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2018-08-31

'No ambiente de trabalho, nada se alastra mais rapidamente do que um bom segredo' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 31/08/2018, com uma ouvinte que fez o erro de contar a alguém do seu trabalho que estava participando de um processo seletivo em outra empresa.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'No ambiente de trabalho, nada se alastra mais rapidamente do que um bom segredo'

fofoca no trabalho

Uma ouvinte escreve: "Cometi o erro de dizer para uma colega, que eu estava participando de um processo em outra empresa. Só falei sigilosamente para A, que só falou para B. E de repente, o alfabeto inteiro já estava sabendo. E o que é pior: o meu superior também.

Ele me chamou e, sem nem perguntar por que eu estou querendo sair, já me comunicou que uma substituta estava sendo recrutada para meu lugar. Estou em pânico, porque o processo ainda está na metade e não sei se vou ser mesmo contratada. O que posso fazer?"


Duas coisas. Ou desistir do processo, ou continuar nele. Se você resolver desistir, pergunte antes a seu superior, se ainda está em tempo de você voltar atrás e continuar com o seu emprego. Se ele disser que não, só lhe resta a opção de prosseguir.

Mas eu acredito que ele irá dizer que sim, porque essa tática de intimidação é bastante usada por chefes para apavorar subordinados que pensam em sair, mas não têm certeza.

A opção de permanecer no processo depende do que a outra empresa lhe oferece e a atual não poderá oferecer. A diferença é tanta assim? Ou você só está mudando por uma diferença mínima de salário?

Se as condições da outra empresa forem realmente bem melhores, então arrisque. Se não forem, fique e espere até que surja outra oportunidade melhor.

E quando ela surgir, lembre-se que no ambiente de trabalho, nada se alastra mais rapidamente do que um bom segredo.

Max Gehringer, para CBN.

2018-07-30

'Estou no meio de uma disputa entre dois grupos de colegas' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 30/07/2018, com uma ouvinte que trabalha em uma empresa que tem dois grupos de colegas antagônicos.

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'Estou no meio de uma disputa entre dois grupos de colegas'

disputa no trabalho

Escreve uma ouvinte: "Aqui, onde trabalho, há uma disputa entre dois grupos de colegas. Como tenho contato com ambos, fico numa saia justa quando alguém vem me procurar em busca de aliança. Como posso lidar com isso?"

Muito bem. Em outras palavras, aí existem duas panelinhas. E cada uma delas quer se sobressair, através de cochichos, intrigas e fofocas. É uma situação triste, mas não tão fora do comum.

Então, vamos ao lado bom. Você está sendo submetida a um teste prático de inteligência política, que não só irá lhe mostrar como agir na situação presente, mas que lhe será bastante útil durante toda a carreira, porque lhe ensinará como transitar entre grupos antagônicos.

O que posso lhe sugerir é ouvir tudo o que venham lhe dizer e responder com frases que não irão comprometer você, como por exemplo: "Eu não sabia", "Nunca percebi isso", "Vou prestar mais atenção." Mas nunca concorde que uma pessoa que esteja sendo criticada, merece a crítica feita.

Isso talvez lhe dê a impressão de que você possa ser vista como uma colega meio alheada e sem opinião, mas esse é exatamente o ponto: você não deve nada a nenhum dos grupos. O seu compromisso é com o seu trabalho e com o seu superior.

Eu vi muitas pessoas conseguirem progredir na carreira deixando que os outros pensassem que elas eram as menos espertas do grupo. Até o dia em que essas pessoas, para surpresa dos "mais espertos", foram promovidas a chefes deles.

Max Gehringer, para CBN.

2018-07-23

'Soube que funcionária nova foi demitida recentemente por mau comportamento' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 23/07/2018, com uma ouvinte que ouviu de uma amiga que a nova contratada da sua empresa foi demitida por problemas de comportamento.

