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2018-12-31

Como superar a dificuldade de se fixar num emprego - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 31/12/2018, com uma ouvinte que tem dificuldade em se fixar num emprego.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Como superar a dificuldade de se fixar num emprego

dificuldade de se fixar em emprego carteira de trabalho

Uma ouvinte escreve: "Não consigo me fixar em um emprego. Tive cinco em menos de três anos. Estou em vias de partir para o sexto e não sei bem como explicar o que me acontece. Tenho a formação e o perfil que a vaga exige, e vou bem nas entrevistas. Mas depois de poucos meses, começo a ter aquele sentimento de que estou no lugar errado. Aí, peço a conta e o ciclo se reinicia, com uma nova expectativa que acabará em uma nova decepção. Pergunto: o que há de errado comigo?"

Vou considerar que você não sente esse tipo de desânimo prematuro em atividades ligadas somente à sua vida pessoal, porque se sentisse, isso já explicaria também o lado profissional. E iria requerer uma terapia para avaliação das causas.

Mas, sendo você uma pessoa bem-resolvida, só há uma razão para o desinteresse de curto prazo, que gera a sua mobilidade: ser empregada não é o que a satisfaz.

Ter tido uma experiência ruim em um emprego, ou duas, ou eventualmente três, pode ser algo atribuído a falta de sorte ou a escolhas mal-pensadas. Já cinco extrapola a normalidade. E você precisa considerar outras opções.

A mais lógica seria a de abrir o seu próprio negócio, porque nele você teria o que nenhum emprego irá lhe oferecer: a possibilidade de decidir seu rumo e de mudar o que você achar preciso na hora em que quiser, e sem ter que consultar a ninguém.

Não custa você fazer um curso de empreendedorismo e avaliar se esse caminho faz sentido para você. Eu acredito que fará.

Max Gehringer, para CBN.

2018-12-04

A falta de continuidade na função pode prejudicar a contratação - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 04/12/2018, com um ouvinte que mudou bastante de área e quer mudar ainda mais.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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A falta de continuidade na função pode prejudicar a contratação

profissional multidisciplinar

Um ouvinte escreve: "Tenho 7 anos de carreira e passei por áreas diferentes em várias empresas. Não consegui me estabilizar, nem em uma empresa, e nem em um setor específico, embora eu nunca tenha sido demitido. Quando faço entrevistas, sinto que os recrutadores não gostam de ouvir que um candidato não tem preferência por um setor, e acabam contratando quem começou em uma direção e nunca saiu dela.

Tem muita coisa que eu ainda não fiz, mas gostaria de tentar. Só que não vejo abertura das empresas para proporcionar esse tipo de oportunidade."


Bom, a sua avaliação está corretíssima. Ao preencher uma vaga, a empresa prefere contratar o candidato que tem uma história de continuidade na função e os cursos compatíveis a ela.

Eu conheço gente que mudou de área, até radicalmente, mas dentro da própria empresa. Já para ser contratado por outra empresa, para uma função que nunca executou, é preciso que essa função não requeira especialização prévia ou cursos específicos.

Para quem, como você, já fez muita coisa e tem vontade de fazer muitas outras, o mercado de trabalho vai ficando cada vez mais estreito, em vez de se alargar.

Essa sua flutuação profissional é mais comum em empresários do que empregados. E por isso, sugiro que você considere ter seu próprio negócio.

Nele, você poderá aplicar as aptidões adquiridas e testar outras novas, sem ter que se explicar para recrutadores, que estão apenas buscando o empregado convencional.

Max Gehringer, para CBN.

2018-10-30

É ético oferecer para empresas menores o mesmo serviço que faço na minha empresa sem avisá-la? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 30/10/2018, com um ouvinte que quer abrir um negócio próprio, para prestar nos seus horários de folga, o mesmo serviço que ele faz na empresa em que trabalha.

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É ético oferecer para empresas menores o mesmo serviço que faço na minha empresa sem avisá-la?

consultoria para pequenas empresas

Escreve um ouvinte: "Trabalho no setor de tecnologia de uma grande empresa. Faço o tipo de serviço que seria útil para empresas menores, que só não o implantam porque não podem pagar especialistas em tempo integral.

Estou pensando em abrir um negócio próprio de prestação de serviços, que eu conduziria de minha residência, no período noturno e nos finais de semana. Pergunto se seria eticamente correto fazer isso, sem avisar a minha empresa atual?"


