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2018-12-05

Estou em função mais baixa, como retomar padrão salarial antigo? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 05/12/2018, com um ouvinte que foi demitido por causa da crise, entrou num emprego ganhando bem menos, e agora quer saber como conseguir retornar ao padrão salarial antigo.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Estou em função mais baixa, como retomar padrão salarial antigo?

empregado mostrando valor

Escreve um ouvinte: "Há três anos, perdi um bom emprego que eu tinha, quando a empresa em que eu trabalhava foi uma das primeiras a serem afetadas pela crise. Depois de passar quatro meses desempregado e com contas atrasadas, consegui me recolocar em outra empresa, mas por um salário muito inferior ao que eu ganhava, pouco mais da metade.

O tempo passou e eu continuo aqui, na mesma função e sem ter tido nenhum aumento significativo. Se eu começar a procurar outro emprego, existe ainda a possibilidade de eu voltar a ter o nível salarial que eu tinha há quatro anos?"


Sim, existiria, mas somente em um mercado aquecido, com mais vagas do que candidatos. Só que esse não parece ser um cenário que iremos ver tão cedo.

Neste momento, se você procurar outro emprego, sinto lhe dizer que, depois de três anos na mesma função, um empregado passa a valer o que ganha.

Mas você deve, sem dúvida, buscar novas opções. Porque depois de três anos lhe pagando pouco, a sua empresa atual já está convencida de que você não irá sair, porque não tem para onde ir.

O valor de uma função é determinado pelo mercado. E cabe ao empregado mostrar que ele vale mais do que a função, para ser promovido ou reajustado.

Parece ser claramente o seu caso. E se a sua empresa atual não está vendo isso, você deve procurar uma que veja, mesmo que o seu salário inicial não seja o que você, um dia, teve. Mas poderá voltar a ser na empresa certa.

Max Gehringer, para CBN.

2018-10-23

Qual é o melhor remédio contra a boataria numa empresa em crise? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 23/10/2018, com um ouvinte gerente que trabalha em uma empresa afetada pela crise que vive um ambiente de trabalho ruim e cheio de boataria.

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Qual é o melhor remédio contra a boataria numa empresa em crise?

boataria na empresa

Uma ouvinte escreve: "Sou gerente de uma grande companhia que sempre crescia e dava lucro. E por isso, tínhamos empregados satisfeitos com o salário e os benefícios. Mas a crise nos pegou e acredito que tenha sido porque nossa direção demorou muito a reagir.

Víamos empresas do nosso ramo apertando o cinto e a nossa continua acreditando que era vacinada contra crises. Como não éramos, aconteceram demissões, tanto na base, quanto em cargos de alta gestão. E gastos que eram feitos sem necessidade de aprovação prévia, apenas com base no orçamento, agora são controlados como se fossem custar o último centavo disponível.

Nosso ambiente está horrível, com pessoas assustadas e reclamando de tudo, e muitos boatos de que a empresa está a ponto de quebrar. Nós, gerentes, temos sido convocados para dar nossa opinião, mas como nunca lidamos com situações dessa gravidade, ficamos sem saber o que sugerir."


Bom, normalmente as sugestões apresentadas em casos assim, costumam focar mais em cortes de pessoal ou de gastos, que resultarão em maior desânimo.

Minha sugestão seria mais simples: dizer a verdade aos funcionários. Reunir todos eles, apresentar números reais, explicar a real gravidade e manter boletins atualizados sobre as medidas tomadas.

Em crises, boatos são um veneno corrosivo. Mas eles surgem não por conspiração, mas por falta de informação. E o melhor antídoto para a boataria é a transparência.

Max Gehringer, para CBN.

2018-10-19

Quando se dará a recuperação salarial, se a economia voltar a melhorar - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 19/10/2018, com um ouvinte que teve uma baixa grande em sua remuneração, por causa da crise.

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Quando se dará a recuperação salarial, se a economia voltar a melhorar

recuperação salarial

Escreve um ouvinte: "Há 3 anos, eu tinha um salário até razoável, suficiente para me manter e ainda sobrar um troco para aplicação. Devido a esse estrago que ocorreu no país e no mercado de trabalho, perdi meu emprego. E para me manter ativo, tive que aceitar salários até 40% inferiores ao que eu ganhava.

A minha pergunta é: supondo que haja uma melhora na economia, quanto é que eu vou estar valendo, o que eu ganhava ou o que eu estou ganhando?"


