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2019-02-04

Para o mercado de trabalho, hora extra não é salário - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 04/02/2019, com uma ouvinte que incorporou as horas extras ao seu salário de fato e está agora buscando um novo emprego.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Para o mercado de trabalho, hora extra não é salário

hora extra

Uma ouvinte escreve: "Estou empregada, mas ao mesmo tempo, estou em busca de um novo emprego. E tenho dúvida quanto ao salário. Aqui na empresa, devido à crise, alguns empregados foram demitidos, e os que ficaram, precisaram assumir as tarefas dos que saíram. Como o tempo era mais curto do que o necessário, durante dois anos recebi, e continuo recebendo, horas extras diárias, que acabaram se incorporando ao meu orçamento.

Para mim, esse passou a ser o meu salário, não por uma circunstância passageira, mas porque é o valor justo pelo que eu produzo. Só que em minha carteira continua constando o valor sem as horas extras. E a minha dúvida é se devo informar e pleitear o meu salário real?"


Eu entendo e concordo, mas faço duas observações. A primeira é a seu favor. Se você fosse demitida, legalmente esse período prolongado de horas extras seria incorporado ao seu salário para efeito do cálculo de rescisão.

Já a segunda observação será menos do seu agrado. Para o mercado de trabalho, hora extra não é salário. O valor de uma função é determinado pela média da remuneração no mercado, sem a inclusão de horas adicionais ou de outros fatores que um empregado possa ter por liberalidade da empresa, por exemplo: o pagamento de um curso.

Por isso, eu sugiro que você não informe o seu salário no currículo. E mencione a sua situação somente em entrevistas pessoais, caso o que lhe seja oferecido fique abaixo de suas expectativas.

Max Gehringer, para CBN.

2019-01-23

Quando vou fazer uma entrevista, devo perguntar sobre salário? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 23/01/2019, sobre como abordar a questão salarial numa entrevista de emprego.

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Quando vou fazer uma entrevista, devo perguntar sobre salário?

entrevista de emprego

Escreve um ouvinte: "Quando vou fazer uma entrevista, devo perguntar sobre salário? Ou é melhor aceitar o que for oferecido e primeiro mostrar serviço, para depois tocar em questões salariais?"

Boa pergunta. Com a crise prolongada, as demissões, a carência de vagas e o congelamento de salários, muitos candidatos passaram a acreditar que o entrevistador irá eliminar do processo, um candidato que começar a falar em salário, antes mesmo de saber se será contratado.

Mas esse silêncio costuma trazer uma consequência. O candidato não pergunta nada durante a entrevista, é contratado e em pouco tempo descobre que há colegas fazendo o mesmo trabalho e ganhando mais. Aí, decide abordar o chefe e ouve que aquela não é a hora de discutir aumento.

Ou, resumindo: não perguntou quando poderia e reclamou quando não deveria.

Há uma diferença entre um candidato perguntar o que vai ganhar ou entender como funciona a política salarial da empresa. Por exemplo, a função tem uma escala de níveis salariais? Em qual nível o candidato está entrando? Como funciona na empresa, a passagem para o nível seguinte?

São perguntas cabíveis e que não estão questionando se o salário é alto ou baixo, apenas visam ficar ciente da política salarial para se adequar a ela.

Se o candidato colocar a sua questão dessa forma, profissional e educada, nenhum entrevistador se recusará a esclarecer. E um potencial problema acaba antes mesmo de começar.

Max Gehringer, para CBN.

2018-11-07

Considero meu salário injusto. Como conduzir isso com meu gerente? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 07/11/2018, com uma ouvinte que descobriu que uma colega que tem uma função parecida ganha mais do que ela.

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Considero meu salário injusto. Como conduzir isso com meu gerente?

mulher pedindo aumento

Uma ouvinte escreve: "Trabalho há dois anos em uma empresa. Quando fui contratada, a crise estava no auge e aceitei um salário mais baixo do que eu considerava adequado. Há um mês, uma nova funcionária foi admitida, com uma função semelhante à minha. E ela me revelou, em uma conversa casual, quanto ela ganha. E é mais do que eu ganho. Considero isso muito injusto e pergunto: como posso conduzir essa situação com o meu gerente?"

Bom, começando pelo que você não deve fazer, não mencione o salário de sua nova colega como argumento para a empresa lhe conceder um reajuste. O seu gerente não iria gostar disso, porque nenhum chefe gosta.

Uma empresa pode ter várias razões para diferenciar salários dentro de uma mesma faixa. Se você abordar o seu gerente cobrando uma explicação, o mais provável é que ele lhe diga, com o respeito que você merece, que esse é um assunto da empresa, e não seu.

