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2019-02-25

Como se adaptar a novas exigências do mercado de trabalho - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 25/02/2019, com um ouvinte que está com sua carreira em declínio, assim como a empresa em que trabalha.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Como se adaptar a novas exigências do mercado de trabalho

adaptação ao mercado de trabalho

Um ouvinte escreve: "Tenho 43 anos, um emprego razoável e um salário adequado. Mas a minha empresa, há anos, vem perdendo mercado. E fico preocupado porque não tenho curso superior e não sei se poderia achar outro emprego igual a este."

Muito bem. Uma carreira e a vida de uma empresa são bem comparáveis. Empresas crescem enquanto se esforçam e investem, para superar concorrentes, fazendo mais do que eles, adequando-se às novidades e adaptando-se às mudanças do mercado.

Uma empresa progride enquanto não desiste de ser melhor do que as outras, mas começa a declinar quando desiste de ser melhor do que ela mesma. Deste ponto até o fim, há um período de estagnação, até que a realidade finalmente mostre que não foram tomadas medidas que poderiam e deveriam ter sido.

Uma carreira segue o mesmo passo: começo difícil, dificuldades para se sobressair entre os iguais, esforço e custo para adquirir novos conhecimentos. Quando tudo isso é superado, vem aquele período de ilusória estabilidade. A sua preocupação parece mostrar que não só a sua empresa está em declínio, mas que a sua carreira também entrou em um estágio de desaceleração.

Eu sugiro que você volte a estudar correndo, para se adaptar a exigências que não existiam há 20 anos, e que agora se tornaram norma de contratação. O ponto positivo é que você percebeu essa necessidade ainda com tempo mais do que suficiente, para se recompor e voltar a ser melhor do que você mesmo.

Max Gehringer, para CBN.

2019-02-04

Para o mercado de trabalho, hora extra não é salário - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 04/02/2019, com uma ouvinte que incorporou as horas extras ao seu salário de fato e está agora buscando um novo emprego.

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Para o mercado de trabalho, hora extra não é salário

hora extra

Uma ouvinte escreve: "Estou empregada, mas ao mesmo tempo, estou em busca de um novo emprego. E tenho dúvida quanto ao salário. Aqui na empresa, devido à crise, alguns empregados foram demitidos, e os que ficaram, precisaram assumir as tarefas dos que saíram. Como o tempo era mais curto do que o necessário, durante dois anos recebi, e continuo recebendo, horas extras diárias, que acabaram se incorporando ao meu orçamento.

Para mim, esse passou a ser o meu salário, não por uma circunstância passageira, mas porque é o valor justo pelo que eu produzo. Só que em minha carteira continua constando o valor sem as horas extras. E a minha dúvida é se devo informar e pleitear o meu salário real?"


Eu entendo e concordo, mas faço duas observações. A primeira é a seu favor. Se você fosse demitida, legalmente esse período prolongado de horas extras seria incorporado ao seu salário para efeito do cálculo de rescisão.

Já a segunda observação será menos do seu agrado. Para o mercado de trabalho, hora extra não é salário. O valor de uma função é determinado pela média da remuneração no mercado, sem a inclusão de horas adicionais ou de outros fatores que um empregado possa ter por liberalidade da empresa, por exemplo: o pagamento de um curso.

Por isso, eu sugiro que você não informe o seu salário no currículo. E mencione a sua situação somente em entrevistas pessoais, caso o que lhe seja oferecido fique abaixo de suas expectativas.

Max Gehringer, para CBN.

2019-01-22

Mudar de emprego pode não estar fácil, mas está longe de ser impossível - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 22/01/2019, sobre como o mercado de trabalho anda difícil.

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Mudar de emprego pode não estar fácil, mas está longe de ser impossível

mudar de emprego

Uma ouvinte escreve: "Em muitas de suas respostas, você tem sugerido que ouvintes mudem de emprego quando não estão satisfeitos com o atual. Mas como fazer isso se não existem vagas em lugar nenhum?"

Bom, primeiro, um profissional que esteja descontente com o chefe, com o salário ou com qualquer outro fator que ele considere insuportável, não só irá prejudicar a si mesmo se continuar na empresa, como também estará prejudicando a própria empresa, por não estar se dedicando às suas tarefas com a atenção que deveria.

Em casos assim, permanecer no emprego, sem poder alterar a situação, só vai piorar a sensação de que está no lugar errado.