O achatamento salarial é o segundo pior efeito de uma crise prolongada. O primeiro é o famigerado índice de desemprego.

Assumindo-se que volte a ocorrer o que ocorreu em crises anteriores, e nós temos muitas delas para comparar, a recuperação do mercado acontece, mas não é imediata.

A média salarial voltará a subir quando faltarem candidatos a emprego para as vagas que serão reabertas. Supondo-se que tenhamos um período de crescimento contínuo, de pelo menos seis meses, você voltará a valer o que ganhava.

Essa é a boa notícia. A outra, não tão boa, é que haverá muitos candidatos em situação igual à sua, para disputar as vagas oferecidas quando as empresas voltarem a contratar. Ou seja, primeiro, o índice de desemprego precisa cair, para só depois, os salários crescerem.

Não vai acontecer este ano, mas poderá acontecer no ano que vem, se o caos político, judicial e econômico que estamos vivendo, for superado. Nós já passamos por isso antes e o que mais dói é termos que estar passando mais uma vez.

Max Gehringer, para CBN.

2018-10-09

Assumi responsabilidades de dois colegas demitidos. Empresa tem que me dar aumento? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 09/10/2018, com um ouvinte que assumiu o trabalho de dois outros colegas e quer saber se tem direito a um aumento por isso.

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Assumi responsabilidades de dois colegas demitidos. Empresa tem que me dar aumento?

carga de trabalho

Escreve um ouvinte: "A empresa em que trabalho foi obrigada a fazer uma série de modificações internas, devido à crise. No meu caso, acabei assumindo sozinho, as responsabilidades que antes eram repartidas entre mim e dois colegas que foram demitidos.

Tenho feito o melhor que posso para dar conta do serviço, mas até agora ninguém mencionou um aumento de salário, pelo meu trabalho extra. Presumo que tenho direito a um reajuste e pergunto: como abordar meu chefe para consegui-lo?"


Sinto dizer que do ponto de vista legal, você presumiu erradamente. Um contrato de trabalho estabelece o horário de expediente e a função do contratado. Por exemplo: auxiliar de escritório.

A carga inicial de trabalho não significa que ela não possa ser aumentada, desde que não extrapole nem o horário e nem a natureza das tarefas. Se você só assumiu tarefas que eram correlatas às que já tinha, a empresa não está obrigada a lhe conceder um reajuste.

Porém, o fato de você ter ficado e dois colegas seus terem saído, mostra que a empresa vê mais futuro em você, do que via neles.

Como a crise que originou a sua situação ainda não acabou, é possível que seu esforço ainda venha a ser reconhecido.

Eu espero que seja, mas caso não seja, a experiência de ter dado conta do trabalho extra que lhe foi atribuído, não terá sido em vão. O seu currículo ficou mais encorpado e você terá uma ótima história para contar em futuras entrevistas de emprego.

Max Gehringer, para CBN.

2018-08-24

Desemprego afeta candidatos com as mais variadas formações - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 24/08/2018, com uma ouvinte que se formou tecnóloga e não consegue emprego.

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Desemprego afeta candidatos com as mais variadas formações

brasil em crise desemprego

Escreve uma ouvinte: "Sou tecnóloga, formada este ano. E não estou conseguindo encontrar emprego. Isso ocorre por que os cursos de tecnólogos não são bem vistos pelo mercado de trabalho?"

Não. Isso acontece porque há uma crise. E o desemprego afeta candidatos a emprego de todos os tipos, bacharéis ou tecnólogos, tanto formados em cursos presenciais, quanto de ensino à distância.

No caso de jovens como você, um em cada três ou está desempregado, ou sub-empregado, ou fazendo algum bico para se manter, ou simplesmente parou de procurar vagas. É um número assustador.

Quanto aos tecnólogos, que são os formandos em cursos superiores de dois anos de duração, eles já sofreram mais preconceitos do que sofrem hoje. Os primeiros formandos esbarravam na resistência de muitos recrutadores, que haviam estudado quatro anos e não achavam justo contratar quem tinha se formado em metade do tempo.

Essa fase passou. As empresas já entenderam que, em muitos tipos de trabalho, uma educação de dois anos oferece conhecimentos suficientes para o desempenho de uma função específica.

Eu me formei em Administração. Mas no mundo atual, da interatividade e da informação instantânea e facilmente disponível, não tenho dúvidas de que eu poderia aprender em dois anos, o que aprendi em quatro.

