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2019-02-22

Como agir numa entrevista ao ser convidado a mudar de emprego - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 22/02/2019, com uma ouvinte que foi convidada por uma agência de recrutamento para uma vaga, mas que não conseguiu.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Como agir numa entrevista ao ser convidado a mudar de emprego

mulher em entrevista de emprego

Uma ouvinte escreve: "Trabalho em uma empresa conceituada e recebi um convite de uma agência de recrutamento, para conversar sobre um possível emprego em outra empresa, de porte maior. Eu me interessei e fui conversar.

A recrutadora me perguntou que motivos eu teria para mudar e respondi que seria uma melhor oportunidade de carreira. Ela me perguntou se a minha empresa atual não me oferecia esse tipo de oportunidade e eu respondi que não, porque já me havia sido falado que o interesse da empresa é me manter na posição atual.

Não consegui a vaga e fiquei desapontada, porque não procurei essa empresa, ela é que me procurou. E isso já me pareceu um sinal de que haveria muito interesse em minha contratação. Onde foi que errei?"


Vou simplificar a resposta, porque ela serve não somente para você, mas para qualquer profissional que esteja empregado e receba um convite para conversar sobre uma eventual mudança de emprego.

Vamos lá. Pergunta: "Que motivos você teria para mudar?" Resposta: "Nenhum, mas acredito que vou ouvir um que me fará pensar melhor." E ponto.

Quem é convidado a mudar de emprego não precisa convencer, precisa ser convencido.

Ao dar uma resposta vaga e ainda adicionar uma explicação desnecessária, você se colocou na posição de quem estava pedindo um emprego, e não na de uma profissional bem-empregada, que queria ouvir boas razões para considerar uma mudança.

Max Gehringer, para CBN.

2019-01-23

Quando vou fazer uma entrevista, devo perguntar sobre salário? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 23/01/2019, sobre como abordar a questão salarial numa entrevista de emprego.

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Quando vou fazer uma entrevista, devo perguntar sobre salário?

entrevista de emprego

Escreve um ouvinte: "Quando vou fazer uma entrevista, devo perguntar sobre salário? Ou é melhor aceitar o que for oferecido e primeiro mostrar serviço, para depois tocar em questões salariais?"

Boa pergunta. Com a crise prolongada, as demissões, a carência de vagas e o congelamento de salários, muitos candidatos passaram a acreditar que o entrevistador irá eliminar do processo, um candidato que começar a falar em salário, antes mesmo de saber se será contratado.

Mas esse silêncio costuma trazer uma consequência. O candidato não pergunta nada durante a entrevista, é contratado e em pouco tempo descobre que há colegas fazendo o mesmo trabalho e ganhando mais. Aí, decide abordar o chefe e ouve que aquela não é a hora de discutir aumento.

Ou, resumindo: não perguntou quando poderia e reclamou quando não deveria.

Há uma diferença entre um candidato perguntar o que vai ganhar ou entender como funciona a política salarial da empresa. Por exemplo, a função tem uma escala de níveis salariais? Em qual nível o candidato está entrando? Como funciona na empresa, a passagem para o nível seguinte?

São perguntas cabíveis e que não estão questionando se o salário é alto ou baixo, apenas visam ficar ciente da política salarial para se adequar a ela.

Se o candidato colocar a sua questão dessa forma, profissional e educada, nenhum entrevistador se recusará a esclarecer. E um potencial problema acaba antes mesmo de começar.

Max Gehringer, para CBN.

2018-12-19

O medo irracional é um dos fatores mais prejudiciais à carreira - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 19/12/2018, com uma ouvinte que está angustiada por ter recebido uma proposta de outra empresa.

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O medo irracional é um dos fatores mais prejudiciais à carreira

medo de entrevista de emprego

Uma ouvinte escreve: "Com certa surpresa, fui contatada por uma agência de seleção, para uma possível mudança de emprego. A proposta não é nada do outro mundo, mas representaria um avanço salarial em relação ao meu emprego atual. Eu conheço a empresa interessada e ela tem boa reputação no mercado. O próximo passo seria uma entrevista pessoal e me sinto angustiada. Fiquei de pensar, e quanto mais penso, mais medo eu sinto. E se eu aceitar e der tudo errado? Não sei o que fazer."

Bom, primeiro, respire fundo. Existem muitos fatores que prejudicam carreiras, e o medo é um dos piores, por ser algo que está na cabeça do profissional, e não em alguma exigência do mercado.