Outro argumento fraco seria você dizer ao gerente que foi contratada por um salário abaixo da sua capacitação, se na época esse ponto não chegou a ser abordado.

O que você pode fazer é conversar com o seu gerente sobre a sua situação, relatar o que você fez e mostrou nesse ano e meio. E perguntar o que ainda lhe falta fazer e mostrar para merecer um reajuste.

Eu concordo com você que muitas coisas não parecem justas em empresas. Mas só isso não é suficiente para respaldar um pedido de aumento. O seu desempenho é que será.

Max Gehringer, para CBN.

2018-10-19

Quando se dará a recuperação salarial, se a economia voltar a melhorar - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 19/10/2018, com um ouvinte que teve uma baixa grande em sua remuneração, por causa da crise.

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Quando se dará a recuperação salarial, se a economia voltar a melhorar

recuperação salarial

Escreve um ouvinte: "Há 3 anos, eu tinha um salário até razoável, suficiente para me manter e ainda sobrar um troco para aplicação. Devido a esse estrago que ocorreu no país e no mercado de trabalho, perdi meu emprego. E para me manter ativo, tive que aceitar salários até 40% inferiores ao que eu ganhava.

A minha pergunta é: supondo que haja uma melhora na economia, quanto é que eu vou estar valendo, o que eu ganhava ou o que eu estou ganhando?"


O achatamento salarial é o segundo pior efeito de uma crise prolongada. O primeiro é o famigerado índice de desemprego.

Assumindo-se que volte a ocorrer o que ocorreu em crises anteriores, e nós temos muitas delas para comparar, a recuperação do mercado acontece, mas não é imediata.

A média salarial voltará a subir quando faltarem candidatos a emprego para as vagas que serão reabertas. Supondo-se que tenhamos um período de crescimento contínuo, de pelo menos seis meses, você voltará a valer o que ganhava.

Essa é a boa notícia. A outra, não tão boa, é que haverá muitos candidatos em situação igual à sua, para disputar as vagas oferecidas quando as empresas voltarem a contratar. Ou seja, primeiro, o índice de desemprego precisa cair, para só depois, os salários crescerem.

Não vai acontecer este ano, mas poderá acontecer no ano que vem, se o caos político, judicial e econômico que estamos vivendo, for superado. Nós já passamos por isso antes e o que mais dói é termos que estar passando mais uma vez.

Max Gehringer, para CBN.

2018-10-04

Empregado tem direito a recompensa financeira por desenvolver um projeto na empresa? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 04/10/2018, com um ouvinte que desenvolveu um processo que pode economizar muito dinheiro para a empresa em que trabalha e quer saber se tem direito a alguma recompensa por isso.

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Empregado tem direito a recompensa financeira por desenvolver um projeto na empresa?

recompensa financeira negada

Escreve um ouvinte: "Por minha própria iniciativa, desenvolvi para a empresa em que trabalho, um processo que pode resultar em uma grande economia. O processo ainda está em estudo, mas tem boa possibilidade de ser aprovado. Caso ele seja implantado, pergunto se eu teria direito a algum tipo de recompensa financeira?"

Vamos começar pela má notícia. Do ponto de vista legal: não, você não teria. Todo e qualquer projeto desenvolvido por um empregado, no exercício da função, se torna propriedade intelectual e patrimonial da empresa.

A única exceção a essa regra seria a de um pré-contrato de trabalho, em que a empresa se comprometesse a pagar um adicional, em um caso como o seu.

Porém, se de fato o projeto for implantado e resultar na economia prevista, a sua empresa seria muito mesquinha se não lhe concedesse algum tipo de bônus.

Não só pelo seu merecimento, mas também para não desestimular outros empregados que também poderiam contribuir com sugestões para beneficiar a empresa.

Caso nada lhe seja oferecido após o projeto ter decolado, eu lhe diria que você está em uma empresa que tem apoio legal para limitar o reconhecimento a um "muito obrigado", mas moralmente, você mereceria bem mais.

Se nada acontecer, resta o consolo de que você mostrou ter visão, criatividade e iniciativa. E essas qualidades lhe garantirão um futuro promissor, em alguma empresa que saiba incentivar adequadamente a quem merece.

Max Gehringer, para CBN.

2018-08-21

O que fazer com o funcionário que pede aumento toda hora? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 21/08/2018, com uma ouvinte gestora que tem um subordinado que lhe pede aumento todos os dias.

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O que fazer com o funcionário que pede aumento toda hora?

pedindo aumento de salário

Escreve uma ouvinte: "Sou gestora de um setor e sempre dei abertura a meus subordinados para expôr pontos de vista, trazer sugestões e fazer reclamações. Esse estilo me criou problema com um subordinado, que quase todos os dias me pede aumento.

