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2019-02-19

O uso das redes sociais para marketing pessoal - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 19/02/2019, sobre o uso das redes sociais para o marketing pessoal.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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O uso das redes sociais para marketing pessoal

redes sociais no trabalho

Um ouvinte escreve: "Tenho notado que alguns colegas de trabalho têm se sobressaído por utilizarem redes de relacionamento, tanto sociais quanto profissionais, para alardearem coisas que eles fazem aqui na empresa. São situações comuns de trabalho, nada de excepcional, mas que quando descritas nas redes, dão a impressão de serem maiores e mais importantes do que realmente são. Eu não sou muito ligado nesse tipo de auto-promoção, que considero exibicionista e presunçoso. Estou errado?"

Mais provavelmente sim, do que não. Estamos falando de duas coisas que existem há muito tempo e que sempre ajudaram a construir carreiras. Uma é o networking e a outra é o marketing pessoal.

As redes profissionais e sociais ampliaram imensamente essa possibilidade de alguém aumentar a própria visibilidade. E esse é o benefício daquilo que seus colegas estão fazendo e você não está.

O que pode dar errado é alguém revelar fatos sobre a empresa que não devem ser expostos publicamente. Por exemplo: lucratividade, faturamento, ou planos e projetos que a direção prefere manter confidenciais. Logo, tudo se resume a uma questão de bom senso.

Quanto a alardear fatos rotineiros como se fossem extraordinários, lembre-se que a propaganda vem fazendo isso desde sempre, e com sucesso. Então, se empresas podem exaltar, até com exagero, a excelência de seus produtos e serviços, por que um profissional não poderia fazer o mesmo por sua carreira?

Max Gehringer, para CBN.

2019-02-08

Como aprender a negociar melhor para receber créditos ao contribuir em um projeto - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 08/02/2019, com uma ouvinte que ajudou em um projeto, mas não recebeu nenhum crédito por isso.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Como aprender a negociar melhor para receber créditos ao contribuir em um projeto

mulher negociando

Uma ouvinte escreve: "Um colega de trabalho recebeu a incumbência de preparar um projeto e solicitou o meu auxílio informal. Eu ajudei e o projeto foi aprovado e elogiado, mas não recebi nenhum crédito.

Projetos desse mesmo tipo são comuns em nossa empresa e eu gostaria muito de assumir um, mas ainda sou nova de casa e só os mais antigos são nomeados, como foi o caso do colega que se aproveitou da minha bondade. Não sei se devo mencionar esse fato ao gerente da minha área ou se aprendo a ser menos compreensiva com as necessidades alheias."


Nenhuma das duas. Procurar o seu gerente, depois do fato consumado, pode ter um efeito inverso ao que você imagina, já que o seu colega mais antigo certamente irá minimizar a sua contribuição. E aí será a sua palavra contra a dele.

E deixar de contribuir com quem possa se beneficiar dos seus conhecimentos, só iria limitar a possibilidade de você ser escolhida para preparar um futuro projeto.

Além disso, não creio que a sua contribuição para o projeto do seu colega tenha sido tão sigilosa, que ninguém mais ficou sabendo. A sua ajuda foi percebida e você será novamente solicitada a colaborar.

Quando isso acontecer, você pode e deve esclarecer antecipadamente qual será a sua participação e que créditos você irá formalmente receber.

O importante, apesar de sua compreensível insatisfação atual, é você ter percebido que tem muito a oferecer aos necessitados. E que só precisa aprender a negociar melhor.

Max Gehringer, para CBN.

2017-11-23

Habilidade para estabelecer boas relações é um diferencial no mercado de trabalho - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 23/11/2017, sobre como o marketing pessoal e o networking são igualmente importantes para a carreira, junto com o estudo e a experiência.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Habilidade para estabelecer boas relações é um diferencial no mercado de trabalho

networking relações de trabalho

Uma ouvinte pergunta: "O que vale mais, o estudo ou a experiência?"

Pensando na carreira, os dois. E eu acrescentaria um terceiro: a habilidade para estabelecer boas relações, uma mistura de networking e marketing pessoal.

