2009-09-05

Filme: Os Normais 2 - A Noite Mais Maluca de Todas

Anteontem, quinta-feira, o dia estava terrivelmente chato. O que então é melhor para remediar, senão um filminho no cinema, uma pipoca e um refrigerante? E claro, o filme, de preferência, sendo uma comédia. Pois então fui ver Os Normais 2 - A Noite Mais Maluca de Todas.

filme os normais 2 poster
Antes de mais nada, eu tenho que dizer que sempre fui um grande fã da série Os Normais na TV. Sem dúvida, uma das melhores coisas que passavam. Muitas vezes, ri tanto que até me doía a barriga. E foram esses mesmos risos que eu dei no escurinho do cinema, desta vez.

Bem diferente do primeiro filme, neste, ele parece mais com um episódio "esticado" da série, o que pra mim, é excelente.

Depois de 13 anos de noivado, o casal mais normal da TV e do cinema, Vani e Rui, estão numa maré baixa sexual. Pra dar um "up" na relação, Vani aceita realizar uma fantasia de Rui, que ela sempre vinha negando: fazer um ménage-à-trois. Bem, pra isso, eles precisam de uma terceira pessoa, e na "noite mais maluca de todas", eles procuram pela mulher que vai realizar essa fantasia com eles.

filme os normais 2 dani suzuki (Daniele Suzuki de calcinha e sutiã. Babou? Saiba que ela mostra ainda mais - mas não no filme.)

Começando por uma prima da Vani, passando por uma bi que não é exatamente a bi que se espera em um ménage, até uma profissional do "séquisso", as situações vão passando num ritmo frenético, bem ao estilo "normal" do casal.

Na minha opinião, Os Normais 2 - A Noite Mais Maluca de Todas é uma das melhores comédias do ano, ao lado de Brüno. É perfeito? Não. Mas é divertidíssimo e eu morri de rir. E recomendo (especialmente se você gostava da série)!

Trailer:



Para saber mais: crítica do Omelete.

Filme: Brüno

Demorou um pouco mais, mas semana passada finalmente estreou nos cinemas aqui de Floripa o novo filme de Sacha Baron "Borat" Cohen, Brüno. Fui conferi-lo (ui!) no sábado passado, e garanto: é demais!

filme bruno poster
Com o mesmo tipo de humor de Borat, o filme mantém uma estrutura (e história) semelhante: um estrangeiro em busca de algo nos Estados Unidos. No caso de Borat era a Pamela Anderson, no caso de Brüno, é a fama. E nesta busca, o que se vê é uma enxurrada de piadas, algumas roteirizadas e devidamente ensaiadas, e outras reais, num tom documental.

Brüno é um apresentador austríaco, gay, muito gay (claro que totalmente estereotipado) que depois de arruinar um show de moda, é despedido. Ele parte então para os Estados Unidos, onde tenta diversas maneiras de se tornar famoso, desde fazer um show de televisão (que tem uma cena de um pinto falante, hilário!), até fazer como outras celebridades, e adotar um órfão de um país estrangeiro.

filme bruno tigresa (Acredite ou não, ele é gay.)

O humor de Brüno é politicamente incorreto, irônico, sarcástico, e absolutamente divertidíssimo. Entretanto, se você for da patrulha do PC (Politicamente Correto), e achar que o filme é um desrespeito contra os gays, ou contra os valores morais, etc., azar o seu, porque o seu senso de humor claramente é limitado (pra não dizer outras coisas).

Ao lado do novo "filme normal", Brüno é uma das melhores comédias do ano. Recomendadíssimo! =P

Trailer:



Para saber mais: crítica do Omelete.

Da série: cartas que eu nunca enviei

Oi, Lu,

Escrevo esta carta, já sabendo que provavelmente você nunca irá lê-la. Porque provavelmente nunca a enviarei diretamente a você, assim como muitas outras coisas que escrevi e você nunca leu. Apesar disso, deixo todas essas mensagens em um lugar público, esperando, talvez, que por um milagre, algum dia você venha a conhecê-las. Assim, não sei exatamente se quero que você as leia ou não. Uma parte de mim anseia desesperadamente que você as leia, enquanto outra parte, acha melhor que não. Então, as deixo assim, expostas, públicas, mas com a certeza de que você nunca as irá achar.

