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2009-10-27

Poemas - Dilema

Baseado em fatos reais e imaginários, e que reflete bem este meu momento.

dilema/==================================================================================

Dilema

Como sinto saudades de apenas estar ao teu lado,
Mesmo sabendo que nunca terei mais do que isso.
Mas ao mesmo tempo, estar por perto é um fardo,
Pois não é, e nunca será, comigo, o teu compromisso.

Despedaça meu coração ficar longe da tua presença,
Mas me machuca ainda mais ficar assim por perto.
Acovardado, a distância será então minha sentença,
Entre nós: o gelo, o vazio, a terra e o deserto.

Desculpe-me se fico longe, resguardando meu coração,
Já tentei ser apenas teu amigo, mas foi em vão.
Tenho que ficar longe de ti; é assim que as coisas são.

Ficar ao teu lado é minha vontade e meu problema,
Essa dor que sinto longe e perto, meu dilema,
Que seria fácil de resolver se fosse apenas um poema.

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Ontem respondi o email mais difícil da minha vida. Demorei mais de uma hora e meia pra escrever algumas poucas linhas. Suei, fiquei tenso, e no final, depois de clicar no "Send", estava exausto.

E não sei se respondi certo. Certo no sentido de ser o que eu realmente deveria fazer ou o que eu realmente quero. Mas quem sabe?

2009-10-14

Poemas - Confissões

Mais um da série não terminados. E que não estou com vontade de terminar.

acidente de carro
Confissões

Enquanto a maioria das pessoas, às vezes se iludindo, às vezes não,
Se considera decente, bondosa e outros adjetivos desta mesma variação,
Eu confesso, aqui e agora, para todos e para qualquer um que leia,
Que sou vil, sou sujo, que por trás da máscara, há apenas a carne feia.

Enquanto meus ditos "pecados" são muitos, abundantes, e dos mais diversos,
(Não importa agora quais, que sejam dos mais simples aos mais perversos),
Nunca dei grande importância a eles, pois se prejudicava alguém, era a mim,
Até que me surpreendi pensando em algo, desejando algo, muito ruim.

Não sou santo, nem nunca o fui, já desejei alguns pescoços quebrados,
Dor alheia, mortes horríveis, esse tipo de coisa a alguns idiotas ao meu lado.
Mas nunca desejei ver morta, uma pessoa que eu considerasse não merecer,
E pior ainda, uma pessoa que um dia, já considerei por ela, até morrer.

Cada vez que leio uma notícia de um acidente ou roubo seguido de morte,
Me pergunto se não foi ela quem teve, de ser a vítima, a infeliz sorte.
E ao mesmo tempo que me preocupo, me dá uma sádica sensação,
Imaginando que nunca mais a verei, no máximo no seu funeral então.

2009-09-05

Da série: cartas que eu nunca enviei

Oi, Lu,

Escrevo esta carta, já sabendo que provavelmente você nunca irá lê-la. Porque provavelmente nunca a enviarei diretamente a você, assim como muitas outras coisas que escrevi e você nunca leu. Apesar disso, deixo todas essas mensagens em um lugar público, esperando, talvez, que por um milagre, algum dia você venha a conhecê-las. Assim, não sei exatamente se quero que você as leia ou não. Uma parte de mim anseia desesperadamente que você as leia, enquanto outra parte, acha melhor que não. Então, as deixo assim, expostas, públicas, mas com a certeza de que você nunca as irá achar.

Você deve ter notado que ando frio e distante contigo. Isso não é acidental. Desculpe, eu sei que um dia eu já disse que poderíamos ser amigos. Eu tentei, mas não sou tão forte assim. Porque é preciso ser muito forte pra estar do teu lado e não te amar imensamente. E esse amor, que nunca vai se concretizar, como você mesma já demonstrou, só me machuca, só me corrói o resto de alma.

Por isso, apesar de não poder evitar a tua presença, evito a todo custo qualquer contato. Especialmente visual. Porque quando te olho, tudo o que eu procuro esquecer, volta com mais força. E não são poucas coisas que eu quero esquecer: o jeito como você sorri ou como você ri, a sua dicção por vezes falha, até mesmo as rugas e manchas de sol na pele, que, longe de serem defeitos, são características que te fazem única. E que considero imensamente adoráveis.

Tem dias que eu consigo e acabo não pensando em você. Esses são os dias que eu considero os "dias bons", apesar deles serem absolutamente vazios. Outros dias, aqueles em que por acaso nossos olhos se cruzam, ou que vejo algo que acaba me lembrando de você... Ah!, como esses dias são sofridos pra mim. E é tão doloroso, que prefiro a dor do vazio a essa dor, de pensar em você, sem esperanças de jamais tê-la.

E contraditoriamente, apesar disso tudo, esses dias eu senti saudades. De coisas simples, de estar do seu lado, mesmo sem te tocar. De te ouvir falar com entusiasmo sobre algo que você fez. De conversar sobre filmes, livros, ou qualquer outra coisa.

E mesmo agora, me controlo pras lágrimas não cairem. Porque ao mesmo tempo que vem essa saudade toda, vem aquela dor de saber que eu nunca seria nada mais do que um colega.

