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2016-06-16

'Como escolher o pacote de serviços bancários mais adequado?' - by Mauro Halfeld

Transcrição do comentário do Mauro Halfeld para a rádio CBN, do dia 16/06/2016, sobre como escolher o pacote de serviços bancários.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Mauro Halfeld, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Como escolher o pacote de serviços bancários mais adequado?'

serviços bancários

A pergunta de hoje é bem objetiva: "Como escolher o pacote de serviços bancários mais adequado?"

Minha resposta: o ideal é pegar os extratos bancários dos últimos três meses e verificar o que realmente você usou de serviços bancários. Confira quantas TEDs você fez, se usou cheques, quantas vezes você sacou dinheiro em caixas automáticas e se você usou o cheque especial. Se possível, descubra até a frequência com que você tira extratos.

A partir daí, avalie os pacotes oferecidos pelo seu banco. Primeiro tente se enquadrar nos pacotes mais baratos. Aumentar isso no futuro é sempre muito mais fácil.

Lembre-se de multiplicar por 12 vezes os valores mensais que são divulgados nas tabelas do banco. Você vai perceber que o gasto anual vai lhe trazer mais atenção ao problema do que aqueles valores aparentemente baixos das tarifas mensais. Um exemplo: 12 x 30 reais = 360 reais por ano. Isso dói muito mais do que aqueles 30 reais que aparecem na tabela do banco.

Se puder, não tenha vergonha de desistir do seu cheque especial. Geralmente ele é um produto especial pro banco, que cobra taxas de juros exorbitantes.

Daqui a uns três meses, consulte de novo os extratos e verifique se a escolha feita foi realmente adequada ao seu perfil.

Mauro Halfeld, pra CBN.

2013-12-11

Abra uma conta digital - by Mauro Halfeld

Transcrição do comentário do Mauro Halfeld para a rádio CBN, do dia 11/12/2013, com uma dica para quem acha que paga muito caro pelos serviços bancários: a conta digital, que é isenta de tarifas para operações feitas pela internet e nos caixas eletrônicos.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Mauro Halfeld, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Abra uma conta digital

dinheiro digital banco conta

Se você acha as tarifas do seu banco muito caras, descubra uma interessante alternativa. Você pode abrir uma conta digital. Isso mesmo. Conta digital é isenta de tarifas pra transações nos caixas eletrônicos, da internet e do telefone.

Mas não seja ingênuo. Você nunca vai ver uma propaganda do banco anunciando essa tal conta digital. O banco sempre vai preferir que você abra uma conta convencional e que escolha um pacote de serviços pagos que são mais rentáveis pra ele, é natural. Mas, por determinação do Banco Central, cabe ao cliente escolher entre a conta digital sem tarifas e a conta tradicional com tarifas.

Ouça alguns serviços que estão incluídos nessa conta digital: consulta de extratos e transferências gratuitamente, cartão pra saque e consulta de saldo entregue no ato da abertura da conta em alguns bancos, informações da sua conta por e-mail, débito direto autorizado, cartão de débito. Mas extratos e correspondências só por meios eletrônicos.

Qual é o próximo passo para você abrir uma conta digital? Use um site de busca na internet com o nome do seu banco predileto mais a expressão "conta digital". Imprima essas informações e vá até uma agência do banco pra abrir sua conta digital com isenção de tarifas.

Mauro Halfeld, pra CBN.

2013-09-27

Dicas para ter um orçamento equilibrado - by Mauro Halfeld

Transcrição do comentário do Mauro Halfeld para a rádio CBN, do dia 27/09/2013, com cinco dicas para ter um orçamento equilibrado.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Mauro Halfeld, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Dicas para ter um orçamento equilibrado

orçamento familiar

Hoje é dia de dicas para se viver dentro de um orçamento equilibrado.

Primeira dica: estabeleça metas bem detalhadas e convoque seus familiares para participarem desse processo de planejamento financeiro.

Segunda: se você não tem dívidas, procure economizar pelo menos 10% do seu salário para um investimento de longo prazo. Em pouco tempo você vai se surpreender com a sua capacidade de juntar dinheiro.

Terceira dica: se você tem dívidas, a ordem é pagá-las o quanto antes. Comece sempre com as mais caras: rotativo do cartão de crédito, cheque especial. Troque as dívidas caras por outras com juros menores. Vale a pena se esforçar bastante nisso. Quem se livra das dívidas pode construir um belo futuro financeiro. Quem não consegue, acaba perdendo muito tempo, fica cavando um buraco cada vez mais fundo.

Quarta dica: quem não tem dívidas caras, mas ainda tem um financiamento imobiliário, deve tentar quitá-lo o quanto antes. Esse é o melhor investimento que você pode fazer nos próximos anos.

Quinta: de tempos em tempos, não deixe de dar um prêmio pra você e pra sua família, quando alguma dessas metas forem alcançadas. Comemore esses feitos com um jantar fora, um cinema, um passeio diferente ou umas férias com a família toda.

E não deixe de aproveitar o seu fim de semana.

Mauro Halfeld, para CBN.

2013-09-12

Os pecados dos investidores - by Mauro Halfeld

Transcrição do comentário do Mauro Halfeld para a rádio CBN, do dia 12/09/2013, com os pecados dos investidores.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Mauro Halfeld, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Os pecados dos investidores

pecados dos investidores

Faz poucos dias, o principal jornal financeiro americano, o Wall Street Journal, publicou uma interessante matéria sobre os pecados cometidos pelos investidores. Eu selecionei os mais importantes e vou fazer uma adaptação para o Brasil.

