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2019-02-25

Como se adaptar a novas exigências do mercado de trabalho - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 25/02/2019, com um ouvinte que está com sua carreira em declínio, assim como a empresa em que trabalha.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Como se adaptar a novas exigências do mercado de trabalho

adaptação ao mercado de trabalho

Um ouvinte escreve: "Tenho 43 anos, um emprego razoável e um salário adequado. Mas a minha empresa, há anos, vem perdendo mercado. E fico preocupado porque não tenho curso superior e não sei se poderia achar outro emprego igual a este."

Muito bem. Uma carreira e a vida de uma empresa são bem comparáveis. Empresas crescem enquanto se esforçam e investem, para superar concorrentes, fazendo mais do que eles, adequando-se às novidades e adaptando-se às mudanças do mercado.

Uma empresa progride enquanto não desiste de ser melhor do que as outras, mas começa a declinar quando desiste de ser melhor do que ela mesma. Deste ponto até o fim, há um período de estagnação, até que a realidade finalmente mostre que não foram tomadas medidas que poderiam e deveriam ter sido.

Uma carreira segue o mesmo passo: começo difícil, dificuldades para se sobressair entre os iguais, esforço e custo para adquirir novos conhecimentos. Quando tudo isso é superado, vem aquele período de ilusória estabilidade. A sua preocupação parece mostrar que não só a sua empresa está em declínio, mas que a sua carreira também entrou em um estágio de desaceleração.

Eu sugiro que você volte a estudar correndo, para se adaptar a exigências que não existiam há 20 anos, e que agora se tornaram norma de contratação. O ponto positivo é que você percebeu essa necessidade ainda com tempo mais do que suficiente, para se recompor e voltar a ser melhor do que você mesmo.

Max Gehringer, para CBN.

2019-01-21

'Tenho pós-graduação e mestrado, mas não tenho um emprego compatível à minha formação' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 21/01/2019, com um ouvinte que estudou bastante, mas acha que não tem o emprego que merece.

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'Tenho pós-graduação e mestrado, mas não tenho um emprego compatível à minha formação'

estudo e carreira

Escreve um ouvinte: "Tenho 25 anos. Sempre ouvi falar que uma sólida formação escolar iria me assegurar uma carreira bem sucedida. E por isso, estudei muito mais do que a média de pessoas com minha idade. Tenho pós-graduação e mestrado, e falo dois idiomas. Mas não tenho, nem de longe, um emprego compatível com a minha formação. Será que entendi errado o que ouvi ou foi só propaganda enganosa de escolas, para atrair alunos?"

Não, calma! Você entendeu certo. O que talvez não tenha ficado tão claro, é que os cursos que você fez serão muito úteis para a sua carreira ao longo do tempo, mas não todos de uma vez, e nem já nas vagas iniciais.

Se você for, por exemplo, contratado para uma vaga administrativa, você será comparado com colegas que executam tarefas similares às suas, qualquer que seja a formação que eles tenham.

Talvez nessa função você não precise usar nem 10% do conhecimento que adquiriu, mas a cada passo dado na carreira, a sua formação irá se tornar cada vez mais proveitosa para a sua empresa e mais atrativa para o mercado.

O seu estudo irá, sem dúvida, contribuir para que você tenha um futuro melhor do que a média das pessoas da sua idade. Mas antes você precisará passar pelo presente, que requer resultados concretos em funções em que você talvez considere primárias e sem desafios.

Resumindo: o seu estudo lhe dará grande vantagem competitiva, mas não lhe permitirá saltar etapas que são comuns a todos os que começam a carreira.

Max Gehringer, para CBN.

2018-12-12

Dicas de cursos para dar uma guinada na carreira - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 12/12/2018, com uma ouvinte que quer um curso que lhe permita fazer uma mudança em sua carreira.

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Dicas de cursos para dar uma guinada na carreira

mulher pensando em guinada na carreira

Uma ouvinte escreve: "Tenho 35 anos e tive uma carreira profissional errática. Sou formada em administração, mas passei por serviços tão variados como atendente de hotel, vendedora, corretora de imóveis e agente de viagens. No meio dessas mudanças, tive um filho e passei 3 anos fora do mercado.

Voltei a trabalhar há um ano como auxiliar administrativa, em uma empresa de porte médio. E sinto que, se eu não der já, uma guinada em minha carreira, não vou poder ambicionar muita coisa pelos próximos 15 anos.

