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2012-10-02

A fábula do elefante amestrado e a acomodação no trabalho - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 02/10/2012, com um outro olhar sobre a fábula do elefante acorrentado numa pequena estaca e a acomodação no trabalho.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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A fábula do elefante amestrado e a acomodação no trabalho

elefante e a estaca

Um ouvinte escreve: "Ouço você falar sobre correr riscos, trocar de emprego, bater de volta e outras que, para mim, não fazem sentido. Sou um empregado estável, só tive um emprego na vida, não arrumo confusão com ninguém e vivo tranquilo. Só que muita gente vive me dizendo, como você também diz, que eu poderia ter ido bem mais longe na carreira. Eu não concordo e agradeço por poder expressar a minha opinião."

Muito bem. Você já deve ter lido a história do elefante amestrado. Por que um bicho daquele tamanho e com aquela força se sujeita a ficar preso a uma estaca por uma corrente que ele poderia arrebentar com um leve movimento? Pode-se tirar qualquer conclusão dessa fábula, e todas são contra o elefante. Mas vamos pensar um pouco.

E se a inteligência do elefante estiver sendo subestimada? E se ele não arrebenta a corrente simplesmente porque a situação é conveniente para ele? Afinal, todos os dias, o elefante é lavado, escovado, bem tratado e bem alimentado. E elefantes nem precisam estar num circo ou num zoológico, onde são apenas objetos de curiosidade ou pena. Os utilíssimos elefantes usados na Ásia ou na África para transportar pessoas ou mercadorias também ficam presos pela frágil corrente quando não estão trabalhando.

Mas caso decidisse arrebentar a corrente, o elefante iria para onde? Faria o que? Quem procurar na internet, encontrará várias histórias verdadeiras de elefantes que escaparam de suas correntes e provocaram correria, desespero e pânico entre o povo da vizinhança. Quase todos os elefantes fujões foram mortos. E os que não foram, voltaram aliviados para a segurança da corrente.

A minha única sugestão para nosso ouvinte é: tome a decisão que fará você se sentir mais seguro, mais confortável. Se você fez isso e está feliz, ignore as opiniões em contrário. Incluindo a minha.

Max Gehringer, para CBN.

2012-08-21

Não ofereça sabedoria a quem só pode pagar com ignorância - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 21/08/2012, com uma pequena fábula do rato e do caracol, sobre oferecer sabedoria a quem só paga com ignorância.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Não ofereça sabedoria a quem só pode pagar com ignorância

caracol e rato

Um rato saiu de manhã para trabalhar e no caminho cruzou com um caracol. Muitas horas depois, após um dia exaustivo em que teve que batalhar arduamente para caçar sua comida e escapar de seus predadores, o rato retornou exausto. E notou que o caracol não havia se movido mais que dois metros.

O rato parou e comentou que se sentia compadecido pelo fato de o caracol ter uma vida tão monótona, tão sem emoções, enquanto ele, rato, conseguira viver, em apenas um dia, aventuras que o caracol não viveria em toda existência.

"Emérito rato", disse o caracol, "como tenho bastante tempo para observar e refletir, permita-me oferecer-lhe alguns dados comparativos entre nossas espécies, que talvez possam ajudá-lo a rever o seu ponto de vista. Caracóis têm casa própria e ratos são escorraçados de todos os lugares aonde chegam. Caracóis vivem em jardins e ratos, em esgotos. O alimento dos caracóis está sempre ao alcance, enquanto ratos precisam caminhar horas e horas para encontrar comida. Por isso, caracóis podem passar o dia apreciando a natureza, ao passo que ratos não podem se descuidar nem por um segundo. E não por acaso, caracóis vivem cinco anos. Dois a mais que os ratos."

O rato ouviu a tudo atentamente. Ponderou que o caracol tinha razão em tudo o que havia dito e, com uma violenta pisada, esmagou o caracol contra o chão.

Felizmente o solo era fofo o suficiente para que o caracol sobrevivesse. Mas ele aprendeu uma pequena lição que lhe seria útil pelo resto da carreira. Por mais razão que você tenha, nunca tente provar a alguém que se acha o máximo, que ele não é nada daquilo. Porque não há negócio pior do que oferecer sabedoria a quem só pode pagar com ignorância.

Max Gehringer, para CBN.

