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2018-12-28

Etiqueta corporativa: gentilezas acabam quando o trabalho começa - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 28/12/2018, com uma ouvinte que trabalha em uma empresa que elogia a quem sai, mas nunca os que estão trabalhando.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Etiqueta corporativa: gentilezas acabam quando o trabalho começa

elogios no trabalho

Uma ouvinte escreve: "Sou gestora de uma área, em uma empresa que emite circulares comunicando a saída de gestores, demitidos ou demissionários. Fico meio nauseada quando leio essas circulares, porque parece que os que vão embora são melhores do que os que ficam. Só há elogios ao trabalho feito e à importante contribuição que foi dada.

Como conhecemos muito bem os que saem, sabemos que só a minoria mudou para um emprego melhor. A maioria saiu mesmo por não aguentar o repuxo. Por que a empresa não usa o mesmo critério para elogiar aos que ficam e estão fazendo um bom trabalho?"


Bom, como a sua empresa tem circulares de saída, certamente ela tem também circulares de entrada, que anunciam os novos contratados. E basta uma leitura rápida para perceber que, não só os que saem parecem melhores do que os que ficam, como também os que entram parecem melhores do que os que já estão.

O nome desse malabarismo com palavras é etiqueta corporativa: uma maneira de amenizar uma saída e uma forma gentil de dar boas-vindas a quem chega. Mas como você bem sabe, as gentilezas acabam quando o trabalho começa.

Dito isso, você tem razão. Deveria haver mais elogios a quem os merece, e mais reconhecimento imediato. Mas essa falta de apreciação é bem antiga. Há 50 anos, o sambista Nelson Cavaquinho já reclamava dela quando cantava: "Depois que eu me chamar saudade, não preciso de vaidade."

Max Gehringer, para CBN.

2016-03-01

Em quanto tempo os e-mails devem ser respondidos? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 01/03/2016, com a reprise do comentário do dia 15/07/2015, com algumas regras básicas para e-mails.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Em quanto tempo os e-mails devem ser respondidos?

e-mail corporativo

Uma ouvinte escreve: "Sou gestora de recursos humanos em uma empresa e fui encarregada de determinar um prazo para que os e-mails sejam respondidos, devido a queixas de que muitos funcionários não se dão ao trabalho de respondê-los. Há alguma regra de bom senso para estabelecer esse prazo?"

Bom, há uma. E-mails que um subordinado recebe do seu superior direto devem ser respondidos em 30 segundos. Tirando isso, é bem possível que determinar um prazo irá atravancar o trabalho em vez de torná-lo mais produtivo.

A minha sugestão seria você estabelecer regras para e-mails e colocar o prazo como um dos itens. Aqui vão algumas dicas sobre essas regras:

Primeira: se o assunto for urgente, use o telefone.

Segunda: seja sucinto no texto. Quatro linhas, no máximo.

Terceira: não complique o visual. Utilize uma fonte de fácil leitura, sem cores, sem figuras e sem escrever a mensagem inteira em letras maiúsculas.

Quarta: evite cópias desnecessárias.

Quinta: seja seletivo nos assuntos. Não sobrecarregue a caixa postal dos colegas com e-mails que não requerem resposta imediata.

Sexta: avise quando uma resposta não é necessária. Por exemplo: "Só para informação, não é preciso responder."

Sétima: se a mensagem recebida atende a todos esses requisitos, responda em, no máximo, três horas. Por que tanto? Porque a primeira regra já especifica que se a resposta precisa ser urgente, o assunto deve ser tratado por telefone.

O e-mail é uma ótima ferramenta de comunicação, desde que não se transforme em um vício.

Max Gehringer, para CBN.

2015-07-15

Em quanto tempo os e-mails devem ser respondidos? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 15/07/2015, com algumas regras básicas para e-mails.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Em quanto tempo os e-mails devem ser respondidos?

e-mail corporativo

Uma ouvinte escreve: "Sou gestora de recursos humanos em uma empresa e fui encarregada de determinar um prazo para que os e-mails sejam respondidos, devido a queixas de que muitos funcionários não se dão ao trabalho de respondê-los. Há alguma regra de bom senso para estabelecer esse prazo?"

Bom, há uma. E-mails que um subordinado recebe do seu superior direto devem ser respondidos em 30 segundos. Tirando isso, é bem possível que determinar um prazo irá atravancar o trabalho em vez de torná-lo mais produtivo.

A minha sugestão seria você estabelecer regras para e-mails e colocar o prazo como um dos itens. Aqui vão algumas dicas sobre essas regras:

Primeira: se o assunto for urgente, use o telefone.

Segunda: seja sucinto no texto. Quatro linhas, no máximo.

