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2017-08-21

Férias só podem ser tiradas a partir de um ano de trabalho - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 21/08/2017, com um ouvinte que está procurando um emprego e ao mesmo tempo pagando uma viagem de férias para daqui a seis meses.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Férias só podem ser tiradas a partir de um ano de trabalho

férias e trabalho

Um ouvinte escreve: "Estou me candidatando a empregos, mas já tenho férias agendadas e pagas a prestação para daqui a seis meses. Devo dizer isso nas entrevistas?"

Bom, se você disser, provavelmente não conseguirá o emprego. Mas se não disser, você ficará sem as férias.

O fato de você tê-las agendado e estar pagando por elas nada tem a ver com uma empresa. A lei trabalhista estipula que o período em que as férias serão gozadas é determinado pela empresa.

Ou seja, férias não são estabelecidas de comum acordo e nem são marcadas segundo o desejo do funcionário. Não sei se isso é justo, mas é a lei.

Se você for contratado agora por uma empresa e daqui a seis meses disser que vai sair de férias, a resposta provavelmente será negativa, uma vez que você sequer completou o período mínimo de trabalho para ter direito a aquisição das primeiras férias.

Nesse caso, você deverá pedir a conta caso decida fazer a viagem já paga ou permanecer no emprego e perder o valor que não possa ser reembolsado pela agência de viagens.

Nenhuma das duas situações funciona a seu favor. E ainda há uma terceira: se você conseguir um emprego e pedir a conta em poucos meses para viajar, terá alguma dificuldade para explicar isso em futuras entrevistas.

Caso você consiga passar alguns meses sem emprego, essa seria a melhor opção. Se precisa trabalhar de imediato, você terá que decidir daqui a seis meses o que será mais importante: as férias ou o emprego.

Max Gehringer, para CBN.

2015-10-29

'Empresa pediu para ninguém tirar férias, mas já estou com minha viagem marcada' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 29/10/2015, com uma ouvinte cuja empresa está passando por uma crise e pediu que ninguém tirasse férias, mas ela já tinha marcado uma viagem.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Empresa pediu para ninguém tirar férias, mas já estou com minha viagem marcada'

viajando de férias

Uma ouvinte escreve: "Como muitas empresas neste país, a minha também está passando por uma crise que já causou algumas demissões. Nossa diretoria pediu a colaboração de todos neste momento difícil. E em nome desse esforço conjunto, solicitou que os funcionários não tirassem férias nos próximos meses. Esse é o meu problema. Minhas férias já estão marcadas e venho há meses pagando uma viagem em prestações. Caso eu não consiga negociar com a agência de turismo a devolução do valor pago, o que já tentei e não consegui porque assinei um contrato, o que devo fazer? Perder o que gastei ou tentar sensibilizar a empresa?"

Bom, de fato, não creio que você conseguirá a devolução do que pagou. As agências de turismo também estão em fase de maré baixa e não vão abrir mão de algo que você assumiu formalmente.

Então, resta a você conversar com a empresa. Dizer que você quer participar do esforço coletivo, que até desistiria das férias, mas não gostaria de ter prejuízo. Proponha, por exemplo, que a empresa assuma que a reembolsará no ano que vem, quando a situação melhorar.

Se a empresa não concordar, sua decisão não será fácil. Perder o dinheiro será ruim, mas não creio que você conseguirá desfrutar das férias caso resolva tirá-las. Certamente você as passaria pensando no que acontecerá quando você retornar.

Em seu lugar, eu assumiria o prejuízo se estivesse em uma empresa na qual eu tivesse um bom ambiente e visse um futuro muito promissor para minha carreira. Caso contrário, curtiria as férias sem culpas.

Max Gehringer, para CBN.

2015-03-30

Devo cancelar minhas férias para não prejudicar a empresa? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 30/03/2015, com uma ouvinte que tem as férias marcadas, mas não sabe se cancela porque o seu setor irá ficar sem ninguém porque sua colega irá pedir demissão.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Devo cancelar minhas férias para não prejudicar a empresa?

férias canceladas

Uma ouvinte escreve: "Estou vivendo uma situação muito complicada para a qual não vejo solução. É o seguinte: estou para sair de férias. Meu superior aprovou e eu já comprei as passagens e paguei parte do hotel. Acontece que uma colega de trabalho, que reparte comigo o serviço do setor, me confidenciou que irá pedir demissão porque conseguiu outro emprego. E me disse que, para não prejudicar as minhas férias, ela só irá se demitir um par de dias depois que eu já tiver viajado. Para piorar, ela me falou que pagará o aviso prévio e sairá no mesmo dia, porque a outra empresa precisa dela de imediato. Não sei o que fazer. O setor não pode ficar sem nós duas, mas eu teria que cancelar as férias pelas quais já paguei para não criar um problema para o meu superior. O que faço?"