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'Soube que funcionária nova foi demitida recentemente por mau comportamento'

fofoca no trabalho

Escreve uma ouvinte: "Uma nova funcionária foi contratada para trabalhar em nosso setor. Temos um ambiente de trabalho camarada e sem atritos, e daí vem a minha preocupação. Uma pessoa que conheço, e que trabalhou com essa nova contratada na empresa anterior, me contou que a demissão dela se deveu a problemas de mau relacionamento, que incluíram mentiras e fuxicos. Pergunto se eu deveria, confidencialmente, alertar o meu gestor sobre essa situação?"

Não, você não deve. Primeiro, porque a demissão da empresa anterior pode ter feito a sua nova colega repensar o comportamento.

Segundo, porque não há nenhuma prova de que a pessoa que lhe contou a história esteja dizendo toda a verdade. E nesse caso, você estaria fazendo uma afirmação com base em uma única opinião, que pode ser a de um desafeto.

E terceiro, porque ao fazer uma acusação tão séria, você estaria, indiretamente, acusando também os responsáveis pela contratação dessa funcionária de não terem feito uma avaliação correta durante as entrevistas. E isso inclui o seu gestor e o setor de recursos humanos.

Agora, pode ser que essa nova contratada seja mesmo uma casca de ferida. E conhecendo empresas, eu não tenho dúvidas de que a história dela, cedo ou tarde, irá acabar vazando pelos canais informais. E quando isso acontecer, o seu gestor saberá o que fazer, sem que você precise interferir em uma questão que não lhe compete.

Max Gehringer, para CBN.

2015-04-09

'Tive acesso a um e-mail de uma colaboradora falando mal de mim e do meu trabalho' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 09/04/2015, com uma ouvinte que conseguiu o e-mail de uma subordinada que falava mal dela.

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'Tive acesso a um e-mail de uma colaboradora falando mal de mim e do meu trabalho'

fofoca no trabalho

Uma ouvinte escreve: "Sou coordenadora de um setor e tive acesso a um e-mail de uma subordinada minha, no qual ela fala mal de mim e do meu trabalho. O que devo fazer?"

Se você quiser ser profissional, eu lhe diria que você deve tentar entender o motivo da crítica e procurar consertar a situação com atitudes que mostrem que você não é nada do que a subordinada disse. Ou, caso seja, que está disposta a deixar de ser.

Digo isso porque ter acesso a e-mails internos, sem o conhecimento de quem os escreve, é uma situação complicada. Empresas podem fazer isso. Mas a ética manda informar antecipadamente a todos os empregados que isso será feito.

Se esse não for o caso em sua empresa e se você chamar a subordinada para conversar, terá que explicar a ela como o e-mail chegou até você. E aí, das duas, uma. Ou você o acessou ou uma pessoa o entregou a você. Se você responder à subordinada que isso não vem ao caso, estará criando um segundo problema sem ter resolvido o primeiro.

Tome também o cuidado de não começar a tratar essa subordinada de maneira diferente. O fato de você saber a opinião dela não significa que as opiniões dos demais subordinados sejam todas favoráveis a você. Passar a tratá-la com indiferença ou com mais severidade, ou até mesmo cogitar demiti-la, pode lhe trazer dissabores, tanto em relação a ela, quanto a quem eventualmente concorde com ela.

Em resumo, ter subordinados traz alegrias e frustrações. A maneira como você irá administrar essa situação mostrará a seus subordinados que tipo de coordenadora eles tem. E eu tenho certeza de que você saberá aproveitar bem essa oportunidade.

Max Gehringer, para CBN.

2014-09-13

'Devo comunicar meu superior sobre um "linguarudo" no setor de recursos humanos?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 12/09/2014, com um ouvinte que ficou numa saia justa quando um subordinado veio lhe perguntar se os boatos de sua demissão eram verdadeiros.