Sentir medo é normal na espécie humana. É por causa dele que conseguimos sobreviver até hoje, apesar da concorrência de espécies maiores, mais fortes e mais velozes do que a nossa. Esse é o medo positivo.

Já o medo irracional não tem um fundamento identificável e está ligado a insegurança. Você se sente protegida e estável em sua empresa atual, mas nenhuma dessas duas coisas é definitiva. E ao dizer isso, espero não ter acrescentado um medo novo ao que você já está sentindo.

Eu sugiro que você vá fazer a entrevista. Se perceber que o ambiente é bom e que haverá espaço para você progredir na carreira, considere que há uma coisa ainda pior que o medo, que é o arrependimento que um dia virá, por ter desistido sem tentar.

Portanto use o medo para ponderar sobre a situação, e não para se esconder dela.

Max Gehringer, para CBN.

2018-12-04

A falta de continuidade na função pode prejudicar a contratação - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 04/12/2018, com um ouvinte que mudou bastante de área e quer mudar ainda mais.

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A falta de continuidade na função pode prejudicar a contratação

profissional multidisciplinar

Um ouvinte escreve: "Tenho 7 anos de carreira e passei por áreas diferentes em várias empresas. Não consegui me estabilizar, nem em uma empresa, e nem em um setor específico, embora eu nunca tenha sido demitido. Quando faço entrevistas, sinto que os recrutadores não gostam de ouvir que um candidato não tem preferência por um setor, e acabam contratando quem começou em uma direção e nunca saiu dela.

Tem muita coisa que eu ainda não fiz, mas gostaria de tentar. Só que não vejo abertura das empresas para proporcionar esse tipo de oportunidade."


Bom, a sua avaliação está corretíssima. Ao preencher uma vaga, a empresa prefere contratar o candidato que tem uma história de continuidade na função e os cursos compatíveis a ela.

Eu conheço gente que mudou de área, até radicalmente, mas dentro da própria empresa. Já para ser contratado por outra empresa, para uma função que nunca executou, é preciso que essa função não requeira especialização prévia ou cursos específicos.

Para quem, como você, já fez muita coisa e tem vontade de fazer muitas outras, o mercado de trabalho vai ficando cada vez mais estreito, em vez de se alargar.

Essa sua flutuação profissional é mais comum em empresários do que empregados. E por isso, sugiro que você considere ter seu próprio negócio.

Nele, você poderá aplicar as aptidões adquiridas e testar outras novas, sem ter que se explicar para recrutadores, que estão apenas buscando o empregado convencional.

Max Gehringer, para CBN.

2018-11-14

Sinais que indicam desinteresse do entrevistador num processo seletivo - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 14/11/2018, com dicas de sinais de que o entrevistador está ficando desinteressado numa entrevista de emprego.

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Sinais que indicam desinteresse do entrevistador num processo seletivo

entrevistador emprego desinteressado

Um ouvinte escreve: "Tenho participado de alguns processos seletivos, mas ainda não dei sorte de conseguir um emprego. Meu currículo escolar é bom e, por isso, não deixo de ser chamado para entrevistas.

Mas tenho o hábito que, em princípio, considero positivo, de ser detalhista em minhas respostas. Quando possível, acrescento histórias pessoais para ilustrar o que respondo. Pergunto se entrevistadores veriam isso como um defeito?"


Não, em princípio, eles não veriam. Mas creio que começariam a ver se lhe fosse perguntado, por exemplo, se você tem alguma experiência prévia e você levasse vários minutos para formular uma resposta.

Se, de fato, o que mais estiver travando a sua aprovação for mesmo o seu hábito de esticar respostas, que poderiam ser mais breves, a solução será você entender alguns sinais que os entrevistadores dão aos candidatos.

Interromper uma resposta é o sinal mais óbvio. E duas interrupções já seriam um alerta bastante claro.

Mas há outros sinais. Por exemplo: o entrevistador cruzar os braços ou dar aquela recostada na cadeira, dois gestos que indicam desinteresse. Ou então ele checar mensagens no celular enquanto você fala, ou ele encerrar a entrevista de repente.

O que posso lhe sugerir é limitar cada resposta a três minutos, no máximo. E aguardar que o entrevistador lhe peça para expandir uma ou outra resposta. Quando ele não pedir, é porque você já terá dito o suficiente.

Max Gehringer, para CBN.

2018-11-08

Em uma entrevista de emprego, o que responder sobre qual o meu maior defeito? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 08/11/2018, sobre o que responder em uma entrevista de emprego quando perguntarem qual é o seu maior defeito.

