2009-06-16

Os 10 fatores que compõem o marketing pessoal - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 16/06/2009, sobre o marketing pessoal.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui).

E falando em marketing pessoal, se você ainda não conhece, não pode deixar de ler a fábula corporativa do Pato e do Pavão.

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Os 10 fatores que compõem o marketing pessoal

marketing pessoal
Atendendo a alguns pedidos, hoje vamos falar sobre o marketing pessoal.

Funcionários dedicados e eficientes muitas vezes não conseguem uma promoção. Por quê? Porque eles estão fazendo tudo certo, mas estão esquecendo do marketing pessoal. Vamos então a uma listinha, dos 10 fatores que compõem o bom marketing pessoal:

Primeiro: liderança. Antes mesmo de ter um cargo, um funcionário pode influenciar seus colegas, muito mais do que é influenciado por eles. Ele se torna um formador de opinião, e empresas percebem isso rapidamente.

Segundo: solidariedade. Alguns funcionários param o que estiverem fazendo quando são consultados por seus colegas, sobre assuntos de trabalho ou mesmo que nada tenham a ver com o trabalho. Outros baixam a cabeça e só fazem o que têm que fazer.

O terceiro: visão. É alguém entender o que esta fazendo e porque está fazendo. E sugerir pequenas mudanças que podem melhorar o próprio trabalho e o trabalho dos colegas.

O quarto: espírito de equipe. É oferecer ajuda aos colegas, sem ser solicitado. E se preocupar com que o trabalho dos outros também saia bem feito.

O quinto: maturidade. É saber solucionar conflitos sem provocar mais conflitos. É saber apaziguar discussões entre colegas, e propor soluções que os outros consideram apropriadas.

O sexto: integridade. É fazer o seu trabalho sem prejudicar a ninguém. É não ser excessivamente ambicioso, nem querer atropelar quem aparece pela frente.

O sétimo: visibilidade. É se oferecer para fazer uma apresentação. É ser o primeiro a erguer a mão quando se precisa de um voluntário para uma tarefa. É se apresentar para compor um grupo de trabalho ou para ajudar a implantar um programa novo.

Oitavo: empatia. É saber elogiar o trabalho de um colega e reconhecer os méritos dos outros. Quem elogia é elogiado. Quem só critica sempre acaba sendo criticado.

Nono: otimismo. É conseguir enxergar o lado positivo de qualquer situação, principalmente daquelas que parecem ruins. É ser bem-humorado e aceitar eventuais críticas. Pessoas assim ajudam a criar um ambiente de trabalho saudável.

E décimo: paciência. É saber a hora certa de pedir uma oportunidade, ao invés de ficar reclamando que a empresa não dá oportunidades.

Quem tem no mínimo 7 desses 10 fatores, dificilmente deixa de decolar na carreira. Marketing pessoal não é criar uma imagem vazia. É, além de apresentar bons resultados, saber se sobressair sem ser chato e conseguir simpatias sem ser puxa-saco.

Max Gehringer, para CBN.

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Se o comentário parece que já foi feito, é porque o Max já apresentou esses dez fatores no quadro do Fantástico, Emprego de A a Z. É interessnte ver o vídeo, pequenos detalhes são diferentes entre o comentário e a reportagem, nada estrutural, mas de enfoque. De qualquer jeito, é bom se você ainda não sabe como é a fuça do Mr. Max ;)

De boca aberta

Hoje fui ao dentista. Fiquei uma hora e meia sentado na cadeira, com a boca aberta. E a maldita da anestesia deve ter passado depois da primeira hora...

Saí de lá com a boca escancarada, meio dormente, mandíbula doendo, e logo lembrei das pobres mulheres infláveis, com suas bocas sempre abertas.

boneca inflável
Por outras razões, claro.

amely
Olha aí a Amely, da Pryscila, que não me deixa mentir.

Inveja no trabalho - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 15/06/2009, sobre a inveja no trabalho.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui).

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Inveja no trabalho

inveja
"Gostaria que você falasse sobre a inveja no trabalho", pede uma ouvinte.

