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2018-02-22

Transferência temporária para o exterior é alavanca para a carreira - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 22/02/2018, com um ouvinte que recebeu uma proposta de uma transferência temporária para o exterior, mas que não tem certeza pois só ouviu falar mal do país em que iria.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Transferência temporária para o exterior é alavanca para a carreira

trabalhando no exterior

Um ouvinte escreve: "Trabalho em uma multinacional e me foi oferecida uma transferência temporária, para um país do qual sei bem pouco, mas que quando aparece no noticiário, é sempre por razões negativas. Estou pensando em recusar, mas apreciaria saber a sua opinião."

Bom, você precisa de mais informações antes de se decidir. Através de seus contatos em redes sociais, procure encontrar alguém que trabalhou no dito país, ou conhece alguém que trabalha, ou que viajou para lá.

Como você sabe, a imprensa relata não a rotina, mas as exceções. E notícias ruins tendem a gerar mais atenção de leitores do que notícias boas ou neutras.

Veja o caso do nosso querido Brasil, por exemplo. Se você fosse cidadão de outro país e lesse tudo o que vem sendo noticiado nos últimos tempos, sobre criminalidade e corrupção, você aceitaria uma transferência para vir trabalhar aqui?

Provavelmente você se sentiria tentado a não vir. Mas, se conversasse com alguém que vive e trabalha aqui, ouviria que a situação está longe de ser a ideal, mas nem por isso os brasileiros estão todos escondidos embaixo da cama, esperando por melhores tempos.

Uma transferência temporária para o exterior costuma ser uma bela maneira de alavancar a carreira. E oportunidades como a que você recebeu são raras. Sugiro que você não a dispense sem antes se assegurar de que os riscos pessoais serão, de fato, maiores do que os benefícios profissionais.

Max Gehringer, para CBN.

2016-08-11

'Recebi um convite para me transferir a outro país' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 11/08/2016, com uma ouvinte que foi convidada a trabalhar fora do país.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Recebi um convite para me transferir a outro país'

carreira internacional

Uma ouvinte escreve: "Trabalho em uma empresa multinacional e recebi um convite para me transferir para outro país em que a empresa atua. É uma operação pequena na América do Sul, bem menor do que a brasileira, mas meus superiores me garantem que a transferência ajudaria a impulsionar a minha carreira. Estou em dúvida. O que devo considerar para decidir?"

Bom, primeiro, a parte boa. O que seus superiores dizem é verdade. Uma experiência em outro país sempre conta pontos no desenvolvimento da carreira. Além disso, para efeito do mercado de trabalho, isso vai valer mais no seu currículo do que um MBA.

Os cuidados a tomar são dois. Primeiro: a empresa garante a sua volta ao Brasil ou depois de algum tempo existe a possibilidade de você ser transferida para outra operação fora do Brasil, em um país incerto e não sabido?

Segundo cuidado: se o retorno ao Brasil for garantido, qual será o prazo para ele? Um ano, dois anos?

Esse acordo precisa constar em um contrato, para que você não corra o risco de ter que perguntar quando tiver bem menos poder de barganha.

Bom, e se a empresa lhe disser que não há previsão de retorno e nem garantia de que seu próximo posto será no Brasil? Aí, tudo depende de sua coragem para encarar riscos. A maioria aceitaria a proposta, porque ela conduz a uma carreira internacional. Mas só você pode avaliar se esse seria mesmo o seu interesse.

Max Gehringer, para CBN.

2016-07-28

'Tenho 20 anos e quero trabalhar fora do Brasil' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 28/07/2016, com um jovem ouvinte que quer ir embora do Brasil para trabalhar em outro país.

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'Tenho 20 anos e quero trabalhar fora do Brasil'

trabalhando no exterior

Um ouvinte escreve: "Tenho 20 anos e quero ir embora do Brasil, para trabalhar em outro país. Como consigo fazer isso?"

Através de contatos pessoais. Mas vamos por partes.

Você pode se matricular em um curso de inglês, de seis meses, com visto de estudante em um país que permita a estudantes trabalharem enquanto estudam. Três países que oferecem essa possibilidade são a Austrália, a Nova Zelândia e a Irlanda.

Chegando lá, você encontrará algo que existe em qualquer país do mundo: brasileiros, que fizeram o que você pretende fazer. Não será difícil localizá-los através da própria escola ou da internet. E ao contatá-los, você receberá informações de como proceder para transformar a sua permanência temporária em definitiva.

Agora vamos supor que você não tenha dinheiro para pagar um curso no exterior e queira ir apenas com a cara e a coragem. Nesse caso, e até mais do que no caso anterior, você precisará conhecer alguém que tenha feito isso e que esteja residindo no país há pelo menos um ano.