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Em uma entrevista de emprego, o que responder sobre qual o meu maior defeito?

entrevista de emprego

Um ouvinte pergunta: "Numa entrevista, o que devo responder quando me for perguntado qual é o meu maior defeito?"

O que? Ainda há entrevistadores fazendo essa pergunta? Eu pensei que ela tinha sido, há tempos, enterrada nas catacumbas de RH.

Gozado, eu entrevistei um monte de gente durante a minha carreira e nunca perguntei isso. Não porque eu não estivesse interessado em saber se um candidato era preguiçoso, ou tinha pavio curto, ou era preconceituoso.

Eu não perguntava porque uma boa conversa de 20 minutos é suficiente para um entrevistador perceber se está diante de um sociopata ou de uma pessoa de bem, preocupada somente em conseguir um emprego sem ser submetida a perguntas torturantes.

Do outro lado do balcão, supõe-se que a entrevista revelará se um candidato irá se enquadrar no perfil desejado pela empresa, como se pessoas que concorrem a vagas não tivessem nenhuma capacidade de adaptação.

Então, se a pergunta surgir, você pode responder que o seu maior defeito é a gagueira. O entrevistador dirá que você não parece gago. E aí, você diz: "Eu me es-fo-forço.

Se ele não rir, você poderá consertar dizendo: "Desculpe, meu maior defeito é fazer piadas fora de hora, mas prometo parar."

E se nem isso funcionar, seria melhor você ir procurar outra empresa mais inteligente para trabalhar. Ou então responder: "Ah, meu maior defeito é ser perfeccionista." Uma resposta, sem dúvida, à altura da pergunta.

Max Gehringer, para CBN.

2018-10-29

Investir em pós-graduação vai agregar valor ao meu currículo? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 29/10/2018, com um ouvinte que não tem pós-graduação e acha que é por isso que não está sendo chamado para entrevistas de emprego.

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Investir em pós-graduação vai agregar valor ao meu currículo?

investir em pós-graduação

Um ouvinte escreve: "Eu me formei em Administração há 12 anos. E depois disso, não fiz nenhum outro curso. No momento estou desempregado e não tenho sido chamado para entrevistas, apesar de ter enviado currículos para todas as vagas anunciadas.

Analisando a situação, percebo que me falta o curso de pós-graduação para tornar o meu currículo mais atraente. Sei que o valor do curso é alto e vou ter que apertar meu orçamento para me matricular em um. E pergunto se este investimento irá realmente me posicionar num patamar superior no mercado de trabalho?"


Bom, como dizem os filósofos corporativos, uma coisa é uma coisa, e outra coisa é outra coisa. Primeiro: sim, uma pós-graduação em uma instituição de ensino bem conceituada irá, sem dúvida, agregar valor ao seu currículo.

E segundo: não, você não está deixando de ser chamado para entrevistas devido à falta da pós-graduação. Isso equivaleria a dizer que o mercado fechou as portas para quem não é pós-graduado, o que está longe de ser verdade. Talvez lhe faltem contatos para uma referência, no momento em que o mercado está atrofiado.

Por isso, outra vantagem de cursar uma pós é a de poder conhecer colegas de classe, que estejam bem empregados e possam indicar você para uma vaga, ou no mínimo, lhe conseguir uma entrevista.

Em resumo: embora a falta da pós não seja o grande empecilho que você está imaginando, ela pode sim, vir a ser a abertura que você está procurando.

Max Gehringer, para CBN.

2018-10-22

O que fazer ao ficar com má impressão da empresa na entrevista de emprego - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 22/10/2018, com uma ouvinte que ficou com uma má impressão da empresa em que fez uma entrevista de emprego, mas mesmo assim aceitou o trabalho, e se arrependeu.

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O que fazer ao ficar com má impressão da empresa na entrevista de emprego

entrevista de emprego ruim

Escreve uma ouvinte: "Durante uma entrevista para uma vaga administrativa, eu me senti desconfortável, porque a entrevistadora parecia estar distante e desinteressada, fazendo mecanicamente as perguntas e não reagindo às minhas respostas.

Pensei que tinha ido mal, mas dias depois, recebi uma ligação avisando que eu havia sido aprovada, e que deveria levar meus documentos no dia seguinte. Algo me dizia que eu não deveria aceitar, mas aceitei e me arrependi muito. O ambiente é péssimo. Será que é por que já entrei predisposta a só ver coisas ruins?"


