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2019-02-07

Vale a pena deixar um emprego para fazer um intercâmbio no exterior? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 07/02/2019, sobre fazer intercâmbio.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Vale a pena deixar um emprego para fazer um intercâmbio no exterior?

intercâmbio x carreira

Um pai-ouvinte escreve: "Meu filho deseja fazer um intercâmbio de seis meses no exterior. Na verdade, deseja não é bem o termo; ele quer ir de todo jeito. Aqui na família estamos em dúvida, porque ele tem 24 anos e está empregado. E não sabemos se na volta, ele vai conseguir, como afirma que vai, um emprego melhor, com um salário maior, em uma empresa multinacional. Gostaria de ouvir o seu parecer."

Pois não. Ele deve ir.

Ao ouvir isso, ele certamente dirá: "Viu, eu não falei?" Falou, mas seu pai também está certo. O que irá acontecer quando você voltar ainda é uma interrogação, mas a viagem compensará mesmo assim.

Porque, de tempos em tempos, algo novo passa a ser exigido de candidatos a bons empregos em grandes empresas. E coisas que antes eram vistas como um diferencial, porque poucos candidatos tinham, se tornam pré-requisito básico, porque muitos passam a ter.

Já foi, em décadas variadas, um diploma de datilografia, um curso superior, o idioma inglês ou uma pós-graduação. Como a procura por intercâmbios só cresce, não vai demorar para que ele se torne um item mais comum em currículos.

Portanto, caro pai, se o seu filho não for agora, talvez ele não possa ir mais, daqui a uma década, quando muitos já tiverem ido.

Em resumo: o intercâmbio não é garantia de retorno imediato para a carreira, mas é um aconselhável investimento de médio prazo.

Max Gehringer, para CBN.

2018-06-01

Não faça investimento na carreira pensando somente no retorno imediato - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 31/05/2018, com um ouvinte que pergunta se um intercâmbio para aprender um idioma fluentemente irá valorizar sua empregabilidade.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Não faça investimento na carreira pensando somente no retorno imediato

intercâmbio idiomas

Escreve um ouvinte: "Estou cogitando passar seis meses fora do Brasil, para aprender fluentemente um idioma. Esse investimento seria valorizado por empregadores quando eu regressar?"

Permita-me esticar o escopo da sua pergunta. Você não deve investir em sua carreira pensando somente no retorno imediato. Vou lhe dar dois exemplos.

Se você nunca fez uma apresentação formal, deve fazer um curso que lhe ensine a preparar uma, sólida em conteúdo e visualmente atrativa. E se você nunca participou de uma reunião, deve fazer um curso de oratória para aprender técnicas de convencimento e perder o eventual medo de falar para uma plateia, mesmo que ela seja composta por colegas de trabalho.

Isso não significa que, ao fazer esses cursos, você imediatamente receberá um reajuste, ou será convidado para fazer apresentações, ou participar de reuniões. Mas um dia, e esse dia vai chegar, você estará preparado, assim que a oportunidade surgir.

Uma viagem para o exterior entra na mesma categoria. Além de aprender um idioma, você irá melhorar sua auto-confiança e terá uma experiência cultural valiosa. Em algum momento da sua carreira, isso, sem dúvida, irá diferenciar você de outros colegas que ficaram esperando a maré subir para aprender a nadar.

Tudo o que você investir irá proporcionar o devido retorno, desde que você não espere que essa valorização seja instantânea.

Max Gehringer, para CBN.

2017-08-29

Sonho do intercâmbio pode atrapalhar candidatos em entrevistas de emprego - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 29/08/2017, com uma ouvinte que revelou em uma entrevista de emprego que seu sonho era passar um ano no exterior e foi eliminada da entrevista.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Sonho do intercâmbio pode atrapalhar candidatos em entrevistas de emprego

entrevista de emprego

Uma ouvinte escreve: "Participei de uma entrevista e o recrutador me perguntou se eu tinha algum sonho. Eu respondi que sim, que pretendia passar um ano no exterior em um intercâmbio. A entrevista estava indo bem até aquele momento, mas essa foi a penúltima pergunta que me foi feita, a última foi se eu queria saber mais alguma coisa. Não consegui a vaga e fiquei pensando se foi devido à resposta que dei sobre o intercâmbio."

Sim, foi. Em entrevistas, o mais importante é o candidato manter sempre o foco em como ele pode colaborar com a empresa. E projetos pessoais não se enquadram nesse quesito.