Primeiro pecado: seguir a manada, ou seja, aplicar naquilo que foi mais rentável no mês passado ou então no ano passado. Alguns investimentos viram moda e atraem multidões. Exemplos aqui no Brasil: entre 1995 e 2010, renda fixa imperou. Entre 2003 e 2008, as ações tiveram um grande buum. E entre 2005 e 2011, imóveis foram a febre do momento. Todas essas ondas trouxeram muito dinheiro, mas apenas para aquelas pessoas que conseguiram identificar a onda logo no início. Mas essas mesmas ondas podem significar perda de capital pra quem chega por último.

Segundo pecado: ter excesso de confiança. Principalmente os homens, que tendem a se considerar espertos e detentores de uma capacidade acima da média. Resultado: confiam demais em si e não testam as suas ideias. E elas muitas vezes estão equivocadas. A solução é ter consultores profissionais e amigos mais experientes para criticarem a estratégia.

Terceiro pecado: aceitar pagar taxas de administração altas nos fundos de investimentos e também nos planos de previdência privada. Existem poucas, mas boas opções mais econômicas neste mercado. Elas só aparecem para aquele investidor que procura bastante. O investidor mais acomodado vai acabar perdendo muito tempo e muito dinheiro ao longo dos anos, principalmente no Brasil, onde as taxas são bem mais altas que nos Estados Unidos.

Quarto: desejar fazer investimentos muito arriscados pra ficar ostentando pros amigos. Isso é muito perigoso. Melhor separar uma pequena parte do patrimônio para fazer uma espécie de cassino, uma jogatina, onde você vai poder se divertir. E muito importante: faça isso num outro banco ou numa outra corretora, para que você não misture o dinheiro.

Último pecado: dificuldade de admitir o erro e de sair fora de um mau negócio. O aplicador não pode ter muito orgulho das suas ideias. Ele não pode ter compromisso com os seus erros.

Mauro Halfeld, para CBN.

2013-08-12

Vale a pena começar a juntar dinheiro bem cedo - by Mauro Halfeld

Transcrição do comentário do Mauro Halfeld para a rádio CBN, do dia 12/08/2013, com um exemplo de como o tempo aumenta, e muito, o montante final dos investimentos, por causa dos juros compostos.

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Vale a pena começar a juntar dinheiro bem cedo

dinheiro poupança juros compostos

Hoje eu vou comentar um exemplo hipotético de duas irmãs gêmeas: Adriana e Bruna.

Adriana começou a trabalhar cedo e iniciou uma poupança de longo prazo quando tinha 20 anos. Investiu 3 mil reais todos os anos, obtendo um rendimento líquido de 5% ao ano acima da inflação, durante 30 anos. Com 50 anos de idade, Adriana parou de fazer depósitos e deixou o dinheiro rendendo com a mesma taxa de 5% ao ano, até fazer 60 anos de idade.

Por outro lado, a irmã, Bruna, preferiu aproveitar a juventude e só começou a fazer a poupança de longo prazo quando tinha 30 anos. Acabou fazendo o mesmo esforço da irmã Adriana: ela depositou todos os anos os mesmos 3 mil reais, durante 30 anos, obtendo o mesmo rendimento de 5% ao ano acima da inflação.

Quando as duas irmãs gêmeas fizerem 60 anos, qual será o capital de cada uma delas? Resposta: Adriana, aquela que começou a poupar cedo e parou com 50 anos, deixando o dinheiro rendendo mais dez anos, vai ter 324 mil reais além da correção da inflação. Já a Bruna, que começou a poupar dez anos depois, fez o mesmo esforço de juntar dinheiro durante trinta anos, acumulou bem menos: 199 mil reais.

324.000 contra 199.000. Perceba que o esforço feito pelas duas irmãs é exatamente o mesmo: 30 anos de poupança. Qual que é a diferença? A diferença é que Adriana começou aos 20 e parou aos 50 anos. A Bruna começou aos 30 e parou aos 60.

As duas irmãs depositaram a mesma quantia: 90 mil reais. Mas aqueles dez anos finais lá, quando Adriana deixou o capital rendendo, fizeram então uma grande diferença para o saldo final da Adriana. Ela tem 324 mil no final, enquanto que a Bruna 199 mil.

Moral da história: vale a pena começar a juntar dinheiro bem cedo. Naquela fórmula dos juros compostos, tempo é um fator chave. Esse fator aumenta demais o montante final que vai ficar no bolso do poupador.

Mauro Halfeld, para CBN.

2013-06-07

Como anda sua relação com o dinheiro? - by Mauro Halfeld

Transcrição do comentário do Mauro Halfeld para a rádio CBN, do dia 07/06/2013, com três dicas para você melhorar a sua relação com o dinheiro e as suas finanças pessoais.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Mauro Halfeld, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Como anda sua relação com o dinheiro?

finanças pessoais

Como tem sido a sua relação pessoal com o dinheiro? Desgastante? Hoje eu vou dar algumas sugestões pra você tentar aprimorar as suas finanças pessoais.

Primeira: fazer uma espécie de diário listando os principais gastos do dia, durante um mês. No início isso pode parecer um pouco chato, mas eu aposto que em pouco tempo você vai perceber algumas bobagens que anda fazendo com seu suado dinheiro.

