Estou CHOCADO! Admito que já tinha ouvido falar desse filme, mas achei que fosse só mais um filminho qualquer... Pelo trailer, NOT!
Esse filme PROMETE!!! Já estou BABANDO.
2010-03-26
É possível aprender a viver com as diferenças na hora de lidar com o dinheiro - by Mauro Halfeld
Transcrição dos comentários do Mauro Halfeld (site oficial) para a rádio CBN, do dia 26/03/2010, sobre como lidar com as diferenças num casal, quanto às finanças.
Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Mauro Halfeld, publicados aqui, basta clicar neste link.
/==================================================================================
É possível aprender a viver com as diferenças na hora de lidar com o dinheiro

Olá. Algumas pessoas evitam falar sobre dinheiro com seus parceiros, porque elas temem que isso atrapalhe o relacionamento. Muitas dizem que o envolvimento entre as pessoas com diferentes visões e personalidades sobre esse assunto, está condenado ao fracasso. Eu acho que não necessariamente. Você pode sim, aprender a viver com as diferenças.
Existem várias maneiras de administrar as próprias finanças. Algumas são efetivas, outras, menos. Mas não existe um padrão. Alguém que seja muito organizado com as suas contas e tenha controle sobre todos os gastos e movimentações bancárias, não leva assim tanta vantagem sobre aquela outra pessoa que simplesmente paga as contas em dia, guarda os comprovantes numa gaveta e não se preocupa mais com isso.
Mas, e se você estiver envolvido com uma pessoa que tem sempre problemas financeiros, que tem muitas dívidas, e que gasta demais? Olha, uma saída é separar completamente as contas dos bancos e também dos cartões de crédito. Quem gasta demais, precisa ter limites de crédito bem pequenos no cheque especial e também no cartão de crédito. Talvez seja o caso de até cortar totalmente o crédito de quem anda gastando demais. É uma medida radical, mas costuma funcionar.
Importante: o cônjuge mais organizado não deve se intimidar. Ele tem que assumir a liderança nesse processo. Se ele se acomodar, vai acabar pagando bem mais caro depois.
Agora, nos casos mais simples, o melhor negócio é concordar que existem diferenças, e estar disposto a conversar abertamente. Só assim os dois lados vão poder decidir, e os inevitáveis desacordos vão poder ser resolvidos. Ou então, eles são insuperáveis mesmo, nesse caso, talvez seja melhor até não seguir adiante.
Seja honesto consigo mesmo, não seja negligente com seu futuro. E não deixe de aproveitar o seu final de semana.
Mauro Halfeld, para CBN.
Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Mauro Halfeld, publicados aqui, basta clicar neste link.
/==================================================================================
É possível aprender a viver com as diferenças na hora de lidar com o dinheiro

Olá. Algumas pessoas evitam falar sobre dinheiro com seus parceiros, porque elas temem que isso atrapalhe o relacionamento. Muitas dizem que o envolvimento entre as pessoas com diferentes visões e personalidades sobre esse assunto, está condenado ao fracasso. Eu acho que não necessariamente. Você pode sim, aprender a viver com as diferenças.
Existem várias maneiras de administrar as próprias finanças. Algumas são efetivas, outras, menos. Mas não existe um padrão. Alguém que seja muito organizado com as suas contas e tenha controle sobre todos os gastos e movimentações bancárias, não leva assim tanta vantagem sobre aquela outra pessoa que simplesmente paga as contas em dia, guarda os comprovantes numa gaveta e não se preocupa mais com isso.
Mas, e se você estiver envolvido com uma pessoa que tem sempre problemas financeiros, que tem muitas dívidas, e que gasta demais? Olha, uma saída é separar completamente as contas dos bancos e também dos cartões de crédito. Quem gasta demais, precisa ter limites de crédito bem pequenos no cheque especial e também no cartão de crédito. Talvez seja o caso de até cortar totalmente o crédito de quem anda gastando demais. É uma medida radical, mas costuma funcionar.
Importante: o cônjuge mais organizado não deve se intimidar. Ele tem que assumir a liderança nesse processo. Se ele se acomodar, vai acabar pagando bem mais caro depois.
