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2018-09-21

Empresas não deveriam mais colocar funcionários no mesmo quarto de hotel em viagens - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 21/09/2018, com um ouvinte que viaja a trabalho e tem que dividir o quarto de hotel com um colega.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Empresas não deveriam mais colocar funcionários no mesmo quarto de hotel em viagens

quarto de hotel

Um ouvinte escreve: "Como parte do meu trabalho, tenho que viajar a serviço em dupla com um colega, que muda a cada viagem. O problema é que a empresa nos coloca no mesmo quarto de hotel, acho que para economizar. Pergunto se a empresa pode fazer isso, sem me consultar?"

Poder, ela pode, desde que não seja criada uma situação vexatória, o que não me parece ser o seu caso.

Compartilhar quartos ainda é uma prática utilizada por muitas empresas, quando se trata de empregados do mesmo sexo, normalmente sem cargo de gestão e que executem serviços idênticos, como mecânicos, motoristas, auxiliares ou vendedores.

Mas voltando ao começo, poder a empresa pode, mas talvez já não devesse. O mundo mudou e hoje as pessoas estão mais sensíveis, mais conscientes dos seus direitos e com menos receio de reclamar.

Por isso, algumas situações profissionais que não eram vistas como degradantes ou inoportunas, passaram a ser. E uma delas é repartir um quarto de hotel.

Entre outras coisas, usar o mesmo banheiro é um horror e fere o direito à privacidade. E isso sem falar no ronco alheio, ou em um querer dormir e outro querer assistir TV.

Quem consegue conviver bem com isso, é uma pessoa especial, maleável, adaptável e capaz de fazer com que o colega da vez se sinta bem.

Mas na era da individualidade, o mercado anda carente de pessoas assim. E por isso, eu concordo com você, que separar é mais recomendável do que juntar.

Max Gehringer, para CBN.

2017-10-09

Quem tem viagem marcada deve buscar um emprego temporário - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 09/10/2017, com uma ouvinte que vai viajar em seis meses e está buscando um emprego agora.

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Quem tem viagem marcada deve buscar um emprego temporário

viagem ao exterior

Uma ouvinte escreve: "Daqui a seis meses, vou fazer uma viagem ao exterior, que já está sendo paga. Não vou desistir de viajar, mas, apesar disso, estou me candidatando a empregos, mesmo sabendo que terei que pedir demissão em curto prazo para viajar. Que tipo de problema isso poderá me causar?"

Eu só consigo pensar em dois casos que não lhe causariam problemas. O primeiro seria você conseguir uma vaga em uma empresa que, sabidamente, tem rotatividade bem alta, como por exemplo, um call center.

Ficando seis meses em um, você não despertaria nenhum tipo de reação negativa se pedisse demissão, já que empregados entrando e saindo com frequência é um fato visto como normal, porque o treinamento é rápido e a substituição também.

A segunda opção seria você procurar uma agência de serviços temporários. Elas cedem funcionários a diversas empresas, para cobertura de férias ou outras eventualidades. E você seria imediatamente substituída por outra profissional dessa mesma agência, quando comunicasse que iria sair para viajar.

Fora isso, eu lhe recomendo não entrar agora em uma empresa mais comprometida com a carreira dos novos contratados. É difícil afirmar o quanto a sua reputação ficaria manchada com um pedido precoce de demissão.

Mas posso lhe assegurar que você irá preferir evitar que esse ponto fosse levantado nas entrevistas que você irá fazer quando regressar da viagem.

Max Gehringer, para CBN.

2017-08-23

Como deixar as portas abertas ao sair da empresa? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 23/08/2017, com um ouvinte que pensa em ir ao exterior para fazer um curso e quer manter as portas abertas da empresa onde atualmente trabalha.

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Como deixar as portas abertas ao sair da empresa?

deixando portas abertas

Um ouvinte escreve: "Estou pensando em pedir a conta para passar um tempo no exterior, fazer um curso, tornar-me fluente em inglês e eventualmente conseguir algum tipo de trabalho informal durante esse período. Como posso dizer isso a meu chefe de modo a deixar as portas da empresa abertas para quando eu retornar?"

Bom, exatamente da maneira como você escreveu. Isso é tudo o que seu chefe precisa saber agora, já que seus motivos são claros e pertinentes, e não demonstram nenhuma queixa com relação a seu trabalho ou a empresa. Você está apenas querendo se aperfeiçoar.

Se você, de fato, pretende retornar à mesma empresa quando regressar, não deixe de mandar uma mensagem por mês a seu chefe, para reiterar o que você falou ao pedir a conta.

