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2018-03-21

Opção entre fazer o que gosta e gostar do que faz é questão de tempo - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 21/03/2018, com uma ouvinte que quer trabalhar no que gosta.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Opção entre fazer o que gosta e gostar do que faz é questão de tempo

felicidade no mercado de trabalho

Uma ouvinte escreve: "Estou iniciando no mercado de trabalho em uma empresa mais ou menos. Na verdade, um pouco menos do que mais. Meu objetivo é encontrar uma empresa que me dê a oportunidade de fazer o que eu gosto, para que eu tenha prazer em trabalhar nela."

Muito bem. Talvez esse seja o objetivo de qualquer pessoa que ingresse no mercado de trabalho. Mas, para que você não se frustre rapidamente, permita-me emitir uma opinião com base em tudo o que eu já vi em minha carreira.

A opção entre fazer o que gosta, ou gostar do que faz, é mais uma questão de tempo, do que de qualquer outra coisa. Um profissional começa a gostar do que faz, não importa o que faça, quando seus rendimentos lhe permitem ter um padrão de vida confortável.

Quem não tem dívidas e ainda consegue guardar boa parte do que ganha, passa a ignorar o que a empresa tem de ruim e exaltar o que ela oferece de bom.

Mas, alguém que trabalhe nesta mesma empresa, ganhando pouco e não vendo possibilidades de progresso, tende a enxergar mais os aspectos ruins, principalmente aqueles que dizem respeito a relacionamento e oportunidades.

A meta é fazer o possível para estar no grupo menor, que admira a empresa em que está, e não no grupo maior, que enfatiza os defeitos dela.

Esse grupo minoritário não é feliz porque está fazendo o que gosta, mas é feliz porque está sendo bem recompensado para gostar do que faz.

Max Gehringer, para CBN.

2016-08-23

'Sou executivo e era muito mais feliz quando ganhava pouco' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 23/08/2016, com um ouvinte que era mais feliz no começo de sua carreira.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Sou executivo e era muito mais feliz quando ganhava pouco'

infeliz no trabalho

Um ouvinte escreve: "Ocupo uma função executiva em uma instituição de grande porte. Sou reconhecido pelos chefes e colegas, e ganho bem. Levei 20 anos para chegar ao cargo que ocupo e não sei se o que vou dizer é um sacrilégio, mas eu era muito mais feliz no começo de minha carreira, quando ganhava pouco. Hoje vivo uma pressão constante, uma cobrança interminável por resultados e começo a me perguntar se estou finalmente tendo um choque de realidade."

Vamos lá. No começo de sua carreira, como todo jovem, você tinha tempo para se dedicar a coisas não relacionadas ao trabalho: diversão, lazer, amizades desinteressadas. Na medida em que você foi subindo na hierarquia, esse tempo lúdico foi sendo substituído pelas exigências dos cargos que você passou a ocupar.

Para a maioria dos executivos, a remuneração compensa o sacrifício. Para outros, como você, parece um preço alto demais a ser pago.

A única maneira de superar esse momento é pensar o que seria da sua vida se agora, aos 40 anos, você ainda tivesse a mesma função que tinha aos 20 anos, e um salário equivalente a ela. Isso lhe deixaria alegre e satisfeito ou você estaria hoje se lamentando por não ter investido em sua carreira?

Eu lhe diria que você apenas substituiu parte da felicidade pessoal que tinha, pela felicidade pessoal que tem. Reconheço que talvez não seja a troca perfeita, mas ela está longe de ser tão imperfeita a ponto de deixar você infeliz.

Max Gehringer, para CBN.

2015-01-01

Felicidade na carreira em 2015 não vai ser retumbante - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 01/01/2015, sobre como 2015 não deverá ser um ano em que as carreiras de todos serão ótimas.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Felicidade na carreira em 2015 não vai ser retumbante

2015

Como hoje é dia de desejar "feliz ano novo", desejo, de coração, que esse seja o melhor ano da vida de cada um. Mas muitos perguntariam: "Existem boas perspectivas de que este ano possa ser realmente feliz no tocante à carreira profissional? Haverá mais ofertas de empregos do que no ano que passou? Ou corremos o risco de as empresas terem que reduzir despesas, evitar aumentos salariais, adiar contratações e sobrecarregar ainda mais de trabalho, os que já estão entulhados de serviço?"

Bom, considerando-se o que os indicadores econômicos vêm mostrando, de fato, a felicidade não será retumbante e nem deverá contemplar a todos igualmente. Essa é a má notícia. Mas tem a boa. Neste momento, não dá para afirmar, com certeza, quem receberá doses maiores de felicidade e quem passará um ano patinando na carreira ou buscando um emprego que não irá se materializar.

O efeito da virada do calendário, como bem sabemos, é apenas emocional. Porém, felicidade é uma medida comparativa e não absoluta. Alguém que pouco tenha poderá terminar este ano feliz por ter conseguido mais, enquanto alguém que tenha bastante poderá se sentir infeliz por ter perdido parte do que tinha, embora continue tendo muito mais.

Termos feito o melhor possível poe nossa carreira durante o ano para terminarmos melhor do que começamos, talvez não resulte em resplandecente felicidade ao final dele. Mas pelo menos resultará em um sensação de que não deixamos em mãos alheias o que é responsabilidade apenas nossa.

Max Gehringer, para CBN.

2014-07-21

'Sinto-me muito infeliz no meu trabalho e não sei quais os motivos' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 21/07/2014, com uma lista de cinco coisas que contribuem para que alguém um pouco infeliz no trabalho aumente a sua infelicidade.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Sinto-me muito infeliz no meu trabalho e não sei quais os motivos'

infelicidade no trabalho

Uma ouvinte escreve: "Sinto-me muito infeliz em meu trabalho e não consigo entender por quê."