Pensei em começar algum curso que me permita iniciar em outra área, mas imagino que nenhuma empresa iria me dar uma oportunidade em uma área na qual nunca trabalhei, só porque comecei um curso. O que você pode me sugerir?"


A sua avaliação é correta: qualquer empresa iria preferir contratar alguém com formação e experiência para uma vaga. E sempre haverá candidatos que preencham esses requisitos.

Considerando-se a sua idade, a sua trajetória profissional diversificada e os seus inúmeros contatos com pessoas, você poderia iniciar um curso tecnológico de gestão de recursos humanos.

Essa é uma área que existe em todas as empresas, grandes e médias, incluindo a empresa em que você está agora, e que eventualmente, lhe permitirá uma transferência interna, que é a melhor maneira de se mudar para uma nova área.

O curso tecnológico dura somente dois anos. E depois de concluído, você ainda terá muito tempo de carreira pela frente.

Max Gehringer, para CBN.

2018-12-06

Pensei em cursar administração, mas ouvi que o mercado está saturado. É verdade? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 06/12/2018, com um ouvinte que está para escolher a faculdade e quer saber mais sobre o curso de administração e o mercado de trabalho para ele.

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Pensei em cursar administração, mas ouvi que o mercado está saturado. É verdade?

curso de administração

Um ouvinte escreve: "Preciso escolher a faculdade que vou fazer e pensei em administração. Mas tenho ouvido que o mercado de trabalho para administradores já está saturado e que há profissões mais rentáveis. Gostaria de ouvir a sua opinião."

Certo. Começando pelos fatos. Administração é o curso que mais forma profissionais no Brasil. E por um motivo simples: nenhuma outra profissão oferece uma gama tão ampla de possibilidades de emprego.

Portanto não há saturação, porque embora haja uma enorme quantidade de formandos, há também um número compatível de vagas.

Há tempos, as profissões que mais geram vagas são administração, direito, engenharia e informática. Certamente existem profissões mais rentáveis, mas que não irão gerar vagas suficientes para todos os formandos, ou para a maioria deles.

Por isso, quando uma pessoa lhe sugerir um determinado curso, pergunte se ela conhece alguém que se formou nele e que esteja trabalhando na área. Isso porque essas sugestões ocasionais costumam ser extraídas de leituras na internet, e não de contatos pessoais.

E, finalmente, administração lhe dá a oportunidade de ingressar no mercado e, depois de um par de anos, numa sequência natural, fazer cursos de especialização no setor administrativo em que você melhor se enquadrou.

Em resumo, não opte por um curso sem antes pesquisar bem, se ele pode lhe oferecer a oportunidade de começar a estagiar, ou a trabalhar, ainda antes de se formar.

Max Gehringer, para CBN.

2018-11-28

Tenho 40 anos, mas sem ensino superior e nunca assumi cargo de chefia. O que fazer? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 28/11/2018, com um ouvinte que está preocupado com seu futuro.

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Tenho 40 anos, mas sem ensino superior e nunca assumi cargo de chefia. O que fazer?

futuro profissional

Escreve um ouvinte: "Estou na faixa dos 40 anos, tenho um bom conhecimento técnico e prático, e um emprego que considero mais que aceitável em termos salariais. Mas comecei a me preocupar com duas coisas: não tenho curso superior e nunca tive uma função de chefia.

Se eu perder este emprego, sei que não vou conseguir outro igual, devido à idade, à falta de formação e a meu histórico de eterno subordinado. O que faço? Volto a estudar? Abro um negócio próprio? Não quero acabar dirigindo um táxi."


Bom, primeiro, não descarte dirigir um táxi, porque essa é uma profissão honrosa e de responsabilidade, assim como a sua. Mas vamos por partes.

Sim, você deve voltar a estudar. Considerando-se a sua idade e o tempo que você passou longe da escola, uma opção razoável seria um curso tecnológico à distância, que lhe daria um diploma de nível superior.

Segundo, somente 3 de cada 10 profissionais atingem cargos de chefia na carreira. É mais uma questão de liderança do que de estudo, porque muitos chefes não possuem curso superior, mas têm suficiente conhecimento e ascendência.

E finalmente, o negócio próprio é uma opção, mas não deve ser um salto no escuro. Um curso no Sebrae lhe mostrará o que você precisa saber, antes de se aventurar.