Bom, saia de férias. Esse é um direito seu, que você está exercendo legitimamente. A demissão da sua colega não é um problema seu, e sim da empresa. O fato de você ter sido informada da demissão não a obriga a fazer um sacrifício pessoal e financeiro.

O que pode acontecer de ruim é a sua colega dizer ao superior que você sabia da demissão e não disse nada. Do ponto de vista da empresa, essa seria uma atitude condenável da sua parte, embora na realidade não seja. Então, peça para a sua colega se calar.

Quando você voltar, posso lhe assegurar que você terá uma surpresa: a de descobrir que o setor funcionou bem na ausência de vocês duas. A impressão que você tem agora, a de que o serviço irá ficar paralisado, é errada. Empresas sempre encontram soluções. E a sua também encontrará. Boas férias!

Max Gehringer, para CBN.

2014-02-13

'Devo avisar o entrevistador que estou pagando uma viagem para daqui a três meses?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 13/02/2014, com um ouvinte está pagando por um pacote turístico para daqui há três meses e quer saber se deve falar isso nas entrevistas de emprego.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Devo avisar o entrevistador que estou pagando uma viagem para daqui a três meses?'

férias

Um ouvinte escreve: "Deixei o meu último emprego faz um mês e pouco, devido ao fato de que a sucursal da empresa em minha cidade foi fechada. Não creio que terei problemas para conseguir um novo emprego e já estou participando de dois processos. Minha dúvida é a seguinte. Eu já havia marcado minhas férias para daqui há três meses e venho pagando um pacote turístico em prestações. Faltam somente duas parcelas. Devo expôr esse fato durante os processos seletivos ou comunicá-los somente após ser contratado?"

Vamos lá. Pode ser que, para muita gente, a resposta seja óbvia. Mas, como não foi para o nosso ouvinte, talvez não seja igualmente para outros.

Quem determina o período de férias não é o empregado, é a empresa. Isso é o que está na lei trabalhista, embora em muitos casos possa haver um acordo, como deve ter ocorrido com o nosso ouvinte em sua empresa anterior.

Porém, o fato de que o nosso ouvinte já pagou pelas férias não é motivo suficiente para que a nova empresa concorde em conceder férias, sem que o nosso ouvinte tenha, ainda, adquirido o primeiro período aquisitivo. Por isso, ele deve sim, negociar previamente com a empresa que for contratá-lo. Se deixar para falar depois de ser admitido, a empresa poderá, amparada pela lei, negar-se a conceder as férias. E aí o nosso ouvinte poderia perder o que pagou por elas.

Eu concordo que o empregado deveria ter o direito de escolher o período em que sairá de férias. Mas, enquanto a lei não permitir que isso seja feito, e não creio que venha a permitir tão cedo, o que vale é o que está escrito.

Max Gehringer, para CBN.

2011-01-23

'Fui obrigado a adiar férias já programadas' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 20/01/2011, sobre o direito as férias.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Fui obrigado a adiar férias já programadas'

férias canceladas
Consulta sobre férias canceladas. Escreve um ouvinte: "Como faço todos os anos, comuniquei a meu gerente, com quatro meses de antecedência, que iria sair de férias agora em fevereiro. Também seguindo a rotina dos anos anteriores, comprei passagens e fiz reserva de hotel para mim e minha família, pagando 40% do valor.

Na semana passada, o meu gerente me disse que eu não poderia sair de férias agora, porque o volume de serviço tinha aumentado além das expectativas. Ele me propôs transferir as férias para maio, e eu expliquei que isso não seria possível. Não só porque eu já havia feito uma parte não reembolsável do pagamento, como também porque meus filhos estudam e estarão em aulas no mês de maio. Após consultar a diretoria, o meu gerente me disse que infelizmente eu teria mesmo que adiar as férias programadas. A alegação foi de que a decisão sobre o período de férias é da empresa, algo que eu já sabia. Mas o fato é que eu comuniquei a meu gerente a data que me interessava, e ele concordou. Que direitos eu tenho numa situação dessas?"


Vamos lá. Férias são marcadas de comum acordo entre a empresa e o empregado. Porém, quando não existe um acordo, o direito de determinar a data pertence à empresa.