Vamos lá. De segunda a sexta-feira, nós passamos 80% do tempo em que estamos acordados, convivendo com um grupo heterogêneo, que chamamos genericamente de o pessoal lá da empresa. Se o mundo fosse perfeito, nós teríamos escolhido essas pessoas. Só trabalharíamos com aquelas com quem tivéssemos total afinidade.

Mas o mundo não é perfeito. O primeiro critério das empresas na hora de contratar pessoas, nunca foi e nunca será a simpatia delas. A empresa contrata os melhores profissionais, e o resultado é que temos que conviver, durante a maior parte do nosso dia, com gente diferente de nós.

Não apenas não temos afinidade com muitas dessas pessoas, como algumas delas se acham melhores do que nós.

Como não é novidade para ninguém, o ambiente nas empresas está cada vez mais competitivo. Por um lado, isso é bom para quem for bom. Por outro lado, pode gerar atritos.

Aquele colega que não apreciamos muito, não está só querendo mostrar que é melhor que nós. Ele quer ser o nosso chefe. Se a empresa estabelece regras claras para que a competição fique dentro do nível ético, os melhores profissionais irão se sobressair.

Mas, se a empresa não toma essa providência, algumas figuras detestáveis emergem rapidamente. E uma delas é o invejoso. Aquele empregado que dá a impressão de estar sendo pago pela empresa apenas para criticar os colegas que se mostram mais eficientes do que ele.

A única maneira de lidar com pessoas assim é ignorando a existência delas, não dando a elas mais munição. Basta lembrar dos apelidos escatológicos da nossa infância: reclamou, o apelido pega; levou numa boa, o apelido some. A inveja é a mesma coisa. Ela só floresce quando recebe atenção.

O invejoso não tem raiva de quem ele critica. Ele tem raiva dele mesmo, por não poder ser igual a quem ele critica. De certa maneira, a inveja no trabalho é a forma mais doentia de elogio. E é por esse prisma que o invejoso deve ser visto.

Enquanto os invejados irão progredir, o invejoso ficará para trás, parado no tempo, sempre criticando aqueles que reúnem condições de chegar onde ele sabe que não conseguirá chegar.

Max Gehringer, para CBN.

inveja fullmetal alchemist (Referência nerd/geek/otaku. Se não entendeu, não ligue.)

2009-06-15

Sobre conversinhas inúteis

Ultimamente tem sido cada vez mais difícil aguentar aquela conversinha mole, aquele papinho matinal que rola no trabalho, enquanto as pessoas não começam a trabalhar efetivamente. Chame de rádio peão, conversa de bebedouro, pausa para o café, o que for.

O fato é que já não tenho mais saco pra falar e muito menos pra ouvir sobre o tempo, o futebol ou a fórmula um, nem de ouvir as reclamações da vida dos outros. Porque não me interessa. O que me importa se o Rubinho ganhou ou ficou em último? Eu não me importo com a maioria dos assuntos que o povo aborda nesses papinhos.

house (Outro que não se importa com essas conversinhas chatas e sem sentido.)

Até uns tempos atrás eu até tolerava, mas ultimamente isso tem deixado meu mau humor mal demais. Simplesmente insuportável.

A saída foi comprar (finalmente!) um mp3 player. Assim que eu sento na cadeira e me acomodo na mesa, é logar no computador e colocar os fones nos ouvidos.

mp3 player
Assim, de manhã, o máximo que eu preciso é dizer um "bom dia". E mesmo assim, eu o digo apenas por polidez (porque eu não tenho a mínima vontade de desejar bom dia para certas pessoas). E porque eu sei que o dia não vai ser bom (pelo menos o meu). Nunca é, mesmo.

Talvez se as pessoas estivessem mais interessadas em ouvir do que apenas esperarem a vez para falar e se deliciarem com o som da própria voz, eu poderia conversar mais com elas. Porque além da maioria querer discutir assuntos absolutamente enfadonhos, ou no mínimo desinteressantes, para mim, elas não querem realmente conversar. Mas apenas falar. E quando se calam, é apenas para retomarem o fôlego e esperarem o momento certo de começarem a falar novamente.