Já expliquei para ele, de todas as formas imagináveis, que não me será possível atender ao pedido dele. Mas ele sempre retorna, com um novo argumento, normalmente mais emocional do que profissional. O que mais me falta fazer para que ele entenda que 'não' é 'não'?"


Bom, se não existe uma alta rotatividade em seu setor, devido a baixo salários, vou presumir que esse não seja um problema. O que você tem é um subordinado que não consegue equilibrar o que ganha com o que gasta.

Se ele é um bom empregado, uma opção seria você tentar a transferência dele para outro setor da empresa, com algum reajuste.

E outra possibilidade é dar a ele uma série de objetivos que, se cumpridos dentro de um prazo determinado, poderão resultar em um aumento ou em um bônus. Mas aí você teria que oferecer a mesma coisa a todos os outros subordinados.

A penúltima opção seria sugerir que ele procurasse outro emprego, porque você já esgotou o seu repertório de recusas e não quer mais voltar ao assunto.

E a última seria dispensá-lo, para que ele possa, com a rescisão, conseguir um alívio nas finanças.

Se não existe a solução ideal, vale a que vai preservar a sua autoridade.

Max Gehringer, para CBN.

2018-07-20

Qual a diferença entre os financiamentos imobiliários? - by Luiz Gustavo Medina

Transcrição do comentário do Luiz Gustavo "Teco" Medina para a rádio CBN, do dia 19/07/2018, sobre os tipos de financiamento imobiliários.

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Qual a diferença entre os financiamentos imobiliários?

financiamento imobiliário

Cássia Godoy: - Boa tarde, Teco, tudo bem?

Teco Medina: - Oi Cássia, boa tarde, boa tarde aos ouvintes, tudo bem?

CG: - Tudo joia. Hoje a gente tem aqui a dúvida do nosso ouvinte Renato Goes, e ele gostaria que você explicasse quais são as diferenças nos financiamentos imobiliários da tabela PRICE e da tabela SAC.

TM: - Pois é, Cássia, essa é uma dúvida bastante comum. Acho que são os dois tipos de financiamento mais comuns, são disparados os mais comuns. Acho que primeiro tem duas regras que valem pra todo mundo, independentemente de qual financiamento você vai escolher.

A primeira delas é: tente dar uma entrada maior. Tente se desdobrar, vender carro, pegar dinheiro com o cunhado, fazer o que for preciso pra você dar uma boa entrada, porque acho que muito dos problemas de quem financia imóvel é ficar com uma dívida muito, muito grande.

A segunda dica, essa imprescindível, é: corra atrás do menor juros do banco. Procure entre os bancos. É uma dívida muito grande, pra um prazo muito longo e qualquer casa depois da vírgula no financiamento faz uma diferença enorme no valor da parcela ou no valor total da dívida.

Então vale a pena você correr atrás, deixar um pouco a preguiça de lado, barganhar, negociar, porque isso faz muita diferença. As pessoas acham que não, "um banco me ofereceu a 9, outro a 9,2, é só 0,2". Não! Se você joga isso na conta, esse 0,2 é uma fortuna, porque a dívida é muito grande e o prazo é muito longo.

Dito isso, o que eles se diferenciam basicamente, Cássia, é: na tabela PRICE você tem uma parcela fixa, então você vai pagar, sei lá, 300 mil em 20 anos, você vai pagar, sei lá, parcelas de 2215 reais. A vantagem disso é você saber se o tamanho da parcela cabe no seu bolso e você tem uma previsibilidade bem fácil de você administrar. Então na partida, você já sabe quanto você vai pagar e é isso o que vai ser pro resto da vida.

Na tabela SAC, a parcela diminui. Você começa pagando um valor maior pra diminuir e chegar a zero na última parcela daqui a 360 meses. Eu acho que ela tem uma grande vantagem porque você amortiza mais no SAC.

CG: - Aliás, vem daí o nome, né, Sistema de Amortização Constante.

TM: - Exato. E o que acontece: eu acho que você, que qualquer pessoa, é muito difícil você ter uma previsibilidade daqui a 15, 20 anos. Mas às vezes você consegue ter uma previsibilidade daqui a 3, 5 anos. Então, sei lá, você acabou de ser promovido, você olha pro emprego, ganhou um aumento, tá bem, acha que por uns 2, 3 anos tá tudo bem, se algo der errado, vão te demitir e você ganha uma indenização, então acho que é mais fácil você se comprometer com um valor maior no começo.