Agora, nos casos mais simples, o melhor negócio é concordar que existem diferenças, e estar disposto a conversar abertamente. Só assim os dois lados vão poder decidir, e os inevitáveis desacordos vão poder ser resolvidos. Ou então, eles são insuperáveis mesmo, nesse caso, talvez seja melhor até não seguir adiante.
Seja honesto consigo mesmo, não seja negligente com seu futuro. E não deixe de aproveitar o seu final de semana.
Mauro Halfeld, para CBN.
Ser igual para ser aceito? - by Max Gehringer
Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 26/03/2010, sobre como a vestimenta influencia na aceitação pelo grupo, de um jovem trabalhador.
Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.
/===================================================================================
Ser igual para ser aceito?

Não é incomum que pais que passaram anos desenvolvendo funcionários nas empresas em que trabalham, e sempre com bons resultados, de repente se vejam diante de alguém não muito disposto a escutar a voz da experiência: o próprio filho. Este é o tema da consulta de hoje.
Uma mãe, que há 22 anos vem dando conselhos a jovens profissionais, escreve para contar que o seu filho de 20 anos, começou a trabalhar em uma agência de publicidade. E diz a mãe, que ela fica estarrecida quando vê a maneira como o filho se veste para trabalhar: tênis esfolado, camiseta surrada e calça arriada, deixando parte da cueca à vista. A mãe diz que nenhum profissional que se preza, se veste desta maneira desleixada, enquanto o filho argumenta que em publicidade é isso mesmo, e que na agência em que ele trabalha, todo mundo se veste assim.
Muito bem. Primeiro, não vamos generalizar. É verdade que, em algumas agências de publicidade, não em todas, existe esse estilo totalmente solto de se vestir. Mas mesmo nelas, essa liberdade não é para todo mundo. Os contatos que tratam diretamente com os clientes, se vestem de maneira mais conservadora.
Quem se veste como o filho de nossa ouvinte, é mais o pessoal de criação de algumas agências. E não é só uma questão de estilo, é uma maneira calculada de se diferenciar. Evidentemente, se o filho de nossa ouvinte, um dia se transferir para a área de marketing de uma empresa mais careta, ele irá adotar, sem discutir, o traje que a nova empresa adota.
Eu diria à mãe para não se preocupar, porque o filho não corre o risco de ser despedido por vestir como se veste. Mais ainda, eu diria à mãe que o filho dela está fazendo apenas o que ela mesmo sempre sugeriu que todo jovem faça, para se enturmar com os colegas de empresa: vestir-se do mesmo modo como os outros se vestem.
O que o filho de nossa ouvinte está fazendo, não é uma manifestação individual de independência e de desdém pelo vestuário. Pelo contrário, ele está copiando o estilo dos criativos da empresa em que trabalha. Ele mostraria que é independente, se fosse trabalhar de terno e gravata.
Em resumo, o filho de nossa ouvinte está fazendo o que qualquer jovem deve fazer no primeiro emprego, em qualquer empresa, de qualquer setor: ser igual para ser aceito.
Max Gehringer, para CBN.
Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.
/===================================================================================
Ser igual para ser aceito?

Não é incomum que pais que passaram anos desenvolvendo funcionários nas empresas em que trabalham, e sempre com bons resultados, de repente se vejam diante de alguém não muito disposto a escutar a voz da experiência: o próprio filho. Este é o tema da consulta de hoje.
Uma mãe, que há 22 anos vem dando conselhos a jovens profissionais, escreve para contar que o seu filho de 20 anos, começou a trabalhar em uma agência de publicidade. E diz a mãe, que ela fica estarrecida quando vê a maneira como o filho se veste para trabalhar: tênis esfolado, camiseta surrada e calça arriada, deixando parte da cueca à vista. A mãe diz que nenhum profissional que se preza, se veste desta maneira desleixada, enquanto o filho argumenta que em publicidade é isso mesmo, e que na agência em que ele trabalha, todo mundo se veste assim.
Muito bem. Primeiro, não vamos generalizar. É verdade que, em algumas agências de publicidade, não em todas, existe esse estilo totalmente solto de se vestir. Mas mesmo nelas, essa liberdade não é para todo mundo. Os contatos que tratam diretamente com os clientes, se vestem de maneira mais conservadora.
