Transcrição do comentário do
Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 10/08/2017, com uma ouvinte que gostaria de modificar seu currículo de forma não padrão do mercado de trabalho.
Áudio original disponível no
site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do
Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.
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Criatividade na hora de fazer o currículo atrapalha?
Uma ouvinte escreve:
"Não quero que meu currículo se pareça com nenhum outro. Por exemplo, pensei em colocar ao final dele a reprodução de uma tirinha de história em quadrinhos. Tenho várias dessas ideias que vão meio na contramão daquilo que é considerado padrão no mercado de trabalho. Mas pergunto se quem for avaliar o meu currículo irá entender a minha intenção?"
Coloque-se, por um momento, no lugar de
um profissional que precisa avaliar dezenas de currículos. Se um deles for
multi-colorido, com
citações filosóficas ou
histórias em quadrinhos, como você reagiria? Você pensaria que essa pessoa iria trazer um
benefício para a empresa por ser criativa ou pensaria que
ela não tem um currículo suficientemente atrativo e por isso precisa
alterar a forma para disfarçar o conteúdo?
Minha experiência diz que
a maioria dos avaliadores optaria pela segunda hipótese e
descartaria o seu currículo. Mas isso não quer dizer que você não deva tentar.
Eventualmente um recrutador pode ser fã da mesma historinha e chamá-la para uma
entrevista.
A minha sugestão é que você
tenha um currículo padrão e outro mais chamativo. E
envie os dois tipos, para ver, na prática,
qual deles lhe traz mais resultados. Posso quase lhe garantir que seria o padrão.
Mas com
o mercado do jeito que está, a sua tentativa seria válida, nem que seja para você deduzir que
recrutadores preferem que o
primeiro contato do candidato com a empresa obedeça aos
padrões burocráticos do mercado.
Max Gehringer, para CBN.