E por que eu acho que isso é importante? Porque se algo der errado lá na frente, no ano 9, no ano 11, a sua dívida é menor. Então eu acho que você ganha nessa discussão. Se algo der errado, você já pagou mais no começo e tem uma dívida menor.

Porque o que acontece muito: quando você faz um financiamento muito longo e você dá uma entrada muito pequena, durante boa parte do seu financiamento, a sua dívida é maior que o valor do imóvel. E aí é o que quebra a pessoa. A pessoa tem uma dívida de, sei lá, 700 mil e o imóvel vale 550. Se algo der errado, a pessoa tá perdida.

Então é por isso que é importante você tentar dar uma entrada sempre maior e, se você puder, pagar mais no começo. Isso vai impedir que se algo der errado no ano 7, no ano 12, no ano 18, que o valor do seu imóvel seja inferior ao valor da sua dívida.

CG: - Muito bom, faz bastante sentido. Obrigada, Teco, até a próxima!

TM: - Até a próxima, Cássia!

2018-07-05

'Existe lei determinando que trabalhos iguais tenham remuneração igual?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 05/07/2018, sobre a exceção na lei que determina que trabalhos iguais tenham remuneração igual.

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'Existe lei determinando que trabalhos iguais tenham remuneração igual?'

salário

Escreve um ouvinte: "Trabalho em um escritório onde todos fazemos o mesmo tipo de trabalho, mas os salários são diferentes. Não existe uma lei determinando que trabalhos iguais devem ter remuneração igual?"

Sim, essa lei existe. Como toda lei, ela foi criada para evitar discriminação e favorecimento. Mas como acontece com as leis brasileiras, esta também permite exceções.

Uma delas, e a mais utilizada por empresas, é a do quadro de carreira. Essa cláusula permite diferenciar funcionários, tanto pelo tempo de casa, quanto por um plano de desenvolvimento estabelecido pela empresa.

Qual é a lógica dessa diferenciação? Como você mesmo poderá notar, aí no escritório em que trabalha, as tarefas podem ser iguais, mas os executantes não são. Alguns se destacam mais do que outros e a empresa terá mais interesse em investir neles. Para isso, são criadas graduações dentro da mesma função.

Por exemplo, a função de assistente administrativo pode ter uma escala de júnior, sênior, pleno ou qualquer outra nomenclatura que a empresa queira adotar. Nesse caso, júnior não será necessariamente o mais novo de casa, mas alguém que está no primeiro degrau da escala e poderá permanecer nele durante anos. Dentro dessa escala, os salários variam, cerca de 20% entre o piso e o pico.

Ou, em outras palavras, se captei a sua mensagem, alguém aí está se destacando mais do que você, embora vocês dois estejam fazendo trabalhos similares.

Max Gehringer, para CBN.

2018-06-05

Valor de um empregado é proporcional ao prejuízo que ele pode causar - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 05/06/2018, sobre como é medido o valor de um empregado para a empresa.

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Valor de um empregado é proporcional ao prejuízo que ele pode causar

valor empregado

Uma ouvinte escreve: "Eu trabalho em uma dessas empresas grandes, que tem milhares de empregados. No meu caso, estou em um escritório com perto de 40 colaboradores. Não sei como, nem quem, mas vazou a informação de que o diretor da nossa área ganha a mesma coisa que nós 40 ganhamos juntos. Isso provocou descontentamento geral, mas fiquei curiosa e gostaria de entender a razão de tanta diferença."

Certo. Acredito que a razão irá surpreender a você e a seus colegas. O valor de um empregado é proporcional ao prejuízo que ele pode causar.

Se, em um escritório, existem dezenas de pessoas executando tarefas burocráticas, que em seguida passam por processos de conferência para impedir que existam falhas, a possibilidade de um prejuízo é bem pequena. E, portanto, o salário tende a não ser elevado.

Posso lhe assegurar que cada um de vocês, quarenta, trabalha mais que o diretor, em termos de concentração, esforço ou qualquer outro termo que identifique um funcionário exemplar.

Mas o diretor tem autonomia para decidir e pode, em uma só decisão, gerar uma perda de milhões para a empresa. Por isso, ele precisa ter um histórico de decisões acertadas na carreira e recebe a devida compensação.

Se você me perguntar se isso é justo, eu lhe diria que, socialmente, não é. Mas empresas privadas visam lucro. E para obtê-lo, é preciso pagar bem a quem evita prejuízos.

Max Gehringer, para CBN.

2018-05-18

Empresas perguntam pretensão salarial para testar ambição do candidato - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 18/05/2018, sobre a razão que as empresas perguntam, em entrevistas de emprego, a pretensão salarial do candidato.