Quanto a segunda parte da sua pergunta, a da inexistência de vagas, não é bem assim. Há vagas, e há muitas. O mercado de trabalho não trancou a porta e jogou a chave fora. As empresas continuam contratando, e a sua percepção de que não existem vagas se deve ao fato de que há bem mais candidatos do que vagas.

Quando isso acontece, a empresa contratante pode se dar ao luxo de peneirar os interessados até que sobre só um que preencherá todos os requisitos que a vaga requer, e até mais um pouco.

E isso significa que uma dezena de outros candidatos terá que partir para o processo seguinte. E depois de vários processos, alguns irão concluir que não adianta mais insistir, mas a persistência é fundamental. Porque mudar de emprego pode não estar fácil, mas está longe de ser impossível.

Max Gehringer, para CBN.

2018-12-06

Pensei em cursar administração, mas ouvi que o mercado está saturado. É verdade? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 06/12/2018, com um ouvinte que está para escolher a faculdade e quer saber mais sobre o curso de administração e o mercado de trabalho para ele.

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Pensei em cursar administração, mas ouvi que o mercado está saturado. É verdade?

curso de administração

Um ouvinte escreve: "Preciso escolher a faculdade que vou fazer e pensei em administração. Mas tenho ouvido que o mercado de trabalho para administradores já está saturado e que há profissões mais rentáveis. Gostaria de ouvir a sua opinião."

Certo. Começando pelos fatos. Administração é o curso que mais forma profissionais no Brasil. E por um motivo simples: nenhuma outra profissão oferece uma gama tão ampla de possibilidades de emprego.

Portanto não há saturação, porque embora haja uma enorme quantidade de formandos, há também um número compatível de vagas.

Há tempos, as profissões que mais geram vagas são administração, direito, engenharia e informática. Certamente existem profissões mais rentáveis, mas que não irão gerar vagas suficientes para todos os formandos, ou para a maioria deles.

Por isso, quando uma pessoa lhe sugerir um determinado curso, pergunte se ela conhece alguém que se formou nele e que esteja trabalhando na área. Isso porque essas sugestões ocasionais costumam ser extraídas de leituras na internet, e não de contatos pessoais.

E, finalmente, administração lhe dá a oportunidade de ingressar no mercado e, depois de um par de anos, numa sequência natural, fazer cursos de especialização no setor administrativo em que você melhor se enquadrou.

Em resumo, não opte por um curso sem antes pesquisar bem, se ele pode lhe oferecer a oportunidade de começar a estagiar, ou a trabalhar, ainda antes de se formar.

Max Gehringer, para CBN.

2018-12-05

Estou em função mais baixa, como retomar padrão salarial antigo? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 05/12/2018, com um ouvinte que foi demitido por causa da crise, entrou num emprego ganhando bem menos, e agora quer saber como conseguir retornar ao padrão salarial antigo.

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Estou em função mais baixa, como retomar padrão salarial antigo?

empregado mostrando valor

Escreve um ouvinte: "Há três anos, perdi um bom emprego que eu tinha, quando a empresa em que eu trabalhava foi uma das primeiras a serem afetadas pela crise. Depois de passar quatro meses desempregado e com contas atrasadas, consegui me recolocar em outra empresa, mas por um salário muito inferior ao que eu ganhava, pouco mais da metade.

O tempo passou e eu continuo aqui, na mesma função e sem ter tido nenhum aumento significativo. Se eu começar a procurar outro emprego, existe ainda a possibilidade de eu voltar a ter o nível salarial que eu tinha há quatro anos?"


Sim, existiria, mas somente em um mercado aquecido, com mais vagas do que candidatos. Só que esse não parece ser um cenário que iremos ver tão cedo.

Neste momento, se você procurar outro emprego, sinto lhe dizer que, depois de três anos na mesma função, um empregado passa a valer o que ganha.

Mas você deve, sem dúvida, buscar novas opções. Porque depois de três anos lhe pagando pouco, a sua empresa atual já está convencida de que você não irá sair, porque não tem para onde ir.

O valor de uma função é determinado pelo mercado. E cabe ao empregado mostrar que ele vale mais do que a função, para ser promovido ou reajustado.

Parece ser claramente o seu caso. E se a sua empresa atual não está vendo isso, você deve procurar uma que veja, mesmo que o seu salário inicial não seja o que você, um dia, teve. Mas poderá voltar a ser na empresa certa.

