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2018-12-19

O medo irracional é um dos fatores mais prejudiciais à carreira - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 19/12/2018, com uma ouvinte que está angustiada por ter recebido uma proposta de outra empresa.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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O medo irracional é um dos fatores mais prejudiciais à carreira

medo de entrevista de emprego

Uma ouvinte escreve: "Com certa surpresa, fui contatada por uma agência de seleção, para uma possível mudança de emprego. A proposta não é nada do outro mundo, mas representaria um avanço salarial em relação ao meu emprego atual. Eu conheço a empresa interessada e ela tem boa reputação no mercado. O próximo passo seria uma entrevista pessoal e me sinto angustiada. Fiquei de pensar, e quanto mais penso, mais medo eu sinto. E se eu aceitar e der tudo errado? Não sei o que fazer."

Bom, primeiro, respire fundo. Existem muitos fatores que prejudicam carreiras, e o medo é um dos piores, por ser algo que está na cabeça do profissional, e não em alguma exigência do mercado.

Sentir medo é normal na espécie humana. É por causa dele que conseguimos sobreviver até hoje, apesar da concorrência de espécies maiores, mais fortes e mais velozes do que a nossa. Esse é o medo positivo.

Já o medo irracional não tem um fundamento identificável e está ligado a insegurança. Você se sente protegida e estável em sua empresa atual, mas nenhuma dessas duas coisas é definitiva. E ao dizer isso, espero não ter acrescentado um medo novo ao que você já está sentindo.

Eu sugiro que você vá fazer a entrevista. Se perceber que o ambiente é bom e que haverá espaço para você progredir na carreira, considere que há uma coisa ainda pior que o medo, que é o arrependimento que um dia virá, por ter desistido sem tentar.

Portanto use o medo para ponderar sobre a situação, e não para se esconder dela.

Max Gehringer, para CBN.

2013-03-27

A fúria da natureza em chuvas de raios e fogo nas erupções vulcânicas captadas pela lente de Martin Rietze

Martin Rietze é um fotógrafo destemido. Especializado em fotografias de paisagens e cenários da natureza, Rietze não se limita a tirar fotos de bucólicos e verdejantes campos ou animais fofos. Pelo contrário, o artista vive viajando e "caçando" outro tipo de presa, bem mais radical: vulcões. Em especial, vulcões em erupção.

Viajando pelos quatro cantos do mundo, desde o Japão até a Guatemala, passando pelo Congo, Itália e muitos outros lugares, Martin Rietze produz fotografias ao mesmo tempo belas e tenebrosas. Belas pois mostra um show de luzes e cores ao retratar explosões de fumaça, fogo e lava. E tenebrosas porque retratam os momentos em que a natureza se mostra soberana, quando o homem se dá conta que todo o seu controle é pura ilusão e só resta fugir da fúria da mãe Gaia.

Em três diferentes ocasiões, Rietze testemunhou e fotografou em Kagoshima, no Japão, um fenômeno ao mesmo tempo belíssimo e assustador: junto com erupção do vulcão Sakurajima, raios e relâmpagos foram vistos junto com a fumaça e lava que eram expelidos pelo vulcão. Sem dúvida, um espetáculo grandioso, mostrando toda a fúria da natureza combinando uma torrente de fumaça, raios e fogo (lava).

Vejam a fúria da natureza em chuvas de raios e fogo nas erupções vulcânicas captadas pela lente de Martin Rietze:

Fotos tiradas em fevereiro de 2013:

Martin Rietze fotografia erupção vulcão lava fogo raios fúria natureza

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Fúria da natureza em fogo, raios e fumaça negra

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Sequência de uma erupção vulcânica

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Erupção com raios sob a luz da lua, meio apagada ao fundo

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Chuva de fogo

Fotos tiradas em abril de 2012:

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Fotos tiradas entre o final de dezembro/2009 e o início de janeiro/2010:

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Martin Rietze fotografia erupção vulcão lava fogo raios fúria natureza

Imagens via site de Martin Rietze - Alien Landscapes on Planet Earth. Dica via Colossal - Terrifying Volcanic Lightning Photographed by Martin Rietze.

2012-02-06

Filme: Filha do Mal

Se eu tivesse que descrever o filme Filha do Mal (no original The Devil Inside), em uma palavra, esta seria: ruim. Se eu pudesse usar duas palavras, elas seriam: muito ruim.

filme filha do mal poster cartaz

Usando o estilo mockumentary, aquele em que o filme é um pretenso documentário, ou ainda o seu subgênero found footage (filmagem encontrada), cuja moda começou com A Bruxa de Blair, este novo filme de exorcismo (quase se tornando um subgênero do terror já) não oferece nada de novo. E pior, ele parece uma cópia (mal feita) de outros filmes anteriores de exorcistas.

Por exemplo, compare-o com o recente O Ritual, que também tem uma brasileira no elenco. A nacionalidade das atrizes não é a única coisa em comum, já que O Ritual parece ser uma grande "influência" (ou cópia descarada), já que toda a trama envolvendo a escola de exorcistas e a realização de exorcismos não oficiais da Igreja Católica parece ter sido chupada do filme por este Filha do Mal. Também a ideia de um filme-documentário-falso de um exorcismo não é nova, já tendo sido mostrada em O Último Exorcismo.

