Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 02/07/2018, com uma ouvinte que se tornou mãe e quer mudar de emprego para ter mais tempo com o filho.
Avalie oportunidades de médio prazo ao mudar de emprego por causa da família
Escreve uma ouvinte: "Tenho 29 anos e me tornei mãe faz um ano. Sou formada em Engenharia Química e atualmente tenho um cargo de gerência em uma empresa boa, porém muito distante da minha residência. O deslocamento e as responsabilidades gerenciais me obrigam a ficar treze horas por dia, longe de meu filho. Desejo continuar trabalhando, mas ser uma boa mãe é minha principal prioridade pelos próximos anos.
Estou disposta a conseguir outro emprego mais próximo de casa, para trabalhar em funções que não sejam de liderança e, portanto, com remuneração inferior a que eu tenho atualmente, com menos cobranças e com horários mais fixos de entrada e de saída. Como posso expressar tudo isso em meu currículo e em entrevistas, sem ser interpretada indevidamente?"
Vamos lá. No currículo você não precisa colocar os motivos relatados nesta mensagem. Apenas coloque como "Objetivo", uma função técnica.
Enumere as empresas em que trabalhou, sem mencionar o seu atual cargo de gerente, mas citando a sua formação em Engenharia. Um currículo assim lhe dará mais possibilidade de ser chamada para entrevistas. E nelas você poderá explicar as suas razões para mudar.
Mas eu sugiro que você tente encontrar uma empresa que possa lhe proporcionar oportunidades futuras em médio prazo, porque o tempo de crescimento dos filhos é bem mais acelerado do que os anos de carreira das mães.
Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 19/05/2015, com um ouvinte que voltou da licença-maternidade e não executa mais as tarefas que executava antes.
Perdi tarefas importantes após voltar da licença-maternidade
Uma ouvinte escreve: "Saí em licença-maternidade e quando voltei ao trabalho, descobri que tudo havia mudado. Minhas tarefas anteriores já haviam sido assumidas por outra pessoa, que as manteve quando voltei, por decisão da chefia. As novas tarefas que me foram dadas são menos importantes e bem menos desafiadoras do que aquelas que eu tinha antes. Sinto-me feliz como mãe, mas com a insatisfação de ver que a minha carreira regrediu, pelo menos, cinco anos. Neste momento, o que eu ganho é demais para o que eu faço. E meus pedidos para assumir novos desafios foram ignorados pela chefia. Em vista dessa situação, o que eu posso esperar?"
Em curto prazo, nada de assustador, porque a lei trabalhista lhe garante uma estabilidade de cinco meses após o parto. O que a empresa fez foi apenas garantir a continuidade do trabalho interno durante a sua ausência. E você não deve ver isso como uma espécie de vingança por você ter decidido engravidar.
Se não existe em sua empresa, nenhum caso de mãe que foi dispensada após o período de estabilidade, isso também não acontecerá com você. O que está ocorrendo é apenas um momento de ajuste de funções, que se resolverá em breve tempo.
Portanto, a minha sugestão é que você se dedique o seu bebê e, no serviço, faça o melhor que você puder as novas tarefas que lhe foram confiadas, para mostrar que você continua sendo a mesma funcionária eficiente de antes. Isso será mais determinante para o seu futuro imediato do que qualquer pedido ou queixa que você faça.
Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 08/08/2014, com uma ouvinte que deseja engravidar, mas tem receio do que poderá acontecer com seu emprego.
'Devo consultar meu superior sobre a minha ideia de engravidar?'
Uma ouvinte escreve: "Sou casada há três anos e venho adiando um plano para engravidar, porque fico em dúvida se a empresa em que trabalho irá me manter empregada após o término da licença-maternidade. Seria prudente eu consultar o meu superior hierárquico a esse respeito?"
Não, não creio que seria. Pode até ser que ele lhe responda que, caso você venha a ter um filho, o seu emprego estará garantido quando você retornar ao trabalho. Mas e se ele lhe disser que seria melhor você esperar mais alguns anos para engravidar, porque você é muito importante para a empresa? Nesse caso, que atitude você tomaria? Adiaria seus planos familiares para se manter empregada?
