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2018-07-06

Empresas levam em consideração bom uso do português por candidatos - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 06/07/2018, com uma ouvinte que foi eliminada de um processo seletivo de estágio por causa do português.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Empresas levam em consideração bom uso do português por candidatos

escrever bem português

Uma ouvinte escreve: "Participei de uma seleção para estágio em uma empresa grande e famosa, mas nem tive chance de mostrar as habilidades que acredito ter, porque fui eliminada já na primeira rodada, na prova escrita.

Depois de informar os resultados, o coordenador do teste explicou que havia sido levado em consideração não o conteúdo do texto, mas a gramática. Fiquei em dúvida se a empresa estava querendo alguém capaz de pensar e de se expressar, ou um futuro candidato a uma vaga na Academia Brasileira de Letras."


Não. Empresas não estão procurando literatos, que utilizem mesóclises para preencher um relés relatório de despesas. Mas permita-me dizer que você terá muito mais oportunidades futuras se souber se expressar corretamente, falando e escrevendo.

Nas redes sociais, há uma etiqueta que veda críticas a erros de português. E muita gente acredita que essa tolerância se estende, ou deveria se estender, também a empresas privadas ou a concursos públicos. Mas não é bem assim, como você pôde constatar na prática.

Posso lhe sugerir um curso de língua portuguesa online. Você encontrará uma infinidade deles em uma busca na internet. E muitos são gratuitos. Se você se inscrever em um deles, posso lhe garantir que esse aprendizado será muito mais útil para sua carreira profissional do que você imagina, neste momento.

Max Gehringer, para CBN.

2017-10-24

'Como descrever o meu nível de inglês no currículo?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 24/10/2017, com uma ouvinte que está em dúvida sobre como descrever o seu nível de inglês no currículo.

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'Como descrever o meu nível de inglês no currículo?'

inglês no currículo

Uma ouvinte escreve: "Minha dúvida é: como descrever, no currículo, o meu nível de inglês? Sou capaz de ler razoavelmente e de manter uma conversação, desde que a outra pessoa não fale num ritmo muito acelerado. Isso seria o quê?"

Bom, em uma escala de 1 a 10, sendo que 10 seria um nativo e 1 seria alguém que reconhece algumas palavras, você estaria num nível 5.

Você poderia colocar em seu currículo que tem inglês intermediário, palavra que define quem já aprendeu mais do que a média, mas ainda tem muito a aprender para se tornar fluente. Isso já seria suficiente para você se candidatar a um emprego em que a fluência não será necessária.

Já quando uma vaga exigir que o candidato use o inglês, falado e escrito, em seu trabalho, aí não há palavras que possam impressionar quem for avaliar o currículo, porque o candidato será submetido a testes orais por profissionais que não irão falar mais devagar para serem entendidos.

Um teste prático, para quem está em dúvida sobre a própria proficiência, é assistir a um trecho de filme sem legendas e em seguida com legendas, para ver o quanto realmente foi captado.

Usualmente quando uma empresa busca um candidato com nível de inglês 8 ou acima, só consegue a vaga quem passou um ano no exterior. Por isso, se você tiver a possibilidade de fazer um intercâmbio, aproveite. Será um bom investimento para toda a sua carreira.

Max Gehringer, para CBN.

2015-10-08

'Curso de inglês no Brasil é apenas enganação?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 08/10/2015, com um ouvinte que fez um curso de inglês no Brasil e quando chegou na Inglaterra, teve dificuldades para ser entendido.

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'Curso de inglês no Brasil é apenas enganação?'

falando inglês

Um ouvinte escreve e dá um depoimento interessante. Diz ele: "Aproveitando que tenho passaporte da comunidade europeia, decidi tentar a minha sorte profissional na Inglaterra. Cheguei aqui faz três meses e a minha primeira surpresa foi a de descobrir que o meu inglês era insuficiente. Eu tinha feito curso de inglês no Brasil, de longa duração, e atingindo o nível dito 'fluente'. Pensei que isso significasse que eu entenderia e seria entendido, mas ao chegar aqui descobri que ninguém compreendia o que eu falava. É isso mesmo? Os cursos de inglês no Brasil são só enganação?"