Muitos brasileiros entraram nos Estados Unidos ou no Canadá com visto de turista e continuam por lá até hoje, trabalhando legalmente ou não. Essa talvez não seja a possibilidade mais indicada, mas não deixa de ser uma opção quando não existe outra.

Só lhe recomendo não acreditar em agências que prometem empregos lá fora em troca de um pagamento prévio aqui no Brasil. Isso pode ser golpe.

Max Gehringer, para CBN.

2016-03-02

'Devo fazer um curso no exterior para melhorar minha empregabilidade?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 02/03/2016, com a reprise do comentário do dia 28/07/2015, com um ouvinte que planeja ir fazer um curso no exterior para melhorar a sua empregabilidade.

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'Devo fazer um curso no exterior para melhorar minha empregabilidade?'

curso no exterior

Escreve um ouvinte: "Estou pensando em fazer um curso no exterior para melhorar a minha empregabilidade. Já fiz várias cotações e encontrei alguns cursos muito bons em universidades de renome. Pergunto se isso, de fato, me proporcionaria a oportunidade de dar um salto na carreira?"

Bom, se você tem um emprego relativamente bom, não creio que este seja o melhor momento para deixá-lo. O Brasil passa atualmente por uma situação delicada no mercado de trabalho e ninguém pode afirmar qual será a situação daqui há um ano.

Entramos numa crise que não sabemos bem de onde veio, porque não existe nenhuma crise global. As más notícias que vêm assustando os brasileiros são o resultado de ações que deveriam ter sido tomadas pelo poder público e não foram. E com o passar do tempo, vai ficando cada vez mais difícil tomá-las, porque são antipáticas do ponto de vista popular.

Como resultado, os consumidores reagem comprando menos e isso faz com que as empresas se retraiam, cortando custos e postergando investimentos.

Numa situação assim, o mais recomendável para quem está empregado é se manter no emprego até que a poeira baixe um pouco e permita enxergar algum horizonte mais adiante.

Dito tudo isso, se você mesmo assim quiser arriscar e passar um período no exterior, a experiência e o conhecimento certamente ajudarão em sua carreira no médio e longo prazo. Já no curto prazo, assim que você regressar ao Brasil, pode ser que você não encontre nem uma vaga igual a que você tem atualmente.

Se você é um apostador, aposte. Se for mais pé no chão, aguarde um pouco, mas não desista do seu intento, porque ele será positivo.

Max Gehringer, para CBN.

2015-08-28

'Sonho em me mudar para o exterior' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 28/08/2015, com um jovem ouvinte que sonha em se mudar para o exterior.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Sonho em me mudar para o exterior'

vivendo no exterior

"Tenho 19 anos", um ouvinte escreve, "e meu sonho é me mudar para o exterior. Não sou super qualificado nem nada, mas gostaria de arriscar assim mesmo. Isso é possível ou estou me iludindo?"

Ilusão certamente não é, porque o número de brasileiros vivendo, trabalhando ou estudando no exterior já passou de 3 milhões, sendo que a metade deles nos Estados Unidos. Em termos de força de trabalho, esse contingente de expatriados representa mais de 1 em cada 100 brasileiros com idade entre 18 e 40 anos. É um número impressionante, se considerarmos que o Brasil nunca deixou de oferecer empregos a quem quisesse trabalhar.

Infelizmente, não há estatísticas precisas quanto a ocupação profissional dessas pessoas no exterior. Por outro lado, a migração para outras bandas só vem crescendo nas últimas décadas, o que faz supor que, qualquer que seja o tipo de trabalho executado, há cada vez mais gente acreditando que as oportunidades e as condições de vida serão maiores e melhores lá, do que são cá.

Há várias maneiras de você começar essa sua peregrinação, mas a maioria das pessoas que vão embora começa com um contato com algum brasileiro que já esteja por lá. São pessoas que podem dar informações mais seguras sobre as condições de vida em um país, os custos para viver nele, os trabalhos oferecidos, que nem sempre são formais, e a eventual remuneração. Eu sugiro que você comece fazendo isso, porque um contato real lhe será mais valioso do que qualquer estatística.

Max Gehringer, para CBN.

2015-07-28

'Devo fazer um curso no exterior para melhorar minha empregabilidade?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 28/07/2015, com um ouvinte que planeja ir fazer um curso no exterior para melhorar a sua empregabilidade.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Devo fazer um curso no exterior para melhorar minha empregabilidade?'

curso no exterior

Escreve um ouvinte: "Estou pensando em fazer um curso no exterior para melhorar a minha empregabilidade. Já fiz várias cotações e encontrei alguns cursos muito bons em universidades de renome. Pergunto se isso, de fato, me proporcionaria a oportunidade de dar um salto na carreira?"

