Mostrando postagens com marcador esporte. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador esporte. Mostrar todas as postagens

2014-11-18

Cursos à distância são boas opções para carreiras curtas, como jogador de futebol - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 18/11/2014, com um jovem jogador de futebol que pensa em estudar para o futuro.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

/===================================================================================

Cursos à distância são boas opções para carreiras curtas, como jogador de futebol

futebol e livros

Um ouvinte escreve: "Tenho 17 anos e estou em vias de me tornar jogador de futebol profissional. Como essa é uma carreira curta, pretendo me qualificar em termos de estudos. Gosto de marketing e jornalismo, mas fico pensando se não seria melhor estudar idiomas, uma vez que tenho como objetivo, jogar na Europa."

Boa. Você é um exemplo para centenas de jogadores profissionais, passados ou presentes. Apesar de muita gente reclamar que jogador de futebol ganha um absurdo, a verdade é que 90% dos jogadores profissionais brasileiros não chegam a ganhar três salários mínimos por mês, embora somente os 10% mais privilegiados apareçam no noticiário.

O que eu sugiro é que você comece estudando finanças, pela modalidade de ensino à distância, já que a sua profissão não lhe permitirá fazer adequadamente um curso presencial. Isso lhe permitiria, desde o início, aplicar sabiamente o dinheiro que você recebe, mesmo que não seja muito no começo.

Falar um idioma também é recomendável, mas o melhor seria você fazer um curso intensivo quando se mudar para um país, para poder se comunicar com os companheiros e conceder entrevistas.

Na medida em que sua carreira for progredindo, você poderá escolher com mais calma um setor no qual poderá atuar. E que são muitos, desde o marketing esportivo até a aquisição de uma franquia. Mas não pense nisso agora. Você terá tempo suficiente para decidir.

Espero vê-lo num grande clube, mas principalmente, espero vê-lo, um dia, como um exemplo de atleta com visão de longo prazo.

Max Gehringer, para CBN.

2013-09-19

Filme: Rush - No Limite da Emoção

Antes de mais nada, tenho que confessar que não gosto de Fórmula 1. Não, estou sendo generoso demais. Eu detesto Fórmula 1, acho muito enfadonho e sem graça. Por isso, foi uma grata surpresa assistir o filme Rush - No Limite da Emoção (apenas Rush, no original) e sair da sessão com um sorriso no rosto, por ter visto um excelente filme.

filme rush - no limite da emoção poster cartaz

Rush - No Limite da Emoção nos traz a história real da histórica rivalidade entre dois pilotos de Fórmula 1 nos anos 70, o austríaco Niki Lauda (interpretado no filme por Daniel Brühl) e o inglês James Hunt (interpretado por Chris Hemsworth, mais conhecido como Thor). A rivalidade entre eles se inicia ainda na Fórmula 3, no início de suas carreiras, e culmina no campeonato de Fórmula 1 de 1976, um dramático ano, quando Lauda sofre um acidente que quase custa-lhe a vida.

filme rush - no limite da emoção james hunt niki lauda

Não bastasse a história interessante, Rush - No Limite da Emoção (ou apenas Rush daqui em diante) tem o grande mérito de saber contá-la muito bem. Na primeira parte do filme, o roteiro de Peter Morgan vai construindo a história individual de Lauda e Hunt, como se fosse uma corrida em que cada um se reveza um pouco na dianteira, com eventuais esbarrões onde eles interagem. Ou seja, o filme dá um espaço igual aos dois pilotos, o que acentua ainda mais a diferença entre eles: enquanto Hunt é mulherengo, bon-vivant e destemido, Lauda é cauteloso, calculista e inteligente. O que eles têm em comum é o desejo de vitória, apesar de mesmo as motivações para isso serem diferentes, coisa que é acentuada desde o primeiro encontro, até o último mostrado no filme, nas cenas finais.

filme rush - no limite da emoção chris hemsworth champagne

Além do ótimo roteiro, visualmente também Rush é fantástico. Com uma fotografia granulada, que simula os filmes dos anos 70, Rush tem uma boa direção de arte, que recria bem o visual setentista. Outro destaque são as cenas que ilustram as corridas de Fórmula 1, sejam aqueles planos de dentro do carro, sejam aqueles clássicos planos de câmeras do lado da pista. Mesmo com o eventual uso de CGI (computação gráfica), o visual é extremamente realista. Adicione-se a isso os excelentes design de som e edição, e o resultado são cenas muito empolgantes (mesmo para quem acha as corridas um tédio na vida real, como eu).