Portanto, sugiro que você comece fazendo três cursos: o superior, o de empreendedor e um de liderança. A soma dos três irá lhe dar uma visão bem mais positiva sobre o seu futuro.

Max Gehringer, para CBN.

2018-11-06

A dificuldade para encontrar uma vaga proporcional aos investimentos nos estudos - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 06/11/2018, sobre como estudo e experiência prática devem andar lado a lado desde o início da carreira.

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A dificuldade para encontrar uma vaga proporcional aos investimentos nos estudos

trabalhador super qualificado multi tarefa

Vou tentar responder a vários ouvintes, que escreveram para relatar uma situação que parece estar se tornando tristemente comum: a dificuldade para encontrar uma vaga que seja proporcional ao investimento já feito nos estudos.

Essa questão vem preocupando jovens que acumularam graduação, pós-graduação e, não raramente, um mestrado e uma imersão em inglês.

Uma vaga adequada a essa formação seria a de um pesquisador, um cientista, ou um analista de alto nível, com remuneração entre 10 e 20 salários mínimos.

O problema é que aparecem poucas vagas desse padrão. E as que surgem dão preferência a profissionais que tenham experiência. Ou, mais exatamente, a que começou em funções mais elementares e foi agregando novos cursos ao currículo ao mesmo tempo em que adquiria vivência prática.

Caso o jovem com bastante estudo decida aceitar uma vaga de iniciante, como auxiliar, para depois ir galgando posições, a coisa irá emperrar, porque um auxiliar geralmente não precisa mais do que uma faculdade, para dar conta das tarefas.

Quem já estudou bem além disso, acaba sendo preterido por ser super qualificado, um elogio que soa como uma condenação.

Sinto ter que reafirmar que estudos e experiência devem, desde cedo, caminhar lado a lado na iniciativa privada. Para quem já passou desse ponto, uma opção a ser considerada é a do serviço público, que paga bem e não exige nenhuma experiência anterior a quem presta um concurso.

Max Gehringer, para CBN.

2018-10-29

Investir em pós-graduação vai agregar valor ao meu currículo? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 29/10/2018, com um ouvinte que não tem pós-graduação e acha que é por isso que não está sendo chamado para entrevistas de emprego.

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Investir em pós-graduação vai agregar valor ao meu currículo?

investir em pós-graduação

Um ouvinte escreve: "Eu me formei em Administração há 12 anos. E depois disso, não fiz nenhum outro curso. No momento estou desempregado e não tenho sido chamado para entrevistas, apesar de ter enviado currículos para todas as vagas anunciadas.

Analisando a situação, percebo que me falta o curso de pós-graduação para tornar o meu currículo mais atraente. Sei que o valor do curso é alto e vou ter que apertar meu orçamento para me matricular em um. E pergunto se este investimento irá realmente me posicionar num patamar superior no mercado de trabalho?"


Bom, como dizem os filósofos corporativos, uma coisa é uma coisa, e outra coisa é outra coisa. Primeiro: sim, uma pós-graduação em uma instituição de ensino bem conceituada irá, sem dúvida, agregar valor ao seu currículo.

E segundo: não, você não está deixando de ser chamado para entrevistas devido à falta da pós-graduação. Isso equivaleria a dizer que o mercado fechou as portas para quem não é pós-graduado, o que está longe de ser verdade. Talvez lhe faltem contatos para uma referência, no momento em que o mercado está atrofiado.

Por isso, outra vantagem de cursar uma pós é a de poder conhecer colegas de classe, que estejam bem empregados e possam indicar você para uma vaga, ou no mínimo, lhe conseguir uma entrevista.

Em resumo: embora a falta da pós não seja o grande empecilho que você está imaginando, ela pode sim, vir a ser a abertura que você está procurando.

Max Gehringer, para CBN.

2018-09-06

Se formar em gestão não significa ser promovido a chefe - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 06/09/2018, com um ouvinte que se formou em gestão, mas ainda não conseguiu ser promovido.

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Se formar em gestão não significa ser promovido a chefe

promovido a chefe

Um ouvinte escreve: "Trabalhei durante dez anos em setores administrativos, sem ter conseguido realizar o meu grande intento, de ser promovido a um cargo de liderança. Por isso, concluí um curso superior de gestão, mas a situação não mudou, para minha decepção. Já me candidatei a vários processos seletivos e nunca fui nem chamado para entrevistas. E agora, devo continuar tentando?"