Bom, aqui vão cinco coisas que contribuem para que alguém um pouquinho infelizaumentando gradativamente essa infelicidade.

Primeira coisa: passar o tempo mencionando coisas que você gostaria de fazer e que nada têm a ver com o que você está fazendo.

Segunda: atribuir as suas dificuldades profissionais a fatores sempre fora do seu alcance.

Terceira: embarcar nas críticas que os colegas fazem e acrescentar alguns defeitos que eles esqueceram de mencionar.

Quarta: repetir que, se aparecer uma oportunidade de sair, você sai voando.

E quinta: ficar procurando defeitos nos colegas para se sentir um pouco melhor em relação a eles.

Se você já teve outros empregos e esta é a primeira vez que você se sente assim, pode ser que você esteja na empresa errada. Porém, se isso já está acontecendo pela segunda ou terceira vez, o mais provável é que o problema esteja em você. Se for isso, você corre o risco de trocar um emprego do qual não gosta por outro do qual irá gostar ainda menos.

Então, comece observando seus colegas atuais. Se a maioria deles não mostra descontentamento, a empresa não deve ser tão ruim. Dedique alguns minutos do seu tempo, todos os dias, para conversar com aqueles colegas que parecem satisfeitos, aqueles que estão sempre sorrindo e muito raramente reclamam de alguma coisa.

Essas conversas não têm como finalidade alterar radicalmente a sua percepção. Mas sim, ajudá-la a entender que ninguém é inteiramente feliz no trabalho. Mas que também ninguém é infeliz sem ter um motivo claro e compreensível.

Max Gehringer, para CBN.

2013-02-19

Gosto ou dinheiro? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 19/02/2013, com uma reflexão de um ouvinte sobre dinheiro e escolha da profissão.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Gosto ou dinheiro?

profissional feliz

Um ouvinte escreve: "Ouvi um comentário seu sobre um ouvinte que dizia adorar o salário, mas detestar o emprego. Você sugeriu que ele se agarrasse ao salário e talvez essa sugestão lhe tenha custado críticas dos que aconselham os jovens a fazer o que eles gostam, porque o dinheiro virá como consequência natural.

Eu gostaria apenas de dizer que foi pensando assim que comecei. Sou professor por formação e escolhi esse curso porque a profissão me dava satisfação. Durante sete anos passei por várias escolas, acumulei empregos, cheguei a dar quatorze horas de aula por dia, sempre ganhando pouco, mas sempre repetindo para mim mesmo que eu estava realizado por fazer o que me dava prazer.

Até que, aos 30 anos, sem carro, sem casa, sem poupança, sem perspectivas de ver a situação mudar e com dois filhos pequenos para criar, aceitei um emprego administrativo em uma empresa de grande porte. Cresci rapidamente dentro dela, mesmo abominando o joguinho corporativo do toma-lá-dá-cá, a burocracia sem sentido e o desfile diário de egos. Passados oito anos, acumulei o suficiente para nunca mais ter que me preocupar com as contas no fim do mês. Saí dessa empresa faz três anos, comprei uma franquia e estou muito, muito feliz.

Sei que há profissionais que já na primeira tentativa conseguem ganhar bem fazendo o que gostam. Mas por tudo o que eu vi nesses quinze anos de carreira, essa não é a regra. Eu precisei percorrer um caminho mais longo e mais difícil para chegar a essa situação. E tive que fazer duas mudanças radicais de rumo, para conseguir. Porém, se eu pudesse voltar no tempo, repetiria o que fiz, acreditando primeiro na profissão do meu gosto. Porque, se eu não tivesse feito isso quando jovem, hoje, certamente, estaria me lamentando por não ter tentado."


Max Gehringer, para CBN.

2013-02-05

'Detesto meu emprego, mas gosto do salário' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 05/02/2013, sobre felicidade, dinheiro e trabalho.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Detesto meu emprego, mas gosto do salário'

infeliz no trabalho

"Eu detesto o meu emprego", um ouvinte escreve, "mas gosto do meu salário. Ganho bem, acima do que conseguiria fazendo a mesma coisa em outra empresa. E sei também que se tentasse mudar de atividade, não ganharia nem metade do que ganho. Por isso me tornei um infeliz contente. A minha única alegria é ver o crédito do salário na minha conta no fim do mês. De resto, passo os dias me perguntando se estou sendo ingrato com o que a vida profissional me dá."

Vamos lá. Os americanos, que inventam expressões para tudo, chamam o que você está sentindo de "miséria confortável". Mas eu gostei mais do seu "infeliz contente", uma expressão que tem a cara do Brasil.

A essa altura, muitos ouvintes devem estar murmurando: "Esse infeliz aí podia trocar de emprego comigo". Mas permita-me ir por outro caminho. Trabalhar é uma necessidade e não uma opção de vida. Do ponto de vista da felicidade, é insano passar de oito a dez horas por dia em uma empresa e mais um par de horas no trânsito. E nós dedicamos a essa rotina diária os melhores anos da nossa existência, aqueles em que estamos plenos de saúde e vitalidade. O trabalho, portanto, é um fardo, que só suportamos não pelo que ele é, mas pelo que ele pode nos proporcionar.

O nosso ouvinte já tem um bom salário, que é o maior atrativo para os trabalhadores. Falta a ele buscar opções fora do trabalho para se sentir realizado. Por exemplo, colaborar com uma ONG, criar um blog, ter um hobby, ler, viajar.

Embora há 3 mil anos não existissem ONGs, blogs e hobbies, já existiam os infelizes contentes. E o Velho Testamento dava a eles a receita que o nosso ouvinte está precisando: Trabalhar é como perseguir o vento. Só é feliz quem consegue desfrutar dos frutos do seu trabalho.