Max Gehringer, para CBN.

2018-12-04

A falta de continuidade na função pode prejudicar a contratação - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 04/12/2018, com um ouvinte que mudou bastante de área e quer mudar ainda mais.

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A falta de continuidade na função pode prejudicar a contratação

profissional multidisciplinar

Um ouvinte escreve: "Tenho 7 anos de carreira e passei por áreas diferentes em várias empresas. Não consegui me estabilizar, nem em uma empresa, e nem em um setor específico, embora eu nunca tenha sido demitido. Quando faço entrevistas, sinto que os recrutadores não gostam de ouvir que um candidato não tem preferência por um setor, e acabam contratando quem começou em uma direção e nunca saiu dela.

Tem muita coisa que eu ainda não fiz, mas gostaria de tentar. Só que não vejo abertura das empresas para proporcionar esse tipo de oportunidade."


Bom, a sua avaliação está corretíssima. Ao preencher uma vaga, a empresa prefere contratar o candidato que tem uma história de continuidade na função e os cursos compatíveis a ela.

Eu conheço gente que mudou de área, até radicalmente, mas dentro da própria empresa. Já para ser contratado por outra empresa, para uma função que nunca executou, é preciso que essa função não requeira especialização prévia ou cursos específicos.

Para quem, como você, já fez muita coisa e tem vontade de fazer muitas outras, o mercado de trabalho vai ficando cada vez mais estreito, em vez de se alargar.

Essa sua flutuação profissional é mais comum em empresários do que empregados. E por isso, sugiro que você considere ter seu próprio negócio.

Nele, você poderá aplicar as aptidões adquiridas e testar outras novas, sem ter que se explicar para recrutadores, que estão apenas buscando o empregado convencional.

Max Gehringer, para CBN.

2018-11-06

A dificuldade para encontrar uma vaga proporcional aos investimentos nos estudos - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 06/11/2018, sobre como estudo e experiência prática devem andar lado a lado desde o início da carreira.

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A dificuldade para encontrar uma vaga proporcional aos investimentos nos estudos

trabalhador super qualificado multi tarefa

Vou tentar responder a vários ouvintes, que escreveram para relatar uma situação que parece estar se tornando tristemente comum: a dificuldade para encontrar uma vaga que seja proporcional ao investimento já feito nos estudos.

Essa questão vem preocupando jovens que acumularam graduação, pós-graduação e, não raramente, um mestrado e uma imersão em inglês.

Uma vaga adequada a essa formação seria a de um pesquisador, um cientista, ou um analista de alto nível, com remuneração entre 10 e 20 salários mínimos.

O problema é que aparecem poucas vagas desse padrão. E as que surgem dão preferência a profissionais que tenham experiência. Ou, mais exatamente, a que começou em funções mais elementares e foi agregando novos cursos ao currículo ao mesmo tempo em que adquiria vivência prática.

Caso o jovem com bastante estudo decida aceitar uma vaga de iniciante, como auxiliar, para depois ir galgando posições, a coisa irá emperrar, porque um auxiliar geralmente não precisa mais do que uma faculdade, para dar conta das tarefas.

Quem já estudou bem além disso, acaba sendo preterido por ser super qualificado, um elogio que soa como uma condenação.

Sinto ter que reafirmar que estudos e experiência devem, desde cedo, caminhar lado a lado na iniciativa privada. Para quem já passou desse ponto, uma opção a ser considerada é a do serviço público, que paga bem e não exige nenhuma experiência anterior a quem presta um concurso.

Max Gehringer, para CBN.

2018-10-19

Quando se dará a recuperação salarial, se a economia voltar a melhorar - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 19/10/2018, com um ouvinte que teve uma baixa grande em sua remuneração, por causa da crise.

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Quando se dará a recuperação salarial, se a economia voltar a melhorar

recuperação salarial

Escreve um ouvinte: "Há 3 anos, eu tinha um salário até razoável, suficiente para me manter e ainda sobrar um troco para aplicação. Devido a esse estrago que ocorreu no país e no mercado de trabalho, perdi meu emprego. E para me manter ativo, tive que aceitar salários até 40% inferiores ao que eu ganhava.

A minha pergunta é: supondo que haja uma melhora na economia, quanto é que eu vou estar valendo, o que eu ganhava ou o que eu estou ganhando?"


O achatamento salarial é o segundo pior efeito de uma crise prolongada. O primeiro é o famigerado índice de desemprego.