Terceira: não complique o visual. Utilize uma fonte de fácil leitura, sem cores, sem figuras e sem escrever a mensagem inteira em letras maiúsculas.

Quarta: evite cópias desnecessárias.

Quinta: seja seletivo nos assuntos. Não sobrecarregue a caixa postal dos colegas com e-mails que não requerem resposta imediata.

Sexta: avise quando uma resposta não é necessária. Por exemplo: "Só para informação, não é preciso responder."

Sétima: se a mensagem recebida atende a todos esses requisitos, responda em, no máximo, três horas. Por que tanto? Porque a primeira regra já especifica que se a resposta precisa ser urgente, o assunto deve ser tratado por telefone.

O e-mail é uma ótima ferramenta de comunicação, desde que não se transforme em um vício.

Max Gehringer, para CBN.

2015-04-17

'Existe algum código de retorno em redes profissionais?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 17/04/2015, com uma ouvinte que entrou em contato com uma pessoa de sua rede social profissional, mas não obteve resposta.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Existe algum código de retorno em redes profissionais?'

redes sociais profissionais

Uma ouvinte escreve: "Faço parte da rede profissional de uma pessoa que trabalha na área de relações humanas de uma empresa na qual fiz uma entrevista de emprego e não fui selecionada. Não conheço essa pessoa, mas aproveitando a facilidade do contato, escrevi duas vezes para ela, perguntando os motivos da minha rejeição, e não recebi resposta. Pergunto se existe um código de retorno nessas redes, ou pelo menos, a cortesia em responder."

Não, não existe nenhum código formal. Mas informalmente, posso deduzir que existe um. Quem escreve tem o direito de perguntar o que quiser. E quem recebe tem o direito de decidir se quer responder.

Estar em uma ou mais redes profissionais é positivo. Mas devido a facilidade para aderir, uma ínfima parte dos integrantes teve algum contato com os outros, fora dela.

Agora, imagine o seguinte. Se uma pessoa da sua rede, alguém com quem você nunca se encontrou, lhe escrevesse solicitando uma informação sobre a empresa em que você trabalha, suponho que você iria consultar a sua empresa antes de dar uma resposta. E certamente ouviria que isso não seria recomendável.

Talvez por cortesia, você até respondesse que não poderia dar a informação por ela ser confidencial. Se você pensar bem, essa seria uma resposta inócua, porque quem escreveu certamente já sabia disso.

Do mesmo modo, se a empresa que entrevistou você não ofereceu motivos para a rejeição, é porque essa é a diretriz da empresa.

Não estou dizendo que isso seja certo, mas apenas lhe explicando que a falta de uma resposta foi uma resposta. Que pode ser interpretada como: por favor, não me pergunte o que não posso responder.

Max Gehringer, para CBN.

2013-06-14

'Como devo responder os e-mails da empresa?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 14/06/2013, sobre como responder e-mails no trabalho e quatro coisas que devem ser evitadas nos e-mails profissionais.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Como devo responder os e-mails da empresa?'

dicas e-mail profissional

"Minha pergunta é sobre e-mails no trabalho", escreve um ouvinte. "Todos precisam ser respondidos? Qual é a melhor maneira de respondê-los? Pergunto isso porque aqui na minha empresa muitos não respondem. E cada um dos que respondem, tem o seu próprio jeito de responder."

Vamos lá. A sua pergunta é bem atual, porque o e-mail se tornou a principal ferramenta de comunicação em muitas empresas. E algumas delas estão sendo atoladas pelo excesso de mensagens trocadas.

Começando pelo básico: empresas precisam de eficiência. Portanto, a melhor maneira de responder é no estilo direto e sem floreios. Quanto mais curta a resposta, melhor, desde que ela não deixe dúvidas.

Então, o que deve ser evitado?

Primeiro: literatura. Tem gente que conta uma looonga história para no fim dizer que concorda com o que leu.

Segundo: frases que nada têm a ver com o assunto. Por exemplo, citações de textos laicos ou religiosos no fim da mensagem.

Terceiro: mistura de assuntos. O ideal é sempre se limitar a um único tema por e-mail, porque em muitos casos será necessário uma troca de vários e-mails até que se chegue a uma conclusão. E é mais fácil e mais produtivo reler o que já foi escrito se não houver congestionamento de temas.

Quarto: não mandar cópia para quem não precisa recebê-lo. Esse talvez seja o maior problema. Quem escreve para um, copia outros vinte. E cada um dos copiados responde copiando a todos os outros. No fim, um assunto que dois poderiam resolver, gera uma perda geral de tempo.

Um pequeno manual de troca de e-mails resolveria tudo isso, desde que o seu conteúdo não seja previamente discutido por e-mail com todos os envolvidos. Se for, o manual terá vinte páginas quando só precisa ter dez linhas.