Portanto o problema não é você e nem é o seu curso. É o Brasil, que patina no fundo do poço.

Max Gehringer, para CBN.

2018-06-15

Perguntar sobre crise na empresa no processo seletivo não traz benefícios - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 15/06/2018, com um ouvinte que está fazendo um processo de seleção de emprego em uma empresa que passou dificuldades durante a crise.

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Perguntar sobre crise na empresa no processo seletivo não traz benefícios

entrevista de emprego

Um ouvinte escreve: "Estou participando de um processo seletivo em uma empresa de grande porte. Estou empregado no momento, mas em uma empresa menor, e vejo uma eventual mudança com bons olhos. O único senão é que essa grande empresa dispensou uma boa quantidade de funcionários durante a crise pela qual passamos. E uma das vítimas foi um amigo meu, que saiu reclamando da frieza com que foi demitido. Minha dúvida é se posso abordar esse tema delicado com o entrevistador."

Pode e deve. Mas permita-me oferecer duas sugestões. A primeira é esperar para ver se você será o candidato escolhido. Perguntar durante o andamento do processo, quando ainda há vários candidatos concorrendo à vaga, não irá lhe trazer nenhum benefício.

E a segunda sugestão é ser sutil. Mencionar que você soube das dificuldades que a empresa enfrentou e está contente em saber que ela voltou a contratar.

A maneira como o selecionador irá reagir lhe mostrará se você corre algum risco ao aceitar o emprego. Se ele disser que felizmente o mau momento passou e a empresa retomou o rumo, ótimo.

Se ele fizer uma cara de quem não gostou da pergunta e lhe der uma resposta seca, agradeça e decline a vaga, porque a má fase ainda não terminou. E se houver novas dispensas, os mais novos de casa serão provavelmente os primeiros a sair, porque a rescisão deles é mais barata.

Max Gehringer, para CBN.

2018-06-13

Perdi a confiança dos meus subordinados e não sei como reconquistá-la - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 13/06/2018, com um ouvinte que cometeu um erro que custou vários empregos de seus subordinados e perdeu a confiança dos que restaram.

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Perdi a confiança dos meus subordinados e não sei como reconquistá-la

trabalho em equipe ruim sem liderança

Escreve um ouvinte: "Sou gerente de uma área há cinco anos. Com total apoio da direção, desenvolvi e implantei novos processos, que exigiram uma equipe de tamanho considerável, para dar conta do trabalho. E tudo funcionou bem, até a crise chegar.

Cometi o erro de não ouvir meus próprios subordinados, que me alertaram desde o início, para o fato de que minhas ideias eram boas somente em tempos de fartura, porque o custo operacional delas era elevado.

Eles estavam certos, e eu errado. Mas só descobri isso quando a empresa foi obrigada a reduzir despesas e eu tive que demitir boa parte da minha equipe.

Agora a situação está voltando a se estabilizar, mas a minha relação com meus subordinados se deteriorou. Senti que perdi a confiança dos que restaram. Depois de tudo isso, há como reconquistar o respeito deles?"


Sim, basta você prometer a eles que não terá mais ideias extravagantes que só funcionam quando há dinheiro sobrando.

Mas isso poderá lhe criar o problema de que a direção da empresa, que deu pleno suporte a seus planos iniciais, provavelmente passaria a ver você como alguém que perdeu a criatividade e a coragem de inovar.

Há momentos na carreira em que remendar irá dar mais trabalho do que recomeçar. Você tem um currículo apreciável, que interessaria a outras empresas. E não custa tentar sondar o mercado.

Mas não mencione nas entrevistas que você cometeu um grande erro por não antever a crise, porque bem poucas empresas a anteviram.

Max Gehringer, para CBN.

2018-04-06

'Aceitei emprego em uma função inferior e acho que me precipitei' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 06/04/2018, com um ouvinte que aceitou um emprego abaixo de seu nível depois de ficar muito tempo desempregado e agora acha que se precipitou, querendo achar um novo emprego.

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'Aceitei emprego em uma função inferior e acho que me precipitei'


Um ouvinte escreve: "Passei sete meses desempregado e quando finalmente apareceu um emprego, não pensei duas vezes para aceitá-lo. Isso faz três meses. Agora, com o mercado aquecendo aos poucos, percebo que me precipitei.