Assumindo-se que volte a ocorrer o que ocorreu em crises anteriores, e nós temos muitas delas para comparar, a recuperação do mercado acontece, mas não é imediata.

A média salarial voltará a subir quando faltarem candidatos a emprego para as vagas que serão reabertas. Supondo-se que tenhamos um período de crescimento contínuo, de pelo menos seis meses, você voltará a valer o que ganhava.

Essa é a boa notícia. A outra, não tão boa, é que haverá muitos candidatos em situação igual à sua, para disputar as vagas oferecidas quando as empresas voltarem a contratar. Ou seja, primeiro, o índice de desemprego precisa cair, para só depois, os salários crescerem.

Não vai acontecer este ano, mas poderá acontecer no ano que vem, se o caos político, judicial e econômico que estamos vivendo, for superado. Nós já passamos por isso antes e o que mais dói é termos que estar passando mais uma vez.

Max Gehringer, para CBN.

2018-10-03

Vale a pena deixar a empresa agora por falta de correção salarial? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 03/10/2018, com um ouvinte que trabalha em uma empresa que não reajusta seu salário há dois anos.

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Vale a pena deixar a empresa agora por falta de correção salarial?

correção salarial

Um ouvinte escreve: "Trabalho no setor administrativo de uma empresa, cujos salários estão desatualizados e ficaram abaixo da média do mercado. Já faz dois anos que não recebo nenhum reajuste. E pergunto se o melhor seria procurar outra empresa para trabalhar?"

Sim, essa seria uma boa opção se você encontrar outra empresa que lhe pague o que você acredita que deveria estar ganhando.

Mas considere o seguinte: se a sua empresa atual não vem corrigindo os salários, ou é porque ela está mal das pernas, ou é porque ela acredita estar pagando o que o mercado oferece. Essa segunda hipótese é fácil de ser verificada.

Quando aparece uma vaga aí na sua empresa, tem sido difícil encontrar candidatos no mercado, dispostos a aceitar o salário oferecido? Se a resposta for que sempre aparece alguém que aceita, isso significa que vagas de emprego estão escassas e que o mercado, de modo geral, está deprimido.

Outro ponto para sua informação é que não existe obrigatoriedade de concessão de reajustes para reposição da inflação anual. Se a empresa concede, é por liberalidade e não por imposição.

Juntando tudo isso, sim, você deve procurar outra posição semelhante a que tem, mas com um salário mais alto. Se você encontrar, isso significa que quase tudo o que acabei de lhe dizer está errado. E eu vou ficar muito feliz por ter me enganado.

Max Gehringer, para CBN.

2018-10-01

Como conseguir uma vaga de emprego depois dos 50 anos? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 01/10/2018, sobre o mercado de trabalho para quem tem 50 anos.

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Como conseguir uma vaga de emprego depois dos 50 anos?

idoso procurando emprego

Uma ouvinte escreve: "Aos 50 anos de idade e 30 de contribuição previdenciária, estou naquela fase crítica em que o mercado me considera velha demais para trabalhar e nova demais para me aposentar. Se eu der entrada na minha aposentadoria e continuar buscando emprego, como o meu caso seria avaliado?"

Vamos lá. Aos 50 anos, você sabe muito bem que não é, e nem se sente, velha. Mas são válidas as suas suspeitas de que pessoas na sua faixa etária começam a ter mais dificuldade para encontrar emprego. Não é que o mercado se feche, é que ele fica mais restrito.

Isso significa que você terá que pesquisar vagas que talvez nunca tenha considerado na sua vida profissional. Por exemplo, ser uma prestadora de serviços terceirizada, ou trabalhar em casa em sistema de home-office, ou ser atendente de balcão, ou se tornar vendedora.

O que lhe sugiro, para começar, é pesquisar na internet, agências ou sites voltados a profissionais com mais de 50 anos. Neles, você encontrará uma lista de funções específicas e você verá que poderá se encaixar em várias delas.

Esses mesmos sites listam também grandes empresas que possuem programas de seleção para o grupo da senioridade. E elas não fazem isso porque são boazinhas, mas porque veem vantagens em contratar pessoas que tenham formação, experiência e disposição, pessoas que irão se dedicar como se tivessem 20 anos e que não ficarão reclamando que a empresa não dá oportunidades.

Max Gehringer, para CBN.