filme filha do mal

A história de Filha do Mal mostra a jovem Isabella Rossi (a brasileira Fernanda Andrade) procurando por respostas envolvendo o passado de sua mãe: quando Isabella ainda era criança, a mãe dela foi presa por matar três pessoas que estavam realizando um exorcismo nela, não aprovado pela igreja. Já adulta, Isabella, com o documentarista Michael (Ionut Grama), vai para o Vaticano procurar entender mais sobre o exorcismo, encontrando na escola de exorcistas alguns companheiros que a ajudarão na sua jornada, os padres Ben (Simon Quarterman) e David (Evan Helmuth). Além disso, o outro objetivo de Isabella é tentar ajudar a sua mãe, que se encontra presa numa instituição psiquiátrica em Roma (ela fora julgada incapaz pelo tribunal nos EUA e transferida para lá, sem explicação aparente, a não ser a vontade dos roteiristas William Brent Bell, que também dirige, e Matthew Peterman, de plantarem um clima conspiratório à trama).

filme filha do mal

Além de uma história já conhecida e batida, Filha do Mal é visualmente fraco. O formato de documentário ajuda a disfarçar as imperfeições (e apesar das cenas externas com jeito de guia turístico, a maior parte das cenas se passa em cenários bem pobres, como a casa dos padres). Entretanto, tudo cheira a amadorismo mesmo (não aquele planejado para parecer). Uma das poucas coisas legais de Filha do Mal é a contratação de uma contorcionista para interpretar uma possuída no filme, que começa a cena toda dobrada.

Enfim, Filha do Mal é ruim e não oferece absolutamente nada de novo. Não oferece bons sustos (só um ou dois, mas são bem ruins e baseados em sustos normais, como o latido de um cão de repente) e não dá medo, nem cria muita tensão. O fato do filme ser um sucesso de bilheteria (arrecadando mais de 50 milhões e tendo custado apenas um milhão), me dá mais medo do que o filme em si.

Trailer:



Para saber mais: crítica no Cinema com Rapadura.

2011-12-05

As sinistras e surrealistas fotos de Thomas Longo

Thomas Longo é um fotógrafo cujas obras transmitem uma certa inquietação. O artista às vezes usa manipulação digital para ressaltar um aspecto surralista, em outras, apenas uma imagem simples é o suficiente. De qualquer maneira, a fotografia de Longo é instigante, e como os melhores filmes de terror, carrega aquela aura sinistra, meio sombria, mas que nos faz ficar com os olhos pregados na tela. Ou neste caso, nas fotos. Vejam:


Thomas Longo fotografia sombria sinistra surreal

Uma língua afiada.

Thomas Longo fotografia sombria sinistra surreal

O que nos tornamos.

Thomas Longo fotografia sombria sinistra surreal

Olho tem você.

Thomas Longo fotografia sombria sinistra surreal

Eu acho que estou cego pelo sol.

Thomas Longo fotografia sombria sinistra surreal

A garota e sua ponte.

Thomas Longo fotografia sombria sinistra surreal

Terra de poliuretano

Thomas Longo fotografia sombria sinistra surreal

Lavo as minhas mãos entre os inocentes.

Thomas Longo fotografia sombria sinistra surreal

Dentro de um vidro.

Thomas Longo fotografia sombria sinistra surreal

Olhar de escritor.

Thomas Longo fotografia sombria sinistra surreal

Morrer de trabalho.

Thomas Longo fotografia sombria sinistra surreal

Nenhum deus pode tocar.

Thomas Longo fotografia sombria sinistra surreal

O trabalho ocasional de uma escrava.

Thomas Longo fotografia sombria sinistra surreal

Chuva negra.

Thomas Longo fotografia sombria sinistra surreal

Quando a besta grita.

Thomas Longo fotografia sombria sinistra surreal

O que é a verdade?

Thomas Longo fotografia sombria sinistra surreal

Alguém observa.

Thomas Longo fotografia sombria sinistra surreal

Destacado.

Imagens via FlickR de Thomas Longo. Dica via The Suite World - Sinister Photography by Thomas Longo.

2011-09-14

O exército de brilhantes figuras radioativas contra a energia nuclear, na instalação de Luzinterruptus

O grupo de artistas anônimos Luzinterruptus faz intervenções urbanas como se fossem pinturas, usando como matéria prima luz e como telas, a escuridão. O grupo começou em Madri, com a ideia de atrair a atenção das pessoas para alguns problemas da cidade que tanto cidadãos quanto governo pareciam não se importar.

Para o Festival Dockville em Hamburgo (Alemanha), o grupo montou a instalação Controle Radioativo. Nela, um exército de 100 figuras humanas vestidas com "roupas anti-radiação" e iluminadas avançavam em direção ao local do festival. O propósito era causar uma reflexão sobre o uso e o abuso da energia nuclear, barato em termos econômicos, mas que podem causar graves efeitos irreversíveis sobre o meio ambiente e a saúde.

Segundo o manifesto do Luzinterruptus, a "Alemanha foi o primeiro país a anunciar o total abandono da energia nuclear em 2022. Nós sabemos que isso não foi uma decisão altruísta e tem muito a ver com a criação de novas e inovadoras indústrias, que irã fazê-los pioneiros no mercado. Mas caso eles mudem de ideia, e sabemos como políticos legislam hoje em dia, nós queríamos simular, para o festival, uma vida sob constante ameaça de acidentes nucleares."

Eu achei espetacular. Tanto o conceito quanto a beleza da execução. Vejam algumas fotos:

instalação luzinterruptus alemanha exército radioativo energia nuclear figuras brilhando arte

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De dia, esse exército inanimado até dá um frio na espinha. Meio assustador, assim, figuras imóveis no meio do mato...

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Placa com o nome do grupo e nome da instalação.

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Ao cair da noite, as luzes se fazem presentes. E mesmo ainda um pouco ameaçadoras, as figuras exibem uma beleza peculiar.

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O exército visto de longe, e cada vez mais perto:

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Não parece um exército fantasma?

Imagens via site do Luzinterruptus. Dica via Empty Kingdom.
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