Vou começar pelo que você não gostaria de ouvir, mas espero que você aguente até o fim do comentário.

A não ser que alguém, algum dia, tenha lhe dito expressamente que você só não era promovido a líder porque não tinha um diploma de gestão, o fato de agora você ter um diploma de gestão não significa que você conseguirá, de imediato, um cargo de liderança.

Empresas que abrem vagas para líder sempre irão dar preferência a candidatos que já ocupem, ou tenham ocupado, função de liderança.

Mas você pode começar a utilizar tudo o que o curso de gestão lhe ensinou, para aprimorar a qualidade do seu serviço, para estreitar o relacionamento com os colegas, para auxiliar a quem necessitar de ajuda, e para apresentar sugestões de melhorias em seu trabalho.

Isso é o que um futuro líder faz para ser notado e merecer uma oportunidade. A promoção vem em decorrência do que é demonstrado na prática.

E a boa teoria que você adquiriu irá lhe dar condições de colocar em boa prática, o que ainda lhe falta demonstrar para realizar o seu grande intento.

Max Gehringer, para CBN.

2018-08-27

'Tenho doutorado. Posso adicionar o título de doutor ao meu e-mail corporativo?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 27/08/2018, com um ouvinte que concluiu um doutorado e quer saber se pode adicionar o título de doutor em seu e-mail corporativo.

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'Tenho doutorado. Posso adicionar o título de doutor ao meu e-mail corporativo?'

e-mail corporativo

Um ouvinte escreve: "Trabalho em uma empresa bem grande e tenho um título de doutorado. Como essa formação me custou muitas horas de dedicação e um razoável investimento financeiro, pergunto se posso adicionar o título de doutor a meu e-mail corporativo?"

Bom, em muitos países, isso certamente seria normal. Nos Estados Unidos, por exemplo, a adição da sigla PhD ao nome de um profissional, não provoca nenhum tipo de insatisfação aos colegas de trabalho.

No Brasil, o título de doutor sempre acompanhou alguns profissionais específicos, como médicos, advogados e cientistas. Mas no mundinho corporativo, a coisa muda de figura.

Embora eu concorde com o seu merecimento, é bem provável que você seja acusado de ostentação ou coisa pior, se enviar um e-mail de trabalho com um "Doutor" atrelado a seu nome.

E como você trabalha em uma empresa bem grande, certamente há nela profissionais com mestrado, MBA e outras distinções. E muitos deles criticarão o seu atrevimento em seu auto-promover.

O que lhe sugiro é consultar a área de recursos humanos, que poderá decidir se é adequado que todos os funcionários com títulos passem a usá-los internamente.

Eu posso quase lhe garantir que a resposta será negativa. O seu doutorado é, de fato, uma conquista. Mas no Brasil corporativo, alardear algo que a maioria não tem, é interpretado como presunção, e não como exemplo.

Max Gehringer, para CBN.

2018-08-24

Desemprego afeta candidatos com as mais variadas formações - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 24/08/2018, com uma ouvinte que se formou tecnóloga e não consegue emprego.

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Desemprego afeta candidatos com as mais variadas formações

brasil em crise desemprego

Escreve uma ouvinte: "Sou tecnóloga, formada este ano. E não estou conseguindo encontrar emprego. Isso ocorre por que os cursos de tecnólogos não são bem vistos pelo mercado de trabalho?"

Não. Isso acontece porque há uma crise. E o desemprego afeta candidatos a emprego de todos os tipos, bacharéis ou tecnólogos, tanto formados em cursos presenciais, quanto de ensino à distância.

No caso de jovens como você, um em cada três ou está desempregado, ou sub-empregado, ou fazendo algum bico para se manter, ou simplesmente parou de procurar vagas. É um número assustador.

Quanto aos tecnólogos, que são os formandos em cursos superiores de dois anos de duração, eles já sofreram mais preconceitos do que sofrem hoje. Os primeiros formandos esbarravam na resistência de muitos recrutadores, que haviam estudado quatro anos e não achavam justo contratar quem tinha se formado em metade do tempo.

Essa fase passou. As empresas já entenderam que, em muitos tipos de trabalho, uma educação de dois anos oferece conhecimentos suficientes para o desempenho de uma função específica.

Eu me formei em Administração. Mas no mundo atual, da interatividade e da informação instantânea e facilmente disponível, não tenho dúvidas de que eu poderia aprender em dois anos, o que aprendi em quatro.