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'Devo comunicar meu superior sobre um "linguarudo" no setor de recursos humanos?'

linguarudo não

Um ouvinte escreve: "Sou chefe de um departamento. Um subordinado meu veio conversar comigo porque, segundo ele ouviu dizer, corria um boato de que ele seria demitido. Fiquei numa situação embaraçosa porque era verdade. Dias antes eu havia comunicado ao setor de pessoal a minha intenção de substituir aquele funcionário e solicitei que fosse iniciado um processo para a contratação do substituto.

A minha reação, não sei se certa ou errada, foi a de dizer ao subordinado para esquecer o boato e ir trabalhar. Fiz isso não só para evitar um confronto prematuro com ele, mas também porque se eu confirmasse a demissão, iria ter um problema para administrar até que o substituto estivesse pronto para começar. Porém, como eu não disse ao subordinado que ele seria demitido, ele entendeu que não seria. O que eu faço agora? Comunico a meu superior que existe um linguarudo no setor de pessoal? E o que eu falo para o funcionário quando for comunicar a demissão dele?"


Sim, você deve pedir uma sindicância no setor de pessoal para descobrir quem revelou algo que deve ser tratado confidencialmente.

Quanto ao subordinado, comunique a demissão listando as razões profissionais da sua decisão, sem se desculpar por você ter agido como agiu. Se ele comentar a conversa que vocês tiveram, explique que um chefe é obrigado a seguir procedimentos ditados pela empresa, mesmo que não se sinta muito confortável. E que ele irá compreender melhor a sua posição no dia em que ele também vier a ocupar um cargo de chefia.

Max Gehringer, para CBN.

2014-02-05

'Fui informado confidencialmente que serei substituído' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 05/02/2014, com um ouvinte que foi informado por um colega que será despedido e pergunta se deve ir falar com o chefe.

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'Fui informado confidencialmente que serei substituído'

boatos no trabalho

Um ouvinte escreve: "Confidencialmente, fui informado por um colega de confiança que vou ser substituído. Estou nessa empresa há oito meses e nunca ouvi de meu chefe qualquer restrição a meu desempenho. Devo ir falar com ele? Se for, devo dizer que tomei conhecimento da notícia da minha substituição, mas sem citar a fonte, já que a pessoa que me deu a informação poderia ser prejudicada se eu revelasse o nome dela?"

Bom, o mais indicado para evitar que você comprometa não só a essa pessoa, como também a si mesmo, seria solicitar a seu chefe uma avaliação. Para despertar suspeitas, você pode começar dizendo a ele que tem se esforçado para fazer um bom trabalho, mas que gostaria de saber se o seu desempenho tem sido satisfatório.

Aí, preste atenção à reação do seu chefe. Se ele se mostrar meio incomodado ou lhe der uma resposta evasiva, esses já são sinais de que a notícia de sua substituição pode ser verdadeira. Digo isso porque, por mais que você confie em quem lhe deu a informação, ainda assim ela pode ser apenas um mal entendido. E não seria conveniente você abordar o seu chefe somente com a alegação de que você ouviu falar, sem revelar quem falou.

Se a reação do seu chefe mostrar que, de fato, a sua substituição poderá vir a ocorrer, esqueça as causas que possam ter levado a ela. Se a decisão já foi tomada, ela não será revertida.

Enquanto isso, trabalhe para mostrar que a empresa pode ter sido precipitada. E obviamente, comece já a procurar outro emprego, enquanto você ainda está empregado e não precisará explicar a um entrevistador porque foi demitido.

Max Gehringer, para CBN.

2013-06-07

'Devo denunciar à diretoria que meu chefe tem um caso e protege uma colega de trabalho?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 07/06/2013, com uma ouvinte que está em dúvida se denuncia o caso amoroso do chefe com uma funcionária, para a diretoria da empresa.

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'Devo denunciar à diretoria que meu chefe tem um caso e protege uma colega de trabalho?'

caso amoroso no escritório

Uma ouvinte escreve: "O meu chefe, que é casado, está tendo um caso com uma de nossas colegas de trabalho. Os dois tentam manter a relação em segredo, mas todo o departamento já percebeu. O resultado é que essa colega é protegida e tem os erros perdoados, além de ter assumido uma atitude de superioridade em relação a nós. Pergunto se isso deve ser levado ao conhecimento da direção da empresa."