filme rush - no limite da emoção daniel bruhl ferrari

Tudo isso, entretanto, seria vazio se Rush não apresentasse personagens humanos e críveis. Nesse ponto, Rush também não perde a pole: as atuações estão excelentes. Apesar do papel de Hunt não oferecer tanto desafio assim a Chris Hemsworth, o ator funciona bem como o cara que quer aproveitar o máximo da vida sem pensar muito no amanhã. O destaque, entretanto, é para o excelente Daniel Brühl. Fisicamente impecável como Niki Lauda (a princípio não reconheci o ator, que usa próteses dentárias para ficar com a "aparência de rato" de Lauda), o ator, que já se mostrou um grande intérprete em vários filmes (destacando-se para o grande público em Bastardos Inglórios), não só consegue interpretar o personagem de maneira ótima antes, mas também durante e depois do acidente que Lauda sofre e o desfigura parcialmente (destaque para a cena da entrevista pós-retorno, com uma atuação fantástica).

filme rush - no limite da emoção alexandra maria lara daniel bruhl

E em se tratando de Fórmula 1, não é possível deixar de lado as belas mulheres. E o filme tem pelo menos três beldades que merecem destaque, não apenas pela beleza, mas pelas atuações que nada deixam a desejar: a sempre sensual Olivia Wilde como a modelo (ex-)esposa de Hunt Suzy Miller, Alexandra Maria Lara como Marlene Lauda, esposa e grande apoiadora de Niki, e a linda Natalie Dormer, mais conhecida pelos fãs de Game of Thrones como Margaery Tyrell, num papel secundário como uma das "peguetes" de Hunt (Huntete?).

filme rush - no limite da emoção olivia wilde

No final das contas, Rush - No Limite da Emoção é menos sobre carros, velocidade e Fórmula 1 do que sobre rivalidade, competitividade e até mesmo amizade. E isso é o que torna o filme excelente e passível de identificação por qualquer um. Nem todo mundo gosta de carros e velocidade, mas só quem não é humano não reconhecerá a grande história por trás desses pilotos e sua rivalidade.

Trailer:



Para saber mais: críticas no AdoroCinema, Omelete e blog do Rubens Ewald Filho.

2013-09-05

A bela modelo Emily Ratajkowski sobe no ringue como boxeadora em ensaio fashion de Olivia Malone

Quem poderia imaginar que o suor e sangue dos ringues combina com moda e beleza feminina? Bem, a modelo e atriz Emily Ratajkowski, fotografada pelas lentes de Olivia Malone, mostra neste ensaio para a Bullett Magazine que isso pode ser verdade.

Neste ensaio fashion, Emily Ratajkowski aparece, linda, como uma boxeadora. O cenário é uma academia de boxe, com direito ao ringue, luvas de boxe, roupões, sacos de pancada e tudo o mais. E obviamente, a sensualidade da modelo, que aparece "molhada de suor".

Vejam como a bela modelo Emily Ratajkowski sobe no ringue como boxeadora em ensaio fashion de Olivia Malone:

modelo Emily Ratajkowski fotografia de Olivia Malone mulher boxeadora ringue ensaio fashion

modelo Emily Ratajkowski fotografia de Olivia Malone mulher boxeadora ringue ensaio fashion

modelo Emily Ratajkowski fotografia de Olivia Malone mulher boxeadora ringue ensaio fashion

modelo Emily Ratajkowski fotografia de Olivia Malone mulher boxeadora ringue ensaio fashion

modelo Emily Ratajkowski fotografia de Olivia Malone mulher boxeadora ringue ensaio fashion

modelo Emily Ratajkowski fotografia de Olivia Malone mulher boxeadora ringue ensaio fashion

modelo Emily Ratajkowski fotografia de Olivia Malone mulher boxeadora ringue ensaio fashion

modelo Emily Ratajkowski fotografia de Olivia Malone mulher boxeadora ringue ensaio fashion

modelo Emily Ratajkowski fotografia de Olivia Malone mulher boxeadora ringue ensaio fashion

modelo Emily Ratajkowski fotografia de Olivia Malone mulher boxeadora ringue ensaio fashion

modelo Emily Ratajkowski fotografia de Olivia Malone mulher boxeadora ringue ensaio fashion

modelo Emily Ratajkowski fotografia de Olivia Malone mulher boxeadora ringue ensaio fashion

modelo Emily Ratajkowski fotografia de Olivia Malone mulher boxeadora ringue ensaio fashion

modelo Emily Ratajkowski fotografia de Olivia Malone mulher boxeadora ringue ensaio fashion

modelo Emily Ratajkowski fotografia de Olivia Malone mulher boxeadora ringue ensaio fashion

modelo Emily Ratajkowski fotografia de Olivia Malone mulher boxeadora ringue ensaio fashion

modelo Emily Ratajkowski fotografia de Olivia Malone mulher boxeadora ringue ensaio fashion

modelo Emily Ratajkowski fotografia de Olivia Malone mulher boxeadora ringue ensaio fashion

modelo Emily Ratajkowski fotografia de Olivia Malone mulher boxeadora ringue ensaio fashion

modelo Emily Ratajkowski fotografia de Olivia Malone mulher boxeadora ringue ensaio fashion

Imagens via In The Raw - Emily Ratajkowski by Olivia Malone MQ Photo Shoot.

