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2012-10-09

As ilustrações digitais de pesadelos sombrios e grotescos de Sebastien Sonet

O artista francês Sebastien Sonet é especialista em ilustrações digitais e design de personagens. Usando além das tradicionais ferramentas gráficas, também programas de modelagem em 3D, o artista cria personagens surreais, saídos diretamente de turbulentos pesadelos.

Sombrios, macabros e grotescos, os personagens ilustrados por Sonet poderiam muito bem habitar Silent Hill ou outro portão do inferno, onde se sentiriam bem a vontade.

Vejam as ilustrações digitais de personagens saídos de pesadelos sombrios, macabros e grotescos, de Sebastien Sonet:


sebastien sonet ilustrações macabras pesadelo terror sombrio grotesco

O palhaço

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Mutante

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Jaula de passarinho

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Rainha do ácido

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Religioso

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No bar

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Bolsa de sangue

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Máquina de sobrevivência

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Genitora

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Desmembrado

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Mãe e porco

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Rosto de papel

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Pesadelo

Imagens via site de Sebastien Sonet. Dica via The Design Inspiration - Happy Days.

2010-08-19

O mundo é um lugar bom e vale a pena lutar por ele... ou não

Cena final de Se7en. Nela, o detetive Somerset (Morgan Freeman) nos entrega mais uma vez, sua visão de mundo:

filme seven
Ernest Hemingway escreveu certa vez: "O mundo é um lugar bom e vale a pena lutar por ele." Concordo com a 2ª parte.

Eu, particularmente, não concordo com nenhuma das partes...

2010-08-13

A modelo e o esqueleto

O ensaio "In Memory of the Late Mr. and Mrs. Comfort, a fable by Richard Avedon" apareceu na revista New Yorker, em 1995. Nela, a modelo Nadja Auermann divide as lentes com um esqueleto. Eu achei que as fotos ficaram bem surrealistas, e de uma beleza não convencional:

richard avedon modelo esqueleto new yorker
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richard avedon modelo esqueleto new yorker
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richard avedon modelo esqueleto new yorker
richard avedon modelo esqueleto new yorker
Via Touchpuppet (onde tem imagens em maior resolução).

2010-07-20

Muitos olhos

Dizem que os olhos são o espelho da alma...

múltiplos olhos
Eu achei essa imagem meio creepy. Muitos olhos também não ajudam.

Via FFFFound!

2010-07-07

A obscura e surreal arte nas foto-montagens de Erlend Mørk

Erlend Mørk, residente na Noruega, trabalha com fotos e montagens. Seu trabalho tem aquele quê de beleza que encontramos no meio da escuridão, do caos e do desespero (sem ter que recorrer a fórmulas de luz no meio da escuridão). Talvez seja mais perturbador, mas o surrealismo de algumas de suas peças me lembra um pouco o trabalho de Dave McKean, o ilustrador e desenhista das capas de Sandman (de Neil Gaiman).

erlend mork,fotografia,dark
celebrium

erlend mork,fotografia,dark
do you trust yourself with your dreams?

erlend mork,fotografia,dark
end credits

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dystopium

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fuckedness

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birthmark

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motten-dämmerung

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unknowing

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melancholy

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house of discord

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the good seed

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sinn an sich

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the phantom mechanics

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narrentraum

Imagens em alta resolução no site do artista: Erlend Mørk. O interessante é que algumas fotos têm comentários, e outras ainda têm fotos com pedaços da imagem detalhadas.

Dica via Empty Kingdom.

2010-04-08

Poemas - Cinto de Castidade

Ano passado, fui numa exposição (bem pequena) aqui em Floripa, de alguns instrumentos de tortura medievais. Dentre vários instrumentos, estavam lá dois cintos de castidade, um masculino e um feminino.

Inspirado numa ideia em que cinto de castidade e strap-on se misturam, comecei a escrever um pequeno texto nas horas de folgas. Bem, o texto cresceu e cresceu, e hoje eu resolvi terminá-lo. Eis ele abaixo, em duas partes. (As fotos são da exposição, não posto todas aqui porque não era pra divulgar online, mas acho que só um pouquinho não faz mal.)

aparelhos tortura medieval

Cinto de castidade

I.

Era à primeira vista, apenas mais um cinto,
Como tantos outros naqueles dias obscuros.
Escondia a castidade para os outros do recinto,
Todo fechado, só com alguns pequenos furos.

Por eles, a pele respirava e os líquidos escorriam,
E esse era todo o contato com o exterior.
Os maridos, confiantes, ao longe se dirigiam,
Achando que preservavam o tesouro interior.