Max Gehringer, para CBN.

2012-01-05

Filme: Compramos um Zoológico

Quando vi o material de divulgação (trailer, poster) de Compramos um Zoológico (We Bought a Zoo, no original), achei que seria mais um filme feel good medíocre de fim de ano. Mesmo assim, fui assisti-lo (afinal, tinha a Scarlett Johansson no elenco). Saí da sessão com uma grata surpresa: sim, é um filme feel good, mas um dos bons. Dos ótimos, aliás.

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Compramos um Zoológico traz a história baseada em fatos reais de Benjamin Mee (Matt Damon), um repórter aventureiro que perdeu a esposa e agora tem dois filhos para criar, o pré-adolescente Dylan (Colin Ford) e a pequena e meiga Rosie (Maggie Elizabeth Jones). Ainda em um processo de luto, Benjamin não consegue superar a morte da mulher, não conseguindo nem mesmo frequentar os mesmos restaurantes em que iam. Procurando por uma nova casa para conseguir ter um novo começo, Benjamin encontra uma que parece ideal: grande, afastada da agitação da cidade, com um imenso quintal (com o terreno sendo medido em hectares!) e um preço bem baixo. Mas com um grande porém: o terreno na verdade é um zoológico, e a compra da casa implica na compra do pacote inteiro, leões, zebras e tigres inclusos.

Após ver a filha Rosie feliz brincando com alguns animais, Benjamin não resiste e decide comprar a casa e tudo o mais. Entretanto, manter o zoológico não será fácil, mas ele contará com a ajuda de fieis empregados que já trabalhavam lá, destacando a jovem tratadora de animais Kelly Foster (Scarlett Johansson).

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Se formos julgar apenas pelo poster e trailer, Compramos um Zoológico pode dar a impressão de ser mais uma comédia bobinha que se apoia no elenco animal (os bichos do zoológico, e não o elenco humano, que de tão bom, poderia ser também descrito como "animal", no bom sentido), para ter graça. O filme é, acima de tudo, sobre pessoas, o que é bem evidente e bem enfatizado, como por exemplo, logo no começo, pelo irmão de Benjamnin (interpretado por Thomas Haden Church) que reforça ao irmão enlutado como é importante ele ver pessoas. (Possível SPOILER até o final deste parágrafo!) E essa ênfase nos seres humanos é reforçada no final, quando a jovem Lily (Elle Fanning) pergunta a Kelly, sua tia, que se ela tivesse que escolher entre humanos e animais, qual ela escolheria. E Lilly, diante do silêncio de Kelly, que somente olha com carinho para a família Mee, completa dizendo algo como "Eu também. Pessoas." E então sorri. (Fim do Spoiler.)

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Com um ótimo roteiro, baseado no livro de Benjamin Mee e escrito por Aline Brosh McKenna e pelo próprio diretor Cameron Crowe, Compramos um Zoológico equilibra bem momentos cômicos com o drama pessoal de Benjamin e Dylan, tendendo mais para o cômico, não deixando assim o clima muito pesado em nenhum momento (note até como o "vilão" do filme, o inspetor que dará a licença de funcionamento para o zoológico, é caricato ao extremo).

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Outro ponto a se ressaltar no texto do filme são as boas frases, que usadas em momentos cirurgicamente calculados no filme, passam aquela sensação inspiradora, como quando Benjamin diz para os empregados do parque, que estão com moral baixa, que ele "sempre foi um observador e escritor, mas que aquela era a sua primeira aventura", ou então quando ele ensina ao filho a técnica para vencer o medo de falar com mulheres: "só é preciso 20 segundos de coragem insana, e algo bom vai sair disso". (Possível SPOILER até o final deste parágrafo!) Outro exemplo de como o texto me agradou são as suas "rimas", que mostram como uma mesma frase se encaixa no começo e no fim do filme de maneira que "ligam" as cenas, como a própria frase dos 20 segundos de coragem insana, que também é mostrada na última cena do filme, quando Benjamin conta para os filhos como conhecera a mãe deles, ou como quando ele logo no começo do filme responde a Kelly, que o indaga por qual motivo comprara um zoológico tão cheio de problemas, e ele responde 'Por que não?', e essa é a mesma frase que a mulher dele respondera a cantada que ele usara puxar assunto com ela. (Fim do Spoiler.)

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Com ótimas atuações, o grande destaque de Compramos um Zoológico vai mesmo para a pequena Maggie Elizabeth Jones, que interpreta a filha Rosie. Ela é a dona das melhores piadas ("O que tem o coelhinho da Páscoa?") e a sua presença meiga rouba a cena quando ela aparece. Matt Damon também está ótimo e Scarlett Johansson continua linda como sempre, mas entrega uma ótima atuação sem apelar para a sua presença femme fatale. Destaque também para o elenco de animais, que não fazem feio, aparecendo em cena bem treinados, mesmo não tendo tanto destaque como em um Dr. Dolittle, por exemplo.

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Com uma boa fotografia que ressalta a luz natural em diversos e importantes momentos (reparem na hora em que Benjamin decide comprar o zoológico e o efeito da luz do sol nele), Compramos um Zoológico é uma comédia familiar, mas que não agride o cérebro. Ainda é um filme e, portanto, ficção (mesmo que tenha sido baseado em fatos reais, pois a palavra importante é BASEADO), mas tem boas sacadas e consegue nos fazer simpatizar com seus personagens. E, como estes acabam todos bem e felizes, ficamos felizes junto. Essa é, afinal, a razão de ser de um filme feel good. Sair da sessão se sentindo bem. E mesmo que a realidade não seja tão boa conosco como a ficção (e geralmente não é), se o filme conseguir te inspirar algo, já é válido. E este Compramos um Zoológico tem tudo para conseguir.