Bom, se você tem um emprego relativamente bom, não creio que este seja o melhor momento para deixá-lo. O Brasil passa atualmente por uma situação delicada no mercado de trabalho e ninguém pode afirmar qual será a situação daqui há um ano.

Entramos numa crise que não sabemos bem de onde veio, porque não existe nenhuma crise global. As más notícias que vêm assustando os brasileiros são o resultado de ações que deveriam ter sido tomadas pelo poder público e não foram. E com o passar do tempo, vai ficando cada vez mais difícil tomá-las, porque são antipáticas do ponto de vista popular.

Como resultado, os consumidores reagem comprando menos e isso faz com que as empresas se retraiam, cortando custos e postergando investimentos.

Numa situação assim, o mais recomendável para quem está empregado é se manter no emprego até que a poeira baixe um pouco e permita enxergar algum horizonte mais adiante.

Dito tudo isso, se você mesmo assim quiser arriscar e passar um período no exterior, a experiência e o conhecimento certamente ajudarão em sua carreira no médio e longo prazo. Já no curto prazo, assim que você regressar ao Brasil, pode ser que você não encontre nem uma vaga igual a que você tem atualmente.

Se você é um apostador, aposte. Se for mais pé no chão, aguarde um pouco, mas não desista do seu intento, porque ele será positivo.

Max Gehringer, para CBN.

2015-06-18

Quais empecilhos encontrarei após passar 18 meses no exterior? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 18/06/2015, com os empecilhos que uma pessoa que ficou um ano e meio no exterior pode encontrar ao voltar ao país em busca de um emprego.

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Quais empecilhos encontrarei após passar 18 meses no exterior?

intercâmbio

Um ouvinte escreve: "Tenho 23 anos, passei 18 meses fora do Brasil e estou retornando. No exterior não tive nenhuma ocupação que possa ser colocada em meu currículo, mas voltei com o inglês fluente, que foi o principal motivo da minha viagem. Pergunto que tipo de empecilhos eu posso vir a encontrar na procura por um emprego?"

Vamos a eles. O primeiro empecilho é o momento econômico do país. O mercado de trabalho está segurando contratações e nesse momento é possível que você tivesse dificuldade para conseguir um emprego mesmo que não tivesse viajado.

O segundo é o vácuo que ficou em seu currículo. Certamente lhe será perguntado o que você fez em um ano e meio no exterior. Digamos que você teve que se sustentar e aceitou trabalhos bem inferiores à sua capacidade e habilidade. Você pode dizer isso em entrevistas sem nenhuma vergonha, acentuando que a experiência de vida e o aprendizado do idioma mais que compensaram os seus sacrifícios.

Permita-me também sugerir que você procure um emprego semelhante ao que tinha antes de viajar. Quando um jovem retorna de uma temporada no exterior, é normal que ele imagine que dará um salto na carreira. E talvez essa seja a maior frustração de quem viaja e volta: a de descobrir que terá que recomeçar do ponto em que havia parado.

Mas em resumo, você fez bem em viajar. Só o fato de você ter escrito para perguntar sobre eventuais empecilhos, já mostra que você voltou mais amadurecido.

Max Gehringer, para CBN.

2013-12-04

'Moro fora, não fiz faculdade e quero voltar para o Brasil. O que faço?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 04/12/2013, com um ouvinte que mora fora e quer voltar ao Brasil, mas tem receio de não encontrar um bom emprego por aqui.

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'Moro fora, não fiz faculdade e quero voltar para o Brasil. O que faço?'

avião pousando

Um ouvinte escreve: "Estou morando fora do Brasil há 8 anos. Sai porque achava que qualquer coisa fora do Brasil seria melhor do que qualquer coisa no Brasil. Não me arrependo de ter saído. O que ganhei sempre deu para o gasto. Mas, por outro lado, não consegui acumular uma poupança. Hoje tenho 39 anos, falo três idiomas fluentemente, mas não tenho curso superior. Gostaria de voltar ao Brasil e me assentar em meu país natal, mas tenho receio de não conseguir um emprego satisfatório, devido a minha idade e falta de instrução superior. Começar uma faculdade agora também não me anima, porque é algo que não me traria resultados imediatos. Você teria alguma sugestão a me dar?"

Bom, como você não mencionou os tipos de trabalho que executou aí, onde mora atualmente, eu vou supor que você não tenha uma boa rede de contatos no Brasil.

Então, genericamente, posso lhe sugerir o seguinte: antes de decidir mudar de volta, converse com agências de serviços temporários no Brasil. Ou pessoalmente, caso você venha para cá, ou online, se não puder vir.

Como essas agências fornecem profissionais de todos os tipos, para todas as situações, essas conversas lhe darão uma noção, tanto da variedade de serviços que você poderia vir a prestar, quanto da remuneração que poderia vir a receber.

