Mostrando postagens com marcador internet. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador internet. Mostrar todas as postagens

2016-03-01

Em quanto tempo os e-mails devem ser respondidos? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 01/03/2016, com a reprise do comentário do dia 15/07/2015, com algumas regras básicas para e-mails.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

/===================================================================================

Em quanto tempo os e-mails devem ser respondidos?

e-mail corporativo

Uma ouvinte escreve: "Sou gestora de recursos humanos em uma empresa e fui encarregada de determinar um prazo para que os e-mails sejam respondidos, devido a queixas de que muitos funcionários não se dão ao trabalho de respondê-los. Há alguma regra de bom senso para estabelecer esse prazo?"

Bom, há uma. E-mails que um subordinado recebe do seu superior direto devem ser respondidos em 30 segundos. Tirando isso, é bem possível que determinar um prazo irá atravancar o trabalho em vez de torná-lo mais produtivo.

A minha sugestão seria você estabelecer regras para e-mails e colocar o prazo como um dos itens. Aqui vão algumas dicas sobre essas regras:

Primeira: se o assunto for urgente, use o telefone.

Segunda: seja sucinto no texto. Quatro linhas, no máximo.

Terceira: não complique o visual. Utilize uma fonte de fácil leitura, sem cores, sem figuras e sem escrever a mensagem inteira em letras maiúsculas.

Quarta: evite cópias desnecessárias.

Quinta: seja seletivo nos assuntos. Não sobrecarregue a caixa postal dos colegas com e-mails que não requerem resposta imediata.

Sexta: avise quando uma resposta não é necessária. Por exemplo: "Só para informação, não é preciso responder."

Sétima: se a mensagem recebida atende a todos esses requisitos, responda em, no máximo, três horas. Por que tanto? Porque a primeira regra já especifica que se a resposta precisa ser urgente, o assunto deve ser tratado por telefone.

O e-mail é uma ótima ferramenta de comunicação, desde que não se transforme em um vício.

Max Gehringer, para CBN.

2015-07-15

Em quanto tempo os e-mails devem ser respondidos? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 15/07/2015, com algumas regras básicas para e-mails.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

/===================================================================================

Em quanto tempo os e-mails devem ser respondidos?

e-mail corporativo

Uma ouvinte escreve: "Sou gestora de recursos humanos em uma empresa e fui encarregada de determinar um prazo para que os e-mails sejam respondidos, devido a queixas de que muitos funcionários não se dão ao trabalho de respondê-los. Há alguma regra de bom senso para estabelecer esse prazo?"

Bom, há uma. E-mails que um subordinado recebe do seu superior direto devem ser respondidos em 30 segundos. Tirando isso, é bem possível que determinar um prazo irá atravancar o trabalho em vez de torná-lo mais produtivo.

A minha sugestão seria você estabelecer regras para e-mails e colocar o prazo como um dos itens. Aqui vão algumas dicas sobre essas regras:

Primeira: se o assunto for urgente, use o telefone.

Segunda: seja sucinto no texto. Quatro linhas, no máximo.

Terceira: não complique o visual. Utilize uma fonte de fácil leitura, sem cores, sem figuras e sem escrever a mensagem inteira em letras maiúsculas.

Quarta: evite cópias desnecessárias.

Quinta: seja seletivo nos assuntos. Não sobrecarregue a caixa postal dos colegas com e-mails que não requerem resposta imediata.

Sexta: avise quando uma resposta não é necessária. Por exemplo: "Só para informação, não é preciso responder."

Sétima: se a mensagem recebida atende a todos esses requisitos, responda em, no máximo, três horas. Por que tanto? Porque a primeira regra já especifica que se a resposta precisa ser urgente, o assunto deve ser tratado por telefone.

O e-mail é uma ótima ferramenta de comunicação, desde que não se transforme em um vício.

Max Gehringer, para CBN.

2014-12-15

Devo copiar todas as pessoas que foram citadas em um e-mail? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 15/12/2014, sobre e-mails e os destinatários copiados.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

/===================================================================================

Devo copiar todas as pessoas que foram citadas em um e-mail?

enviando e-mail spam

Uma ouvinte escreve: "Meu gestor me chamou a atenção por eu ter enviado um e-mail a ele, sem copiar um colega ao qual fiz uma referência no e-mail. Segundo meu gestor, é regra copiar quem é mencionado. Procurei essa regra e não a encontrei. Onde ela está escrita?"

Provavelmente, num e-mail do qual você não recebeu cópia. Não, brincadeira. Essa é uma das chamadas regras de bom senso.

Nos tempos de outrora, memorandos eram datilografados e as cópias eram produzidas por papel carbono. E cada cópia a mais era um transtorno, porque um erro precisava ser corrigido em cada uma das cópias. Quando os memorandos passaram a ser impressos, o erro perdeu a importância. Mas havia o custo do papel e da tinta da impressora, e recomendava-se economizar nas cópias.

No e-mail, uma cópia a mais não faz diferença alguma e não custa copiar alguém que seja nominalmente citado. Porque, se for o caso, o mencionado pode rebater escrevendo que não foi bem aquilo que ele disse, ou até pode ter dito, mas não concorda com a conclusão de quem escreveu o e-mail.

Mas há outro problema bem maior do que esse, de deixar de incluir uma cópia. É o de incluir várias cópias sem necessidade. Ao contrário dos tempos de outrora, atualmente as empresas se veem às voltas com o tempo perdido na leitura de e-mails em que a maioria dos destinatários não tem providência alguma a tomar. Essa também é uma regra de bom senso e muito mais ignorada do que a regra da falta de uma cópia.

Max Gehringer, para CBN.