Você deve ter notado que ando frio e distante contigo. Isso não é acidental. Desculpe, eu sei que um dia eu já disse que poderíamos ser amigos. Eu tentei, mas não sou tão forte assim. Porque é preciso ser muito forte pra estar do teu lado e não te amar imensamente. E esse amor, que nunca vai se concretizar, como você mesma já demonstrou, só me machuca, só me corrói o resto de alma.

Por isso, apesar de não poder evitar a tua presença, evito a todo custo qualquer contato. Especialmente visual. Porque quando te olho, tudo o que eu procuro esquecer, volta com mais força. E não são poucas coisas que eu quero esquecer: o jeito como você sorri ou como você ri, a sua dicção por vezes falha, até mesmo as rugas e manchas de sol na pele, que, longe de serem defeitos, são características que te fazem única. E que considero imensamente adoráveis.

Tem dias que eu consigo e acabo não pensando em você. Esses são os dias que eu considero os "dias bons", apesar deles serem absolutamente vazios. Outros dias, aqueles em que por acaso nossos olhos se cruzam, ou que vejo algo que acaba me lembrando de você... Ah!, como esses dias são sofridos pra mim. E é tão doloroso, que prefiro a dor do vazio a essa dor, de pensar em você, sem esperanças de jamais tê-la.

E contraditoriamente, apesar disso tudo, esses dias eu senti saudades. De coisas simples, de estar do seu lado, mesmo sem te tocar. De te ouvir falar com entusiasmo sobre algo que você fez. De conversar sobre filmes, livros, ou qualquer outra coisa.

E mesmo agora, me controlo pras lágrimas não cairem. Porque ao mesmo tempo que vem essa saudade toda, vem aquela dor de saber que eu nunca seria nada mais do que um colega.

Fiquei pensando em como terminar esta carta. Mas a relendo, concluo que não sei exatamente o que queria dizer. E portanto, não sei como terminá-la de maneira apropriada. Então, vou terminá-la com aquele cumprimento que já se tornou por muitas vezes banal, mas que expressa o que eu mais queria fazer, ao mesmo tempo em que é o que eu mais gostaria de não querer.

Beijos!

2009-09-04

Cachorros bem treinados

Que cantinho no quintal, ou caixa de areia, que nada! Quero ver é você treinar seus cachorros para usarem o mictório do banheiro:

cachorros,treinamento,banheiro

Será que eles usam a privada pra fazer o número 2?

Por que você saiu do seu último emprego? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 04/09/2009, sobre o que responder quando perguntado numa entrevista de emprego, as razões da saída do último emprego.

E para quem quiser saber mais sobre o assunto, há algum tempo atrás, o Max deu outros comentários sobre este mesmo tema nestes posts: Como responder porque você saiu do último emprego e O que responder sobre o porquê da saída do último emprego?.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Por que você saiu do seu último emprego?

homer simpson cartão vermelho
Acredito que a consulta de hoje poderá ser útil a quem pediu demissão e não sabe como explicar isso numa entrevista, quando surge aquela bendita pergunta: "Por que você saiu do seu último emprego?"

Vou usar como exemplo a consulta de um ouvinte, de 27 anos, que escreve: "Solicitei minha demissão porque não concordava com algumas políticas da empresa. Não que a empresa estivesse fazendo algo imoral, ilegal ou anti-ético. É que ela era devagar e embaçada. E por isso, eu me sentia meio parado, mal aproveitado e sem perspectivas. Essa situação foi diminuindo a minha motivação, até o dia em que finalmente decidi sair.

Não tive dificuldades para conseguir entrevistas, principalmente através de indicações de amigos. Mas ainda não consegui outro emprego e estou parado faz seis meses. Sou qualificado para as vagas que disputo, mas não consigo achar uma explicação para minha saída, que seja do agrado dos entrevistadores."


Muito bem. Eu vou lhe sugerir a única resposta capaz de aquecer o frio coração do entrevistador. Diga o seguinte:

"Eu cometi um tremendo erro ao pedir demissão. Como empregado, eu não tinha nada que discordar das políticas da empresa, porque fui contratado para executar essas políticas, e não para tentar mudá-las. Mas aprendi a minha lição e de agora em diante, quero fazer o que sou pago para fazer, entender e respeitar quem trabalha comigo, e só apresentar sugestões quando elas me forem solicitadas."

Ufa! Essa é uma confissão doída, mas ela convencerá o entrevistador de que ele não estará contratando alguém que poderá vir a pedir a conta novamente, em poucos meses. Eu também recomendo ao nosso ouvinte treinar bastante em casa, em voz alta, para que as palavras soem sinceras.