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Empresas perguntam pretensão salarial para testar ambição do candidato

negociação salarial

Escreve um ouvinte: "Em uma recente entrevista de emprego, me foi perguntado que salário eu estaria pretendendo ganhar. Não seria mais fácil a empresa me dizer qual era a faixa salarial da função, já que, pelo que sei, isso não é negociável?"

Bom, a primeira razão para a pergunta é testar o grau de ambição do candidato. Se ele mencionar um valor muito alto, isso pode significar que ele já entraria na empresa descontente, mesmo aceitando um valor mais baixo.

Por isso, é bom que o candidato esteja preparado para mencionar não um valor específico, mas uma faixa salarial, cuja diferença entre os pontos mínimo e máximo seja de uns 20%. Essa informação pode ser encontrada em sites que publicam pesquisas salariais. Mas melhor ainda seria o candidato saber quanto ganham os seus amigos que ocupam funções semelhantes em empresas da sua cidade.

A segunda razão é que, ao contrário do que você afirmou, salários são negociáveis. Já faz algum tempo que empresas vêm adotando funções com nome duplo, tipo "auxiliar pleno" ou "assistente sênior", exatamente para ter uma pequena margem de manobra no momento de contratar ou de oferecer um reajuste salarial, mas dentro da mesma função.

No seu caso, se a sua pretensão se encaixasse na faixa salarial da empresa e se você tivesse agradado na entrevista, a discussão teria sido possível. Nada exagerado, talvez uns 5%. Mas suficiente para o candidato sair contente e a empresa ficar satisfeita.

Max Gehringer, para CBN.

2018-03-07

Usar reembolso para complementar remuneração é uma espécie de sonegação - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 07/03/2018, com uma ouvinte que trabalha em uma empresa que paga metade do seu salário como reembolso de despesas.

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Usar reembolso para complementar remuneração é uma espécie de sonegação

sonegação de impostos

Uma ouvinte escreve: "Recebi uma proposta de uma empresa na qual me interessa muito ir trabalhar, mas me deparei com uma situação delicada. Na empresa atual, eu recebo metade do pagamento pelo salário registrado em minha carteira. E outra metade, mediante apresentação de recibos de despesas.

Ao comparar minha remuneração líquida com o que a outra empresa oferece, eu passaria a ganhar quase 20% menos. Expliquei essa situação à nova empresa, mas o responsável me disse que, mesmo recebendo menos agora, eu sairia ganhando em longo prazo. Pergunto se isso é verdade."


Embora não lhe pareça, sim, é verdade.

A sua situação presente é a seguinte. A empresa em que você trabalha deduz do balanço, como despesas, as notas que você apresenta. E isso faz com que ela pague menos impostos.

Além disso, ela não recolhe encargos trabalhistas por essa parcela não registrada em sua carteira. Pode parecer esperteza contábil, mas é sonegação. E uma parte do que é sonegado está sendo dividida com você.

Se o que a nova empresa lhe oferece é um valor adequado à função, pela média do mercado, aceitar lhe traria duas vantagens.

A primeira é deixar de compactuar com uma irregularidade. E a segunda é ter um valor maior de fundo de garantia. No longo prazo, isso irá superar os seus rendimentos atuais, como lhe foi dito.

Além disso, em minha opinião, você deve mudar para ter uma carteira de trabalho condizente com a ética e a moralidade.

Max Gehringer, para CBN.

2017-12-26

Melhor momento para pedir aumento é quando você ainda não precisa dele - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 26/12/2017, sobre qual é a melhor forma e momento de pedir um aumento.

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Melhor momento para pedir aumento é quando você ainda não precisa dele

pedindo aumento de salário

Um ouvinte pergunta: "Qual é o melhor momento para pedir um aumento de salário?"

Eu creio que a resposta irá surpreendê-lo. O melhor momento para pedir um aumento é quando você ainda não precisa dele.

Na grande maioria dos casos, empregados pedem aumento, ou quando têm problemas financeiros urgentes para resolver, ou quando acreditam que estão ganhando pouco pelo que fazem.

E aí, entra o chefe, que é uma entidade programada para recusar aumentos, ou porque ele não tem autonomia para conceder reajustes, ou se tem, ele sabe que atender a um pedido irá imediatamente gerar uma fila de outros pretendentes.

Por isso, é preciso se antecipar e falar em aumento quando o trabalho que está sendo feito, ainda não se sobressaiu o suficiente para garantir um reajuste.

E aí, a conversa será bem mais fácil, tanto para o subordinado, quanto para o chefe. A sua pergunta seria: "O que eu preciso mostrar nos próximos meses para poder merecer um aumento?"