2013-12-11

Abra uma conta digital - by Mauro Halfeld

Transcrição do comentário do Mauro Halfeld para a rádio CBN, do dia 11/12/2013, com uma dica para quem acha que paga muito caro pelos serviços bancários: a conta digital, que é isenta de tarifas para operações feitas pela internet e nos caixas eletrônicos.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Mauro Halfeld, publicados aqui, basta clicar neste link.

/===================================================================================

Abra uma conta digital

dinheiro digital banco conta

Se você acha as tarifas do seu banco muito caras, descubra uma interessante alternativa. Você pode abrir uma conta digital. Isso mesmo. Conta digital é isenta de tarifas pra transações nos caixas eletrônicos, da internet e do telefone.

Mas não seja ingênuo. Você nunca vai ver uma propaganda do banco anunciando essa tal conta digital. O banco sempre vai preferir que você abra uma conta convencional e que escolha um pacote de serviços pagos que são mais rentáveis pra ele, é natural. Mas, por determinação do Banco Central, cabe ao cliente escolher entre a conta digital sem tarifas e a conta tradicional com tarifas.

Ouça alguns serviços que estão incluídos nessa conta digital: consulta de extratos e transferências gratuitamente, cartão pra saque e consulta de saldo entregue no ato da abertura da conta em alguns bancos, informações da sua conta por e-mail, débito direto autorizado, cartão de débito. Mas extratos e correspondências só por meios eletrônicos.

Qual é o próximo passo para você abrir uma conta digital? Use um site de busca na internet com o nome do seu banco predileto mais a expressão "conta digital". Imprima essas informações e vá até uma agência do banco pra abrir sua conta digital com isenção de tarifas.

Mauro Halfeld, pra CBN.

2013-11-01

'Como fazer para conseguir referências de empresas boas para trabalhar?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 01/11/2013, com um ouvinte que pergunta como obter referências de empresas em que ele pretende trabalhar.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

/===================================================================================

'Como fazer para conseguir referências de empresas boas para trabalhar?'

melhores empresas para se trabalhar

Um ouvinte pergunta: "Como faço para conseguir referências de empresas em que pretendo trabalhar? Sei que as empresas pedem referências do candidato aos antigos patrões. Mas e nós, trabalhadores? Como podemos saber se uma dada empresa é uma organização séria?"

Boa pergunta. Você consegue pela internet. Da mesma maneira que empresas estão usando a internet para escarafunchar a vida dos candidatos a emprego, você também pode encontrar muitas informações sobre as empresas.

Comece a busca pelo nome que a empresa é mais conhecida e descubra a razão social dela, que é aquele nome mais comprido, de várias palavras, que é abreviado nas propagandas. Aí junte a razão social a algumas palavras para refinar a busca.

Uma é protesto. E você descobrirá se a empresa tem processos judiciais financeiros, pendentes ou passados.

Outra é juiz. E você saberá se alguém fez alguma reclamação trabalhista contra a empresa.

Outra é atendimento. E você descobrirá como a empresa trata clientes e consumidores, o que é uma boa indicação de como ela deve tratar os próprios empregados.

E depois, usando o nome pelo qual a empresa é mais conhecida, você pode fazer uma busca colocando palavras radicais, tanto para o bem, quanto para o mal. Para o bem: excelente, ótimo. E para o mal: terrível, insensível e todos os adjetivos ruins que lhe vierem à cabeça.

Hoje há milhões de pessoas registrando opiniões pessoais na internet. Se você não encontrar nada negativo sobre uma empresa, já é um bom sinal.

Max Gehringer, para CBN.

2013-08-12

'Empresas consideram cursos on-line gratuitos?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 12/08/2013, sobre o peso que cursos on-line gratuitos têm no currículo.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

/===================================================================================

'Empresas consideram cursos on-line gratuitos?'

cursos on-line gratuitos

Uma ouvinte escreve: "Pergunto se empresas consideram que cursos on-line gratuitos enriquecem o currículo?"

Sim, mas desde que o currículo já seja rico. Se você concluiu um curso superior, você pode adicionar a ele vários cursos on-line gratuitos que possam agregar novos conhecimentos específicos ao que você já estudou. Isso certamente será visto por quem for avaliar o seu currículo como um esforço adicional e como uma demonstração do seu interesse em se aprofundar mais em determinados assuntos.

Porém, se você estiver pensando em simplesmente substituir um curso superior presencial por cursos on-line gratuitos, posso lhe assegurar que isso não irá impressionar as empresas paras as quais você enviar o seu curriculo.

A própria natureza dos cursos on-line gratuitos mostra que eles são complementares. Isto é, quem faz um, precisa ter algum conhecimento anterior sobre o assunto. Por exemplo, "Gestão de conflitos interpessoais" ou "Técnica de condução de reuniões".

Quando você encontra um curso gratuito com um escopo mais amplo, como por exemplo, "Gestão de pessoas", a análise continua a mesma. Você pode ter se formado em Engenharia e querer aprender mais sobre como gerenciar pessoas. E nesse caso, o curso on-line gratuito faria sentido. Mas ele não se sustentaria sozinho em seu currículo, caso você se candidatasse a uma vaga na área de recursos humanos sem ter qualquer outro curso presencial anterior a oferecer.

Em resumo, e fazendo uma comparação com o mercado financeiro, um curso on-line gratuito funciona como uma diversificação de investimentos e não como uma única poupança.

Max Gehringer, para CBN.

2013-07-03

'Gostaria de dicas para fazer uma entrevista on-line' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 03/07/2013, com dicas de como fazer uma entrevista online.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

/===================================================================================

'Gostaria de dicas para fazer uma entrevista on-line'

entrevista de emprego online

Uma ouvinte escreve: "Nunca fiz uma entrevista online e vou fazer uma. Gostaria que você me desse algumas dicas."