Bem, para que fosse eticamente correto, você teria que tomar alguns cuidados: não prestar esse serviço adicional a empresas concorrentes da sua, não utilizar equipamentos da empresa atual, não atender a ligações para consultas de terceiros durante o expediente.

E finalmente, não repassar a seus clientes, processos que sejam de propriedade da empresa atual, isto é, que só ela tenha e que não sejam comuns no mercado.

Outro cuidado muito importante é você ler o seu contrato de trabalho, para se certificar de que nada consta nele, sobre você ter um trabalho paralelo.

Dito isso, eu desconfio que a sua empresa não irá ficar calada, quando descobrir que você está prestando serviços externos na mesma área em que atua.

No mínimo, você irá ouvir que deveria ter consultado a empresa antes, para saber se não haveria conflito de interesses. E é isso o que eu lhe sugiro fazer.

Fale com o seu superior. Se você depende do seu emprego atual, é melhor não correr riscos que possam ser mal interpretados.

Max Gehringer, para CBN.

2018-08-15

A experiência como empresário ajuda ou atrapalha no retorno ao mercado de trabalho? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 15/08/2018, com um ouvinte que era dono do seu próprio negócio, mas agora precisa voltar ao mercado de trabalho como empregado.

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A experiência como empresário ajuda ou atrapalha no retorno ao mercado de trabalho?

entrevista de emprego

Escreve um ouvinte: "Tive a minha própria empresa nos últimos sete anos, mas a crise me forçou a encerrá-la enquanto ainda era tempo. E agora estou retornando ao mercado de trabalho. Tenho um par de entrevistas agendadas, através de indicações de amigos. Mas a minha dúvida é se a minha experiência como empresário irá funcionar a meu favor ou contra?"

Tudo dependerá do que você responder quando a inevitável pergunta lhe for feita: "Como você se vê trabalhando como empregado, depois de sete anos como patrão?"

Para poder respondê-la satisfatoriamente, vamos imaginar que você ainda tenha sua empresa e que decidiu contratar um auxiliar. Apareceram vários candidatos, mas o melhor deles parece ser um rapaz que também foi dono de um pequeno negócio durante anos, mas agora resolveu fechá-lo e vir trabalhar com você, como empregado.

Quais seriam as suas dúvidas para contratá-lo ou não? Será que ele saberá acatar, sem reclamar, as ordens que estava acostumado a dar? Será que ele vai querer dar palpites sobre o modo como você conduz o seu negócio? Que coisas ele aprendeu enquanto tinha a empresa dele, e que agora poderão contribuir para com a sua?

Essas são as mesmas indagações que um recrutador lhe fará. E ele espera ouvir as mesmas respostas que fariam você, enquanto era dono, contratar com inteira confiança um empregado que também havia sido dono.

Max Gehringer, pra CBN.

2018-07-26

Desconfie de casos bem-sucedidos de mudança profissional que surgem na internet - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 26/07/2018, com um ouvinte que quer mudar sua carreira e partir para o empreendedorismo na área gastronômica.

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Desconfie de casos bem-sucedidos de mudança profissional que surgem na internet

mudança profissional

Escreve um ouvinte: "Estou considerando uma mudança radical. Fiz 30 anos e trabalho em empresas há 11 anos, mas não consegui decolar até agora. Meu desejo seria ingressar na área de gastronomia. Já li na internet sobre pessoas que fizeram mudanças desse tipo e se deram muito bem em curto prazo. E pergunto: o que devo considerar para não me arrepender?"

Bom, eu sou a favor das mudanças. Mas antes de mudar, há duas perguntas que você precisa responder a si mesmo.

Primeira: depois de 11 anos de experiência como empregado, quais fatores impediram você de decolar? Algum deles poderia também impedir o seu sucesso como dono, em uma atividade completamente diferente?

E segunda: você conhece, pessoalmente, alguém que se deu bem ao fazer a mudança que você pretende fazer? Isso porque nem tudo o que se lê na internet é verdade. E, em particular, histórias de sucesso repentino costumam ser exageradas.

Supondo que você tenha feito essa auto-avaliação e continue convencido de que mudar será a solução, eu lhe recomendaria fazer dois cursos rápidos. Um no Senac, na especialidade gastronômica de sua escolha. E outro, o Empretec do Sebrae. O primeiro lhe dará detalhes que você não pode ignorar. E o segundo, impedirá que você cometa erros comuns a novos proprietários de pequenos negócios.