Imagine que o candidato seguinte tenha ouvido a mesma pergunta sobre sonho que você ouviu. E que ele tenha respondido: "Meu sonho sempre foi trabalhar nesta empresa."

Se você fosse o recrutador, quem você admitiria? Alguém que disse, como você fez, que se tudo desse certo, você pediria a conta em curto prazo para passar um ano fora, ou alguém que pretendia entrar na empresa para permanecer nela?

Nas próximas entrevistas que você fizer, lembre-se que não existem perguntas inocentes, todas elas têm um propósito específico.

Eu concordo inteiramente com o seu sonho de viajar e espero que você o realize, porque isso será bom para a sua carreira. Mas não é necessariamente bom para uma empresa que está preenchendo uma vaga e quer admitir um funcionário que venha para ficar.

Max Gehringer, para CBN.

2016-11-15

'Existe limite de idade para fazer intercâmbio?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 15/11/2016, com uma ouvinte de mais idade, empregada, que deseja fazer um intercâmbio.

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'Existe limite de idade para fazer intercâmbio?'

intercâmbio

Uma ouvinte escreve: "Tenho 34 anos, estou empregada e tenho vontade de fazer um intercâmbio. Quando digo que pretendo deixar o meu emprego para passar uma temporada no exterior, percebo que sou vista como uma aventureira. Pergunto se existe limite de idade para se fazer um intercâmbio?"

Não, não existe. É verdade que a grande maioria dos que fazem intercâmbio são jovens até 25 anos, e muitos deles ainda nem começaram a trabalhar. Mas a idade não é um impeditivo para quem já amadureceu um pouco mais na vida e na carreira.

Porém, a mesma recomendação válida para um jovem de 20 anos, vale também para você. Um intercâmbio traz inúmeras vantagens, tanto no aprendizado de um idioma, quanto no aumento da confiança e da auto-estima. Mas não é garantia de que na volta um bom emprego estará assegurado, embora essa seja a razão mais citada por quem se dispõe a passar um ano em outro país.

O mais prudente, no seu caso, seria você tentar negociar com sua empresa atual uma licença não-remunerada, para poder voltar a trabalhar assim que regressasse.

Se isso não for possível, e se mesmo assim você decidir ir, tenha em mente que os benefícios em médio prazo serão muitos, mas um emprego imediato não será. Logo, é recomendável que você disponha de recursos financeiros para não ter que aceitar, ao retornar, uma vaga inferior a essa que tem atualmente.

Max Gehringer, para CBN.

2016-03-22

Não espere uma comissão de recrutadores ao voltar do exterior - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 22/03/2016, sobre passar um tempo no exterior.

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Não espere uma comissão de recrutadores ao voltar do exterior

estudando no exterior

Uma mãe ouvinte escreve: "Meu filho tem 25 anos e um bom emprego em uma boa empresa. Só que ele está pensando em pedir a conta para passar um ano no exterior para se tornar fluente em outro idioma e mais algumas vantagens que ele vê em ficar um ano fora. Para mim, isso não parece muito sensato. O que você me diz?"

Digo-lhe que a senhora e seu filho estão vendo a mesma situação por ângulos diferentes. A senhora vê o presente e seu filho está mirando no futuro. Essa experiência no exterior se tornou bem possível nos últimos anos, devido aos preços razoáveis oferecidos por agências especializadas.

E o seu filho sabe que quanto mais tempo ele esperar, menor será a possibilidade de ele poder ir. Perto dos 30 anos já seria um pouco tarde para ele arriscar, porque ele já estaria mais ancorado em um emprego.

Então a minha sugestão seria que ele aproveitasse a idade e fosse, porque essa experiência agregará conhecimentos muito úteis.

Porém o seu filho não deve esperar por uma comissão de recrutadores oferecendo empregos assim que ele regressar. Pode ser até que ele não consiga um emprego imediato semelhante ao que tem hoje.

Passar um tempo no exterior será, sem dúvida, um diferencial para o futuro dele. Mas o que garante promoções é o desempenho no dia a dia, e não apenas o fato de ter passado um tempo fora. Se ele estiver consciente disso, boa viagem e bom proveito para ele. E tranquilidade para a senhora.

Max Gehringer, para CBN.

2015-06-18

Quais empecilhos encontrarei após passar 18 meses no exterior? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 18/06/2015, com os empecilhos que uma pessoa que ficou um ano e meio no exterior pode encontrar ao voltar ao país em busca de um emprego.