Boa pergunta. Quem nunca fez uma entrevista online, cedo ou tarde, fará. Muitas empresas estão adotando este método, porque ele economiza tempo, tanto do entrevistador quanto do candidato. E, de fato, há algumas diferenças entre uma entrevista pessoal e uma a distância.

A mais óbvia é que somente o seu rosto será visto na tela durante todo o tempo. Portanto, não desvie o olhar quando você fala. Não se movimente demais para frente e para trás. E não mova demasiadamente as mãos. O mais recomendável é mantê-las apoiadas sobre a mesa.

Segunda dica: maquie-se apropriadamente e não use adereços chamativos como brincos ou colares.

Terceira: interromper uma pessoa ao vivo é normal. Numa entrevista online, não é. Por isso, espere até que o entrevistador conclua a frase antes de começar a responder.

Quarta: não estique demais as respostas. Um minuto em uma telinha é bastante tempo. Todos percebemos isso ao assistir a uma entrevista na TV. Quando uma pessoa fica estática e fala por mais de dois minutos, o cansaço visual é inevitável.

Quinta: avalie as reações do entrevistador. O rosto dele estará sempre bem próximo de você. E pelas expressões faciais será possível constatar o interesse dele. Se ele de repente parecer distraído ou entediado, apresse o final de sua resposta e espere pela próxima pergunta.

Sexta: pronuncie bem as palavras. Porque você não sabe qual é a qualidade do som que está chegando do outro lado.

E sétima e última dica: treine em casa. Grave a sua imagem respondendo a algumas perguntas básicas e depois avalie o seu desempenho. Para conseguir impressionar bem ao entrevistador, você precisará antes impressionar bem a si própria.

Max Gehringer, para CBN.

2013-05-02

Empresas pesquisam nomes de candidatos na internet - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 02/05/2013, sobre as pesquisas que as empresas fazem com os nomes dos candidatos na internet.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

/===================================================================================

Empresas pesquisam nomes de candidatos na internet

pesquisa internet

Um ouvinte escreve: "Sou engenheiro e há alguns anos fui indiciado criminalmente em um acidente que ocorreu em uma obra da empresa em que eu trabalhava. Como houve vítimas, o assunto foi noticiado pela imprensa e meu nome apareceu em muitos jornais como responsável pelo acidente. Na verdade eu não estava envolvido nem no projeto e nem na execução da obra, apenas fui designado para ir ao local logo após o acidente para entender o que havia ocorrido e ajudar a gerenciar as consequências.

Fui inocentado, mas, como sempre acontece, nenhum jornal deu a notícia da minha inocência com o mesmo destaque que havia sido dado ao indiciamento. Gostaria de saber se quando me candidato a uma vaga, a empresa faz uma busca na internet, porque isso mostraria meu nome no início do processo como indiciado, mas não no fim dele, como inocente."


Sim. Essa busca simples geralmente é feita, como uma verificação inicial. Como o seu nome não é tão comum, ainda mais atrelado à condição de engenheiro, a busca pode realmente eliminar você de um processo seletivo. O que eu sugiro é que você coloque essa informação em seu currículo. E, se possível, anexe um recorte de algum jornal eximindo você de culpa.

Acredito que muitos ouvintes possam ter casos parecidos com o seu, de alguma acusação posteriormente não comprovada. E em situações assim é melhor esclarecer antes do que, ou torcer para que a empresa não faça a pesquisa na internet ou esperar para tentar explicar o fato durante uma entrevista pessoal.

Max Gehringer, para CBN.

2012-12-05

'Minha empresa proibiu o acesso à internet' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 05/12/2012, com um ouvinte cuja empresa proibiu o acesso à internet.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

/===================================================================================

'Minha empresa proibiu o acesso à internet'

internet

Um ouvinte escreve: "Minha empresa proibiu os funcionários de acessar a internet. Entendo que alguns colegas talvez tenham exagerado um pouco, mas a maioria era consciente e uma navegada ocasional ajudava a diminuir a tensão. Você concorda que uma imposição desse tipo só mostra que a empresa é atrasada?"

Bom, eu não sei se ela é atrasada, mas certamente ela chegou com atraso, porque poderia ter tomado alguma medida preventiva bem antes que a situação chegasse a esse ponto, de necessitar uma ação corretiva e antipática.

Existem funcionários, como o nosso ouvinte, que conseguem se controlar. Mas a realidade é que a internet vicia. Já existem pesquisas fora do Brasil mostrando que a internet se tornou o fator número um de desperdício de tempo no trabalho. As mesmas pesquisas mostram que os funcionários não percebem o tempo que realmente gastam navegando. E também não é surpresa que o maior índice de navegação esteja na faixa entre 18 e 28 anos, porque essa é a geração que cresceu plugada e vê o hábito como normal. Em média, quando a internet é liberada, esse contingente dedica a ela quase duas horas do expediente diário.

O que a empresa do nosso ouvinte fez, e muitas já fizeram, foi baixar um decreto que proíbe tudo, enquanto se pensa em soluções mais apropriadas. Uma delas foi a de vigiar o conteúdo que os funcionários acessam, algo que a lei permite, mas que me parece ainda mais antipático do que a proibição.

O mais recomendável seria dar metas individuais a serem alcançadas e cobrar os resultados práticos obtidos, e não o tempo dedicado a eles. Só assim a empresa descobrirá que a internet liberada pode ser um fator de distração e desperdício para uns, e de melhor produtividade para outros.

Max Gehringer, para CBN.