Portanto o problema não é você e nem é o seu curso. É o Brasil, que patina no fundo do poço.

Max Gehringer, para CBN.

2018-08-17

Fraudar o currículo nunca é uma boa estratégia - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 17/08/2018, com uma ouvinte que mentiu no currículo, foi contratada, e agora está angustiada.

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Fraudar o currículo nunca é uma boa estratégia

mentindo no currículo

Uma ouvinte escreve: "Estou passando por um período angustiante. Comecei a trabalhar faz um mês, em uma empresa muito boa, depois de ser aprovada em um processo de seleção bem concorrido. Só que uma informação que eu coloquei em meu currículo não é verdadeira.

Eu não tenho curso superior completo, mas redigi o currículo de maneira a parecer que tenho. Agora não consigo parar de pensar em como posso resolver essa situação. Falo ou fico calada?"


Bom, o fato de você estar angustiada não deixa de ser positivo, porque outras pessoas, em situação igual, poderiam estar se sentindo espertas, por terem enganado o sistema.

Você tem então duas opções. A primeira é, voluntariamente, confessar à empresa que não concluiu o curso, mas já tomou providências para retomar os estudos de imediato.

Se você está sendo uma boa funcionária e tiver uma chefia compreensiva, pode ser que a sua manobra seja perdoada. Não é garantido, mas é possível. E na pior hipótese, você teria que pedir demissão.

A segunda opção também seria você voltar a estudar, mas sem dizer nada a ninguém e esperar que a empresa não descubra, antes de você terminar o curso.

O risco é alguém descobrir. E aí, muito provavelmente, você seria dispensada por justa causa e ficaria com um sério problema para conseguir outro bom emprego.

Em resumo: fraudar o currículo nunca é uma boa estratégia.

Max Gehringer, para CBN.

2018-08-13

'Sou vigilante, voltei a estudar e gostaria de atuar como gestor na área de segurança' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 13/08/2018, com um ouvinte que concluiu um curso tecnológico de gestão e quer saber como usar o conhecimento adquirido para conseguir uma vaga de gestor.

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'Sou vigilante, voltei a estudar e gostaria de atuar como gestor na área de segurança'

segurança empresarial

Um ouvinte escreve: "Trabalho há alguns anos como vigilante. Mas voltei a estudar e concluí o curso tecnológico de Gestão em Segurança Privada. Gostaria de saber como posso usar esse conhecimento adquirido, para me transformar em gestor, nessa área que está em ascensão no mercado corporativo."

É verdade, a área de segurança sempre existiu, desde tempos imemoriais. Mas o recente e rápido surgimento de novas ferramentas tecnológicas transformou o perfil do antigo chefe de segurança, que costumava ser mais um capataz do que um executivo, com conhecimento técnico, financeiro e jurídico.

Minha sugestão seria você tentar ingressar em uma empresa moderna, especializada, que preste esse tipo de serviço, já que, cada vez mais no mercado corporativo, a segurança é um setor terceirizado.

Muito dificilmente você já seria admitido como gestor, apesar do curso concluído, porque ainda é necessário que você aprenda na prática, o que foi ensinado no curso.

Ingressando como auxiliar, ou analista, ou outra função similar, você terá a oportunidade de entender como todo o processo funciona. E depois de um ano, poderá ambicionar um cargo de liderança.

A mesma sugestão vale para todos os ouvintes que concluem um curso, imaginando que o diploma já será um passaporte para uma função de chefia. Não funciona assim. O diploma é um passo, mas a experiência prática contará tanto quanto, ou até mais.

Max Gehringer, para CBN.

2018-08-08

Empresas não reagem a um diploma, mas aos efeitos práticos dele no trabalho - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 08/08/2018, com um ouvinte que concluiu uma pós-graduação e não lhe aconteceu nada no trabalho.

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Empresas não reagem a um diploma, mas aos efeitos práticos dele no trabalho

trabalho e educação

Um ouvinte escreve: "Trabalho há três anos em uma empresa financeira. E faz oito meses que concluí um curso de pós-graduação em uma instituição de ensino renomada. Tomei a providência de encaminhar ao setor de recursos humanos, cópia do diploma e do histórico escolar, para a alteração do meu registro acadêmico. Ao mesmo tempo, informei a meu gestor sobre o curso e o meu desempenho nele.