Bom, pode ser que um entrevistador esteja num mal dia, devido a algum problema pessoal.

Mas há, também, entrevistadores que não se esforçam nem um pouco para fazer com que um candidato se sinta atraído e acolhido, mais ou menos como se a vaga oferecida fosse o último poço de água do deserto, e qualquer candidato sedento por um emprego deveria se mostrar agradecido, somente por ter recebido a indulgência de ser convocado para uma entrevista.

Se esse foi o caso da pessoa que entrevistou você, a sua percepção provavelmente foi ampliada por outros detalhes aos quais você não deu tanta importância no momento, como a reação dos empregados com os quais você cruzou.

De qualquer modo, a sua história serve como um alerta e uma dica para candidatos a emprego que ficaram com má impressão inicial da empresa. Se não houver como tirar a dúvida, confie em seu instinto, agradeça e recuse.

Max Gehringer, para CBN.

2018-10-16

O risco de cobrar uma resposta rápida do entrevistador no processo seletivo - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 16/10/2018, com uma ouvinte que cobrou uma data para a resposta de uma entrevista de emprego e nunca recebeu a resposta.

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O risco de cobrar uma resposta rápida do entrevistador no processo seletivo

entrevista de emprego

Uma ouvinte escreve: "Participei de um processo seletivo e, ao final dele, eu disse ao entrevistador que precisava receber uma resposta, no máximo, até o dia seguinte, porque eu tinha uma outra proposta. Ele assegurou que levaria isso em consideração, mas não me deu nenhuma resposta, nem no dia seguinte, e nem nunca.

Eu tinha mesmo outro emprego em vista, mas que acabou não se concretizando. E no fim, fiquei sem nenhum dos dois. Minha dúvida é se ter sido sincera com o entrevistador foi um erro?"


Sim, foi. Só há uma situação que permite a um candidato a emprego estabelecer uma data-limite: é ele ser um especialista muito raro de ser encontrado no mercado.

Para vagas em que isso não ocorre, a empresa contratante usa o tempo que achar necessário para finalizar o processo.

No seu caso, pode ser que ainda houvesse candidatos a serem entrevistados, ou pode ser que você tenha ferido o orgulho do entrevistador ao dizer que, para você, tanto fazia trabalhar na empresa dele ou não outra.

Se ele estivesse muito pressionado para preencher a vaga e se você fosse a candidata perfeita, ele a contrataria no mesmo dia.

Como não foi o caso, permita-me lhe sugerir tratar cada entrevista que você fizer como se estivesse diante da empresa dos seus sonhos. Aprenda o que puder sobre ela e elogie tudo o que for possível elogiar.

Se um entrevistador se convencer de que a vaga é a sua maior aspiração profissional, você será contratada, na mesma hora.

Max Gehringer, para CBN.

2018-10-12

Fui dispensado depois de dois meses e a vaga foi eliminada. Como explicar isso em futuras entrevistas? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 12/10/2018, com um ouvinte que foi dispensado depois de apenas dois meses com a desculpa de que o seu cargo foi eliminado.

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Fui dispensado depois de dois meses e a vaga foi eliminada. Como explicar isso em futuras entrevistas?

dispensado do emprego

Um ouvinte escreve: "Passei por uma situação confusa, mas vou tentar simplificar. Fui dispensado de um emprego depois de somente dois meses. Se entendi o que tentaram me explicar, a vaga, para a qual fui admitido, foi eliminada em um processo de revisão da estrutura organizacional.

Ainda tentei perguntar que processo era aquele, já que ninguém no meu departamento sabia dele e só eu fui demitido. Mas ninguém quis entrar em detalhes comigo. A minha preocupação é: como vou explicar esse fato estranho em entrevistas?"


Bom, é simples. Não explique. Elimine essa passagem do seu currículo.

Nos dias atuais, com o mercado de trabalho em turbulência, não é incomum que um profissional fique um tempo considerável sem emprego, às vezes, até mais de um ano.

Portanto considere que você nem teve esse emprego, porque listá-lo no currículo só iria lhe causar embaraços para você responder o que você nem sabe direito como e por que aconteceu.

Além disso, procure também eliminar o fato da sua memória. Quando um candidato vai a uma entrevista, antevendo o terrível momento em que uma determinada pergunta muito incômoda será feita, essa preocupação aumenta o nervosismo e causa desconcentração.