Max Gehringer, para CBN.

2012-10-17

'Como posso redigir meu e-mail de despedida?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 17/10/2012, sobre e-mails de despedida do emprego atual.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Como posso redigir meu e-mail de despedida?'

carta de despedida

Um ouvinte escreve: "É praxe em minha em minha empresa que qualquer funcionário que esteja saindo, deixe uma mensagem de despedida. Eu já recebi muitas delas, de todos os tamanhos e com todo tipo de conteúdo. E agora chegou a minha vez de ir embora. Recebi uma proposta e estou deixando a empresa. Como posso redigir a minha mensagem final, para que ela deixe uma boa impressão aos que ficam? Não quero nem ser engraçadinho, nem formal demais, mas não sei bem como começar."

Muito bom. Primeiro, pense na verdadeira mensagem que você deseja passar. Muita gente usa esse tipo de despedida para tentar mostrar que é melhor do que aqueles que ficam. Isso pega mal. Outros só escrevem banalidades, agradecendo e elogiando a tudo e a todos. Isso soa falso.

Se você deseja ser verdadeiro, uma única mensagem não lhe permitirá expressar os seus sentimentos. Isso porque você irá dirigir as mesmas palavras a colegas que você aprecia, a alguns que você detesta e a outros que você ignora.

Então, a minha sugestão seria: comece a carta como praticamente todos a terminam, colocando os seus contatos: celular, e-mail e endereços de redes sociais. Porque no fundo, isso é tudo o que interessa a quem desejar entrar em contato com você. Em seguida, escreva que você está redigindo uma mensagem geral, mas que teria uma coisa a dizer a cada colega particularmente e gostaria de poder dizê-la em uma futura oportunidade. E termine com um "até breve". Só isso.

Depois, ao começar na nova empresa, envie para aquela dúzia de colegas com os quais você deseja manter contato, uma mensagem dizendo simplesmente "já estou aqui", e informe seu e-mail e telefone profissionais. Nem todos responderão e aqueles que não responderem serão aqueles que não têm noção do que seja networking e, portanto, não farão muita falta na sua vida profissional.

Max Gehringer, para CBN.

2012-10-11

'Como me aproximar de diretor de empresa em que quero trabalhar sem me atrapalhar?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 11/10/2012, com dicas de como abordar um diretor de empresa em um evento.

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'Como me aproximar de diretor de empresa em que quero trabalhar sem me atrapalhar?'

evento corporativo

Um ouvinte escreve: "Vou participar de um evento no qual estará presente um diretor de uma empresa muito reconhecida e respeitada no mercado. Desejo estabelecer um contato com ele, porque gostaria muito de trabalhar na empresa dele. Como cerca de cem profissionais, de diversas empresas, estarão participando do evento, gostaria de saber como posso me aproximar desse diretor sem ser inconveniente e deixar uma boa impressão."

Bom, vou lhe dizer o que já vi funcionar numa situação assim, e o que vi dar errado. O que não funciona é abordar o diretor e começar a discorrer sobre o que você faz, explicando em minúcias o seu trabalho. Essa é quase sempre a atitude de quem está ansioso e transforma essa ansiedade em um discurso interminável. Quando isso acontece, o mais provável é que o diretor tente se afastar o mais rápido possível.

O que funciona, se você encontrar no evento alguém que conheça esse diretor, é pedir para ser apresentado a ele. Se não houver essa possibilidade, você deve abordar o diretor em um momento em que ele estiver sozinho. Aí, você terá 30 segundos para dar o seu recado. Apresente-se dizendo claramente o seu nome, cargo e empresa. E fale mais ou menos o seguinte: "Tenho um sonho antigo de trabalhar em sua empresa. Peço desculpas por abordá-lo dessa forma tão direta, mas se eu perdesse essa oportunidade, eu iria me lamentar pelo resto da vida."

E aí, pare de falar. Alguma coisa o diretor irá lhe responder. E eu não tenho como antever o que seria, mas normalmente há uma troca de contatos. Talvez não sua com o diretor pessoalmente, mas com alguém que ele indicaria para você procurar.

Um diretor é alguém que está convencido de que o tempo dele é muito valioso. Falando só 30 segundos, você faz um afago na vaidade dele, demonstra não ser prolixo e deixa uma ótima impressão inicial.

Max Gehringer, para CBN.

2011-12-12

Como se comportar em jantar de fim de ano da empresa do cônjuge - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 12/12/2011, com dicas de como um cônjuge deve se comportar em um jantar ou festa de fim de ano da empresa ao acompanhar o(a) parceiro(a).

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Como se comportar em jantar de fim de ano da empresa do cônjuge

festa fim de ano na empresa

Uma ouvinte escreve para dizer que a empresa em que o marido dela trabalha como gerente decidiu fazer um jantar de fim de ano extensivo aos cônjuges. E ela diz que nunca foi a um jantar desses e não sabe o que deve e o que não deve falar.