Uma função que me ocorre é o transporte executivo, que está em alta, não exige um curso superior, mas dá grande importância a idiomas. Mas certamente existem outras. E depois que você se assentar em uma delas, volte a estudar. Porque você ainda tem muitos anos de carreira pela frente.

Max Gehringer, para CBN.

2013-09-27

'Quais as vantagens de fazer um intercâmbio?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 27/09/2013, sobre as reais vantagens de se fazer um intercâmbio no exterior.

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'Quais as vantagens de fazer um intercâmbio?'

intercâmbio exterior

"Pergunto", um ouvinte de 21 anos escreve, "quais são as vantagens de se fazer um intercâmbio no exterior?"

São todas, menos aquela que é usada como principal argumento para convencer os pais a bancar a conta, que é a possibilidade de conseguir um belíssimo emprego na volta, um que seria impossível conseguir sem a fluência em um idioma.

Para colocar as coisas em perspectiva, vamos começar eliminando o termo "intercâmbio", já que na quase totalidade dos casos, não há intercâmbio algum. O que há é o pagamento por um curso e pela estadia no exterior, já que o visto de estudante não permite conseguir um emprego remunerado.

O pseudo-intercâmbio seria, então, um turismo de resultados. Um período longo de férias com estudos que não irão tomar mais que 20%, 25% do tempo.

Mas isso não elimina as muitas vantagens de passar um tempo longe de casa, quase sempre, pela primeira vez na vida. Aprender a se virar sozinho para resolver problemas do dia a dia irá aumentar a auto-estima e a auto-confiança. Conhecer outras culturas e aprender como se adequar a elas irá facilitar a convivência com futuros colegas de trabalho que pensem de modo diferente. Somente esses aprendizados fundamentais já pagariam todo o investimento feito na viagem.

Bom, e o emprego na volta? Será basicamente o mesmo que seria conseguido se não houvesse a viagem. Porque um idioma não faz uma enorme diferença já no primeiro emprego. Embora possa vir a fazer alguns anos adiante.

Então, repetindo, as vantagens são todas, desde que não haja, na volta, o imediatismo do ótimo emprego.

Max Gehringer, para CBN.

2010-10-22

'Tenho 32 anos e quero trabalhar no exterior' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 22/10/2010, sobre como ir trabalhar no exterior.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Tenho 32 anos e quero trabalhar no exterior'

prova concurso público
"Estou com 32 anos", escreve um ouvinte, "e tenho o sonho de trabalhar no exterior. Sou gerente de uma multinacional e acredito que uma experiência dessas irá agregar muito a meu currículo."

É verdade. Você não está falando nem de intercâmbio, nem de estágio universitário, e nem de trabalho OPER*, que é um nome bonito para empregado sem qualificação. Se você conseguir uma vaga no exterior, no mesmo nível funcional que tem no Brasil, ou melhor, o seu currículo de fato ficará mais valorizado.

Então vamos começar pela parte mais complicada. Para trabalhar legalmente nos países da América do Norte ou da Europa, você precisará de um visto especial, concedido pelo consulado do país, aqui no Brasil. Esse visto, porém, só é concedido se você já tiver um emprego previamente acertado com uma empresa no exterior. Nenhum consulado lhe dará um visto de trabalho para você desembarcar no país e sair procurando um emprego.

Você teria então duas possibilidades. A primeira é a sua própria empresa transferi-lo para o exterior. Acredito que você já tentou essa opção e não conseguiu, senão não estaria me escrevendo. E a segunda é você enviar currículos diretamente para as empresas que lhe interessam, ou se cadastrar em sites internacionais que oferecem vagas para estrangeiros.

Ou seja, procurar emprego no exterior não é muito diferente de procurar emprego no Brasil. Se existir uma vaga e você for selecionado para o processo, você passaria por uma bateria de entrevistas para avaliar o seu conhecimento técnico, a sua experiência prática e a sua fluência no idioma local. E aí, se você for o escolhido, a própria empresa providenciaria a documentação necessária para você apresentar no consulado e conseguir o visto temporário de trabalho.

Há ainda um outro empecilho. O hemisfério norte ainda não se recuperou da crise econômica do ano passado e as vagas para os estrangeiros ficaram mais escassas. De qualquer forma, vale a pena você tentar.

Como última dica, o networking que aqui gorjeia, também gorjeia por lá. Se você tiver o contato de um executivo brasileiro trabalhando no exterior, a indicação dele poderá ser preciosa. Ou então, como há várias empresas brasileiras com filiais no exterior, você pode começar a sua busca por elas, através de seus contatos, aqui mesmo no Brasil.

Max Gehringer, para CBN.

* não consegui escutar direito a expressão.
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