Por último, deixar de mencionar o emprego-relâmpago seria eticamente reprovável? Eu tenho dúvidas de que possa ser, porque me parece meio esdrúxulo alguém usar de franqueza para prejudicar somente a si mesmo, e não beneficiar a ninguém.

Max Gehringer, para CBN.

2018-09-24

O risco de pedir demissão antes de garantir a vaga numa outra empresa - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 24/09/2018, com uma ouvinte que pediu demissão antes da hora.

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O risco de pedir demissão antes de garantir a vaga numa outra empresa

pedindo demissão

Uma ouvinte escreve: "Estou empregada, mas participei de um processo em outra empresa. Ao final da entrevista, fui informada sobre o salário e os benefícios, e fiz perguntas sobre a empresa, o ambiente e as oportunidades. Tudo me foi respondido cordialmente e, por fim, o entrevistador me falou que uma pessoa de RH iria entrar em contato comigo.

Na manhã do dia seguinte, informei a meu chefe que iria sair. E ele lamentou, mas me disse que a decisão era minha. Porém, naquela mesma tarde, a pessoa de RH da outra empresa me ligou para informar que eu não seria contratada. E eu caí das pernas.

Mencionei a ela as informações que eu tinha recebido, inclusive sobre remuneração. E a resposta dela foi de que isso era feito com todos os candidatos, para que nada ficasse sem ser esclarecido.

Tive que pedir mil desculpas a meu chefe, mas meu relacionamento com ele, que era bom, ficou distante e frio. Não sei o que fazer."


Vamos lá. No caso do seu chefe, se ele concordou que você ficasse, é porque você é importante e necessária. Basta você mostrar que continuará sendo a boa funcionária que sempre foi, e esse mal-estar temporário vai passar.

No tocante à outra empresa, faltou só o entrevistador lhe dizer que a vaga ainda não era sua, mas que você era uma forte candidata a ela. Isso aumentaria a sua expectativa, mas a impediria de antecipar a seu chefe, algo que você entendeu como definitivo e que não era.

Se vale uma sugestão, da próxima vez, não deduza. Pergunte.

Max Gehringer, para CBN.

2018-09-18

O que dizer para recrutador que pede garantias de que você não deixará vaga? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 18/09/2018, sobre o que dizer para um recrutador numa entrevista de emprego, quando ele pergunta sobre garantias que o entrevistado não irá deixar a vaga logo.

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O que dizer para recrutador que pede garantias de que você não deixará vaga?

entrevista de emprego

Uma ouvinte escreve: "Fiz uma entrevista para auxiliar de escritório em uma empresa, e fui surpreendida com uma colocação da recrutadora. Ela me disse que muitos jovens estão entrando e saindo de empregos com indiferença e rapidez, até mesmo sem completar o período de experiência.

E me perguntou que garantias eu poderia dar, de que não era alguém assim? Eu respondi que ela não precisava se preocupar, mas acho que minha resposta não caiu bem, porque não consegui a vaga. O que eu deveria ter respondido?"


Bom, há duas respostas possíveis. Uma é a da cartilha da boa candidata e a outra é a verdadeira.

Você poderia ter dito que vem de uma família de profissionais estáveis, e que pretende seguir o mesmo caminho que eles seguiram, buscando a estabilidade através de bons resultados e do respeito à chefia. Essa é a resposta da cartilha.

A resposta verdadeira seria esta: você não pode dar nenhuma garantia, assim como a empresa também não pode lhe garantir que você será mantida no emprego por um longo período. Por isso, você precisará mostrar que merece ficar, porque se não mostrar, a empresa irá trocar você por alguém mais eficiente.

Eu acredito que a primeira resposta seja a preferida de quem ouve, enquanto a segunda mostra que a candidata entende como funciona o mercado de trabalho, e não irá nem enganar, e nem ser enganada. Cabe-lhe então decidir qual resposta se parece mais com você.

Max Gehringer, para CBN.

2018-09-13

Entrevista de emprego também serve para candidato avaliar oportunidade - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 13/09/2018, com uma ouvinte que fez uma entrevista de emprego ruim e declinou o emprego oferecido.

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Entrevista de emprego também serve para candidato avaliar oportunidade

entrevista de emprego mulheres

Uma ouvinte escreve: "Acho que minha questão vai meio na contramão. Estou desempregada, fiz uma entrevista em uma empresa, fui aprovada e decidi não aceitar o emprego. Fiz isso porque a entrevistadora me causou uma péssima impressão.