Ela está certíssima. Esses jantares costumam ter reflexos que vão além de um par de horas de convivência forçada, com gente estranha.

De modo geral, profissionais constroem uma imagem dentro da empresa. E nem sempre essa imagem condiz exatamente com o que a pessoa é, fora da empresa. E uma indiscrição do cônjuge, num momento de descontração, pode arranhar uma imagem cuidadosamente construída. Por outro lado, um cônjuge que tenha elegância e educação provocará o efeito inverso.

Então, vamos às dicas para a nossa ouvinte:

Primeira: não exagerar na bebida. Cônjuge que sai da linha vira assunto para o ano inteiro na empresa.

Segunda: valorizar as qualidades do marido e não mencionar os defeitos, porque um pequeno defeito doméstico poderá ser visto como um grande defeito profissional. Por exemplo: "ah, ele é muito desorganizado" ou "em casa ele não faz nada para ajudar."

Terceira: se os outros cônjuges estão se divertindo ao malhar os maridos e esposas, não entre na brincadeira. Isso porque na festa não haverá apenas pessoas alegres e inocentes. Algumas talvez não gostem do marido dela e estarão de ouvidos bem abertos.

Em resumo, quando a platéia for formado por profissionais, cônjuge só tem qualidades. O resto a gente conversa em casa.

É claro que as dicas valem também para maridos que forem acompanhar suas esposas executivas. E se ele for um executivo ou empresário brilhante, deve se conter para não aparecer. Porque a festa é dela e quem deve brilhar é ela.

Max Gehringer, para CBN.

2011-04-20

'Chego com antecedência nas entrevista, mas nunca sou atendida no horário' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 20/04/2011, sobre o respeito com o candidato nas entrevistas de emprego.

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'Chego com antecedência nas entrevista, mas nunca sou atendida no horário'

atraso tempo relógio derretendo
Relato muito pertinente de uma ouvinte. Ela diz: "Sempre estive muito atenta às dicas de comportamento em entrevistas. Visto a roupa adequada, chego com antecedência e faço tudo como se deve. Porém, percebo que do lado de lá, o comportamento é outro. Nunca fui recebida na hora marcada. E na maioria dos casos, nem há lugares adequados para os candidatos aguardarem a chamada. Já tive que esperar em pé durante 45 minutos até que um entrevistador finalmente decidisse me receber. Se eu tivesse me atrasado, talvez tivesse sido eliminada, ou no mínimo, levaria uma bronca. Quando o entrevistador se atrasa, nem um elementar pedido de desculpas o candidato escuta. Peço perdão pelo desabafo, mas a impressão que fica é a de que a empresa não está nem aí."

Vamos lá. Como o candidato não sabe se será entrevistado por uma empresa que prima pela pontualidade, não há como fugir ao procedimento relatado por nossa ouvinte: é preciso chegar com quinze minutos de antecedência.

Dito isso, não vejo motivo para um candidato fazer de conta que o fato de ter sido tratado sem consideração não tenha importância. Claro que tem. Uma entrevista serve para duas coisas: para uma empresa decidir se um candidato está apto a trabalhar nela e para o candidato decidir se aquela é a empresa em que ele quer trabalhar.

Mencionar educadamente ao entrevistador o atraso de 45 minutos não é apenas um desabafo, é uma maneira de entender como a empresa trata seus funcionários. Se o entrevistador demonstrar irritação com a pergunta, o candidato pode agradecer e dispensar a entrevista. Bem poucos fazem isso, mas todos deveriam fazer. Porque se uma empresa não mostra respeito prévio, certamente também não mostrará respeito após a contratação.

Max Gehringer, para CBN.

2011-04-13

'Gasto parte do meu dia lendo e respondendo e-mails de colegas' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 13/04/2011, sobre e-mails corporativos.

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'Gasto parte do meu dia lendo e respondendo e-mails de colegas'

email corporativo
"Passo boa parte do meu dia lendo ou respondendo e-mails", escreve um preocupado ouvinte. "E três fatos me chamam a atenção. O primeiro é que a mensagem escrita substituiu a conversa: funcionários disparam e-mails mesmo estando a poucos metros do destinatário. O segundo é que quem recebe um e-mail com cinco copiados sente-se na obrigação de responder para todos, mesmo sem ter nada a acrescentar. E o terceiro é que quase metade dos e-mails nada tem a ver com o trabalho, são piadas e fotos. Isso acontece em todas as empresas ou a minha é exceção?"