Quem se veste como o filho de nossa ouvinte, é mais o pessoal de criação de algumas agências. E não é só uma questão de estilo, é uma maneira calculada de se diferenciar. Evidentemente, se o filho de nossa ouvinte, um dia se transferir para a área de marketing de uma empresa mais careta, ele irá adotar, sem discutir, o traje que a nova empresa adota.
Eu diria à mãe para não se preocupar, porque o filho não corre o risco de ser despedido por vestir como se veste. Mais ainda, eu diria à mãe que o filho dela está fazendo apenas o que ela mesmo sempre sugeriu que todo jovem faça, para se enturmar com os colegas de empresa: vestir-se do mesmo modo como os outros se vestem.
O que o filho de nossa ouvinte está fazendo, não é uma manifestação individual de independência e de desdém pelo vestuário. Pelo contrário, ele está copiando o estilo dos criativos da empresa em que trabalha. Ele mostraria que é independente, se fosse trabalhar de terno e gravata.
Em resumo, o filho de nossa ouvinte está fazendo o que qualquer jovem deve fazer no primeiro emprego, em qualquer empresa, de qualquer setor: ser igual para ser aceito.
Max Gehringer, para CBN.
'Me formei e não consegui emprego' - by Max Gehringer
Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 25/03/2010, sobre cursos superiores amplos e restritos.
Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.
/===================================================================================
'Me formei e não consegui emprego'

Recebi três mensagens de ouvintes diferentes. Em essência, as três dizem a mesma coisa: "eu me formei e não consigo emprego". Os cursos que esses ouvintes concluíram foram Administração Hospitalar, Engenharia Ambiental e Relações Internacionais. Então, eu gostaria de novamente explicar a diferença entre cursos amplos e cursos restritos.
Os cursos amplos são aqueles que podem ser ligados a diversos tipos de empresas, e mesmo a diversas funções. Por exemplo, ninguém estranha quando alguém que atua na área comercial ou na área de compras, diz que é formado em Administração ou Engenharia. Bancários também podem ter uma gama variada de cursos, de Economia até bacharelado em Direito. Esses são os cursos amplos: eles permitem que um profissional possa bater em diversas portas.
No outro extremo, estão os cursos restritos. Por definição do mercado, certa ou errada, quem se forma num deles só pode trabalhar na área de formação. Esse é o caso dos três ouvintes que escreveram. Se o ouvinte que se formou em Administração Hospitalar, se candidatar a uma vaga em qualquer organização que não seja um hospital, ele certamente será superado no processo de seleção, por alguém que tenha ou um curso compatível com aquela função, ou então um curso amplo.
Eu não quero tirar o entusiasmo dos jovens que estejam fazendo, ou pensando em fazer, cursos restritos. Apenas alerto para o fato de que uma formação num curso restrito requer mais do que um currículo, ou um cadastro num site, para conseguir um emprego. Requer uma indicação direta, porque a oferta de formandos em cursos restritos é maior do que a demanda das empresas por esses tipos de profissionais. Por isso, a indicação se torna tão importante quanto o diploma. Não basta conhecer a matéria, é preciso conhecer gente.
Mas, e quem não conhece ninguém, e acha que não vai conhecer, por timidez ou qualquer outro motivo? Aí, a solução é tentar concursos públicos, porque muitos deles não restringem a inscrição do candidato. Se o candidato tem formação superior, isso já é suficiente para que ele possa concorrer, em igualdade de condições, com todos os outros candidatos.
Max Gehringer, para CBN.
Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.
/===================================================================================
'Me formei e não consegui emprego'

Recebi três mensagens de ouvintes diferentes. Em essência, as três dizem a mesma coisa: "eu me formei e não consigo emprego". Os cursos que esses ouvintes concluíram foram Administração Hospitalar, Engenharia Ambiental e Relações Internacionais. Então, eu gostaria de novamente explicar a diferença entre cursos amplos e cursos restritos.
Os cursos amplos são aqueles que podem ser ligados a diversos tipos de empresas, e mesmo a diversas funções. Por exemplo, ninguém estranha quando alguém que atua na área comercial ou na área de compras, diz que é formado em Administração ou Engenharia. Bancários também podem ter uma gama variada de cursos, de Economia até bacharelado em Direito. Esses são os cursos amplos: eles permitem que um profissional possa bater em diversas portas.