Talvez o chefe pergunte se você acha que está ganhando pouco, e a resposta seria: "Não, mas quero poder mostrar que mereço ganhar mais."

Dessa conversa podem resultar objetivos práticos a serem atingidos, ou às vezes, nem isso. Mas o chefe ficará ciente de que tem um subordinado disposto a mostrar que vale mais. Chefes não costumam se esquecer disso. E o assunto já estará encaminhado para quando chegar o momento de conversar para valer.

Max Gehringer, para CBN.

2017-12-20

Por que, no Brasil, há tanta disparidade entre salário do chefe e subordinados? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 20/12/2017, sobre a disparidade dos salários entre chefes e subordinados no Brasil.

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Por que, no Brasil, há tanta disparidade entre salário do chefe e subordinados?

diferença de salários

Um ouvinte escreve: "O salário do nosso gestor é quase quatro vezes maior do que os nossos, que somos subordinados dele. Essa não é uma diferença muito grande? Existe alguma lei que regule salários para que eles se tornem mais justos?"

Não, não existe qualquer legislação oficial que estabeleça uma relação entre a remuneração dos chefes e de seus subordinados.

Há casos, e o da sua empresa pode ser um deles, em que não é difícil encontrar candidatos a emprego que aceitem salários baixos, porque as exigências para a admissão não são muitas, em termos de escolaridade e experiência.

Mas o mesmo pode não se aplicar a um gestor dessa mesma área. Se houver poucos candidatos adequados à posição, a empresa precisará pagar ao gestor um salário suficiente para retê-lo e evitar que ele consiga propostas melhores.

Em resumo, o mercado de trabalho é que estabelece as médias salariais, com base na lei não-oficial da oferta e da procura.

Mas nem por isso, a sua pergunta deixa de ser pertinente. Em países do primeiro mundo, a diferença de remuneração entre chefes e subordinados é bem menor do que aqui no Brasil. A conclusão não é a de que aqui, o chefe ganha mais do que merece, mas a de que os subordinados ganham menos do que deveriam.

Essa é uma situação muito antiga e só existe uma escapatória para ela: fazer o melhor trabalho e investir em si mesmo, para poder chegar a cargos que paguem salários mais apropriados.

Max Gehringer, para CBN.

2017-10-20

Empresas não são obrigadas a reajustar salários de funcionários - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 20/10/2017, com um ouvinte que trabalha em uma empresa que pode não dar nenhum reajuste salarial este ano.

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Empresas não são obrigadas a reajustar salários de funcionários

sem reajuste salarial

Um ouvinte escreve: "Existe um rumor na empresa em que trabalho, de que este ano não haverá reajustes salariais para ninguém. Não é uma exigência legal que empresas devam, pelo menos, conceder aumentos para cobrir a inflação?"

Não, não há nenhuma lei a esse respeito. O que eu posso deduzir é que você trabalha em uma empresa que não tem um sindicato atuante, porque os acordos entre patrões e entidades sindicais são feitos anualmente e contemplam reajustes referentes a inflação e produtividade.

Tirando isso, o único motivo para uma empresa não conceder um reajuste anual é o da situação econômica. Ou seja, a sua empresa está passando por dificuldades para fechar as contas e um aumento na folha de pagamento seria desastroso para as finanças dela.

Mas há também o outro lado. As faixas de remuneração de sua empresa ficariam abaixo do que o mercado está pagando e ela correria o risco de perder bons profissionais.

De qualquer forma, essa é certamente uma situação temporária. Caso os rumores se confirmem e sua empresa, de fato, resolva congelar os salários este ano, os empregados irão receber uma explicação. Se não satisfatória, pelo menos coerente, no mínimo para evitar uma greve geral.

Max Gehringer, para CBN.

2017-08-11

Como negociar o valor do salário num processo de seleção? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 11/08/2017, sobre como negociar o salário numa entrevista de emprego.

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Como negociar o valor do salário num processo de seleção?

salário entrevista de emprego

Um ouvinte escreve: "Sei que existem faixas salariais no mercado de trabalho. Mas sei também que elas não são exatamente iguais para as mesmas funções em todas as empresas. Minha dúvida é: em um processo de seleção, quando surge a questão da remuneração, como posso negociar o salário?"

Vamos lá. Se você estiver se candidatando a uma vaga de direção ou alta gerência e tiver um histórico de boas empresas em seu currículo, a negociação salarial seria um passo inevitável no processo de contratação.

Essa discussão iria incluir todo o pacote de remuneração, incluindo benefícios que a empresa possa oferecer a profissionais que ocupem cargos elevados.