Fiquei pensando em como terminar esta carta. Mas a relendo, concluo que não sei exatamente o que queria dizer. E portanto, não sei como terminá-la de maneira apropriada. Então, vou terminá-la com aquele cumprimento que já se tornou por muitas vezes banal, mas que expressa o que eu mais queria fazer, ao mesmo tempo em que é o que eu mais gostaria de não querer.

Beijos!

2009-08-07

Sobre meu aniversário

"Ah, my birthday. Normally I'd put on a festive hat and celebrate the fact that the Earth has circled the Sun one more time; I really didn't think it was going to make it this year, but darn it if it wasn't the little planet that could all over again." - House, primeira temporada.

house
Eu nem ia falar nada, mas postando a foto da tartaruga e seu aniversário, resolvi escrever. Como escrevi naquele post, eu não comemoro o meu aniversário. Já faz muitos anos, tantos, que eu nem lembro quando eu realmente comemorei pela última vez o fato de ficar um ano mais velho.

Mas não, não tem nada a ver com o fato de envelhecer. Tem a ver com o significado da comemoração. Eu comemoro algo quando ele é digno de celebração, eu comemoro quando consegui atingir um objetivo...

Mas que objetivo foi alcançado, no caso do aniversário? Ter conseguido sobreviver mais um ano? Se estivéssemos na Idade Média, quando a expectativa de vida era curtíssima e 30 anos era idade de ancião, eu até entenderia. Mas é um objetivo idiota, simplesmente "sobreviver".

O que se celebra é na verdade, a vida. Se celebra o fato que você está vivo e viveu mais um ano. Isso é digno de comemoração? Pra mim, não. Porque mais um ano vivido apenas significa mais um ano de dor, sofrimento e angústia. Você comemora algo que detesta ou odeia? Eu não. E eu odeio cada dia, mais do que o dia anterior.

vejita
Onde trabalho todo mês tem no mural, uma lista dos aniversariantes e os respectivos dias. E no dia, lá vai aquele bando dar os parabéns pro aniversariante, mesmo que no dia-a-dia, nem troque um "oi" com a pessoa. E é aquele festival de abraços, beijinhos e sorrisos, a maioria falsos. Faz parte das convenções sociais. Faz parte das regras de convivência.

Até ano passado, eu ainda suportava isso. Recebia os "parabéns" que me eram dados, mesmo nos casos extremos quando eu desprezava a pessoa, ou quando sabia que era hipocrisia.

Recentemente foi meu aniversário. Mas este ano, resolvi dar um basta. Danem-se as convenções sociais, essas regras idiotas. Regras idiotas por regras idiotas, eu sigo as minhas próprias.

No dia, nem fui trabalhar, pra não ouvir aquele monte de besteira. Deixei o contato no gmail invisível, não respondi emails, nem atendi o telefone.

Estou infeliz, me sentindo miserável, de mau-humor, não vou fingir que estou alegre só por causa de um "parabéns". No dia seguinte, fui trabalhar. Uns poucos ainda se lembravam, e vieram com os "parabéns". Recusei todos. Nenhum aperto de mão, abraço ou qualquer outro contato sequer.

hajime saitou
Até mesmo ela veio até a minha mesa me cumprimentar. Quando a vi, estava do meu lado, mão esticada pra cumprimentar. Recusei, tanto os parabéns quanto o aperto de mão. Não sei por que raios, mas ainda tentou conversar. Fui seco. E a curta conversa terminou assim:

- Eu não comemoro aniversário.
- Por quê?
- Você comemora algo que detesta?
- Aniversários?
- Não. Eu detesto a minha vida.

Ah, e se alguém for comentar um "parabéns" neste post, nem se dê ao trabalho. Será sumariamente ignorado.

2009-08-04

Não me entenda mal

Estava vendo o blog agora a pouco, e notei que ele anda com uma alta dose de sacanagem nos posts. Não é à toa que a B. do A Vida Secreta chama esse espacinho aqui de Castle of Lust. Por isso, resolvi postar algo pra mudar um pouco o clima, e o que melhor do que uma música?

Como eu ando ouvindo muito, muito mesmo, músicas dos anos 80, resolvi postar uma das mais legais da banda inglesa The Pretenders, que está na estrada há mais tempo do que eu estou vivo. A música é Don't get me Wrong.

the pretenders
E também escolhi essa música do The Pretenders porque a Chrissie Hynde, vocalista da banda, me lembra muito alguém.

the pretenders Chrissie Hynde


Letra e tradução:
Don't Get Me Wrong - Não me entenda mal
The Pretenders


Don't get me wrong
If I'm looking kind of dazzled
I see neon lights
Whenever you walk by


Não me entenda mal
Se estou parecendo um pouco encantada
Eu vejo luzes de neon
Quando você passa por mim

Don't get me wrong
If you say hello and I take a ride
Upon a sea where the mystic moon
Is playing havoc with the tide
Don't get me wrong


Não me entenda mal
Se você disser oi e eu fizer uma viagem
Em um oceano onde a lua mística
Está brincando de destruir com a maré
Não me entenda mal