2012-06-08

'Tomei uma advertência por mensagens de e-mail que não tenho como evitar' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 08/06/2012, sobre como lidar o spam e a questão do monitoramento de e-mails pela empresa.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

/===================================================================================

'Tomei uma advertência por mensagens de e-mail que não tenho como evitar'

spam e-mail

Uma ouvinte escreve: "Minha empresa comunicou a todos os funcionários que o correio eletrônico passaria a ser monitorado. Eu levei a comunicação a sério e mandei mensagens para meus amigos pedindo que eles usassem meu e-mail pessoal para se comunicar comigo, e não mais o da empresa. Mas não adiantou. Na semana passada, eu e mais quatro colegas recebemos advertências escritas porque nossas caixas de correio da empresa recebiam muitas mensagens que nada tinham a ver com trabalho.

Eu expliquei que eram propagandas de empresas que eu nem conhecia ou essas correntes enviadas não sei por quem, nem para quem. Mesmo deixando claro que eu apagava as mensagens imediatamente, a advertência foi mantida. O problema é que não vou conseguir evitar que essas mensagens continuem chegando. Além de não concordar com o monitoramento, será que corro o risco de ser dispensada por algo que não fiz?"


Vamos começar pela sua discordância. Se o seu chefe abrir a sua bolsa durante o expediente, para xeretar o que há dentro dela, isso é invasão de privacidade. A bolsa pertence a você. Já um endereço de e-mail, com o nome da empresa, pertence a ela, e é cedido ao funcionário para fins profissionais enquanto ele estiver empregado. Essa não é uma opinião minha, é uma sentença de tribunal.

Uma sugestão para nossos ouvintes é entrar no Google e digitar o e-mail que utilizam na empresa. Se o e-mail aparecer em algum site, ele pode ser capturado por ferramentas que varrem a internet, garimpando e-mails para depois enviar mensagens comerciais ou aplicar golpes. Basta que a nossa ouvinte e seus colegas peçam para a empresa mudar o e-mail deles e o lixo parará de chegar. O próprio chefe de nossa ouvinte poderia ter sugerido essa medida elementar, mas ele deveria estar muito ocupado escrevendo advertências.

Max Gehringer, para CBN.

2012-03-16

A ambição e a preguiça da humanidade - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 16/03/2012, com mais um clássico do mundo corporativo, sobre a ambição e a preguiça da humanidade na busca pelo sucesso.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

/===================================================================================

A ambição e a preguiça da humanidade

sucesso

Não há quem não queira ser um sucesso na vida. Fazendo uma rápida pesquisa na internet, eu descobri que há mais de um bilhão de sites com a palavra "sucesso", em português ou inglês.

É verdade que há bem mais sites com a palavra "sexo", nada menos que quatro bilhões. Ou seja, para cada pessoa procurando sucesso, existem quatro pensando em sexo. Podemos então deduzir que pelo menos a continuidade da raça humana em nosso planeta já está garantida, com sucesso ou sem sucesso.

Em compensação, a palavra "felicidade" aparece apenas em 65 milhões de sites, o que significa que para cada pessoa que quer ser feliz, existem 18 que querem ser um sucesso.

Então, sucesso é importante, com felicidade ou sem. E a questão é: como ter sucesso?

Mas, de novo, a internet dá uma pista. Há milhões de sites com a expressão "os passos para o sucesso". Desses sites, a maioria enorme está concentrada em poucos passos. Na medida em que os passos vão aumentando, a quantidade de sites diminui. Há, por exemplo, 80 milhões de sites que ensinam como ter sucesso em 3 ou 4 passos, mas existem apenas 80 mil que mostram como chegar lá em 14 passos.

A conclusão é aquilo que todo mundo sempre desconfiou: a humanidade, de modo geral, é tão ambiciosa quanto preguiçosa. Há muita gente querendo ser um sucesso, mas são bem poucos os que estão dispostos a caminhar muito para consegui-lo.

Max Gehringer, para CBN.

2011-12-21

Filme: Medianeras - Buenos Aires na Era do Amor Digital

O filme Medianeras - Buenos Aires na Era do Amor Digital (ou simplesmente Medianeras no original) leva o nome da capital argentina no subtítulo, mas poderia se passar em qualquer cidade grande, sem grandes perdas. O filme argentino é uma comédia romântica com toques de drama e de filosofia (em alguns momentos, batida, mas interessante no geral), que escapa do estereótipo já desgastado de comédias românticas, sobretudo as americanas. É um filme leve e divertidíssimo, que nem por isso, agride a inteligência de um espectador mais crítico.

filme medianeras - buenos aires na era do amor digital poster cartaz

Medianeras nos traz a história de Martín (Javier Drolas) e Mariana (Pilar López de Ayala), que moram em quitinetes em prédios quase vizinhos, acabam passando um pelo outro na rua, mas sem nunca se notarem. Martín é designer de sites, sofre de fobias (e se trata com um psiquiatra), é meio isolado, vive com um cachorro (deixado para trás pela ex-namorada) e é nerd. Muitas, muitas referências nerds espalhadas, desde o papel de parede do computador (com o Astro Boy), até outras mais escancaradas, por exemplo a Star Wars, como a brincadeira com um sabre de luz e um cartaz com um "que a força esteja com você" (genial e ironicamente, enfocada quando acontece um apagão). Mariana se formou como arquiteta, mas trabalha decorando vitrines de lojas de roupas. Recém-saída de um relacionamento, ela ainda está aprendendo a passar o dia sozinha, como ela mesma diz em certa parte do filme. Entretanto, se sente solitária, chegando a usar um manequim para apaziguar a carência (e esse uso se faz tanto no sentimental - ela deixa escrito um 'como foi o seu dia' no manequim - quanto em outros sentidos, numa cena que é tragicômica).

filme medianeras - buenos aires na era do amor digital Pilar López de Ayala Javier Drolas