Mas permita-me alertá-lo de duas coisas. A primeira é que talvez não haja uma vaga esperando por você. E a segunda é que o seu período sabático não irá despertar imediato interesse de outras empresas quando você retornar.

Você está interrompendo a sua carreira por motivos plausíveis, mas alguns recrutadores podem ficar em dúvida se você não irá novamente ter vontade de dar outro tempo na carreira após ser contratado.

Se você tem um histórico de estabilidade em empregos, essa viagem não deverá ser um problema. Mas se você mudou de empregos com alguma frequência, ou se mal iniciou a carreira, isso irá deixar os recrutadores com um pé atrás.

De qualquer forma, não perca essa chance porque talvez não haja outra. Boa viagem.

Max Gehringer, para CBN.

2017-04-11

'Vale a pena custear uma viagem para fazer uma entrevista?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 11/04/2017, com um ouvinte que está desempregado e foi convidado a fazer uma entrevista de emprego em uma empresa em outro estado.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Vale a pena custear uma viagem para fazer uma entrevista?'

viagem de negócios

Um ouvinte escreve: "Estou participando de um processo seletivo em uma empresa. Por tudo o que sei dela, é uma excelente empresa para se trabalhar e estou muito interessado. Aí começa o problema: a empresa fica em outro estado. Fiz duas entrevistas por telefone e agora fui convidado para uma entrevista pessoal, mas com as despesas de deslocamento e alojamento por minha conta. Se eu não estivesse na situação em que estou, desempregado faz quatro meses, eu nem cogitaria ir, mas essa é a única oportunidade que tenho em vista no momento. O que você me aconselharia a fazer?"

Vamos pensar primeiro na empresa. Talvez haja vários candidatos concorrendo à vaga. E a decisão da empresa foi a de não bancar as despesas de nenhum deles. Pode até ser que outro dos candidatos esteja na mesma situação de distância que você. E pagar para ver mostraria não somente a confiança do candidato em si mesmo, como também na empresa.

E agora o seu lado. Se você tem recursos financeiros para bancar a viagem, eu sugiro que você vá, até pela falta de outra opção imediata de emprego. A alternativa seria você dizer à empresa que não está em condições de custear a viagem e esperar para ver a reação. Pode ser que ela decida pagar a conta ou pode ser que ela lhe agradeça e o elimine do processo.

Então tudo se resume a uma questão de investir, ou não, no valor que irá retornar com juros se você conseguir a vaga. Ou resultará em prejuízo se não conseguir. Ou você nunca saberá se desistir. Apesar do risco, a opção de ir é a mais razoável.

Max Gehringer, para CBN.

2017-03-13

As belas fotos de viagem de Rodislav Driben

Rodislav Driben é uma sem dúvida, uma pessoa de muitos talentos e muitas facetas. Alemão, ele é doutor em Física e atua profissionalmente como pesquisador em uma universidade na Alemanha. Entretanto, outra de suas paixões é a fotografia, que ele explora em diversas formas, tanto produzindo ensaios de beleza e nudez artística, quanto em fotografias de paisagens em viagens pelo mundo afora.

Trago neste post algumas de suas fotografias de viagens, em que Rodislav Driben clica não só estonteantes paisagens naturais, mas também através de um olhar apurado, retrata povos e culturas distantes do nosso dia a dia.

Vejam as belas fotos de viagem de Rodislav Driben:

Rodislav Driben 500px fotografia viagens natureza cultura

Rodislav Driben 500px fotografia viagens natureza cultura

Rodislav Driben 500px fotografia viagens natureza cultura

Rodislav Driben 500px fotografia viagens natureza cultura

Rodislav Driben 500px fotografia viagens natureza cultura

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Rodislav Driben 500px fotografia viagens natureza cultura

Rodislav Driben 500px fotografia viagens natureza cultura

Rodislav Driben 500px fotografia viagens natureza cultura

Rodislav Driben 500px fotografia viagens natureza cultura

Rodislav Driben 500px fotografia viagens natureza cultura

Rodislav Driben 500px fotografia viagens natureza cultura

Rodislav Driben 500px fotografia viagens natureza cultura

Rodislav Driben 500px fotografia viagens natureza cultura

Rodislav Driben 500px fotografia viagens natureza cultura

Rodislav Driben 500px fotografia viagens natureza cultura

Rodislav Driben 500px fotografia viagens natureza cultura

Rodislav Driben 500px fotografia viagens natureza cultura

Rodislav Driben 500px fotografia viagens natureza cultura

Rodislav Driben 500px fotografia viagens natureza cultura

Rodislav Driben 500px fotografia viagens natureza cultura

Rodislav Driben 500px fotografia viagens natureza cultura

Imagens via perfil de Rodislav Driben no 500px.