2012-03-14

O nado sincronizado nas alturas de Divers [Animação]

Belas garotas pulando de trampolins acima das nuves. Enquanto caem, fazem coreografias de nado sincronizado, mas no ar. Esse é o resumo de Divers (Mergulhadoras), animação de Paris Mavroidis. Vejam:


Divers (Short Animation) from Paris Mavroidis.

Uma mistura de nado sincronizado com coreografias aéreas de pára-quedas, uma verdadeira dança aérea.

Dica via Empty Kingdom - Divers.

2012-03-01

Descendo os alpes a noite de snowboard, com uma roupa de LED e filmando

O fotógrafo Jacob Sutton resolveu trocar os estúdios pelos gelados Alpes franceses. E não foi a única coisa que ele trocou. Ao invés de fazer como o tradicional manda, em que o objeto retratado pela foto ou vídeo está iluminado por uma fonte externa, Sutton inverteu a coisa e o objeto em si é a fonte de luz. Como? Usando uma roupa de LED e filmando no escuro da noite, Sutton, filmou o snowboarder William Hughes descendo a montanha com o seu snowboard.

Seria correto dizer "esquiando de snowboard"? Não sei, mas o fato é que as filmagens ficaram deslumbrantes. O efeito da luz da roupa sendo a única fonte, iluminando a neve que o esquiador/snowboarder joga, é fantástico.

Vejam, se ainda não viram, o homem brilhado de Jacob Sutter:



Glowing Man HD from Jacob Sutton.

Video via Nowness. Dica via Gizmodo Brasil - Andar de snowboard à noite com uma roupa de LED é algo incrível de se ver.

2012-02-05

Pescando sob o gelo... e de cabeça pra baixo

Olhem que genial o vídeo que esse grupo de mergulhadores e cinegrafista fizeram no congelado lago Saarijärvi, em Vaala, Finlândia. Eles fizeram um vídeo com os mergulhadores debaixo da água agindo como se estivessem fazendo uma pescaria no gelo. Só que além de ser debaixo da água, eles ainda estão todos de cabeça para baixo. Reparem nas bolhas de ar que "descem". Lindo, criativo e genial:



É bom ver um vídeo assim, de pessoas andando sob um lago congelado, neste calor. Quem sabe, refresca um pouco...

Dica via Damn Cool Pics - Fishing Under Ice.

2011-07-25

As lições coorporativas baseadas no vexame brasileiro na Copa América - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 22/07/2011, com uma lição corporativa que pode ser tirada do futebol brasileiro.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

/===================================================================================

As lições coorporativas baseadas no vexame brasileiro na Copa América

lições corporativas vexame brasileiro copa america
"Gostaria de ouvi-lo comentar sobre as lições corporativas que poderíamos tirar do vexame da Copa América", pede um ouvinte.

Em termos técnicos eu dificilmente poderia dizer alguma coisa que não tenha ainda sido dita pelos catedráticos esportivos. Mas uma coisa me chamou a atenção: as reações que sempre ocorrem após as disputas por pênalits. Nas entrevistas do técnico do time vencedor, as perguntas feitas pelos repórteres são todas positivas. Nas do técnico perdedor, são todas negativas.

Aconteceu de novo para quem viu, após a partida Brasil e Paraguai. O técnico paraguaio foi exaltado pelo futebol que a sua equipe não mostrou. E o técnico brasileiro ficou meia hora sob pressão, como se o Brasil tivesse sido massacrado em campo pelo Paraguai.

Mas vamos imaginar que o contrário tivesse acontecido na hora dos pênaltis, o que teria sido perfeitamente possível. O Paraguai erraria quatro e o Brasil marcaria dois. Aí, as entrevistas posteriores teriam mudado de tom. O técnico brasileiro explicaria numa boa que o Brasil dominou o jogo inteiro e perdeu cinco gols feitos, enquanto o técnico paraguaio teria que explicar porque a sua equipe não deu um único chute decente na direção do gol em 120 minutos. Ou seja, o jogo em si, o que realmente aconteceu, ficou em segundo plano nas entrevistas. E a emoção superou a razão.

Agora vamos às empresas. Em todas elas, alguma coisa vai sair errada algum dia. Ou todos os dias. São fatos isolados, inesperados, que não refletem o que a empresa realmente é. E nem significam que a empresa é dirigida por um bando de incompetentes. A conclusão deve ser tirada pelo conjunto de erros e acertos. E uma avaliação racional mostrará que os acertos superam os erros, por larga margem.