2018-09-18

O que dizer para recrutador que pede garantias de que você não deixará vaga? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 18/09/2018, sobre o que dizer para um recrutador numa entrevista de emprego, quando ele pergunta sobre garantias que o entrevistado não irá deixar a vaga logo.

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O que dizer para recrutador que pede garantias de que você não deixará vaga?

entrevista de emprego

Uma ouvinte escreve: "Fiz uma entrevista para auxiliar de escritório em uma empresa, e fui surpreendida com uma colocação da recrutadora. Ela me disse que muitos jovens estão entrando e saindo de empregos com indiferença e rapidez, até mesmo sem completar o período de experiência.

E me perguntou que garantias eu poderia dar, de que não era alguém assim? Eu respondi que ela não precisava se preocupar, mas acho que minha resposta não caiu bem, porque não consegui a vaga. O que eu deveria ter respondido?"


Bom, há duas respostas possíveis. Uma é a da cartilha da boa candidata e a outra é a verdadeira.

Você poderia ter dito que vem de uma família de profissionais estáveis, e que pretende seguir o mesmo caminho que eles seguiram, buscando a estabilidade através de bons resultados e do respeito à chefia. Essa é a resposta da cartilha.

A resposta verdadeira seria esta: você não pode dar nenhuma garantia, assim como a empresa também não pode lhe garantir que você será mantida no emprego por um longo período. Por isso, você precisará mostrar que merece ficar, porque se não mostrar, a empresa irá trocar você por alguém mais eficiente.

Eu acredito que a primeira resposta seja a preferida de quem ouve, enquanto a segunda mostra que a candidata entende como funciona o mercado de trabalho, e não irá nem enganar, e nem ser enganada. Cabe-lhe então decidir qual resposta se parece mais com você.

Max Gehringer, para CBN.

2018-09-12

Pedir demissão após dois meses pode prejudicar a carreira? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 12/09/2018, sobre se pedir demissão após um período curto em uma empresa, pode prejudicar a carreira.

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Pedir demissão após dois meses pode prejudicar a carreira?

trocando de emprego

Escreve um ouvinte: "Pedir a conta em um emprego, depois de dois meses de trabalho, pode prejudicar muito a carreira?"

Não necessariamente. Posso lhe dar vários motivos, mais que razoáveis, para uma decisão assim. Por exemplo, a empresa lhe ofereceu uma determinada função na contratação e depois lhe deu outra, diferente e pior. Ou a sua família mudou de cidade e você foi junto. Ou, no melhor dos casos, você recebeu uma ótima proposta.

Mas tudo isso diz respeito a somente uma saída rápida. Se forem duas ou três, pode ser que ainda existam explicações que os recrutadores acharão aceitáveis.

Mais do que isso, a pessoa começa a entrar em uma outra categoria, uma com a qual o mercado de trabalho teve que aprender a conviver em tempos recentes: a dos funcionários itinerantes.

Não que não haja emprego para eles, até pelo contrário. Há muitos, mas há em empresas com alta rotatividade, pressão por resultados imediatos, escassa possibilidade de carreira e, o pior de tudo, salários baixos.

Ou seja, as mudanças constantes passam a ser sempre para outro lugar semelhante, o que só aumenta a vontade de mudar novamente.

Mas há também um lado positivo. Até uns 20 anos atrás, muitos empregos em curto tempo transformavam um profissional em um proscrito no mercado. Mas hoje já se tornou um lugar comum para quem procura um emprego, e não uma carreira.

Nada contra. Cada um sabe o que quer. E o mercado se ajustou a essa liberdade de escolha.

Max Gehringer, para CBN.

2018-08-24

Desemprego afeta candidatos com as mais variadas formações - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 24/08/2018, com uma ouvinte que se formou tecnóloga e não consegue emprego.

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Desemprego afeta candidatos com as mais variadas formações

brasil em crise desemprego

Escreve uma ouvinte: "Sou tecnóloga, formada este ano. E não estou conseguindo encontrar emprego. Isso ocorre por que os cursos de tecnólogos não são bem vistos pelo mercado de trabalho?"

Não. Isso acontece porque há uma crise. E o desemprego afeta candidatos a emprego de todos os tipos, bacharéis ou tecnólogos, tanto formados em cursos presenciais, quanto de ensino à distância.

No caso de jovens como você, um em cada três ou está desempregado, ou sub-empregado, ou fazendo algum bico para se manter, ou simplesmente parou de procurar vagas. É um número assustador.