Sendo uma comédia romântica, não é preciso enfatizar que Martín e Mariana ficarão juntos no final, e que, como filme leve e romântico, os dois foram feitos um para o outro, algo que o diretor e roteirista Gustavo Taretto mostra ora de maneira escancarada (como quando os dois se cruzam e é desenhado um coração formado pelos dois, ou quando Mariana filosofa que ela imagina que suas vitrines sejam uma extensão, ou parte, dela, e que se alguém para e olha interessado para a vitrine, de certa maneira está olhando para ela, e logo depois que ela fala isso, Martin passa em frente e se detém para olhar interessado a vitrine), ora de maneira mais sutil, especialmente quando a ótima montagem mostra cenas de um e de outro quase que se complementando.

filme medianeras - buenos aires na era do amor digital Pilar López de Ayala Javier Drolas

É interessante notar que Medianeras não faz parte daquele imenso grupo de comédias românticas que seguem o padrão: "mocinho conhece mocinha, acontecem confusões e piadinhas, algo ameaça o casal de ficar junto, mas no final, o amor prevalece". Sim, em Medianeras o amor também prevalece no final, mas as jornadas dos dois personagens só se interpõem no final do filme, algo que meio que me lembrou o clássico romântico-para-mulheres (e que eu também gosto, afinal, tem Tom Hanks e Meg Ryan), Sintonia de Amor (ou Sleepless in Seattle), cujo plano em que os dois realmente contracenam é praticamente o clímax do filme. Medianeras não é tão radical assim, mas o foco de boa parte do filme é nas trajetórias individuais de cada personagem: encontros e desencontros amorosos, a solidão, a cidade e eles mesmos.

filme medianeras - buenos aires na era do amor digital Pilar López de Ayala Javier Drolas

As Medianeras do título são as laterais dos prédios em Buenos Aires, que segundo a legislação local, não poderiam ter janelas. Ou seja, janelas, só na parte da frente ou na de trás dos prédios, o que deixa alguns moradores um tanto quanto sufocados. E esse sufoco é o que dita (metaforicamente) a vida de ambos os personagens, até que cada um deles resolve abrir uma janela por conta própria (e que rende uma cena ótima, devido ao posicionamento das janelas, bem em espaços publicitários, indicando uma "mensagem do destino", por assim dizer). Ainda nesse sentido, vale destacar também a performance dos dois atores principais, Javier Drolas e Pilar López de Ayala, que aparentam estar muito a vontade nos seus papéis, alternando os momentos das pequenas maluquices (que cada um de nós também tem e que sempre rendem momentos engraçados), com os momentos mais sufocantes (em que o drama é maior).

Com uma bela fotografia que retrata uma Buenos Aires cheia de contradições (como no início do filme, em que edifícios de diferentes estilos são mostrados lado a lado, como o moderno com o clássico, ou o grande com o pequeno), é inegável o papel que a arquitetura tem em Medianeras (chegando ao ponto de Martin, no início do filme, em seu discurso filosófico-depressivo culpar as construções pequenas e abafadas pelos seus males, ou então o fato de Mariana ser arquiteta).

filme medianeras - buenos aires na era do amor digital Pilar López de Ayala Javier Drolas

Com um texto leve, divertido, mas também intelectualmente interessante, Medianeras - Buenos Aires na Era do Amor Digital consegue ser sério sem ser sisudo, e engraçado sem ser bobo. Não se aprofunda realmente em assuntos espinhosos, como a crítica ao mundo moderno (e as relações cada vez mais virtuais e virtualizadas) ou uma análise da solidão nos centros urbanos, ou ainda uma crítica à urbanização sem controle, mas mesmo assim, acha espaço para encaixar cada um desses assuntos organicamente na narrativa, seja falando de como a cidade deu as costas ao seu rio, seja dizendo que encontros são como lanches de fast-food (ou seja, são melhores nas fotos), seja mostrando Mariana apagando fotos do passado e desejando que pessoas funcionassem tão bem quanto computadores (algo que me remete a Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças). Isso pode até ser usado para criticar Medianeras, essa falta de aprofundamento em algumas questões. Entretanto, vejo isso como um bônus, pois o que realmente importa, ou seja, os personagens e seus conflitos, estão bem caracterizados e desenvolvidos.

filme medianeras - buenos aires na era do amor digital Pilar López de Ayala Javier Drolas

Enfim, Medianeras - Buenos Aires na Era do Amor Digital é um excelente filme. Aliás, mais um ótimo exemplar vindo dos nossos vizinhos da América do Sul (e que desta vez não tem o excelente ator Ricardo Darín, figura tarimbada dos sucessos de lá). Medianeras consegue reunir drama, comédia e romance (e com toques nerd moderninhos, ainda por cima), numa mistura que dá certo e que diverte e emociona. Recomendadíssimo. Assista e quem sabe, não acaba encontrando o seu Wally perdido na cidade?

Trailer:



P.S. Destaque ainda para duas ótimas canções - americanas - que fazem parte de Medianeras - Buenos Aires na Era do Amor Digital. A primeira, True Love Will Find You in the End é a que está no trailer acima. E a segunda é a de um vídeo que Mariana e Martin fizeram (que rola nos créditos, mas que como você sabe que os dois terminam juntos, não dá pra dizer que é spoiler), que mostra os dois juntos fazendo um lip dub de Ain't no Mountain High Enough. Veja neste link. (Se o usuário do youtube fosse o mesmo que aparece no filme, seria um epic win pro filme.)

P.S.2 Que linda essa Pilar López de Ayala, que interpreta a Mariana, hein?