A lição para mim é que futebol nem sempre tem lógica. Mas empresa nunca pode deixar de ter.

Max Gehringer, para CBN.

2010-07-05

O estilo de liderança de Dunga - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 05/07/2010, sobre o estilo de liderança do (ex)-técnico da seleção brasileira, Dunga.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

/===================================================================================

O estilo de liderança de Dunga

técnico dunga gritando
Pois é. Perdemos. Estamos fora da Copa. Essa semana não haverá meio dia livre para torcer pela seleção. A produtividade será melhor, mas o humor será pior.

Nestes dois dias, vários ouvintes me escreveram, criticando o estilo de liderança do técnico da seleção. Alguns chegaram a compará-lo com os piores tipos de chefes que existem no mercado de trabalho: os chefes autocráticos que não ouvem opiniões alheias e que dão preferência a funcionários sem imaginação e cumpridores de ordens.

De minha parte, eu só lamento que aquilo que a Copa do Mundo tem de melhor, ela também tem de pior: o período de quatro anos entre duas edições. Por um lado, isso aumenta exponencialmente a emoção. Por outro lado, em nenhuma empresa um gol contra só poderá ser reparado se for dali a quatro anos.

Mas, se eu posso usar algo que aprendi em empresas, esse algo é que não adianta procurar culpados para um fato que não pode mais ser corrigido. Pode-se e deve-se, usar o erro em si, como um ponto de partida para um novo plano de ação, evitando que o mesmo erro seja cometido.

Mas em futebol, o que normalmente acontece numa derrota, é apontar rapidamente alguém que possa carregar a culpa. Em uma empresa, quando alguém comete um erro, é despedido, ou pede a conta. E a direção irá encontrar um substituto que não incorra no mesmo tipo de erro.

O técnico Dunga foi a resposta da direção para a falta de vontade de 2006. Esse erro não foi repetido em 2010.

E agora, como o novo técnico será escolhido? Quais são os critérios para selecionar o treinador mais aceitável dentre dezenas de potenciais candidatos? Ninguém sabe. A escolha é feita por meia dúzia de senhores numa sala fechada. A CBF não é um órgão do governo, e nem é uma empresa privada que tenha que dar satisfações a seus acionistas. Ela só se torna pública porque lida com a paixão dos torcedores.

Mas no fim, os senhores da CBF sabem que tudo sempre acabará sobrando para um única pessoa: o técnico. Se ele ganha, é gênio. Se não ganha, não tem perdão. O técnico também sabe disso, e está disposto a ganhar e a pagar por isso.

Essa é a diferença entre trabalho e futebol. Quando se lida com a razão, sempre existe uma explicação correta. Quando se lida com a emoção, todas são, e nenhuma é.

Max Gehringer, para CBN.

2010-06-23

Curso de turismo é uma boa escolha diante da Copa de 2014 e Jogos de 2016? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 23/06/2010, sobre se fazer um curso de Turismo é uma escolha acertada em vista dos eventos esportivos vindouros no Brasil.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

/===================================================================================

Curso de turismo é uma boa escolha diante da Copa de 2014 e Jogos de 2016?

turismo
Uma consulta que já me foi feita por muitos ouvintes. Começar um curso de Turismo agora, seria uma boa escolha, já que esse setor irá ter um forte crescimento com a Copa de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016?

Bom, primeiro, são dois eventos bem diferentes em termos de alcance. A Copa vai movimentar mais de uma dúzia de capitais brasileiras, e os Jogos Olímpicos irão afetar uma única cidade, o Rio de Janeiro.

O segundo ponto a considerar é que os dois eventos, de fato, trarão centenas de milhares de turistas para o Brasil, mas por períodos de tempos bastante curtos. O que foi aprendido em Copas e Jogos Olímpicos anteriores, é que diversos setores da economia das cidades envolvidas experimentam um forte aumento nos negócios durante as competições. Alguns desses setores são óbvios, como os de hotéis, restaurantes, transportes, lojas e excursões. Mas há outros setores que aproveitam bem o influxo de turistas, como o do marketing esportivo, o das confecções, o do aluguel de carros.

O que praticamente todos esses setores irão fazer para aproveitar bem o momento, são estratégias de curtíssimo prazo. O objetivo será o de gerar o máximo de negócios em dois períodos mínimos de tempo. Por isso, no caso de funcionários, os empregos serão temporários e não efetivos. Haverá um boom instantâneo, e em seguida, uma redução.

Proporcionalmente, eu acredito que o setor de turismo será o que mais irá gerar empregos no primeiro semestre de 2014, e o que irá mais dispensar funcionários no segundo semestre.