Claro que não. O que acontece é que os cursos fornecem a base necessária, tanto em gramática quanto em pronúncia, mas a fluência somente é obtida pela prática frequente e contínua da conversação. Esse é o principal motivo que leva jovens brasileiros a decidir fazer um intercâmbio em países de língua inglesa. Tendo que usar somente o idioma do país visitado, a fluência é adquirida em seis meses.

Um bom teste para quem faz um curso de inglês é assistir a um filme sem legendas. Ter inglês fluente significa entender pelo menos 80% do que é falado na tela, sem ter que parar e pensar no que acabou de ouvir.

Muita gente que eu conheço não estudou inglês no exterior, mas fala fluentemente porque trabalha em empresas em que o uso do idioma é requerido em apresentações ou em conversas com expatriados.

Tirando isso, fazer um curso de inglês no Brasil é um ótimo ponto de partida, mas não é a linha de chegada.

Max Gehringer, para CBN.

2015-03-17

Aprenda a ser Chefe: Existe uma solução para qualquer situação - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 17/03/2015, com a série "Aprenda a ser Chefe", com uma lição para a carreira: existe uma solução para qualquer situação, por mais complicada que ela pareça, baseada em um verbo e um pronome: esforce-se.

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Aprenda a ser Chefe: Existe uma solução para qualquer situação

trabalhando duro

Nós somos brasileiros. Temos a nossa cultura, nosso jeito e nossas idiossincrasias, uma palavra complicada que impressiona bem em conversas corporativas.

Um dia, eu recebi um convite para participar de um processo seletivo em uma empresa multinacional, para um cargo de chefia. Era uma tremenda oportunidade, a melhor da minha vida até então. Tudo o que eu precisava fazer era encarar um par de entrevistas e ser melhor do que outros dois candidatos.

"Tudo bem", eu pensei. E eu pensei cedo demais. A última das entrevistas seria com um executivo gringo, em inglês, e eu não falava mais que dez palavras em inglês.

Como bom brasileiro, sempre em busca de compreensão, carinho e uma passadinha de mão na cabeça, eu expliquei a situação para o presidente da empresa no Brasil, com a certeza de que ele me livraria da entrevista em inglês. Ele me ouviu e me respondeu: "Esforce-se". E eu quase caí da cadeira.

Como assim, esforce-se? A entrevista seria na manhã do dia seguinte. Como é que alguém vai conseguir aprender inglês em doze horas, por mais esforçado que seja? Mas o presidente nem quis ouvir meus argumentos.

O verbo que ele usou estava no tempo imperativo, não era uma sugestão, era uma ordem em forma de recado. A entrevista estava marcada, seria em inglês e cabia somente a mim, decidir se continuava no processo ou se desistia dele.

No dia seguinte, trêmulo do topete ao bico do sapato, eu levei para a entrevista um bloco de papel e uma caneta. E tentei me comunicar com o gringo através de desenhos e de mímica.

Para minha surpresa, fui aprovado e contratado. Mais do que um novo emprego, eu aprendi a lição mais valiosa da minha vida profissional: a de que existe uma solução para qualquer situação, por mais complicada que ela possa parecer.

As coisas não estão acontecendo? Falta reconhecimento? Não há oportunidades? Tudo é difícil? Não dá tempo? A resposta para esses e para todos os outros entraves de uma carreira estará sempre em um verbo e um pronome: esforce-se.

Max Gehringer, para CBN.

2014-11-10

Na dúvida, envie uma versão em inglês e outra em português do seu currículo à empresa - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 10/11/2014, sobre enviar currículos em português e em inglês quando um anúncio de vaga está escrito em inglês.

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Na dúvida, envie uma versão em inglês e outra em português do seu currículo à empresa

currículo em inglês

Um ouvinte escreve: "Tenho visto muitos anúncios de emprego redigidos em inglês, em sites de empresas ou de consultorias de recolocação. Entendo que o objetivo seja o de filtrar, já na publicação do anúncio, a fluência no idioma inglês. A minha dúvida é se devo mandar dois currículos, um em inglês e outro em português, pois sei que, em muitos casos, os currículos são recebidos por estagiários de recursos humanos que farão a triagem inicial e talvez alguns deles não tenham inglês fluente."

Uau! Mas vamos lá. Primeiro, por que razão uma organização que exige inglês fluente de candidatos a emprego concederia uma vaga de estágio a alguém que não tenha inglês fluente? E segundo, atualmente há tantos jovens fazendo longos intercâmbios no exterior, que está ficando cada vez mais fácil para as empresas encontrar estagiários que falem inglês quase como se fossem nativos, gírias incluídas.