Quanto aos tecnólogos, que são os formandos em cursos superiores de dois anos de duração, eles já sofreram mais preconceitos do que sofrem hoje. Os primeiros formandos esbarravam na resistência de muitos recrutadores, que haviam estudado quatro anos e não achavam justo contratar quem tinha se formado em metade do tempo.

Essa fase passou. As empresas já entenderam que, em muitos tipos de trabalho, uma educação de dois anos oferece conhecimentos suficientes para o desempenho de uma função específica.

Eu me formei em Administração. Mas no mundo atual, da interatividade e da informação instantânea e facilmente disponível, não tenho dúvidas de que eu poderia aprender em dois anos, o que aprendi em quatro.

Portanto o problema não é você e nem é o seu curso. É o Brasil, que patina no fundo do poço.

Max Gehringer, para CBN.

2018-08-15

A experiência como empresário ajuda ou atrapalha no retorno ao mercado de trabalho? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 15/08/2018, com um ouvinte que era dono do seu próprio negócio, mas agora precisa voltar ao mercado de trabalho como empregado.

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A experiência como empresário ajuda ou atrapalha no retorno ao mercado de trabalho?

entrevista de emprego

Escreve um ouvinte: "Tive a minha própria empresa nos últimos sete anos, mas a crise me forçou a encerrá-la enquanto ainda era tempo. E agora estou retornando ao mercado de trabalho. Tenho um par de entrevistas agendadas, através de indicações de amigos. Mas a minha dúvida é se a minha experiência como empresário irá funcionar a meu favor ou contra?"

Tudo dependerá do que você responder quando a inevitável pergunta lhe for feita: "Como você se vê trabalhando como empregado, depois de sete anos como patrão?"

Para poder respondê-la satisfatoriamente, vamos imaginar que você ainda tenha sua empresa e que decidiu contratar um auxiliar. Apareceram vários candidatos, mas o melhor deles parece ser um rapaz que também foi dono de um pequeno negócio durante anos, mas agora resolveu fechá-lo e vir trabalhar com você, como empregado.

Quais seriam as suas dúvidas para contratá-lo ou não? Será que ele saberá acatar, sem reclamar, as ordens que estava acostumado a dar? Será que ele vai querer dar palpites sobre o modo como você conduz o seu negócio? Que coisas ele aprendeu enquanto tinha a empresa dele, e que agora poderão contribuir para com a sua?

Essas são as mesmas indagações que um recrutador lhe fará. E ele espera ouvir as mesmas respostas que fariam você, enquanto era dono, contratar com inteira confiança um empregado que também havia sido dono.

Max Gehringer, pra CBN.

2018-08-10

'Meu gerente foi demitido e empresa preferiu contratar profissional de fora' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 10/08/2018, com um ouvinte que não vê perspectivas em continuar na empresa atual.

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'Meu gerente foi demitido e empresa preferiu contratar profissional de fora'

contratação

Um ouvinte escreve: "Estou nesta empresa faz três anos. Meu gerente foi demitido e eu esperava ser considerado para ocupar a vaga dele, mas a empresa decidiu trazer um profissional de fora.

Em conversas com pessoas confiáveis, que estão aqui há mais tempo, entendi que esse tem sido sempre o procedimento da empresa, ou seja, contratar profissionais experientes do mercado, em vez de dar oportunidade a quem é da casa.

Ao mesmo tempo, recebi uma sondagem de uma empresa concorrente, menor em estrutura e em faturamento, mas para um cargo de gerência. Pergunto se vale a pena mudar para um lugar menor, com um cargo maior?"


Sim, vale. Principalmente quando a opção é continuar sem perspectivas de promoção no emprego atual, como parece ser o seu caso.

Além disso, há ainda uma vantagem adicional: mudando para uma empresa menor, você terá possibilidade de aprender muito mais sobre outras áreas, porque o contato com os gerentes delas será mais próximo e mais cooperativo, como costuma ocorrer em todas as empresas de porte médio.

Após dois ou três anos, se for do seu interesse, você estará apto a tentar uma mudança para um cargo gerencial em uma empresa de maior porte, talvez até mesmo essa em que você está agora, já que ela só contrata profissionais experientes do mercado e você será um deles.

Por isso, e para ser lembrado, não deixe de manter contato com seus atuais chefes e colegas.

Max Gehringer, para CBN.