A resposta politicamente correta seria sim, mas o efeito da denúncia varia bastante. Existem empresas que possuem um canal interno de comunicação, não apenas para casos desse tipo, mas também para situações de assédio moral. Feita a denúncia, há uma investigação e, se for constatada a veracidade do fato, os responsáveis são punidos.

Só que, lamento dizer, empresas que possuem esse elevado grau de transparência e seriedade não são a maioria no mercado de trabalho. Se a empresa da nossa ouvinte não estiver incluída neste rol, há o risco da denúncia se voltar contra o denunciante, sem atingir o denunciado.

Aí, há duas soluções possíveis. A primeira é a reclamação em grupo, ou seja, o departamento inteiro vai falar com a direção. Essa seria a medida mais efetiva, mas muito raramente alguém que se sente incomodado com uma situação, como é o caso da nossa ouvinte, consegue convencer todos os outros a participar de um mutirão de moralidade.

A segunda solução é a denúncia anônima, através de uma carta enviada pelo correio. O inconveniente nesse caso é que o acusado pode simplesmente negar a acusação, a não ser que a carta contenha detalhes irrefutáveis do caso, e não suposições sem comprovação.

Se a nossa ouvinte está segura de que o caso amoroso está prejudicando o trabalho de todos e não apenas incomodando a ela, a carta anônima não é a solução ideal, mas costuma ter o efeito de abrir o olho dos envolvidos.

Max Gehringer, para CBN.

2012-12-19

'Trabalho em uma empresa onde a rádio peão está sempre no ar' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 19/12/2012, com um ouvinte que trabalha numa empresa em que a rádio peão e a boataria correm soltas e ele quer fazer algo a respeito.

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'Trabalho em uma empresa onde a rádio peão está sempre no ar'

fofoca no trabalho boatos rádio peão

Um ouvinte escreve: "Trabalho em uma empresa em que a rádio peão está sempre no ar. Não passa um dia sem que surja algum rumor de demissão, de venda da empresa, de mudança na direção e por aí vai. Raros são os rumores que se materializam, mas mesmo assim, eles não param de surgir. E no primeiro momento, atemorizam e tiram a concentração dos funcionários. Podemos fazer algo a esse respeito?"

Bom, a empresa certamente pode. A boataria constante é o aviso mais evidente de que a empresa não está sabendo se comunicar com seus próprios empregados. Aí, na falta de notícias, o povo inventa. Porém, se a direção da empresa não vê motivos para evitar a boataria, cada funcionário deve cuidar de si mesmo.

Para o grupo dos tranquilos, a sugestão é ouvir e ignorar, sem passar adiante. Boatos falsos têm vida útil muito curta.

Para o grupo dos preocupados, a sugestão é pedir detalhes a quem vem contar o boato. Quem disse o quê? Quando? Naturalmente, boatos são transmitidos com sujeito indeterminado: "disseram, falaram, estão comentando". Duas ou três perguntas específicas já vão mostrar que o boateiro não tem muita noção do que está espalhando.

E para o grupo dos assustados, aqueles que acreditam em tudo o que ouvem, a sugestão é ir falar com o chefe. Um dia os chefes se cansam de tanto ter que desmentir rumores, que acabam propondo um sistema eficiente de comunicação interna.

Isso não vai eliminar os boatos, apenas permitirá que eles sejam desmentidos rapidamente, mas não instantaneamente. Porque qualquer boateiro sabe que se um boato for desmentido antes de ganhar força, isso é sinal de que a empresa está mesmo querendo esconder alguma coisa.

Max Gehringer, para CBN.

2012-07-13

'Boatos dizem que serei dispensado pela empresa' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 13/07/2012, com um ouvinte que trabalha em uma empresa com muita boataria, e o último boato é de que ele será demitido.