Bom, vamos separar em duas partes. Os e-mails que nada têm a ver com trabalho são comuns apenas nas empresas nas quais não existe controle sobre o conteúdo. Isso é fácil de resolver, porque legalmente a empresa pode acessar os e-mails recebidos e enviados. O sistema é de propriedade da empresa e os e-mails foram enviados durante o horário de expediente. Isso vale também para o acesso de sites ou redes sociais. Basta a empresa divulgar que começará a ler tudo e o correio da amizade termina de imediato.

Agora vamos à primeira parte da resposta, a dos e-mails com conteúdo profissional. O e-mail tem muitas vantagens: é grátis, é rápido, e tanto faz enviar uma mensagem para vinte destinatários ou um só. É essa aparente conveniência que gera a enxurrada.

Conheço uma empresa que impôs quatro regrinhas para e-mails, que são:

- Nenhuma mensagem pode ter mais de cinco linhas de texto.

- Antes de enviar, releia o que escreveu.

- Não mande para quem não precisa.

- Não responda o que não lhe foi perguntado.


Na primeira semana, uma equipe rastreou os e-mails e os reincidentes foram chamados para uma reunião de orientação. A partir daí, segundo a empresa, o tráfico caiu 60%, livrando duas horas por dia por funcionário. Não sei se é mesmo tudo isso, mas se for metade, já seria um belo progresso.

Max Gehringer, para CBN.

2011-03-28

Etiqueta corporativa: o que fazer ao encontrar o chefe fora da empresa? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 28/03/2011, sobre o que fazer ao encontrar o chefe fora da empresa.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Etiqueta corporativa: o que fazer ao encontrar o chefe fora da empresa?

etiqueta profissional corporativa
Uma consulta diferente. Poderíamos chamá-la de etiqueta corporativa. Um ouvinte pergunta o que deve fazer quando encontra o chefe fora do ambiente de trabalho. Num restaurante, por exemplo, num sábado a noite. Tá lá o chefe sentado com alguém que o subordinado não sabe quem é, batendo um papo animado, e... Bom, o subordinado deve ir até a mesa cumprimentar o chefe ou deve fazer de conta que não viu? E se o subordinado ficar na moita e o chefe vê-lo no restaurante?

Resposta: o subordinado só deve ir cumprimentar o chefe se tem com ele um relacionamento que extrapola o ambiente de trabalho. Se, vamos dizer, o chefe costuma contar detalhes de sua vida pessoal ao subordinado, ou tratá-lo com uma cordialidade que vai além do relacionamento profissional.

Aí sim. Mas se esse fosse o caso, tenho a certeza de que o ouvinte não teria feito a pergunta. Ele certamente atropelaria o garçom para ir correndo dar "boa noite" ao chefe. Como o ouvinte perguntou, isso quer dizer que não existe intimidade. O relacionamento entre eles é puramente profissional.

O melhor a fazer nesse caso é se fingir de morto. E no primeiro dia útil seguinte, ao cruzar com o chefe na empresa, comentar casualmente que o viu em tal lugar, e que não quis incomodá-lo. Só isso e mais nada. Se o chefe disser "Você podia ter ido me cumprimentar", isso vale como um convite para a próxima ocasião.

É claro que alguns subordinados não desperdiçariam por nada uma chance de cumprimentar o chefe fora do local de trabalho. Só que isso seria uma aposta. A minha experiência me diz que em sete de cada dez casos, o chefe preferiria não ser abordado, principalmente quando está na companhia de alguém. Mas quem acredita na sorte pode arriscar e ser um dos três contemplados com um "boa noite". Eu diria que o prêmio é muito pequeno comparado com o risco.

Max Gehringer, para CBN.

2011-03-14

Como se despedir da empresa ao sair para um intercâmbio? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 14/03/2011, sobre como escrever um email de despedida ao sair da empresa para fazer um intercâmbio.

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Como se despedir da empresa ao sair para um intercâmbio?

goodbye
Solicitação de um ouvinte. Ele escreve: "Estou me desligando da empresa para fazer intercâmbio. O que devo escrever no email de despedida para os colegas?"

Bom, eu sugeriria o seguinte:

"Prezados colegas,

Estou contrariando um conselho dado pelo Max na CBN. Ele falou que a gente deve se despedir pessoalmente, dedicando mais tempo e mais atenção a quem nos dedicou mais atenção e mais tempo. Segundo ele, um email genérico não vai interessar a quem não teve contato mais estreito com a gente, e vai desagradar a quem teve. Como eu discordo dele, estou mandando este email para todos.

Ele também já comentou que um intercâmbio é positivo para a carreira, mas que não irá me trazer resultados imediatos assim que eu retornar. Em vez de encontrar empresas de braços abertos para me contratar, vou penar um pouco até conseguir um emprego. E o que é pior, o mais provável é que eu consiga um na mesma faixa salarial e na mesma função que eu tenho atualmente.