Além de parecer desatenta o tempo todo, ela interrompeu a entrevista duas vezes para atender ao celular. Essas pausas me deram oportunidade de prestar mais atenção à sala e ver detalhes que mulheres costumam observar: sujeira nos cantos, plantas murchas nos vasos, paredes descascadas.

Ao final da conversa, eu disse que iria pensar antes de aceitar e vi que ela ficou meio surpresa. Pensei e duas horas depois, mandei uma mensagem agradecendo e recusando o emprego. Pergunto se eu deveria ter considerado que uma má entrevistadora não significa que a empresa inteira seja ruim?"


Bom, em minha opinião, você usou uma entrevista como ela deve ser usada. Um caminho de mão dupla, como a própria palavra esclarece: "entrevista" significa um vê o outro. Você viu, ouviu, não gostou e rejeitou.

Lembro-me de, uma vez, eu ter fugido de um possível emprego, porque levei quase meia hora para ser atendido na portaria, que era uma bagunça. Assumi que a empresa também seria.

E você, agora, assumiu que uma recrutadora tem a obrigação de causar uma primeira boa impressão sobre a empresa que ela representa. E você fez o que todo candidato deveria fazer: usar a entrevista para avaliar a empresa.

Max Gehringer, para CBN.

2018-08-20

'Devo informar em entrevistas que passei em um concurso público?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 20/08/2018, com um ouvinte que passou em um concurso público, não foi nomeado ainda, e está procurando emprego enquanto isso não acontece.

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'Devo informar em entrevistas que passei em um concurso público?'

entrevista de emprego

Escreve um ouvinte: "Terminei a faculdade e fui aprovado em um concurso público. Mas a minha nomeação deve demorar, no mínimo, seis meses, ou talvez mais. Como preciso trabalhar para me manter até ser nomeado, estou procurando emprego e tenho uma dúvida: devo informar, em entrevistas, a minha situação? Ou isso poderia impedir que eu fosse selecionado para uma vaga?"

Sim, poderia e irá impedir. Em processos seletivos para vagas iniciais, como a que você estará pleiteando, os recrutadores não estarão interessados em conciliar os interesses de um candidato com as demandas da empresa. Será contratado aquele que for mais interessante para o que a empresa necessita.

Portanto, se um candidato antecipar que talvez só fique meio ano no emprego, ele será descartado em favor de outro, que tenha disponibilidade integral.

Mas há dois outros motivos para você considerar. O primeiro é que a sua nomeação pode demorar mais do que você imagina, já que o país estará passando por um período de transição política.

E o segundo é que um emprego lhe permitirá comparar, na prática, as suas possibilidades de carreira. E, eventualmente, você poderá decidir que elas serão melhores na iniciativa privada do que no serviço público.

Considere então que você tem duas opções profissionais e que, em algum momento, irá optar pela que lhe for mais conveniente. Então, guarde o que você sabe para você, porque você ainda não sabe tudo o que precisará saber.

Max Gehringer, para CBN.

2018-08-15

A experiência como empresário ajuda ou atrapalha no retorno ao mercado de trabalho? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 15/08/2018, com um ouvinte que era dono do seu próprio negócio, mas agora precisa voltar ao mercado de trabalho como empregado.

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A experiência como empresário ajuda ou atrapalha no retorno ao mercado de trabalho?

entrevista de emprego

Escreve um ouvinte: "Tive a minha própria empresa nos últimos sete anos, mas a crise me forçou a encerrá-la enquanto ainda era tempo. E agora estou retornando ao mercado de trabalho. Tenho um par de entrevistas agendadas, através de indicações de amigos. Mas a minha dúvida é se a minha experiência como empresário irá funcionar a meu favor ou contra?"

Tudo dependerá do que você responder quando a inevitável pergunta lhe for feita: "Como você se vê trabalhando como empregado, depois de sete anos como patrão?"

Para poder respondê-la satisfatoriamente, vamos imaginar que você ainda tenha sua empresa e que decidiu contratar um auxiliar. Apareceram vários candidatos, mas o melhor deles parece ser um rapaz que também foi dono de um pequeno negócio durante anos, mas agora resolveu fechá-lo e vir trabalhar com você, como empregado.

Quais seriam as suas dúvidas para contratá-lo ou não? Será que ele saberá acatar, sem reclamar, as ordens que estava acostumado a dar? Será que ele vai querer dar palpites sobre o modo como você conduz o seu negócio? Que coisas ele aprendeu enquanto tinha a empresa dele, e que agora poderão contribuir para com a sua?