Porém, se você está se candidatando a uma vaga inicial, uma em que não terá subordinados ou que não requeira algum conhecimento muito específico que a maioria dos candidatos não possua, nesse caso o processo de contratação é mais uma via de mão única.

A empresa não estará aberta a uma negociação porque o número de candidatos com qualificação igual à sua será suficiente para que um deles preencha adequadamente a vaga oferecida.

Se a pergunta da pretensão salarial surgir durante a primeira entrevista, o melhor é você responder que a sua preocupação imediata não é o salário, mas sim, a possibilidade de entrar em uma empresa que possa lhe proporcionar oportunidades de poder mostrar o quanto você vale.

Max Gehringer, para CBN.

2017-06-23

'Meu salário está abaixo do piso da minha categoria, minha empresa está descumprindo a lei?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 23/06/2017, sobre pisos salariais.

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'Meu salário está abaixo do piso da minha categoria, minha empresa está descumprindo a lei?'

piso salarial

Um ouvinte escreve: "Minha profissão tem um piso salarial determinado pelo conselho da categoria, só que meu salário está bem abaixo desse piso. Minha empresa não estaria descumprindo a lei?"

Não é tão simples assim. Existem alguns pisos salariais que não admitem discussão, e o mais conhecido deles é o salário mínimo decretado pelo governo federal. Há também os pisos acordados entre sindicatos de patrões e empregados e que valem apenas para as regiões onde esse tipo de acordo é assinado.

Até aí, não há nenhuma dúvida sobre a aplicação daquilo que foi determinado ou acordado. Mas há casos, e um deles pode ser o seu, em que um profissional é contratado para exercer uma função que não necessariamente precise ser exercida por alguém que tenha um diploma específico.

Por exemplo: um psicólogo que seja admitido como assistente administrativo. A vaga poderia ser igualmente preenchida por quem se formou em administração ou direito. O mesmo ocorre com um engenheiro que seja admitido para trabalhar como vendedor. Na contratação, fica implícito que ele ganhará como vendedor e não como engenheiro.

Portanto você precisa verificar se está em uma função que somente pode ser exercida por alguém que tenha a sua formação. Caso você esteja, o sindicato da sua categoria poderá auxiliá-lo em sua petição para receber o piso estabelecido.

Max Gehringer, para CBN.

2017-03-22

'Leio que a economia está melhorando, mas continuo desempregada' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 22/03/2017, com uma ouvinte que continua desempregada e quer saber se as notícias de que a economia está melhorando se aplicam a todos.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Leio que a economia está melhorando, mas continuo desempregada'

desemprego no brasil crise jovens

Uma ouvinte escreve: "Tenho lido notícias de que a situação econômica do país está melhorando e que os índices estão mostrando sinais de recuperação. Mas não vejo nenhum reflexo dessa melhora. Para mim, tudo continua na mesma. Estou desempregada há mais de um ano e fazendo bicos para pagar as contas. E olha que não estou querendo ser vice-presidente de multinacional, só almejo um empreguinho decente para me manter. Será que o trem está passando e eu não estou vendo?"

Não, sua visão está ótima. A questão está na maneira como os dados econômicos devem ser entendidos. A previsão é de que o PIB desse ano cresça 1% sobre o ano passado. Comemorar esse fato seria a mesma coisa que comemorar um gol depois de ter levado sete, porque esse foi o tamanho do tombo do PIB nos últimos dois anos.

Na prática, isso significa que centenas de milhares de jovens que deveriam ter ingressado no mercado de trabalho não conseguiram vagas. E outros tantos também não encontrarão portas abertas para iniciar dignamente uma carreira este ano.

Para que a situação do emprego se equilibre, o PIB do Brasil precisará crescer entre 3% e 5% ao ano durante três ou quatro anos seguidos. Por enquanto, como ponderou nossa ouvinte, a solução é o bico informal ou um negócio próprio ou, o que é pior, um jovem optar por nem procurar emprego.

Os jovens representam atualmente um terço do número total de desempregados. É um doloroso desperdício do potencial da geração mais diplomada e mais bem informada que esse país já produziu.

Max Gehringer, para CBN.

2017-03-10

‘Ganho menos do que várias pessoas que estudaram menos’ - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 10/03/2017, com um ouvinte que ganha menos do que algumas pessoas que estudaram menos do que ele e têm funções semelhantes.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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‘Ganho menos do que várias pessoas que estudaram menos’

comparando salários

Um ouvinte escreve: "Ganho menos do que várias pessoas que conheço que estudaram menos do que eu e que têm funções semelhantes às minhas. Isso não é uma anomalia?"