No outro extremo, estão os cursos restritos. Por definição do mercado, certa ou errada, quem se forma num deles só pode trabalhar na área de formação. Esse é o caso dos três ouvintes que escreveram. Se o ouvinte que se formou em Administração Hospitalar, se candidatar a uma vaga em qualquer organização que não seja um hospital, ele certamente será superado no processo de seleção, por alguém que tenha ou um curso compatível com aquela função, ou então um curso amplo.
Eu não quero tirar o entusiasmo dos jovens que estejam fazendo, ou pensando em fazer, cursos restritos. Apenas alerto para o fato de que uma formação num curso restrito requer mais do que um currículo, ou um cadastro num site, para conseguir um emprego. Requer uma indicação direta, porque a oferta de formandos em cursos restritos é maior do que a demanda das empresas por esses tipos de profissionais. Por isso, a indicação se torna tão importante quanto o diploma. Não basta conhecer a matéria, é preciso conhecer gente.
Mas, e quem não conhece ninguém, e acha que não vai conhecer, por timidez ou qualquer outro motivo? Aí, a solução é tentar concursos públicos, porque muitos deles não restringem a inscrição do candidato. Se o candidato tem formação superior, isso já é suficiente para que ele possa concorrer, em igualdade de condições, com todos os outros candidatos.
Max Gehringer, para CBN.
2010-03-24
Mente suja - como nascem as células-tronco
Devido a série de imagens sacanas sexuais/vegetais, a senhorita Sentimental me mandou essa singela foto, com o título "Como nascem as células tronco...":

Me lembra aqueles cachorrinhos sacanas/estressados/malucos que ficam se esfregando nas pernas.

Me lembra aqueles cachorrinhos sacanas/estressados/malucos que ficam se esfregando nas pernas.
Só se deve processar a empresa quando todos os argumentos forem esgotados - by Max Gehringer
Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 24/03/2010, com um caso de uma ouvinte que, com raiva, quer processar a empresa, mas que deve esperá-la passar para tomar uma boa decisão.
Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.
/===================================================================================
Só se deve processar a empresa quando todos os argumentos forem esgotados

"Sou chefe de fato, mas não de direito", escreve uma ouvinte. Ela relata que há 5 meses se tornou responsável por um setor de oito empregados, mas a sua carteira profissional nunca foi atualizada e a empresa não dá nenhuma demonstração de que possa vir a ser. "Ganho a mesma coisa que meus subordinados", diz a nossa ouvinte, "e tenho todas as responsabilidades do cargo, mas nenhum dos benefícios. Posso processar a empresa?"
Poder, você pode. Mas, em minha opinião, não deve.
Para mover um processo, você necessitará de dados concretos, que provem que, de fato, você ocupou a chefia. Documentos assinados, por exemplo, ou o testemunho dos colegas subordinados, que dificilmente se disporão a testemunhar contra a empresa. Mesmo assim, a empresa certamente alegaria num processo, que você assumiu interinamente a função, até que um novo chefe fosse contratado.
O juiz até poderia lhe dar ganho de causa, mas a empresa iria recorrer e o processo se arrastaria por vários anos. Além do que, é mais do que provável, que a empresa, para provar o ponto dela, demita você e contrate um novo chefe. E nesse caso, mesmo vencendo a causa algum dia, você ganharia uma merreca que não compensaria o dissabor e o desgaste que você enfrentaria.
O que eu sugiro que você faça antes de se precipitar, é o seguinte: pergunte a seu superior imediato, se a situação é temporária e o que você precisa ainda demonstrar para que a situação se torne permanente. Se claramente você perceber que a empresa está se aproveitando da situação para reduzir custos, você deve colocar em seu currículo que ocupa provisoriamente a função de chefia, e relacionar as atividades que executa e que darão sustentação a essa sua afirmação.
Caso você consiga outro emprego, mesmo que não seja numa posição de chefia, espere um pouco, até se estabilizar. E só aí decida se você ainda deseja mover um processo. Recorrer à Justiça do Trabalho é algo que só deve ser feito quando todos os argumentos civilizados forem esgotados.