Trailer:



Para saber mais: crítica no Omelete.

2011-09-11

Filme: Larry Crowne - O Amor Está de Volta

Eu sou um fã de Tom Hanks e geralmente basta o nome dele estar no cartaz pra eu ir conferir o filme. Isso, no entanto, não indica que eu sempre ache os filmes que ele faz bons. Este é o caso deste Larry Crowne - O Amor Está de Volta (apenas Larry Crowne, no original), filme fraco em que Hanks fez jornada tripla (escreveu, dirigiu e atuou) e que entra na lista de filmes com subtítulos brasileiros desnecessários e/ou idiotas.

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Tom Hanks é o Larry Crowne do título, a personalização do bom moço (como a imagem do ator). Larry é bom humorado, trabalha com um sorriso sincero no rosto (mesmo sendo empregado de uma loja de departamentos) e naturalmente gente boa (o que Hanks evidencia ao fazer o personagem, uma vez logo no início e outra no fim do filme, pegar algumas tralhas jogadas no chão e jogar no lixo, separando para reciclagem, por elementos, e sem que ninguém esteja vendo o ato - se isso não for sinal de bom mocismo ou de pessoa caxias, não sei mais o que é). Infelizmente, por não ter curso superior, Larry acaba despedido do emprego (dicas do Max Gehringer feelings).

Endividado com o banco e sem conseguir outro emprego, Larry acaba indo para uma faculdade comunitária, onde literalmente muda a sua vida, especialmente por causa das aulas de oratória, onde ele conhece a professorinha Mercedes Tainot (Julia Roberts), e pelas aulas de economia do Dr. Matsutani (George Takei), além da amizade travada com Talia (a apaixonante Gugu Mbatha-Raw), que é a sua porta de entrada para uma gangue de motoqueiros... de scooters (também conhecidas como vespas). Surreal? Fantasioso? Sim, sem dúvida.

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Larry Crowne - O Amor Está de Volta é um filme fantasioso mesmo. Uma fábula para adultos que já passaram dos trinta e alguns mais, eu diria. É a essência do filme feel good, aqueles em que todos terminam bem e felizes (exceto, talvez, um ou outro babaca no filme, como o cara da pizza - que no momento em que Larry é despedido se importa mais com o último pedaço de pizza e tem um final irônico no filme). Feito para que a audiência se entorpeça um pouco e deixe o escapismo fluir, nesse aspecto é quase um musical dos anos pós-guerra, sem as malditas músicas. Reparem, por exemplo, se a abertura do filme não segue esse estilo, com os funcionários da loja de departamentos alegremente preparando a loja para mais um dia e abrindo a loja para atender os consumidores. (Só em filme mesmo pros funcionários de uma loja de departamentos serem daquele jeito...)

É quase impossível desassociar, de certa maneira, a imagem de Tom Hanks da de Forrest Gump. E de certa forma, Larry Crowne - O Amor Está de Volta reforça essa associação. Larry, além de ser bom moço, é meio ingênuo, inocente, assim como Gump, sem o carisma deste, entretanto. Aliás, os personagens do filme são todos bem superficiais e mal construídos. Por exemplo, o colega meio chapado da aula de oratória (Rami Malek), que é teoricamente um alívio cômico, mas com suas piadas clichês de aluno com a cabeça nas nuvens, faz pouco rir. Ou então da colega tanto da aula de oratória quanto da aula de economia, que na cena na aula de economia aparenta uma timidez exagerada, e depois sua linha de história simplesmente desaparece (provavelmente esqueceram da pobre na montagem).

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Larry Crowne - O Amor Está de Volta tem todo um clima meio saudosista, meio vintage (se eu posso chamar os anos 70, 80 de vintage - céus, estou chamando os anos em que eu já estava vivo de vintage, estou ficando velho). Desde o clima de musical escapista do roteiro até ao visual dos créditos, que mostra Hanks e Roberts numa scooter (quer coisa mais vintage?) correndo por aqueles cenários falsos de filmes antigos, em que os atores ficavam parados e se projetavam cenários atrás. E se o roteiro, que parece demais com um conto de fadas moderninho (mas não tão bem feito), lhe causar uma certa sensação de familiaridade, talvez seja porque você andou vendo muitos filmes da Nia Vardalos (de Casamento Grego, Eu Odeio o Dia dos Namorados e outros tantos que seguem uma linha muuuuito parecida), já que ela co-escreveu o roteiro com Hanks (e faz uma ponta no filme, na voz do aparelho de GPS da professora de Julia Roberts).

Larry Crowne - O Amor Está de Volta não é um filme ruim. Mas também não é bom. Ele tem seus bons momentos (como quando Crowne se muda, na cena em que ele dirige olhando pelo retrovisor), mas no geral é um filme fraco, raso e o que é pior: um tanto quanto insosso. Escapista? Sim. Entre para a faculdade e estude, sempre com um sorriso no rosto e tudo ficará bem. E de quebra, quem sabe, você arranja uma Julia Roberts? Ok, menos, porque estamos do outro lado da telona. No final das contas, o filme consegue ainda ser um pouco simpático, graças ao carisma de Tom Hanks. Mesmo sendo fã, é pouco. Desta vez é sorry, e não THanks.

Trailer:



Para saber mais: crítica no Omelete.

2011-04-20

Tristeza e Felicidade

Uma ilustração bacana do designer Allan Aubry. Tristeza e felicidade, duas faces da mesma moeda. E nem sempre de lados opostos.

tristeza felicidade ilustração sadness happyness


Sadness Happyness.

Dica via Beautiful/Decay.