Uma pessoa que só tenha estudo pode perder uma vaga para um concorrente que já tenha experiência. Já alguém com muita experiência, mas com pouco estudo, pode se firmar em uma função, mas teria menos oportunidades em médio prazo no caso de promoções.

Mas eu gostaria de enfatizar a importância do marketing pessoal e do networking, porque são duas coisas vitais, que não se aprendem em nenhum curso.

O marketing pessoal é a habilidade que um profissional, mesmo que seja um com pouco estudo e pouca experiência, utiliza para se tornar conhecido, confiável e apreciado.

Em minha carreira, eu vi dezenas de casos em que alguém assim conseguiu uma promoção, superando quem tinha mais estudo e mais experiência. Isso é o que funciona dentro de uma empresa.

Já fora dela, quem consegue criar uma sólida lista de relacionamentos com profissionais de outras empresas, sempre tem uma chance muito maior de conseguir um emprego, ou de mudar para um emprego melhor.

Posso lhe assegurar que alguém com boa formação, boa experiência e habilidade pessoal para se relacionar, dificilmente ficará desempregado. E terá maiores possibilidades de chegar a um cargo gerencial.

Max Gehringer, para CBN.

2016-04-07

Ser chamado de puxa-saco é bullying? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 07/04/2016, com um ouvinte que é chamado de puxa-saco pelos colegas.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Ser chamado de puxa-saco é bullying?

bullying no trabalho

Um ouvinte escreve: "Sou elogiado por meus superiores por sempre me dispor a fazer mais do que me é pedido, inclusive ficar depois do expediente para terminar algum trabalho. Eventualmente o meu gerente me usa como exemplo quando algum colega não está se esforçando como deveria. Eu fico feliz com os cumprimentos, mas os meus colegas me tratam mal, fazem piadas, dizem que sou puxa-saco e outras coisas piores. Isso é bullying?"

Em inglês, sim. O verbo significa atemorizar, intimidar, com o objetivo de provocar medo em quem é mais fraco.

Em qualquer empresa, quando vários empregados de nível semelhante trabalham num mesmo ambiente, é comum haver um certo ritmo de trabalho comum a todos, puxado, mas não exagerado. Porém sempre existem os extremos. De um lado, os que querem trabalhar menos, de outro, os que se esforçam mais. Não raramente, esses acabam sendo tratados pelos colegas como maus exemplos porque, comparativamente, a sua eficiência expõe as deficiências dos demais.

Aí é que entra algo chamado marketing pessoal, que é a arte de se dar bem com todos. No seu caso, oferecer ajuda, não se vangloriar pelos elogios recebidos, participar de qualquer atividade conjunta com os colegas e não só aceitar as piadas, como também fazer piadas sobre si mesmo. Quando tudo isso é feito, a inveja vira respeito.

Agora, se você não quiser fazer nada disso, por questão de temperamento, a opção seria você ignorar o que ouve, pensando que o seu futuro profissional será melhor do que o daqueles que tentam atemorizá-lo.

Max Gehringer, para CBN.

2015-12-16

Marketing pessoal não é só lábia - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 16/12/2015, sobre como o marketing pessoal é importante para promoções na carreira e como a lábia faz parte do marketing pessoal, mas não é tudo nele.

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Marketing pessoal não é só lábia

marketing pessoal

Um ouvinte escreve: "Sinto que algumas vezes deixei de ser promovido por não ter uma lábia tão boa quanto alguns colegas de trabalho, mesmo tendo tecnicamente mais conhecimento do que eles. O marketing pessoal influencia mesmo tanto assim na hora de uma promoção?"

Sim. Não é só a lábia, que, por definição, é a habilidade para convencer alguém só falando, tipo camelô. É também o que um funcionário demonstra no relacionamento com superiores e colegas.

Permita-me dar-lhe um exemplo simples. Se você fosse participar de um evento empresarial, no qual não conhecesse ninguém, e fosse apresentado a uma dúzia de pessoas, no dia seguinte você só se lembraria do nome de três ou quatro delas. Ou porque elas disseram algo que o impressionou, ou pelo jeito como se vestiam, ou pela postura, fosse ela séria ou descontraída. E pode ser que um dos nomes que você não guardou fosse o da pessoa que tivesse a maior competência técnica no recinto, porque, sabendo disso, ela não se preocupou em se fazer notar e por isso ninguém a notou.