2012-03-22

Qual o remédio para escapar da síndrome do pato? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 22/03/2012, com mais um clássico do mundo corporativo, reeditando o comentário sobre como o marketing pessoal é a soma do bom trabalho e da boa imagem, e as síndromes do pato e do pavão.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Qual o remédio para escapar da síndrome do pato?

pavão

Um ouvinte escreve para contar que está vivendo a síndrome do pato. E ele explica: o pato é uma ave que sabe andar, voar e nadar. Mas não é um modelo em nenhuma das três coisas. O andar do pato é desajeitado. O pato nada devagar e voa muito mal. O ouvinte sabe que não é um pato e tem certeza de que não nasceu para pato. Mas tem a impressão de que o chefe dele o vê como um pato. E pergunta: "qual é o remédio para escapar da síndrome do pato?"

Bom, o remédio é a síndrome do pavão. O pavão anda mais devagar que o pato. E quem é que já viu um pavão nadando ou voando? Mas, quando alguém tem uma câmera fotográfica e vê um pato e um pavão, vai sempre fotografar o pavão. O pavão aparece mais, embora seja menos competente, porque sabe se pavonear. Ou seja, o pavão tem o que o pato não tem: marketing pessoal.

É claro que o pavão não tem qualquer ideia do que seja marketing pessoal. O pavão é uma obra da natureza e não de seus próprios talentos. Já o funcionário tem essa opção. Ele precisa aprender a se autopromover.

O termo autopromoção tanto pode significar querer aparecer de graça às custas dos outros, o que é reprovável, ou divulgar de maneira eficiente o próprio trabalho, o que é recomendável. O bom marketing, seja ele de um produto ou de um profissional, está assentado sobre três pilares:

Primeiro: é preciso que o maior número possível de pessoas saiba o que eu faço.

Segundo: é preciso que essas pessoas se convençam dos benefícios do que eu faço.

E terceiro: se essas pessoas estiverem convencidas, elas divulgarão o que eu faço de bom.

Todas as grandes marcas que conhecemos fizeram e fazem isso. A síndrome do pato é o trabalho sem imagem. A síndrome do pavão é a imagem sem trabalho. A soma do bom trabalho com a boa imagem é o marketing pessoal.

Max Gehringer, para CBN.

2012-03-08

Os erros mais elementares que um candidato a estagiário pode cometer - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 08/03/2012, com mais um clássico do mundo corporativo, com uma fábula de um estagiário entre o céu e o inferno, com a lição advertindo os erros que um estagiário pode cometer.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Os erros mais elementares que um candidato a estagiário pode cometer

portas céu inferno

Um candidato a estagiário estava atrasado para uma entrevista e atravessou correndo a rua em frente à empresa, sem olhar para os lados. E foi atropelado por um carro. No instante seguinte, ele se viu em um lugar estranho, cheio de nuvens pelo chão. Sem saber bem o que estava acontecendo, o candidato viu duas portas. Numa estava escrito Céu e, na outra, Inferno.

Ele abriu a porta do Céu e foi recebido por um senhor de barbas brancas. E foi informado de que naquele momento, o Céu não estava precisando de estagiários, mas no mês seguinte seriam abertas algumas vagas. Enquanto isso, sugeriu o senhor de barbas brancas, o candidato poderia dar uma olhadinha nas condições oferecidas pelo Inferno.

Meio desconfiado, o candidato abriu a porta do Inferno e foi recebido por uma simpática recepcionista, que o encaminhou ao gerente de recrutamento. Muito sorridente, o gerente explicou que o trabalho consistia em ficar na beira de uma piscina, dançando e se divertindo o tempo todo.

O candidato confessou ao gerente que sempre tivera uma visão muito diferente do Inferno. E o gerente disse que era porque o concorrente tinha um marketing muito agressivo, e que o Inferno era aquilo mesmo: só alegria e felicidade, e nenhum trabalho.

Feliz da vida, o candidato assinou o contrato e foi encaminhado a uma porta. Ao passar por ela, caiu num caldeirão de óleo fervendo e viu um monte de pessoas na mesma situação, gemendo e se lamentando.

Surpreso, o estagiário perguntou a um segurança que diabos estava acontecendo. E o segurança explicou: “Você está cometeu os dois erros mais elementares que um candidato a estagiário pode cometer: aceitar o primeiro emprego que aparece e acreditar em tudo o que a empresa promete.

Max Gehringer, para CBN.

2012-03-01

Mudança radical não é sinônimo de solução de problemas - ou a história das duas pulgas - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 01/03/2012, com mais um clássico do mundo corporativo, sobre como nem sempre mudanças radicais são o melhor a se fazer, ilustrado pela história das duas pulguinhas.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Mudança radical não é sinônimo de solução de problemas - ou a história das duas pulgas

história das duas pulguinhas

Muita gente imagina que a solução para seus problemas esteja em uma mudança radical, como se tudo o que foi feito até hoje estivesse errado. Acontece que muitas vezes uma pequena mudança pode fazer um efeito muito maior do que uma grande mudança. É o que ensina a historinha das duas pulgas.