2010-12-24

A felicidade profissional - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 24/12/2010, sobre a felicidade profissional.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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A felicidade profissional

felicidade profissional
Véspera de Natal e começo da última semana do ano. Mais uma vez, chegamos àquela época de confraternização e de pequenos agrados. Um momento fugaz no tempo, em que o mundo corporativo, de repente, parece ter ficado um pouco melhor do que realmente é. Por isso, hoje vamos entrar no clima. E falar sobre a felicidade profissional.

Felicidade é acordar de manhã com vontade de ir trabalhar. É chegar no trabalho distribuindo sorrisos. É enxergar prazer num trabalho rotineiro. É enfeitar o dia com demonstrações explícitas de produtividade. É acreditar que todos os colegas são íntegros e confiáveis. É ter prazer em colaborar com quem precisa de auxílio. É ter paciência para entender os que dão impressão de que não querem ser felizes de jeito nenhum. É enxergar o lado positivo de qualquer situação, principalmente em momentos de grande pressão. É vibrar intensamente com a cerimônia do amigo secreto. É repetir, para quem quiser ouvir, que o chefe é o melhor chefe do mundo.

Tudo isso faz o dia passar mais rápido, mas há um pequeno inconveniente. Como regra geral, são os ambiciosos insatisfeitos que avançam mais rapidamente na carreira. Os funcionários alegres e felizes, aqueles que concordam com tudo e nunca reclama de nada, invariavelmente ganham menos do que merecem. E costumeiramente são passados para trás na hora das promoções.

Isso é bom ou é ruim? Depende. Para quem vê o trabalho como um fim, e não como um meio, felicidade é ter um bom cargo, um ótimo salário e um plano de carreira. Mas para quem pensa diferente, a Bíblia esclarece que trabalhar é o mesmo que perseguir o vento. E pondera que a felicidade não está no trabalho. Está em poder desfrutar os frutos do trabalho.

Portanto, a sabedoria milenar ensina que por maior que seja a felicidade no trabalho, a verdadeira felicidade começa quando acaba o expediente.

Max Gehringer, para CBN.

2010-10-31

Filme: A Suprema Felicidade

Ontem, na sessão em que assisti o novo filme do Arnaldo Jabor, A Suprema Felicidade, presenciei algo que há muito tempo não via ocorrer: gente saindo da sala, antes do filme acabar. Mas antes mesmo, depois de pouco mais de metade do filme. E não foi apenas uma pessoa, mas quatro (pelo menos, foram as que eu vi, não duvido se saíram mais). Dito isso, talvez você entenda melhor quando eu digo que o filme poderia se chamar 'A Suprema Porcaria'.

filme a suprema felicidade arnaldo jabor poster cartaz

Sem filmar há mais de uma década, o diretor e também roteirista do filme, Arnaldo Jabor, parece que quis colocar todas as suas ideias brilhantes num único filme, não importando se elas não se emendassem direito. Mas o equívoco não para aí. Além disso, cada sequência é filmada de forma tão ruim, tão amadora (culpa da 'ferrugem' do diretor?), que mesmo algumas boas ideias acabam se tornando enfadonhas, e só uma análise posterior, com calma (porque o que está filmado é de doer a alma) e não levando em conta exatamente o que vimos em tela, revela que a ideia era interessante. Claro, pode ser que Jabor tenha feito tudo isso de forma consciente e deliberada, com o intuito de simplesmente agredir o espectador, mas não acho que seja o caso. Esse tipo de coisa não parece ser do estilo dele.

A Suprema Felicidade acompanha o desenvolvimento de Paulo, desde uma rápida cena de como seus pais se conhecem, até o momento em que o jovem tem seu primeiro amor consumado, passando pelas discussões e distanciamento de seus pais, as histórias com seu avô, algumas mazelas da adolescência, o descobrimento e encantamento pelas putas, e por aí vai.

filme a suprema felicidade
O filme é contado de forma não linear, indo e vindo no tempo, intercalando momentos e pequenas histórias. Como uma memória fragmentada que se prende a alguns momentos marcantes da vida, o filme é muito caricato, como logo nota-se nas primeiras cenas: a comemoração do final da guerra (a segunda mundial), com as pessoas dançando na rua, ou mesmo a cena com o valentão da escola que vem logo em seguida. Ou ainda quando a mãe (interpretada pela Mariana Lima) vai a uma vidente cuja família é toda cega. Todas essas caricaturas até poderiam render uma estética interessante, não fosse a pretensão do filme em filosofar (de maneira pretensamente séria, mas sem sucesso), sobre temas como amor, felicidade, guerra e claro, sexo.

Além de toda essa caricatura, o filme ainda se perde em alguns momentos de extrema bizarrice e sem sentido pra história como um todo. Por exemplo, na sequência da vidente, além da bizarrice de toda a família cega, a vidente ainda diz pra mãe, que fora lá para uma consulta sobre sua vida amorosa (a.k.a. como manter meu marido), que ela deve tomar cuidado com uma bailarina. Acabou a fala, corta para um teatro (supostamente) infantil, onde os atores, anãos, encenam uma peça onde há uma bailarina anã. E esta acaba sendo morta por um marido anão ciumento, com direito a arrancar o coração (não estilizado) da bailarina. E claro, criancinhas chorando e com medo depois disso.

filme a suprema felicidade
Outro exemplo de trecho destoante e que nada acrescenta a trama é a participação da atriz Maria Flor dando um piti espírita. Sua personagem é justificada, sendo a causa do primeiro porre de amor de Paulo (nesta idade, uns 19, representado por Jayme Matarazzo), mas toda a sequência de loucura da personagem de Flor é tão descartável quanto insignificante. Ok, a única coisa que se salva nela são os peitinhos a mostra da atriz, que a propósito, é linda. :) Mas como peitinho nunca salvou um filme (senão, todos os Porky's seriam clássicos), até mesmo os belos da atriz Tammy Di Calafiori, que vive a primeira paixão consumada de Paulo, não salvam a película. Aliás, que mulher linda essa Tammy.