Citando Duque François de la Rochefoucauld: "O motivo pelo qual tão poucas pessoas são agradáveis numa conversa é que cada qual está pensando mais a respeito do que pretende dizer que a respeito do que os outros estão dizendo."

conversa agradável
Ilustração do Frases Ilustradas - Para uma conversa agradável.

2009-06-12

Aviso sobre o dia dos namorados

Vários dos blogs que acompanho, e geralmente comento, estão falando sobre este dia, o dia dos namorados.

E como cansei de deixar o mesmo comentário em todos eles, aqui vai o aviso:

Reservo-me o direito de não ler adequadamente nenhum post que trate do tema, e não comentá-lo. E se comentei, foi só pra dizer isso.

Sem mais, voltamos à programação anormal.

DEADLINE - animação stop motion feita com post-its

O estudante Bang-yao Liu fez uma incrível animação no estilo stop motion, usando post-its, para a conclusão de seu curso no Savannah College of Art and Design.

Apesar do roteiro não ser inovador, tratando daqueles momentos em que o prazo está apertando, mas a gente acaba arranjando distrações pra não trabalhar, a execução do vídeo é muito boa.

Confira abaixo:



Mas o que eu realmente achei impressionante foi o making-of. Foram 3 meses só de planejamento, e 4 dias de filmagem. Foi feito uma pré-animação em Flash, e a partir dela, usando um projetor para projetar a imagem na parede, foram tiradas cada foto que compõe o stop motion.

Veja o making-of:



Dica do Damn Cool Pics.

2009-06-11

Atuar como curinga pode impedir o crescimento na empresa - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 10/06/2009, sobre os curingas dentro de uma empresa, aquelas pessoas que fazem de tudo, mas que não sobem na carreira.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui).

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Atuar como curinga pode impedir o crescimento na empresa

curinga baralho
"Sou um curinga na minha empresa", escreve um ouvinte. "Faço de tudo: substituo colegas de outros departamentos que saem de férias, e sempre sou chamado quando existe algum incêndio a ser apagado. Num dia posso ser motorista e no outro, auxiliar de contabilidade. Tenho o reconhecimento dos diretores por tudo isso, mas até agora os agradecimentos ficaram somente nas palavras. Dinheiro que é bom, ninguém nunca mencionou. Gostaria de saber como aproveitar minhas habilidades para conseguir um salário melhor."

Bom, eu fiz uma pequena lista mental de pessoas com as quais eu trabalhei, e que tinham essa característica de curinga. Durante algum tempo, essas pessoas deram a impressão de serem indispensáveis. Em alguns casos, comentava-se que a empresa não poderia funcionar sem elas. E algumas até se comportavam como se de fato, ocupassem cargos importantes.

Só que quando um curinga pedia para ser efetivado em uma única função, o chefe sempre respondia: "De jeito nenhum! O que você faz ninguém mais consegue fazer!" Tudo isso parece ótimo, da boca para fora, mas o resultado é sempre negativo, quando se pensa numa carreira de médio e longo prazo.

Enquanto os curingas permanecem onde estão, seus colegas vão conseguindo promoções. Isso porque o curinga, ou o quebra-galho, ou o gerente de nada, apelido dado a uma das pessoas com quem eu trabalhei, era exatamente isso: alguém com conhecimento prático de muitas coisas, mas sem conhecimento específico e profundo em uma única coisa. E na hora da promoção, o escolhido era sempre um especialista.

A minha recomendação para nosso ouvinte seria: procure outro emprego, numa empresa em que você possa se fixar em uma só função, aquela que você mais gosta de executar.

Pessoas como você, são úteis para as empresas, mas as empresas não são úteis para pessoas como você. Com o tempo, você descobre que sequer tem uma função principal para colocar num currículo. E isso só vai lhe fechar portas no mercado de trabalho.