O emprego que aceitei foi numa função inferior a que eu tinha antes e com um salário quase 30% mais baixo. Estou nele até hoje, mas tenciono procurar uma vaga mais adequada. Só fico preocupado com o que um selecionador poderia pensar de um candidato que pretende mudar de emprego depois de passar tão pouco tempo nele."


Muito bem. Se eu fosse um selecionador e entrevistasse você, e se na entrevista você me dissesse exatamente o que escreveu nessa sua mensagem, eu não teria nenhuma dúvida em acreditar, porque você descreveu exatamente o que aconteceu no mercado de trabalho.

Durante o longo período de baixa, muitos profissionais se viram obrigados a aceitar vagas abaixo de suas qualificações, para não ficarem parados. E qualquer selecionador que não tenha passado os últimos três anos em Plutão, sabe que essa situação é verdadeira.

A pergunta que você terá que responder é sobre a sua real vontade de permanecer em um novo emprego que lhe for oferecido. Por isso, seria melhor você não se candidatar a vagas que não satisfaçam as suas demandas, funcionais e salariais.

Porque se você conseguir outro emprego, um pouco melhor, mas não muito, e decidir mudar de novo em breve tempo, aí não haverá explicação que convença.

Max Gehringer, para CBN.

2018-03-12

Agências de serviços temporários são opção para jovens desempregados - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 12/03/2018, com um jovem ouvinte que não está conseguindo um emprego.

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Agências de serviços temporários são opção para jovens desempregados

inserção no mercado de trabalho

Um ouvinte escreve: "Tenho 20 anos, concluí um curso superior em modalidade tecnológica e venho há meses tentando conseguir um emprego. Afinal de contas, a situação do Brasil melhorou ou não?"

Sim, melhorou em relação ao que o Brasil tinha sido, nos dois anos em que o PIB desabou. Porém, como você está constatando, essa melhora ainda está longe de resolver o problema do desemprego, principalmente em casos como o seu.

Segundo o IBGE, um em cada quatro jovens brasileiros entre 18 e 24 anos, terminou o ano passado sem emprego formal. Essa é a herança mais indigesta da crise econômica.

Para normalizar a situação, seria preciso que quatro milhões de vagas fossem criadas em curto prazo.

A sugestão que posso lhe dar de imediato é a de se cadastrar em agências que fornecem serviço temporário a empresas. Embora seja um trabalho transitório, ele oferece a oportunidade de entrar em uma empresa, mostrar serviço, chamar a atenção e, eventualmente, receber uma proposta para se tornar um empregado fixo.

Recomendo-lhe também não se ater somente ao curso em que você se formou. O seu diploma é um passe de entrada no mercado de trabalho, e não uma barreira para que você rejeite vagas em outras áreas.

A sua avaliação é correta. Uma melhora nas contas do governo não é um alívio para quem procura emprego e não acha. Mas essa é a situação presente. E é preciso saber aproveitar as poucas brechas que aparecem para se inserir no mercado de trabalho.

Max Gehringer, para CBN.

2018-02-23

'Sou gerente de empresa em crise e me oponho a atraso de salários' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 23/02/2018, com um ouvinte que é gerente em uma empresa que está atrasando o salário dos funcionários.

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'Sou gerente de empresa em crise e me oponho a atraso de salários'

chefe preocupado crise

Um ouvinte escreve: "Tenho um cargo gerencial em uma empresa que, de uns tempos para cá, vem passando por uma situação financeira ruim, o que ocasiona frequentes atrasos de salários. Em reuniões internas com o corpo gerencial, eu tenho defendido que manter os salários em dia é mais importante do que qualquer outra coisa.

Mas essa minha opinião só tem provocado descontentamentos. Até fiquei sabendo que dois gerentes chegaram a sugerir ao diretor que eu fosse demitido. Meus subordinados sabem o que penso e falo, e talvez os outros gerentes se sintam incomodados por não estarem defendendo os subordinados deles, como eu defendo os meus."


Muito bem. Vou tentar colocar o que você relatou, mas do ponto de vista dos seus colegas gerentes. Defender os direitos dos empregados é função do sindicato. Gerentes são pagos para defender os interesses da empresa.

Certamente a sua empresa não está atrasando os salários porque não se importa com os funcionários. Ela está fazendo isso porque não está conseguindo gerar recursos para cumprir com as obrigações financeiras. E isso, provavelmente, inclui também recolhimento de impostos e atraso nos pagamentos a fornecedores.