A lei trabalhista é sábia: ela lhe concede um prazo de dois anos após a saída da empresa, para que você entre com um processo. Esse tempo evita que o processo seja iniciado impensadamente, num momento emocional. Na vida profissional, tanto nesse caso, como em qualquer outra situação, a raiva é uma péssima conselheira.
Max Gehringer, para CBN.
Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.
/===================================================================================
Só se deve processar a empresa quando todos os argumentos forem esgotados

"Sou chefe de fato, mas não de direito", escreve uma ouvinte. Ela relata que há 5 meses se tornou responsável por um setor de oito empregados, mas a sua carteira profissional nunca foi atualizada e a empresa não dá nenhuma demonstração de que possa vir a ser. "Ganho a mesma coisa que meus subordinados", diz a nossa ouvinte, "e tenho todas as responsabilidades do cargo, mas nenhum dos benefícios. Posso processar a empresa?"
Poder, você pode. Mas, em minha opinião, não deve.
Para mover um processo, você necessitará de dados concretos, que provem que, de fato, você ocupou a chefia. Documentos assinados, por exemplo, ou o testemunho dos colegas subordinados, que dificilmente se disporão a testemunhar contra a empresa. Mesmo assim, a empresa certamente alegaria num processo, que você assumiu interinamente a função, até que um novo chefe fosse contratado.
O juiz até poderia lhe dar ganho de causa, mas a empresa iria recorrer e o processo se arrastaria por vários anos. Além do que, é mais do que provável, que a empresa, para provar o ponto dela, demita você e contrate um novo chefe. E nesse caso, mesmo vencendo a causa algum dia, você ganharia uma merreca que não compensaria o dissabor e o desgaste que você enfrentaria.
O que eu sugiro que você faça antes de se precipitar, é o seguinte: pergunte a seu superior imediato, se a situação é temporária e o que você precisa ainda demonstrar para que a situação se torne permanente. Se claramente você perceber que a empresa está se aproveitando da situação para reduzir custos, você deve colocar em seu currículo que ocupa provisoriamente a função de chefia, e relacionar as atividades que executa e que darão sustentação a essa sua afirmação.
Caso você consiga outro emprego, mesmo que não seja numa posição de chefia, espere um pouco, até se estabilizar. E só aí decida se você ainda deseja mover um processo. Recorrer à Justiça do Trabalho é algo que só deve ser feito quando todos os argumentos civilizados forem esgotados.
A lei trabalhista é sábia: ela lhe concede um prazo de dois anos após a saída da empresa, para que você entre com um processo. Esse tempo evita que o processo seja iniciado impensadamente, num momento emocional. Na vida profissional, tanto nesse caso, como em qualquer outra situação, a raiva é uma péssima conselheira.
Max Gehringer, para CBN.
2010-03-23
Vamos Celebrar
Hoje é aniversário daqui da cidade (Floripa) e por isso, feriado. Mas não é isso que vamos celebrar.
Em 1993, há quase 17 anos, era lançado um álbum do Legião Urbana, O Descobrimento do Brasil, com a música Perfeição. E de lá, para cá, se algo mudou, foi pra pior.
E, como diz o ditado, que o pior cego é aquele que não quer enxergar, eu fico pasmo como as pessoas simplesmente se negam a ver em volta delas. Tudo é festa, tudo é bom, maravilhoso. Não que datas especiais e conquistas não devam ser comemoradas, mas quando isso é tudo o que se faz, comemorar e esquecer o resto, então alguma coisa está definitivamente muito errada.
E uma das coisas que me deixa muito enojado desta cidade, é o deslumbramento que alguns cidadãos dela têm. Especialmente alguns que têm quase uma adoração por uma figura tão babaca quanto o Galvão Bueno, mas que (agradeçam aos céus, resto dos brasileiros) está contida em SC: Cacau Menezes. Hoje, no Jornal do Almoço (ao contrário da maioria dos estados, aqui o jornal da globo regional não é UF TV), essa figurinha, que tem um bloco no jornal, falou tanta porcaria, que não deu pra não celebrar como o grande Renato Russo disse uma vez (tem um vídeo do jornal lá embaixo):
Vamos comemorar como idiotas
A cada fevereiro e feriado
Letra:
Perfeição - Legião Urbana
Vamos celebrar
A estupidez humana
A estupidez de todas as nações
O meu país e sua corja
De assassinos
Covardes, estupradores
E ladrões...