Nenhuma empresa tem no organograma, uma função chamada curinga. Não tem porque ela não é necessária. É apenas conveniente. A função só existe na prática, porque alguém se dispõe a isso, em prejuízo ao próprio crescimento profissional. Como o nosso ouvinte já percebeu, mas ainda reluta a aceitar.

Max Gehringer, para CBN.

Por que a gente não aplica na empresa o que aprendeu na faculdade? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 09/06/2009, sobre as diferenças entre o que se vê nos bancos escolares e o que se vê na cadeira do escritório.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui).

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Por que a gente não aplica na empresa o que aprendeu na faculdade?

cadeira de trabalho
"Por que a gente não aplica na empresa o que aprendeu na faculdade?", pergunta um ouvinte.

Começando pelo óbvio, faculdades existem para preparar um jovem para uma profissão que será exercida no mercado de trabalho. Portanto, o jovem deveria ser exposto durante as aulas, às mesmas situações que ele vai encontrar em uma empresa. Isso ocorre de fato?

Não exatamente. De modo geral, as faculdades preparam o jovem para um mercado de trabalho mais teórico que prático, mais ideal do que real. Quem já assistiu a uma aula sobre Como lidar com o chefe? ou Como conviver com um colega carreirista? ou Como conduzir uma negociação?

Não raramente, eu recebo mensagens de estudantes que dizem: "Meu professor leu um texto seu na classe, achei interessante." E eu me sinto mais preocupado do que contente. Eu não classificaria como interessante um texto sobre Como pedir um aumento de salário?, por exemplo. Interessante é um tema sobre o teorema de Pitágoras, que não terá qualquer influência na carreira profissional de um jovem.

A grande diferença entre a faculdade e o emprego está na transição da individualidade para a coletividade. O aluno é um ser individual. As notas que ele consegue não são influenciadas pelo desempenho de seus colegas de classe. E mesmo que a maioria dos colegas tenha uma opinião negativa sobre um aluno, ele não terá suas notas afetadas por isso. Em empresas, esses dois fatores são vitais. O relacionamento e a competição direta podem construir ou implodir uma carreira.

É por isso que eu não me canso de recomendar aos jovens para que comecem a trabalhar bem cedo. De preferência, antes de começar a faculdade. Só assim um jovem poderá equilibrar o que ouve em classe e o que vive no dia a dia da empresa. Chegar aos 24 anos apenas estudando não transformará um jovem em um profissional bem preparado para o mercado de trabalho.

Cursos são ótimos, e quanto mais, melhor. Mas passar tempo demais só fazendo cursos irá causar o choque que nosso ouvinte está sentindo. E levará à pergunta que ele fez: Por que a empresa não funciona de acordo com o currículo da faculdade? Não funciona porque a faculdade ensina como o mundo corporativo deveria ser. Mas só a prática mostra como ele realmente é.

É a soma dessas duas coisas, e não o excesso de uma delas, que forma um bom profissional. Atualmente, os dois fatores que mais limitam carreiras são a experiência sem estudo e o estudo sem experiência.

Max Gehringer, para CBN.

2009-06-08

Sexo e seus dramas

E se todas as convenções, regras sociais, relacionadas ao sexo fossem abolidas? Será que todos nossos pequenos ou grandes dramas, problemas, conflitos, se resolveriam?

Eu acho que não...


É, pessoas são complicadas. Muito complicadas.

Traduzido do sempre excelente e geek XKCD.

Vale a pena ser PJ? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 08/06/2009, sobre quando vale a pena, financeiramente falando, trabalhar como PJ (Pessoa Jurídica), ao invés de empregado com carteira assinada.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui).

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Vale a pena ser PJ?

carteira de trabalho
"Recebi uma proposta de emprego", escreve um ouvinte, "e não sei como avaliá-la financeiramente. Atualmente sou empregado efetivo, e na empresa que me fez a proposta, eu seria PJ. Qual seria o percentual a maior que eu deveria ganhar como PJ para poder, pelo menos, empatar?"