Agora, como você afirmou que sabe de muitos casos de empresas que contratam estagiários que não falam inglês para fazer a triagem de currículos em inglês, não sou eu que irá desmenti-lo. Apenas fico imaginando qual seria a lógica de uma situação absurda como essa.

De qualquer maneira, a resposta é: sim, não custa nada você mandar as duas versões de seu currículo, porque nesse caso, pecar por excesso será mais conveniente do que pecar por omissão.

Max Gehringer, para CBN.

2014-09-03

Vale a pena estudar mandarim ou inglês já é suficiente para atender a demanda do mercado? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 03/09/2014, sobre se com o aumento da importância da China, vale a pena estudar mandarim ou se apenas o inglês já é suficiente.

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Vale a pena estudar mandarim ou inglês já é suficiente para atender a demanda do mercado?

idiomas

Um ouvinte pergunta: "Com o crescimento econômico da China e a sua relevância como parceiro econômico do Brasil, valeria a pena estudar mandarim ou o inglês já é suficiente para atender à demanda do mercado?"

Bom, você pode estudar os dois. Mas caso decida optar por um só, sem dúvida, seria o inglês. Como bem sabemos, o Brasil também vem se tornando um parceiro comercial relevante para a China, mas nem por isso os chineses decidiram aprender português para poder negociar melhor conosco.

Por outro lado, se você pensar em oportunidades no mercado de trabalho brasileiro, há bem mais empresas coreanas do que chinesas, por aqui. Então valeria a pena aprender coreano? Também não. Os executivos dessas empresas falam inglês, assim como fazem os chineses, suecos, noruegueses...

Pensando no mercado de trabalho, a diferença entre o inglês e qualquer outro idioma é que o inglês amplia e os demais restringem. Falando fluentemente o inglês, você poderá se entender com uma dúzia de empresas de diferentes nacionalidades. Falando qualquer outra língua, irá se entender com uma só.

Um segundo idioma estrangeiro certamente agregará mais uma estrelinha a seu currículo, irá impressionar muito bem a quem for entrevistá-lo. Mas não tenha dúvidas de que, se você só falar um outro idioma que não seja o inglês, há enormes chances de você perder a vaga para alguém que seja fluente em inglês.

Max Gehringer, para CBN.

2014-03-18

'Estou cada vez mais preocupado com o nível dos meus alunos' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 18/03/2014, com um ouvinte professor que está preocupado com o nível dos alunos em português.

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'Estou cada vez mais preocupado com o nível dos meus alunos'

língua portuguesa

Um ouvinte escreve: "Sou professor de Administração em uma faculdade respeitada. De uns anos para cá, tenho me preocupado cada vez mais com o nível que meus alunos trazem do ensino médio. A maioria tem dificuldade para escrever corretamente uma simples frase, com sujeito, verbo e predicado. Os trabalhos escolares, quando não são espertamente copiados da internet, são entregues com erros elementares que me doem a vista e me partem o coração. Tenho reiterado a meus alunos que eles precisariam fazer um curso paralelo de gramática, para aprender o que deveriam ter aprendido há anos, mas percebo que bem poucos enxergam a situação dessa maneira. Por gentileza, me dê uma ajuda."

Bom, professor, a falência do ensino começou há uns 40 anos, quando provas escritas que obrigavam o aluno a saber gramática e ortografia foram substituídas por provas de múltipla escolha com cruzinhas. E o caos veio quando os alunos dos cursos básicos passaram a ser aprovados compulsoriamente para melhorar as estatísticas do ensino.

O que posso dizer é que o teste de português elimina a maior parte dos candidatos em vagas de grandes empresas. E que essa deficiência não é relevada se o candidato tiver um curso de pós-graduação ou souber falar inglês.

Algumas faculdades, bem poucas por enquanto, introduziram no currículo escolar uma atualização de português. E só aí muitos alunos perceberam que estavam cometendo erros primários.

Por outro lado, há quem saiba escrever e falar corretamente. E esses levarão uma apreciável vantagem em testes e entrevistas.

Max Gehringer, para CBN.

2014-01-23

'Teste de português deixou de ser feito em admissões?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 23/01/2014, sobre a importância do português na carreira.