Segunda: procure uma conta de cartão de crédito do ano passado. Analise alguma compra cara que você tenha feito. Qual foi o prazer que essa compra proporcionou a você? Será que foi um prazer duradouro ou será que você logo se esqueceu ou até se arrependeu? Com isso, você vai ter uma rápida visão do que realmente lhe proporciona felicidade e vai ficar mais esperto pra não repetir gastos que não geram uma satisfação muito prolongada. Se possível, você deve repetir essa análise com várias compras, até criar uma regra pra você usar nas compras no futuro.

Terceira e última sugestão: teste o limite da sua disciplina. Digamos que você seja um viciado em comprar tênis novos. Arrume um jeito de adiar esse desejo. Fuja das vitrines por uns bons meses e comece a tratar melhor aquele calçado antigo. Você vai sentir orgulho da sua capacidade de resistência.

Ao final desses prolongados exercícios, eu aposto que você vai ficar muito mais amigo do seu suado dinheiro.

Não deixe de aproveitar o fim de semana com a sua família.

Mauro Halfeld, para CBN.

2011-08-26

Como as pessoas conseguem acumular fortunas? - by Mauro Halfeld

Transcrição dos interessantes comentários do Mauro Halfeld (site oficial) para a rádio CBN, dos dias 25 e 26 de agosto de 2011, com dicas de como conseguir acumular uma fortuna a longo prazo.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Mauro Halfeld, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Como as pessoas conseguem acumular fortunas?

investimento financeiro
Como é que as pessoas mais ricas que você conhece conseguiram acumular fortuna? Geralmente foi através de empresas que elas mesmo fundaram e administraram por muitos anos, ou então foi através de imóveis. Dificilmente você consegue ver pessoas que ficaram ricas só com aplicações de renda fixa ou que tenham investido somente em ações.

Por que será? Imóveis e empresas próprias têm algo em comum: não são recolhidos impostos sobre o ganho de capital, ou seja, sobre a valorização dessas propriedades duramente muitos e muitos anos. Só há imposto de renda sobre o ganho de capital na hora da venda. Isso é um detalhe que faz diferença no longo prazo.

Os proprietários de empresas e também de imóveis acabam adiando o pagamento do imposto de renda sobre esse ganho de capital por novos e longos anos. É como se a gente reaplicasse os ganhos, ano a ano, sem perder nada para o imposto. Por isso, Warren Buffett, um dos homens mais rico do mundo, reclamou ainda outro dia, que ele paga pouco imposto. Tudo porque seus investimentos estão dentro de uma empresa, uma holding. Ele reaplica quase tudo sem pagar imposto.

Ao contrário, fundos de renda fixa pagam imposto de renda todo semestre. Aqui no Brasil é o famoso come-cotas. Isso dificulta bastante o crescimento do patrimônio. Uma dica: Tesouro Direto e previdência privada não têm come-cotas. Ponto positivo para esses produtos financeiros.

Ações e fundos de ações também só pagam imposto de renda na hora da venda, o que é otimo. O lado ruim do investimento em ações você conhece: há um excesso de liquidez, há um excesso de informações, que acaba gerando então grande instabilidade no preço das ações. Naturalmente isso gera um pavor nos investidores, que acabam negociando demais esses papéis. Isso corrói boa parte do ganho potencial das ações, que em princípio, é muito bom.

Interessante? Continuamos amanhã então.

melhor investimento financeiro
Olá. Ontem nós falávamos sobre os motivos que levam os imóveis e as pequenas empresas a serem os grandes geradores de fortunas no mundo. Falei sobre a grande vantagem tributária que eles têm: só há imposto de renda sobre ganho de capital, ou seja, sobre a valorização de imóveis e das empresas, na hora da venda. Na renda fixa, não é assim. A cada seis meses o imposto de renda é cobrado sobre o lucro da aplicação em fundos de renda fixa.

Outra coisa importante nos imóveis e nas empresas é a baixa liquidez. Isso mesmo. A dificuldade em se vender um imóvel ou uma empresa, no longo prazo, faz com que os aplicadores sejam fiéis durante décadas a esses investimentos. As crises vêm e vão embora, e essas aplicações quase sempre sobrevivem.

Ao contrário, os investidores em ações acabam sofrendo demais com os humores do mercado. Os preços das ações ficam loucos nas crises, o que acaba gerando então, um enorme mal estar nos investidores. A maioria vende ou então compra ações na hora errada. E em pouco tempo, acaba desistindo.

Enfim, se você pensa em fazer um belo patrimônio ao longo de muitos anos de trabalho, pense nisso. Imposto de renda sobre o ganho de capital só na hora da venda e baixa liquidez são fatores importantes na vida prática de um investidor de longo prazo.

E ao contrário, alta liquidez, como na renda fixa e também no mercado de ações, costumam ser barreiras para quem deseja acumular um grande patrimônio. Não é que seja impossível você ficar rico investindo em ações, muito pelo contrário, é bem possível. Mas você precisa ter um grande controle emocional.

E quanto a renda fixa, é muito interessante, mas como uma reserva transitória, de curto e de médio prazo, para que você possa aproveitar aqueles intervalos entre o ciclo de alta e de baixa no mercado imobiliário e também nas empresas.

Mauro Halfeld, para CBN.

2011-01-04

Como fazer para pagar as contas de início de ano? - by Mauro Halfeld

Transcrição dos comentários do Mauro Halfeld (site oficial) para a rádio CBN, do dia 04/01/2011, sobre as contas de início de ano.

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Como fazer para pagar as contas de início de ano?

contas inicio de ano
Vale a pena pagar o IPTU e o IPVA à vista? E as mensalidades escolares? Para quem tem dinheiro aplicado, quase sempre, a resposta é sim.