Em empresas ocorre algo semelhante. O conhecimento técnico é o mínimo que se espera de alguém que desempenha uma função. O que o funcionário faz além disso é que vai torná-lo visível, aceitável, confiável e potencialmente candidato a uma promoção.

Em empresas, os funcionários estão sendo constantemente observados e quando um é promovido, isso ocorre porque ele já deu demonstrações suficientes de que saberá liderar uma equipe. A boa lábia também entra nessa equação, mas é só uma parte dela.

Max Gehringer, para CBN.

2014-02-28

Cuide do marketing pessoal - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 28/02/2014, com uma lista de 6 atitudes que devem ser evitadas para não prejudicar o seu marketing pessoal.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Cuide do marketing pessoal

marketing pessoal

Alguns ouvintes escreveram para inquirir sobre o marketing pessoal ou a construção de uma boa imagem, que é a terceira perna do tripé sobre o qual se assenta uma boa carreira. As outras duas são escolaridade e bons resultados práticos.

A maioria dessas perguntas parece situar o marketing pessoal ou em um nível próximo ao puxa-saquismo, ou então em um patamar muito acima dos pequenos fatos do dia a dia. Mas é exatamente por aí, naquelas coisas que parecem não ter muita importância, que tudo começa.

Então, vamos a uma pequena lista de atitudes que podem atrapalhar e prejudicar o marketing pessoal.

Primeira: aparência. Vestir-se mal ou de modo relaxado, comparativamente aos colegas.

Segunda: nunca estar disponível para colaborar com quem precisa de uma ajuda ou um favor.

Terceira: tanto na parte profissional, quanto na social, fazer perguntas ou dar respostas sem ter certeza ou conhecimento suficiente sobre aquilo que está perguntando ou respondendo.

Quarta: oferecer sempre uma opinião negativa sobre qualquer tema que esteja sendo discutido.

Quinta: jamais aceitar que cometeu um erro, mesmo que seja um engano normal e facilmente perdoável.

Sexta: nunca elogiar um colega que fez por merecer um elogio.

Individualmente nenhuma dessas atitudes pode ser considerada como uma tragédia. E é provável que cada um de nós tenha e demonstre uma delas durante o trabalho. A soma é que é o problema. Quem tem mais de três delas está dilapidando a própria imagem e não raramente é deixado para trás em promoções.

Em síntese: o marketing pessoal está nos detalhes.

Max Gehringer, para CBN.

2013-10-10

'Nunca sou chamada para participar de reuniões, só para apagar incêndios' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 10/10/2013, com uma ouvinte que nunca é chamada para reuniões e quer aumentar o seu prestígio, mas que lhe está faltando marketing pessoal.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Nunca sou chamada para participar de reuniões, só para apagar incêndios'

apagando incêndios

Uma ouvinte escreve: "Sou contadora e gosto do que faço. Sinto que a minha profissão é essencial, até por questões legais, mas não é muito valorizada pelas empresas. Aqui, onde trabalho, nunca sou convidada a participar de reuniões e só sou chamada para apagar incêndios. Será que me falta uma pós-graduação?"

Não. O que lhe falta é marketing.

Você deve ter acompanhado as passeatas por um Brasil melhor ou por dezenas de outros motivos que levaram os jovens às ruas. Se não se juntou ao povo, você viu as manifestações pela TV. E assim como eu e nosso ouvintes, você pôde ver e ouvir especialistas apresentados como cientistas políticos, que iam a televisão para nos explicar o que estávamos vendo e talvez não estivéssemos entendendo.

Agora pense um pouco. Um cientista político é uma pessoa que fez um curso de ciências políticas e sociais, que dura quatro anos. Você fez um curso de ciências contábeis, que também dura quatro anos.

Você pode contribuir com a sua empresa com dados, relatórios, sugestões, estratégias, assessoria, aconselhamento, porque você aprendeu e sabe todos os detalhes que a maioria dos gerentes ignora. O que você precisa é mostrar tudo o que você pode oferecer, em vez de esperar que lhe peçam. Você precisa pedir para apresentar em uma reunião dados que causarão surpresa. E daí em diante, você nunca mais deixará de ser convidada.