Nos dias atuais, é cada vez maior o número de mulheres que vêm dando prioridade à carreira, adiando o casamento e a gravidez para quando estiverem mais estabilizadas profissionalmente e mais seguras financeiramente. Essa é uma decisão que deve ser respeitada, como também merece respeito uma decisão de priorizar a família. Nenhuma dessas duas decisões, porém, deve ser compartilhada com chefes ou empresas. A decisão é apenas sua e de seu marido.
Se a situação financeira de vocês dois não permite que vocês deem a um filho, a educação e o conforto que vocês pretendem dar, no caso de você eventualmente ficar desempregada, aí a decisão de esperar mais um pouco para engravidar precisa ser feita pensando no futuro da criança, que estará com vocês para sempre. E não na opinião de um chefe, que nessa equação é somente uma figura temporária e passageira.
Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 11/04/2014, com um ouvinte que está sobrecarregado de trabalho depois que uma colega saiu em licença-maternidade.
'Sinto-me sobrecarregado por assumir trabalho de colega que saiu de licença-maternidade'
"Não sei se tenho uma dúvida", um ouvinte escreve. "Acho que é mais um desabafo. É o seguinte: a empresa em que trabalho concede uma licença-maternidade de seis meses. Uma colega de trabalho recebeu essa licença. Ótimo, para ela e para o bebê. Ótimo para todas as parturientes. Só que não foi ótimo para mim, que fiquei com o trabalho dela enquanto a licença durar. Falei com o meu chefe e ele me disse que cada um precisa fazer a sua parte."
Bom, vamos começar pelo óbvio fato de que para beneficiar uma parte não é preciso prejudicar a outra. Veja o exemplo dos corredores de ônibus nas grandes metrópoles. A maioria deles passou a ocupar uma faixa antes destinada aos automóveis. Todos concordamos que o transporte público deva ser agilizado para atender à grande parcela da população que o utiliza. Só que, para fazer isso, diminuiu-se o espaço dos automóveis, que são dirigidos por pessoas que pagaram e pagam impostos e taxas para comprá-los e mantê-los, e adquirem combustíveis carregados de impostos para movê-los. O problema de todos seria solucionado com a construção de mais ruas, mas essa é uma providência que demanda tempo, trabalho e investimento. A saída mais simples é sempre a da demagogia: beneficia-se rapidamente e sem muito custo, aos que merecem o benefício, mas prejudicando os que não merecem o prejuízo.
No caso da sua empresa, a contratação de uma temporária resolveria a questão da licença-maternidade, mas a solução mais econômica foi transferir toda a carga para você. Como bem disse o seu chefe, cada um deve fazer a sua parte. O único problema é que você está fazendo três: a sua, a da colega e a da empresa.
Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 20/02/2014, com um ouvinte empresário que recebe ligações das mães dos funcionários para saber como os filhos estão indo no trabalho.
'Recebo ligações de mães para saber como filhos estão indo no trabalho'
Um ouvinte escreve: "Sou empresário há 28 anos e tenho uma organização com 39 funcionários. A maioria, jovens, entre 18 e 22 anos. Como não posso pagar salários altos, nem oferecer os benefícios que empresas maiores oferecem, explico aos recém-contratados que estou dando a eles a primeira oportunidade da vida profissional. E que sei que eles irão sair assim que tiverem uma oportunidade melhor. Dou carta de recomendação aos que pedem demissão e tento manter um ambiente de trabalho sadio e agradável.
Explico tudo isso porque, recentemente, estou me deparando com algo que nunca tinha visto. Mães de meus funcionários têm me ligado, com frequência cada vez maior, para saber como os filhos estão indo, se há algo que elas possam fazer e coisas desse tipo. Não raramente, uma mãe me diz como o filho precisa ser tratado, como se eu fosse um professor de escola. Estaria eu sendo desrespeitoso se dissesse que sei como orientar meus funcionários?"
Bom, vamos lá. Um fenômeno que os sociólogos já vêm estudando há algum tempo, é o do prolongamento da adolescência. A entrada na vida adulta, com todas as responsabilidades que ela demanda, está sendo esticada para perto dos 30 anos. Esse é um dos motivos que levam os jovens a trocar de emprego com tanta facilidade.
Você pode determinar a seus funcionários que expliquem aos pais que eles não devem ligar para a empresa, porque a relação entre empregador e empregado jamais incluiu uma figura externa como intermediário.
Fora isso, a preocupação dessas mães não deixa de ser fascinante. Embora em nada contribua para com o amadurecimento profissional dos filhos.
Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 21/10/2013, com uma ouvinte que se afastou do mercado de trabalho por 21 anos para cuidar de seus filhos e agora quer retornar.
'Quero voltar ao mercado de trabalho após 21 anos afastada depois de ter sido mãe'
Uma ouvinte escreve para confessar que tem 47 anos e relata: "Trabalhei em empresas dos 18 aos 26 anos, mas parei quando nasceu o meu primeiro filho. Hoje, com dois filhos criados que já não precisam mais tanto de mim, ou pelo menos é isso o que eles me dizem, estou pensando em voltar a trabalhar. Meu currículo, eu sei, não me recomenda, porque passei 21 anos fora do mercado. Mas tenho formação superior e pergunto se as empresas me descartariam sem sequer me dar uma chance de mostrar o meu valor?"
Não, não descartariam se você bater na porta certa. A minha sugestão é que você comece buscando vagas temporárias. Se você fizer uma busca na internet, encontrará sites que oferecem vagas desse tipo para pessoas acima de 40 anos.
A vantagem desse recomeço mais lento, e se possível em meio período, é que você terá tempo para se acostumar com as mudanças que aconteceram no mercado de trabalho nesses últimos 20 anos, e que não foram poucas, tanto no campo tecnológico quanto no de relações humanas.
Um trabalho temporário, mesmo que não seja exatamente o tipo que você tem em mente, nem ofereça o salário que você gostaria de começar ganhando, lhe daria a oportunidade de entrar em uma empresa e mostrar o seu trabalho e a sua dedicação.
Se não der certo logo na primeira empresa, dará em alguma outra. E aí você será efetivada sem precisar passar pela preocupação de ter que explicar a desconfiados entrevistadores, que você tem energia e conhecimento para reiniciar a carreira. Boa sorte!
Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 31/05/2013, com o caso cada vez mais comum de uma ouvinte que parou a carreira para cuidar dos filhos e agora quer saber como voltar ao mercado de trabalho.
'Parei de trabalhar aos 22 anos para cuidar dos meus filhos e agora quero retornar ao mercado'
Uma ouvinte escreve: "Quando eu tinha 22 anos interrompi minha carreira profissional para me dedicar à criação de meus filhos. Hoje eles cresceram e eu comecei a me ver sem ter tanto para fazer. Tenho curso superior, sempre procurei me manter atualizada através de leituras, mas estou com 45 anos. Pergunto: como o mercado de trabalho avaliaria o meu interesse em voltar a trabalhar?"
Vamos lá. Muitas donas de casa que fizeram a opção que você fez, de dar prioridade à criação e educação dos filhos, estão pensando da mesma forma que você. Sua presença em casa já não é tão necessária e você tem ainda muitos anos pela frente, que poderiam ser melhor aproveitados ganhando dinheiro e se sentindo útil. Nessa ordem ou na ordem inversa.
O que eu lhe sugiro é que você não tente conseguir um emprego através do cadastramento em um site ou do envio de currículos para empresas. As duas décadas que você passou distante do mercado de trabalho já seriam suficientes para que você não passasse pelo funil de uma pré-seleção.
Inicialmente, seria melhor você procurar agências que terceirizam profissionais para outras empresas, para serviços temporários ou cobertura de férias. Isso permitiria que você começasse a fazer trabalhos, que talvez estejam abaixo de sua capacidade. Mas, por outro lado, lhe dariam tanto a oportunidade de voltar a se acostumar com o ambiente corporativo, quanto a de se adaptar às mudanças que ocorreram nos últimos vinte anos e que não foram poucas.
Depois de um ano como terceirizada, passando por algumas empresas e executando diversas tarefas, você poderá começar a procurar uma vaga efetiva, já sem o peso do longo hiato que a sua carreira sofreu, por motivos mais do que justos. Boa sorte!
Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 13/02/2013, com uma ouvinte que tem tido boas oportunidades na empresa e pretende engravidar em breve, e por isso, está em dúvida sobre as consequências disso na sua carreira.
'Devo conversar com a empresa sobre minha intenção de engravidar?'
Uma ouvinte escreve: "Tenho 27 anos, estou casada faz quatro anos e pretendo engravidar em breve. Acontece que venho recebendo oportunidades de promoções em meu emprego e estou em dúvida sobre as consequências que uma gravidez neste momento teria sobre a minha carreira. Devo conversar com a empresa sobre a minha intenção?"