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'Teste de português deixou de ser feito em admissões?'

língua portuguesa

Um ouvinte escreve: "Sou professor de um curso de pós-graduação em uma universidade muito conceituada. Gosto de dar aulas, mas uma situação me chama a atenção e me preocupa. O nível de meus estudantes, todos devidamente graduados, é bem baixo no tocante ao português. Fico assombrado com os erros elementares que eles comentem ao redigir. E mais assombrado ainda porque muitos deles ocupam ótimos cargos em empresas de porte e ganham excelentes salários.

Com extremo cuidado para que ninguém se ofendesse, sugeri à classe uma imersão em português, com professores particulares. Mas nenhum dos alunos me levou a sério. Imagino que eles ignorem a dimensão do problema. Pergunto se o teste de português deixou de ser feito por empresas nos processos de admissão?"


Não, não deixou. O teste continua a ser feito e reprova mais da metade dos candidatos. Mas isso só acontece nos processos para vagas iniciais, como assistentes ou auxiliares. Ao contratar um engenheiro, por exemplo, empresas não testam o conhecimento dos candidatos em gramática e ortografia. Porque em funções muito técnicas a redação pouco irá influir no resultado do trabalho.

Mesmo concordando com a sua aflição e preocupação com o nosso idioma, sinto dizer-lhe que empresas não têm a obrigação de suprir deficiências que vem desde o ensino básico. Mas o seu conselho é válido para quem está entrando agora no mercado de trabalho.

Saber escrever corretamente está se transformando em um diferencial. E por isso, quem domina o português, falado e escrito, tem bem mais chances de seguir adiante em processos de seleção.

Max Gehringer, para CBN.

2013-11-27

'Fui criticada após relatar erros gramaticais em comunicações internas da empresa' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 27/11/2013, com uma ouvinte que foi criticada na empresa depois de apontar erros de português nas comunicações internas.

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'Fui criticada após relatar erros gramaticais em comunicações internas da empresa'

erros apagando problema borracha

Uma ouvinte escreve: "Eu sempre encontro muitos erros gramaticais nas comunicações internas da empresa em que trabalho. Por isso, enviei um e-mail muito educado para a coordenadora de marketing, que é, em minha empresa, a área que mais assassina o português. A reação dela foi desproporcional à minha boa intenção. Ela respondeu com um e-mail mal criado, com várias cópias, incluindo uma para o meu chefe. E todos chegaram à conclusão de que eu havia me intrometido em algo que não tinha relação direta nem com o meu trabalho, nem com o negócio da empresa. Diplomaticamente eu me desculpei com todos, mas estou magoada. E pergunto se agi tão errado assim?"

Bom, do ponto de vista profissional, sim. Imagino que as comunicações externas da sua empresa passem por um crivo mais acurado e que somente as mensagens do dia a dia contenham os erros que você aponta. E isso não influi nos resultados.

Já do ponto de vista de quem se preocupa em preservar a integridade da língua, você agiu certo. O problema é que hoje um aluno só aprende bem o português se tiver um interesse particular no assunto, porque as crianças são aprovadas mesmo escrevendo errado. E daí em diante, fica difícil consertar o estrago.

Se a sua empresa não faz um teste de português para admitir candidatos, ou se ela acredita que escrever corretamente não é importante, ou se ela se rendeu ao fato de que poucos candidatos seriam aprovados em um teste rigoroso, nem por isso você deve ficar magoada por ter tentado. Se não dá para você mudar o sistema, pelo menos não deixe o sistema mudar você.

Max Gehringer, para CBN.

2013-10-11

'Como cobrar algo de meu gerente sem que ele se incomode?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 11/10/2013, com um ouvinte que quer cobrar o chefe que usa vários termos em inglês corporativo.

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'Como cobrar algo de meu gerente sem que ele se incomode?'

inglês corporativo

Um ouvinte escreve: "Meu gerente me informou que eu passaria a ser o seu backup e que havia dado um feedback positivo a meu respeito para RH. Passados três meses, ninguém mais tocou no assunto. Como posso cobrar meu gerente sem que ele se sinta incomodado?"

Bom, se o seu gerente falou em backup e feedback, a melhor maneira de você abordá-lo é out of the box. Como o seu gerente reconheceu que você tem skills para um upgrade, mas não foi adiante no tocante a seu job description, tudo é uma questão de framework.