Portanto, siga o bom exemplo dos cientistas políticos. Deixe de pensar como contadora e passe a pensar como você realmente pode ser: uma cientista contábil.

Max Gehringer, para CBN.

2012-07-16

'Colegas que falam alto e atrasam trabalho são mais elogiados do que eu' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 16/07/2012, com um ouvinte que faz o seu trabalho todo correto, mas sem destaque.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Colegas que falam alto e atrasam trabalho são mais elogiados do que eu'

escalando monte everest

"Faço parte de uma equipe de 14 funcionários", escreve um ouvinte. "E o nosso trabalho depende de rapidez e precisão, mas não é nada burocrático. Para realizá-lo, temos que procurar dados e conversar com pessoas de outros departamentos, porque o fluxo interno de informações não é o ideal. Pois bem, eu venho cumprindo os meus objetivos sempre antes dos prazos estabelecidos e não cometi nenhum erro até agora. Acredito que seja porque faço tudo quieto, com calma e bastante concentrado. O que me deixa pouco a vontade é que alguns colegas meus, que falam alto, estão sempre correndo e raramente entregam os seus trabalhos em dia, são muito mais elogiados do que eu. Como devo agir numa situação dessas?"

Vamos lá. No mercado de trabalho, existe uma frase tão cínica quanto verdadeira, que diz o seguinte: "Se você der a impressão de que foi fácil, ninguém irá prestar atenção". Já fazer o fácil parecer difícil, e o difícil parecer quase impossível, faz parte do marketing pessoal, a habilidade que certas pessoas têm de se fazerem notar por seus esforços.

Imagine um alpinista que escalasse o Monte Everest e na volta dissesse: "Tudo bem, sem problema, só passei um pouco de frio, mas deu para chegar e voltar sem grandes sustos". O que você pensaria dele? Provavelmente, que ele deu a sorte de ter escalado num dia anormalmente bom, enquanto a maioria dos alpinistas é obrigado a enfrentar deslizamentos e tempestades, e fazer um esforço sobre-humano para atingir o pico.

A sua situação é semelhante. Se você não valorizar o seu trabalho e não apregoar como foi complicado executá-lo, os seus méritos serão diluídos e o de seus colegas, amplificados, dando a impressão de que foram maiores do que os seus.

Max Gehringer, para CBN.

2012-03-22

Qual o remédio para escapar da síndrome do pato? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 22/03/2012, com mais um clássico do mundo corporativo, reeditando o comentário sobre como o marketing pessoal é a soma do bom trabalho e da boa imagem, e as síndromes do pato e do pavão.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Qual o remédio para escapar da síndrome do pato?

pavão

Um ouvinte escreve para contar que está vivendo a síndrome do pato. E ele explica: o pato é uma ave que sabe andar, voar e nadar. Mas não é um modelo em nenhuma das três coisas. O andar do pato é desajeitado. O pato nada devagar e voa muito mal. O ouvinte sabe que não é um pato e tem certeza de que não nasceu para pato. Mas tem a impressão de que o chefe dele o vê como um pato. E pergunta: "qual é o remédio para escapar da síndrome do pato?"

Bom, o remédio é a síndrome do pavão. O pavão anda mais devagar que o pato. E quem é que já viu um pavão nadando ou voando? Mas, quando alguém tem uma câmera fotográfica e vê um pato e um pavão, vai sempre fotografar o pavão. O pavão aparece mais, embora seja menos competente, porque sabe se pavonear. Ou seja, o pavão tem o que o pato não tem: marketing pessoal.

É claro que o pavão não tem qualquer ideia do que seja marketing pessoal. O pavão é uma obra da natureza e não de seus próprios talentos. Já o funcionário tem essa opção. Ele precisa aprender a se autopromover.

O termo autopromoção tanto pode significar querer aparecer de graça às custas dos outros, o que é reprovável, ou divulgar de maneira eficiente o próprio trabalho, o que é recomendável. O bom marketing, seja ele de um produto ou de um profissional, está assentado sobre três pilares:

Primeiro: é preciso que o maior número possível de pessoas saiba o que eu faço.