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Quais empecilhos encontrarei após passar 18 meses no exterior?

intercâmbio

Um ouvinte escreve: "Tenho 23 anos, passei 18 meses fora do Brasil e estou retornando. No exterior não tive nenhuma ocupação que possa ser colocada em meu currículo, mas voltei com o inglês fluente, que foi o principal motivo da minha viagem. Pergunto que tipo de empecilhos eu posso vir a encontrar na procura por um emprego?"

Vamos a eles. O primeiro empecilho é o momento econômico do país. O mercado de trabalho está segurando contratações e nesse momento é possível que você tivesse dificuldade para conseguir um emprego mesmo que não tivesse viajado.

O segundo é o vácuo que ficou em seu currículo. Certamente lhe será perguntado o que você fez em um ano e meio no exterior. Digamos que você teve que se sustentar e aceitou trabalhos bem inferiores à sua capacidade e habilidade. Você pode dizer isso em entrevistas sem nenhuma vergonha, acentuando que a experiência de vida e o aprendizado do idioma mais que compensaram os seus sacrifícios.

Permita-me também sugerir que você procure um emprego semelhante ao que tinha antes de viajar. Quando um jovem retorna de uma temporada no exterior, é normal que ele imagine que dará um salto na carreira. E talvez essa seja a maior frustração de quem viaja e volta: a de descobrir que terá que recomeçar do ponto em que havia parado.

Mas em resumo, você fez bem em viajar. Só o fato de você ter escrito para perguntar sobre eventuais empecilhos, já mostra que você voltou mais amadurecido.

Max Gehringer, para CBN.

2014-04-24

Empresas possuem restrições com jovens que fizeram intercâmbio? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 24/04/2014, sobre intercâmbio e o mercado de trabalho.

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Empresas possuem restrições com jovens que fizeram intercâmbio?

intercâmbio

Um aflito ouvinte escreve: "Tenho 22 anos. Faz seis meses que retornei de um intercâmbio de um ano no Canadá. Voltei com idioma inglês aprimorado e uma valiosa experiência pessoal. Imaginei que não me seria difícil conseguir um emprego, mas me enganei. Não estou conseguindo nem mesmo vagas de menor hierarquia, como aquelas que eu tinha antes da viagem, de assistente ou auxiliar. Depois de seis meses batalhando sem conseguir nada, pergunto se as empresas possuem algum tipo de restrição quanto a jovens que fazem intercâmbio?"

Não, não existe restrição, nem discriminação. O que existe é falta de boas vagas no mercado. Posso lhe assegurar que, neste momento, muitos jovens que estão procurando emprego e não encontram, devem estar pensando que isso seja devido à carência do idioma inglês e que a solução seria fazer já, um intercâmbio. Alguns realmente vão. E quando voltam, se deparam com o mesmo problema que você está enfrentando.

Isso porque quem volta de um intercâmbio não procura emprego em uma empresa pequena ou média. A busca é direcionada às empresas maiores, aquelas em que a fluência no inglês fará uma diferença significativa. Só que essas empresas são também o alvo prioritário de muitos outros jovens, com ou sem intercâmbio, mas que possuem amigos que possam indicá-los para uma vaga assim que ela aparece.

Portanto, você fez o certo e o seu intercâmbio lhe será muito útil pelo resto da vida e da carreira. Mas você precisará ter um pouco mais de paciência e determinação para se aprumar no curto prazo.

Max Gehringer, para CBN.

2013-12-18

'Devo começar a trabalhar ou faço um intercâmbio?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 18/12/2013, com um ouvinte que está em dúvida sobre o que agrega mais à carreira: começar a trabalhar ou fazer um intercâmbio?

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'Devo começar a trabalhar ou faço um intercâmbio?'

intercâmbio

Um ouvinte escreve: "Estou para fechar um contrato para um intercâmbio de um ano no exterior. Mas, ao mesmo tempo, estou participando de um processo seletivo em uma das maiores empresas do meu estado. É um emprego que muita gente gostaria de conseguir e que eu talvez consiga. Cheguei à última fase e somos apenas quatro candidatos para duas vagas. A minha dúvida é: caso eu seja selecionado, o que agregará mais à minha carreira: começar a trabalhar ou fazer o intercâmbio?"

Nem tenha dúvida: começar a trabalhar. Um intercâmbio é positivo em muitos aspectos, como já expliquei em comentários anteriores (leia aqui e aqui). Mas trocá-lo por uma oportunidade concreta de emprego, uma que talvez não apareça outra igual, seria, com o perdão da palavra, uma insanidade profissional.