Vamos começar esclarecendo a sigla PJ, para quem não está familiarizado com ela. Um empregado efetivo é uma Pessoa Física. Já PJ significa Pessoa Jurídica, ou seja, um profissional que é a sua própria empresa. O PJ presta serviço para outra empresa, e no fim do mês, emite uma nota fiscal para receber seu pagamento.

Essa modalidade de PJ está aumentando bastante no mercado de trabalho. Porque a empresa que contrata os serviços do PJ não precisa arcar com uma série de encargos que são pagos no caso de funcionários efetivos, como férias, décimo-terceiro, fundo de garantia, assistência médica, vale-transporte e vale-refeição. No caso do PJ, tudo isso fica por conta dele, e não da empresa.

O sistema proporciona uma evidente economia de custos para a empresa. E ela transfere parte dessa economia para o PJ, que passa a receber mais do que o salário nominal que receberia como empregado. Mas por outro lado, o PJ tem que arcar por conta própria, com custos que não teria se fosse empregado.

Agora, a resposta para o nosso ouvinte, que é a resposta mais comum do mundo corporativo: depende.

No caso, depende de quanto o nosso ouvinte ganha como empregado. Porque alguns dos custos são fixos, como é o caso da assistência médica e do vale-refeição. Logo, o percentual que o nosso ouvinte se refere deve ser mais alto para quem ganha pouco e pode ser mais baixo para quem ganha bem.

Uma simulação do Conselho Regional de Contabilidade de São Paulo concluiu o seguinte: um empregado que ganha até mil e quinhentos reais por mês, precisaria ganhar entre 60% e 80% mais como PJ, para empatar. Porque os benefícios variam de empresa para empresa.

E aí o percentual vai diminuindo na medida em que o salário aumenta. Para quem ganha mais de 5 mil reais, 35% a mais como PJ empatam a conta. Para os que ganham mais de 10 mil, 25%.

A conclusão é que só quem ganha bem teria vantagem em ser PJ. Alguém que esteja ganhando 1500 reais como empregado, e receba uma proposta de ganhar 30% a mais como PJ, pode se iludir, achando um grande negócio. Mas neste caso, somente a empresa sairia lucrando.

Max Gehringer, para CBN.

2009-06-07

Empresas tendem a ser mais pragmáticas do que sábias em suas decisões - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 05/06/2009, sobre como as decisões das empresas são geralmente mais pragmáticas do que sábias.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui).

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Empresas tendem a ser mais pragmáticas do que sábias em suas decisões

rei salomão consultor moderno
Consulta de um ouvinte surpreso: "Abriu uma vaga de coordenador em meu setor", diz ele. "E eu me candidatei a ela juntamente com mais três colegas. O processo usado para decidir quem seria promovido foi uma dinâmica de grupo. Os quatro candidatos participaram de uma sabatina conjunta, com o diretor da área. Primeiro, o diretor perguntou que contribuições nós poderíamos dar como líderes. E depois pediu que falássemos sobre nossos planos para o futuro.

Eu consegui me diferenciar de meus colegas mencionando os rumos que eu via para a empresa nos próximos anos, levando em conta os avanços tecnológicos, a concorrência globalizada e a responsabilidade social. Saí da dinâmica com a certeza de que tinha conseguido a vaga. Mas para a minha surpresa, não fui o escolhido. E fiquei ainda mais surpreso, porque o colega que ficou com a vaga, deu somente respostas comuns e sem imaginação. Por gentileza, me ajude a entender."


Pois bem. Você deve conhecer a história do sábio rei Salomão, que tinha que decidir qual era a verdadeira mãe de um bebê, disputado por duas mães presumíveis. Esgotados todos os argumentos, Salomão ordenou que a criança fosse cortada ao meio. E imediatamente, uma das mães pediu que o filho fosse dado inteiro à outra. E Salomão, em sua sabedoria, intuiu que aquela era a mãe verdadeira.