Segundo: é preciso que essas pessoas se convençam dos benefícios do que eu faço.

E terceiro: se essas pessoas estiverem convencidas, elas divulgarão o que eu faço de bom.

Todas as grandes marcas que conhecemos fizeram e fazem isso. A síndrome do pato é o trabalho sem imagem. A síndrome do pavão é a imagem sem trabalho. A soma do bom trabalho com a boa imagem é o marketing pessoal.

Max Gehringer, para CBN.

2011-05-18

'Posso mandar um e-mail de cliente elogiando meu trabalho ao chefe?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 18/05/2011, sobre se é apropriado repassar um e-mail de cliente elogiando o trabalho para o chefe.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Posso mandar um e-mail de cliente elogiando meu trabalho ao chefe?'

elogios
Um ouvinte escreve: "Sou o contato direto com alguns clientes da empresa em que trabalho. A minha função é correr atrás das reclamações que eles fazem e tentar resolver rapidamente os problemas apresentados. Recebi um e-mail de um cliente elogiando o meu trabalho e gostaria de saber se devo encaminhar essa mensagem a meu chefe. Estou em dúvida se pega bem."

Bom, mal não pega. Você poderia encaminhar o elogio com uma notinha do tipo: "Caro chefe, veja a mensagem de um cliente satisfeito." Mas a minha pergunta seria: se o e-mail fosse de crítica e não de elogio, você o repassaria a seu chefe? Acho que não. Pelo menos não com a frase: "Caro chefe, veja a mensagem de um cliente P. da vida."

O que eu sugiro é que você responda ao cliente, com cópia para o seu chefe, escrevendo mais ou menos o seguinte: "Prezado cliente, agradeço o elogio, mas faço parte de uma equipe que procura atender o mais rapidamente possível às solicitações dos clientes. Quando conseguimos, o mérito é de todos."

O seu chefe vai gostar duplamente da resposta. Além de tomar conhecimento do elogio do cliente, seu chefe saberá que você não imagina que consegue resolver os problemas sozinho, porque certamente outras pessoas também estão envolvidas na solução.

E o seu chefe ficará triplamente satisfeito se você conseguir encaixar na mensagem um elogio a ele, sem parecer puxa-saco. Algo como: "A determinação de nossa chefia é que o cliente seja atendido no máximo em cinco minutos." Aí, é bem provável que o seu chefe mande o seu e-mail para o chefe dele, e você ganhará vários pontos em vez de ganhar um só.

Esse é um bom exemplo daquilo que chamamos de marketing pessoal, que não é, como muita gente pensa, a arte de aparecer. É a arte de alguém fazer o trabalho aparecer, sem provocar ressentimentos.

Max Gehringer, para CBN.

2010-09-01

O marketing pessoal e a progressão da carreira - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 01/09/2010, sobre o marketing pessoal e a carreira.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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O marketing pessoal e a progressão da carreira

imagem executivo espelho
Hoje vamos falar um pouco de marketing pessoal. Muita gente não aprecia essa expressão, talvez porque ela passe uma impressão de ser meio pedante, ou talvez porque ela pareça coisa de quem já atingiu altos cargos, e não de quem está nos patamares mais baixos do organograma. Então, para simplificar, vamos usar uma palavra mais simples: imagem.

A velocidade com que uma carreira irá progredir dependerá de três fatores: o conhecimento técnico, os resultados práticos e a imagem. Os dois primeiros fatores podem ser mais fáceis de assimilar, porque podem ser transformados em fatos ou em inúmeros. Já a imagem é basicamente a maneira como somos percebidos pelas pessoas que trabalham conosco.

É importante ter em mente que a nossa imagem profissional não é a maneira como nós mesmos nos enxergamos. A nossa imagem, seja ela verdadeira ou não, é aquela expressa pela opinião que a maioria das pessoas têm a nosso respeito. E essa opinião geralmente é traduzida em poucas palavras, às vezes em uma só palavra. Se essa palavra for positiva, ótimo. Se ela for negativa, pode ser o maior empecilho para o desenvolvimento da carreira.