Nosso ouvinte poderá argumentar que houve o acordo entre ele e o gerente dele. É verdade, mas foi um entendimento informal. A formalização sempre vem através de uma carta do setor de Recursos Humanos, que deve ser assinada pelo empregado, no mínimo trinta dias antes do primeiro dia de férias. Uma vez assinada a carta, as férias só podem ser canceladas em caso de catástrofe.

Se o nosso ouvinte não recebeu essa carta, o acordo verbal com o gerente não tem efeito. Legalmente as férias nem foram canceladas, porque ainda não haviam sido oficialmente concedidas.

Bom, e aí vem a grande pergunta de sempre: isso é justo? Não, claro que não. Foi uma decisão atroz. Cruel. Desumana. Porém, empresas têm lá seus próprios interesses e podem tomar decisões que não são ou não parecem justas, desde que não sejam ilegais.

Eu acredito que o nosso ouvinte conseguirá costurar algum acordo com a empresa, no tocante ao dinheiro que gastou e não poderá reaver. Mesmo aquelas empresas que tomam decisões duras, costumam mostrar um mínimo de sensibilidade nesses casos. O gerente e o diretor certamente entenderão. O mais difícil, e eu sei porque passei por isso, será fazer a família entender.

Max Gehringer, para CBN.

2011-01-10

Férias

Só pra avisar que estou de férias e:

1. Como a conexão aqui é ruim, não ficarei muito tempo navegando por aí, consequentemente, indo em blogs, comentando, etc.

2. Tem post agendado pra quase todos os dias, até a minha volta. Mas não responderei comentários.

2009-11-09

Férias e Stress

Estou entrando de férias essa semana, e só volto no fim do mês/começo de dezembro. Por isso, o ritmo das postagens por aqui deve diminuir, talvez eu dê até uma parada. Mas vou tentar manter pelo menos alguns comentários do Max mais interessantes.

E como "despedida", eu deixo esse gráfico, originalmente feito pelo Jorge Cham do PHD Comics, sobre férias e stress.

Ferias x stress

Se quiser ver em tamanho maior, clique aqui.

Até mais!

2009-09-30

Recesso remunerado durante estágio - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 30/09/2009, sobre os direitos do estagiário ao recesso remunerado.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Recesso remunerado durante estágio

estagiários
A consulta de hoje é sobre estágios. E eu quero começar confessando que a resposta que eu iria dar por minha própria conta, estaria errada. Ainda bem que eu resolvi consultar quem sabe.

É o seguinte: um ouvinte assinou um contrato de estágio. Ou, como se diz em letra de forma, um termo de compromisso de estágio. A validade era de 6 meses, que poderiam ser prorrogados por mais 6. Mas a empresa decidiu não prorrogar e comunicou ao nosso jovem ouvinte, que o contrato seria encerrado.

E aí vem a dúvida. O nosso ouvinte escreve: "A lei diz que um estagiário tem direito a férias de 30 dias a cada 12 meses de estágio. Gostaria de saber se tenho direito a receber férias proporcionais, no caso, de 15 dias."

A resposta é dada pelo Instituto Via de Acesso, entidade sem fins lucrativos, que facilita contatos entre jovens que procuram estágio e empresas que procuram estagiários.

A lei do estágio não fala em férias, mas em recesso remunerado. Ao encerramento do contrato de estágio, a data de rescisão deve incluir o período de recesso. No caso do nosso jovem ouvinte, o contrato será encerrado com 6 meses e 15 dias. E portanto ele receberá o valor proporcional do recesso.

Eu disse no começo que iria errar na resposta, porque conheço estagiários que sairam antes do término do contrato e não receberam essa mini-indenização. Ou então receberam e nem perceberam, já que pouca gente lê o que está escrito nos papéis que assina.

Eu gostaria de sugerir aos estagiários, presentes e futuros, que acessem o site do Instituto Via de Acesso. Ele traz muitas informações sobre a lei 11.788, que regula as relações entre empresas e estagiários. Sei, por exemplo, da existência de estagiários que estão trabalhando 10 horas por dia, o que é vedado pela lei.

Normalmente, o jovem que consegue um estágio fica tão satisfeito, que cumpre tudo o que a empresa determinar, sem se preocupar em conhecer e entender os seus direitos. O estagiário não precisa reclamar diretamente com a empresa, correndo o risco de se queimar. Mas pode reclamar através de sua escola, que é parte integrante e interessada do contrato de estágio, e deve zelar pelo seu cumprimento.

Max Gehringer, para CBN.