Mas vamos imaginar que Salomão fosse um gestor moderno e tivesse feito uma última pergunta: "Mulher, se eu lhe der essa criança, como você a educará?" A primeira mãe responderia: "Sábio rei, farei dele um ser humano inteligente e visionário, que terá grandes idéias para melhorar o vosso reino." E a segunda responderia: "Grande rei, farei dele um soldado, que poderá lutar muitas batalhas por vossa glória." E o gestor Salomão, pensando praticamente, daria o filho à segunda mãe.

Foi o que aconteceu no caso de nosso ouvinte. A dinâmica não tinha como objetivo escolher o futuro diretor de planejamento, mas o próximo coordenador de um setor. Por isso, venceu o candidato que da forma mais simples, mostrou como poderia contribuir, em curtíssimo prazo, para a eficiência dos trabalhos.

Essa foi a decisão mais justa? Talvez não. Mas as empresas não têm a grandeza do rei Salomão. Na hora de decidir, elas tendem a ser mais pragmáticas do que sábias.

Max Gehringer, para CBN.

Na vida profissional, quem espera nunca alcança - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 04/06/2009, sobre como as inquietudes do empregado.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui).

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Na vida profissional, quem espera nunca alcança

paciência
"Estou inquieto", diz um ouvinte. "No ano passado, a minha empresa fez uma reestruturação em meu setor. Como eu era o funcionário mais novo, com 21 anos de idade e 8 meses de casa, a carga maior acabou recaindo sobre mim, já que os veteranos se esquivaram de assumir novas responsabilidades. No fim das contas, tive que acumular a maior parte das funções de dois colegas que foram dispensados. Não reclamo do trabalho em si, mas já se passaram alguns meses e ninguém mencionou um reajuste salarial. Isso é justo?"

Não. Isso não é justo. O mercado de trabalho não é justo. O mundo não é justo. Mas aí vem a diferença entre o que é justo e o que é legal. Ou em outras palavras, a diferença entre o que é e o que deveria ser.

Não creio que qualquer pessoa neste país ache justo que um operário trabalhe oito horas por dia para receber um salário mínimo no fim do mês. Como também não é justo que um jovem faça um curso superior e só consiga depois de batalhar durante meses por uma vaga, um emprego de dois salários mínimos por mês.

Acontece que essas duas coisas estão dentro da legalidade e podem ser praticadas pelas empresas. Do ponto de vista legal, é justo. Do ponto de vista social, não é.

Os empresários brasileiros também reclamam, com razão, da alta carga de impostos que sufocam as empresas. Isso cria uma situação em que parte das empresas prefere correr o risco de operar na clandestinidade. E outra situação, pior ainda, em que quase a metade dos trabalhadores brasileiros, se sujeita a trabalhar sem registro na carteira profissional.

A favor do nosso ouvinte, eu poderia dizer que a inquietude dele é muito positiva. Porque os inquietos vão mais longe na carreira. O que mais atrapalha o desenvolvimento de um profissional é a passividade. É se sujeitar a uma situação por acreditar que a vida é assim mesmo, ou porque aqui não é bom mas lá fora será pior.

A melhor maneira de usar essa inquietude não é brigando com a empresa, a não ser o caso de quem deseja seguir uma carreira como sindicalista. É procurando outras opções, mais justas, ou menos injustas. Ao contrário do que diz o ditado, na vida profissional, quem espera nunca alcança.

Max Gehringer, para CBN.

2009-06-04

Tudo o que as mulheres querem são aquelas três palavras?

Fazendo a leitura matinal dos meus feeds, vejo essa matéria no Metro, jornal inglês: All girls want is those three little words (ou numa tradução literal, "Tudo o que garotas querem são aquelas três palavras").

gatinho romântico
Com o dia dos namorados chegando e o mundo capitalista te empurrando cada vez mais pra comprar um caro presente para sua cara-metade, é interessante ver os resultados da pesquisa apresentada na matéria acima citada.

