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2019-01-29

'Comecei na empresa há pouco tempo, mas meus colegas não me receberam bem' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 29/01/2019, com um ouvinte que começou em um emprego e não foi bem-recebido.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Comecei na empresa há pouco tempo, mas meus colegas não me receberam bem'

ambiente de trabalho colegas ruins

Escreve um ouvinte: "Comecei em uma empresa há pouco tempo e me deparei com um problema inesperado. Meus colegas não me receberam bem e continuam me ignorando. Não sei se é por causa da minha idade, já que todos são mais velhos do que eu e antigos de casa. Ou se é por causa da minha formação, já que meus colegas, quando muito, concluíram um curso superior, mas já há bastante tempo.

Pensei em falar sobre essa situação com o gerente do setor, mas temo que isso possa complicar, ainda mais, o que já não está bom. Você vê algum motivo que eu não esteja vendo, para esse tratamento pouco civilizado?"


Bom, começando pelo que você descreveu, eu posso ver um: o receio de seus colegas de que o sucesso de alguém jovem e bem-formado, possa levar a direção da empresa a cogitar a substituição dos mais antigos por outros com mais potencial, como você.

Mas não creio que o motivo possa ser só esse. É provável que você, mesmo sem intenção, tenha tido algum comportamento ou feito comentários que deixaram os seus colegas com um pé atrás.

Se você vê futuro nessa empresa, eu lhe sugiro não tentar ser agradável para compensar a má-vontade geral. Procure ser apenas eficiente, falando pouco e trabalhando bem.

O que realmente importa é como o seu gerente irá avaliar o seu desempenho. A retração de seus colegas irá cessar quando eles perceberem que você quer ser mais um no elenco, e não o astro principal.

Max Gehringer, para CBN.

2018-12-11

Como saber se está na hora de deixar o meu emprego? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 11/12/2018, sobre quando é a hora de deixar um emprego.

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Como saber se está na hora de deixar o meu emprego?

hora de deixar o emprego

Escreve um ouvinte: "Sei que você vai rir de mim, mas tenho dúvidas se estou numa boa empresa e se tenho um bom emprego. Às vezes me parece que sim, e outras me parece que não. E nunca sei se está, ou não, na hora de sair."

Bom, vou tentar simplificar. Digamos que existam dois tipos de emprego dos quais você não deve sair de imediato. O primeiro é aquele em que você não está ganhando bem, mas está aprendendo muitas coisas que lhe permitirão, um dia, ganhar bem. E o segundo é aquele em que você não está aprendendo nada de novo, mas está ganhando bem.

Misturando essas duas situações, um bom emprego é o que lhe proporciona bom salário e aprendizado útil. E um mau emprego é o que não lhe oferece nem uma coisa e nem outra.

Se você juntar a isso uma terceira variável, o ambiente de trabalho, pode ser que uma empresa que pague bem e possibilite o aprendizado, seja um inferno em termos de convivência entre chefes, subordinados e colegas. Numa empresa assim, vale a pena passar dois anos no máximo.

Mas também há empresas que pagam mal e não ensinam nada, mas possuem um ambiente de trabalho celestino. Nessas só vale a pena ficar quem não tiver muitas ambições ou quem tiver receio do horrível mundo que existe lá fora, pronto para devorar a quem pede a conta.

Eu espero que agora você possa pensar e se decidir. E não, não vou rir de você, porque a sua dúvida é muito pertinente, principalmente entre jovens até os 28 anos.

Max Gehringer, para CBN.

2018-08-24

Desemprego afeta candidatos com as mais variadas formações - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 24/08/2018, com uma ouvinte que se formou tecnóloga e não consegue emprego.

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Desemprego afeta candidatos com as mais variadas formações

brasil em crise desemprego

Escreve uma ouvinte: "Sou tecnóloga, formada este ano. E não estou conseguindo encontrar emprego. Isso ocorre por que os cursos de tecnólogos não são bem vistos pelo mercado de trabalho?"

Não. Isso acontece porque há uma crise. E o desemprego afeta candidatos a emprego de todos os tipos, bacharéis ou tecnólogos, tanto formados em cursos presenciais, quanto de ensino à distância.

No caso de jovens como você, um em cada três ou está desempregado, ou sub-empregado, ou fazendo algum bico para se manter, ou simplesmente parou de procurar vagas. É um número assustador.