Eu esperava, no mínimo, receber tarefas de maior responsabilidade. Esperava que a empresa, ao premiar quem se dedicou a estudar, incentivasse outros funcionários a estudar também, o que certamente iria melhorar o nível geral de conhecimento e de execução. Mas nada aconteceu. Continuo fazendo o mesmo trabalho e ganhando a mesma coisa. Será que estudei à toa?"


Não, claro que não. Mas vou tentar lhe dizer exatamente o que você disse, só que do ponto de vista da empresa.

Um empregado estuda; aprende coisas novas; aplica o que aprendeu ao trabalho que executa; o trabalho fica melhor e se destaca; o empregado é recompensado pelo mérito demonstrado; e seus colegas percebem a importância da educação continuada.

Essa sequência de eventos somente difere da exposição que você fez, por um detalhe: empresas não reagem a um diploma, reagem aos efeitos práticos dele no trabalho.

Você não estudou à toa. Ainda apenas não mostrou, usando suas próprias palavras, como o curso melhorou o seu nível de execução.

Max Gehringer, para CBN.

2018-06-07

Ter sólida formação acadêmica não é elemento indispensável para ser chefe - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 07/06/2018, com uma ouvinte que tem um chefe com uma formação acadêmica inferior a dela e se sente incomodada por isso.

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Ter sólida formação acadêmica não é elemento indispensável para ser chefe

chefe no mercado de trabalho

Uma ouvinte escreve: "Comecei a trabalhar para uma empresa de grande porte, faz um mês. Não quero que minha dúvida pareça algum tipo de discriminação, mas eu sou formada e pós-graduada, e descobri que o meu superior imediato concluiu apenas um curso superior na modalidade de ensino à distância. No processo de seleção, foi previamente exigido de nós, candidatos, sólida formação acadêmica. E agora estou em dúvida por que razão essa exigência foi feita, já que, aparentemente, chefes não precisam dela?"

Sim, a sua dúvida não só parece algum tipo de discriminação, como de fato, é. Posso lhe dar uma série de motivos para que alguém seja promovido a chefe, e certamente a formação influi. Mas não exclui.

E não sei como você chegou à conclusão de que ensino à distância é uma sub-categoria de ensino, mas sugiro que você repense os seus conceitos com base na maneira como o seu chefe age, decide, fiscaliza, cobra e orienta os subordinados.

Acho ótimo que jovens possam frequentar as melhores universidades presenciais. E não tenho dúvidas de que os formandos nelas ainda têm preferência na hora da contratação, como certamente ocorreu no seu caso. Mas não na hora de uma promoção.

Empresas, em geral, não promovem ninguém por acaso. E as de grande porte, menos ainda. Por isso, permita-me sugerir que você preste atenção ao trabalho do seu chefe, porque ele já mostrou muita coisa que você ainda precisará mostrar.

Max Gehringer, para CBN.

2018-05-29

'Minha carreira profissional não acompanhou realizações acadêmicas' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 29/05/2018, com um ouvinte que concluiu um mestrado, mas não teve muita mudança na carreira por causa disso.

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'Minha carreira profissional não acompanhou realizações acadêmicas'

mestrado

Escreve um ouvinte: "Conclui um curso de mestrado, o que sempre foi o meu sonho. Mas a minha carreira profissional não acompanhou minhas realizações acadêmicas. Já trabalho há 8 anos e nunca ocupei um cargo de liderança. Eu imaginava que meu mestrado pudesse me abrir novas portas, mas não recebi nenhuma resposta, sobre currículos que enviei nos últimos meses. Pergunto se existe algum tipo de inveja ou discriminação contra quem possui mais bagagem acadêmica do que um cargo exige?"

Não. Eu poderia lhe dizer que existe uma precaução, mas não uma perseguição. Vamos então, por partes.

Se os currículos que você enviou foram para cargos de liderança, você não obteve resposta porque não tem experiência anterior em liderar. E um mestrado não elimina essa necessidade de vivência prática na função.

E se os currículos foram para posições semelhantes a que você tem agora, mas em empresas de maior porte, muito possivelmente os recrutadores irão imaginar que você não irá se sentir satisfeito enquanto não for promovido a uma função mais compatível com o seu estudo. E eles darão preferência a contratar alguém que tenha a formação que a vaga pede, e não muito mais.

Eu acredito que você poderia utilizar o seu aprendizado, ingressando no serviço público, onde passa no concurso quem sabe mais e não há nem avaliação de currículo e nem precaução de recrutador.