Depois disso, eu espero que tudo dê certo e que você venha a ter, em breve, uma história legítima de sucesso para contar.

Max Gehringer, para CBN.

2017-10-05

Pessoas brilhantes não reagem bem a críticas dos chefes - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 05/10/2017, sobre como pessoas brilhantes se dão melhor como empreendedoras do que como empregadas.

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Pessoas brilhantes não reagem bem a críticas dos chefes

críticas do chefe

Um ouvinte escreve: "Estou faz dois anos nesta empresa, uma multinacional muito famosa. E me sinto desconfortável ao ver que colegas com poucas aptidões visíveis foram promovidos durante esse tempo, e eu ainda não fui. Não entendo bem os critérios que a empresa usa para decidir quem merece uma promoção, mas algo está bloqueando a progressão que eu esperava ter e que acredito merecer."

Muito bem. Você é uma pessoa brilhante. Digo isso sem nenhuma ironia e acreditando em tudo o que você escreveu, porque você não é um caso único no mercado de trabalho.

De modo geral, pessoas brilhantes, com elevado grau de confiança em seu próprio talento, como é o seu caso, são superadas em promoções por dois motivos.

O primeiro é o de ter baixíssima resistência a críticas da chefia, porque usualmente quem é brilhante se julga mais brilhante que o chefe direto.

E a segunda é não dar a devida importância ao relacionamento com os colegas, porque quem é brilhante prefere trabalhar sozinho.

O resultado é o que você tem visto. Quem entende as prioridades do chefe e consegue criar um ambiente de boa convivência com os colegas, acaba tendo precedência nas promoções, por possuir o perfil desejado pela empresa de bons resultados e bom relacionamento.

Já quem prefere fazer o trabalho a seu modo e tomar as próprias decisões, se dá muito melhor como empreendedor do que como empregado. E essa seria a melhor sugestão que eu poderia lhe dar.

Max Gehringer, para CBN.

2017-09-07

'Tenho receio de perder o ambiente familiar na minha empresa' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 07/09/2017, com um ouvinte dono de uma empresa que não quer perder o ambiente familiar que a sua empresa tem, mesmo com ela crescendo.

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'Tenho receio de perder o ambiente familiar na minha empresa'

ambiente de trabalho familiar

Um ouvinte escreve: "Sou empresário e tive a sorte não apenas de ter escapado da crise, como de ter visto minha empresa crescer durante esses últimos tempos. Minha preocupação é que comecei faz oito anos com apenas três empregados. Hoje tenho perto de sessenta e vejo boas possibilidades de expandir ainda mais o meu negócio. Mas tenho receio de que a minha empresa possa começar a perder aquele ambiente quase familiar que sempre teve, em que todos se conheciam e se apoiavam. Como posso evitar que isso aconteça?"

Acertando nas novas contratações. Um fato quase inevitável é que um empresário que vê sua empresa atingir um novo patamar, se sinta tentado a trazer profissionais mais qualificados, muitas vezes oriundos de empresas de grande porte.

O que posso lhe sugerir é evitar que haja um conflito entre os novos contratados e os atuais. E você pode fazer isso cuidando pessoalmente da primeira entrevista.

Você sabe melhor que ninguém que tipo de profissional irá se encaixar bem no ambiente. E seria um erro contratar pessoas pela bagagem acadêmica ou por elas terem ocupado cargos em empresas maiores, principalmente naquelas que são mais impessoais no tratamento dos funcionários. Se a sua empresa cresceu sem estrelas, é sem elas que continuará crescendo.

Portanto o principal fator de contratação será a facilidade para se adequar à cultura existente. Há bons profissionais no mercado que se enquadram nesse quesito. E cabe a você, descobri-los.

Max Gehringer, para CBN.

2017-06-12

Franquias só dão certo quando há dedicação total do franqueado - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 12/06/2017, sobre franquias.

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Franquias só dão certo quando há dedicação total do franqueado

franquia de sucesso

Um ouvinte escreve: "Estou empregado e acredito que não corra nenhum risco imediato de perder o emprego. Mas já passei dos 30 anos e quero investir em algo que possa me garantir um futuro mais sólido. Pesquisei várias franquias e selecionei algumas que me interessaram e que estão dentro do meu orçamento. Mas antes de investir, gostaria de lhe perguntar se estou sendo precipitado. Afinal, vou passar a ter dois empregos, um na empresa e outro na franquia."