Quanto aos tecnólogos, que são os formandos em cursos superiores de dois anos de duração, eles já sofreram mais preconceitos do que sofrem hoje. Os primeiros formandos esbarravam na resistência de muitos recrutadores, que haviam estudado quatro anos e não achavam justo contratar quem tinha se formado em metade do tempo.

Essa fase passou. As empresas já entenderam que, em muitos tipos de trabalho, uma educação de dois anos oferece conhecimentos suficientes para o desempenho de uma função específica.

Eu me formei em Administração. Mas no mundo atual, da interatividade e da informação instantânea e facilmente disponível, não tenho dúvidas de que eu poderia aprender em dois anos, o que aprendi em quatro.

Portanto o problema não é você e nem é o seu curso. É o Brasil, que patina no fundo do poço.

Max Gehringer, para CBN.

2018-07-04

Cobramos de jovens profissionais as mesmas coisas que não gostávamos que nos cobrassem - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 04/07/2018, com um ouvinte que está cansado de não se fazer ouvir por profissionais mais jovens.

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Cobramos de jovens profissionais as mesmas coisas que não gostávamos que nos cobrassem

jovens profissionais

Um ouvinte escreve: "Sou gerente de primeira linha de uma organização de porte. E estou cada vez mais preocupado pela dificuldade que os jovens mostram para ouvir. Não raramente, sou interrompido no meio de uma frase, por alguém com metade da minha idade e 1% da minha experiência, para escutar que a pessoa já entendeu tudo o que eu mal comecei a falar. Será que estamos diante de uma geração de profissionais hiperativos, que já chega ao mercado de trabalho sabendo tudo o que a minha geração levou décadas para compreender?"

Bom, eu não sei se isso irá contribuir para minorar a sua sofrência de primeira linha, mas vou lhe confessar algo.

Quando eu tinha 20 anos, eu não ouvia o que os outros me diziam, porque eu achava que sabia mais do que eles.

Quando eu tinha 30 anos, eu não ouvia o que os outros me diziam, porque eles achavam que sabiam mais do que eu.

E quando eu tinha 40 anos, os outros é que não me ouviam, pelos mesmos motivos que eu costumava não ouvir os outros.

Embora eu tenha aprendido que saber escutar é a base para tomar boas decisões, e me esforçado bastante para evitar falar quando deveria ouvir, a verdade é que nós cobramos dos jovens aquilo que não gostávamos que cobrassem de nós, quando nós tínhamos a idade deles.

Lembro-me que um dia, um professor de antropologia me explicou a inevitabilidade dessa obstinação adolescente. Mas acho que não prestei muita atenção.

Max Gehringer, para CBN.

2018-05-22

Sistema educacional não prepara os jovens para realidade do mercado de trabalho - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 22/05/2018, sobre como o sistema educacional brasileiro não prepara os jovens para o mercado de trabalho.

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Sistema educacional não prepara os jovens para realidade do mercado de trabalho

sala de aula vazia

Um ouvinte escreve: "Este é o meu primeiro emprego, mas acho que dei azar e entrei na empresa errada. Tenho visto aqui muitas coisas que contrariam as boas práticas de administração e o tratamento pessoal. Penso em mandar uma mensagem ao diretor, para levar ao conhecimento dele, fatos que ele talvez ignore. Ou isso, ou vou embora daqui. O que você me diz?"

Digo-lhe que você pode fazer as duas coisas simultaneamente, porque a primeira irá resultar na segunda.

O que você sente, e muitos jovens que ingressam no mercado de trabalho também estão sentindo, é um choque de tratamento.

Com as mudanças que foram implantadas no sistema educacional do país, desde o ensino fundamental, os alunos passaram a ser aprovados sem ter notas, não podem ser chamados a atenção pelo professor e não podem ter o seu desempenho comparado com os dos colegas.

Perto de tudo isso, o mercado de trabalho é um outro mundo. Desde o primeiro dia, vai existir cobrança, pressão e comparação direta.

Não é que as empresas tenham piorado, elas até melhoraram no quesito relações humanas. Mas o primeiro contato com a nova realidade costuma ser penoso, porque altera a dinâmica a que o estudante estava acostumado. O resultado tem sido a troca constante de empregos, uma ciranda que as empresas já não têm como evitar.

O que posso lhe dizer é que lá pelo terceiro emprego, você estará mais habituado, embora ainda não conformado.