Max Gehringer, para CBN.

2018-05-25

Nome da universidade passa a ter menos impacto quando se começa a montar currículo - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 25/05/2018, sobre como o nome da faculdade influi na busca por um emprego.

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Nome da universidade passa a ter menos impacto quando se começa a montar currículo

faculdade de renome

Um ouvinte escreve: "Eu me formei em uma faculdade que cabia em meu orçamento, mas que não goza de reputação no mercado. Pergunto se isso irá impedir que eu consiga um emprego melhor, porque o que eu tenho, não me dará futuro nenhum?"

Sim, o nome da escola influi. Não que as empresas achem que uma faculdade menos vistosa, necessariamente, ofereça ensino de baixa qualidade, mas grandes empresas tendem a preferir contratar quem se forma em escolas que já tenham uma marca consolidada e uma história. Na verdade, as maiores empresas vão a essas faculdades para anunciar vagas iniciais ou de estágio.

O nome da escola só começa a ter menos impacto quando um profissional consegue montar um currículo, com dados e fatos que atestem a sua competência profissional. E isso costuma ocorrer depois de cinco anos de trabalho, por aí.

Mas há outra maneira de enxergar o que, à primeira vista, parece ser uma condenação. O número de formandos em escolas com mais tradição é insuficiente para preencher 10% das vagas, ou talvez nem isso.

O que posso lhe sugerir é tentar mudar, um par de vezes, para empregos que sejam melhores que os anteriores, mas sem esperar que, de repente, você seja selecionado para uma vaga muito concorrida em uma grande empresa.

Dessa forma, você irá compondo, passo a passo, um currículo que terá mais peso do que a faculdade. E conseguirá participar de processos seletivos mais disputados.

Max Gehringer, para CBN.

2018-05-22

Sistema educacional não prepara os jovens para realidade do mercado de trabalho - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 22/05/2018, sobre como o sistema educacional brasileiro não prepara os jovens para o mercado de trabalho.

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Sistema educacional não prepara os jovens para realidade do mercado de trabalho

sala de aula vazia

Um ouvinte escreve: "Este é o meu primeiro emprego, mas acho que dei azar e entrei na empresa errada. Tenho visto aqui muitas coisas que contrariam as boas práticas de administração e o tratamento pessoal. Penso em mandar uma mensagem ao diretor, para levar ao conhecimento dele, fatos que ele talvez ignore. Ou isso, ou vou embora daqui. O que você me diz?"

Digo-lhe que você pode fazer as duas coisas simultaneamente, porque a primeira irá resultar na segunda.

O que você sente, e muitos jovens que ingressam no mercado de trabalho também estão sentindo, é um choque de tratamento.

Com as mudanças que foram implantadas no sistema educacional do país, desde o ensino fundamental, os alunos passaram a ser aprovados sem ter notas, não podem ser chamados a atenção pelo professor e não podem ter o seu desempenho comparado com os dos colegas.

Perto de tudo isso, o mercado de trabalho é um outro mundo. Desde o primeiro dia, vai existir cobrança, pressão e comparação direta.

Não é que as empresas tenham piorado, elas até melhoraram no quesito relações humanas. Mas o primeiro contato com a nova realidade costuma ser penoso, porque altera a dinâmica a que o estudante estava acostumado. O resultado tem sido a troca constante de empregos, uma ciranda que as empresas já não têm como evitar.

O que posso lhe dizer é que lá pelo terceiro emprego, você estará mais habituado, embora ainda não conformado.

Max Gehringer, para CBN.

2018-05-02

Formação superior não garante emprego - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 01/05/2018, sobre como uma formação superior não é uma garantia de emprego.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Formação superior não garante emprego

curso superior

Quatro ouvintes escreveram, colocando situações semelhantes. Eles, que se formaram em cursos superiores, não conseguem emprego na área. Os cursos em questão são Educação Física, Relações Internacionais, Jornalismo e Gestão de Marketing. Eu poderia acrescentar mais uma dúzia de cursos a essa lista, mas vamos aos fatos.

Primeiro: ao contrário do que muitos jovens acreditam ao escolher um curso, e seus pais mais ainda, ter um diploma de curso superior não é garantia de emprego na área de formação.