Alguns estados oferecem 3% de desconto no IPVA. Parece pouco, mas não é. Você vai levar vários meses até conseguir acumular esse percentual de 3% numa aplicação de renda fixa depois de deduzir as taxas cobradas pelos bancos e o imposto de renda. Outros estados chegam a oferecer descontos bem maiores. Alguns chegam a 10%. Aí, não há dúvidas: pagar à vista é uma bela vantagem.

Já o IPTU é o imposto do município. Eu já vi cidades oferecendo até 20% de desconto para quem pagar à vista. É um convite imperdível para quem tem dinheiro aplicado.

O mesmo raciocínio é válido para o pagamento das escolas particulares. Muitas estão oferecendo desconto entre 5% e 15% para quem quiser pagar tudo à vista, como se fosse uma anuidade, ao invés de uma mensalidade. Geralmente é um bom negócio pro pai que é um investidor.

Pagar impostos e escolas à vista também é muito bom pra simplificar o controle das contas e pra aliviar o estresse das finanças no resto do ano.

Mas pra quem tem dívidas no rotativo do cartão do crédito ou no cheque especial, é preferível concentrar-se em zerar essas dívidas rapidamente. E aceitar pagar esses impostos de forma parcelada. Porque os juros desses produtos são muito mais altos do que o valor que se poderia obter com o desconto.

Mauro Halfeld, pra CBN.

2010-03-26

É possível aprender a viver com as diferenças na hora de lidar com o dinheiro - by Mauro Halfeld

Transcrição dos comentários do Mauro Halfeld (site oficial) para a rádio CBN, do dia 26/03/2010, sobre como lidar com as diferenças num casal, quanto às finanças.

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É possível aprender a viver com as diferenças na hora de lidar com o dinheiro

casal discutindo finanças dinheiro
Olá. Algumas pessoas evitam falar sobre dinheiro com seus parceiros, porque elas temem que isso atrapalhe o relacionamento. Muitas dizem que o envolvimento entre as pessoas com diferentes visões e personalidades sobre esse assunto, está condenado ao fracasso. Eu acho que não necessariamente. Você pode sim, aprender a viver com as diferenças.

Existem várias maneiras de administrar as próprias finanças. Algumas são efetivas, outras, menos. Mas não existe um padrão. Alguém que seja muito organizado com as suas contas e tenha controle sobre todos os gastos e movimentações bancárias, não leva assim tanta vantagem sobre aquela outra pessoa que simplesmente paga as contas em dia, guarda os comprovantes numa gaveta e não se preocupa mais com isso.

Mas, e se você estiver envolvido com uma pessoa que tem sempre problemas financeiros, que tem muitas dívidas, e que gasta demais? Olha, uma saída é separar completamente as contas dos bancos e também dos cartões de crédito. Quem gasta demais, precisa ter limites de crédito bem pequenos no cheque especial e também no cartão de crédito. Talvez seja o caso de até cortar totalmente o crédito de quem anda gastando demais. É uma medida radical, mas costuma funcionar.

Importante: o cônjuge mais organizado não deve se intimidar. Ele tem que assumir a liderança nesse processo. Se ele se acomodar, vai acabar pagando bem mais caro depois.

Agora, nos casos mais simples, o melhor negócio é concordar que existem diferenças, e estar disposto a conversar abertamente. Só assim os dois lados vão poder decidir, e os inevitáveis desacordos vão poder ser resolvidos. Ou então, eles são insuperáveis mesmo, nesse caso, talvez seja melhor até não seguir adiante.

Seja honesto consigo mesmo, não seja negligente com seu futuro. E não deixe de aproveitar o seu final de semana.

Mauro Halfeld, para CBN.

2010-03-16

Cinco regras simples para fazer valer o orçamento programado para o mês - by Mauro Halfeld

Transcrição dos comentários do Mauro Halfeld (site oficial) para a rádio CBN, do dia 16/03/2010, com cinco dicas para fazer o funcionar o orçamento programado num mês.

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Cinco regras simples para fazer valer o orçamento programado para o mês

orçamento
Olá. Ouça hoje cinco regras simples, pra fazer o seu orçamento ser cumprido à risca, e começar a trabalhar a seu favor e a favor da sua família.

Primeiro: o orçamento é um trabalho em equipe. Todos os envolvidos na sua vida familiar precisam participar. Cada pessoa precisa se comprometer a se manter dentro de um limite estabelecido, sabendo que isso vai trazer grandes benefícios para sua família.

Segundo: um grande problema que normalmente acontece com orçamentos é que a atenção acaba sendo voltada, concentrada para as contas mensais e também para o pagamento das dívidas. E aqueles itens menores, como por exemplo, diversão ou vestuário, acabam ficando de fora. É importante que você reserve uma quantia para esses programas de família e para essas válvulas de escape. Assim, seguir o plano não vai parecer tão difícil e você não vai correr o risco de abandoná-lo antes que os objetivos sejam cumpridos.

Mais uma: seja detalhista. Você deve controlar o orçamento nos mínimos aspectos, até as despesas que costumamos esquecer de contabilizar. Exemplo: aluguéis de DVDs, jornais, lanches rápidos feitos fora de casa, ou mesmo aquela ida ao cinema.

Outra: mantenha o seu planejamento visível. Aquela tentativa de seguir um orçamento, muitas vezes não dá certo se as anotações ficarem eternamente dentro de uma gaveta, ou então num arquivo de computador que a gente acaba esquecendo de atualizar. Ao contrário, faça com que cada morador da sua casa tenha uma cópia do orçamento daquele mês e da previsão para os próximos meses.