Max Gehringer, para CBN.

2018-05-11

'Fui contratado ganhando menos do que outras empresas pagam pela mesma função' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 11/05/2018, com um ouvinte que entrou numa multinacional e descobriu que está ganhando menos do que outras empresas pagam.

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'Fui contratado ganhando menos do que outras empresas pagam pela mesma função'

salário menor

Um ouvinte escreve: "Faz um mês, participei de um processo para uma vaga de auxiliar administrativo em uma multinacional e fui admitido. Fiquei contente com a oportunidade até constatar que estou ganhando pouco.

Descobri isso da pior maneira, quando um amigo, que tem um trabalho semelhante, mas em uma empresa de médio porte, me contou quanto ele estava ganhando. E era 20% mais que eu ganhava. Depois, investigando aqui e ali, conclui que fui mesmo contratado por um valor baixo. Pergunto se seria inconveniente eu abordar esse fato com o meu gerente?"


Bom, inconveniente não seria, mas não irá mudar a situação.

Você pode avaliar a questão de outro modo. Ao receber a proposta, você considerou o salário razoável. E continuou a considerá-lo, até descobrir que outras empresas estão pagando melhor. Imagino que você tenha feito também uma comparação entre os benefícios oferecidos, já que o salário é uma parte da remuneração.

Mesmo assim, sugiro que você fique um ano na empresa. Aprenda o que puder e mostre que é bom. Se nesse ano você não receber nenhum reajuste, poderá conseguir outro emprego ganhando 30% mais, porque já terá, no currículo, a grife de uma multinacional.

Esse é um investimento que dá bom retorno e é por isso que tantos jovens querem começar a carreira em multinacionais, que, por sua vez, não precisam pagar altos salários iniciais porque sempre há um bom fluxo de candidatos.

Max Gehringer, para CBN.

2018-05-09

Não é raro encontrar um jovem recém-formado com experiência no mercado - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 09/05/2018, com um jovem que está com dificuldade para encontrar o primeiro emprego porque as vagas que lhe interessam sempre pedem experiência anterior.

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Não é raro encontrar um jovem recém-formado com experiência no mercado

jovens recém formados desempregados

Escreve um ouvinte: "Eu me formei e comecei a procurar emprego, mas praticamente todos os anúncios de emprego que me interessam, pedem experiência anterior na função. Isso não é meio contraditório? Como posso ter experiência se estou buscando o meu primeiro emprego?"

Bom, primeiro, essa não costuma ser uma exigência absoluta, é somente algo desejável. Ou seja, se não aparecer nenhum candidato com experiência prévia, alguém será admitido sem ela, porque o trabalho a ser feito não pode ficar esperando.

O problema, no seu caso, é que sempre vão aparecer muitos candidatos que preenchem o requisito. Tenha em conta que a empresa não está pedindo algo extraordinário ou incomum. Um jovem que se forma com 21 anos e já esteja trabalhando há dois ou três anos, não é nenhuma raridade no mercado.

Eu espero que isso responda à sua dúvida sobre a empresa estar sendo contraditória, embora eu saiba que não é o que você gostaria de ter ouvido.

Então, como não dá para você voltar no tempo e adquirir experiência, há dois caminhos possíveis. Um é entrar em uma empresa privada ou participar de um processo seletivo em uma delas, através da indicação de um amigo, ou parente, ou contato de rede social.

E a outra é tentar concursos públicos, já que neles não é exigida experiência anterior. E além disso, os salários iniciais costumam ser mais altos do que na iniciativa privada.

Max Gehringer, para CBN.

2018-05-02

Formação superior não garante emprego - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 01/05/2018, sobre como uma formação superior não é uma garantia de emprego.

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Formação superior não garante emprego

curso superior

Quatro ouvintes escreveram, colocando situações semelhantes. Eles, que se formaram em cursos superiores, não conseguem emprego na área. Os cursos em questão são Educação Física, Relações Internacionais, Jornalismo e Gestão de Marketing. Eu poderia acrescentar mais uma dúzia de cursos a essa lista, mas vamos aos fatos.

Primeiro: ao contrário do que muitos jovens acreditam ao escolher um curso, e seus pais mais ainda, ter um diploma de curso superior não é garantia de emprego na área de formação.