Vamos lá. No mercado de trabalho existem mulheres em número cada vez maior que são excelentes profissionais e que seriam ótimas mães. Acredito que esse seja, provavelmente, o seu caso. Imagine então que você fale com o seu chefe. E ele sugira que você adie o projeto da gravidez porque a empresa tem grandes planos para você em médio prazo. Qual seria a sua reação? Dizer: "tudo bem, então o filho fica para mais tarde" ou explicar para o chefe que a gravidez é mais importante do que uma eventual promoção? Se for o segundo caso, você nem precisa se dar ao trabalho de discutir o assunto com o seu chefe. Se for o primeiro caso, é uma indicação de que você, neste momento, ainda dá mais importância à carreira do que à maternidade.
Além disso há um outro fator que pesa bastante. Como a sua empresa lida com a gravidez das funcionárias com bom potencial de carreira? Existem empresas que não veem a maternidade como um empecilho ao desenvolvimento profissional da mulher. Ela volta da licença maternidade e continua a receber oportunidades. E existem outras empresas que, muito infelizmente, não são tão compreensivas. Então avalie como a sua empresa agiu em casos anteriores de gravidez. Essa é a melhor referência para você e seu marido tomarem a decisão mais acertada.
Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 17/03/2011, sobre como uma ouvinte que quer engravidar e que tem um trabalho estressante deve proceder para ter uma gravidez tranquila.
'Tenho 37 anos, um trabalho exaustivo e penso em engravidar'
Uma ouvinte que é gestora numa multinacional escreve para dizer que está planejando engravidar, porque já tem 37 anos. Porém, o trabalho dela é estressante. Além da preocupação normal que a função exige, a cobrança por parte do diretor é constante e contínua, inclusive fora do horário de expediente, através de email e celular. Como a ouvinte quer ter uma gravidez tranquila, ela primeiro pensou em mudar para um emprego mais sossegado. Mas decidiu que não quer mentir sobre a futura gravidez numa entrevista, e se não mentir, sabe que não será contratada. Depois ela pensou em conversar com o diretor, mas não sabe como abordar o tema. E me pergunta o que eu acho.
Bom, quanto à gravidez, eu acho excelente, embora eu não tenha pessoalmente passado por essa experiência. Quanto ao que fazer, a minha recomendação seria a mais simples: nada.
Não fale com o diretor antecipadamente. De repente, ele sugere que você não engravide, porque o seu trabalho é vital e coisa e tal. E aí você entraria num choque de opiniões com ele.
Engravide e anuncie a novidade. O que irá acontecer? Você terá a tranquilidade que deseja. O que eu aprendi na vida profissional é que quanto mais a barriga aumenta, mais a pressão diminui. Nem mesmo o mais insensível dos chefes pensaria em pressionar uma mulher grávida com a mesma persistência e o mesmo furor de antes da gravidez.
É até possível que você seja transferida para uma função menos importante nos últimos meses de gravidez. Mas não se preocupe com a perda do status. A sua prioridade é ter uma boa gestação. E depois... Bom, depois é depois. Um filho irá mudar a maneira como você vê a vida. O que você pensa hoje talvez não seja o que você pensará daqui a dois anos. Então, dê um passo de cada vez. E boa gravidez.
'Tento explicar que tenho filhos, mas entrevistadores não me dão atenção'
"Pela primeira vez após onze anos", escreve uma ouvinte, "estou procurando emprego e venho fazendo entrevistas, até agora sem sucesso. Tenho escolaridade e experiência para competir pelas vagas a que me candidato, mas tenho também uma situação pessoal que tento explicar aos entrevistadores. Sou mãe de dois filhos pequenos e preciso dar atenção a eles. Mas percebo que os entrevistadores não estão interessados em me ouvir. Já fui cortada várias vezes antes de terminar minhas explicações. É isso mesmo? O mercado de trabalho se tornou insensível?"
Bom, pelo contrário, eu acredito que o mercado tenha se tornado mais sensível nas últimas duas décadas. Mas vamos tentar entender as diferenças entre sensibilidade e praticidade.