Logo, quem for se preparar para aproveitar as oportunidades, que serão muitas, precisará também pensar em um plano alternativo de carreira, para depois que os eventos terminarem.

Outra dica é que Copas e Jogos Olímpicos são bons momentos para os empregados, mas são muito melhores para os empresários. Não só para os grandes, mas também para micro-empresários com pouco capital e muita imaginação.

Aos ouvintes que estão pensando em cursar Turismo, eu acredito fazer isso somente no caso de Turismo ser a vocação deles. Se não for, não vale a pena estudar quatro anos para ter emprego por três meses.

Max Gehringer, para CBN.

2010-06-11

A valorização dos talentos - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 11/06/2010, sobre o processo de seleção e a valorização dos talentos.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

/===================================================================================

A valorização dos talentos

seleção talentos
Mensagem de um ouvinte aflito: "Não sei se a pergunta é apropriada, mas ouço falar muito na valorização dos talentos. Sendo assim, a seleção brasileira não deveria ter mais jogadores talentosos e menos profissionais apenas esforçados?"

A pergunta é apropriada pela proximidade da Copa. Mas, vamos tentar fazê-la ficar ainda mais apropriada.

O processo de recrutamento utilizado na seleção brasileira seria o sonho de toda a empresa. Simplesmente, após a execução de uma tarefa, o grupo é desfeito e o selecionador pode formar um novo grupo, da maneira que bem entender.

Imagine que você, ouvinte que fez a pergunta, estivesse em uma empresa e tivesse que contratar 23 subordinados diretos para montar um novo departamento. O que você faria? Contrataria os 23 tecnicamente mais talentosos que aparecessem? Dificilmente. Você começaria dando preferência a profissionais com os quais você teria afinidade.

Nas entrevistas, você provavelmente eliminaria alguns talentos que demonstrassem excesso de individualismo. Porque, afinal de contas, você está montando uma equipe, e você sabe que o problema na Copa de 2006 foi a falta de senso coletivo.

Então, ainda na fase de entrevistas, certamente você tenderia a apreciar mais aqueles candidatos que tivessem uma história de carreira semelhante à sua. Digamos que você sempre foi o tipo do trabalhador incansável, que preza a disciplina e organização, e que não gosta de gente que traz problemas pessoais para o trabalho. Você ia querer contratar gente assim. É claro que você também contrataria profissionais talentosos, mas desde que eles se enquadrassem em sua filosofia de trabalho.

O técnico da seleção brasileira pode ser classificado como um obreiro, no melhor sentido da palavra. Os termos usados para definí-lo quando ele jogava eram: esforçado, disciplinado e cumpridor de ordens. Agora cabe a ele selecionar os subordinados, e não é de estranhar que a seleção brasileira terá dois jogadores criativos e nove obreiros, bem à imagem do selecionador e chefe.

Como ocorre em empresas, são os resultados que demonstram o acerto ou o erro nas decisões. E como também ocorre em empresas, muitas vezes a explicação dada para o sucesso é a mesma dada para o fracasso. Agora, para quem está de fora, só resta esperar e torcer.

Max Gehringer, para CBN.

2010-05-27

'Estamos em conflito com a diretoria da empresa sobre horário de trabalho na Copa' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 27/05/2010, sobre o horário de trabalho durante a Copa do Mundo.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

/===================================================================================

'Estamos em conflito com a diretoria da empresa sobre horário de trabalho na Copa'

copa do mundo áfrica do sul 2010
"Estamos num conflito com a diretoria da nossa empresa", relata um ouvinte torcedor, sobre o horário de trabalho durante a Copa do Mundo. "A empresa alega que dia útil é dia útil, e portanto o expediente será normal. Mas se dispõe a instalar uma TV no refeitório, para que todos os funcionários assistam aos jogos.

Só que nós os funcionários, consideramos que Copa do Mundo não é capítulo de novela, que se assiste e pronto. Tem os comentários, de antes e depois. E além disso, gostaríamos de escolher na companhia de quem vamos assistir os jogos. Todos nós temos nossos amigos do peito, que são os companheiros ideais para aquelas duas horas de alegria e aflição.

O que nós queremos é ter meio dia livre, para ser compensado em outra ocasião, mas a empresa está irredutível. Você considera que essa postura é correta?"


A bem da verdade, em pelo menos um caso, será um dia inteiro. O Brasil joga com Portugal às onze horas da manhã, e vai ser complicado definir o que é meio expediente nesse dia.