Não há como discordar do aspecto moral da sua cruzada. Mas você precisaria indicar com clareza, nas reuniões, de onde o dinheiro poderia sair para cobrir uma das pontas do problema, sem que isso significasse o risco de sua empresa ter que entrar em recuperação judicial.

Max Gehringer, para CBN.

2017-12-05

'Fui demitido e só recebi proposta para ganhar metade do valor do meu salário' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 05/12/2017, com um ouvinte que foi demitido e recebeu uma proposta para ganhar metade do que ganhava.

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'Fui demitido e só recebi proposta para ganhar metade do valor do meu salário'

redução salarial

Um ouvinte escreve: "Tenho 20 anos de carreira na área comercial e nunca havia sido demitido. Mas agora, devido a essa crise que não acaba, perdi o meu emprego. Saí em busca de uma recolocação e a única proposta que recebi, menos de um mês depois da minha demissão, foi a de uma empresa na qual eu já tinha trabalhado há 8 anos.

Só que a proposta seria eu voltar para a mesma posição que ocupava há 8 anos e com um salário 50% menor do que eu estava ganhando até ser demitido. Devo aceitar o que tenho em mãos ou aguardar que surjam propostas melhores?"


A minha sugestão é que você aguarde três meses e continue a procurar uma posição e um salário mais compatíveis com o estágio atual de sua carreira.

Esse período de inatividade de 90 dias é mais que aceitável para quem busca uma recolocação. E o seu histórico profissional indica que você acabará recebendo uma proposta, pelo menos melhor do que essa que recebeu.

Há também o fato de que você não iria render bem em um emprego abaixo de sua qualificação e ganhando metade do que ganhava. A sua atenção continuaria voltada para novas oportunidades, você perderia dias de trabalho para participar de entrevistas. E essa não seria uma retribuição profissional a quem lhe ofereceu um emprego.

Portanto, recomendo que você se conceda esse tempo de três meses e se concentre em retomar a sua carreira do ponto em que ela foi interrompida.

Max Gehringer, para CBN.

2017-11-28

Crise prolongada provoca demissões consecutivas - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 28/11/2017, com um ouvinte que está sofrendo com várias demissões consecutivas por causa da crise.

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Crise prolongada provoca demissões consecutivas

demissões

Escreve um ouvinte: "Depois de ter trabalhado anos em uma empresa de porte, fui dispensado porque as atividades do meu setor foram encerradas. Para não ficar parado, aceitei empregos em duas empresas, mas fiquei só um par de meses em cada uma delas. E pelo mesmo motivo: ao ser contratado, havia expectativa de uma breve retomada nos negócios, que acabou não ocorrendo, e isso ocasionou a demissão dos mais novos de casa. Como posso explicar em futuras entrevistas que não sou um paraquedista?"

Eu entendo que você possa estar imaginando que essa situação é altamente anormal e que só aconteceu com você, Mas, infelizmente, há mais profissionais que passaram pelo mesmo dissabor que você passou.

Quando uma crise se prolonga mais do que o esperado, como vem sendo o caso da atual, as empresas precisam estar preparadas para aproveitar imediatamente uma virada na situação. Por isso, elas contratam profissionais que não irão agregar muito de imediato, mas que serão valiosos assim que o mercado começar a reagir.

Ao perceberem que a luz no fim do túnel está mais distante, essas empresas retomam o passo anterior, mantendo o quadro básico inerte por mais algum tempo.

Essa é a explicação que você pode dar e que será entendida pelos recrutadores. O mercado continua indefinido e bons profissionais, como você, é que acabam sofrendo as consequências em curto prazo. É uma lástima passageira, mas dolorosa enquanto dura.

Max Gehringer, para CBN.

2017-09-25

Momento econômico não facilita a vida de quem procura emprego - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 25/09/2017, com um ouvinte que enviou centenas de currículos, mas não conseguiu nem uma entrevista de emprego sequer.

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Momento econômico não facilita a vida de quem procura emprego

procurando emprego

Um ouvinte escreve: "Não sei se existe uma competição para saber quem manda mais currículos, mas se existir, eu devo estar no topo da tabela. Nos últimos oito meses, enviei mais de duzentos e não consegui nenhuma entrevista. Será que o meu currículo é tão ruim que afugenta os recrutadores em vez de atraí-los?"

Bom, se você tem um currículo padrão, com aqueles campos de vaga pretendida, experiência prática e formação acadêmica, a resposta certamente é: não, não afugenta.