2011-09-29

'Coloquei meu currículo na internet e meu chefe descobriu' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 29/09/2011, com precauções sobre se postar coisas na internet, especialmente o currículo num site de emprego.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

/===================================================================================

'Coloquei meu currículo na internet e meu chefe descobriu'

sites de emprego

Um ouvinte muito preocupado escreve: "Coloquei o meu currículo num site pago de emprego, apenas para testar a eficiência desse tipo de serviço. Na manhã do dia seguinte já obtive um retorno, mas não o que eu esperava. Fui chamado pelo meu chefe para explicar a razão de eu ter feito o que fiz. Ele me perguntou se eu estava descontente com alguma coisa, e eu disse que 'não, muito pelo contrário'. Mas fiquei tão nervoso por ter sido apanhado nessa situação inesperada, que meu chefe não deve ter acreditado em nada do que eu disse. Agora estou muito preocupado. Como foi que a empresa descobriu o meu currículo tão rapidamente num site com dezenas de milhares de currículos? E o que pode acontecer comigo?"

A primeira resposta é fácil. Alguns sites oferecem um serviço de informação que já manda automaticamente uma mensagem para as empresas cadastradas quando uma palavra-chave, previamente escolhida, aparece no site. No seu caso, a palavra-chave pode ter sido o nome da própria empresa. Permita-me dizer que você deveria ter previsto essa possibilidade antes de inserir o currículo, porque se o site pode ser acessado por qualquer empresa, logicamente ele pode ser acessado pela sua.

Quanto ao que vai acontecer, não dá para afirmar com certeza. Mas seria conveniente você dizer a seu chefe, agora com mais calma, que você já retirou o currículo do site e que deseja permanecer na empresa até o dia do juízo final.

Aos nosso ouvintes, fica a dica de que não só os sites de emprego, como também o facebook, o twitter, o orkut e outras redes sociais podem ser monitoradas por empresas. E que um post pode revelar o que um currículo esconde. Então, viva a liberdade cibernética de expressão, mas sempre lembrando que quem diz o que quer, pode ser ouvido por quem não quer.

Max Gehringer, para CBN.

2011-07-26

'Devo inserir os links de redes sociais no currículo?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 26/07/2011, sobre inserir links de redes sociais no currículo.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

/===================================================================================

'Devo inserir os links de redes sociais no currículo?'

links redes sociais
Escreve um ouvinte: "Como você disse uma vez que existem empresas que pesquisam a internet para descobrir mais coisas sobre candidatos a emprego, pergunto se já não seria conveniente adicionar no currículo os links do Facebook, Orkut, Twitter, LinkedIn e outros?"

Sim, seria. A minha sugestão é que isso seja colocado não no topo do currículo, onde vão o telefone de contato e o e-mail, mas no final dele. O currículo ficaria então com um cabeçalho de dados pessoais e três blocos.

O primeiro bloco seria o da experiência profissional: onde trabalhou, data de entrada e de saída, funções ocupadas, e uma breve descrição das atividades exercidas em cada função. Sendo que breve significa no máximo quatro linhas.

O segundo bloco é o da escolaridade: onde estudou, que cursos concluiu. Em ambos os casos, adota-se a ordem cronológica inversa, do mais recente, para o mais antigo.

Quanto aos cursos de curta duração, aqueles com menos de 20 horas, o melhor é resumí-los em uma só linha. Por exemplo, "16 cursos de especialização num total de 240 horas". Se um desses cursos tiver tudo a ver com a vaga pretendida, ele pode ser destacado.

E aí, o último bloco teria um título simpático, como "Onde encontrar mais informações sobre mim". E aí seriam colocados os links das redes sociais ou profissionais. Se o candidato escreveu um TCC ou algum artigo que está disponível na internet, vale a pena incluir também esse link.

Duas dicas que foram me passadas por recrutadores, em tom de lamentação. Primeira: usar fonte tamanho 12. Usar fontes menores dificultam muito a leitura. E a segunda dica é: não escrever tudo em letras maiúsculas. Isso vale tanto para currículos quanto para e-mails. Um texto somente com letras maiúsculas não se destaca, pelo contrário, ele se torna cansativo aos olhos logo na segunda linha.

Max Gehringer, para CBN.

2011-06-03

'Fiz um elogio a empresa em uma rede social e meu chefe pediu para retirar' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 03/06/2011, sobre comentários sobre a empresa em redes sociais do funcionário.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

/===================================================================================

'Fiz um elogio a empresa em uma rede social e meu chefe pediu para retirar'

gato pare postar
"Postei em minha rede social na internet, um elogio a empresa em que trabalho", escreve um ouvinte. "Para minha surpresa, o meu gerente me pediu que eu retirasse o post e não fizesse mais isso. Tenho duas dúvidas. A primeira é se a empresa pode cercear a minha liberdade de expressão. E a segunda é entender o motivo que levaria uma empresa a censurar alguém que a elogiou."

Vamos começar pela segunda. Ao admitir que um empregado possa fazer um elogio que será tornado público, a empresa estaria admitindo que ele, ou outro empregado, poderia igualmente fazer uma crítica. E a maneira de a empresa evitar isso é solicitar que seus empregados não falem dela, nem a favor, nem contra.

Agora, a primeira dúvida. Funcionários sempre falaram bem ou mal das empresas em que trabalham. O que mudou nos últimos anos foi o alcance. O que antes ficava restrito a um grupinho, agora pode ser lido por milhões de pessoas.

O que assusta as empresas não é apenas uma eventual crítica. É também a possibilidade de uma informação confidencial vir a público, não por má fé do funcionário, mas por desconhecimento dessa confidencialidade.

Por isso, algumas empresas já estão incluindo no contrato de trabalho uma cláusula impedindo o funcionário de se manifestar na internet sobre a empresa e seus empregados. O mais importante, com contrato ou sem, é que os funcionários sejam avisados e orientados antecipadamente sobre a norma da empresa, para evitar o que aconteceu com nosso ouvinte.