Don't get me wrong
if I'm acting so distracted
I'm thinking about the fireworks
that go off when you smile


Não me entenda mal
Se estou tão distraida
Estou pensando em fogos de artificio
Que estouram quando você sorri

Don't get me wrong
if I split like light refracted
I'm only off to wander
across a moolit mile


Não me entenda mal
Se eu me dividir como luz refractada
Só estou viajando
Por uma milha iluminada pela lua

Once a while two people meet
seemingly for no reason
they just pass on the street
Suddenly thunder showers everywhere
who can explain the thunder and rain
but there's something in the air


As vezes duas pessoas se conhecem
Aparentemente sem nenhum motivo
Elas passam pela rua
De repente troveja em todo lugar
Quem pode explicar o trovão e a chuva
Mas tem alguma coisa no ar

Don't get me wrong
if I come and go like fashion
i might be great tomorrow
but hopeless yesterday


Não me entenda errado
Se eu vier e for como a moda
Eu posso ser maravilhosa amanhã
Mas inútil ontem

Don't get me wrong
if i fall in the mode of fashion
it might be unbelievable
but let's not say so long
it might just be fantastic
don't get me wrong


Não me entenda mal
Se eu cair no modo da moda
Pode ser inacreditável
Mas não vamos dizer adeus
Pode até ser fantástico
Não me entenda mal

2009-06-17

Ignorando

Mais um texto da série "textos enormes em que eu só falo da minha vida e que teoricamente ninguém teria interesse em ler". Por isso, se continuarem a ler, não reclamem e estejam avisados.

Escrevi esse texto ontem, e fiquei em dúvida se postaria ou não, por ele ser muito pessoal, mais do que a imensa maioria que eu posto. Mas, ah!, que se dane...

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"Incrível como um pequeno gesto pode deixar o dia pior. Ou melhor. Ou os dois ao mesmo tempo..."

É com essa sentença, que enviei ao twitter, que começo esse texto. Porque se não foi esse gesto que começou a história, pelo menos ele foi o que motivou a sua escrita.

Como começam os episódios dos meus seriados favoritos, anteriormente em... No caso, na minha vida:

Me apaixonei. A segunda vez na minha vida.
Foi a primeira vez que eu cheguei a dizer a ela, mesmo que de maneira meio torta - por email, não explicitamente, mas ela entendeu.
E educadamente disse NÃO.
Mas... eu vejo ela praticamente todo dia. No trabalho.

E isso dificulta as coisas um bocado. Principalmente quando você só quer esquecer dela, esquecer que um dia já sentiu alguma coisa, porque agora, tudo o que você sente é o seu peito sendo esmagado, a náusea corroendo o seu interior e as lágrimas escorrendo quando menos espera. Enfim, você sente miserável.

mágoa
Diferentes pessoas lidam de jeitos diferentes com a tristeza. Algumas se entopem de chocolate, outras choram emotiva e exaustivamente num ombro amigo ou não, e outros guardam toda a mágoa dentro de si. Eu sou desse último tipo. Mas quando a tristeza é muito grande, não dá pra mantê-la presa. Em mim, ela extravaza como mau humor, sarcasmo e sobretudo, raiva, muita raiva. De nada em específico, mas ao mesmo tempo de tudo.

Tento não descontar essa raiva em outras pessoas que não têm nada a ver com a história, mas não dá pra não deixar transparecer. Agora, quanto a ela... Eu até queria ser nobre e dizer que mesmo rejeitado, só o que sobra é o amor. Mas isso não é verdade. Eu ainda a amo. Mas ao mesmo tempo, não consigo deixar de sentir raiva. Meu lado racional fica buzinando na minha orelha, que ela não tem culpa, e eu sei disso, mas não dá pra não deixar de sentir mágoa, raiva. Pois é, apesar de tudo, ainda sou humano.

Até hoje, nunca tinha entendido, de verdade, como é que as pessoas podiam dizer que amor e ódio são dois lados da mesma moeda. Mais uma vez, meu lado racional entendia perfeitamente o conceito, identificava quando o ódio surgia onde antes supostamente havia apenas amor, etc. Mas era inconcebível que um dia eu viesse a sentir a mesma coisa. Era. Hoje eu sei e sinto.

moeda girando
Entretanto, como disse, eu ainda gosto dela. Mas ao mesmo tempo sinto essa raiva que vem direto da dor. Talvez hajam pessoas que consigam conciliar isso de maneira nobre, ou pelo menos melhor do que eu, porque a única saída que encontrei foi de começar a ignorá-la. Infantil, eu sei, mas eu nunca disse que sou muito maduro.

Por ignorá-la, eu quero dizer que evito estar presente quando ela chega ou vai embora, dando os costumeiros cumprimentos, como "bom dia" ou "bom almoço". É, às vezes, eu literalmente fujo da sala. Também não converso mais com ela, e quando tem algum grupinho conversando, se ela estiver lá, eu não chego perto, ou se eu estiver num desses grupos e ela chegar, procuro sair logo. Passo boa parte do tempo com fones de ouvido, pra poder ignorar ou fingir ignorar caso ela solte algum comentário. E quanto a "questões trabalhistas", sou o mais breve e seco possível.