Não, você não está sendo precipitado, pelo contrário, está sendo realista quanto a veleidade do mercado de trabalho. Mas você está sendo otimista. Franquias costumam dar certo quando existe a dedicação integral do franqueado.

Adquirir uma franquia e deixar que outra pessoa administre, com o franqueado aparecendo no fim do dia para conferir as contas, é um dos principais motivos que levam uma franquia a não produzir os resultados esperados.

Pior: quando uma franquia começa a ir mal e passa a requerer mais atenção, isso pode afetar o emprego regular do franqueado. Ele passa a ficar mais dispersivo e mais irritado.

Pode ser que você tenha uma pessoa de sua inteira confiança e muito competente para tocar o dia-a-dia da franquia para você. Se tiver, a chance de sucesso será maior.

Só tenha absoluta certeza de que você não colocará uma pessoa apenas esforçada e bem-intencionada no comando do seu investimento, porque isso costuma dar errado.

Max Gehringer, para CBN.

2017-05-18

'Como um jornalista consegue emprego?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 18/05/2017, sobre a profissão de jornalismo.

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'Como um jornalista consegue emprego?'

profissão jornalista

Um ouvinte escreve: "Sou formado em jornalismo e pergunto: como jornalista consegue emprego?"

De três maneiras. Na mídia tradicional, somente através de indicações diretas, e isso quando há uma vaga, o que está cada vez mais raro.

A segunda opção é a mídia digital, que vai gradativamente substituindo o formato analógico de jornais e revistas. Muitos jornalistas já migraram para ela como blogueiros, colaboradores de sites ou donos de um site de informações. E nesse caso, a remuneração viria da propaganda, cujo valor depende do número de visitantes que o site conseguir atrair.

A terceira opção é a da representação de profissionais. O jornalista consegue um grupo de clientes, normalmente gestores de empresas, consultores ou professores, e se encarrega de divulgá-los enviando notícias aos órgãos de mídia sempre que surge um assunto pertinente a um dos clientes e oferecendo-o como fonte de informação e de opinião. Mesmo estando em cidades pequenas, é possível fazer isso, porque as entrevistas são por meio digital.

A vantagem dos profissionais que pagam por esse serviço é a visibilidade que eles conseguem. Já o jornalista cobra uma taxa mensal acessível, mas o campo é bem vasto: qualquer professor ou gerente de empresa pode ser um cliente e uma carteira de cinquenta profissionais já permitiria uma remuneração decente.

Resumindo: profissões não acabam, elas apenas se transformam e se adaptam. Até o século passado, o jornalista foi um empregado. Neste século, é um empreendedor.

Max Gehringer, para CBN.

2017-05-17

'Posso ser um bom empregado e mau empreendedor?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 17/05/2017, com um ouvinte que tentou ser empreendedor, mas sua primeira tentativa não deu certo.

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'Posso ser um bom empregado e mau empreendedor?'

empreendedor fracassado

Um ouvinte escreve: "Eu e meu irmão estamos trabalhando, cada um em uma empresa. Ganhamos o suficiente para vivermos com certo conforto, mas nós dois sempre procuramos algo que nos permitisse dar um salto maior em nossas carreiras. Por isso, faz dois anos, decidimos abrir um negócio próprio.

Imaginávamos que tínhamos conhecimento suficiente para isso, tanto no comércio quanto na administração, mas descobrimos que não. O negócio não decolou e tivemos que encerrá-lo, com algumas dívidas a pagar. Pagamos, mas hoje, eu e ele ainda conversamos sobre o que pode ter dado errado e temos dificuldade em aceitar que somos bons empregados e maus empreendedores."


Muito bem. Há muitos negócios próprios que dão certo e há outros que não dão, como aconteceu com vocês. A maior parte dessas experiências frustrantes se deve a um fato simples: o negócio foi aberto com base no que as pessoas pensavam de si mesmas, como ocorreu com vocês, e não com tudo o que elas deveriam saber antes de começar para fazer o negócio dar certo.

cursos que ensinam isso e o mais conhecido e divulgado é o Empretec do Sebrae. Eu sugiro que vocês dois façam o curso, porque um fazer e contar para o outro não vai funcionar.