Isso vale até que algum dia a Justiça do Trabalho se pronuncie, e determine se um funcionário estará ou não, legalmente amparado, caso ele decida compartilhar com a humanidade a sua sincera opinião sobre o chefe, os colegas ou a empresa.

Max Gehringer, para CBN.

2011-04-13

'Gasto parte do meu dia lendo e respondendo e-mails de colegas' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 13/04/2011, sobre e-mails corporativos.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

/===================================================================================

'Gasto parte do meu dia lendo e respondendo e-mails de colegas'

email corporativo
"Passo boa parte do meu dia lendo ou respondendo e-mails", escreve um preocupado ouvinte. "E três fatos me chamam a atenção. O primeiro é que a mensagem escrita substituiu a conversa: funcionários disparam e-mails mesmo estando a poucos metros do destinatário. O segundo é que quem recebe um e-mail com cinco copiados sente-se na obrigação de responder para todos, mesmo sem ter nada a acrescentar. E o terceiro é que quase metade dos e-mails nada tem a ver com o trabalho, são piadas e fotos. Isso acontece em todas as empresas ou a minha é exceção?"

Bom, vamos separar em duas partes. Os e-mails que nada têm a ver com trabalho são comuns apenas nas empresas nas quais não existe controle sobre o conteúdo. Isso é fácil de resolver, porque legalmente a empresa pode acessar os e-mails recebidos e enviados. O sistema é de propriedade da empresa e os e-mails foram enviados durante o horário de expediente. Isso vale também para o acesso de sites ou redes sociais. Basta a empresa divulgar que começará a ler tudo e o correio da amizade termina de imediato.

Agora vamos à primeira parte da resposta, a dos e-mails com conteúdo profissional. O e-mail tem muitas vantagens: é grátis, é rápido, e tanto faz enviar uma mensagem para vinte destinatários ou um só. É essa aparente conveniência que gera a enxurrada.

Conheço uma empresa que impôs quatro regrinhas para e-mails, que são:

- Nenhuma mensagem pode ter mais de cinco linhas de texto.

- Antes de enviar, releia o que escreveu.

- Não mande para quem não precisa.

- Não responda o que não lhe foi perguntado.


Na primeira semana, uma equipe rastreou os e-mails e os reincidentes foram chamados para uma reunião de orientação. A partir daí, segundo a empresa, o tráfico caiu 60%, livrando duas horas por dia por funcionário. Não sei se é mesmo tudo isso, mas se for metade, já seria um belo progresso.

Max Gehringer, para CBN.

2011-02-15

'Falei mal do meu chefe no Facebook e fui demitida' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 15/02/2011, sobre a decisão do judiciário americano sobre um processo de uma funcionária que foi demitida por falar mal do chefe no Facebook.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

/===================================================================================

'Falei mal do meu chefe no Facebook e fui demitida'

facebook
Alguns ouvintes me pediram para comentar o caso de uma funcionária que falou mal do chefe no Facebook, foi demitida, processou a empresa e ganhou a causa. O que aconteceu foi o seguinte: o caso ocorreu há três meses nos Estados Unidos. E, de fato, a funcionária usou o Facebook para criticar o seu supervisor e foi demitida. Na carta de demissão, a empresa esclareceu que a dispensa foi causada por reclamações contra a funcionária, mas acrescentou que ela havia violado uma norma interna, que impede os empregados de fazer críticas públicas à empresa. Foi essa frase que fez o caso explodir no mundo inteiro.

Como a constituição americana dá a qualquer cidadão direito à livre expressão e a norma da empresa contraria essa liberdade, o sindicato fez uma denúncia à Câmara Nacional de Relações do Trabalho, um órgão federal que pode ser comparado ao nosso Ministério Público do Trabalho.

O que a Câmara faz é dar início a uma ação, sempre que o assunto tiver um alcance que vá além de um caso isolado. O uso do Facebook, que tem perto de 180 milhões de usuários nos Estados Unidos, se enquadra perfeitamente nesse quesito. Mas o processo não chegou a ser julgado por uma Corte Federal. A empresa denunciada fez um acordo e entre outras coisas, concordou em rever a sua política em relação às críticas feitas por seus empregados nas redes sociais.

Essa decisão tem um peso danado nos Estados Unidos porque fará com que muitas outras empresas sigam o exemplo e passem a ser mais tolerantes. No Brasil, um dos temas prioritários definidos pelo Ministério Público do Trabalho é o combate a todas as formas de discriminação no trabalho. E a grande pergunta é: ser punido por uma crítica pública ao chefe, é discriminação?

Por enquanto, o que se desconfia é que muitas empresas brasileiras consultem o Facebook antes de contratar os empregados, embora nenhuma confesse isso abertamente. E muitos candidatos podem estar sendo descartados em processo de seleção, sem nem saber porquê.

Mas eu não duvido que nosso Ministério Público do Trabalho, sabendo da repercussão e do desfecho do caso americano, acabará movendo um processo semelhante no Brasil, assim que uma empresa der brecha para isso. Faz todo o sentido. No Brasil, o Facebook está chegando aos 40 milhões de usuários. Pouquíssimas ações trabalhistas conseguiriam congregar tanta gente em uma só causa.

Max Gehringer, para CBN.