Mas, acima de tudo, evito contato com os olhos dela. Quando ela passa, fixo os olhos no monitor. Se ela está conversando com alguém e eu tiver que passar do lado, foco o olhos em outra coisa. Em reuniões, desvio o olhar sempre. Antes era diferente, especialmente em reuniões. Sabe quando você vê ou ouve algo, e imediatamente olha pra uma pessoa, porque sabe que ela pensou a mesma coisa que você? Uma intimidade, mesmo sem intimidades? Era isso o que acontecia. Hoje não mais. Às vezes percebo ela procurando esse olhar de confirmação, mas hoje eu sempre desvio os olhos.

olhar
Admito que faço isso esperando que ela passe a me ignorar completamente, como se eu não existisse, nem nunca tivesse existido. (O que é bem próximo do como eu me sinto.) E até mais, eu espero até que ela crie antipatia, ódio por mim. Porque isso seria mais fácil de digerir do que aquela conversa de "amigo" ou "pessoa especial". E eu achava que estava conseguindo isso, até hoje...

Sexta-feira 12, dia dos namorados, a empresa enforcou (dia 11 era feriado), mas nós temos que fazer algumas horas extra para compensar o dia não trabalhado. Então, a maioria das pessoas acaba ficando algum tempo a mais na empresa, e vão aos poucos, saindo (como não tem obrigação de fazer essas horas todo dia, as pessoas vão embora quase que aleatoriamente). Hoje só sobraram por últimos na sala, eu e ela, depois do expediente normal. Eu estava, como de hábito (novo), com meus fones de ouvido, e não notei quando ela se preparava para ir embora, e portanto, não consegui "fugir" da sala. Mas nem foi preciso, ela passou direto, com cara de poucos amigos, sem cumprimentar, sem se despedir, nem olhar em direção a minha mesa. Nessa hora pensei comigo mesmo, "consegui que ela me odiasse". Senti um misto de tristeza e alívio de dever cumprido.

Mas eis que não dá um minuto, e vejo ela voltando à sala. Continuo com os olhos no monitor, fones no ouvido. Ela passa por mim e vai até a mesa dela no canto. E na volta, indo embora, achei que iria acontecer a mesma coisa que antes, ela passando batido. Mas pra minha surpresa, não foi o que aconteceu. Dessa vez, ela se aproxima da minha mesa, e com uma expressão que eu achei sofrida, no sentido de triste, diz "Tchau, Emilio". Aquilo me pegou totalmente de surpresa. Mal consegui balbuciar o "tchau" de volta.

Tenho que admitir que aquela cena mexeu comigo. A expressão sofrida, a voz cansada, e um simples tchau dirigido a mim...

Fiquei pensando no que aquilo significava. Ou o que significaria. Será que ela estaria triste ou chateada por eu estar ignorando ela? E se ela estivesse mesmo triste, é porque de alguma forma, ela gostava de mim?

Não necessariamente.

O que se passou não diz nada disso. Existem dezenas de explicações, variando da minha simples percepção errada a um cansaço rotineiro. Mas o que eu pensei, o que eu senti, na hora e depois, isso sim é relevante, diz muito. Mas sobre mim... E o que é que diz? Bem, já é quase uma hora da manhã, e estou com esse texto me acompanhando há pelo menos duas horas. Por isso, vou só dizer só duas coisas: vai levar mais tempo do que eu gostaria, pra superar isso. Eu estimo uns dois anos, no mínimo... E a segunda coisa é: evitar o olhar dela a todo custo. É, eu sou um fraco e se eu cruzar meu olhar com o dela, sei que tudo o que lutei pra esquecer, pra enterrar, vai voltar à tona.

E foi esse pequeno gesto que deixou meu dia, ou o restinho dele, pior. Ou melhor. Ou ambos.

Porque algumas dores nos acompanham pra sempre. Elas podem diminuir, podemos nos esquecer delas momentaneamente, nos anestesiando. Mas elas estarão sempre conosco. Algumas feridas simplesmente não fecham...

solidão árvores secas

2009-06-04

Tudo o que as mulheres querem são aquelas três palavras?

Fazendo a leitura matinal dos meus feeds, vejo essa matéria no Metro, jornal inglês: All girls want is those three little words (ou numa tradução literal, "Tudo o que garotas querem são aquelas três palavras").

gatinho romântico
Com o dia dos namorados chegando e o mundo capitalista te empurrando cada vez mais pra comprar um caro presente para sua cara-metade, é interessante ver os resultados da pesquisa apresentada na matéria acima citada.

De acordo com a pesquisa, 60% das mulheres preferem ouvir uma declaração de que são amadas, do que receber aqueles clássicos presentinhos, como flores ou chocolates. Uma declaração de amor inesperada é o preferido delas. E o que é melhor, é de graça. $$$

Ainda segundo a matéria, o jeito mais popular de se fazer essa declaração é um telefonema para uma conversa durante o almoço. Entretanto, 12% delas se sentiriam satisfeitas com uma mensagem de texto cheia de carinho.

