominou a empresa' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 06/09/2012, sobre o novo modelo de consultoria que toma controle da empresa.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Consultoria externa dominou a empresa'

consultoria

Uma ouvinte escreve: "Trabalho em uma empresa de porte médio, com cem funcionários. E a maioria de nós está aqui já faz tempo. Os donos sempre foram amáveis com os empregados, e nós sempre retribuímos com dedicação no trabalho. Faz um mês, de repente, chegou na empresa uma consultoria externa e tomou conta do pedaço. Eles perguntam tudo e não explicam nada. Fazem reuniões a portas fechadas, para as quais nenhum empregado é convidado. Tiraram de nossos chefes o poder de decidir e tudo o que os donos nos dizem é que a situação é passageira e que nós devemos atender prontamente a tudo o que nos é solicitado pelos consultores. A minha pergunta é: onde isso irá acabar?"

Vamos lá. Esse é um novo modelo de consultoria. No modelo tradicional, os consultores levantavam dados, emitiam um relatório apontando erros e fazendo sugestões, mas as decisões finais eram tomadas pela própria empresa. Já no modelo "mão na massa", que você está tendo oportunidade de conhecer, a consultoria assume de fato o comando operacional da empresa: toma decisões, implanta processos, elimina tarefas, corta custos e, eventualmente, demite empregados.

Por que essa consultoria foi contratada? Porque a situação da sua empresa não é boa. E os donos já aceitaram que não têm condições de resolver por conta própria. Qual é a vantagem desse tipo de consultoria? Ela deixa a casa em ordem, mesmo que isso implique em decisões duras, que donos amáveis não gostariam de tomar. E qual é a desvantagem? Nenhum empregado está seguro, porque a consultoria vai se apegar a fatos e não a sentimentos.

Eu lhe sugiro encarar os consultores como aliados e não como inimigos. Se eles estão aí, é porque as coisas não iam bem e vocês não sabiam. Quando eles forem embora, a empresa terá recuperado a saúde, mesmo que agora o remédio possa lhe parecer amargo.

Max Gehringer, para CBN.

2012-07-27

'Meu trabalho já não me satisfaz' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 27/07/2012, com um ouvinte que está perto de se aposentar e não consegue mais suportar o seu trabalho.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Meu trabalho já não me satisfaz'

velho aposentado entediado

"Tenho 52 anos", um ouvinte escreve, "e cheguei a um ponto em que meu trabalho já não me traz mais prazer algum. Ainda me faltam três anos para requerer a minha aposentadoria, mas já quero começar a pensar em algo que eu possa fazer. Se possível, em curto prazo, porque sei que não vou aguentar esse marasmo por mais três anos. O que você me sugere?"

Primeiro, eu lhe diria que qualquer pessoa na sua faixa etária deveria estar pensando no que vai fazer pelos próximos vinte ou trinta anos, qualquer que seja a situação presente. Então, eu sugiro que você comece listando as coisas que sabe fazer bem. Depois de trinta anos trabalhando, como é o seu caso, um profissional deve ter aprendido o suficiente para se diferenciar em seu campo de atividade. Você poderia, então, abrir uma consultoria e transferir os seus conhecimentos para empresas de pequeno porte. E liste também o que você não sabe fazer bem. Por exemplo, você é um bom técnico, mas não sabe se vender. Nesse caso, procure alguém de sua faixa etária que seja bom naquilo que você não é, e proponha uma sociedade.

A micro-consultoria é uma boa tentativa para casos como o seu, porque ela representa uma ruptura de vínculo empregatício, mas não uma mudança radical de atividade. A segunda opção seria partir para algum tipo de projeto que um dia você sonhou, mas não pôde realizar porque a carreira o encaminhou em outra direção. Para isso, entretanto, você precisará dispor de recursos que o sustentem durante algum tempo, ou mesmo reduzir inicialmente o seu padrão de vida, já que você não sabe o que poderia esperar.

Essas seriam duas opções para você começar a pensar. Uma que lhe daria mais rendimentos e outra que lhe daria mais satisfação. A segunda é mais atraente, mas a primeira talvez seja a mais indicada.

Max Gehringer, para CBN.

2012-07-17

'Queria deixar uma empresa privada para me tornar um consultor independente' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 17/07/2012, com um ouvinte que quer se tornar consultor.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Queria deixar uma empresa privada para me tornar um consultor independente'

consultoria

Um ouvinte escreve: "Tenho 43 anos e trabalho há mais de 20 anos em empresas privadas. Há algum tempo venho pensando na possibilidade de me desligar de minha empresa atual e me tornar um consultor independente. Gostaria de ouvir a sua opinião sobre essa mudança, que às vezes me empolga muito e outras vezes me assusta um pouco."

Vamos lá. Existem milhões de pequenas e médias empresas em fase de crescimento no Brasil. Em algum momento, praticamente todas elas irão precisar do serviço de uma consultoria em alguma área específica. Parte dessas empresas acaba tendo problemas exatamente porque seus donos não percebem que uma consultoria de curto prazo não é uma despesa, é um investimento que pode garantir o futuro do negócio.

Pelo lado positivo, a quantidade de consultores que existe hoje no mercado é muito maior do que era há 20 anos e imensamente maior do que era há 40 anos. Mas ainda existe espaço para quem tem conhecimento e não se assusta com a possibilidade de trocar um emprego com salário fixo por uma atividade de rendimento variável.

Esse é provavelmente o ponto que está deixando o nosso ouvinte em dúvida. Consultor é uma atividade de risco. O ideal seria que o nosso ouvinte já começasse com um par de clientes, sendo um deles a própria empresa em que ele está trabalhando, após se desligar dela. Isso evitaria o que mais incomoda um novo consultor: aquele tempo meio perdido em que ele procura clientes e não encontra, enquanto as despesas domésticas continuam consumindo a sua poupança.

Mas em resumo, eu diria que o nosso ouvinte está no caminho certo, no momento certo e na idade certa. Pensando nos próximos 30 anos, ser consultor permitirá que ele tenha um tempo de vida útil profissional mais longo e bem mais emocionante do que teria como empregado.

Max Gehringer, para CBN.
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