2011-02-10

'Meu chefe descobriu que coloquei meu currículo na internet' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 10/02/2011, com a história de uma ouvinte que colocou o currículo na internet e foi descoberta pelo atual patrão.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

/===================================================================================

'Meu chefe descobriu que coloquei meu currículo na internet'

currículo online
"Coloquei o meu currículo num site de empregos", escreve uma ouvinte. "Pensei que hoje em dia isso seria a coisa mais natural do mundo, porque a quantidade de currículos disponível em sites é enorme. O que eu não imaginava, mas deveria ter imaginado, é que a empresa em que eu trabalho poderia acessar o site, e foi isso mesmo o que aconteceu. Eu fui chamada por meu superior, que me perguntou se eu estava insatisfeita. Quando respondi que não, ele me perguntou por que então eu tinha colocado meu currículo no mercado.

Como você pode imaginar, eu engasguei. Não dava pra dizer que eu não queria sair, já que ter o currículo exposto num site, já é uma indicação que eu sairia. Por fim, eu pediria desculpas a meu superior e disse que só estava testando para ver se sites de emprego funcionam, para o caso de algum dia eu vir a precisar. Ele fez uma cara assim, como se me dissesse 'por favor não insulte a minha inteligência'. Estou escrevendo porque acredito que muita gente está fazendo o que eu fiz, e alguns podem passar pela situação que passei, e que foi bem embaraçosa."


Você tem razão. Muitas empresas, de fato, vasculham sites. Alguns sites oferecem sistemas de busca, que permitem digitar o nome da empresa e aí aparecem todos os candidatos que mencionaram a empresa no currículo. Se um par deles ainda estiver trabalhando naquela empresa, o bote é rápido e certeiro.

Da minha parte, eu não teria a inteligência insultada se um subordinado me dissesse que está testando a efetividade dos sites de emprego. Considero que esse é um motivo mais que aceitável. O seu problema deve ter sido o de ter dado essa explicação depois de ter engasgado. Aí, realmente fica parecendo que você chutou a primeira desculpa que lhe veio à cabeça.

Então, aproveitando a oferta da nossa ouvinte, duas dicas. Primeira, não imagine que haverá sigilo se você postar o seu currículo num site. Segunda, se você tiver dúvidas, dê a seu chefe a explicação antes que ele descubra. Diga a ele que você postou o seu currículo com a intenção de testar o sistema, porque hoje tudo está ótimo, mas ninguém sabe o dia de amanhã. Isso não é desculpa nem invenção, isso é a realidade do mercado.

Mas, e se aparecer uma empresa interessada? Bom, não era exatamente isso que você estava esperando quando resolveu tornar o seu currículo público e acessível?

Max Gehringer, para CBN.

2011-01-06

'Cadastrar currículo em sites na internet realmente funciona?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 06/01/2011, sobre se funciona cadastrar currículos em sites na Internet.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

/===================================================================================

'Cadastrar currículo em sites na internet realmente funciona?'

trabalhe conosco sites
"Minha dúvida é simples", escreve uma ouvinte. "Quando num site de uma empresa tem aquele quadrinho dizendo 'Trabalhe Conosco', isso quer dizer o quê? Porque eu já me cadastrei em um monte de sites e em cada um deles tive de preencher uma sucessão de campos com informações pessoais e profissionais. Ao final dessa trabalheira, tudo que recebi foram respostas automáticas vagas, do tipo 'Obrigado por se cadastrar'. Se a empresa não está interessada em contratar através do site, por que ela oferece essa opção?"

Bom, primeiro as boas notícias: a empresa está interessada. E agora as notícias menos alvissareiras. O número de vagas é muito menor do que o número de cadastrados. Recentemente eu conversei com a gerente de um banco, e ela me disse que a quantidade diária de inscrições através do quadrinho "Trabalhe Conosco" no site, chega quase a mil. O que significa que em seis meses, o banco já acumulou um número de cadastrados que é maior que o número de funcionários efetivos. E, como nossa ouvinte descobriu, a quase totalidade dos inscritos recebeu um "Muito Obrigado".

Agora vamos ver como a coisa funciona depois que uma pessoa aperta o "OK" final do cadastro. Imediatamente, o sistema lê as informações e as cruza com os dados das vagas em aberto. Esse cruzamento é feito através de palavras-chave: um curso, uma especialização, um idioma, o tempo de experiência prática, ou até mesmo, o local de residência, porque para certas funções, existem empresas que preferem contratar pessoas que morem na vizinhança.

E por que a empresa simplesmente não revela os pré-requisitos para as vagas em aberto, o que eliminaria o desperdício de tempo de quem não se enquadra no que é solicitado? A empresa não faz isso porque ela não sabe quais serão as vagas abertas nos próximos meses. E no fim das contas, o sistema é tão rápido, que tanto faz analisar cem ou mil currículos. O cruzamento é feito em poucos segundos, e os candidatos aceitáveis são convocados para entrevistas.

Outra coisa: na maioria das empresas, o banco de dados é zerado a cada seis meses. Então, quem se cadastrou e acredita que tem um currículo chamativo, precisa se recadastrar periodicamente. É preciso ter uma boa dose de paciência, mas o sistema do "Trabalhe Conosco", embora seja impessoal e vago, realmente funciona.

Max Gehringer, para CBN.

2010-12-25

E se a Internet sempre tivesse existido?

Como seriam os sites conhecidos de hoje, com um visual (e com usuários) de décadas passadas? O escritor e ilustrador Jesse Eisemann fez para o College Humor uma série de imagens pensando como seria se esses sites existissem há algumas décadas passadas.

Como seriam os spams pegos no gmail na década de 20? Ou o RedTube na virada do século 19/20? Ou os downloads sensação via torrent na década de 1910? Ou o melhor de todos na minha opinião, o tumblr de Anne Frank?

sites vintage redtube

sites vintage pirate bay

sites vintage gmail

sites vintage monster

sites vintage tumblr

sites vintage webmd

sites vintage twitter

sites vintage facebook

Imagens via College Humor.
Blog Widget by LinkWithin