Uma empresa abre uma vaga. E sai procurando candidatos adequados a ela. Nas entrevistas, cada candidato passa por uma bateria de perguntas de interesse da empresa, até o entrevistador se sentir satisfeito e poder decidir quem será o o escolhido. Do outro lado da mesa estão os candidatos, e cada um deles tem algum tipo de situação peculiar. Ou familiar, no caso da nossa ouvinte, ou de tempo para estudar, como é o caso de muitos jovens.
A nossa ouvinte pode, e deve, perguntar ao entrevistador qual é o procedimento da empresa em relação a horas extras, ou a saídas ocasionais durante o expediente, ou a ligações particulares no trabalho. Nenhum entrevistador que conheço se recusaria a responder qual é a política da empresa. A partir das respostas que ouviu, o candidato pode decidir se aquela empresa é adequada ao que ele procura.
A coisa muda de figura quando um candidato começa a relatar uma situação pessoal, esperando que a empresa considere mudar seus procedimentos, para acomodar um caso individual. Empresas médias e grandes não fazem isso, porque a única maneira de manter um ambiente estabilizado é deixando claro o que pode e o que não pode. Por exemplo, uma empresa pode ter uma norma de horário flexível para todos os funcionários. Mas, se não tem, não irá criar uma norma para um só.
A minha sugestão é que a ouvinte direcione a sua busca para empresas menores. E principalmente as familiares. Elas tendem a ser mais receptivas a questões pessoais, porque têm menos empregados e porque o dono pode mudar as regras sem precisar consultar ninguém.
'Fiquei grávida e acho que serei dispensada assim que a lei permitir'
"Eu tenho um bom salário e estou nesta empresa há três anos", escreve uma ouvinte. "Tudo ia bem até o dia em que eu comuniquei a meu gerente que estava grávida. Imediatamente ele me colocou de lado. Não me passou mais trabalho, deixou de conversar comigo e eu acabei ficando com um tempo ocioso que não consigo preencher. Imagino que vou ser dispensada no momento em que a legislação permitir que meu gerente tome essa decisão.
Tentei conversar com meu gerente e explicar a ele que a gravidez e a maternidade não vão influir em nada. E que eu tenho intenção de dar continuidade à minha carreira. Mas ele não quis me ouvir. Não foi mal educado, me tratou respeitosamente, mas não me deu nenhuma perspectiva de futuro. Sei que se eu sair procurando outro emprego agora, não vou conseguir. Acho quase impossível uma empresa contratar uma mulher grávida de quatro meses. O que você sugere que eu faça?"
Eu sugiro que você se concentre em sua gravidez. Ela é muito mais importante do que o seu emprego. Dito isso, você pode, com a autorização do seu gerente, colocar-se a disposição da área de recursos humanos de sua empresa, para ser aproveitada em outro setor.
Ou pode chegar a um acordo com o seu gerente para permanecer em casa, já que ele parece ter deixado claro que a sua presença no escritório é dispensável. Pela descrição que você fez da situação, é bem provável que ele concorde, já que a sua presença terá um custo maior para a empresa, do que a sua ausência.
Pelo lado bom, eu conheço muitas empresas que tratam a mulher grávida com o respeito e a dignidade que ela merece. O que está acontecendo com você é algo que acontecia com certa frequência, mas décadas atrás. Naquela época, não era incomum que chefes se julgassem donos de suas subordinadas, a ponto de elas terem que pedir a eles, permissão para engravidar.
Hoje o mercado de trabalho mudou, mas alguns chefes ainda não mudaram. Só não permita que esse tipo retrógrado de atitude, possa lhe causar um mal muito maior do que desacelerar a sua carreria. Seu filho é a sua prioridade. Prepare-se para ele. Todo o resto, você irá resolver no devido tempo.
"Peitos felizes fazem as pessoas felizes". Eu acho difícil discordar do título deste video (Happy Boobs make Happy People). E podem ver tranquilos no trabalho:
Adorei. Por vários motivos (não vou citar os óbvios):
1 - O vídeo é uma propaganda viral da loja belga Boobs 'n Burps, de Bruxelas, especializada em artigos para mães e bebês. Tem como não adorar o nome da loja? Traduzindo, algo como Peitos e Arrotos.
2 - A música no vídeo é tipo um hino religioso, ou música gospel (não entendo dessas coisas). O nome da música é Celebrating Hearts Aligned. Além do ritmo ser gostosinho, bem legal, não acham genial colocar uma música dessas pra embalar peitos dançando?