E para quem está naquele dilema, de pedir ou não demissão, de um emprego chato e sem futuro, a sugestão seria: não saia antes de conseguir outro emprego. No mínimo, para não ter que encarar a fatídica pergunta sobre o motivo da saída. É muito melhor e muito mais fácil poder dizer: "estou bem em minha empresa atual, mas essa vaga sempre foi o meu sonho."

E o entrevistador, do alto de sua experiência, pensará com seus botões: "Ah! Depois de tantos candidatos com histórias longas e mal contadas, finalmente aparece um que sabe enrolar com precisão e competência."

Max Gehringer, para CBN.

2009-09-03

Ela ainda estava viva horas antes de morrer

Tudo bem não ter obrigação de ter diploma, mas certos jornalistas acham que não têm obrigação de ter um cérebro.

princesa diana,jornal,engraçado

Pobre princesa Diana, se estivesse morta antes do trágico acidente, não ia sentir nada! Huahuahua

É, eu sei que essa imagem é velha, mas eu ainda rio muito.

Entrevistas são conversas de mão dupla - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 03/09/2009, sobre como entrevistas de emprego devem servir para o candidato também perguntar, e não só responder.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Entrevistas são conversas de mão dupla

entrevista de emprego
"Estou meio sem chão", escreve um ouvinte. "Graças ao bom trabalho que desenvolvi em minha empresa anterior, como gerente de vendas, recebi um convite para mudar para um concorrente, com um cargo equivalente, mas com um salário bem melhor.

Aceitei e aqui estou. O problema é que já no primeiro dia, comecei a ouvir conversas dando conta que a minha equipe é antiga de casa, desmotivada e sem disciplina. Questionei meu diretor, que confirmou os fatos e disse que conta comigo para reverter a situação.

Foi aí que perdi o chão. Na entrevista, esse mesmo diretor só me mostrou os números dos últimos anos e o potencial de crescimento, sem fazer qualquer referência ao estado de letargia da equipe. O diretor não sonegou uma informação que poderia me ter feito, no mínimo, pensar melhor antes de aceitar?"


Hummm, não sei se ele sonegou. Eu acredito que o diretor tenha levantado a questão de modo indireto, ao lhe perguntar sobre o seu estilo de liderança, sobre a sua capacidade para trabalhar sob pressão, e sobre a sua maneira de lidar com desafios.

Como essas perguntas parecem inócuas, os candidatos tendem a respondê-las com muito entusiasmo. Certamente, esse foi o caso do nosso ouvinte. E aí, o diretor se deu por satisfeito.

Uma pergunta que o nosso ouvinte poderia ter feito ao diretor e aparentemente não fez, seria esta: "Qual o senhor considera o maior desafio que eu vou enfrentar?"

O que acontece na maioria das entrevistas, para qualquer função, é que os candidatos se preocupam em apenas responder, talvez imaginando que perguntar poderia ofender.

Mas para tranquilizar o nosso ouvinte, eu diria que ele não perdeu o chão. Ele perderá, se achar que não está à altura do desafio, contrariando o que ele provavelmente disse na entrevista. Nosso ouvinte gerente precisa juntar a equipe, explicar que o passado passou, estabelecer metas individuais claras, premiar os melhores e descartar os piores.

O que fica como lição é que entrevistas são conversas de mão dupla. É isso o que o "entre" inicial significa. E ele não constitui metade da palavra entrevista por acaso. O "entre" é um convite ao diálogo, enquanto ainda há tempo para dialogar.

Max Gehringer, para CBN.

2009-09-02

Diagrama de como resolver seus problemas no computador (pelo menos grande parte deles)

Caro leitor(a), você aí, que está longe de ser um(a) geek, que mal sabe a diferença entre bit e byte, que quando vê um fluxograma para consertar o seu computador, como este, acha que é mais complicado do que construir um foguete da NASA, sim, você!

Você que tem algum conhecido que "mexe com computador", e que faz pra ele, todas as perguntas possíveis e imagináveis sobre todo e qualquer programa. Você, que suporta o mal humor do cara do computador quando pergunta alguma coisinha simples no programa XYZ Advanced Plus Tabajara. Seus problemas acabaram!