Aí, absorvam o conteúdo do curso, esgotem as suas dúvidas com perguntas ao monitor e conversem com outros participantes que também tiveram negócios próprios e desistiram deles. Só depois de ter digerido todas essas informações, é que vocês estarão aptos a decidir se poderão, ou não, serem empreendedores tão bons como têm sido bons empregados.

Max Gehringer, para CBN.

2017-05-09

'Vendi minha empresa e tenho de procurar um emprego' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 05/05/2017, com uma ouvinte que era empresária e agora está de volta ao mercado de trabalho buscando um emprego.

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'Vendi minha empresa e tenho de procurar um emprego'

empresária vs empregada

Uma ouvinte escreve: "Durante nove anos fui proprietária de um negócio próprio, no qual eu fazia de tudo. Acabo de vender essa empresa e vou começar a procurar um emprego. E sei que o meu período como empresária me colocará em posição menos privilegiada em relação a outros candidatos. Além disso, ainda nem decidi para qual área devo me candidatar, já que entendo de finanças, administração e vendas. O que você me diz?"

Digo-lhe três coisas.

A primeira é que você não estará em posição menos privilegiada: a sua experiência contará muito em entrevistas.

A segunda coisa é que mesmo tendo feito tudo sozinha em sua empresa, certamente havia uma área que lhe agradava mais. Se você não conseguir se decidir, opte pela área administrativa, que oferece um leque maior de oportunidades.

E a terceira coisa, e a mais importante, é que você precisará mostrar aos entrevistadores que quer entrar em uma empresa para colaborar e não para querer mandar, como se acostumou a fazer.

Essa talvez seja a parte mais difícil, porque as perguntas certamente abordarão esse tema da empresária que decidiu se tornar empregada.

Por isso, enfatize que você entende muito bem a diferença entre decidir tudo sozinha e se encaixar em um sistema em que há rotinas, métodos e, principalmente, subordinação a um chefe.

E finalmente, lembre-se disso depois que você conseguir o emprego, porque você poderá perdê-lo rapidamente se não fizer o que afirmou na entrevista.

Max Gehringer, para CBN.

2017-02-20

Vale a pena fazer dívidas para abrir um novo negócio? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 20/02/2017, com um ouvinte que pensa em abrir um negócio próprio, mas para isso precisaria contrair dívidas.

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Vale a pena fazer dívidas para abrir um novo negócio?

pequenos negócios fazendo contas dívidas empréstimos

Um ouvinte escreve: "Cansado de procurar emprego e não encontrar nenhum que me agrade, penso em me estabelecer por conta própria. Minha ideia é um restaurante móvel, ou seja, uma van em que eu ofereça lanches rápidos em regiões com poucas opções de refeições. O problema é que vou ter que me endividar para começar. Você acha que vale a pena ou eu estou sonhando muito alto?"

Bem, além do endividamento, há duas outras questões a considerar. A primeira é a carga horária. Você terá que trabalhar um bocado, incluindo finais de semana, e não poderá tirar férias, porque perderá a freguesia.

E a segunda é a qualidade e o preço do lanche que você irá oferecer. Terá que ser algo atrativo em sabor e acessível ao bolso dos seus possíveis clientes, para que você ganhe no volume e não por unidade vendida.

Em outras palavras, você terá que fazer as contas com muito cuidado, para que o lucro gerado lhe permita saldar a dívida que você irá assumir.

Minha recomendação, não só a você, mas a todos os ouvintes que estejam pensando em se estabelecer em um ramo no qual não tenham experiência prática, é procurar o Sebrae. Lá você será apresentado a um plano de negócios, que é o detalhamento de todos os gastos, incluindo impostos e licenças, que você precisa entender muito bem antes de contrair dívidas.

A sua ideia é boa, mas pequenos negócios só dão certo quando começam do jeito certo.

Max Gehringer, para CBN.

2016-11-16

'Ainda compensa fazer faculdade ou é melhor partir para o negócio próprio?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 16/11/2016, com um ouvinte que está em dúvida se faz uma faculdade ou se abre um negócio próprio.

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'Ainda compensa fazer faculdade ou é melhor partir para o negócio próprio?'

aprendizado

Um ouvinte pergunta: "Com essa crise e tantos desempregados, ainda compensa fazer faculdade ou seria melhor já partir para um negócio próprio?"

Bem, uma coisa não elimina a outra. O estudo superior não se limita a obter o diploma e a conseguir um emprego. O aprendizado lhe será útil por toda a vida, e não por um momento específico.