Segundo: as listas de profissões do futuro que aparecem todos os anos, precisam ser interpretadas com cuidado. Uma profissão que esteja em alta no momento em que um estudante começa um curso, poderá não estar mais quando ele o conclui. Por exemplo, quem optou por Hotelaria, quando o Brasil ainda se preparava para promover a Copa e as Olimpíadas, está tendo dificuldade para se empregar agora.

Terceiro: é preciso saber qual é a fonte das pesquisas. Muitas são traduções de publicações dos Estados Unidos, onde as exigências do mercado são bem diferentes das nossas.

Então, duas conclusões. O que está faltando no mercado brasileiro são técnicos. Eles conseguem emprego mais facilmente devido a carência de oferta, e depois poderão fazer uma faculdade já empregados.

E finalmente, começar a trabalhar cedo, aos 16 anos, permitirá ao jovem ter uma visão muito melhor do curso superior a ser escolhido.

Max Gehringer, para CBN.

2018-03-12

Agências de serviços temporários são opção para jovens desempregados - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 12/03/2018, com um jovem ouvinte que não está conseguindo um emprego.

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Agências de serviços temporários são opção para jovens desempregados

inserção no mercado de trabalho

Um ouvinte escreve: "Tenho 20 anos, concluí um curso superior em modalidade tecnológica e venho há meses tentando conseguir um emprego. Afinal de contas, a situação do Brasil melhorou ou não?"

Sim, melhorou em relação ao que o Brasil tinha sido, nos dois anos em que o PIB desabou. Porém, como você está constatando, essa melhora ainda está longe de resolver o problema do desemprego, principalmente em casos como o seu.

Segundo o IBGE, um em cada quatro jovens brasileiros entre 18 e 24 anos, terminou o ano passado sem emprego formal. Essa é a herança mais indigesta da crise econômica.

Para normalizar a situação, seria preciso que quatro milhões de vagas fossem criadas em curto prazo.

A sugestão que posso lhe dar de imediato é a de se cadastrar em agências que fornecem serviço temporário a empresas. Embora seja um trabalho transitório, ele oferece a oportunidade de entrar em uma empresa, mostrar serviço, chamar a atenção e, eventualmente, receber uma proposta para se tornar um empregado fixo.

Recomendo-lhe também não se ater somente ao curso em que você se formou. O seu diploma é um passe de entrada no mercado de trabalho, e não uma barreira para que você rejeite vagas em outras áreas.

A sua avaliação é correta. Uma melhora nas contas do governo não é um alívio para quem procura emprego e não acha. Mas essa é a situação presente. E é preciso saber aproveitar as poucas brechas que aparecem para se inserir no mercado de trabalho.

Max Gehringer, para CBN.

2017-12-18

Não existe prazo para empresa promover funcionário - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 18/12/2017, sobre o prazo máximo para que um funcionário seja promovido pela empresa.

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Não existe prazo para empresa promover funcionário

sem promoção no trabalho

Um ouvinte pergunta: "Qual é o prazo máximo para que uma empresa me dê uma promoção?"

Não existe nenhum prazo estabelecido. Não sei se você me ouviu dizer isso, mas vou repetir: sete de cada dez pessoas que ingressam no mercado de trabalho, nunca serão promovidas.

A falta de uma promoção não significa, necessariamente, que um profissional seja ruim no que faz. Pelo contrário, ele pode ser ótimo e ter todo o respeito da empresa pelo trabalho executado, mas uma promoção não é, obrigatoriamente, o passo seguinte. Na verdade, ela seria a exceção e não a regra.

Mas as coisas mudam e uma coisa que mudou nos últimos vinte anos é que há muito mais profissionais ansiosos por uma promoção, do que havia até o final do século passado. Isso se deve ao fato de que há mais jovens ingressando no mercado de trabalho com o curso superior, com mais informações sobre o mercado do que jovens de gerações anteriores tiveram, e com pais mais atentos ao progresso da carreira dos filhos.

Tudo isso junto gera uma sadia ambição de um crescimento em curto prazo, mas continua a existir a barreira natural, de que em sete em cada dez não serão promovidos. E os três que são, dificilmente conseguem a primeira promoção antes do terceiro ano na empresa.

Se eu puder lhe dar um limite, eu diria que quem não for promovido com dez anos de empresa, dificilmente será depois disso. Mas esse certamente não será o seu caso, porque querer ajuda a conseguir. E há muitos que nem querem e nem esperam.