Não. Suspeito que você esteja fazendo uso da chamada "estatística em causa própria". Se você investigar bem, descobrirá que também existem pessoas que estudaram mais que você e ganham menos que você, mesmo tendo funções semelhantes às suas.

Certamente você terá boas explicações para ganhar mais que elas e tenho certeza de que serão explicações válidas. Mas vou responder à sua dúvida com números.

De fato, o estudo influi no salário. Na média geral do mercado, quem tem curso superior ganha cerca de 20% mais do que quem não tem. E quem tem pós-graduação ganha cerca de 15% mais do que quem só tem curso superior.

Acontece que média geral não significa um número, mas uma faixa salarial. E essas faixas se sobrepõem.

Digamos que você esteja numa faixa cujo salário oscila entre três e cinco mil. A faixa inferior a sua oscilará entre dois e quatro mil. O que significa que, se você estiver no terço inferior da sua faixa, ganhará menos do que alguém que esteja no terço superior da faixa abaixo da sua.

A boa notícia é que você terá muito mais espaço para subir, enquanto a pessoa que hoje ganha mais do que você já está batendo com a cabeça no teto da faixa.

Portanto não pare de estudar. Porque isso influi e muito, embora em certos momentos da carreira até possa parecer que não influi.

Max Gehringer, para CBN.

2017-02-24

Aceitar salário menor pode ser um ajuste à realidade - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 24/02/2017, com um ouvinte que tinha um salário acima da média, mas foi demitido e agora não consegue outro emprego.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Aceitar salário menor pode ser um ajuste à realidade

salários

Um ouvinte escreve: "Trabalhei três anos em uma empresa que só me deu alegrias, até o dia em que me demitiu num programa de redução de custos. Eu considerava a minha remuneração adequada, mas amigos meus me diziam que eu tinha um salário acima da média do mercado.

Venho procurando outro emprego já faz um ano e só acumulei decepções. Enviei currículos por e-mail, me inscrevi em sites e contratei os serviços de uma consultoria de recolocação, mas nada aconteceu. Reluto em reduzir a minha pretensão salarial por receio de ficar em uma faixa abaixo de minhas qualificações e não poder mais sair dela. O que você sugere?"


Se você está mencionando em seu currículo o seu último salário ou a sua pretensão salarial, retire essa informação para ver o que acontece.

Se você começar a ser chamado para entrevistas, é porque, de fato, você estava em um patamar acima do que o mercado está disposto a pagar. Isso acontece ou quando empresas vão muito bem ou quando elas são novas e precisam pagar mais para atrair bons profissionais.

Caso aceite agora uma vaga que pague na média do mercado, você não estaria regredindo, estaria apenas se ajustando à normalidade.

Salários anormais, como o que você teve, devem ser vistos como exceções temporárias e bem-vindas, mas não como uma base não-negociável que possa comprometer a continuidade de uma boa carreira, como a que você teve e continuará tendo.

Max Gehringer, para CBN.

2016-10-28

'Sou gerente e um subordinado me pediu um empréstimo' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 28/10/2016, com um ouvinte cujo subordinado lhe pediu um empréstimo.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Sou gerente e um subordinado me pediu um empréstimo'

pedindo empréstimos

Escreve um ouvinte: "Sou gerente de uma área e um subordinado me pediu dinheiro emprestado. Sempre procurei aconselhar quem trabalha comigo sobre assuntos profissionais e pessoais. E certamente esse meu modo aberto de me relacionar induziu meu subordinado a solicitar o empréstimo. Eu nunca fiz isso e não estou inclinado a fazer, mas gostaria de ouvir a sua opinião."

A minha opinião é: não empreste. Se você emprestar e ele por algum motivo não puder pagar na data combinada, você terá uma indesejável dor de cabeça. E se ele pagar direitinho, outros subordinados seus se sentirão igualmente tentados a usar você como banco. E as duas situações fogem completamente à relação entre chefes e subordinados.

Porém, como simplesmente negar pode criar um clima de constrangimento entre vocês, tente encontrar uma alternativa. Por exemplo, um empréstimo através da empresa, para ser descontado em folha. Embora essa não seja uma prática usual em empresas, também não é uma raridade. Empresas de dono fazem isso, desde que o funcionário tenha feito por merecer. Há também casos em que empresas são associadas a cooperativas de crédito, que fazem empréstimos a juros mais baixos.

Se nenhuma dessas situações se aplica à sua empresa, sugiro que você seja sincero e direto com o seu subordinado, esclarecendo a ele que emprestar dinheiro não é parte das atribuições de um chefe. Ele não gostará, mas entenderá.

Max Gehringer, para CBN.

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