Mas voltemos ao filme.

filme a suprema felicidade
O roteiro de A Suprema Felicidade é bem fraco, os diálogos às vezes até doem no cérebro, e em muitas partes sugerem uma estética mais teatral do que cinematográfica. Isso é bastante evidente no cenário da casa de Paulo, em especial, em duas ocasiões. A primeira é logo no início do filme, onde os avós de Paulo surgem. A entrada deles é essencialmente teatral, surgindo no cenário de surpresa. A segunda, ainda mais visível, é quando a mãe de Paulo narra como ela conhece a chegada do marido (Dan Stulbach) pelos barulhos que ele faz, do motor do carro, do barulho do portão e dos passos, até a entrada do personagem. Tudo isso apenas narrado pela mãe, com a câmera estática. Mais teatral, impossível.

Não que filmes com roteiros mais teatrais sejam ruins (Bastardos Inglórios está aí pra provar que não são), mas no caso do filme do Jabor, é mais um ponto negativo. De maneira geral, o filme é muito chato. O drama familiar é mal construído, os pais são personagens unidimensionais e no decorrer do filme, o pai ainda se mostra contraditório dentro da sua construção. Ele, que no começo é um homem que ama a mulher (de um jeito muito peculiar, amando a dependência dela em relação a ele, e não ela, o que acarreta que ele em última instância ama ela sendo infeliz), se encanta por uma mulher mais jovem num cabaré. Jovem esta que será o amor de Paulo, a bela "Marylin Monroe" interpretada pela Tammy Di Calafiori.

filme a suprema felicidade marylin monroe tammy di calafiori
Agora, a pior sequência do filme, e uma das piores que já vi, é a sequência no puteiro. Tudo começa com a visão de um puteiro decadente num prédio antigo. O protagonista Paulo anda pelas imediações, que é uma verdadeira zona. Entre chamegos das profissionais (que tenho quase certeza que eram mesmo, e não atrizes), tentando chamar Paulo como cliente, este se foca numa das putas um pouco mais distante. Ela some. Ele entra no prédio, parece procurá-la. De repente, foca-se no olhar dele, como se estivesse assustado. Corta para uma cena em que uma navalha corta a carne. Volta para Paulo, que ouve um grito e sai para a janela ver o que é. E a mesma puta que ele havia encarado aparece cortada, sangrando, enquanto um marinheiro com uma navalha, corre e foge. E é isso. Na boa, a sequência até tem uma ideia legal, de mostrar um pouco do que é esse baixo escalão da prostituição, e daria uma ótima conversa de bar ou um conto curto. Mas no filme... A sequência é toda mal construída. A começar pela música, uma música clássica que nada combina em nenhum momento. A montagem é mal executada, e claro, a "interpretação" de todos ali.

filme a suprema felicidade
Falando em interpretações, a única coisa que se salva é a interpretação de Marco Nanini, como avô de Paulo. Dan Stulbach e Mariana Lima também se esforçam, mas seus personagens são muito ruins, e nem o nosso Tom Hanks brasileiro dá um jeito. Jayme Matarazzo é fraco, mas não chega a ser ruim. Tirando esses destaques, a imensa maioria faz participações tão curtas que é como avaliar uma ponta num filme: simplesmente não dá, a não ser que seja extremamente ruim. O que não é o caso de nenhum dos atores de (mais ou menos) renome no elenco.

Com um roteiro tedioso e cheio de tramas paralelas (relacionamento dos pais, o trauma mal colocado e depois a demência do avô, o amigo gay que some do filme, etc), que pouco ou nada acrescentam a jornada do personagem principal Paulo, A Suprema Felicidade é um filme equivocado. Como uma colcha de retalhos que não combina, o diretor Arnaldo Jabor construiu um filme com sequências jogadas (tem até uma sequência que o filme se torna um musical - de samba, mas um musical), que podem ter lhe parecido boas ideias. O problema é que juntas elas não funcionam, e separadas, a grande maioria é mal feita.

filme a suprema felicidade
Se alguém leu até aqui, deve ter notado que não poupei spoilers. Eu faço isso nos filmes que são tão ruins que a minha recomendação máxima é: não assista. Mesmo. E se você acha que eu falei muito mal do filme, saiba que estou poupando algumas outras anotações minhas, porque acho que o texto já está grande demais. E, respondendo à pergunta que é feita no trailer: "O que é a felicidade?", posso dizer que não sei o que é felicidade. Mas com certeza, infelicidade é assistir a esse filme.

Trailer:



Para saber mais: crítica no Cinema em Cena e no Omelete.

2010-08-10

'Devo aproveitar meu tempo livre em cursos de aperfeiçoamento?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 10/08/2010, sobre tempo livre versus cursos de aperfeiçoamento.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Devo aproveitar meu tempo livre em cursos de aperfeiçoamento?'

tempo livre meditação
Escreve um ouvinte: "Tenho 37 anos e trabalho em uma boa empresa há 6 anos. Tenho horários de entrada e saída bem definidos, e isso me gera um tempo livre que eu aproveito para ter qualidade de vida: faço natação, academia de ginástica e curso de violão. Tem dias em que sinto uma sensação de felicidade e outros dias em que penso que poderia estar fazendo um curso de aperfeiçoamento, uma pós-graduação ou aprendendo um idioma. Em sua opinião, estou sendo inteligente ou vagabundo?"

Bom, em princípio você está sendo inteligente. Porém, a sua decisão presente tem muito a ver com o que você deseja para seu futuro profissional.

Seus colegas de empresa podem estar fazendo os cursos que você não está fazendo, e isso irá credenciar os seus colegas a dar mais passos na carreira, do que você poderia dar.