Isso é o que ele disse."


Aqui eu sugiro o que nosso ouvinte coloque o que ele pensa.

Primeira opção: "Concordo com o Max e estou indo fazer o intercâmbio pensando no longo prazo. Sei que na volta certamente vou precisar de auxílio para me recolocar e conto desde já com a ajuda de vocês."

Segunda opção: "Discordo do que ele falou. Vou voltar falando inglês fluentemente e tenho a certeza de que conseguirei boas propostas de trabalho. Mas não esquecerei de vocês e me coloco desde já a disposição, de quem, um dia, por qualquer motivo, precisar do meu auxílio."

É isso. Boa sorte e boa viagem.

Max Gehringer, para CBN.

2011-01-23

'O que fazer quando uma pessoa nos cumprimenta e não lembramos seu nome?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 11/01/2011, sobre o que fazer naquele momento embaraçoso quando alguém nos cumprimenta, mas não lembramos da pessoa ou do nome dela.

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'O que fazer quando uma pessoa nos cumprimenta e não lembramos seu nome?'

dúvida não lembra aperto de mão cumprimento
“O que devemos fazer”, escreve um polido ouvinte, “quando uma pessoa nos cumprimenta e nós não lembramos o nome dela? Isso acontece muito comigo”, ele diz, “e na maioria dos casos, são pessoas que eu vi uma vez na vida, mas foram situações em que eu deveria ter memorizado os nomes, como almoço de negócio, por exemplo. E pelo menos uma vez por semana, eu tenho que passar pela agradável situação de alguém me perguntar ‘você se lembra de mim?’ E eu até lembro da fisionomia, mas não do nome. Tem remédio para isso?”

Bom, para que você se sinta melhor, tirando meia dúzia de privilegiados que possuem uma memória muito acima da média, o resto de nós tem o mesmo problema que você: todos nós esquecemos nomes, e quanto mais gente nós conhecemos, mais nomes nós esquecemos.

A reação diante da pergunta “Você se lembra de mim?” varia conforme a idade. Jovens tendem a levar a conversa adiante, até que o nome apareça num relance ou que a outra pessoa o revele. Já executivos mais veteranos respondem: “Me perdoe, mas não estou me lembrando”, e aí fazem aquela expressão de supremo interesse.

Existem maneiras de minimizar esse inconveniente, e uma delas é repetir diversas vezes o nome da pessoa a qual estamos sendo apresentados, para que o nome não caia facilmente no esquecimento. Outra dica é se antecipar ao pior. Quando uma pessoa, que não nos lembramos quem é, se aproxima com aquela cara de “Eu te conheço!”, basta estender a mão e dizer com um sorriso elegante: “Como vai? Desculpe a minha vergonha, mas seu nome me escapou.”

Como regra geral, porém, é melhor confessar. Mesmo que sejamos efusivos, a outra pessoa percebe rapidinho que não estamos nos lembrando dela. E se ela vai ficar ofendida com isso, já ficou. Enquanto estamos tentando contornar a situação e exagerando na intimidade pra disfarçar a ignorância, ela fica pensando “Confessa logo que você não sabe quem eu sou, seu mané!”.

Dito tudo isso, o que acontece conosco, acontece também com os outros. Muitas pessoas vão esquecer os nossos nomes, para tristeza dos nossos egos. Por isso, profissionalmente falando, a maneira ideal de abordar alguém, e principalmente alguém com um bom cargo, é começar dizendo o próprio nome. E, se for o caso, a circunstância em que conhecemos aquela pessoa. Aí, ela ficará aliviada por não ter sido submetida a uma pequena sessão de tortura, e vai nos tratar com uma deferência muito maior do que nos trataria.

Max Gehringer, para CBN.

2010-12-21

'Estou deixando a empresa e tenho dúvidas sobre o que fazer com os e-mails' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 21/12/2010, sobre o uso do e-mail nas empresas.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Estou deixando a empresa e tenho dúvidas sobre o que fazer com os e-mails'

email corporativo empresa
"Estou deixando a empresa após três anos trabalhando aqui", escreve um ouvinte. "E tenho dúvidas sobre o que fazer com os e-mails que eu recebi e enviei durante esse tempo. Tenho mais de quinhentas mensagens armazenadas em meu computador. Creio que muitas delas poderiam ser úteis para meu substituto entender como meu trabalho era executado, que tipo de informação eu passava para quem e por aí vai.

Por outro lado, reconheço que também guardei muitas informações que não servem para nada e que só ocupam espaço. O que devo fazer? Deletar tudo? Deletar o que eu acho que não tem importância? Ou não deletar nada e meu substituto que faça o que ele bem entender?"