Max Gehringer, para CBN.

2017-10-19

Desilusão com o mercado de trabalho faz com que jovens troquem de trabalho com frequência - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 19/10/2017, com um jovem ouvinte que está pensando em trocar novamente de emprego, mesmo já tendo tido sete nos últimos seis anos.

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Desilusão com o mercado de trabalho faz com que jovens troquem de trabalho com frequência

desiludido com mercado de trabalho

Um ouvinte escreve: "Tenho 26 anos e uma carreira tumultuada. Comecei a trabalhar aos 20 anos e passei por sete empregos, incluindo este em que estou agora, e do qual não gosto porque qualquer pessoa capaz de respirar poderia fazer o que faço. Pergunto se eu teria maiores possibilidades de conseguir uma vaga decente, se eu eliminasse os quatro primeiros empregos do meu currículo e deixasse só os três últimos?"

Vamos lá. Se os três últimos estiverem contidos em um espaço de três anos ou menos, como aponta a sua média de empregos até agora, você continuaria a ter que dar explicações sobre a sua mobilidade.

O que lhe sugiro é tentar entender porquê você fica tão pouco tempo em empregos. Depois de sete deles, parece-me claro que não foi por você só ter trabalhado em empresas ruins. Seria azar demais se isso tivesse acontecido. Portanto você não consegue se estabilizar porque se desilude muito facilmente com o trabalho ou a empresa ou os chefes.

Não que você seja um caso extraordinário. Muitos jovens vêm encarreirando vários empregos em curto tempo e, assim como você, percebem em algum momento que o próximo emprego não será melhor que o atual.

O que posso lhe recomendar é esforçar-se mais para permanecer em um emprego. Ou então aceitar que você terá uma carreira nômade em empresas que exigem pouco dos admitidos e não se incomodam em ter alta rotatividade. Não que isso seja ruim, mas os salários são.

Max Gehringer, para CBN.

2017-10-16

Mudança na educação criou geração com dificuldades no mercado de trabalho - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 16/10/2017, sobre como a mudança na educação dos últimos tempos criou uma geração com dificuldades para se acomodar no mercado de trabalho.

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Mudança na educação criou geração com dificuldades no mercado de trabalho

jovens e mulheres no mercado de trabalho

Uma mãe ouvinte escreve: "Minha filha conseguiu o primeiro emprego, em uma empresa da qual sempre ouvimos falar bem. Só que no dia-a-dia não tem sido assim. A chefe de minha filha é uma pessoa arrogante, que não admite ser contrariada, além de exercer uma pressão excessiva sobre os funcionários. Minha filha está pensando em desistir desse emprego e não sei o que dizer a ela."

Muito bem. Diga que isso é o que ela encontrará em qualquer emprego que ela consiga.

De uma geração para cá, o Brasil passou por uma transformação no ensino: os professores se tornaram mais brandos em relação à disciplina, os alunos deixaram de ser cobrados por notas e a competição direta entre alunos foi extinta, já que divulgar que um é melhor que o outro se tornou politicamente incorreto.

Se tudo isso trouxe alívio e conforto para os alunos em curto prazo, por outro lado, trouxe em médio prazo o problema de encarar o mercado de trabalho, que igualmente teve melhorias no tratamento, mas nem de longe comparáveis com a dos bancos escolares.

O reflexo dessa situação foi o das mudanças constantes de emprego, até que o profissional se convença de que está em um novo universo, no qual pressão e competição são vistas como situações normais.

Como sua filha talvez não se convença disso, permita que ela mude. Somente a experiência irá ensinar a ela como se adaptar às exigências do mercado de trabalho.

Max Gehringer, para CBN.

2017-09-25

As surreais e sombrias pinturas de Hanna Jaeun

Hanna Jaeun é uma artista dos Estados Unidos que produz pinturas delicadas, mas com toques surreais e sombrios. Retratando principalmente meninas e jovens mulheres, o ar inocente delas é trocado por ar sombrio e bizarro, seja mesclando as meninas a animais ou envoltas por obscuros cenários com um ar de perigo.

Hanna Jaeun em suas pinturas subverte a expectativa da juventude feminina contrapondo elementos sombrios, simbólicos e religiosos, talvez como uma metáfora da passagem de suas jovens para o mundo adulto, criando no final pinturas surreais e fantásticas, mas com um toque levemente perturbador.