Essas são as mesmas indagações que um recrutador lhe fará. E ele espera ouvir as mesmas respostas que fariam você, enquanto era dono, contratar com inteira confiança um empregado que também havia sido dono.

Max Gehringer, pra CBN.

2018-07-31

Experiência nem sempre conta mais em entrevista de emprego - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 31/07/2018, com uma ouvinte que era a mais experiente num processo seletivo de emprego, mas não conseguiu a vaga.

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Experiência nem sempre conta mais em entrevista de emprego

entrevista de emprego processo seletivo

Uma ouvinte escreve: "Participei de um processo seletivo e, circunstancialmente, tive a oportunidade de conhecer as outras três candidatas que competiam comigo pela vaga, já que fomos todas entrevistadas em rodízio, na mesma tarde. Minha experiência era bem maior que a delas, mas a selecionada foi uma das menos experientes. Não entendi bem o critério que a empresa utilizou. E apreciaria ouvir o seu input."

Certo. Experiência é, de fato, um dos fatores requeridos em um processo, embora não seja o único.

Mas digamos que, no caso do processo de que você participou, a experiência tenha, sim, sido relevante. Só que aí entra a diferença entre tempo corrido e resultados obtidos.

Ou seja, a candidata que foi selecionada pode ter sido mais feliz ao relatar fatos, dados e casos práticos. E mais feliz ainda, ao mostrar como esse aprendizado poderia ser útil para a empresa contratante.

Além disso, entrevistadores levam em conta o quanto um candidato se preocupou em aprender sobre a cultura da empresa, buscando informações disponíveis na internet ou através de empregados da própria empresa. E tudo isso junto pode decidir o processo em favor de alguém que pareça ter menos chances iniciais.

Você talvez até fosse a candidata mais capacitada, mas não conseguiu convencer os entrevistadores de que seria a mais eficaz na execução do trabalho. Sinto, mas fica a dica de que, em seleções, o melhor pode ser superado pelo que se preparou melhor.

Max Gehringer, para CBN.

2018-07-20

Candidatos a emprego têm direito à privacidade - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 20/07/2018, com uma ouvinte que fez uma entrevista de emprego com uma psicóloga que lhe perguntou coisas sobre sua vida pessoal.

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Candidatos a emprego têm direito à privacidade

mulher nervosa em entrevista de emprego

Uma ouvinte escreve: "Em um processo seletivo no qual não fui aprovada, tive uma entrevista com uma psicóloga. Ela me pediu para citar algum momento difícil que enfrentei na vida e eu relatei meu instante mais doloroso, que foi o falecimento de minha mãe. Como sou emotiva, chorei ao relembrar essa história e agora fico imaginando se foi essa reação emocional que me fez perder a oportunidade de emprego."

Bom, eu não saberia lhe dizer se foi isso, mas seria mais lógico assumir que outras candidatas se saíram melhor que você durante todo o processo.

Mas posso lhe dizer, com certeza, que a psicóloga que lhe fez a pergunta não foi bem orientada quanto ao tipo de perguntas aceitáveis em processos de seleção.

Se você fosse uma cliente fazendo terapia, a pergunta teria sido válida. Mas você era uma candidata a emprego e esse deveria ter sido o único foco de todas as perguntas.

A vida pessoal de um candidato não pode ser exposta. E, ao ouvir a pergunta da psicóloga, sobre um momento difícil em sua vida, a sua resposta deveria ter sido: "Em minha vida profissional, não é, doutora?"

Da mesma forma, entrevistadores não podem perguntar se uma candidata pretende se casar ou ter filhos ou mudar de país. Então, na próxima entrevista, você já sabe que chorar não é um problema. Mas ter a vida pessoal devassada, é.

Talvez não pareça para muita gente, mas candidatos a emprego têm direito à privacidade.

Max Gehringer, para CBN.

2018-07-19

'Candidato me perguntou de imediato salário oferecido para função' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 19/07/2018, com uma ouvinte que conduzia uma entrevista de emprego e um candidato lhe perguntou, antes mesmo dela falar, qual era o salário oferecido.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Candidato me perguntou de imediato salário oferecido para função'

mulher fazendo entrevista de emprego

Escreve uma ouvinte: "Sou recrutadora de uma empresa de médio porte. Entrevistar candidatos a emprego não costuma me trazer surpresas, mas de vez em quando, acontece uma. Esta semana, antes mesmo que eu começasse a falar, um candidato já me perguntou qual era o salário da função. Gostaria de saber como você reagiria se fosse o entrevistador."