Você pode começar solicitando a ele uma performance review. E aí, apresentar um report mostrando sua natural inclinação para o teamwork. E, naturalmente, a sua total disposição para um continuous improvement, para o qual você só precisa de empowerment. Finalmente, peça a ele para lhe dar targets, porque afinal, business é business.

Nesse momento, o seu gerente estará altamente impressionado. Porque provavelmente aprendeu a maioria desses termos no MBA que está cursando, mas nunca tinha ouvido alguém usá-los na prática, num dia útil, às nove da manhã.

É bem possível que o seu gerente dê uma enrolada, em português mesmo. Mas lembre-se que na vida corporativa, tudo é um learning process. Não desanime e volte na semana seguinte, porque o mais importante, como você bem sabe, é que he, who doesn't try, doesn't get breastfed. Quem não chora, não mama.

Max Gehringer, para CBN.

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out of the box = literalmente, fora da caixa, se refere a pensar criativamente
skills = habilidades
upgrade = melhoramento
job description = descrição do cargo
framework = sistema, arcabouço
performance review = avaliação de desempenho
continuous improvement = melhoria contínua
empowerment = "empoderamento", delegação de autoridade/poder
targets = alvos, objetivos
business = negócios
learning process = processo de aprendizagem

2013-09-03

'Gostaria de fazer intercâmbio, mas tenho medo de ficar sem mercado quando voltar' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 03/09/2013, sobre intercâmbio no exterior e a volta ao mercado de trabalho.

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'Gostaria de fazer intercâmbio, mas tenho medo de ficar sem mercado quando voltar'

intercâmbio exterior

Um ouvinte escreve: "Tenho 28 anos, trabalho na área administrativa de uma multinacional e acabei de me formar em Engenharia. Estou cogitando morar no exterior para aprimorar o meu inglês, mas tenho receio de passar um ano fora do mercado de trabalho e encontrar dificuldades para me recolocar quando voltar."

Bom, talvez você não tenha dificuldades para se recolocar numa posição similar àquela que ocupa atualmente. Mas provavelmente terá, caso decida se candidatar a uma vaga de engenheiro.

O raciocínio é o seguinte: se neste momento você não vê condições de conseguir essa vaga, já que tem um diploma mas nenhuma experiência na área, o inglês fluente não será suficiente para eliminar essa segunda carência.

O mais indicado para casos como o seu é tentar uma transferência interna para um setor ligado a engenharia. E partir para o aprendizado do inglês no exterior depois de um ano na função.

Se a sua empresa atual, mesmo sendo uma multinacional, não tiver um setor de engenharia, minha sugestão é que você busque uma vaga em uma que tenha, mas na mesma função que você ocupa atualmente. Em seguida, o caminho será o mesmo. Uma posterior transferência interna para o setor de engenharia seguida por uma estadia no exterior.

Além disso, você não precisa ficar um ano fora. Em seis meses, você aprende o idioma se praticá-lo diariamente com os nativos. Estou dizendo isso porque há jovens que vão morar fora, dedicam um par de horas por dia ao aprendizado de outra língua e passam o resto do tempo se comunicando em português com os amigos, pelas redes sociais. Aí, nem cinco anos seriam suficientes.

Max Gehringer, para CBN.

2013-08-20

'Vou fazer uma entrevista em inglês, mas meu nível de conversação deixa a desejar' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 20/08/2013, com dicas para quem não é fluente em inglês, encarar uma entrevista de emprego em inglês.

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'Vou fazer uma entrevista em inglês, mas meu nível de conversação deixa a desejar'

entrevista de emprego em inglês

Escreve um preocupado ouvinte: "Vou fazer a minha primeira entrevista em inglês. É para uma vaga em uma multinacional e já fui avisado de que a pessoa que vem da matriz para me entrevistar não fala uma só palavra de português. Estou preocupado porque o meu inglês para conversação deixa muito a desejar. E temo perder essa ótima oportunidade por não conseguir me expressar. Como posso me sair bem em tal situação?"

Vamos lá. Leve para a entrevista um bloco e uma caneta. Muitas perguntas podem ser respondidas mais eficientemente com traços do que com palavras. Uma bem comum é sobre o cargo que você ocupa na empresa atual. E aí basta você desenhar um organograma com os nomes em inglês nos quadradinhos.

Outra pergunta comum é sobre resultados que você obteve. Então, leve dados com você, já traduzidos para o inglês, porque isso economizará 90% da conversa.