As pinturas de Hanna Jaeun retratam tanto a angústia natural das jovens meninas transformadas em imagens surreais, quanto outros aspectos do crescimento, como a perda da inocência e o despertar de novas sensações.

Vejam as surreais e sombrias pinturas de Hanna Jaeun:

Hanna Jaeun arte pinturas surreais sombrias meninas jovens religião simbolismo

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Hanna Jaeun arte pinturas surreais sombrias meninas jovens religião simbolismo

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Imagens via site de Hanna Jaeun. Dica via Empty Kingdom - EK Interview: Hanna Jaeun.

2017-08-14

Experiência universitária não é garantia de emprego imediato - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 14/08/2017, com um ouvinte que está com dificuldade para achar seu primeiro emprego.

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Experiência universitária não é garantia de emprego imediato

primeiro emprego

Um ouvinte escreve: "Tenho 25 anos e estou em busca do meu primeiro emprego, mas até agora só acumulei frustrações. Entendo que existem pessoas que precisam trabalhar enquanto estão estudando, mas como esse não era o meu caso, me dediquei a aproveitar ao máximo tudo o que o curso que fiz podia ensinar. Participei de todas as atividades possíveis e fiz parte de todos os grupos de trabalho que surgiram. Será que nada disso tem valor para o mercado de trabalho?"

Sim, tem. Tudo o que você aprendeu será útil na execução de um trabalho, mas não é garantia de um emprego imediato, como você já percebeu.

Isso porque o recrutador sabe o que é uma faculdade, mas um candidato que nunca trabalhou não sabe o que é uma empresa: não sabe como as relações entre pessoas funcionam nela, ou como se posicionar em uma discussão, ou como estabelecer uma relação produtiva entre subordinado e chefe.

Nada disso é ensinado em escolas e o aprendizado só virá com a prática no dia-a-dia. Por isso, empresas tendem a contratar quem já tenha alguma experiência, porque esses candidatos terão menos dificuldades para se enquadrar em um ambiente profissional que será completamente diferente do ambiente escolar.

É por esse motivo que começar a trabalhar cedo é importante. Mas tudo isso não significa que você não virá a ser um excelente profissional. Mas significa que ao procurar o primeiro emprego, você terá desvantagem em relação a quem já tem quatro ou cinco anos de experiência.

Max Gehringer, para CBN.

2017-03-22

'Leio que a economia está melhorando, mas continuo desempregada' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 22/03/2017, com uma ouvinte que continua desempregada e quer saber se as notícias de que a economia está melhorando se aplicam a todos.

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'Leio que a economia está melhorando, mas continuo desempregada'

desemprego no brasil crise jovens

Uma ouvinte escreve: "Tenho lido notícias de que a situação econômica do país está melhorando e que os índices estão mostrando sinais de recuperação. Mas não vejo nenhum reflexo dessa melhora. Para mim, tudo continua na mesma. Estou desempregada há mais de um ano e fazendo bicos para pagar as contas. E olha que não estou querendo ser vice-presidente de multinacional, só almejo um empreguinho decente para me manter. Será que o trem está passando e eu não estou vendo?"

Não, sua visão está ótima. A questão está na maneira como os dados econômicos devem ser entendidos. A previsão é de que o PIB desse ano cresça 1% sobre o ano passado. Comemorar esse fato seria a mesma coisa que comemorar um gol depois de ter levado sete, porque esse foi o tamanho do tombo do PIB nos últimos dois anos.

Na prática, isso significa que centenas de milhares de jovens que deveriam ter ingressado no mercado de trabalho não conseguiram vagas. E outros tantos também não encontrarão portas abertas para iniciar dignamente uma carreira este ano.

Para que a situação do emprego se equilibre, o PIB do Brasil precisará crescer entre 3% e 5% ao ano durante três ou quatro anos seguidos. Por enquanto, como ponderou nossa ouvinte, a solução é o bico informal ou um negócio próprio ou, o que é pior, um jovem optar por nem procurar emprego.

Os jovens representam atualmente um terço do número total de desempregados. É um doloroso desperdício do potencial da geração mais diplomada e mais bem informada que esse país já produziu.

Max Gehringer, para CBN.

2017-03-16

'Tenho 17 anos e quero atingir cargos de responsabilidade em empresas de porte' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 16/03/2017, com um jovem ouvinte que está entrando no mercado de trabalho e almeja atingir cargos de responsabilidade em grandes empresas.