Quando Morpheus diz a Neo, em Matrix, que o destino não carece de ironia, eu tenho que concordar. Assistir o novo filme da Jennifer Lopez, Plano B (ou The Back-up Plan, no original) não era nem meu plano C sábado a tarde, mas acabou virando o plano A mesmo, depois que o destino (e o Cinemark) aprontaram, cancelando a sessão de outro filme que eu veria. Pra não perder a ida ao shopping, nem esperar uma hora pra ver outro filme, encarei o Plano B mesmo. E me arrependi.
Plano B é uma fraca comédia romântica que nos apresenta a protagonista Zoe (Jennifer Lopez), uma mulher profissionalmente estável, dona de um pet shop, que se cansou de esperar pelo "cara certo" e decidiu ter um filho sozinha, usando inseminação artificial. No dia da sua primeira tentativa de inseminação (pra quem não sabe, geralmente a gravidez não ocorre de primeira, por isso, são feitas várias tentativas), Zoe acidentalmente "esbarra" com Stan (Alex O'Loughlin), quando os dois tentam pegar o mesmo táxi. Um primeiro encontro fortuito, um pouco de antagonismo a primeira vista, e um flertezinho final. Clichê claro, mas ainda assim, passável.
Alguns dias depois, por um lance do destino, Zoe encontra Stan numa feirinha (ele é produtor de queijos artesanais), e então você já sabe o que acontece. Stan corre atrás de Zoe, que a princípio não quer nada, mas acaba se apaixonando. Só que essa paixão corre o risco de ir por água abaixo porque Zoe está grávida e Stan não quer ter filhos. Só que no final, o amor vence e blá blá blá, mas não antes de passar por alguns problemas, sobretudo, a insegurança de Zoe.
Os créditos iniciais do filme é uma pequena animação, onde a protagonista enxerga bebês em todas as cenas de um cotidiano. Essa cena inicial, apesar de uma animação, dá o tom do filme: de exagero, de caricatura. Tudo é muito exagerado, especialmente os diálogos forçados. Tome como exemplo todos os diálogos entre Zoe e sua amiga Mona (Michaela Watkins), sobre gravidez e filhos, onde Mona desencoraja a amiga, afinal, ela tem três crianças. Se quando Mona fala sobre como sua vagina ficou depois dos partos, não é um exemplo claro de diálogo exagerado (e com pouca graça), não sei mais o que poderia ser.
Uma das coisas que geralmente ajudam uma boa comédia romântica (sobretudo na parte cômica), são os coadjuvantes, aqueles amigos dos protagonistas, que muitas vezes chegam a ser tão ou mais carismáticos que os próprios. Neste Plano B, os coadjuvantes simplesmente são jogados para escanteio. Os empregados e amigos de Zoe, por exemplo, têm tão pouco tempo na tela e tão pouco a acrescentar, que sinceramente não sei porque estão no filme. E, se do lado de Zoe temos a amiga Mona tentando dar uma elevada no nível cômico, do lado de Stan temos o pai do playground interpretado pelo comediante Anthony Anderson, que basicamente interpreta ele mesmo, de maneira meio preguiçosa, até.
E falando em interpretações, as dos coadjuvantes estão totalmente caricatas, o que não é de se estranhar, dado o clima exagerado do filme. Jennifer Lopez até que não faz feio em tela, mas o roteiro dá pouca brecha pra ela exercitar algo mais do que uma carinha meiga/romântica. Já Alex O'Loughlin parece sempre meio tenso em cena (será o efeito de estar ao lado de Jlo?).
Pra não dizer que o filme não tem nada que valha a pena, destaco dois aspectos. Primeiro, a trilha sonora. Pra quem curte um pop com um quê de balada romântica, o filme usa as músicas muito bem. E em segundo lugar, o colírio para os olhos que são as curvas da Jennifer Lopez, que mesmo na casa dos quarenta, ainda está muito hot, como dizem os americanos. E linda neste filme. Bem, de qualquer forma, a mulherada vai mesmo babar é no Alex O'Loughlin pilotando um trator, sem camisa, no melhor estilo fazendeiro de fantasia feminina.