2015-10-29

'Empresa pediu para ninguém tirar férias, mas já estou com minha viagem marcada' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 29/10/2015, com uma ouvinte cuja empresa está passando por uma crise e pediu que ninguém tirasse férias, mas ela já tinha marcado uma viagem.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Empresa pediu para ninguém tirar férias, mas já estou com minha viagem marcada'

viajando de férias

Uma ouvinte escreve: "Como muitas empresas neste país, a minha também está passando por uma crise que já causou algumas demissões. Nossa diretoria pediu a colaboração de todos neste momento difícil. E em nome desse esforço conjunto, solicitou que os funcionários não tirassem férias nos próximos meses. Esse é o meu problema. Minhas férias já estão marcadas e venho há meses pagando uma viagem em prestações. Caso eu não consiga negociar com a agência de turismo a devolução do valor pago, o que já tentei e não consegui porque assinei um contrato, o que devo fazer? Perder o que gastei ou tentar sensibilizar a empresa?"

Bom, de fato, não creio que você conseguirá a devolução do que pagou. As agências de turismo também estão em fase de maré baixa e não vão abrir mão de algo que você assumiu formalmente.

Então, resta a você conversar com a empresa. Dizer que você quer participar do esforço coletivo, que até desistiria das férias, mas não gostaria de ter prejuízo. Proponha, por exemplo, que a empresa assuma que a reembolsará no ano que vem, quando a situação melhorar.

Se a empresa não concordar, sua decisão não será fácil. Perder o dinheiro será ruim, mas não creio que você conseguirá desfrutar das férias caso resolva tirá-las. Certamente você as passaria pensando no que acontecerá quando você retornar.

Em seu lugar, eu assumiria o prejuízo se estivesse em uma empresa na qual eu tivesse um bom ambiente e visse um futuro muito promissor para minha carreira. Caso contrário, curtiria as férias sem culpas.

Max Gehringer, para CBN.

2015-07-17

Existe algum limite de viagens que um trabalhador pode fazer pela empresa? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 17/07/2015, com um ouvinte que vive viajando a trabalho e está ficando cansado disso.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Existe algum limite de viagens que um trabalhador pode fazer pela empresa?

viajando a trabalho

Um ouvinte escreve: "No processo de seleção para o emprego que tenho, preenchi um cadastro onde havia um quadrinho que dizia 'disponibilidade para viagens'. Marquei que estaria disponível. Fui contratado e a frase constou em meu contrato de trabalho, sem especificar quanto tempo eu precisaria viajar e nem para onde. Esse é o meu problema hoje. Eu viajo praticamente todo o tempo, de uma filial da empresa para outra. Essa situação não me permite mais estudar e a minha vida social ficou restrita a mensagens em redes sociais. Pergunto se existe algum limite que possa ser discutido com os meus superiores?"

Bom, uma situação próxima à sua é a dos aeroviários. Comandantes e comissários de voo estão em permanente deslocamento. A diferença é que os aeroviários trabalham enquanto estão se deslocando, e você não.

Como você concordou com as viagens antes de ser contratado, a sua opção seria a de procurar entender, com os seus superiores, qual é o seu futuro na empresa. Se não existir a possibilidade de uma transferência em médio prazo para um local fixo de trabalho e se a continuidade dos deslocamentos é tudo o que a empresa pode lhe oferecer, certamente a empresa admite que a sua função tem alta rotatividade, porque um ritmo de trabalho como o seu não pode ser mantido indefinidamente.

Uma experiência como a que você está tendo vai lhe ser muito valiosa profissionalmente. Mas você precisa decidir a hora de partir para um emprego mais dentro da normalidade. E pelo que você escreveu, essa hora ou está chegando ou já chegou.

Max Gehringer, para CBN.