Das três hipóteses, a terceira é a mais correta: deixar tudo como está. Por um motivo simples: todas as informações de caráter profissional que você recebeu ou enviou nesses três anos pertencem à empresa.

Antes do advento do e-mail, a situação era mais fácil de entender. Memorandos eram arquivados e nenhum funcionário, ao sair da empresa, pensava em ir ao arquivo para rasgar ou queimar os memorandos que ele considerava sem importância. E como todos nós sabemos, pelo menos metade do que é arquivado realmente não serve para mais nada após um par de anos.

Mas naquela época estava claro que o memorando era propriedade da empresa. E não sei hoje está claro para todo mundo que o e-mail também é. Então, eu sugiro que o nosso ouvinte deixe tudo como está e explique isso ao seu substituto.

Mas eu gostaria de aproveitar a consulta para clarificar um outro ponto. Muita gente mistura assuntos profissionais e pessoais no mesmo e-mail. Começa contando onde passou o fim de semana, entra no assunto propriamente dito e termina com uma gozação do tipo "E o teu time, hein? Que vexame."

É claro que numa conversa telefônica muita gente faz isso. Mas deixar a prova por escrito é algo que pode e deve ser evitado, porque cria uma imagem bem pouco profissional.

Como o conteúdo do e-mail pertence à empresa, sempre é bom tomar o cuidado de usá-lo apenas para assuntos da empresa. Quem quiser mandar uma mensagem para um colega, deve fazê-lo num e-mail a parte, e deletá-lo de imediato. E torcer para que o colega faça o mesmo.

Max Gehringer, para CBN.

2010-11-18

'Vou me casar e não sei se convido meu chefe' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 18/11/2010, sobre se um funcionário deve convidar ou não o chefe, para o casamento.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Vou me casar e não sei se convido meu chefe'

casamento
"Tenho uma dúvida bem simples", escreve uma ouvinte. "Vou me casar e não sei se devo convidar o meu chefe para o meu casamento. Meu contato com ele é estritamente profissional, e nunca conversamos sobre assuntos pessoais. Porém, como estou convidando a maioria de meus colegas, não sei como meu chefe iria reagir se ele não for convidado."

Bom, eu diria a nossa ouvinte que simples são sempre os problemas dos outros. O problema que nós estamos vivendo é sempre complicado. Mas a minha sugestão seria: em caso de dúvida, convide. A pior situação é aquela que o chefe não é convidado, e comenta isso com outra pessoa, que conta para pessoa que vai se casar que o chefe ficou chateado por ter sido esquecido. Aí, será preciso entregar o convite ao chefe e inventar uma história qualquer, para tentar remediar a situação. Então, é mais sensato evitar esse inconveniente.

É bom lembrar também que quando existe uma relação puramente profissional, como ocorre no caso da nossa ouvinte, muitos chefes não gostariam de ir ao casamento, mas se sentem obrigados a ir se forem convidados. Nesse caso, é bom dar uma dica que a ausência do chefe não será o fim do mundo. Basta dizer: "Chefe, sei que o senhor é uma pessoa muito ocupada, mas mesmo assim estou lhe entregando o meu convite." O chefe entenderá o recado: não é para ele ir. Ele comprará um presentinho e arranjará uma desculpa para não ir.

Já no caso de colegas de trabalho, a nossa ouvinte disse que convidou a maioria deles. A minha sugestão seria: convidar todos ou nenhum. Independentemente do grau de relacionamento que possa existir no trabalho, quem não for convidado vai virar inimigo. A pessoa irá se sentir rejeitada quando ouvir os demais colegas falando sobre o casamento. E esse sentimento de exclusão, cedo ou tarde, irá gerar algum tipo de troco.

Mas também é preciso considerar que o convite geral e irrestrito irá aumentar o custo do casamento, e convidar um batalhão de gente significa gastar à toa um dinheiro que poderia ser melhor aproveitado pelo casal. Talvez o ideal seja dizer a cada colega que haverá uma cerimônia íntima apenas para os familiares, e se desculpar por não poder estender o convite a todos. Mas, cada um é cada um. E tem gente que gasta o que não tem, para fazer um casamento monumental. E aí, o coração se sobrepõe ao cérebro. Nesse caso, sem dúvida, o chefe deve ser o primeiro a ser convidado.

Max Gehringer, para CBN.

2009-11-05

O cuidado no envio de e-mails no trabalho - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 05/11/2009, com um valioso conselho na hora de enviar um e-mail.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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O cuidado no envio de e-mails no trabalho

e-mail
Hoje vou aproveitar esse espaço para oferecer uma pequena sugestão que pode evitar grandes transtornos profissionais.