E se você quiser fazer uma velha amiga feliz, mande uma carta a ela. A pesquisa mostrou que 1/3 delas ganharia o dia se recebesse uma mensagem carinhosa de um amigo de longa data, que perderam contato.

E então, queridas e amadas mulheres, o que vocês realmente querem são apenas aquelas três palavrinhas? Um "eu te amo" é o suficiente ou vocês só se derretem com um diamante de muitos quilates?

Da minha parte, esse ano, como todos os anteriores, não darei nenhum presente. Não que eu seja pão-duro ou esteja quebrado (incrível, mas não estou), mas a única pessoa que eu gostaria de presentear... bem, é complicado.

2009-05-28

Poema: Eu desejo que não

Eu desejo que não

Eu desejo que nunca tu sintas o coração dilacerado,
Rasgado, cortado, assim como o meu se encontra agora.
Eu desejo que não tenhas que ouvir da boca do teu amado,
Amada, amante, que tudo não passa de ilusão nesta hora.

Eu desejo que nunca ouças que és apenas um bom amigo,
Amiga, companheiro, daquele ser que tu amas diferente.
Eu desejo que não sejas para tu, como foi comigo,
Eu, para mim, apenas como outro qualquer no remetente.

Eu desejo que não saibas do novo amor do teu amor.
Eu desejo que não sintas no peito, essa minha dor.
Eu desejo que nunca venhas a sentir mais que saudade.

Eu desejo que nunca tenhas que fingir todo dia não amar.
Eu desejo que teus sonhos nunca sejam levados pelo mar.
Eu desejo que não saibas do que aqui expresso, a metade.

solidão (Foto no Flickr: Loneliness)

2009-05-19

Poema: Fotografias

Fotografias

Reviro e mexo em fotos antigas, de apenas alguns meses,
E me espanto de quanto tempo passou em tão pouco.
É um mau hábito esse meu, que me ocorre às vezes,
De relembrar a época em que eu ainda era louco.

E aquela loucura se foi, sobraram-se apenas isto:
Algumas memórias empilhadas, cortadas, espalhadas...
Era uma loucura boa, entretanto, mas não insisto:
Morreu junto com as esperanças; dela não há mais nada.

Guardo as fotos quando devia me livrar delas.
Talvez algum dia não me doa ver o que há nelas.
Mas hoje, ainda me rasga o peito e o pressiona.

Quando foi que desbotaram, quando perderam o foco?
Ou seriam meus olhos, perdidos, não mais in loco?
Só sei que hoje, são minhas companheiras de insônia.

câmera fotografia antiga

2009-04-08

Crônica de uma conversa online que não houve

Fulano descobriu o email de Fulana.

Com o email, Fulano adicionou Fulana no seu MSN.

A partir daí, Fulano sabia quando Fulana ficava online, prestando atenção à mensagem no canto direito da tela, que dizia que "Fulana is online".

Mas Fulano nunca recebeu uma mensagem dizendo que Fulana o havia adicionada à lista de contatos dela.

Então Fulano sempre via quando Fulana estava online, mas Fulana nem se importava com a existência de Fulano.

Fulano abriu muitas vezes uma janela para mandar uma mensagem para Fulana. Mas sempre fechou antes de clicar em "Enviar".

Fulano acabou retirando Fulana da sua lista de contatos.

E Fulano continuou a sua vida, falando apenas consigo mesmo, sem precisar de Internet ou Messenger.

logo msn

2009-03-19

Citações sobre o amor e o tempo

"A idade não nos protege do amor. Mas o amor, até certo ponto, nos protege da idade."

No original: "Age does not protect you from love. But love, to some extent, protects you from age."

Esta frase, de Jeanne Moreau me fez pensar sobre amores e o tempo, tanto dos amantes quanto o do relógio.

É verdade que a idade não nos protege do amor. Em alguns casos, talvez a idade traga o medo de amar. E, com esse medo, tentamos nos proteger do amor, nos esquivar dele, dribá-lo ou apenas fugir. Mas, se você tiver azar (ou sorte, quem sabe?), o amor, esse ligeiro perseguidor, vai te encontrar. E então, de nada vai adiantar a sua idade, porque vai sentir o mesmo frio na barriga, as mesmas mãos suando, o mesmo olhar fugidio que é atraído pelo seu objeto de amor.

Mas será mesmo que o amor nos protege, mesmo um pouco, da idade? Para essa pergunta, não sei a resposta. Talvez o amor correspondido, aquele amor nascendo, aquela paixão surgindo, realmente faça algum efeito. Porque a pessoa nesse estado fica diferente. Como disse um colega do trabalho, a pessoa fica brilhando. Então, talvez seja verdade.

O que eu sei com certeza, por experiência própria, é que o amor não correspondido não só não protege da idade, como a ajuda. Estou me sentindo um velho acabado e carcomido pelo tempo. Provavelmente isso é passageiro, mas não deixa de ajudar o tique taque do relógio. Coincidência ou não, tenho mais cabelos brancos aparecendo ultimamente.

casal idosos
Outra coisa que essa frase me fez pensar foi sobre a idade. Entre as duas pessoas. Até que ponto a diferença de idade entre duas pessoas importa ou influencia? Também não tenho resposta pra isso. O que eu sei ao certo é que não existe um limite pra idade da pessoa pela qual você se apaixona ou ama.