Além disso, se a resposta da empresa não vier antes da data de fechamento do contrato para o intercâmbio, você encontrará outro intercâmbio porque a oferta é cada vez maior. Esse é um sonho de muitos jovens e por isso o mercado só cresce. Porém, um bom emprego em uma empresa de prestígio é um sonho ainda maior.

Você provavelmente está pensando que se não fizer o intercâmbio agora, talvez não faça mais, porque o trabalho não lhe permitirá fazê-lo. Isso de fato pode ocorrer. Mas um dos propósitos do intercâmbio é o de poder agregar ao currículo uma experiência que poderá convencer uma boa empresa a contratá-lo. E isso você já está conseguindo sem o intercâmbio.

Max Gehringer, para CBN.

2013-09-27

'Quais as vantagens de fazer um intercâmbio?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 27/09/2013, sobre as reais vantagens de se fazer um intercâmbio no exterior.

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'Quais as vantagens de fazer um intercâmbio?'

intercâmbio exterior

"Pergunto", um ouvinte de 21 anos escreve, "quais são as vantagens de se fazer um intercâmbio no exterior?"

São todas, menos aquela que é usada como principal argumento para convencer os pais a bancar a conta, que é a possibilidade de conseguir um belíssimo emprego na volta, um que seria impossível conseguir sem a fluência em um idioma.

Para colocar as coisas em perspectiva, vamos começar eliminando o termo "intercâmbio", já que na quase totalidade dos casos, não há intercâmbio algum. O que há é o pagamento por um curso e pela estadia no exterior, já que o visto de estudante não permite conseguir um emprego remunerado.

O pseudo-intercâmbio seria, então, um turismo de resultados. Um período longo de férias com estudos que não irão tomar mais que 20%, 25% do tempo.

Mas isso não elimina as muitas vantagens de passar um tempo longe de casa, quase sempre, pela primeira vez na vida. Aprender a se virar sozinho para resolver problemas do dia a dia irá aumentar a auto-estima e a auto-confiança. Conhecer outras culturas e aprender como se adequar a elas irá facilitar a convivência com futuros colegas de trabalho que pensem de modo diferente. Somente esses aprendizados fundamentais já pagariam todo o investimento feito na viagem.

Bom, e o emprego na volta? Será basicamente o mesmo que seria conseguido se não houvesse a viagem. Porque um idioma não faz uma enorme diferença já no primeiro emprego. Embora possa vir a fazer alguns anos adiante.

Então, repetindo, as vantagens são todas, desde que não haja, na volta, o imediatismo do ótimo emprego.

Max Gehringer, para CBN.

2013-09-03

'Gostaria de fazer intercâmbio, mas tenho medo de ficar sem mercado quando voltar' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 03/09/2013, sobre intercâmbio no exterior e a volta ao mercado de trabalho.

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'Gostaria de fazer intercâmbio, mas tenho medo de ficar sem mercado quando voltar'

intercâmbio exterior

Um ouvinte escreve: "Tenho 28 anos, trabalho na área administrativa de uma multinacional e acabei de me formar em Engenharia. Estou cogitando morar no exterior para aprimorar o meu inglês, mas tenho receio de passar um ano fora do mercado de trabalho e encontrar dificuldades para me recolocar quando voltar."

Bom, talvez você não tenha dificuldades para se recolocar numa posição similar àquela que ocupa atualmente. Mas provavelmente terá, caso decida se candidatar a uma vaga de engenheiro.

O raciocínio é o seguinte: se neste momento você não vê condições de conseguir essa vaga, já que tem um diploma mas nenhuma experiência na área, o inglês fluente não será suficiente para eliminar essa segunda carência.

O mais indicado para casos como o seu é tentar uma transferência interna para um setor ligado a engenharia. E partir para o aprendizado do inglês no exterior depois de um ano na função.

Se a sua empresa atual, mesmo sendo uma multinacional, não tiver um setor de engenharia, minha sugestão é que você busque uma vaga em uma que tenha, mas na mesma função que você ocupa atualmente. Em seguida, o caminho será o mesmo. Uma posterior transferência interna para o setor de engenharia seguida por uma estadia no exterior.