2008-01-24

6 motivos pra NÃO vir pra Florianópolis no verão

Estou cansado do pessoal ficar falando que Florianópolis é o paraíso na Terra, e outras bobagens que ficam repetindo porque o pessoal de marketing aqui de Florianópolis é eficiente. Então, resolvi compilar uma lista de 6 motivos para você NÃO vir pra Florianópolis neste, ou em futuros verões.

1 - O trânsito é caótico

OK, o trânsito não é tão caótico quanto o de São Paulo em dia de chuva, mas na temporada de verão, o trânsito aqui também exige altas doses de paciência.

Bem, pra começo de conversa, se você vier de carro pra Florianópolis, se prepare. Sua viagem pode acabar mais cedo do que você imagina. Apesar de algumas estradas aqui serem até muito boas se comparadas às do resto do país (por exemplo, de Curitiba pra Florianópolis a viagem geralmente é bem tranquila, mesmo com o movimento que tem na BR 101), Santa Catarina registra um dos maiores números de mortos nas estradas. Neste fim de ano, só perdeu pra Minas Gerais. Se considerarmos que MG tem mais KMs de estrada, já viu...

(Fugiu de São Paulo pensando que se livrou disso? Erro! Créditos da foto: http://www.rogeriosilveira.jor.br)

Mas tudo bem, você conseguiu chegar inteiro a Florianópolis, seja de carro ou de avião (pessoas mais abastadas). Você se instala em seu hotel/pousada/casa de parente/whatever, e tem a brilhante idéia de dar um pulinho nas tão famosas praias da ilha. Se você já não passou um sufoco em chegar no hotel/pousada/casa de um infeliz/whatever, prepare-se pra passar agora. Porque se você não estiver instalado muito perto da praia, e tiver enfrentar o trânsito para chegar lá, a batalha vai ser árdua. Muito provavelmente centenas de outras pessoas tiveram a mesma idéia brilhante que a sua, e se dirigem para a mesma praia que você escolheu.



Percursos que em um dia tranquilo não demorariam 20, 30 minutos, levam se você estiver com MUITA sorte, 1 hora. Se você não for o Gastão, umas 2 horas devem ser o mínimo que você vai passar dentro do carro, embaixo de um sol escaldante.

2 - Falta de opções

Você deve estar se perguntando: "Ah, mas com tantas praias/trilhas/belezas naturais/whatever, como vai ter falta de opções?" Não falo de falta de opções praias/trilhas/você sabe o resto, mas de opções culturais.

Imagine você, um pobre azarado em que na sua única semana de férias em Florianópolis, chove todo dia. Sem aberturas de sol.

Se você realmente for muito louco, e como todo turista deixou parte do cérebro em casa (essa é uma teoria minha), pode até ir na praia, entrar no mar, passar frio, etc... Mas você provavelmente deve optar por algo mais indoor.

Aí abre o jornal, ou um site de Florianópolis, e descobre que não tem muita opção, fora um passeio básico shopping/cinema. Se você estiver fazendo um tour pelo Brasil/mundo vendo shoppings, tudo bem. Caso contrário, vai ser mais uma ida normal ao shopping, só pra passar um tempo... Mas, "peraí"... Toda a Florianópolis teve a mesma idéia, e o shopping vai estar lotado. Lotado que nem véspera de Natal. Se você for mulher, não vai ligar (mulheres não ligam de perambular no shopping lotado na véspera de Natal, de qualquer maneira). Mas se você for homem (e pior, se estiver acompanhado da patroa que VAI querer perambular um monte), invente uma desculpa e fique vendo a sessão da tarde na tv.

(É assim que fica... Em dias de movimento médio.)

E agradeça aos céus, porque agora Florianópolis tem 3 opções de shoppings. Há um ano e meio atrás, só havia um. Já dá pra imaginar como era?

3 - TUDO é MUITO caro

OK, você resolveu conhecer a cidade, fazer umas comprinhas ou mesmo só fazer uma boquinha. Prepare (e bem) os bolsos. Tudo aqui é muito caro. Na temporada, e ainda mais se for em algum lugar perto das praias, o preço inflaciona mesmo.

Mesmo fora de temporada, o custo de vida de Florianópolis é alto, comparável a outras grandes capitais do Brasil.

Existem alternativas digamos mais "light" para o bolso? Sim, existem. Mas é preciso procurar (e muito). E convenhamos, você, como turista de férias, a última coisa que vai pensar é fazer pesquisa de mercado.