Já disse antes, que nesta vida até agora me apaixonei por apenas duas mulheres (e que as levarei no meu olhar enquanto viver). A primeira era dois anos mais nova do que eu. A segunda, 14 anos mais velha. Não existe regra quanto a idade... E se você acha que existe, quebre-as. Algumas regras foram feitas para serem quebradas.

E a última coisa que aquela citação me fez pensar foi sobre quanto tempo um coração machucado demora pra se curar. Quanto tempo leva pra que a dor suma? Também não sei. Só sei que se o corte se cura, sempre sobra uma cicatriz.

E pra terminar este post, outra citação, de Gary Jennings (Figura do Frases Ilustradas):

amor e tempo (Clique para aumentar)

"Amor e tempo, estas são as duas únicas coisas em todo mundo e em toda a vida que não podem ser compradas, apenas consumidas."

No original: "Love and time-those are the only two things in all the world and all of life that cannot be bought, but only spent."

Porque hoje eu até tenho tempo, mas não amor. E sem isso, não tem graça.

2009-03-03

E hoje choveu

É, hoje fez um calor infernal, mas no final da tarde, choveu bem forte, com muitos raios riscando o céu escuro e nublado. Mas choveu muito mais, o dia inteiro, dentro de mim.

chuva
O que você faz quando você a olha e vê que ela está apaixonada? Claro, não por você, seu idiota.

Vai dar um tempo, tomar um café e ficar meditando. Não ajuda muito. Não ajuda nada.

Então, você volta pra sala e continua o seu dia normal. Até conversa normal com ela e com os outros. Mas no fundo, você sabe. Que essa chuva não vai passar tão cedo assim.

E também sabe que, no fundo, no fundo, você gosta dela. Não se sente mal por ela estar feliz. Você quer que ela seja feliz. Mas se sente mal por ela estar feliz com uma pessoa que não seja você. É um egoísmo, mas droga, você ainda é humano. Imperfeito. Talvez mais do que a maioria.

Você sabe o que tem que fazer. O que você deve fazer. Engole esse choro, segura essas lágrimas. Quando elas vierem com força, vai no banheiro e fica lá até passar. Não deixe que ninguém veja o quanto você está machucado, porque isso pode chateá-las, talvez. Ninguém gosta de alguém depressivo por perto, deixa todo o ambiente triste. E se alguém tiver que sofrer, que seja apenas você, que vai sofrer de qualquer jeito.

E quando for insuportável, espere até que os céus mandem as chuvas, quando as lágrimas se misturarão às gotas d'água.

You'll never know that I still love you so
Though the heartaches remain
I'll do my crying in the rain

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* Em tempo, esse post foi escrito sob efeito de vinho, vodca, leite condensado e gelo.

2009-02-23

Desabafo

Antes de ler este post, sugiro que você saiba o que aconteceu até agora (o post anterior).

Depois de um tempo digerindo tudo, escrevi um email que enviei a ela, já nas suas férias. A maior parte dele está aqui abaixo:

Sabe, não vou mentir pra você. Eu gosto de você. Sempre gostei. Mais do que apenas como amiga. Te acho especial, em todos os sentidos.

Eu nunca falei nada antes, e nem demonstrei nada (ou pelo menos eu acho que não; eu acredito que consigo disfarçar muito bem o que eu sinto), por uma série de motivos, como você ser casada na época, ou eu achar que não estaria a sua altura (e você saber disso).

De certa maneira, esses motivos ainda existem: eu ainda acho que não estou a sua altura, e provavelmente nunca vou estar; você não está mais casada, mas é recém-divorciada, o que também é uma situação bem complicada...

Então, eu acho que seria melhor pra você se eu nunca tivesse falado nada. Seria algo a menos pra você pensar.

Mas eu falei e não vou voltar atrás. Aliás, nem teria como, pois existem 3 coisas que não voltam, segundo aquela velha frase: a flecha lançada, a palavra dita e a oportunidade perdida.

E eu também não queria perder a oportunidade. A oportunidade de olhar nos seus olhos, depois da palavra lançada. Mesmo que o resultado não fosse o que eu gostaria (mas o que eu imaginava). Porque eu acho que essa oportunidade se perderia, caso eu esperasse muito mais. Porque talvez (ou muito provavelmente) eu esteja indo embora.

Portanto, peço que perdoe esse meu egoísmo...

Porque eu posso dizer que já sabia o que você diria. Mas mesmo assim, eu tinha que falar. Nunca me iludi quanto a sua resposta. Mas eu precisava fazer a pergunta. Não sei se você vai me entender, mas...

Mais uma vez, desculpe pelo egoísmo. Foi só dessa vez, te garanto.

Sei que no trabalho pode ficar um clima esquisito. Mas eu tenho uma proposta: fingir que nunca houveram esses emails. Eu consigo disfarçar bem, já disse isso acima. Então, pra mim, continuar como era não vai ser um grande problema.

Bem, era isso o que eu gostaria de dizer. Desculpe pelo longo email, ficou maior do que eu esperava...