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'Boatos dizem que serei dispensado pela empresa'

fofocas boatos

"Estou muito preocupado", escreve um ouvinte. "Ouvi um rumor de que serei dispensado. Em minha empresa a boataria é uma rotina, sempre tem um par de boatos circulando. E muitos deles acabam dando em nada, mas alguns se tornaram realidade, mesmo após a direção ter dito que eles eram falsos. Pergunto: como devo agir? Abrir o jogo com meu chefe seria uma opção?"

Sim, seria. Mas não me parece que seja a melhor. Se negar rumores é uma constante em sua empresa, o mais provável é que seu chefe irá lhe dizer para continuar trabalhando e não dar ouvido a boatos. Ou seja, ele nem confirmará e nem negará a sua demissão. Mas posso lhe oferecer algumas sugestões:

Primeira: não converse mais com ninguém sobre o assunto, nem fique matutando sobre os motivos que poderiam causar a sua dispensa. Isso só aumentaria a sua ansiedade e poderia ter consequências em seu trabalho e em sua estabilidade emocional.

Segunda: prepare-se para ser dispensado. Se você for, o choque será menor. Atualize seu currículo, revise sua lista de contatos com nomes, telefones e e-mails. Essa é uma providência saudável para qualquer profissional, a qualquer momento.

Terceira: não saia procurando um emprego já. Além de isso desviar a sua atenção do trabalho que você está sendo pago para fazer, muito provavelmente o boato de sua demissão irá, ou não, se materializar antes que você receba qualquer retorno.

Quarta: nos contatos diretos com o seu chefe, mostre interesse apenas em seu trabalho. Se ele realmente estiver pensando em demiti-lo, a sua atitude profissional o deixará em dúvida.

E finalmente, é claro que você não vai ficar relaxado nos próximos dias. Ninguém ficaria. Apenas não se apavore.

Max Gehringer, para CBN.

2011-05-03

'Diretor pediu para eu criar um jornal para acabar com as fofocas' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 03/05/2011, sobre jornais internos para acabar com a fofoca dentro da empresa.

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'Diretor pediu para eu criar um jornal para acabar com as fofocas'

fofoca no trabalho
Escreve uma ouvinte assustada: "Levei um susto quando ouvi uma resposta que você deu a uma jornalista que se diz obrigada a mentir no jornal interno da empresa dela. Acontece que eu sou gerente de recursos humanos de uma empresa na qual existe muito diz-que-diz. E o nosso diretor sugeriu numa reunião que eu pensasse num jornal interno, que pudesse funcionar como contraponto a rádio-peão. Na hora, achei a ideia ótima, mas depois de ouvir a sua resposta, fiquei em dúvida: será que estarei indo pelo mesmo caminho da jornalista frustrada por não poder dizer a verdade?"

Não, não estará. Uma coisa é mentir, outra coisa é informar.

Empresas cheias de diz-que-diz são assim porque é da natureza do empregado querer saber o que está acontecendo. E quando a diretoria da empresa não se manifesta, sempre surgem os intérpretes informais para suprir essa lacuna de informação.

Eu não creio, entretanto, que um jornal interno irá resolver a situação, por uma simples questão de tempo. O rumor é sempre mais rápido. Se começar a circular algum boato infundado pelos corredores, você terá que escrever um texto, editá-lo, mandar para a gráfica e aguardar a impressão. Isso demora uma semana, se todo o processo for muito eficiente. Só que em uma semana já terão surgido mais meia dúzia de boatos, e o jornal estará sempre atrasado em relação aos fatos.

A solução mais prática seriam os quadros de aviso, colocados em locais estratégicos, como por exemplo, próximo às portas dos banheiros.

Se a diretoria concordar, você pode começar hoje mesmo. Porém, se você escrever a verdade em resposta a um boato, e a diretoria achar que talvez a verdade possa ser dita de outra maneira, digamos, mais criativa, aí sim, você terá o mesmo problema da jornalista. Mas pelo menos, você economizará o custo de produzir um jornal.
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