Mas tirando esse pormenor, eu já passei por meia dúzia de Copas em empresas, e em todas elas, a discussão sempre foi a mesma. Em muitas empresas, e talvez na maioria delas, há setores que não podem parar. É o caso de vendedores externos e do pessoal da fabricação. Portanto, os beneficiados por uma eventual liberação seriam os funcionários do escritório. E aí haveria a tradicional reclamação de que o pessoal administrativo sempre recebe tratamento diferenciado. E a direção da empresa acaba preferindo ser antipática com a minoria, para não desagradar a maioria.

Vale também lembrar que não são todos os empregados que fazem questão de assistir a Copa. Tem quem não está nem aí, e não são poucos.

Uma solução seria a empresa colocar várias opções para votação geral: dia inteiro, meio dia, TV no trabalho, ou expediente integral sem Copa. E então seria escolhida a opção mais votada, com a compreensão democrática dos que votaram contra.

Eu acredito que muitas empresas vão se surpreender se promoverem uma votação dessas. Eu promovi uma, na Copa de 90. E os empregados escolheram, por larga maioria, e desespero do nosso ouvinte, a TV no refeitório. A opção pela liberação e posterior compensação das horas, ficou num distante último lugar.

Max Gehringer, para CBN.

2010-04-05

Profissionais precisam tomar cuidado com blogs e sites de relacionamento - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 05/04/2010, sobre os cuidados que devemos ter ao escrever em blogs, twitters e afins, em relação à carreira.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

/===================================================================================

Profissionais precisam tomar cuidado com blogs e sites de relacionamento

twitter torcedor futebol
Um ouvinte me pede para comentar o caso daquele executivo de uma empresa que patrocina o futebol do São Paulo, e que postou uma mensagem no Twitter, esculachando o mesmo São Paulo após a derrota para o Corinthians. O executivo foi demitido e a nossa ouvinte pergunta como fica o direito de livre expressão individual, já que futebol e carreira profissional são duas coisas que nada têm a ver uma com a outra.

Muito bem. Primeiro, se bem me lembro, o executivo mencionou no Twitter, e com grande destaque, o nome da empresa em que ele trabalhava. Esse foi o motivo que gerou a grande repercussão que o comentário teve, já que milhares de pessoas devem ter escrito coisas semelhantes e nenhuma delas apareceu na mídia.

Segundo, vamos dizer que o nome da empresa não tivesse sido mencionado, mas que o comentário tivesse chegado ao conhecimento da direção da empresa. Aí, eu acredito que a demissão não ocorreria, mas o executivo receberia uma reprimenda, por ter se manifestado publicamente, de uma maneira que poderia vir a prejudicar a imagem da empresa.

Eu já comentei anteriormente que qualquer profissional deve tomar cuidado com o que escreve em blogs, em sites de relacionamento ou no Twitter. Porque o que está escrito é uma prova incontestável.

Também alertei para o fato de que já existem empresas que procuram na Internet, informações sobre candidatos a emprego. Se alguém escreve algo como "Em empresas, somente os lacaios são promovidos", o autor da frase pode ser confrontado numa entrevista. "Explique o que você quis dizer com isso", o entrevistador perguntaria.

Bom, na verdade o entrevistador nem perguntaria, porque o escrevente em questão, sequer seria chamado para uma entrevista. Porque nenhuma empresa vai contratar alguém, que por princípio, acredita que seus superiores serão todos lacaios.

Há muitos assuntos interessantes que podem ser tratados publicamente. Eu mesmo leio uma série de blogs todos os dias, porque acho que eles são muito bem escritos e oferecem visões bastante criativas, sobre assuntos corriqueiros. Um mínimo de bom senso ajudaria a traçar o limite entre a opinião pessoal e o que pode ser prejudicial profissionalmente.

Mas eu entendo que quando se trata de um torcedor fanático, o bom senso às vezes costuma ficar em segundo plano. São coisas assim que fazem o futebol ser apaixonante. E eventualmente, desempregante.

Max Gehringer, para CBN.

2010-03-27

Filme: Um Sonho Possível

Hoje fui assistir o filme pelo qual Sandra Bullock ganhou o Oscar de melhor atriz principal, Um Sonho Possível (ou originalmente The Blind Side, algo como o lado ou ponto cego). Já tinha visto o trailer, e não esperava muito do filme, então fui mais pela curiosidade de ver a atuação da moça. E, apesar de não ser espetacular, me surpreendeu.

filme um sonho possível poster cartaz
Um Sonho Possível adapta para as telonas a história real de Michael Oher (no filme, muito bem interpretado por Quinton Aaron), jogador de futebol americano que tinha tudo para dar errado. Negro, nascido na parte pobre da cidade, foi cedo separado da mãe, uma viciada. Pulando de lar em lar, sendo sempre "empurrado" para o próximo responsável, ganha a oportunidade de estudar em uma boa escola cristã. Claro que o professor/treinador está interessado nas habilidades atléticas do rapaz, já que ele é enorme e demonstra ter bastante força e agilidade.