Se um dia você precisar de ajuda pra carregar uma máquina (metaforicamente ou não), se você quiser, pode contar com a minha ajuda.

Um beijo,


E foi isso.

Quando eu escrevi esse email, eu realmente quis dizer tudo o que está escrito ali. Mas hoje, não sei se consigo continuar como estava antes. Quer dizer, vou tentar, mas não está sendo nada fácil. Não sei se conseguirei ser tão forte a ponto de conseguir disfarçar, nem de continuar sendo como era.

Talvez eu tenha que me retirar um pouco... Me retirar de mim mesmo.

Anteriormente...

Previously, on Lost... Ops!

Anteriormente, na minha vida...

- Há mais ou menos dois anos e meio atrás, foi a primeira vez que eu a vi. Desde então, fui apaixonado por ela, mas nunca havia falado nada.

- Logo no início de janeiro desse ano, saiu o resultado de um concurso que eu havia feito. E eu passei em terceiro (sendo que tinham mais de 30 vagas), só que era para trabalhar em outra cidade, Curitiba. (Prós: profissionalmente mais interessante, incluindo o salário $$$. Contras: levar a vida em Florianópolis é bem mais tranquilo.) E as chances de eu ser chamado logo eram muito grandes.

- Ela ia tirar férias no meio de janeiro. E uma semana depois, eu também. Havia grandes chances de eu apenas voltar de férias apenas para pedir demissão, pra ir para o novo emprego (se eu realmente optasse por ir).

- Passei um dos piores dias da minha vida na quinta-feira. Estava inclinado a ir, mas uma coisa me impedia de tomar uma decisão racional: a dúvida. A dúvida de nunca ter perguntado, de nunca ter falado nada. O famoso e se... Mesmo sabendo que tinha 99,99999% de chances da resposta ser não.

- Sexta-feira, no último dia de trabalho dela antes das férias, eu mandei um e-mail com isso aqui como presente de aniversário (ela faria aniversário no período de férias).

- No mesmo dia, ela enviou uma resposta. A resposta foi que eu não deveria me iludir com ela. E que ela me considerava um amigo.

E então, algo morreu...

2009-02-17

Sem você não tem graça

Nestas férias, viajei. Li livros, assisti a bons filmes no cinema. Comi algumas coisas diferentes, outras iguais mas deliciosas. Bebi. Fiz coisas diferentes das que eu geralmente faço, como ir à praia (e me queimar todo). Ou então jogar minigolfe.

Enfim, tentei viver um pouco mais a vida, dizendo sim à vida. Mas tenho que admitir que mesmo nos momentos em que eu mais me divertia, sempre parecia estar faltando alguma coisa.

E hoje, voltando debaixo de chuva, de uma sessão de cinema no CIC, me dei conta de que o que sempre faltou foi você.

Porque como diz aquela música:

Onde quer que eu vá
O que quer que eu faça
Sem você não tem graça




Letra:
Fogo - Capital Inicial

Você é tão acostumada
A sempre ter razão
Você é tão articulada
Quando fala não pede atenção

O poder de dominar é tentador
Eu já não sinto nada
Sou todo torpor

É tão certo quanto calor do fogo
É tão certo quanto calor do fogo
Eu já não tenho escolha
E participo do seu jogo, eu participo

Não consigo dizer se é bom ou mal
Assim como o ar me parece vital
Onde quer que eu vá
O que quer que eu faça
Sem você não tem graça

Você sempre surpreende
E eu tento entender
Você nunca se arrepende
Você gosta e sente até prazer

Mas se você me perguntar
Eu digo sim, eu continuo
Porque a chuva não cai
Só sobre mim

Vejo os outros;
Todos estão tentando
E é tão certo quanto calor do fogo
Eu já não tenho escolha
E participo do seu jogo, eu participo

Não consigo dizer se é bom ou mal
Assim como o ar me parece vital
Onde quer que eu vá
O que quer que eu faça
Sem você não tem graça

É tão certo quanto calor do fogo
É tão certo quanto calor do fogo
Eu já não tenho escolha
Eu participo do seu jogo
Eu participo do seu jogo

É tão certo quanto calor do fogo
É tão certo quanto calor do fogo
Eu já não tenho escolha
Eu participo do seu jogo
Eu participo do seu jogo, do seu jogo.

2009-01-14

Coisas que nunca terminarão

Certas coisas têm um início, mas não um fim. Ou melhor, elas têm um fim, só não é realmente um final. É mais um abandono do que um final.

espiral sem fim
Com textos, isso acontece muito. Quantas obras de grandes escritores permaneceram inacabadas? Geralmente pela morte do autor, que por um motivo ou outro, foi adiando, adiando, e deixou algo incompleto. Por vezes, ainda privado.

E as vezes, este texto, escondido de todos, é redescoberto por algum parente ou alguém próximo, na forma de rascunhos, rabiscos, e talvez acabe vendo a luz do dia, talvez tendo o seu final escrito por outro, ou talvez deixado incompleto...

Os versos abaixo eu escrevi uns tempos atrás, num momento de tédio numa apresentação em que eu tinha de estar presente. E eles estão incompletos, brutos e sem raison d'être.