Porém é preciso levar em conta a situação do mercado de trabalho nos últimos anos. O PIB brasileiro teve um tombo histórico e isso fez com que as empresas se retraíssem.

Vagas que deveriam ter sido abertas, não foram. E centenas de milhares de jovens que poderiam ter ingressado no mercado de trabalho, não encontraram postos para acomodá-los. Assim como você, uma infinidade deles também enviou currículos para empresas, que simplesmente não estão fazendo contratações.

Você poderia focar a sua busca em setores menos afetados pela crise, como farmacêuticos e cosméticos. Mas a exiguidade geral de vagas tem feito com que as poucas vagas que são abertas sejam preenchidas não através do recebimento de currículos, mas por indicação direta.

Portanto você precisa restaurar a sua lista de contatos, começando por colegas de escola, professores, vizinhos, parentes, amigos. Como você já percebeu, hoje em dia uma única referência vale mais do que duzentos currículos.

Max Gehringer, para CBN.

2017-09-20

Não pergunte ao seu gerente se você será demitido - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 20/09/2017, com uma ouvinte que acha que pode estar em vias de ser demitida e quer perguntar isso ao seu gerente.

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Não pergunte ao seu gerente se você será demitido

falando com o chefe

Uma ouvinte escreve: "De um tempo para cá, tenho percebido sinais de que posso vir a ser demitida. Meu gerente não fala mais comigo com a frequência com que falava, não tenho sido chamada para participar de algumas reuniões, minha opinião deixou de ser solicitada e outras coisas desse tipo, nenhuma que possa ser individualmente interpretada como um possível sinal vermelho, mas a somatória delas me leva a concluir isso. Devo perguntar sem rodeios a meu gerente, se a minha percepção é equivocada?"

Não, não deve. Imagino que você possa estar esperando que a resposta a uma pergunta direta seja uma resposta igualmente direta. Mas o que você provavelmente ouvirá, se perguntar, é outra pergunta: Por que você acha isso?" E aí, você teria que listar os fatos que mencionou, sendo que nenhum deles é um indício claro de uma possível demissão.

Mas o pior é que você deixaria seu gerente com uma dúvida: a de que você esteja insatisfeita com a empresa ou desmotivada com seu trabalho.

Você poderia obter um resultado mais adequado se perguntasse a seu gerente o que você poderia fazer para ser ainda mais eficiente do que já é. A resposta dele, tanto em tom quanto em conteúdo, irá lhe mostrar se, de fato, você corre o risco que supõe correr.

E finalmente, situações como a sua costumam acontecer em períodos de crise, quando funcionários começam a temer o pior. E isso os leva a exagerar fatos que também ocorriam antes, mas não eram notados porque tudo estava bem.

Max Gehringer, para CBN.

2017-09-15

Como comunicar à equipe que será necessário demitir alguém por uma decisão da direção - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 15/09/2017, com um ouvinte gestor que por decisão da empresa, que passa por uma crise, deverá demitir um dos seus subordinados.

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Como comunicar à equipe que será necessário demitir alguém por uma decisão da direção

demissão

Um ouvinte escreve: "Sou gestor de um setor em uma empresa que precisou fazer alguns ajustes de pessoal devido à queda de faturamento. Uma das decisões tomadas pela direção foi a de que todos os setores deveriam reduzir o quadro de funcionários em 10%. Isso significa que vou ter que demitir um subordinado, quando o meu setor estaria precisando contratar mais um, para dar conta do volume de trabalho que estamos tendo. Como posso comunicar essa decisão ditatorial da direção à minha equipe, sem perder o respeito dela?"

Vamos começar pela maneira como você não deve fazer isso. Não critique abertamente, diante dos subordinados, a decisão tomada, porque as suas palavras chegarão aos ouvidos da direção. E isso só iria lhe causar problemas.

Mas você pode ter uma conversa com o seu superior imediato, mostrar a ele com dados e fatos que o seu setor já está abarrotado de trabalho e que uma demissão certamente iria implicar em horas extras para dar conta do volume de serviço.

Esgotados esses argumentos, você poderá reunir sua equipe e dizer tudo o que fez para evitar o corte, adicionando que o seu setor não foi o único a ser atingido pela medida, que o sacrifício foi geral, para que a empresa possa se recompor financeiramente e evitar que novas demissões venham a ser feitas.