Alguém que seja percebido como antipático ou falso, ou individualista, ou pouco afeito ao trabalho, terá sérios problemas para conseguir uma promoção. Ou mesmo para manter o emprego. Eu já perdi a conta do número de mensagens de ouvintes que me escreveram, que começaram descrevendo suas inúmeras qualidades pessoais, para em seguida reclamar que suas carreiras estavam empacadas.

"O que está me faltando?", perguntavam esses ouvintes. E a resposta é "imagem".

A maneira como eles se vêem não é a maneira como eles são vistos. Isso não quer dizer que alguém deva fingir ser o que não é. Significa saber demonstrar ser o que realmente é, mas conseguindo simpatia e respeito pelo que é.

A imagem profissional está no modo de alguém se comunicar, na atenção que é dada aos colegas, no relacionamento com a chefia e na maneira eficiente de apregoar os bons resultados conseguidos, sem parecer que está menosprezando os demais.

Os primeiros dois ou três degraus da carreira são conseguidos com conhecimento técnico e resultados. Daí em diante, os resultados continuam pesando, mas a imagem assume uma importância cada vez maior. Parece uma arte, e é mesmo. A arte de saber se destacar.

Max Gehringer, para CBN.

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E para saber mais, três comentários do Max, totalmente relacionados com este assunto:

- O profissional deve construir uma imagem positiva - ou uma lista de 5 coisas a evitar para não sujar a imagem

- Profissionalmente, somos o que os outros enxergam em nós

- Os 10 fatores que compõem o marketing pessoal.

2009-12-04

Profissionalmente, somos o que os outros enxergam em nós - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 04/12/2009, sobre a imagem profissional.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Profissionalmente, somos o que os outros enxergam em nós

espelho
"Vivo uma situação que não consigo entender", escreve um ouvinte. "Já passei por três empregos e não permaneci em nenhum deles por mais de seis meses. Tenho uma boa formação, não faço piadinhas, concentro-me em meu trabalho, mas... sei lá. Por algum motivo, parece que as pessoas criam uma imagem que não condiz com o que eu sou na realidade. Uma imagem meio negativa, que só vai piorando, até que eu acabo sendo dispensado, não pelos meus resultados, mas pela percepção errada que as pessoas têm de mim. Você já viu algum caso parecido com o meu?"

Sim, vi pelo menos uns cinquenta, ao vivo e em cores. Vou lhe contar um deles.

A empresa em que eu trabalhava contratou um novo gerente. E ele foi apresentado a todo o grupo gerencial, numa reunião geral em que eram discutidos os resultados do mês anterior. Estavam na sala os trinta principais gestores da empresa. E de repente, o presidente entra na sala, acompanhado pelo novo gerente.

Como é praxe nessas ocasiões, o presidente falou muito bem do nosso novo colega, e passou a palavra a ele, que começou a explicar o que esperava conseguir de prático em sua função. Nesse momento, eu olhei para o lado e vi que meus colegas também estavam olhando uns para os outros. Aquele gerente ficou apenas quatro meses na empresa.

Anos depois, eu me encontrei casualmente com ele. E ele me disse que nunca tinha conseguido entender porque havia sido dispensado em tão pouco tempo. E eu disse para ele: "Você não falou 'bom dia'". Ele fez uma expressão de absoluta surpresa e só conseguiu dizer: "Huuuh?" Eu tentei explicar: "Como é que você chega num lugar que não conhece ninguém e nem sequer cumprimenta os presentes?"

Pode ter sido por emoção, nervosismo, esquecimento, autosuficiência ou qualquer outro motivo. Mas naquele momento, todo mundo ali na sala decidiu, corretamente ou erradamente, tanto faz, que o novo gerente não seria um bom companheiro.

O nosso ouvinte já viveu a mesma situação por três vezes. Os primeiros minutos e os primeiros contatos no novo emprego são determinantes. E uma coisa em especial cativa os novos colegas: humildade.

O gerente não concordou com a minha explicação e o nosso ouvinte, possivelmente, também não concordará. Mas é isso mesmo. Pessoalmente, nós sabemos o que somos. Profissionalmente, nós somos o que os outros enxergam em nós.

Max Gehringer, para CBN.