Os mistérios da grande sabedoria dos carinhas da informática serão revelados a você neste momento! Pois saibam que nós, povo da computação, não temos poderes mágicos que nos fazem entender profundamente de todos os programas de computador. A maioria das vezes, estamos seguindo um esquema simples, que agora, você também poderá utilizar.

fluxograma de como resolver seus problemas de informática (Clique para ver em tamanho maior.)

Basta seguir este pequeno fluxograma! Imprima este diagrama e deixe sempre perto do seu computador. Pronto! Parabéns! Agora você é o especialista local em computadores.

Gráfico original em inglês no sempre genial XKCD.

Quer parar de comer frango e ovos? Veja este vídeo de crueldade com os pintinhos

Você está tentando levar uma vida mais natureba, mais saudável? Quer parar de comer frango e ovos? Então, se você for sensível, ver o vídeo abaixo vai fazer com que você nunca mais veja uma coxa de galinha com os mesmos olhos.

Pessoas sensíveis demais, tomem cuidado, não quero ninguém reclamando aqui depois, dizendo que eu não avisei!



Pra quem não manja nada de inglês, aqui vai um resumo básico:

O filme foi feito com uma câmera escondida, e mostra o interior de uma dessas granjas-indústria.

Na linha de montagem, o que você vê é uma pessoa separando alguns pintinhos pelo sexo (é o que o vídeo diz, como a pessoa consegue diferenciar, eu não sei). Os machos são separados porqye além de não darem ovos, demoram mais pra crescer e engordar pro abate.

Os pequenos pintinhos machos, sem valor comercial (há feministas que dizem o mesmo de nós, pobres machos humanos), são mortos. Literalmente triturados, na máquina que aparece no vídeo, que é padrão na indústria.

Uma outra máquina que é mostrada é onde os bicos dos pintinhos têm uma parte removida via laser (provavelmente para evitarem de se bicarem e se machucarem). Uma crueldade, segundo o locutor, já que o bico possui muitas terminações nervosas.

O vídeo foi feito pelo grupo Mercy For Animals, que promove que uma campanha para consumidores de ovos sejam avisados do que acontecem nestas grandes granjas. E claro, promover a cultura vegan (que são uns vegetarianos mais radicais).

ovos granja pintinhos mortos
Eu até gosto de comida vegetariana, mas me desculpem galinhas e vaquinhas: carne é fundamental.

Exposição ao sol mata!

Exposição ao sol mata! Essa é a mensagem de uma campanha feita em Israel, alertando para os perigos de se tomar sol em demasia (especialmente pelo câncer de pele!).

Na praia de Gordon, em Tel Aviv, foram extendidas algumas toalhas com a imagem de carvão queimando e uma grelha. Se o tempo já estava quente, ficar em cima de uma dessas toalhas deixaria uma sensação de calor maior ainda. Claro que eu não tenho problemas com isso, afinal, eu não gosto mesmo de tomar sol.

exposição sol praia propaganda
exposição sol praia propaganda
exposição sol praia propaganda
exposição sol praia propaganda
exposição sol praia propaganda
Se mesmo assim você quiser tostar um pouco na praia, não se esqueça do filtro solar.

Via Damn Cool Pics.

Sentimentos e filmes

comics,laerte,filmes

Comigo, de certa maneira, é assim.

Eu sinto mais em filmes, livros e outras histórias, do que na minha vida.

Tirinha do Laerte.

Corram atrás do negrão

Não é racismo, nem preconceito. É corrida mesmo:

corrida,engraçado,racismo

É o mesmo tipo de humor do post Eu não gosto dos pretos. Se você não gostou, aperte ALT + F4 que tudo irá desaparecer.

Soluções mais eficientes começam quando mudamos nossa maneira de agir - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 02/09/2009, com uma reflexão sobre quem deve resolver certos problemas.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Soluções mais eficientes começam quando mudamos nossa maneira de agir

arrancando cabelo
"Trabalho em um departamento cujo chefe está no cargo há 18 anos", escreve um ouvinte. "O nosso chefe é cordial e atencioso, jamais levanta a voz e nunca se envolveu em polêmicas. Essas características têm garantido o emprego dele, mas não o respeito dos outros chefes e dos diretores da empresa.

Nós não somos surdos e sabemos que o nosso chefe é motivo de piadas constantes. E essa situação se reflete diretamente em nossa equipe: somos mal pagos e mal reconhecidos. E acreditamos que as coisas poderiam melhorar muito, se o nosso chefe brigasse mais por seus subordinados. Como podemos convencer nosso chefe a mudar de atitude?"