Segundo: as listas de profissões do futuro que aparecem todos os anos, precisam ser interpretadas com cuidado. Uma profissão que esteja em alta no momento em que um estudante começa um curso, poderá não estar mais quando ele o conclui. Por exemplo, quem optou por Hotelaria, quando o Brasil ainda se preparava para promover a Copa e as Olimpíadas, está tendo dificuldade para se empregar agora.

Terceiro: é preciso saber qual é a fonte das pesquisas. Muitas são traduções de publicações dos Estados Unidos, onde as exigências do mercado são bem diferentes das nossas.

Então, duas conclusões. O que está faltando no mercado brasileiro são técnicos. Eles conseguem emprego mais facilmente devido a carência de oferta, e depois poderão fazer uma faculdade já empregados.

E finalmente, começar a trabalhar cedo, aos 16 anos, permitirá ao jovem ter uma visão muito melhor do curso superior a ser escolhido.

Max Gehringer, para CBN.

2018-03-23

'Minha empresa se recusou a me dar auxílio financeiro para pós-graduação' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 23/03/2018, com uma ouvinte que trabalha em uma empresa que não dá auxílio financeiro a seus funcionários para eles estudarem.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Minha empresa se recusou a me dar auxílio financeiro para pós-graduação'

auxílio financeiro educação curso

Uma ouvinte escreve: "Trabalho em uma empresa faz cinco anos. O bom tratamento que recebi durante esse tempo, assim como os resultados que apresentei, me deixaram com a impressão de que eu poderia pleitear um auxílio para fazer uma pós-graduação.

Pleiteei e o meu superior me respondeu que não era política da empresa pagar cursos. O gestor de recursos humanos me repetiu esse mesmo argumento e adicionou uma razão esdrúxula: 'Se pagarmos para um, vamos ter que pagar para todos', ele me disse. Como devo entender essa recusa?"


Começando pelo modo mais evidente, você está em uma empresa pouco preocupada com a valorização dos funcionários. Mas há outra razão e essa é mais recente.

Nos últimos dez anos, mudar de emprego virou rotina. Muitas empresas que pagavam cursos perceberam que os beneficiados não se preocupavam em trocar de emprego ao concluir o curso pago, ou mesmo antes de terminá-lo.

Algumas empresas tentaram impedir essa revoada, impondo aos beneficiados a assinatura de um documento, em que eles se comprometiam a permanecer na empresa por um tempo após o curso. Mas esse documento não tem valor legal. O empregado pode pedir a conta quando quiser.

Não sei em que situação a sua empresa se enquadra, mas se fosse você, eu não interpretaria a recusa como um sinal de que você não é importante. Apenas há uma política em vigor, que o gestor de recursos humanos poderia ter lhe explicado de maneira menos áspera.

Max Gehringer, para CBN.

2018-03-12

Agências de serviços temporários são opção para jovens desempregados - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 12/03/2018, com um jovem ouvinte que não está conseguindo um emprego.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Agências de serviços temporários são opção para jovens desempregados

inserção no mercado de trabalho

Um ouvinte escreve: "Tenho 20 anos, concluí um curso superior em modalidade tecnológica e venho há meses tentando conseguir um emprego. Afinal de contas, a situação do Brasil melhorou ou não?"

Sim, melhorou em relação ao que o Brasil tinha sido, nos dois anos em que o PIB desabou. Porém, como você está constatando, essa melhora ainda está longe de resolver o problema do desemprego, principalmente em casos como o seu.

Segundo o IBGE, um em cada quatro jovens brasileiros entre 18 e 24 anos, terminou o ano passado sem emprego formal. Essa é a herança mais indigesta da crise econômica.

Para normalizar a situação, seria preciso que quatro milhões de vagas fossem criadas em curto prazo.

A sugestão que posso lhe dar de imediato é a de se cadastrar em agências que fornecem serviço temporário a empresas. Embora seja um trabalho transitório, ele oferece a oportunidade de entrar em uma empresa, mostrar serviço, chamar a atenção e, eventualmente, receber uma proposta para se tornar um empregado fixo.

Recomendo-lhe também não se ater somente ao curso em que você se formou. O seu diploma é um passe de entrada no mercado de trabalho, e não uma barreira para que você rejeite vagas em outras áreas.

A sua avaliação é correta. Uma melhora nas contas do governo não é um alívio para quem procura emprego e não acha. Mas essa é a situação presente. E é preciso saber aproveitar as poucas brechas que aparecem para se inserir no mercado de trabalho.

Max Gehringer, para CBN.

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