Certamente haverá perguntas sobre as suas aspirações e sobre os seus pontos fortes e pontos a melhorar. Ou seja, tudo muito parecido com o que ocorre em uma entrevista em português, por um motivo simples: nós copiamos nossa fórmula de entrevistas dos americanos.

Portanto, escreva essas respostas padrão em inglês e pratique lendo em casa, em voz alta, até você se sentir confortável. Se for perguntado o seu salário, responda em dólares por ano e não em reais por mês, como é usual no Brasil.

E finalmente, anime-se. Porque você é um candidato que a empresa tem muito interesse em contratar. Caso contrário, um executivo não viria até aqui para entrevistá-lo.

Max Gehringer, para CBN.

2013-01-11

'Marcaram uma entrevista comigo em inglês, mas não sou fluente no idioma' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 11/01/2013, com dicas para quem vai fazer uma entrevista de emprego em inglês, mas não tem fluência no idioma.

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'Marcaram uma entrevista comigo em inglês, mas não sou fluente no idioma'

falando inglês

"Preciso de uma ajuda urgente", uma ouvinte escreve. "Uma empresa agendou comigo uma entrevista em inglês, para uma vaga interessante. Mas o meu inglês não é suficiente para conversação. A entrevista será daqui a dez dias. Como não vou conseguir fluência em tão pouco tempo, existe algo que eu possa fazer?"

Sim. Em uma semana, você poderá decorar uma série de frases em inglês e usá-las durante a entrevista. E a primeira delas deve ser "O meu inglês ainda não é bom para conversação, mas já me matriculei em um curso intensivo."

Além disso, faça uma lista com as palavras mais usadas em entrevistas, para que você as reconheça quando a pergunta surgir, mesmo que você não entenda tudo o que o entrevistador está dizendo. Por exemplo: salário, pontos fortes, expectativas, graduação. Procure as traduções em um bom dicionário, porque cada uma dessas palavras pode ter dois ou mais termos correspondentes em inglês. Com uma lista de 50 palavras, que você não terá dificuldades para memorizar em dez dias, você estará pronta para entender o significado das perguntas.

E quanto às respostas, seja breve. Por exemplo, se lhe for perguntado quanto você ganha, dê o número anual. Não será necessário você construir uma frase inteira, porque você já começou explicando que não tem nível para tanto.

Finalmente, permita-me diminuir um pouco a sua preocupação. A maioria dos candidatos que você irá enfrentar também não tem inglês fluente. Quem me disse isso foi um headhunter. Segundo ele, inglês em nível avançado já se tornou uma frase comum em currículos, embora, na maioria dos casos, ela represente muito mais uma esperança do que uma realidade.

Max Gehringer, para CBN.

2012-12-25

'Fui eliminado de uma seleção por não falar inglês fluente, mas ninguém da empresa usa o idioma' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 25/12/2012, sobre porque as empresas pedem conhecimento do idioma inglês, mesmo que a língua não seja usada atualmente na empresa.

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'Fui eliminado de uma seleção por não falar inglês fluente, mas ninguém da empresa usa o idioma'

língua inglesa questão

Escreve um ouvinte: "Fui eliminado de um processo de seleção em uma grande empresa por não falar inglês fluentemente. Depois fiquei sabendo que naquela empresa ninguém usa o idioma inglês. Qual é a lógica nisso?"

Bom, a lógica está em algo chamado excesso de bons pretendentes. Hoje em dia, quando uma grande empresa abre uma boa vaga e ela é publicamente divulgada, centenas e às vezes milhares de candidatos se apresentam. Por isso, na prática, um processo de seleção começa com um processo de eliminação.

É preciso reduzir o batalhão de pretendentes a um grupo de, no máximo, uma dúzia de candidatos. E a maneira mais simples de fazer isso, embora não a mais justa, é ir descartando os candidatos que não estudaram numa escola de grife, ou que não têm experiência anterior, ou que não falam idiomas. No fim, a empresa acabará recrutando alguém com o currículo mais pesado do que a vaga, em si, exige.

Mas há também um segundo motivo. E é com ele que você deve se preocupar. Grandes empresas contratam candidatos já pensando no futuro. A empresa que você mencionou pode não falar inglês agora, mas ela sabe que um dia terá que falar, para expandir seus negócios para fora do país. Algo que, se não for provável hoje, poderá ser indispensável amanhã. Logo, a empresa dá preferência a candidatos que já estejam preparados para quando a situação mudar.