Eu entendo a preocupação, mas por que o seu chefe mudaria de atitude? Sendo como é, ele certamente não ambiciona ser gerente ou diretor. O grande objetivo dele é continuar onde está. E portanto, a omissão dele na defesa dos subordinados, não é apenas um traço de personalidade, é também uma estratégia de sobrevivência. Se ele está no cargo há 18 anos, as chances de ele continuar no cargo até se aposentar, são enormes.

Eu já convivi com vários profissionais assim. E não conheço um só, que de repente, tenha decidido bater no peito e sair atirando, ou que tenha saído nos corredores apregoando que daqui pra frente tudo vai ser diferente.

Eu até diria que o chefe de vocês, ao contrário do que vocês supõem, é uma pessoa bem resolvida. Fora da empresa, ele deve ter uma rotina pessoal bem tranquila, levando a vida que sempre quis levar.

Como vocês é que estão incomodados com esta situação, eu sugiro que vocês considerem mudar. Ou para outro departamento, ou para outra empresa. Porque nenhum argumento será forte o suficiente para o chefe arriscar o cargo e o emprego.

Cabe a cada um de vocês, tomar a decisão que julgar a mais apropriada para a carreira, porque o chefe já tomou a dele faz tempo e está satisfeito com ela.

A verdade é que todos nós gostaríamos de solucionar os nossos problemas profissionais, mudando o modo como os outros agem. Mas, via de regra, as soluções mais eficientes começam quando mudamos a nossa maneira de agir.

Max Gehringer, para CBN.

2009-09-01

The Progress Bar, o bar mais geek de todos os tempos

Será que demoram muito pra servir uma bebida neste bar?

bebidas,geek,bar

Barra de progresso? Ah, eu prefiro progress bar. Sempre carregando... você de volta pra casa, depois de bêbado. :P

Bons resultados aceleram a carreira. Maus relacionamentos funcionam como freio - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 01/09/2009, sobre relacionamento com os colegas de empresa. E o comentário anterior que o Max se refere, sobre as diferenças entre escola e empresa, deve ser esse aqui: Por que a gente não aplica na empresa o que aprendeu na faculdade?

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Bons resultados aceleram a carreira. Maus relacionamentos funcionam como freio

freada
"Tenho 22 anos", escreve um ouvinte, "e estou em meu primeiro emprego faz cinco meses. Meu objetivo é construir uma carreira de sucesso, e por isso, comecei com todo o gás. Desde o primeiro dia, tenho sido sempre o primeiro a chegar e o último a sair. Mas meus colegas não gostaram dessa minha atitude. E me isolaram. Praticamente, ninguém mais conversa comigo. Devo procurar o meu gerente e expor o problema a ele?"

Deve, sem dúvida. Mas primeiro você precisa definir qual é o problema que você irá expor a seu gerente: o problema que você vê nos outros, ou o problema que os outros vêem em você.

Aparentemente, você está conseguindo nota dez no quesito energia e ambição, mas está beirando o zero no quesito relacionamento. Creio já ter explicado a diferença entre escola e empresa, mas permita-me explicar novamente. Numa escola, o relacionamento não tem importância: um aluno pode passar 4 anos sem conversar com os colegas e mesmo assim conseguir as melhores notas da classe. Em uma empresa, a situação é bem diferente. Os bons resultados aceleram a carreira, mas a falta de um bom relacionamento funciona como um freio.

É claro que existem profissionais que conseguem construir carreiras, mesmo sendo antipáticos. Mas eles são uma exceção, e não a regra. Esses profissionais, porém, tomaram a decisão de não se incomodar com o que os colegas achavam. Não se sentiram mal, nem quando foram excluídos pelos colegas. Na verdade, foram eles próprios que decidiram se excluir do grupo.

Se o nosso ouvinte deseja construir uma carreira de sucesso, apesar dos colegas, a decisão é dele. Mas a prática mostra que seria mais fácil ele conseguir isso com o apoio dos colegas. A minha sugestão para o nosso ouvinte, se ele estiver disposto a seguir o caminho menos espinhoso, é a seguinte: converse com o seu gerente, mas mude o discurso que você pretendia fazer. Pergunte a ele o que você poderia fazer para melhorar o relacinamento com os colegas.

A não ser, evidentemente, que seu gerente também seja partidário da tese de que boa convivência é perda de tempo. Nesse caso, nem é preciso falar com ele. Basta espelhar-se nele.

Max Gehringer, para CBN.