Ao terminar de redigir um e-mail, não aperte imediatamente a tecla "Enviar". Antes de fazer isso, leia o que foi escrito. E corrija o que precisa ser corrigido, tanto em termos de grafia, quanto, principalmente, de clareza.

Eu nem tenho ideia de quantos e-mails são enviados por dia no Brasil, mas imagino que sejam alguns milhões. E pelo menos a metade deles, creio eu, tem caráter profissional.

Na época pré-e-mail, escrevia-se cartas, e ainda se escreve. Muitas. Cartas têm várias desvantagens em relação ao e-mail: elas custam mais caro, demoram mais para serem escritas, precisam ser envelopadas, o envelope precisa ser corretamente endereçado e é preciso postá-las numa agência dos Correios.

Mas as cartas têm, pelo menos, uma grande vantagem. Quem se arrepende de algo que escreveu num momento de raiva ou desatenção, tem tempo de sobra para evitar o estrago que a carta poderia causar. Não é o caso do e-mail. Não foram poucos os ouvintes que já me escreveram, perguntando como poderiam consertar algo que foi escrito num e-mail e enviado sob o calor da emoção.

Esse é o problema. Ao contrário das coisas que dizemos, e que depois podemos alegar que não foi bem aquilo que dissemos, o e-mail deixa registrado exatamente o que colocamos nele. Não dá para alegar que aquilo que o destinatário leu, não é bem aquilo que escrevemos.

Há ainda uma outra situação que parece cômica, mas não é. A de ouvintes que receberam um e-mail, não gostaram do que leram e decidiram enviá-lo para um colega, após adicionar comentários pessoais pouco elogiosos sobre a inteligência da pessoa que o redigiu, o chefe, por exemplo. Só que na pressa, esses e-mails foram enviados não para o colega, mas de volta para o primeiro remetente, criando uma tremenda saia justa.

E o terceiro motivo para reler os e-mails é o bom e velho português. A releitura permitirá corrigir erros elementares de grafia ou concordância, que poderiam dar a quem lê, a má impressão de que fugimos da escola.

Fica então a dica: e-mail é como tiro ao alvo. Porém, antes de disparar, é preciso ter a certeza de que o cano da espingarda está voltado para o lado certo.

Max Gehringer, para CBN.

2009-08-26

Regras de boa convivência na linguagem digital - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 26/08/2009, com algumas dicas de etiqueta corporativa ao escrever emails.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Regras de boa convivência na linguagem digital

email corporativo
Uma consulta diferente. Escreve uma jovem ouvinte: "Gostaria de saber se existem regras para finalizar emails em empresas. É conveniente escrever 'abraços' ou 'beijos' quando enviamos mensagens para pessoas que trabalham conosco?"

Para muita gente, essa pergunta pode parecer meio inócua. Mas em minha avaliação, ela é uma minúscula pérola de sensibilidade. Porque um rótulo indesejável pode nascer de uma atitude mal pensada ou de uma palavrinha mal colocada.

No tempo da datilografia, a correspondência corporativa era mais rebuscada, e mais monótona. Uma cara principiava com um "excelentíssimo" ou com um "ilustríssimo". E terminava com um "cordialmente" ou um "atenciosamente". A linguagem escrita da era digital se tornou mais leve, mais solta, e muito mais próxima da linguagem cotidiana.

Porém, o mundo corporativo ainda continua povoado por muitos excelentíssimos e ilustríssimos. E essa gente continua detendo uma razoável parcela do poder de decisão.

Vamos então começar pela cultura de uma empresa.

Existem empresas em que os colegas se beijam quando chegam ao trabalho pela manhã. Existem outras em que os colegas se cumprimentam com um aperto de mão. E existem empresas conservadoras, e nelas, a distância mínima a ser guardada entre dois colegas em qualquer situação, deve permitir a passagem de um motoboy em alta velocidade.

No primeiro tipo, não há problema em transferir para o email uma prática física e disseminada. Na segunda, escrever "beijo" se ninguém se beija, já é forçar o ambiente. E na terceira quem perpetra um ósculo por extenso, pode ser convocado a se explicar diante da santa inquisição corporativa. Essa é a primeira regrinha.

A segunda diz respeito à hierarquia. Nunca é recomendável grafar "beijos" e "abraços" para chefes ou ilustríssimos de alto escalão.

E a terceira regrinha é a respeito de colegas que lêem uma coisa e já imaginam outra. Para eles, um mero "beijo" em fonte 12, pode ser interpretado como "estou disponível".

É por tudo isso que grandes empresas adotam manuais de redação de email, visando evitar o uso de palavras toscas ou que possam gerar interpretações errôneas.

Para as que não adotam, o melhor é terminar o email com um "obrigado" e escrever o nome. Pode ser menos caloroso, mas é mais profissional e bem menos arriscado.

Max Gehringer, para CBN.
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