Ser gestor tem suas vantagens, mas episódios como esse mostram que você ficou do lado da empresa, o que você é pago para fazer, mas que lutou até o fim para preservar a integridade do seu setor.

Max Gehringer, para CBN.

2017-09-12

Com a crise, muita gente está aceitando vagas com remuneração baixa - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 12/09/2017, com um ouvinte que devido a crise aceitou uma vaga ganhando bem menos do que costumava.

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Com a crise, muita gente está aceitando vagas com remuneração baixa

salário baixo crise mercado de trabalho

Um ouvinte escreve: "Aceitei um emprego com um salário bem inferior ao que eu recebia em meu último emprego. Fiquei somente dois meses desempregado, mas a minha situação financeira não me permitiu passar mais tempo procurando por uma vaga compatível com aquela que eu tinha anteriormente. O quanto esse rebaixamento salarial poderá influir em meu futuro?"

Depende do tempo que você passar nessa nova empresa. Se você ficar nela, vamos dizer, dois anos, o seu valor para o mercado passará a ser o que você estiver ganhando e não mais o que você ganhava dois anos antes.

Por isso, você deve encarar o seu emprego atual como uma fase de transição momentânea. Continue a procurar algo que lhe satisfaça financeiramente e nas entrevistas seja sincero: você só aceitou ganhar menos porque precisava, mas sabe que merece mais.

Nessa situação de disparidades em que o mercado de trabalho mergulhou nos últimos anos, muita gente precisou fazer o que você fez. E os entrevistadores sabem que existem muitos profissionais com bom potencial ganhando bem menos do que valem.

Pode até ser que você ainda precise dar um passo intermediário, aceitando um emprego que lhe pague menos do que você ganhava, porém mais do que está ganhando.

Só lhe sugiro não ficar esperando por uma melhora geral do mercado, porque isso poderá representar tempo demais para você recuperar uma remuneração a altura de suas habilidades.

Max Gehringer, para CBN.

2017-08-01

Quem se prepara para ser demitido dificilmente deixa a empresa - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 01/08/2017, sobre como quem se prepara para ser demitido, raramente é.

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Quem se prepara para ser demitido dificilmente deixa a empresa

demitido

Vários ouvintes escrevem sobre seus receios de vir a perder o emprego devido à crise. É muito justo que haja essa preocupação, mas só ficar preocupado não vai ajudar muito. Eu gostaria então de aproveitar para relatar um fato que ocorreu em uma empresa na qual trabalhei.

Numa das incontáveis crises pelas quais o Brasil passou, surgiram na empresa os inevitáveis boatos de que haveria corte de pessoal. Um auxiliar administrativo, que seria um dos potenciais candidatos a desempregado se os cortes de fato ocorressem, entregou ao gerente dele um pequeno manual que ele, o subordinado, havia preparado fora do expediente.

No manual ele descrevia detalhadamente suas funções, listava os contatos internos e externos, e ainda fazia uma proposta de como as tarefas que ele executava poderiam ser dividas em várias partes, e cada uma dessas partes, entregue a um dos colegas.

E nós ficamos impressionados. Quando todo mundo estava preocupado em manter um emprego, um auxiliar administrativo, até então anônimo, mostrava como a empresa poderia passar sem ele.

No fim, não precisamos fazer cortes, mas se tivéssemos feito, ele teria sido o último a ser demitido. Não sei se ele agiu como um bom samaritano ou como alguém muito esperto. Mas de qualquer forma, ele fez na prática algo que já mencionei algumas vezes e gostaria de repetir: quem se prepara para ser demitido, dificilmente é.

Max Gehringer, para CBN.

2017-07-25

Durante uma entrevista de emprego, não é preciso explicar o que não foi perguntado - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 25/07/2017, com um ouvinte que está desempregado há dois anos e não sabe como abordar isso numa entrevista de emprego.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Durante uma entrevista de emprego, não é preciso explicar o que não foi perguntado

entrevista de emprego

Escreve um ouvinte: "Tenho 28 anos e estou desempregado há mais de dois anos. Tenho boa formação e experiência em grandes empresas, mas passei esse tempo sem emprego por não querer aceitar um rebaixamento em meu salário. Vejo-me agora na situação de ter que aceitar uma oferta, mesmo que seja por um salário inferior ao último que eu recebia. Mas, mesmo assim, ainda temo não encontrar vagas devido a dificuldade para explicar por que fiquei tanto tempo fora do mercado. Que tipo de abordagem posso utilizar nas entrevistas?"