Corrija frequentemente o seu orçamento. Fique atento àqueles períodos em que a receita cai, ou às eventuais sobras de dinheiro que podem sim, ir para a poupança ou então servem para pagar as dívidas.

Não vai ser difícil seguir essas dicas. Vale a pena levar a sério seu planejamento financeiro.

Mauro Halfeld, para CBN.

2009-12-24

Como um casal deve dividir as despesas? - by Mauro Halfeld

Transcrição dos comentários do Mauro Halfeld (site oficial) para a rádio CBN, do dia 24/12/2009, sobre como um casal deve dividir as despesas.

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Como um casal deve dividir as despesas?

casal com dinheiro
Quando um casal decide viver junto, é normal que apareçam dúvidas sobre como lidar com o dinheiro. Como é que fica a divisão das despesas? Quem ganha mais, paga mais?

Olha, uma maneira justa de fazer essa divisão é listar os gastos conjuntos: aluguel, luz, telefone, supermercado, plano de saúde, financiamentos. Enfim, todas aquelas despesas que são usadas pelos dois. Depois então vale adicionar uns 10% como uma gordura, como um fundo de emergência.

Digamos que no total essas despesas cheguem a 5 mil reais. E que um cônjuge ganhe 70%, enquanto que o outro tenha uma renda de 30% do total da renda da família. Minha sugestão: divide essas despesas conjuntas na proporção 70% pra um e 30% pro outro.

Agora, atenção para o fato de que o seu valor na relação não é medido pelo seu salário. Mantenha a sua auto-estima, não diminua o seu valor por simplesmente ganhar menos. E não deixe que todas as decisões fiquem nas mãos de quem está ganhando mais. Mantenha a sua autonomia.

Lembre-se de que existe nós, eu e você. Conciliar esses três personagens, dialogando e trabalhando em conjunto é uma das chaves para uma relação harmoniosa, honesta e bem sucedida.

Boa sorte nesta tarefa e tenha um feliz natal.

Mauro Halfeld, para CBN.

2009-11-09

Medo do fracasso pode virar fobia - by Mauro Halfeld

Transcrição dos comentários do Mauro Halfeld (site oficial) para a rádio CBN, do dia 09/11/2009, sobre como o medo do fracasso atrapalha o sucesso.

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Medo do fracasso pode virar fobia

medo do fracasso
Você tem medo de fracassar? Olha, isso pode virar uma fobia, um sentimento exagerado e irracional. É como ter horror a lugares altos ou escuros.

Agora, pessoas de sucesso são aquelas capazes de superar os seus medos: de fracasso, de rejeição, de críticas. Elas enxergam os erros como novas oportunidades ou simplesmente como um resultado possível.

Thomas Edison, o inventor da lâmpada, não acertou logo de cara. Ele precisou de várias tentativas. Quando ele foi questionado sobre esses "fracassos", ele respondeu: "Eu não falhei. Encontrei 10 mil soluções que não davam certo."

As pessoas fracassam não porque erram, mas porque enxergam seus erros como permanentes. Ou então, levam a questão para o lado pessoal.

O medo do fracasso é então o grande limitador das pessoas. Persistência e criatividade fazem parte do vocabulário das pessoas que conseguem realizar. Se não deu certo na primeira vez, tente então de novo. Tente de maneira diferente.

Não leve a falha para o lado pessoal, como se fosse uma incapacidade sua. Pense como Edison. As falhas são simplesmente tentativas que não deram certo e que acabaram mostrando qual caminho deveria ser seguido.

E o que é que tudo isso tem a ver com finanças pessoais? Olha, tem tudo a ver. Muitas pessoas não começam a planejar o futuro, a conhecer seus gastos, a economizar, simplesmente porque desistem antes de tentar. Elas já começam a corrida pensando como perdedores. Temem tanto fracassar na empreitada da administração do próprio dinheiro, que elas sequer tentam fazer um orçamento da casa ou um controle das despesas.

Não tenha medo de fracassar. Tenha medo sim, de não tentar. Aproveite bem essa semana.

Mauro Halfeld, para CBN.

2009-09-18

Para ganhar muito, é preciso arriscar bastante - by Mauro Halfeld

Transcrição dos comentários do Mauro Halfeld (site oficial) para a rádio CBN, do dia 16/09/2009, sobre como investimentos são: para ganhar mais, deve-se arriscar mais.

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Para ganhar muito, é preciso arriscar bastante

dinheiro investimento risco
Olá. Se você é como a grande maioria das pessoas, gostaria de investir o seu dinheiro, conseguir os maiores rendimentos e ver o bolo crescer sempre. Só que isso não existe. Pra ganhar muito, é preciso arriscar. E quem arrisca muito, perde. Quem busca segurança, ganha menos.

Os investimentos mais seguros rendem menos, por exemplo, a caderneta de poupança. Os mais arriscados, rendem mais, como é o caso das ações. Na poupança, você não perde dinheiro, mas pode deixar de ganhar mais. Investindo em ações, você pode ganhar muito mais, mas também pode perder quase tudo, e rápido.

É, não existe almoço de graça. A escolha de onde investir depende principalmente da tolerância de cada pessoa, ao risco. E tem mais. Quanto mais cedo se começa a investir, mais se pode arriscar. O tempo funciona como um aliado. Se perder tudo, ainda é possível recuperar-se das perdas.