Além disso, você não precisa ficar um ano fora. Em seis meses, você aprende o idioma se praticá-lo diariamente com os nativos. Estou dizendo isso porque há jovens que vão morar fora, dedicam um par de horas por dia ao aprendizado de outra língua e passam o resto do tempo se comunicando em português com os amigos, pelas redes sociais. Aí, nem cinco anos seriam suficientes.

Max Gehringer, para CBN.

2012-04-16

Experiência prática conta mais do que anos de estudo no mercado de trabalho - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 16/04/2012, sobre como no mercado de trabalho a experiência prática conta mais do que anos de estudo.

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Experiência prática conta mais do que anos de estudo no mercado de trabalho

estudante cansada

"Termino este ano a minha faculdade", escreve um ouvinte. "Estou com 22 anos e por enquanto somente me dediquei com afinco a meus estudos. Tenho como próximas metas fazer um intercâmbio no exterior para adquirir fluência no idioma inglês. E em seguida, pretendo cursar um MBA no país onde vou estar. Você concorda que esse currículo me daria um diferencial importante no mercado de trabalho?"

Eu sinto desapontá-lo, mas não posso dizer que sim. É mais provável que você tenha uma pequena decepção ao retornar do exterior, com 25 anos de idade e nenhuma experiência profissional.

Num processo de seleção numa boa empresa privada, você provavelmente perderia a vaga para alguém com a sua idade, com inglês não tão fluente, mas com cinco anos ou mais de experiência prática.

Eu lhe adianto que quando isso acontecer, você começará a pensar em prestar um concurso público, se é que ainda não considerou essa possibilidade. Há uma vantagem nessa opção. A falta da experiência não pesaria e o seu conhecimento teórico poderia lhe dar uma vantagem sobre os demais concorrentes. Porém, tenha em mente que o concurso público se tornou o objeto de desejo de muita gente, o que significa que você terá que ir extremamente bem nos testes para figurar na lista dos aprovados.

Sei que você ponderará que caso não faça o intercâmbio agora, dificilmente poderá fazê-lo após estar empregado numa empresa privada, ou ter passado num concurso público. É verdade. Tanto que a imensa maioria dos jovens brasileiros não faz intercâmbio. Ou eles começam a trabalhar cedo, ou se dedicam desde cedo a estudar para concursos.

A sugestão mais sensata que eu poderia lhe dar é essa: se você tem em mente uma carreira em uma empresa privada, procure já um emprego.

Max Gehringer, para CBN.

2011-07-29

Vale a pena fazer um intercâmbio no exterior? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 29/07/2011, sobre se vale a pena fazer um intercâmbio no exterior.

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Vale a pena fazer um intercâmbio no exterior?

intercâmbio
Vale a pena fazer um intercâmbio no exterior para aprender ou aprimorar o idioma inglês? Os números mostram que cada vez mais jovens acreditam que sim. Neste ano, com o real valorizado e o parcelamento camarada, perto de 200 mil jovens brasileiros vão empreender essa viagem, e outros tantos devem estar tentando convencer os seus pais.

A dúvida está na argumentação usada. Quando um jovem me escreve, ele se refere como se isso fosse um fato definitivo, às oportunidades de bons empregos que terá na volta. Quando são os pais que escrevem, eles questionam se isso realmente irá acontecer, principalmente nos casos em que os filhos estão empregados e terão que pedir a conta para poder viajar.

Neste caso, e somente neste, os pais estão certos. O jovem que se demite, passa alguns meses no exterior e retorna ao Brasil não irá encontrar um emprego no dia seguinte. E quando o emprego aparecer, ele será muito parecido com aquele que o jovem tinha antes de viajar.

Tirando isso, as vantagens do intercâmbio são inúmeras. Passar um tempo sozinho longe do Brasil vai aumentar a auto-confiança do jovem. Ele terá que resolver os próprios problemas, fazendo coisas que os pais faziam por eles. Ao voltar, ele se sentirá mais seguro, menos introvertido e terá travado contato com uma cultura diferente da nossa.

Tudo isso terá uma influência duradoura e é por essas experiências que a viagem vale a pena. Além disso, um dia o jovem precisará do inglês e o terá. Não no mesmo dia que pisar no solo da pátria amada, mas algum dia.

Portanto, o intercâmbio é um investimento de médio e longo prazo. Se pais e filhos concordarem nesse ponto, a viagem terá os efeitos positivos que dela se espera.

Max Gehringer, para CBN.

2011-03-14

Como se despedir da empresa ao sair para um intercâmbio? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 14/03/2011, sobre como escrever um email de despedida ao sair da empresa para fazer um intercâmbio.