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E se eu fosse o ouvinte do Max, iria procurar alguns bons conselhos, como nestes outros comentários:

O profissional deve construir uma imagem positiva - ou uma lista de 5 coisas a evitar para não sujar a imagem
e
Sete dicas para começar bem no novo emprego

2009-06-16

Os 10 fatores que compõem o marketing pessoal - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 16/06/2009, sobre o marketing pessoal.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui).

E falando em marketing pessoal, se você ainda não conhece, não pode deixar de ler a fábula corporativa do Pato e do Pavão.

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Os 10 fatores que compõem o marketing pessoal

marketing pessoal
Atendendo a alguns pedidos, hoje vamos falar sobre o marketing pessoal.

Funcionários dedicados e eficientes muitas vezes não conseguem uma promoção. Por quê? Porque eles estão fazendo tudo certo, mas estão esquecendo do marketing pessoal. Vamos então a uma listinha, dos 10 fatores que compõem o bom marketing pessoal:

Primeiro: liderança. Antes mesmo de ter um cargo, um funcionário pode influenciar seus colegas, muito mais do que é influenciado por eles. Ele se torna um formador de opinião, e empresas percebem isso rapidamente.

Segundo: solidariedade. Alguns funcionários param o que estiverem fazendo quando são consultados por seus colegas, sobre assuntos de trabalho ou mesmo que nada tenham a ver com o trabalho. Outros baixam a cabeça e só fazem o que têm que fazer.

O terceiro: visão. É alguém entender o que esta fazendo e porque está fazendo. E sugerir pequenas mudanças que podem melhorar o próprio trabalho e o trabalho dos colegas.

O quarto: espírito de equipe. É oferecer ajuda aos colegas, sem ser solicitado. E se preocupar com que o trabalho dos outros também saia bem feito.

O quinto: maturidade. É saber solucionar conflitos sem provocar mais conflitos. É saber apaziguar discussões entre colegas, e propor soluções que os outros consideram apropriadas.

O sexto: integridade. É fazer o seu trabalho sem prejudicar a ninguém. É não ser excessivamente ambicioso, nem querer atropelar quem aparece pela frente.

O sétimo: visibilidade. É se oferecer para fazer uma apresentação. É ser o primeiro a erguer a mão quando se precisa de um voluntário para uma tarefa. É se apresentar para compor um grupo de trabalho ou para ajudar a implantar um programa novo.

Oitavo: empatia. É saber elogiar o trabalho de um colega e reconhecer os méritos dos outros. Quem elogia é elogiado. Quem só critica sempre acaba sendo criticado.

Nono: otimismo. É conseguir enxergar o lado positivo de qualquer situação, principalmente daquelas que parecem ruins. É ser bem-humorado e aceitar eventuais críticas. Pessoas assim ajudam a criar um ambiente de trabalho saudável.

E décimo: paciência. É saber a hora certa de pedir uma oportunidade, ao invés de ficar reclamando que a empresa não dá oportunidades.

Quem tem no mínimo 7 desses 10 fatores, dificilmente deixa de decolar na carreira. Marketing pessoal não é criar uma imagem vazia. É, além de apresentar bons resultados, saber se sobressair sem ser chato e conseguir simpatias sem ser puxa-saco.

Max Gehringer, para CBN.

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Se o comentário parece que já foi feito, é porque o Max já apresentou esses dez fatores no quadro do Fantástico, Emprego de A a Z. É interessnte ver o vídeo, pequenos detalhes são diferentes entre o comentário e a reportagem, nada estrutural, mas de enfoque. De qualquer jeito, é bom se você ainda não sabe como é a fuça do Mr. Max ;)

2009-04-22

O marketing pessoal - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 22/04/2009, sobre o marketing pessoal.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui).

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O marketing pessoal

marketing pessoal
A consulta de hoje é mais uma opinião pessoal de um professor universitário, sobre o tema marketing pessoal. Ele acredita, e repete isso para os seus alunos, que a competência para obter resultados é o fator que realmente importa para construir uma carreira. Marketing pessoal, ainda segundo o professor, é uma balela para vender livros e cursos.

Vou tentar explicar, com o devido respeito, porque eu penso de modo diferente. E vamos começar com o marketing em si. Numa definição bem curta, marketing é tudo aquilo que faz um produto ser conhecido, comprado pela primeira vez e recomprado sempre.