Determinar então a tolerância ao risco, ou quanto você pode arriscar, é um dos primeiros passos pra quem pensa em investir. Se você está próximo de se aposentar e quer contar com uma renda extra, fique longe das apostas arriscadas. Mas se você é jovem, deve ser mais ousado.

De qualquer maneira, mantenha sempre uma boa porção do seu dinheiro numa aplicação conservadora, segura. Se alguma coisa der errado, você não vai ficar de mãos vazias.

Mauro Halfeld, para CBN.

2009-09-14

Conselhos de quem fez fortuna - by Mauro Halfeld

Transcrição dos comentários do Mauro Halfeld (site oficial) para a rádio CBN, do dia 14/09/2009, com conselhos de milionários para quem quer ficar rico.

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Conselhos de quem fez fortuna

milionários dando dinheiro
Olá. Diz o ditado que se conselho fosse bom, seria vendido e não dado. Mas e se os conselhos vierem de milionários, ensinando a ganhar dinheiro? Nada mal, não é mesmo? E de graça. Pois então, a revista americana Smart Money entrevistou centenas de milionários e fez um retrato dessa gente tão admirada e tão invejada.

Assim como acontece com quase todo mundo, aposentadoria e saúde também estão na lista de cuidados dos ricos.

Outra coisa: pode parecer fora da realidade, mas os milionários gostam de comprar barato, de pechinchar bastante. Afinal, quem trabalhou muito pra chegar nessa condição financeira tranquila, sabe que o dinheiro não aceita desaforo.

Os milionários também não se deixam abater por fracassos. Há vários exemplos de empreendedores de sucesso que faliram, mas que conseguiram se reerguer. A diferença é que eles conseguem tirar valiosas lições dessas falhas. Vale lembrar que perseverança conta, e muito, na hora de ganhar dinheiro e de manter o patrimônio.

Mais um detalhe que os muitos ricos talvez não gostem de revelar. Ninguém enriquece sendo bonzinho. Os ricos têm os seus valores morais e éticos, mas jogam duro. Negócios são negócios.

Os que os ricos apontam como mais importante para obter sucesso é: trabalho duro, boa educação, determinação e tratar os outros com respeito.

E uma dica que vale ouro: contrate um excelente contador para sua empresa. Eles costumam custar caro, mas valem cada centavo.

Em tempo: pra quem diz que dinheiro não traz felicidade, infelizmente eu trago más notícias. Um estudo da Wharton Business School, uma das principais escola de negócio dos Estados Unidos, diz que as taxas de depressão são menores entre os mais ricos: eles têm menos preocupações, são tratados com mais respeito, se alimentam melhor e têm acesso ao que a medicina pode oferecer de mais moderno.

Mauro Halfeld, para CBN.

2009-09-07

80 milhões de brasileiros estão endividados - by Mauro Halfeld

Demorou, mas saiu. Transcrição dos comentários do Mauro Halfeld (site oficial) para a rádio CBN, do dia 02/09/2009, sobre algumas causas de endividamento.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Mauro Halfeld, publicados aqui, basta clicar neste link.

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80 milhões de brasileiros estão endividados

mortadela fatiada
Olá. O endividamento é hoje um dos grandes problemas dos brasileiros. Dados do Banco Central estão mostrando que 80 milhões de brasileiros têm dívidas nos bancos e que cada consumidor, na média, tem três dívidas diferentes: carro, casa, ou então algum outro tipo de empréstimo.

Mas por que que as pessoas se endividam tanto? Olha, o primeiro fator são problemas emocionais. Por exemplo, a necessidade de gratificação imediata. Isso dá prazer e acaba preenchendo alguns vazios existenciais.

Outro fator é o uso do dinheiro como uma forma de punição. O marido compra um bem mais caro, e a mulher, em retaliação, compra um outro produto muito mais caro e desnecessário.

Tem ainda aquela expectativa de conforto imediato. Em vez de esperar um pouco e juntar o valor necessário para comprar um determinado produto, a pessoa não aguenta esperar, e gasta o dinheiro que não tem.

E existem também aqueles sujeitos que gostam de manter as aparências. Eles só podem pagar pela mortadela, mas gostam de comer e exibir presunto defumado.

Há também os casos de disputa de amor dos filhos entre os pais, ou simplesmente uma falta de comunicação entre o casal, para combinar aquilo que pode e que não pode ser dado às crianças.

Aliás, essa falta de comunicação entre casais, é uma das mais sérias causas de endividamento nas famílias. Não definir metas comuns é uma falha muito grave na vida de um casal. Evite isso.

Mauro Halfeld, pra CBN.

2009-08-07

Finanças do casal: o que é meu e o que é nosso? - by Mauro Halfeld

Transcrição dos comentários do Mauro Halfeld (site oficial) para a rádio CBN, do dia 07/08/2009, sobre como organizar as finanças de um casal.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Mauro Halfeld, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Finanças do casal: o que é meu e o que é nosso?

até que a falta de dinheiro os separe
Olá. Hoje eu converso sobre finanças do casal. O que é meu, o que é seu e o que é nosso. Quando dois membros do casal trabalham, qual que é a forma mais justa de se dividir as despesas da casa? E o que fazer quando um deles ganha muito mais do que o outro?

A idéia de dividir pode até não ser muito romântica, mas ela é prática e mantém um certo grau de individualidade. O ponto inicial da conversa pode ser então: quais despesas devem ser divididas pelo casal?