Mesmo que você opte por abrir o seu negócio próprio, o que você aprenderá numa faculdade de administração, por exemplo, será de grande valia na gestão da sua empresa.

Outro ponto importante é que a economia brasileira é errática, oscilando para cima e para baixo de tempos em tempos. Desde a proclamação da república, passamos por períodos em que o mercado de trabalho mais contrata do que demite e períodos como o atual, em que mais se demite do que se contrata.

Crises não costumam durar mais que três ou quatro anos. E quando a presente situação mudar, você tanto poderá estar plenamente satisfeito com seu negócio próprio ou poderá estar cogitando ter um emprego, com rendimento fixo mensal e os benefícios correspondentes. Nesse segundo caso, você precisará de um curso, técnico ou superior, para ser considerado para uma boa vaga.

Portanto, estudar nunca é perda de tempo ou desperdício de recursos. É uma das bases sobre as quais você assentará o seu futuro. Porque as crises são passageiras, mas o aprendizado é permanente.

Max Gehringer, para CBN.

2016-10-31

'Quase 70% dos alunos em minha faculdade querem abrir negócios próprios' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 31/10/2016, sobre jovens e o empreendedorismo.

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'Quase 70% dos alunos em minha faculdade querem abrir negócios próprios'

empreendedorismo

Um ouvinte escreve: "Sou professor e estou espantado com uma pesquisa que fizemos em nossa faculdade. Perto de 70% dos alunos responderam que pensam em abrir negócios próprios, em vez de tentar carreiras em empresas. Você acha que isso é passageiro ou é mesmo uma mudança radical na mentalidade dos jovens?"

Pode ser que o número daqueles que realmente irão empreender seja bem menor do que a pesquisa indicou. Mas ela mostrou que a geração atual deixou de ter o emprego formal como primeira preferência profissional.

É verdade que a crise econômica também contribui, mas já tivemos outras crises antes e não houve essa tendência de partir em massa para negócios próprios.

Este ano, projetando-se os dados conhecidos até agora, irão surgir perto de 2 milhões e 200 mil novos negócios formais no Brasil. No ano passado, foram perto de 2 milhões. Somando-se a isso os negócios informais, aqueles sem registro, estima-se que mais de 5 milhões de brasileiros se tornaram, ou se tornarão, empresários. É um número espantoso, porque em 100 anos de república, o Brasil não chegara a atingir 5 milhões de pequenos negócios formais.

Além do número de empregos estar proporcionalmente diminuindo ano a ano nesse século, há também o fato de que os salários iniciais são baixos e continuarão a ser durante anos, para a maioria daqueles que optam por empregos formais.

Ser empreendedor é acreditar que a solução está nas próprias mãos. E isso já é um progresso por si mesmo. As nações mais poderosas do mundo cresceram porque tiveram grandes empreendedores.

Max Gehringer, para CBN.

2016-10-27

'Como definir os preços em meu salão de cabeleireira?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 27/10/2016, com uma ouvinte empreendedora que quer abrir um salão de cabeleireiras e quer um conselho sobre quais preços cobrar.

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'Como definir os preços em meu salão de cabeleireira?'

salão de cabeleireira

Escreve uma ouvinte: "Eu e uma sócia desistimos de continuar procurando emprego e vamos abrir um salão de cabeleireiras. Jã temos alguma experiência prática no ramo e também fizemos cursos para nos aperfeiçoar. Só que não conseguimos chegar ainda a um acordo quanto aos preços que devemos cobrar.

Minha sócia é de opinião que devemos começar com valores um pouco acima dos praticados pela concorrência. Segundo ela, porque se começarmos cobrando pouco, não vamos conseguir aumentar depois. E eu penso o contrário, que deveríamos começar cobrando menos para criarmos uma base de clientes. O que você nos sugere?"


A não ser que o salão de vocês ofereça algo que as concorrentes não oferecem, tanto em termos de serviço quanto de instalações, não parece fazer muito sentido começar cobrando mais caro.

Vocês podem considerar que um preço mais em conta, como você sugere, seria como investir parte do que seria cobrado em publicidade, porque no ramo de vocês, cada cliente é uma propaganda ambulante e atrai mais clientes pela divulgação boca a boca, ou cabeça a cabeça.

Nesse ramo, ou em qualquer outro de prestação de serviços, nunca vi ninguém começar cobrando mais caro sem oferecer algo diferenciado que convença um cliente a trocar de prestador de serviços.