4 - O atendimento em geral é péssimo

Uma das coisas que eu notei, logo que vim morar aqui, é o atendimento no comércio em geral. É MUITO RUIM. E isso não se restringe a temporada de verão, isso é de janeiro a dezembro.

Em muitos lugares, vendedores/garçons/atendentes/whatever simplesmente te ignoram. Se você pede a atenção deles, muitas vezes te olham DE CARA FEIA. Como se nós estivéssemos pedindo um favor a eles, como se estivéssemos implorando algo, mendigando mesmo. São ásperos, antipáticos, e estão muito mais interessados em fofocar entre si do que atender o cliente.

Isso infelizmente á algo recorrente. Acho que os comerciantes daqui ainda não se deram conta de que o cliente é o patrão deles, e não dão o mínimo de treinamento para os infelizes dos empregados.

É claro que existem exceções, especialmente em locais mais luxuosos, em que o atendimento é excelente, especializado. Geralmente são locais muito mais caros também. Mas isso não é regra: já vi em shopping centers, em lojas onde o preço de um lenço custa mais que tudo o que estou vestindo, vendedores tratarem mal clientes. E nem eram aqueles clientes "pé-rapados" ( como eu =P ), mas pessoas bem vestidas e apresentáveis.

Mesmo em alguns locais em que o atendimento é voltado quase que 100% ao turista, o atendimento muitas vezes deixa a desejar, com o agravante que o preço é geralmente é mais alto. Ainda não se deram conta de que devem explorar o turismo, e não o turista ;)

Felizmente, existem exceções. Mas como elas são muito raras e especiais, a citação fica para um futuro post =P

5 - NÃO EXISTE infra-estrutura pra todo mundo

Sim, no verão em muitas áreas falta água e luz.

Nem preciso dizer muito, basta uma procurada que isso é notícia recorrente nos jornais. O fato é que a estrutura da ilha de Florianópolis não suporta mais gente. E como a cada ano o povo de marketing se supera, mais gente vem. E com mais gente, mais estresse é gerado nos serviços de água e luz.

Especialmente em algumas regiões afastadas do centro da cidade (praias do norte, por exemplo), os serviços estão a beira da falência. Então, se mesmo assim você quiser se arriscar, prepare-se pra comprar algumas velas e muita água mineral.

Imagine você voltando da praia, seco pra tomar um banho pra tirar a água salgada e a areia do corpo. E descobre que não tem água. E se for azarado, também não tem energia elétrica, assim o telefone sem fio não funciona, nem o carregador do celular. E vai reclamar com quem? Se você uma pessoa realmente abastada, cheia do dindin mesmo, não tem com o que se preocupar, já que os grandes hotéis possuem reservatórios de água enormes, ou mesmo poços, e também geradores de energia. Então, aproveite. Bem, acho que ninguém rico o suficiente pra se hospedar num lugar desses ainda estaria lendo esse texto.

(Um dia eu ainda me hospedo num lugar desses...)

6 - Invasão de Los Hermanos

Não, não é a banda. São mesmo é turistas vizinhos do Mercosul, em especial os da Argentina.

OK, nós brazucas não vamos muito com a cara de argentinos, especialmente no futebol, mas o que isso tem de mais? Bem, não teria nada mesmo, se os turistas hermanos que aportam por aqui fossem normais, ou pelo menos mais educados.

Não estou dizendo que todos são uns @#$%, mas parece que a maioria dos @#$% vem pra cá. Especialmente os jovens e aborrescentes, quando estão sozinhos ou em grupo. Quando são famílias de turistas, o pessoal é mais comportado. Mas quando reúne "aquela galera jovem"... Só sai @#$%.

OK, aqui tem um pouco de preconceito da minha parte, afinal "aquela galera jovem" brasileira também apronta muita @#$%. Mas pro diabos, eu não sou bonzinho mesmo. E me irrita profundamente as @#$% em espanhol.

(Já imaginou um bando composto por carinhas assim? Cruzes...)

Uma razão pra você vir pra Florianópolis

Ah, pensou que eu ia falar das prais, da natureza, colocar uma foto de algum lugar paradisíaco aqui, não é? Se enganou. Tudo isso é muito bonito, etc, etc, mas a razão que eu vou dar pra você vir pra cá é a seguinte: venha pra gastar. Tem gente que depende do verão pra viver. Então, tire o $$$ do bolso e contribua. Senão tiver muita $$$, fique onde está.

Se bem que EU não dependo de turismo, então que se dane. Fique aí mesmo, e não venha inflar mais ainda a cidade que eu moro ;-P
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