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Como se despedir da empresa ao sair para um intercâmbio?

goodbye
Solicitação de um ouvinte. Ele escreve: "Estou me desligando da empresa para fazer intercâmbio. O que devo escrever no email de despedida para os colegas?"

Bom, eu sugeriria o seguinte:

"Prezados colegas,

Estou contrariando um conselho dado pelo Max na CBN. Ele falou que a gente deve se despedir pessoalmente, dedicando mais tempo e mais atenção a quem nos dedicou mais atenção e mais tempo. Segundo ele, um email genérico não vai interessar a quem não teve contato mais estreito com a gente, e vai desagradar a quem teve. Como eu discordo dele, estou mandando este email para todos.

Ele também já comentou que um intercâmbio é positivo para a carreira, mas que não irá me trazer resultados imediatos assim que eu retornar. Em vez de encontrar empresas de braços abertos para me contratar, vou penar um pouco até conseguir um emprego. E o que é pior, o mais provável é que eu consiga um na mesma faixa salarial e na mesma função que eu tenho atualmente.

Isso é o que ele disse."


Aqui eu sugiro o que nosso ouvinte coloque o que ele pensa.

Primeira opção: "Concordo com o Max e estou indo fazer o intercâmbio pensando no longo prazo. Sei que na volta certamente vou precisar de auxílio para me recolocar e conto desde já com a ajuda de vocês."

Segunda opção: "Discordo do que ele falou. Vou voltar falando inglês fluentemente e tenho a certeza de que conseguirei boas propostas de trabalho. Mas não esquecerei de vocês e me coloco desde já a disposição, de quem, um dia, por qualquer motivo, precisar do meu auxílio."

É isso. Boa sorte e boa viagem.

Max Gehringer, para CBN.

2010-05-04

'Minha filha está se formando e quer fazer um intercâmbio' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 04/05/2010, sobre o intercâmbio após a graduação, para aprender uma outra língua, versus o início imediato no mercado de trabalho.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Minha filha está se formando e quer fazer um intercâmbio'

aprender inglês inglaterra
Consulta de um casal que tem uma filha de 21 anos. "Nossa filha está se formando este ano e quer passar o ano que vem no exterior, para aprender inglês. Ela diz que a influência em inglês será indispensável para ela conseguir um bom emprego. Eu e meu marido preferimos que nossa filha comece a trabalhar já, numa boa empresa, e depois vá decidindo, no devido tempo, que cursos específicos ela precisará fazer."

Bom, em princípio, todos estão certos. O inglês será mesmo importante para a carreira, mas, começar a trabalhar o quanto antes, também será.

Se fizer um intercâmbio, a filha de vocês não irá conseguir um emprego maravilhoso na volta ao Brasil. Na verdade, é bem provável que ela tenha até mais dificuldades para conseguir um emprego, do que alguém que só arranha o inglês, se essa pessoa já tiver um par de anos de experiência na função oferecida. Esse é o ponto em que vocês, pais, estão certos. Experiência prática conta muito.

O ponto em que sua filha está certa, é que no futuro, quando ela já estiver empregada, poderá surgir na própria empresa, uma oportunidade para alguém que fale inglês com fluência, e aí a sua filha certamente terá uma vantagem sobre os demais colegas.

Eu avalio o intercâmbio como um investimento de longo prazo. Pode ser que a filha de vocês só tenha um retorno dele, depois de cinco ou dez anos. Quem normalmente se frusta são os jovens que vêem o intercâmbio como um investimento de curtíssimo prazo, do tipo, "vou, volto e um monte de empresas estará me aguardando de portas abertas". Isso não vai acontecer.

Além disso, o intercâmbio tem um peso que vai além de simplesmente conseguir um emprego. Passando um ano longe dos pais, o jovem fica mais maduro, ganha autoconfiança, aprende a se virar sozinho, e adquire uma visão muito mais abrangente do mundo. E tudo isso terá um impacto duradouro na vida e na carreira.

Portanto, se o objetivo da filha de vocês for de apenas aprender inglês para para conseguir um emprego imediato na volta, vocês estão certos que seria mais conveniente ela partir direto para o mercado de trabalho. Porém, se o objetivo for ganhar uma experiência que no futuro será muito valiosa, mesmo que sua filha não consiga um bom emprego ao retornar, nesse caso eu apoiaria o desejo dela.

Max Gehringer, para CBN.
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