Talvez vocês possam começar dizendo que um preço mais baixo é de promoção. Assim, tanto você, como a sua sócia, não vão discordar antes mesmo de começar.

Max Gehringer, para CBN.

2016-10-24

'Fui empresário por quase 30 anos e gostaria de seguir carreira numa empresa' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 24/10/2016, com um ouvinte que foi empresário por muitos anos e agora quer seguir a carreira numa empresa.

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'Fui empresário por quase 30 anos e gostaria de seguir carreira numa empresa'

vendedor

Um ouvinte escreve: "Tenho 54 anos e durante toda a minha vida fui empresário. Tive três empresas de pequeno porte e nenhuma delas faliu, mas me cansei depois de quase 30 anos batalhando. Gostaria muito de partir agora para uma carreira em uma empresa privada, mas temo que a minha idade seja um sério empecilho. Além disso, não sei bem a que função me candidatar, porque sou autodidata e não tenho curso superior. Por onde posso começar a minha procura?"

Pela área de vendas. Depois de 30 anos lidando com o público como empreendedor, você certamente adquiriu conhecimentos básicos e essenciais para convencer alguém a comprar ou vender alguma coisa, caso contrário não teria tido três empresas sem nunca ter falido.

Vendas é uma área vital para a maioria das grandes empresas, mas é também uma área com alta rotatividade. Ou seja, se por um lado não é fácil aguentar a pressão, por outro lado sempre aparecem vagas.

Além disso, um bom vendedor não tem idade e não há diploma para vendedor. As empresas exigem uma série de habilidades pessoais, e não uma lista de cursos, a não ser que a venda seja altamente técnica e especializada.

Se você estiver disposto a começar como vendedor, acredito que não demorará a conseguir uma vaga. A partir dela, sua vasta experiência acumulada lhe permitirá atingir bons resultados e cargos mais altos.

Em vendas, idade é um desafio, e não uma barreira.

Max Gehringer, para CBN.

2016-10-19

'Quero avisar meu chefe que comecei um negócio paralelo' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 19/10/2016, com um ouvinte que abriu um negócio próprio paralelo ao seu trabalho diário e quer saber como avisar isso ao chefe.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Quero avisar meu chefe que comecei um negócio paralelo'

negócio próprio

Escreve um ouvinte: "Junto com mais um sócio, iniciei um negócio pela internet. Como ele depende de muita divulgação para decolar, vamos anunciá-lo nas redes sociais. Só que trabalho em uma empresa e acho prudente informar meu chefe sobre meu negócio paralelo, que nada tem a ver com as atividades da empresa. Só não sei bem como o meu chefe irá reagir a essa notícia."

Bom, há empresas e empresas. Algumas colocam nos contratos de trabalho que os seus funcionários não podem ter atividades que conflitem com as atividades da empresa, em causa, tempo e dedicação. Se o seu contrato não diz nada sobre isso, vamos à segunda etapa.

Há chefes e chefes. Alguns não veem problema algum em seus subordinados terem atividades extras, desde que seus resultados continuem acima dos objetivos. Para chefes assim, um subordinado que seja professor no período noturno é motivo de orgulho, e não de preocupação. Mas há chefes que acham que seus subordinados não devem pensar em mais nada, a não ser na empresa.

Você deve ter pelo menos uma noção de como o seu chefe irá reagir a seu negócio paralelo. Mas é conveniente, de fato, avisá-lo antecipadamente.

Mesmo que ele não goste, legalmente ele não pode impedi-lo de continuar. E não creio que ele pensará em dispensá-lo, a não ser que você passe a usar o seu tempo na empresa para se ocupar do seu negócio. Aí será conflito e nem precisa constar em contrato.

Max Gehringer, para CBN.

2016-10-04

'Planejo construir casas populares para revendê-las' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 04/10/2016, com uma ouvinte empregada que planeja construir casas populares para revendê-las.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Planejo construir casas populares para revendê-las'

construção de casas populares

Escreve uma ouvinte: "Eu e mais dois amigos estamos empregados, mas insatisfeitos com o que ganhamos. Cogitamos juntar nossas economias e começar a construir casas populares para revendê-las. As contas que fizemos indicam que podemos extrair resultados compensadores dessa empreitada, mas apreciaria ouvir a sua opinião."