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'Tenho 17 anos e quero atingir cargos de responsabilidade em empresas de porte'

ultrapassando multidão

Um ouvinte escreve: "Tenho 17 anos e estou prestes a ingressar no mercado de trabalho. Tenho como objetivo desenvolver uma carreira que me permita atingir cargos de alta responsabilidade em empresas de porte, mas imagino que neste momento milhões de jovens devem estar pensando a mesma coisa que eu. O que posso fazer para encarar essa competição?"

Vamos lá. A primeira boa notícia é que você não precisará ser melhor do que milhões de concorrentes. Só precisará ser melhor que 29. Isso porque em empresas de porte, em média, cada grupo de 30 funcionários tem 1 líder.

A segunda boa notícia para você é que nem todo mundo quer ser líder. Pelo menos metade dos seus colegas irá se sentir bem cooperando, mas não mostrará propensão ou disposição para chefiar. Isso já irá reduzir o número de seus potenciais concorrentes a 15, no máximo.

Aí, há duas palavras que você precisará ter em mente desde o primeiro dia: resultados e relacionamento. Os bons resultados irão mostrar a seus superiores que você poderá ser o líder que a empresa precisa ter. E o bom relacionamento mostrará a seus colegas que você poderá vir a ser o chefe que eles gostariam de ter.

E finalmente uma palavra que desagrada os jovens: paciência. Em grandes empresas, a primeira promoção ocorre depois de dois anos, no mínimo. A essa altura, você terá apenas dois ou três concorrentes para superar, em vez de alguns milhões.

Não que isso irá remover as pedras do seu caminho, mas pelo menos você já tem uma primeira noção de quantas pedras serão e onde elas estarão.

Max Gehringer, para CBN.

2017-03-14

'Rotina de trabalho e faculdade me deixa exausto' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 14/03/2017, com um ouvinte que se sente exausto com a rotina de trabalho e faculdade.

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'Rotina de trabalho e faculdade me deixa exausto'

rotina trabalho faculdade

Um ouvinte escreve: "Tenho 20 anos e estou no segundo ano da faculdade. Trabalho durante o dia em período integral e estudo a noite. Meu problema é que essa rotina está prejudicando tanto o meu trabalho quanto os meus estudos. Todos os dias acordo às seis da manhã e vou dormir perto da meia-noite. Você me recomendaria alguma outra opção menos fatigante?"

Bom, a primeira coisa que eu poderia lhe recomendar é uma consulta médica para avaliar o seu estado clínico e físico. Não é normal que um jovem de 20 anos se sinta fatigado por cumprir uma rotina como a sua.

Porém, como você não especificou o tipo de serviço que executa, posso assumir que você tenha um trabalho que cause esgotamento físico, como por exemplo, em uma linha de produção. E nesse caso, você teria as seguintes opções:

A primeira, conseguir outro emprego de meio-período e continuar estudando a noite. Segunda: completar o curso superior pela modalidade de ensino a distância. Terceira: parar de trabalhar até concluir a faculdade e estudar durante o dia.

Agora, caso o seu serviço atual não seja fisicamente estafante, minha recomendação seria a de você manter a rotina atual. Ela é a opção de metade dos jovens que fazem faculdade no Brasil e eles são centenas de milhares.

Esse é um período de sacrifício, sem dúvida, mas que lhe dará duas vantagens na carreira. A primeira será de ter o diploma de curso superior. E a segunda, a de ter adquirido experiência prática de trabalho antes dos vinte anos.

Por isso, se lhe for possível resistir, resista, porque a compensação virá.

Max Gehringer, para CBN.

2017-03-02

Aspirações dos jovens estão no curto prazo, mas empresas pensam em longo - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 02/03/2017, sobre o mercado de trabalho e os jovens.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Aspirações dos jovens estão no curto prazo, mas empresas pensam em longo

jovens no mercado de trabalho

Um ouvinte escreve: "Tenho 23 anos e formação superior. Faz meses que venho procurando um emprego sem sucesso. O problema sou eu ou é a falta de vagas?"

Pode parecer um paradoxo, mas existem vagas abertas. E não são poucas, mas que não são preenchidas por falta de candidatos que satisfaçam os requisitos.