Um dia, as duas estavam reclamando da vida quando uma disse para a outra:

- Sabe qual é o nosso problema? Nós não sabemos voar, só sabemos saltar. Aí, quando o cachorro percebe a nossa presença, a nossa chance de sobrevivência é zero. É por isso que existem mais moscas do que pulgas neste mundo. Moscas voam.

E aí, as duas pulgas fizeram um curso de mosca. Aprenderam a voar, mas não ficaram satisfeitas. E uma disse para a outra:

- Sabe qual é o nosso grande problema? Nós ficamos grudadas no corpo do cachorro. Daí, nosso tempo de reação é mais lento que a coçada dele. Temos que fazer como as abelhas, que sugam o néctar e levantam vôo rapidamente.

E as duas pulgas fizeram um curso de abelha, mas não ficaram satisfeitas. E uma disse para a outra:

- Sabe qual é o nosso grande problema? Nosso estômago é muito pequeno. Escapar do cachorro a gente até escapa, mas não estamos nos alimentando adequadamente. Temos que ser como os pernilongos, que têm aquele barrigão enorme.

E aí, as duas fizeram um curso de pernilongo, mas não ficaram satisfeitas. Porque com aquele barrigão eram facilmente percebidas pelo cachorro e eram espantadas antes mesmo de conseguir pousar.

Totalmente frustradas, porque nada na vida delas dava certo, as duas pulgas encontraram uma saltitante pulguinha. Como viram que a pulguinha estava forte, saudável e sacudida, as duas pulgas perguntaram:

- Escuta, que curso de mudança você fez que nós ainda não fizemos?

E a pulguinha respondeu: - Nenhum, ué.

- Como assim, nenhum?, perguntaram as pulgonas. - Como é que você escapa da coçada do cachorro?

E a pulguinha respondeu:

- Ah, é simples. Em vez de fazer cursos e mais cursos, eu fiquei quietinha, só prestando atenção ao cachorro. Aí percebi que bastava eu sentar no cocoruto dele. É o único lugar que ele não alcança com a pata.

Max Gehringer, para CBN.

2008-07-21

A história do jovem ambicioso - by Max Gehringer

Mais um texto com a transcrição dos comentários do Max Gehringer, de 21/07/2008, para a rádio CBN.

Lembrando que o áudio original está disponível na página do Max Gehringer na CBN.

A história do jovem ambicioso

Um jovem ambicioso foi admitido por uma empresa. Como tinha múltiplas habilidades, ele decidiu descobrir qual era o setor que lhe daria melhores condições para construir uma carreira mais rapidamente. E fez esta pergunta ao gerente financeiro. "Finanças, evidentemente", respondeu o gerente, "porque, no fim das contas, uma empresa existe para gerar e administrar dinheiro".

Em seguida, o jovem perguntou ao gerente de vendas, qual era o setor mais importante. "Vendas, é claro", respondeu o gerente, "porque só ela traz recursos para dentro da empresa". O jovem anotou a resposta e foi falar com o gerente de recursos humanos. E ele respondeu que uma empresa se sustenta sobre o talento e a motivação das pessoas, e portanto, recursos humanos era o setor mais importante.

Mas o gerente de informática tinha outra visão, e explicou ao jovem que a tecnologia está cada vez mais substituindo as pessoas, com vantagens. "Muito em breve, sem dúvida, as empresas serão controladas por profissionais de informática".

Já o gerente de marketing explicou que maketing cria o desejo de compra, e por isso é disparado o setor mais importante. O gerente de desenvolvimento esclareceu que seu setor era mais importante porque novos produtos são o oxigênio da empresa.

Ao final de 30 dias, o jovem chegou a conclusão de que havia 15 setores na empresa, e todos eles eram os mais importantes. Até que finalmente, o jovem teve a oportunidade de conversar com o presidente da empresa, que tinha apenas 34 anos. E o jovem perguntou como o presidente havia descoberto tão rapidamente a melhor direção a seguir. E o presidente respondeu: "Quando eu tinha a sua idade, eu rezava".

Impressionado, o jovem perguntou: "Então, uma carreira bem sucedida é uma questão de fé"? "Não", disse o presidente. "Eu rezava para que os jovens ambiciosos que concorriam comigo continuassem a fazer perguntas, enquanto eu me dedicava a fazer o meu trabalho."

Max Gehringer, para CBN.


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