Mas Michael, ou como é apelidado (a contragosto), Big Mike, tem diversos problemas. Além do desempenho acadêmico naturalmente baixo por ter sido empurrado de ano pelas outras escolas (uma coisa idiota que vem sendo implantada no ensino brasileiro, de não deixar a molecada repetir de ano), ele quase não fala, fechado em uma concha de autoproteção, o que o deixa com aparência de quase um retardado.

filme um sonho possível quinton aaron
Pra piorar, com problemas na casa adotiva, Mike se vê nas ruas, onde acaba sendo acolhido pela personagem de Sandra Bullock, Leigh Anne Tuohy, uma forte decoradora e mãe de família, que acaba incorporando o grandão à sua família. É praticamente uma família perfeita (e a cara do sonho americano), que quase sem rusgas aceita o novo membro. Destaque para o filho mais novo, Sean Junior ou apenas SJ (Jae Head), que logo se apega ao "irmão mais velho", e que apresenta no filme, o alívio cômico, com boas cenas.

Esse alívio cômico, também apresentado em outras circunstâncias, serve para amenizar um pouco o drama, que não é nada suave. Entretanto, o filme opta por um caminho mais leve, tirando o foco do drama no passado e focando na superação do personagem, usando um contexto esportivo para isso. E isso o filme faz muito bem, sendo um bom representante do gênero de filmes feel good, isto é, aquele tipo de filme feito pra gente sair do cinema com um sorriso e/ou se sentindo bem.

filme um sonho possível michael oher sean jr
Logo no começo de Um Sonho Possível, é explicado praticamente tudo o que um espectador que não entenda nada de futebol americano, como a maioria dos brasileiros, precisa saber do esporte, bem como o significado do título original. E é também nesta introdução que é explicada o que, e como é a característica dominante (além dos atributos físicos, claro) que o jovem Michael tem e que estará intimamente ligada ao esporte.

filme um sonho possível futebol americano
Apesar de ótimas atuações (Sandra Bullock está ótima, mas não sei se tanto assim pra um Oscar), o filme tem alguns defeitos. É visível a escolha do roteiro em mostrar o lado de superação, do amor da nova família, em detrimento do passado de Michael. Há inclusive uma fala do marido de Leigh Anne, que exemplifica isso muito bem. Não lembro exatamente as palavras, mas ele diz que uma das maiores qualidades de Michael é esquecer (o seu duro passado). Mas o passado é um fantasma que vira e mexe nos visita, e no filme, ele também assombra. Entretanto, essas ocasiões são a parte fraca do filme, onde tudo parece um tanto falso. Outro ponto que ficou, eu não diria falso, mas pouco inexplorado e deixado de lado, foi as consequências que a família enfrentou, o preconceito por adotar um garoto pobre e negro. Isso foi mostrado, mas bem superficial e ligeiro, quase como uma nota de rodapé.

filme um sonho possível família
Em suma, Um Sonho Possível tem seus defeitos, mas é um filme legal, então dá pra relevar alguns defeitinhos. Não é espetacular, e sinceramente não acho que merecia uma indicação ao Oscar, mas é um filme de superação, e a Academia parece gostar bastante do gênero (basta ver o sucesso, merecido, de Quem Quer Ser um Milionário). E se você for mais emotivo(a), prepare seus lencinhos, pois a sala do cinema é escura, mas deu pra ouvir muitas gargantas engolindo em seco e narizes fungando, e que não eram do filme.

Trailer:



Para saber mais: site oficial do filme, crítica no Omelete (feita pela gracinha da Carina) e texto na Wikipedia (de verdade) sobre o Michael Oher (na vida real).

2010-01-31

Filme: Invictus

E o segundo filme de ontem foi Invictus, novo filme dirigido por Clint Eastwood (de Gran Torino, entre outros), estrelando Morgan Freeman e Matt Damon. Gosto muito do Eastwood na direção e de ver o Freeman atuando, por isso já tinha certa certeza que o filme seria bom. E isso se confirmou.

filme invictus pôster cartaz
O filme conta a história de como o time de rugby da África do Sul, Springbok, ganhou a copa do mundo em 2005, com o apoio do recém-eleito presidente Nelson Mandela. Esta pequena e simples sinopse, no entanto, esconde muito a verdadeira face do filme.