Sim, o filme transborda clichês. Além daqueles já inerentes ao gênero de comédia romântica, todos os clichês de grávidas no cinema estão presentes: os enjôos e os vômitos sempre nas horas mais inconvenientes, a fome descontrolada, a libido aumentada das grávidas, e qualquer enjôo/vômito denunciando a gravidez, não necessariamente nesta ordem. E vale também destacar (negativamente) a cena do parto natural de uma das companheiras de terapia de Zoe. Essa cena, que tenta fazer graça apelando para a escatologia, provoca menos risadas do que o planejado e mais sentimentos de vergonha alheia.
Tanto o diretor Alan Poul quanto o roteirista Kate Angelo, têm em Plano B, o primeiro filme para cinema de suas carreiras, até então formadas exclusivamente por programas para TV. Sinceramente, o resultado deste filme não é algo de que eu me orgulharia muito.
Uma nova moda vem tomando conta das mulheres grávidas no Japão: tirar fotos nuas. Sim, fotos de nudez, mas nada de amadorismo. As fotos são tiradas em estúdios, e formam um book fotográfico.
(Uma mulher grávida posa em sessão de fotos no estúdio Ixchel, especializado em fotos de maternidade.)
Cada vez mais, as mulheres japonesas têm tido apenas um filho, muitas vezes numa idade um pouco mais avançada (especialmente devido ao trabalho). E uma forma dessas mulheres eternizarem o momento em que vivem, a experiência única em seus corpos e mente, é através de fotos.
(Um empregado passa óleo de massagem na barriga da cliente grávida, antes das fotos.)
Vejam por exemplo o depoimento de Kumiko Yoda, 40 anos, que teve um filho em julho: "Eu estava tão feliz durante minha gravidez. Este momento nunca vai voltar pra mim, e essas fotos são pra minha própria satisfação. Toda vez que eu vejo essas fotos, eu me lembro como eu parecia, e como eu estava feliz quando grávida."
Kumiko Yoda tomou coragem pra tirar as fotos depois que uma amiga mostrou suas fotos nuas tiradas durante a gravidez, a ela. Feitas num estúdio fotográfico especializado em grávidas, o estúdio Ixchel em Tóquio, as fotos inicialmente mostravam apenas a barriga dela. Mas conforme a equipe do estúdio ajudava a relaxá-la, Kumiko tomou coragem e posou nua para a câmera. O resultado, as imagems em preto-e-branco, estão dispostas na casa dela.
Essa moda, que vinha crescendo há alguns anos, estourou quando a cantora Jpop Hitomi posou nua grávida, junto com o lançamento do seu novo álbum.
Diz Natsuko Takada, uma das proprietárias do estúdio Ixchel: "Antes deste boom, as mulheres não sabiam onde ir pra tirar fotos como essas, mesmo que elas quisessem. Mas por causa da atenção da mídia agora, elas conseguem facilmente achar o nosso estúdio. Quando abri o estúdio para fotos de maternidade ano passado, tínhamos menos que 10 clientes por mês, mas só mês passado tivemos mais de 70."
As futuras mamães pagam no estúdio Ixchel, cerca de 660 reais (35 mil ienes) por uma sessão de fotos, que duram cerca de 2 horas.
Ainda no clima de dia das mães, mas menos sacana que as MILFs do post anterior, aqui vão algumas fotos de grávidas e suas barrigas. Mas desta vez sem poses sexy, apenas mamães orgulhosas ostentando pinturas em suas barrigas, mostrando com bom humor e carinho, o que elas sentem pelos futuros joelhinhos (pois é, pra mim, todo bebê tem cara de joelho).
(É impressão minha ou são dois pinguins? E olha que eu prefiro uma Skol...)
(Dizem que o dragão chinês traz felicidade, então, toda felicidade pro pimpolho.)
(Ouvindo um sonzinho. Bebês escutam lá dentro, por isso, por favor não escute funk e afins.)
(Que bom humor!)
(Pois é, não podia faltar uma Hello Kitty..)
(Valeria)
(Tô de olho... A minha preferida.)
(Grávidas têm muita fome, até uma melancia inteira vai pra dentro fácil..)
(Acho que esse aí vai crescer um abelhudo.)
(Flores.)
(Fundo do mar, mundo aquático, bolsa d´água... Tudo a ver.)
(Mas há quem prefira o sol ao invés de água.)
(Essa vaquinha me lembrou alguém...)
(Bob Esponja rox!)
(Mães carregam o mundo nas costas? Ou será na barriga?)