De certa maneira, há um ar libertador na dor, no processo de se ferir. Não à toa, os auto-ferimentos são uma maneira, ainda que longe da ideal, de se lidar com as angústias, sobretudo aquelas tão presentes na adolescência. E é dessas angústias que uma parte do trabalho da jovem fotógrafa
Lissy Elle me lembra. São fotos, muitos autorretratos, que mostram uma garota com machucados, marcas de ferimentos e sangue.
Apesar da maquiagem não ser nenhum primor (em algumas, o sangue é claramente visto como uma mistura de esmalte de unhas), as fotos ainda conseguem instigar, podendo chocar (alguns). Vejam
Vítima: a perna da Barbie.
Sangue.
Mãos quebradas.
Contusões.
Aparador de cabeça.
Matei seu carpinteiro.
Joelho machucado.
Vermelhinho.
Sangue nasal.
Lágrimas.
A morte.
A terra que nos tornamos.
O fim de Alice.
A primeira regra do Clube da Luta...
A mão que ajuda.
A vítima.
Imagens via
FlickR de Lissy Elle. Dica via
Empty Kingdom.