O problema está no conflito de interesses. Os jovens que ingressam no mercado de trabalho têm uma boa noção daquilo que desejam de uma empresa, mas não se preocupam tanto em entender o que as empresas estão necessitando.

É por isso, por exemplo, que faltam técnicos no mercado. Cada vez menos jovens optam por uma formação técnica antes de ingressar em um curso superior e isso gera um desequilíbrio no mercado, com falta de candidatos de um lado e excesso do outro.

Outro fator é a urgência. As aspirações dos jovens estão centradas mais no curto prazo, enquanto as empresas continuam a agir pensando em médio e longo prazo. Isso conduz à troca constante de empregos, que faz com que as empresas sejam mais seletivas nas contratações, mesmo que isso implique deixar uma vaga aberta.

Então, respondendo a sua pergunta, o problema não é nem você e nem a falta de vagas. É a falta de sintonia entre o que as empresas precisam e o que os candidatos oferecem. Como já tem o curso, você encontrará o seu emprego se acertar no discurso.

Max Gehringer, para CBN.

2017-02-15

Com mais informações, as decisões na carreira serão melhores - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 15/02/2017, com uma jovem ouvinte que está prestes a entrar no mercado de trabalho.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Com mais informações, as decisões na carreira serão melhores

jovens entrando no mercado de trabalho

Uma ouvinte escreve: "Tenho 16 anos e ouço você desde que tinha 10, no rádio do carro, quando meu pai me levava à escola. Agora que vou ingressar no mercado de trabalho, relembro o que ouvi e me sinto meio assustada, como se estivesse entrando num mundo cheio de criaturas estranhas. Será que vou sofrer muito?"

Não, claro que não. O objetivo do que falo não é assustar, é prevenir.

Durante a sua carreira, você terá que tomar muitas decisões. E quanto mais informações você tiver, melhores serão as suas decisões, desde que você saiba ponderá-las e escolher a mais apropriada para cada situação.

O contrário disso seria como alguém lhe dizer que você pode ser atropelada se atravessar a rua sem olhar e você decidir nunca mais atravessar uma rua.

Nas empresas, você encontrará pessoas que não serão muito diferentes dos seus parentes. Toda família tem alguém que se acha melhor do que é, ou que mente, ou que promete coisas que não pode cumprir. Mas essas são as exceções. A maioria dos parentes é de gente boa e confiável. E assim será nas empresas.

Você terá algumas frustrações e decepções, mas 9 de cada 10 pessoas com as quais você irá conviver lhe deixarão boas lembranças, desde que você as trate como gostaria de ser tratada.

Enfim, atravessar a larga rua corporativa não será nada assustador. Apenas irá requerer atenção, cuidado e paciência para esperar o momento certo.

Max Gehringer, para CBN.

2016-11-18

'Tenho boa formação e não consigo um emprego decente' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 18/11/2016, com um jovem ouvinte que tem uma boa formação, mas não consegue um bom emprego.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Tenho boa formação e não consigo um emprego decente'

procurando emprego

Um ouvinte escreve: "Tenho 24 anos, boa formação e não consigo um emprego decente. Na verdade, nem mesmo um indecente, já que as propostas que aparecem são para ganhar uma miséria, que não pagaria nem mesmo o meu deslocamento. Fico me perguntando: por que investi tanto em estudos se o retorno é tão miserável?"

Você faz parte de um contingente que, além de não conseguir uma vaga adequada, também está se desiludindo com o mercado de trabalho. E não sei lhe dizer qual das duas coisas é a pior.

Os jovens são a fatia que mais está sofrendo com o que ocorreu nos últimos anos. A maioria das vagas que foram cortadas atingiram funções desempenhadas por profissionais entre 18 e 30 anos. Pior ainda, não foram criadas oportunidades para o meio milhão de jovens que anualmente começam a buscar o primeiro emprego.

Para que o mercado se equilibre, seria necessário que fossem abertas rapidamente dois milhões e meio de vagas para profissionais com menos de 30 anos. E nada indica que isso acontecerá em breve tempo.

A solução tem sido a tentativa de se estabelecer por conta própria ou, infelizmente, a de desistir de continuar buscando um emprego enquanto a situação não der sinais de melhora.

De fato, está difícil para um jovem encontrar um emprego bom. Mas começar em um abaixo da expectativa ainda é o primeiro passo para se inserir no mercado. Não é a solução ideal, mas é a que está a mão.

Max Gehringer, para CBN.

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