Vocês podem sentar e organizar o orçamento mensal da casa, que é aquela parte das despesas comuns, que vão ser divididas pelo casal, conforme a possibilidade de cada um. Se os dois têm saláriois parecidos, eles podem então compartilhar os gastos de uma forma mais igual. Se um ganha mais do que o outro, aquele que ganha mais deve contribuir pagando as despesas maiores. O importante é que o casal chegue a um acordo nesse ponto, e que cada um cumpra a sua parte.

Definidos os gastos comuns, o segundo passo é pensar nos planos da família e na melhor maneira de poupar e de investir pra esse futuro. Por exemplo, uma casa nova, troca do carro, uma poupança e mesmo como custear a educação dos filhos. Aqui também não existe uma fórmula pronta. Tudo vai depender das decisões individuais do casal. Mas é melhor sentar e decidir isso em algum momento antes de transformar as finanças do casal numa discussão constante e sem fim.

E por último, vem então aquela parte individual. É a quantia em que você manda, em que você decide como gastar ou aplicar, sem ter que prestar contas ao companheiro. Mais do que justo.

E não deixe de aproveitar o final de semana com a sua família.

Mauro Halfeld, para CBN.

2009-08-05

Quando a emoção fala mais alto que a razão - by Mauro Halfeld

Transcrição dos comentários do Mauro Halfeld (site oficial) para a rádio CBN, do dia 05/08/2009, com duas situações onde a emoção fala mais alto do que a razão: nas compras por impulso e no trato de casais divorciados com seus filhos.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Mauro Halfeld, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Quando a emoção fala mais alto que a razão

anéis divórcio
Olá. Hoje eu quero comentar sobre um fato que ouvi de uma amiga que se separou do marido, fato hoje extremamente comum. Ela se queixou que os filhos sempre voltam dos finais de semana na casa do pai, carregados de presentes caros. E que eles cobram a mesma atitude dela.

O relacionamento entre casais separados e os seus filhos costuma ser difícil e bastante delicado. Deixa-se a razão totalmente de lado, e só se ouve a emoção. Os pais que competem pelo amor das crianças, criam uma situação pouco saudável. O pai compra um trenzinho, e a mãe compra um videogame. A mãe leva os filhos na lanchonete da moda, e o pai leva na pizzaria do lado. Cria-se um círculo vicioso que não é bom pra ninguém. Nem para os adultos, e muito menos pras crianças.

Eu aposto que se a minha amiga sentar pra conversar racionalmente com o ex-marido, eles vão concluir que essa disputa deve acabar.

Mas a concorrência entre pais separados não é o único exemplo de quando a emoção fala mais alto do que a razão. As compras por impulso são outro bom exemplo. Não se para pra pensar se realmente existe necessidade daquele objeto. Simplesmente se cai na armadilha da vontade de comprar. Se você trabalha duro pelo seu dinheiro, dê valor pra ele.

Deixar os sentimentos comandarem a sua vida, vai acabar levando você a gastar mais do que pode, a contrair dívidas, a nunca ter dinheiro pra poupar e investir. Aprenda a resistir às tentações. Pense sempre duas vezes antes de fazer uma compra não planejada. Pense em alternativas, em produtos substitutos, ou em marcas mais baratas. E sobretudo, coloque as coisas na perspectiva certa.

E qual que é a perspectiva certa? Primeiro, as pessoas. Depois, o dinheiro. E só então as coisas que o dinheiro pode comprar.

Mauro Halfeld, pra CBN.

2009-07-01

10 dicas para melhorar sua vida financeira - ou Todo brasileiro pode melhorar de vida se mudar sua relação com o dinheiro - by Mauro Halfeld

Transcrição dos comentários do Mauro Halfeld (site oficial) para a rádio CBN, dos dias 30/06/2009 e 01/07/2009, mescladas num texto só, com 10 passos/dicas para se melhorar a vida financeira.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Mauro Halfeld, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Todo brasileiro pode melhorar de vida se mudar sua relação com o dinheiro

Todo brasileiro pode melhorar de vida se mudar um pouco a sua relação com o dinheiro. E geralmente isso não é tão difícil de se colocar em prática. Vamos oferecer hoje um roteiro, um plano de ação, pra você ganhar mais e viver melhor.

Primeiro: descubra se você realmente leva vantagens ao usar o seu cartão de crédito. Se ele é apenas um incentivo pra gastar mais, é melhor deixá-lo em casa e usá-lo apenas em grandes compras, compras bem planejadas. Nada então de se iludir com aquele dinheiro de plástico, nas compras por impulso.

cartão de crédito
Segundo: pague todas as suas dívidas que tenham juros altos. Vale manter apenas o financiamento imobiliário, desde que os juros neste financiamento sejam menores do que aquele que você está ganhando no mercado financeiro.

Terceiro: solicite ao seu banco uma transferência de um percentual fixo do seu salário, automaticamente todos os meses, para uma conta de investimentos. Faça isso logo no início do mês. E se você tiver algum ganho extra, é melhor poupá-lo imediatamente.

Quarto: evite comprar automóveis e eletrodomésticos à prazo. Poupe antes de trocar esses bens, e procure criar a disciplina de só comprá-los à vista. Não tenha vergonha de barganhar, de pedir descontos. Quem paga à vista, comanda a negociação.

Quinto: na hora de investir, não seja tão audacioso. Diversifique os investimentos e nunca faça movimentos tão bruscos. Se você gostar de aplicações do mercado de ações, entre devagar e só resgate aos poucos, suavizando então essa grande instabilidade nos preços das ações.

lucros investimento
Sexto item: tenha bons seguros de vida, se você tem dependentes na sua família. Se você teme pelo futuro da saúde da seguradora ou do banco, faça apólices com valores bem mais baixos, em diferentes seguradoras.