2018-08-06

Período de experiência deve ser remunerado se gerar lucro para empresa - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 06/08/2018, com um ouvinte que recebeu uma proposta de trabalhar alguns dias como teste, mas sem remuneração.

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Período de experiência deve ser remunerado se gerar lucro para empresa

ambiente de trabalho

Um ouvinte escreve: "Uma empresa, na qual fiz entrevista, me propôs passar cinco dias em período de teste, para depois decidir se eu seria aprovado e contratado. Pergunto se esse procedimento é normal?"

Não só não é normal, como é ilegal.

Uma empresa pode propor que o candidato passe por esse período de testes funcionais, durante dois ou três dias, mas terá que pagar pelas horas, caso o candidato não seja contratado. Isso pode ocorrer, por exemplo, em metalúrgicas, nas quais a habilidade com determinados equipamentos de precisão, precisa ser comprovada antes da contratação.

Mas vamos separar bem duas coisas. Em processos seletivos, é comum haver vários testes como entrevistas, provas escritas e dinâmicas de grupo. Muitas vezes um candidato pode gastar vários dias, seguidos ou não, até que o processo seja encerrado com a escolha de um dos concorrentes. Nada disso precisa ser remunerado.

Mas se o teste consistir em executar algum tipo de trabalho, que irá representar faturamento e lucro para a empresa, aí o pagamento é obrigatório. Um caso fácil de entender é o telemarketing, em que um candidato pode ser convidado a passar alguns dias ligando para eventuais clientes e, efetivamente, vendendo produtos.

Não creio que esses tipos de trabalhos, disfarçados de testes, sejam prática comum no mercado. Mas são uma irregularidade que pode ser denunciada em uma delegacia do trabalho ou no sindicato da categoria.

Max Gehringer, para CBN.

2018-08-03

'Fui até o final de processo seletivo e penso que perdi a vaga por ser mulher' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 03/08/2018, com uma ouvinte que acha que perdeu uma vaga de trabalho por ser mulher.

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'Fui até o final de processo seletivo e penso que perdi a vaga por ser mulher'

mulher no mercado de trabalho

Uma ouvinte escreve: "Tenho uma dúvida cruel. Fui até o final de um processo de seleção em uma boa empresa, muito grande, muito sólida. Restaram dois candidatos, eu e um homem. E ele foi contratado. Agora, não consigo deixar de pensar que perdi a vaga por ser mulher. Você pode me afirmar, com certeza, que não foi por isso?"

Há pouquíssimas coisas nesse mundo que posso afirmar com certeza, mas essa certamente não é uma delas.

Mas você mesma pode tirar suas conclusões com base naquilo que viu na empresa, durante o processo de seleção. Havia mulheres em funções semelhantes a que você estava concorrendo? Você cruzou nos corredores com pessoas de diversas etnias?

Ou, em outras palavras: algo que você notou, ou ouviu, ou leu, lhe deu a impressão de que você estava em uma empresa que discriminava quem quer que fosse? Se não houve nada que pudesse substanciar uma queixa de preconceito, então o motivo foi outro.

Mas não custa nada lembrar e repetir aqui, que em empresas relevantes no mercado, o sexo deixou de ser, há tempos, um argumento. Não só em contratações, como também em reuniões de trabalho e promoções.

A razão não tem gênero e deve sempre ser concedida a quem tiver melhores requisitos e mostrar mais determinação. Ou seja: a mulher. Quase sempre, mas nem sempre, como a nossa ouvinte descobriu desta vez.

Max Gehringer, para CBN.

2018-07-18

Lista de características desejáveis por empresas traça empregado ideal - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 18/07/2018, com um ouvinte que entrou no site da empresa em que quer trabalhar e viu uma lista muito extensa de características desejáveis em candidatos de emprego.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Lista de características desejáveis por empresas traça empregado ideal

lista profissional

Um ouvinte escreve: "Eu gostaria de me candidatar a uma vaga em uma empresa bastante conhecida. Mas entrei no site dela, naquela seção de 'Trabalhe conosco', e li uma lista de características profissionais e pessoais desejáveis para interessados em uma vaga.

A lista é tão longa que, sinceramente, fiquei meio assustado. Será que o objetivo da lista é afastar candidatos, em vez de atrai-los? Devo cadastrar o meu currículo, mesmo sabendo que não terei chance?"


Sim, você deve e você terá chance. Esse tipo de lista traça o perfil do empregado ideal, aquele que tem todas as qualidades e nenhum defeito. E não há ninguém assim no mercado de trabalho.