De acordo com a pesquisa, 60% das mulheres preferem ouvir uma declaração de que são amadas, do que receber aqueles clássicos presentinhos, como flores ou chocolates. Uma declaração de amor inesperada é o preferido delas. E o que é melhor, é de graça. $$$

Ainda segundo a matéria, o jeito mais popular de se fazer essa declaração é um telefonema para uma conversa durante o almoço. Entretanto, 12% delas se sentiriam satisfeitas com uma mensagem de texto cheia de carinho.

E se você quiser fazer uma velha amiga feliz, mande uma carta a ela. A pesquisa mostrou que 1/3 delas ganharia o dia se recebesse uma mensagem carinhosa de um amigo de longa data, que perderam contato.

E então, queridas e amadas mulheres, o que vocês realmente querem são apenas aquelas três palavrinhas? Um "eu te amo" é o suficiente ou vocês só se derretem com um diamante de muitos quilates?

Da minha parte, esse ano, como todos os anteriores, não darei nenhum presente. Não que eu seja pão-duro ou esteja quebrado (incrível, mas não estou), mas a única pessoa que eu gostaria de presentear... bem, é complicado.

2009-06-03

As profissões do futuro - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 03/06/2009, sobre como as chamadas profissões do futuro podem ser profissões sem futuro.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui).

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As profissões do futuro

profissões do futuro
"Quais são as profissões do futuro?" Pergunta um ouvinte.

São três áreas: informática, administração e os ramos mais conhecidos da engenharia. Em relação ao número de formandos, essas são as três áreas que mais geraram empregos nos últimos dez anos. E continuarão a gerar pelos próximos dez.

Certamente, nossos ouvintes devem ter lido vários artigos listando profissões pouco conhecidas. Na Internet, basta uma simples busca para encontrar algumas delas, como engenharia do petróleo, engenharia ambiental, técnico florestal ou técnico de recursos hídricos.

Essas são profissões do futuro? Sim, sem dúvida. Mas a pergunta que um jovem deve se fazer é outra: essa é uma profissão que vai me dar futuro? Quando eu tiver um diploma na mão, vou ser procurado por empresas que oferecerão vagas nessas áreas? Aí a resposta é não. Porque o número de formandos nessas áreas será bem maior do que o número de ofertas de emprego.

E a corrida pela vaga será decidida daquela maneira que costumamos chamar de isto não é justo. Ou seja, a limitada quantidade de vagas oferecidas será conquistada pelos alunos mais brilhantes das universidades mais famosas ou pelos formandos não tão brilhantes que conhecerem profissionais que possam indicá-los diretamente para uma vaga.

Isso significa em números aproximados, que 8 de cada 10 formandos, nas chamadas profissões do futuro, não terão futuro em suas profissões.

E o que é pior: um jovem que começa a trabalhar em uma área administrativa e opta por um curso com um nome atrativo, acabará não estudando aquilo que já faz, e mais tarde não conseguirá fazer aquilo que estudou. Ficando em posição de desvantagem na carreira, em relação aos colegas que estudaram e se aperfeiçoaram naquilo que já faziam.

Em resumo, quando uma profissão ganha o apelido de profissão do futuro, imediatamente um grande número de escolas passa a oferecer cursos e a caprichar na propaganda para atrair interessados. 4 ou 5 anos depois, a maioria dos formandos descobrirá que as chances efetivas de se empregar na área são mínimas, e terá que procurar emprego em setores que oferecem mais vagas. Mas tendo na mão um diploma que nada terá a ver com a função.

Isso não quer dizer que um jovem não deva considerar um curso pouco usual. Mas ao se matricular nele, precisa estar consciente de que precisará mais do que o diploma para conseguir uma vaga.

Max Gehringer, para CBN.

Orgias pornográficas em Tetris

Se você achava que aquelas pecinhas caindo eram apenas ingênuas e inocentes pecinhas, você nunca mais vai ver Tetris com os mesmos olhos, depois deste vídeo.

orgia tetris

Uma peça pai de família, um DVD pornô, uma casa vazia e a vontade de ver umas peças em cima das outras, em ação.



Uma animação stop motion, feita de massinha e muita criatividade, de Mike Damanskis. Via Topless Robot.