Era feito de ferro e couro, escuro e sombrio,
Enferrujado pelos sucos de suas donas passadas.
O ferro, ao contato com a pele feminina, era frio,
E não raro as deixavam todas arranhadas.

Mas aquele cinto, tendo sido de quem fora,
Carregava consigo uma talvez terrível maldição.
Quem o usava perdia a coordenação motora,
E ganhava um semblante feliz como uma benção.

Pois a mulher ou donzela que aquele cinto, vestia,
Se acabava em intermináveis gozos e orgasmos.
Os olhos reviravam, a pele suava e ela gemia,
Seu ventre parecia explodir entre os espasmos.

Toda noite, na hora em que a fêmea ia se deitar,
O cinto acordava e sua maldição era desperta.
Do cinto, um falo surgia a sua vagina esfregar,
Deixando-a molhada, sedenta e toda aberta.

Primeiro, parecia uma hábil língua, aquele falo,
Lambendo e chupando, em volta e no botão.
Depois do primeiro gozo, penetrava até o talo,
E até sentia-se em suas veias, sua pulsação.

Donzelas perdiam seu título, mas extasiadas,
Suadas e ofegantes, pediam por mais e mais.
Damas da sociedade se deleitavam saciadas,
Depois da explosão de gozo, dormiam em paz.

cinto de castidade

II.

A história deste amaldiçoado cinto de castidade
Se perdera há muito, entre lendas e superstições.
Conta-se que nasceu numa pequena cidade,
De um ferreiro manco e ciumento que tinha visões.

Em suas visões, via sua bela esposa formosa,
Entre braços e em outros membros alheios.
Não importava se ela era, com ele, amorosa,
As visões sempre acertavam o ciúme em cheio.

Um dia, já desequilibrado e totalmente em fúria,
Trabalhou dias e dias para construir o tal cinto.
Espancando a mulher, a colocou em tal penúria,
Enquanto ria num tom demoníaco muito distinto.

A esposa, que na verdade era uma mulher pura,
Diante de tantos maltratos, morreu em agonia.
Dizem que o ferreiro louco nem viu sua sepultura,
Apenas segurava o cinto demoníaco, e ria e ria.

O ferreiro louco logo depois acabou morrendo,
Em circunstâncias nada naturais e medonhas.
Mas antes de partir, disse, podre e gemendo,
Que seu trabalho não deixaria caras tristonhas.

O trabalho amaldiçoado teria um fim certo,
Jogado no fogo purificador de algum sacerdote,
Se não fosse por um ganancioso ou esperto,
Que roubou o cinto, perdido entre vários pacotes.

Por quem o cinto de castidade andou desde então,
Permanece entre lendas, superstições e fofocas.
Passado por amigos-inimigos, de mão em mão,
Como um presente gentil para os maridos bobocas.

Hoje em dia, este cinto de castidade se perdeu,
Até as lembranças de gozos há muito se esvaíram.
O seu prazer era de nobres, ricos e plebeus,
E de mulheres castas que gozavam, mas não traíram.

cinto de castidade
(Só de olhar, dói.)

2009-10-14

Poemas - Confissões

Mais um da série não terminados. E que não estou com vontade de terminar.

acidente de carro
Confissões

Enquanto a maioria das pessoas, às vezes se iludindo, às vezes não,
Se considera decente, bondosa e outros adjetivos desta mesma variação,
Eu confesso, aqui e agora, para todos e para qualquer um que leia,
Que sou vil, sou sujo, que por trás da máscara, há apenas a carne feia.

Enquanto meus ditos "pecados" são muitos, abundantes, e dos mais diversos,
(Não importa agora quais, que sejam dos mais simples aos mais perversos),
Nunca dei grande importância a eles, pois se prejudicava alguém, era a mim,
Até que me surpreendi pensando em algo, desejando algo, muito ruim.

Não sou santo, nem nunca o fui, já desejei alguns pescoços quebrados,
Dor alheia, mortes horríveis, esse tipo de coisa a alguns idiotas ao meu lado.
Mas nunca desejei ver morta, uma pessoa que eu considerasse não merecer,
E pior ainda, uma pessoa que um dia, já considerei por ela, até morrer.

Cada vez que leio uma notícia de um acidente ou roubo seguido de morte,
Me pergunto se não foi ela quem teve, de ser a vítima, a infeliz sorte.
E ao mesmo tempo que me preocupo, me dá uma sádica sensação,
Imaginando que nunca mais a verei, no máximo no seu funeral então.
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