2014-03-04

As surreais esculturas "invisíveis" ou "rasgadas" de Bruno Catalano

Bruno Catalano é um artista francês que começou sua carreira como escultor em 1990. Desde então, ele vem produzindo peças com um estilo particular, procurando sempre capturar a atenção do espectador. Trabalhando basicamente com bronze, as esculturas de Catalano retratam pessoas, quase sempre viajantes, com grandes pedaços faltando, como se partes de seus corpos estivessem invisíveis, rasgadas ou com buracos. A impressão, à primeira vista, é que a parte superior das esculturas parecem estar flutuando.

bruno catalano esculturas invisíveis corpo rasgado buraco transparente arte viagem

bruno catalano esculturas invisíveis corpo rasgado buraco transparente arte viagem

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Tendo passado boa parte de sua infância no Marrocos (e saído de lá aos 12), Bruno Catalano passou grande parte da sua juventude viajando, inclusive tendo sido marinheiro. Junto com as constantes partidas e mudanças, o artista começou também a sentir aquela sensação ou sentimento de sempre deixar algo para trás, algo que nunca poderia ser recuperado. (Como a velha frase, "você nunca consegue retornar ao lar". Isso porque quando você retorna, mesmo que o lugar não tenha mudado, com certeza você mudou). Na visão metafórica de Catalano, esses pedaços que perdemos, que deixamos para trás e que não recuperaremos, são os buracos e partes invisíveis de suas esculturas. Para o artista, suas esculturas com homens e mulheres com grandes pedaços do corpo faltando representam cidadãos globais.

Todos passamos por diversas experiências. Algumas boas, outras ruins. E mesmo que não viajemos no sentido concreto do termo, todos temos nossa viagem pela vida, metaforicamente ou não. E todos, uma hora ou outra, perdemos partes pelo caminho. Mas, como nas esculturas de Catalano, o importante é continuarmos na nossa jornada.

Além de ter como inspiração a viagem em si, Bruno Catalano parece ser um grande admirador de Van Gogh, já que em diversas esculturas, ele retrata o artista do impressionismo, sempre com sua bolsa de viagem e andando (Van Gogh sempre foi fã, se podemos dizer assim, de longas caminhadas). Neste post, além de imagens somente das esculturas, reuni também imagens de uma exposição que o artista realizou ao ar livre em Marselha (França). O efeito das esculturas com pedaços faltando em ambientes abertos, deixando livre a visão da paisagem através das esculturas, é espetacular e impressionante.

Vejam as surreais esculturas "invisíveis" ou "rasgadas" de Bruno Catalano:

bruno catalano esculturas invisíveis corpo rasgado buraco transparente arte viagem

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bruno catalano esculturas invisíveis corpo rasgado buraco transparente arte viagem

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bruno catalano esculturas invisíveis corpo rasgado buraco transparente arte viagem

bruno catalano esculturas invisíveis corpo rasgado buraco transparente arte viagem

bruno catalano esculturas invisíveis corpo rasgado buraco transparente arte viagem

bruno catalano esculturas invisíveis corpo rasgado buraco transparente arte viagem

Imagens via site de Bruno Catalano. Dica via Beautiful/Decay - Bruce Catalano’s Figurative Sculptures That Vanish In Space.

2013-09-27

'Quais as vantagens de fazer um intercâmbio?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 27/09/2013, sobre as reais vantagens de se fazer um intercâmbio no exterior.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Quais as vantagens de fazer um intercâmbio?'

intercâmbio exterior

"Pergunto", um ouvinte de 21 anos escreve, "quais são as vantagens de se fazer um intercâmbio no exterior?"

São todas, menos aquela que é usada como principal argumento para convencer os pais a bancar a conta, que é a possibilidade de conseguir um belíssimo emprego na volta, um que seria impossível conseguir sem a fluência em um idioma.

Para colocar as coisas em perspectiva, vamos começar eliminando o termo "intercâmbio", já que na quase totalidade dos casos, não há intercâmbio algum. O que há é o pagamento por um curso e pela estadia no exterior, já que o visto de estudante não permite conseguir um emprego remunerado.

O pseudo-intercâmbio seria, então, um turismo de resultados. Um período longo de férias com estudos que não irão tomar mais que 20%, 25% do tempo.

Mas isso não elimina as muitas vantagens de passar um tempo longe de casa, quase sempre, pela primeira vez na vida. Aprender a se virar sozinho para resolver problemas do dia a dia irá aumentar a auto-estima e a auto-confiança. Conhecer outras culturas e aprender como se adequar a elas irá facilitar a convivência com futuros colegas de trabalho que pensem de modo diferente. Somente esses aprendizados fundamentais já pagariam todo o investimento feito na viagem.

Bom, e o emprego na volta? Será basicamente o mesmo que seria conseguido se não houvesse a viagem. Porque um idioma não faz uma enorme diferença já no primeiro emprego. Embora possa vir a fazer alguns anos adiante.

Então, repetindo, as vantagens são todas, desde que não haja, na volta, o imediatismo do ótimo emprego.

Max Gehringer, para CBN.

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