Eu não me preocuparia demais com isso. Se você for chamado para uma entrevista, isso já significa que o recrutador viu o vácuo em seu currículo, mas se interessou por sua formação e experiência. Portanto não se apresse em explicar o que não lhe for perguntado.

Porém, se a pergunta surgir, você pode dizer que preferiu esperar pelo final da crise no país, mas que ela durou mais do que as suas economias. Além disso, seria bom você acrescentar que fez alguma coisa útil e prática durante esse tempo que passou fora do mercado, por exemplo: cursos, viagens ou trabalhos informais de consultoria a empresas pequenas de amigos seus.

Tenha em mente também que você não é um caso excepcional no mercado. Muita gente aceitou ofertas mais baixas para se manter empregado, mas aqueles que tinham recursos, assim como você, preferiram aguardar por melhores dias, que infelizmente não chegaram com a rapidez esperada.

Max Gehringer, para CBN.

2017-07-13

Existem setores que reagem melhor durante a crise - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 13/07/2017, com seis coisas para os desempregados pela crise do Brasil.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Existem setores que reagem melhor durante a crise

crise financeira Brasil

Um ouvinte pergunta: "O que você teria a dizer aos milhões de desempregados do Brasil?"

Seis coisas.

Primeira: existem setores que são menos afetados por crises e até costumam crescer com elas. Esses setores são: agropecuária, cosméticos e farmacêuticos. Na hora de encaminhar currículos ou se inscrever em sites, esses são os setores preferenciais porque continuam contratando ou repondo empregados.

Segunda: melhor que ficar sem emprego é aceitar uma vaga, mesmo abaixo da formação acadêmica ou inferior ao nível de expectativa ou com salário menor que o do último emprego. A angústia da expectativa de que algo apareça é mais prejudicial ao corpo e à mente do que um emprego que não seja o ideal.

Terceira: se possível, fazer cursos. O site do SENAC oferece uma infinidade deles. Mesmo que um curso possa não ter um efeito imediato na busca por um emprego, ele abrirá uma opção para futuros momentos ruins do mercado ou para uma futura carreira.

Quarta: apelar para qualquer pessoa que esteja empregada e que possa fazer uma indicação para uma vaga, mesmo que seja alguém de quem não se goste ou com quem se teve alguma animosidade. Na hora da necessidade, qualquer problema do passado deve ficar no passado.

Quinta: fazer qualquer coisa para se manter ocupado e não desanimar. Por exemplo: trabalho voluntário.

Sexta e última: o Brasil já enfrentou muitas crises antes. Todas elas passaram e a atual também passará.

Max Gehringer, para CBN.

2017-07-11

Crise econômica exige concessões - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 11/07/2017, com uma ouvinte que foi dispensada pela empresa anterior devido a crise.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Crise econômica exige concessões

crise desemprego

Uma ouvinte escreve: "Faz alguns meses fui demitida de uma ótima empresa, bastante moderna, que se preocupava com o bem-estar dos empregados, mas que infelizmente teve problemas com a crise e precisou fazer uma redução de quadro. Consegui um novo emprego em uma empresa menor, mas sinto dizer: o aspecto dela deixa muito a desejar.

A anterior tinha móveis novos, computadores com tecnologia recente, amplas janelas para permitir a entrada de claridade e por aí vai. O ambiente atual é o contrário, até a tinta da parede já está gasta. Talvez o pessoal aqui nem perceba isso, por já ter se acostumado, mas eu me sinto até meio claustrofóbica. Posso sugerir que a direção considere essa questão?"


Poder, você pode, mas permita-me tentar mostrar-lhe um outro lado dessa questão. A sua empresa anterior fez belos investimentos no ambiente, mas teve que dispensar você numa crise. Isso significa falta de dinheiro em caixa para manter os pagamentos em dia. A empresa atual não gastou nada para melhorar o ambiente e os equipamentos, mas teve condições de lhe oferecer um emprego.

Uma dedução que se pode extrair é a da aplicação dos recursos disponíveis: onde o dinheiro é gasto e com que finalidade. Há empresas, e a sua atual pode ser uma delas, que operam nos períodos de fartura como se estivessem em crise. E quando uma crise realmente aparece, elas estão preparadas para conservar aquilo que o empregado mais precisa: o emprego.

Max Gehringer, para CBN.

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