Além disso, aprender inglês ou outro idioma é um investimento que você deve fazer não para trabalhar em uma empresa específica. Mas para ter mais oportunidades em muitas outras, durante toda a sua carreira.

Max Gehringer, para CBN.

2012-08-01

'Como posso me diferenciar?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 01/08/2012, sobre como se diferenciar em processos seletivos atualmente, com uma dica que parece simples: dominando a língua portuguesa.

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'Como posso me diferenciar?'

língua portuguesa

"Participei de vários processos seletivos em agências de recrutamento", escreve um ouvinte, "e não consegui ser aprovado em nenhum. Quando olho para os outros candidatos que estão concorrendo comigo, não consigo ver neles qualquer coisa que eu também não tenha. Minha pergunta é: como posso me diferenciar?"

Bom, talvez a minha resposta lhe pareça simples demais. Mas, você pode se diferenciar, e muito, se dominar a língua portuguesa. Eu conversei com dois diretores de agências de recrutamento que são contratadas por empresas de médio e grande porte para fazer uma triagem inicial nos candidatos a uma vaga e, em seguida, encaminhar para a fase de entrevistas, aí já com a empresa contratante, os três candidatos que se saíram melhor. O que esses diretores me disseram, até meio alarmados, é que 80% dos candidatos são reprovados no teste básico de português. Exatamente o teste, eu imagino, que a maioria dos candidatos considera ser o mais fácil.

É claro que ninguém precisa se tornar um catedrático para ser aprovado. Todos nós cometemos eventuais erros de redação. Mas basta ler os comentários postados naqueles sites que reproduzem exatamente o que os internautas escrevem, sem correção ou edição, para ver que o nível geral não anda nada bom. Há erros de grafia, concordância ou coerência, que deveriam ter impedido um aluno de concluir o ensino fundamental. Podemos até culpar o sistema educacional por essa deficiência, mas isso não impede que um candidato a emprego se aprimore por conta própria, lendo bons livros, redigindo para si mesmo e usando corretores ortográficos para localizar os erros cometidos.

Você talvez pergunte: "mas eu errei tanto assim em minha mensagem?" Sim. Infelizmente, você estaria entre os 80% mencionados pelos recrutadores que consultei.

Max Gehringer, para CBN.

2012-01-18

Inglês é a língua do mundo dos negócios e da internet - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 18/01/2012, sobre o inglês como idioma no mundo dos negócios.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Inglês é a língua do mundo dos negócios e da internet

ponto de interrogação

Um ouvinte escreve: "Tenho 32 anos e participei de um processo de seleção numa empresa de grande porte. Tenho certeza de que eu possuía os requisitos necessários para o cargo oferecido, por já ter acumulado cinco anos de experiência na área. O que me deixou meio sem rumo é que nem tive a oportunidade de demonstrar meus conhecimentos, porque fui reprovado logo na primeira fase, no teste de inglês. Eu nunca usei o inglês em meu trabalho, e não acredito que usaria nessa empresa, que é brasileira e só atende o mercado interno. Como você me explicaria essa situação?"

De duas maneiras. A primeira é que o teste de inglês não deve ter sido o começo do processo. Antes disso, os candidatos tiveram os seus currículos avaliados e aqueles que reuniam a experiência e a escolaridade exigidas pelo cargo, seguiram adiante. Como nosso ouvinte mencionou que a empresa é de grande porte, muito provavelmente 80% dos interessados na vaga, ou até mais, foram eliminados já nessa peneirada prévia de currículos.

Aí sobraram os 20% que possuíam experiência prática e a empresa utilizou alguns filtros para reduzir ainda mais esse número. O inglês foi um desses filtros. Por fim, acabou sendo contratado um candidato que além de ter a experiência e a formação, também mostrou interesse em aprender coisas que iam além da função em si, como um idioma.

E o segundo motivo é que o inglês é a língua do mundo dos negócios e da internet. Com o Brasil crescendo economicamente, empresas nacionais de grande porte, que ainda não estabeleceram contato com parceiros no exterior, um dia irão fazê-lo. E essas empresas estão contratando pessoas que já estejam preparadas para esse dia.

Max Gehringer, para CBN.
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