Para conseguir isso, uma empresa utiliza as chamadas ferramentas de marketing. E elas começam com o produto em si, que precisa ter a qualidade e o preço adequados ao segmento de consumidores que a empresa pretende atingir.

Só que apenas isso não basta. Não adianta ter um ótimo produto se ninguém sabe que ele existe. Aí entram a propaganda e as promoções de ponto de venda. E essa segunda parte é tão importante quanto a primeira.

Eu me arriscaria a dizer, sem medo de errar, que o próprio professor está usando marketing pessoal. Ele menciona, na mensagem que me enviou, uma série de artigos que ele publicou em revistas especializadas. Ao fazer isso, ele juntou duas coisas: a competência, a que ele mesmo se referiu, e a busca de uma maior visibilidade para suas idéias. E isso é marketing pessoal.

Em empresas, existem e não são poucos, funcionários muito competentes que não são considerados para promoções. E não entendem porque colegas que parecem menos capacitados, acabam sendo promovidos. A explicação é que esses colegas podem até ter um pouco menos de competência para conseguir resultados, mas eles têm um marketing pessoal muito melhor.

Eles conseguiram criar uma imagem positiva de si mesmos. E fizeram isso através da divulgação de seus resultados, de uma boa comunicação, principalmente verbal, da pré-disposição para aceitar mudanças, da disponibilidade para colaborar com quem pede e da pró-atividade para oferecer ajuda a quem precisa.

Marketing pessoal não é puxa-saquismo explícito. E nem propaganda vazia. Marketing pessoal é o que nosso professor está fazendo: divulgado e enfatizando o que ele tem de melhor a oferecer, mas sem deixar de ser o que ele é.

Max Gehringer, para CBN.

2009-01-01

O profissional deve construir uma imagem positiva - ou uma lista de 5 coisas a evitar para não sujar a imagem - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 01/01/2009, sobre algumas atitudes que devem ser evitadas para a construção de uma imagem positiva no trabalho.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui).

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O profissional deve construir uma imagem positiva

imagem profissional
Qualquer profissional, não importa o cargo que tenha, e nem importa se tem um cargo, precisa estar sempre construindo uma imagem positiva. No médio e no longo prazo, essa imagem terá muita influência em oportunidades e promoções.

Acontece que muitos profissionais tecnicamente competentes acabam se complicando na carreira porque ficam marcados por atitudes que poderiam ter sido facilmente evitadas. Vamos a uma lista das 5 principais:

A primeira: prometer demais. É o famoso "deixa comigo". Na hora da promessa, todo mundo fica impressionado. Mas, se os resultados ficarem abaixo das promessas, mesmo que tenham sido bons, a imagem que fica é a de alguém que não cumpre o que promete.

A segunda: falar sem ter certeza. Por exemplo, em reuniões, citar números na base do chute. Ou passar uma informação adiante, sem ter conferido se ela estava correta. Com o tempo, isso gera falta de confiança e cria a imagem de alguém inconsequente.

A terceira: argumentar sem necessidade. Muita gente não quer perder uma discussão por nada neste mundo, mesmo quando concordar não irá causar estrago algum. Essa é a diferença entre a persistência que é positiva, e a teimosia, que é negativa.

A quarta: esquecer de quem ajudou. Isso ocorre quando alguém é elogiado por um trabalho e não menciona os colegas que contribuiram para que o trabalho saísse bem feito. A imagem que fica é a do individualista e mesquinho.

E a quinta: criticar o trabalho alheio. Alguém que sempre acha um defeito naquilo que os colegas fazem, ganha fama de invejoso ou de cricri.

Fazer uma dessas 5 coisas de vez em quando, é até normal. Mas fazer qualquer uma delas, repetidamente, acaba criando um rótulo, que gruda e não sai mais.

Evidentemente, as pessoas que ficam rotuladas, sempre atribuem a estagnação na carreira a outros fatores, como colegas sem noção e chefes incompetentes. É claro que na vida corporativa imagem não é tudo. Mas, na hora de uma promoção, é pelo menos, a metade.

Max Gehringer, para CBN.
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