Bom, eu responderia qual é o salário. Se houvesse uma faixa, eu mencionaria o valor mais baixo dela. Caso o candidato reagisse com uma expressão de quem não gostou do valor, eu encerraria a entrevista, para que nem ele, e nem eu, perdêssemos o nosso tempo.

E caso o candidato prosseguisse perguntando se o salário oferecido poderia ser renegociado, ou quais eram os benefícios adicionais, eu também encerraria a entrevista, porque se ela prosseguisse, haveria uma inversão de papéis.

Primeiro, um candidato precisa mostrar que merece a vaga, o que significa que você, e não ele, deve conduzir a entrevista.

Agora, se esse candidato é um prodígio, que foi convidado para ser entrevistado porque há informações suficientes de que ele é exatamente o que a empresa está buscando, aí a coisa muda de figura.

Porque, naquele momento, a empresa precisa mais dele, do que ele da empresa. E nesse caso, além de informar o salário, eu perguntaria ao candidato se a cadeira está confortável e se ele aceita um café.

Max Gehringer, para CBN.

2018-07-04

Se não houve promessa, não é sensato cobrar promoção da gerência - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 03/07/2018, com um ouvinte que acha que merece uma promoção, mas ainda não recebeu nenhuma de seu chefe.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Se não houve promessa, não é sensato cobrar promoção da gerência

conversando cobrando chefe

Escreve um ouvinte: "Trabalhei durante oito anos em duas empresas diferentes, e estou na atual faz um ano. Eu estava empregado quando participei do processo seletivo para esta vaga que ocupo. E deixei claro ao gerente que me entrevistou, que eu estava aceitando mudar de emprego porque enxergava, nesta empresa, melhores oportunidades para minha carreira.

Creio que já mostrei o que seria necessário para merecer uma promoção, mas no mês passado, um colega meu é que foi promovido, para um cargo que, em minha opinião, era mais adequado para mim, devido à minha experiência e formação. Devo cobrar o meu gerente e entender por que fui preterido?"


Bom, primeiro, se não houve no processo de sua contratação, nenhuma promessa clara de que você seria promovido em breve tempo, não me parece sensato você cobrar o seu gerente por algo que você disse na entrevista e que, claramente ou obliquamente, quase todo candidato diz.

Talvez fosse mais coerente você conversar com seu gerente sobre o seu desempenho até agora e, se o andamento da conversa permitir, pedir a ele sugestões sobre o que você ainda precisaria mostrar para ser considerado para uma eventual promoção, algum dia.

Em outras palavras: você estará iniciando agora, um processo que imagina ter começado há um ano. Só que agora com fatos e dados, que lhe permitem dar consistência ao desejo que você manifestou na entrevista de emprego.

Max Gehringer, para CBN.

Avalie oportunidades de médio prazo ao mudar de emprego por causa da família - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 02/07/2018, com uma ouvinte que se tornou mãe e quer mudar de emprego para ter mais tempo com o filho.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Avalie oportunidades de médio prazo ao mudar de emprego por causa da família

conciliar tempo trabalho família

Escreve uma ouvinte: "Tenho 29 anos e me tornei mãe faz um ano. Sou formada em Engenharia Química e atualmente tenho um cargo de gerência em uma empresa boa, porém muito distante da minha residência. O deslocamento e as responsabilidades gerenciais me obrigam a ficar treze horas por dia, longe de meu filho. Desejo continuar trabalhando, mas ser uma boa mãe é minha principal prioridade pelos próximos anos.

Estou disposta a conseguir outro emprego mais próximo de casa, para trabalhar em funções que não sejam de liderança e, portanto, com remuneração inferior a que eu tenho atualmente, com menos cobranças e com horários mais fixos de entrada e de saída. Como posso expressar tudo isso em meu currículo e em entrevistas, sem ser interpretada indevidamente?"


Vamos lá. No currículo você não precisa colocar os motivos relatados nesta mensagem. Apenas coloque como "Objetivo", uma função técnica.

Enumere as empresas em que trabalhou, sem mencionar o seu atual cargo de gerente, mas citando a sua formação em Engenharia. Um currículo assim lhe dará mais possibilidade de ser chamada para entrevistas. E nelas você poderá explicar as suas razões para mudar.

Mas eu sugiro que você tente encontrar uma empresa que possa lhe proporcionar oportunidades futuras em médio prazo, porque o tempo de crescimento dos filhos é bem mais acelerado do que os anos de carreira das mães.

Max Gehringer, para CBN.

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