Eu disse uma vez que é possível ter uma carreira muito bem sucedida com um salário de dar inveja a qualquer um, e ter tempo suficiente para uma boa qualidade de vida. Mas que não é possível ter as duas coisas ao mesmo tempo. Investir na carreira significa abdicar, durante algum tempo, de certos confortos pessoais.

Você está entrando na reta final da fase de crescimento na carreira, que vai até os 45 anos. A partir dessa idade, os grandes saltos, aqueles em que alguém consegue um aumento de 30 ou 40% numa única tacada, começam a escassear.

Se você decidiu que a sua vida profissional pode permanecer do jeito que está, durante os próximos 15 anos, e que você não precisa de mais nada além do que você já tem, então você é feliz.

Mas se você gostaria de subir um pouco mais na hierarquia e ter um salário melhor, eu não diria que você esteja sendo vagabundo. Mas certamente você está misturando prioridades. É por isso que o seu estado de espírito varia de um dia para outro.

Considere também que as exigências do seu emprego atual podem mudar com o tempo. Daqui a cinco ou dez anos, você pode não ter um curso que será necessário para que você mantenha o tipo de emprego que tem atualmente. E aí, terá que aceitar um salário menor para continuar no mercado de trabalho.

Enquanto você não se decide pela felicidade pura e simples, eu sugiro que você divida o seu tempo livre entre o lazer e o estudo, ao menos por precaução.

Max Gehringer, para CBN.

2010-07-08

'Tenho uma vida pacata e sem ambições. Posso ser vista como acomodada?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 08/07/2010, sobre realização profissional e pessoal.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Tenho uma vida pacata e sem ambições. Posso ser vista como acomodada?'

vida pacata e feliz (Blah! Imagem do filme Simplesmente Feliz)

Uma consulta muito interessante. Escreve uma ouvinte: "Tem uma coisa que estou querendo perguntar faz tempo. Eu tenho uma vida pacata, tanto profissional quanto pessoal. Gosto das coisas que faço, tento me manter atualizada, mas não tenho grandes ambições. Na verdade, não tenho nenhuma. Acredito que as coisas estão bem do jeito que elas estão. Mas quando vejo colegas de trabalho falando sem parar sobre a brilhante carreira que eles terão, fico me perguntando se posso estar sendo percebida como uma pessoa acomodada, coisa que não sou e nunca fui."

Você tocou num ponto muito sensível: o da realização profissional e pessoal. Ela se divide em dois tipos: aquilo que mostramos e aquilo que somos.

Muitas das coisas que fazemos, nós fazemos para que os outros criem uma imagem de nós. Nós não precisamos ter um carro que custa centenas de milhares de reais. Aqueles que se dispõem a investir tanto dinheiro num carro assim, não estão resolvendo o seu problema de transporte. Estão mostrando que chegaram a um patamar diferenciado. O carro é, portanto, uma mensagem que vai além de sua real utilidade.

Da mesma forma, as propagandas que vemos todos os dias ajudam a criar a percepção de que, se você não é daquele jeito, nem consome aquele produto, você não é sucesso. Se você ler revistas e sites de negócios, jamais encontrará uma matéria sobre uma pessoa simples e normal, que quer continuar sendo simples e normal. Toda a ênfase é dada ao fato que não importa aonde você já chegou, ainda há muito mais que você pode conseguir.

Eu acredito que existam muitas pessoas como você, que vêem essa torrente de anúncios e dizem Blah! Gente que vê alguém sacrificando a vida pessoal por uma promoção, e diz: Blah!

Essa atitude realmente pode ser interpretada como acomodação, porque é assim que nós somos treinados para interpretá-la. Mas nós não sabemos como alguém que parece um sucesso, realmente é quando está sozinho. Nunca saberemos. Apenas vemos o personagem que foi moldado para consumo público.

Mas você sabe exatamente o que é, o que sente, o que deseja e o que deixa você feliz. Se isso já deixa você satisfeita e se você está consciente que não precisa mais do que isso, abra a janela, tome um longo fôlego e diga: Blah!

Max Gehringer, para CBN.

2010-06-15

Peitos felizes fazem as pessoas felizes

"Peitos felizes fazem as pessoas felizes". Eu acho difícil discordar do título deste video (Happy Boobs make Happy People). E podem ver tranquilos no trabalho:



Adorei. Por vários motivos (não vou citar os óbvios):

1 - O vídeo é uma propaganda viral da loja belga Boobs 'n Burps, de Bruxelas, especializada em artigos para mães e bebês. Tem como não adorar o nome da loja? Traduzindo, algo como Peitos e Arrotos.

2 - A música no vídeo é tipo um hino religioso, ou música gospel (não entendo dessas coisas). O nome da música é Celebrating Hearts Aligned. Além do ritmo ser gostosinho, bem legal, não acham genial colocar uma música dessas pra embalar peitos dançando?

Da minha parte, estou bem mais feliz.

2010-06-02

Felicidade é um cachorro sorrindo

Pode até não ser, mas que ajuda, ajuda:

Photobucket
(Gif animado, espere um pouco pra carregar a imagem inteira, se sua conexão não for muito rápida.)

Um dia feliz é simplesmente um cachorrinho sorrindo! Ou não... ;P

Vi no Bobagento.

2010-01-26

Sorrindo tudo melhora

Ok, pode até não melhorar de verdade, mas pelo menos deixa o ambiente mais leve.

cachorro Akita sorrindo

O cachorro risonho aí de cima não é um Akita (a mesma raça da do cão do filme Sempre ao seu Lado)?

De qualquer jeito, quando eu vejo essa imagem, só me vem isso à cabeça: HAHAHA.