Mas eu não quis que eles ficassem pegando poeira na estante virtual dos meus arquivos, então eu decidi simplesmente deixá-los por aqui:

Amo o teu jeito contido de sorrir.
Amo o som das tuas gargalhadas escapadas.
Amo o teu olhar sereno sempre a fugir.
Amo o teu olhar firme que diz tudo, sem falar nada.

Amo a tua voz rouca, mas baixa e suave.
Amo a autoridade que a tua voz naturalmente transmite.
Amo a tua pele nem de ébano nem de neve.
Amo cada marca ou pinta que na tua pele existe.

2009-01-11

A primeira vez que te vi

Eu ainda me lembro da primeira vez que eu te vi. Era a quinta-feira da primeira semana de agosto de 2006. Eu havia chegado na empresa bem cedo, pro meu primeiro dia de trabalho, um pouco antes das sete e meia da manhã. A moça do RH havia me dito que esse era o horário padrão. Me enganou.

Eu fiquei esperando do lado de fora da sala do chefe do departamento, para saber exatamente aonde iria trabalhar. Mas claro que o T., chefe do departamento, demoraria a aparecer, ele só chegaria quase as nove, que era mais ou menos o horário normal dele. Chefe tem a regalia de não precisar chegar no horário certinho, não?

Um pouco depois das oito, eu acho, foi a primeira vez que eu te vi. Você estava vestindo calça jeans e um moleton azul claro. Eu não achava que estava fazendo frio, mas eu sempre fui mais calorento.

Eu estava sentado numa poltrona bem de frente para o corredor, quando vi uma mulher de cabelos pretos lisos curtos, vindo pelo corredor, com as mãos nos bolsos, andando nem tão devagar nem tão rápida, e com a coluna um pouco curvada pra frente, mal de pessoas como nós, que ficam o dia inteiro na frente do computador.

Você veio e perguntou pelo T. A secretária, disse que ele não havia chegado ainda. E você virou e se foi.

E essa foi a primeira vez que eu te vi. Vindo e indo.

Faz tempo que eu não vejo você com aquele moleton azul claro... Me pergunto se a minha memória não anda me enganando.

Mas me lembro de que pensei naquela hora algo assim: "uau, seria bom trabalhar com ela". Não, eu não tinha a mínima idéia de quem você era. Mas hoje, não posso deixar de notar que naquela hora, havia um certo deslumbramento, uma boa primeira impressão. Que só melhorou desde então, diga-se de passagem.

Porque eu acho que eu não tinha consciência na época, mas hoje, eu vejo que naquele momento eu me apaixonei. Por você.

2008-12-19

Acrósticos - Luciana

Luciana

Luz que afasta as trevas de dentro de meu coração.
Um sorriso teu é mais do que uma benção.
Como um sonho, é cada momento ao teu lado.
Inimaginável é tua ausência, esse é meu fardo.
Amor é apenas uma palavra vazia sem ti.
Não me canso de te olhar e te ver sorrir.
A palavra é pouca para o que tu me fazes sentir.

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Outros acrósticos de Luciana aqui e aqui.

2008-11-30

Passeio pela Rua Rosa

Hoje fez sol, e eu resolvi dar um passeio, subindo um dos muitos morros que existe nesta cidade.

Levei uma hora pra subir (e não cheguei no topo), neste morro que fica no meio da cidade.

From Pela Rua Rosa

Florianópolis tem um lado bem interiorano embutido no meio do seu asfalto.

From Pela Rua Rosa

Se alguém quiser ver mais, coloquei algumas fotos neste álbum no Picasa.

2008-11-23

Olhos

Estou aqui vendo uma foto sua no computador, tirada em um evento, no meio de um monte de outras pessoas. Mas redimensionei e posicionei as janelas, de forma que somente você apareça. Porque essas outras pessoas não me interessam.

Porque o único sorriso na foto que me interessa é o seu. Porque os únicos olhos que eu quero ver são os seus. Sei que eles miram o fotógrafo, mas não me interessa: a ilusão que a foto me proporciona, que você está olhando pra mim, neste momento basta. Não, eu minto. Essa ilusão não me basta mais.

olhos
Hoje tudo o que eu queria era que você me olhasse nos olhos. Que você me olhasse e deixasse ser olhada. Porque tem tanta coisa nos seus olhos que eu ainda não sei. Porque eu vejo tanta beleza dentro deles, que eu, egoísta, quero conhecer. Porque eu vejo uma tristeza neles que me dói, e eu não sei explicar o porquê.

Porque dentro dos seus olhos, eu vejo a mim mesmo tendo esperança. E esperança é artigo raro pra mim, há muito tempo eu não tenho isso.

Eu gostaria que você abrisse seus olhos e me visse, também abrindo os olhos. E que sentisse o mesmo que eu sinto quando te vejo.

Não, estou me enganando. Eu não GOSTARIA de nada disso. Eu PRECISO disso. Porque eu não consigo mais viver sem olhar nos seus olhos.

O que eu gostaria de verdade é que você também tivesse que olhar nos meus...
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