Baseado na história real (e que segundo esse repórter da Newsweek que foi correspondente na África do Sul na época do apartheid, é bem fiel à realidade), Invictus nos traz a época em que Mandela fora recentemente eleito presidente, e o apartheid, o regime que separava negros e brancos na África do Sul, ainda era uma lembrança recente. Neste cenário, o time nacional de rugby, o Springbok, majoritariamente formado por brancos, era visto como um símbolo da "supremacia branca" pelos negros.

filme invictus time de rugby springbok
Entretanto, o time passava por maus momentos, tendo quase o seu nome e símbolos destituídos. Neste momento, entra o carismático líder Mandela, que o salva, dizendo que o time era algo prezado pelos brancos. E que para a construção do novo país, era necessário a reconciliação, não a vingança. Conceito que permeia grande parte das cenas com Freeman. Que personificou Mandela muito bem. Na tela, você vê realmente o Mandela, não o Freeman. A participação de Matt Damon, como capitão do time, é ofuscada pela grandeza do líder político.

filme invictus morgan freeman mandela cumprimentando matt damon time rugby
Apesar do cenário político e esportivo, o filme é mesmo um filme de superação. Neste caso, de vários pontos de vista: a superação dos jogadores da equipe de rugby, a superação de um homem que se tornou líder de seu país num dos momentos mais difíceis de sua história, e, principalmente, a superação de uma nação do medo de si mesmo e da sua própria história.

Eastwood, ao filmar essa história real, já teria um bom material como base. E ele não decepcionou. Até conseguiu deixar o rugby, um pouco mais interessante, vejam só! E eu disse um pouco. ;)

filme invictus morgan freeman nelson mandela
Em tempo, qualquer um que inspire se tornar um líder um dia, seja como um CEO (presidente de empresa), ou mesmo como um supervisor ou gerente, deveria assistir esse filme.

Trailer:



Para saber mais: crítica no Omelete.

Em tempo, Invictus é o nome de um poema que Mandela mantinha enquanto estava na prisão. O trecho final dele:

filme invictus morgan freeman as nelson mandela
It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll,
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul.

2009-09-02

Corram atrás do negrão

Não é racismo, nem preconceito. É corrida mesmo:

corrida,engraçado,racismo

É o mesmo tipo de humor do post Eu não gosto dos pretos. Se você não gostou, aperte ALT + F4 que tudo irá desaparecer.

2009-08-23

A Wet Stairway to Heaven

Existem muitos caminhos pro céu. Um deles com certeza envolve a arte, e apesar do nado sincronizado ser um esporte, não deixa de ser arte e fazer parte deste caminho.

A equipe campeã mundial 2009 de nado sincronizado, rotina livre combinada, da Espanha, fez a sua apresentação com a clássica música do Led Zepellin, Stairway to Heaven.

Vejam o vídeo da apresentação completa, "ripada" da transmissão de TV japonesa (é uma pena que o som ficou focado nos comentários dos "Galvões Buenos" japoneses, mas ainda dá pra sentir o som):



Se quiser ouvir a música Stairway to Heaven sem intervenções de locutores, e ainda por cima ler a tradução, veja este vídeo:

2008-08-17

O Brasil não tem ouro

Pelo menos nessas Olimpíadas de Beijing ou Pequim, até agora, o Brasil não tem nenhuma medalha de ouro!. Isso mesmo.

Entretanto, um brasileiro tem uma medalha de ouro.

Tem diferença? Tem sim! E muita... Se você não sabe a diferença, pergunte a algum atleta ainda não famoso (e provavelmente por isso, sem patrocínio), se o Brasil sil sil faz alguma coisa por ele. Na maioria das vezes, não.

Não vou me alongar aqui sobre a medalha do Cielo, porque outro japonês já escreveu tudo o que eu gostaria de falar, e não vou ficar repetindo. Leia o post do Inagaki, César Cielo, um ouro solitário para este país de chorões.


Citando uma parte do post, que eu concordo plenamente e assino embaixo:

"Quando um brasileiro torna-se campeão, pouco importa que sua carreira tenha sido construída no exterior, como nos casos de Joaquim Cruz e César Cielo Filho, vencedor da prova dos 50 metros rasos nas piscinas de Pequim 2008 e que treina há anos na Universidade de Auburn, no Alabama. Afinal de contas, estes medalhistas representam "todo o nosso país", certo?

Errado. O Brasil é um país de torcedores chorões que adoram reclamar do desempenho de nossos atletas, quando deveriam focar suas críticas em dirigentes incompetentes, ausência de políticas de planejamento a longo prazo e políticos que só aparecem quando surge um medalhista olímpico na tela da TV.
"

E pra vocês verem como o nosso país é formado por gente medíocre e sem visão, depois de todo o trabalho duro e conquistas inéditas, mas que infelizmente não trouxeram medalha, estão "desmontando" a equipe de ginástica brasileira. Fiquei sabendo disso pela Valéria, que curte bastante ginástica... Infelizmente acho que ela vai ficar sem ver coisa boa em relação ao Brasil, depois dessa.

As vezes eu tenho vergonha de dizer que sou brasileiro.
Blog Widget by LinkWithin