2009-09-28

Sucesso e felicidade: cada um define conforme o próprio entendimento - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 28/09/2009, sobre os comentários que o comentário sobre o ouvinte feliz recebeu.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Sucesso e felicidade: cada um define conforme o próprio entendimento

dinheiro tempo chave sucesso
Ocasionalmente, um comentário meu acerta na veia. Foi o que ocorreu com o comentário do "ouvinte feliz", que fiz na semana passada. O influxo de mensagens de ouvintes foi anormalmente grande, o que me deixa feliz, tanto pelo número de opiniões, quanto pela possibilidade de poder usar a palavra influxo.

Para quem perdeu o comentário, ele nada mais foi do que a simples leitura da carta de um ouvinte que não está nem aí com cargo, título, poder, dinheiro, prestígio, fama, e outros chamarizes tão caros a quem possui muitas e grandes ambições profissionais.

O que mais me chamou a atenção é que nenhuma das mensagens veio de alguém que se sente infeliz no trabalho. Só gente feliz escreveu.

Perto de 90% das mensagens vieram de ouvintes concordando que a vida corporativa é mesmo uma máquina de moer carne e cérebro. São pessoas que, assim como o ouvinte feliz, optaram por uma vida tranquila, dentro das possibilidades financeiras que um emprego normal, de 8 horas diárias, pode proporcionar.

São pessoas cujos sonhos não dizem respeito a ganhar mais para ter mais. Os seus sonhos são idílicos: a alegria de conviver com a família e amigos, uma visão muito positiva da vida, e um distanciamento sem culpa, dos objetos cuja posse é sinônimo de status social, como carrões ou geringonças tecnológicas de última geração.

Mas 10% dos ouvintes que escreveram, pensam diferente. São pessoas que trabalharam e trabalham muito, como empresários ou como empregados. São profissionais que respiram seu trabalho e sua carreira, 18 horas por dia, 7 dias por semana. E que se sentem felizes e realizados por terem chegado aonde bem poucos profissionais chegaram ou chegarão.

Um dos ouvintes até enviou uma alentada lista de suas propriedades, móveis e imóveis, para demostrar que dinheiro, traz, sim, muita felicidade.

Da minha parte, é ótimo saber que existe tanta gente feliz no mercado de trabalho. Mas a conclusão me parece bem básica. Sucesso e felicidade são duas coisas que cada um define por seu próprio juízo.

Quem acorda de manhã, com plena vontade de viver o dia, está em paz com a definição que escolheu. Não importa qual seja o tamanho, nem de sua ambição futura, e nem de sua conta bancária presente.

Max Gehringer, para CBN.

2009-09-23

Nem todos estão preocupados com carreira e sucesso - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 23/09/2009, sobre um ouvinte muito feliz, que não liga pra dinheiro, carreira ou sucesso. Pessoalmente, eu só tenho a dizer: "ignorância é uma benção" - by Cypher.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Nem todos estão preocupados com carreira e sucesso

dinheiro e felicidade
Depoimento de um ouvinte feliz. Ele escreve: "eu sempre acreditei naquele ditado, que diz que 'dinheiro não traz felicidade'. Por isso, nunca me preocupei muito com minha carreira profissional. Faço apenas o suficiente para continuar empregado. Através dos anos, fui vendo meus colegas serem promovidos, e minha reação sempre foi bem racional: eles se mataram de trabalhar e mereceram a promoção, e eu nunca vou ser promovido porque não coloco o trabalho como a primeira prioridade de minha vida.

Tenho 31 anos, estou casado há 2 anos, e vivo conforme minhas condições financeiras me permitem, sem fazer loucuras. Meu dia favorito é a segunda-feira. É o dia em que os colegas mais ambiciosos comentam o que fizeram durante o final de semana. E eu percebo que me diverti muito mais do que eles. Eles passaram o dia na internet, e eu, no churrasco. Eles fizeram cursos e eu me diverti contando e ouvindo piadas.

Sei que tudo isso vai contra o que você diz em seus comentários, mas eu só queria deixar claro que existe muita gente que não fica o tempo inteiro pensando em subir na carreira, ou em adquirir fama, sucesso e prestígio."


Caro ouvinte feliz, a sua mensagem é um bálsamo. Talvez o seu testemunho até faça com que muitos ouvintes reconsiderem o peso que estão dando à vida profissional, em detrimento do lazer.

O nosso ouvinte é o terror das agências de propaganda, porque ele parece ser imune aos apelos do consumismo. Ele não precisa praticamente de nenhum dos produtos ou serviços que são insistentemente anunciados na TV. Um carro novo, um apartamento próprio, um celular cheio de truques, um micro porreta, viagens ao exterior, roupas, seguro de vida e previdência, plano de assistência médica, tudo isso custa caro. E só consegue ter quem nasceu rico, ou trabalha muito para conseguir.

O que acontecerá se o nosso ouvinte eventualmente perder o emprego? Certamente ele encontrará outro. E se não conseguir um igual, irá adaptar a sua vida a um salário mais baixo. Mas nem por isso, deixará de se divertir. Maravilha.

Fica então o registro de que dinheiro não traz felicidade e que sucesso na carreira profissional não é importante.

Para quem está desconfiado que não é bem assim, e que dinheiro e felicidade podem coexistir pacificamente, amanhã voltaremos à rotina de nossos comentários.

Max Gehringer, para CBN.

2009-09-17

Você está feliz?

Muito bacana esse poster com ar vintage, com um pequeno diagrama esquemático sobre a felicidade.

diagramas,felicidade

Só tem um problema com esse gráfico. Se você não está feliz, mas quer estar, deve mudar algo. E se esse algo for você mesmo? Citando o House: people don't change.

Então, se o que você precisa mudar pra ser feliz é você mesmo, sinto muito lhe informar, mas você está ferrado! =P

Original aqui no Blog.H34.
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