Se essa lista fosse aplicada a todos os funcionários da própria empresa, boa parte deles teria que ser dispensada, por não se enquadrar em parte dos tópicos.

Mesmo assim, a lista faz sentido se você pensar, por exemplo, em uma pessoa ideal com a qual você gostaria de compartilhar o resto da sua vida. Aí, você relaciona o que espera dessa pessoa: inteligência, beleza, simpatia, carinho, compreensão e mais uns vinte atributos positivos.

Você logo descobrirá que vai ser difícil encontrar alguém no mundo que tenha tudo isso. Mas haverá quem compense a falta de uma qualidade com o excesso de outra. Por fim, o seu alto nível inicial de exigência ficaria limitado ao que de melhor aparecer.

A lista da empresa segue essa mesma lógica: pedir a perfeição e contratar o mais satisfatório. Que pode ser você, por que não?

Max Gehringer, para CBN.

2018-05-29

'Minha carreira profissional não acompanhou realizações acadêmicas' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 29/05/2018, com um ouvinte que concluiu um mestrado, mas não teve muita mudança na carreira por causa disso.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Minha carreira profissional não acompanhou realizações acadêmicas'

mestrado

Escreve um ouvinte: "Conclui um curso de mestrado, o que sempre foi o meu sonho. Mas a minha carreira profissional não acompanhou minhas realizações acadêmicas. Já trabalho há 8 anos e nunca ocupei um cargo de liderança. Eu imaginava que meu mestrado pudesse me abrir novas portas, mas não recebi nenhuma resposta, sobre currículos que enviei nos últimos meses. Pergunto se existe algum tipo de inveja ou discriminação contra quem possui mais bagagem acadêmica do que um cargo exige?"

Não. Eu poderia lhe dizer que existe uma precaução, mas não uma perseguição. Vamos então, por partes.

Se os currículos que você enviou foram para cargos de liderança, você não obteve resposta porque não tem experiência anterior em liderar. E um mestrado não elimina essa necessidade de vivência prática na função.

E se os currículos foram para posições semelhantes a que você tem agora, mas em empresas de maior porte, muito possivelmente os recrutadores irão imaginar que você não irá se sentir satisfeito enquanto não for promovido a uma função mais compatível com o seu estudo. E eles darão preferência a contratar alguém que tenha a formação que a vaga pede, e não muito mais.

Eu acredito que você poderia utilizar o seu aprendizado, ingressando no serviço público, onde passa no concurso quem sabe mais e não há nem avaliação de currículo e nem precaução de recrutador.

Max Gehringer, para CBN.

2018-05-22

Sistema educacional não prepara os jovens para realidade do mercado de trabalho - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 22/05/2018, sobre como o sistema educacional brasileiro não prepara os jovens para o mercado de trabalho.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Sistema educacional não prepara os jovens para realidade do mercado de trabalho

sala de aula vazia

Um ouvinte escreve: "Este é o meu primeiro emprego, mas acho que dei azar e entrei na empresa errada. Tenho visto aqui muitas coisas que contrariam as boas práticas de administração e o tratamento pessoal. Penso em mandar uma mensagem ao diretor, para levar ao conhecimento dele, fatos que ele talvez ignore. Ou isso, ou vou embora daqui. O que você me diz?"

Digo-lhe que você pode fazer as duas coisas simultaneamente, porque a primeira irá resultar na segunda.

O que você sente, e muitos jovens que ingressam no mercado de trabalho também estão sentindo, é um choque de tratamento.

Com as mudanças que foram implantadas no sistema educacional do país, desde o ensino fundamental, os alunos passaram a ser aprovados sem ter notas, não podem ser chamados a atenção pelo professor e não podem ter o seu desempenho comparado com os dos colegas.

Perto de tudo isso, o mercado de trabalho é um outro mundo. Desde o primeiro dia, vai existir cobrança, pressão e comparação direta.

Não é que as empresas tenham piorado, elas até melhoraram no quesito relações humanas. Mas o primeiro contato com a nova realidade costuma ser penoso, porque altera a dinâmica a que o estudante estava acostumado. O resultado tem sido a troca constante de empregos, uma ciranda que as empresas já não têm como evitar.

O que posso lhe dizer é que lá pelo terceiro emprego, você estará mais habituado, embora ainda não conformado.

Max Gehringer, para CBN.

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