Muito bem. Vou me limitar a casos concretos que presenciei, começando por um gerente que eu tive no começo da minha carreira.

Na época, a situação econômica do país era mais favorável do que a atual, e ele e mais um sócio decidiram fazer o que você e seus amigos estão cogitando. Os lucros seriam reinvestidos em mais casas e, na avaliação deles, em três anos eles já não precisariam mais trabalhar em empresas.

Resultado: eles não conseguiram nem terminar o primeiro projeto, acumularam dívidas e ainda prejudicaram as carreiras. A explicação do meu gerente foi a de que para manter os custos sob controle, o acompanhamento precisava ser presencial, integral e minucioso. Só dar uma passadinha diária para ver as obras não foi suficiente.

Todos os outros casos que vi depois foram pelo mesmo caminho. O ramo de construção civil requer atenção irrestrita. Caso contrário, os custos irão extrapolar o orçamento.

Isso não quer dizer que vocês devam desistir sem tentar. Talvez vocês sejam mais competentes ou tenham mais sorte. Mas sugiro que não apostem todas as economias num ramo novo que não conhecem.

Max Gehringer, para CBN.

2016-09-19

'É viável criar um serviço de consultoria a distância?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 19/09/2016, com um ouvinte que pretende criar um serviço de consultoria a distância.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'É viável criar um serviço de consultoria à distância?'

coach online

Um ouvinte escreve: "Passei dos 40 anos e tenho uma carreira bem sucedida como gestor. Estou empregado e não corro nenhum risco imediato de ficar sem emprego, mas já comecei a pensar no que pretendo fazer pelos próximos 20 anos. Pensei em criar um serviço de consultoria a distância, para jovens que estão ingressando no mercado de trabalho. Você acha uma ideia viável?"

Não apenas ela é viável, como já existe. Chama-se coach online.

A melhor maneira de começar é postando um vídeo de 3 minutos no Youtube. Nele, você explicaria o que fez na sua vida profissional, as muitas decisões de carreira que precisou tomar e se colocaria à disposição dos interessados para uma conversa online de uma hora, na qual esclareceria dúvidas e daria aconselhamentos.

O preço inicial precisaria ser atrativo e convidativo, para que você comece a construir uma base de consulentes, que o ajudariam a consolidar o serviço, através de depoimentos sobre a eficácia dos seus ensinamentos.

A questão está em como a sua empresa atual veria a sua incursão no mundo digital. Há empresas que demandam dedicação integral de seus empregados. E ver um deles partir para uma atividade paralela e pública pode ser um entrave. Se a sua empresa não vê problemas, vá em frente.

Uma última dica: se você nunca teve experiência como coach, faça um curso para se preparar. Porque oferecer conselhos é diferente de prestar uma consultoria profissional.

Max Gehringer, para CBN.

2016-08-22

'Contratar consultor não é coisa de empresa grande?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 22/08/2016, sobre pequenas empresas contratarem consultores externos.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Contratar consultor não é coisa de empresa grande?'

consultoria

Um ouvinte escreve: "Tenho uma pequena empresa com 30 funcionários. Estou sobrevivendo até que bem, mas sinto que me faltam conhecimentos em algumas áreas. Já me disseram que eu poderia contratar um consultor, mas fico pensando se isso não é coisa de empresa grande."

Não, não é. Grandes instituições contratam grandes empresas de consultoria porque há muito trabalho a ser feito e muitos dados a serem levantados e analisados. E isso tudo requer o trabalho conjunto de muitos profissionais.

Empresas pequenas, como a sua, podem se beneficiar do trabalho temporário de um único consultor com prática e conhecimento em uma área específica, que você desconheça.

Portanto, sim, contrate um consultor. De preferência um que lhe possa ser recomendado por alguém a quem ele já prestou um bom serviço.

Além disso, estamos em um momento bem propício para que pequenos empresários possam buscar uma consultoria, porque muitos profissionais excelentes perderam o emprego em função da crise e se tornaram consultores autônomos. Eles trazem uma inestimável experiência adquirida na vida prática e são pé no chão, assim como você.

Além disso, como você descobrirá, ao pesquisar, eles não são caros e o que você for gastar irá retornar em curto prazo.

Depois de contratar o primeiro consultor e ver o que ele pode agregar de imediato à sua empresa, você perderá qualquer receio que possa ter em relação a consultorias.

Max Gehringer, para CBN.

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