Sétimo: suspeite de todos aqueles que estão lhe oferecendo vantagens extraordinárias em investimentos alternativos. É aquela frase: coisa boa nunca me procura, sou eu quem tenho que me virar.

Oitavo: dê educação financeira para os seus filhos. Eles vão lhe agradecer no futuro. E o seu bolso também vai ficar aliviado, se você conseguir fazer dos seus filhos, pessoas independentes e equilibradas financeiramente.

Nono passo: estude com seus filhos pequenos. Nessa época em que as ferramentas do marketing invadiram as escolas privadas, todo o cuidado é pouco.

tio patinhas
Décimo: ao se aposentar, tente manter alguma atividade rentável, mesmo que em tempo parcial. Faz bem pra mente, para o corpo, e para o bolso.

Mãos à obra. E não é tão difícil assim, melhorar a sua vida financeira.

Mauro Halfeld, para CBN.

2008-12-16

Conta conjunta costuma ser motivo de problemas - by Mauro Halfeld

Transcrição do comentário do Mauro Halfeld (site oficial) para a rádio CBN, do dia 15/12/2008, sobre alguns aspectos de um relacionamento de um ponto de vista financeiro.

Áudio original no site da CBN (clique aqui).

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Conta conjunta costuma ser motivo de problemas

briga casal dinheiro
Dezembro é um mês de intenso contato entre os familiares. Falar sobre dinheiro com a pessoa amada não costuma ser simples, mas é muito importante. Afinal, ela é sua sócia nos lucros e também nos prejuízos.

As mulheres brasileiras estiveram distantes do mundo financeiro durante muitas décadas. Hoje elas assumem enormes responsabilidades financeiras e por isso mesmo, não merecem se afastar da gestão das finanças da família.

Já os homens estão enfrentando hoje, dificuldades na vida profissional e precisam de muito apoio das suas companheiras para que haja um equilíbrio na vida a dois.

Conta conjunta: está aí uma enorme fonte de conflitos.

Eu gosto de conta conjunta para pagamento de despesas em comum. Mas eu acho importante que os cônjuges tenham uma conta em separado, nem que seja uma conta-poupança, pra despesas individuais, e por que não dizer, pra construir os seus próprios projetos de vida.

Quem se casa pela segunda vez, costuma manter tudo em separado. Provavelmente, eles já tenham sofrido com as perdas no passado e querem evitar que o filme se repita.

Trata-se então de uma escolha pessoal. Pra mim, o mais importante é não esconder nada sobre finanças pessoais e não tentar usar o dinheiro pra controlar o seu companheiro.

Em resumo, aprender a falar sobre o dinheiro é uma das melhores formas de se manter uma relação de amor no longo prazo.

Mauro Halfeld, para CBN.

2008-11-20

Ao contrário das ações, os imóveis têm baixa liquidez e características únicas - by Mauro Halfeld

Transcrição do comentário do Mauro Halfeld (site oficial) para a rádio CBN, do dia 19/11/2008, sobre como as características de imóveis como investimento, em contraponto às ações.

Áudio original no site da CBN (clique aqui).

Ao contrário das ações, os imóveis têm baixa liquidez e características únicas

imóveis
Olá. Hoje eu respondo a mais uma pergunta que eu recebi no cbndinheiro@cbn.com.br:

"Ouvi seu comentário de ontem sobre um ouvinte que tem menos do que 5% do seu patrimônio investido em ações e mesmo assim, está pensando em vender. Por que uma pessoa consegue vender um ativo valendo 40% menos do que ela pagou, enquanto ela não faz a mesma coisa com os imóveis. Ou seja, qual a diferença que faz com que uma pessoa entregue uma ação por um preço muito baixo, e com o imóvel, ela tenha mão forte, ou seja, ela não venda por um valor baixo?"

Minha resposta: Olha, felizmente os imóveis têm baixa liquidez. Assim, as pessoas pensam muito antes de comprar e pensam bastante antes de vender. Além disso, os imóveis têm características únicas, seja de localização, seja de detalhes no acabamento, seja na documentação.

Ao contrário, ações são fundíveis, ou seja, uma ação da Petrobrás PM, que o José comprou de manhã, é igualzinha a ação da Petrobrás que o João quer vender de tarde. Não há distinção entre as ações. Quando o João aceita vender uma ação Petrobrás PM por 10% a menos, o José também perde. Pelo menos, virtualmente.

Agora, se o Carlos compra um apartamento por 100 mil reais, e dois meses depois, ele sabe através do porteiro do edifício, que um vizinho vendeu um apartamento no mesmo prédio, por 90 mil reais, o Carlos busca uma justificativa pra imaginar que o seu apartamento ainda vale 100 mil reais. Ele vai pensar então que o seu apartamento está num andar mais alto, ou que os armários embutidos são mais novos ou simplesmente o Carlos imagina que o vizinho estava apertado de dinheiro e que vendeu barato demais.

O Carlos vai subir o elevador sempre pensando que o seu apartamento ainda vale 100 mil reais. Ou seja, imóveis têm uma âncora mental. A falta de liquidez e as características únicas de uma propriedade, fazem com que os investidores em imóveis não aceitem vender muito barato, mesmo que demore anos para vender, mesmo que eles fiquem esperando e que a inflação corroa uma parte do seu valor, ou que os investidores percam um ótimo juros na renda fixa. E esse poder dos imóveis é um belo consolo nesses tempos de destruição de riqueza no mercado financeiro.

Mauro Halfeld, para CBN.
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