Vamos celebrar
A estupidez do povo
Nossa polícia e televisão
Vamos celebrar nosso governo
E nosso estado que não é nação...
Celebrar a juventude sem escolas
As crianças mortas
Celebrar nossa desunião...
Vamos celebrar Eros e Thanatos
Persephone e Hades
Vamos celebrar nossa tristeza
Vamos celebrar nossa vaidade...
Vamos comemorar como idiotas
A cada fevereiro e feriado
Todos os mortos nas estradas
Os mortos por falta
De hospitais...
Vamos celebrar nossa justiça
A ganância e a difamação
Vamos celebrar os preconceitos
O voto dos analfabetos
Comemorar a água podre
E todos os impostos
Queimadas, mentiras
E seqüestros...
Nosso castelo
De cartas marcadas
O trabalho escravo
Nosso pequeno universo
Toda a hipocrisia
E toda a afetação
Todo roubo e toda indiferença
Vamos celebrar epidemias
É a festa da torcida campeã...
Vamos celebrar a fome
Não ter a quem ouvir
Não se ter a quem amar
Vamos alimentar o que é maldade
Vamos machucar o coração...
Vamos celebrar nossa bandeira
Nosso passado
De absurdos gloriosos
Tudo que é gratuito e feio
Tudo o que é normal
Vamos cantar juntos
O hino nacional
A lágrima é verdadeira
Vamos celebrar nossa saudade
Comemorar a nossa solidão...
Vamos festejar a inveja
A intolerância
A incompreensão
Vamos festejar a violência
E esquecer a nossa gente
Que trabalhou honestamente
A vida inteira
E agora não tem mais
Direito a nada...
Vamos celebrar a aberração
De toda a nossa falta
De bom senso
Nosso descaso por educação
Vamos celebrar o horror
De tudo isto
Com festa, velório e caixão
Tá tudo morto e enterrado agora
Já que também podemos celebrar
A estupidez de quem cantou
Essa canção...
Venha!
Meu coração está com pressa
Quando a esperança está dispersa
Só a verdade me liberta
Chega de maldade e ilusão
Venha!
O amor tem sempre a porta aberta
E vem chegando a primavera
Nosso futuro recomeça
Venha!
Que o que vem é Perfeição!...
/==================================================================================
Bloco no jornal de hoje.
Quem conhece não te compra, amarelo.
Em 1993, há quase 17 anos, era lançado um álbum do Legião Urbana, O Descobrimento do Brasil, com a música Perfeição. E de lá, para cá, se algo mudou, foi pra pior.
E, como diz o ditado, que o pior cego é aquele que não quer enxergar, eu fico pasmo como as pessoas simplesmente se negam a ver em volta delas. Tudo é festa, tudo é bom, maravilhoso. Não que datas especiais e conquistas não devam ser comemoradas, mas quando isso é tudo o que se faz, comemorar e esquecer o resto, então alguma coisa está definitivamente muito errada.
E uma das coisas que me deixa muito enojado desta cidade, é o deslumbramento que alguns cidadãos dela têm. Especialmente alguns que têm quase uma adoração por uma figura tão babaca quanto o Galvão Bueno, mas que (agradeçam aos céus, resto dos brasileiros) está contida em SC: Cacau Menezes. Hoje, no Jornal do Almoço (ao contrário da maioria dos estados, aqui o jornal da globo regional não é UF TV), essa figurinha, que tem um bloco no jornal, falou tanta porcaria, que não deu pra não celebrar como o grande Renato Russo disse uma vez (tem um vídeo do jornal lá embaixo):
Vamos comemorar como idiotas
A cada fevereiro e feriado
Letra:
Perfeição - Legião Urbana
Vamos celebrar
A estupidez humana
A estupidez de todas as nações
O meu país e sua corja
De assassinos
Covardes, estupradores
E ladrões...
Vamos celebrar
A estupidez do povo
Nossa polícia e televisão
Vamos celebrar nosso governo
E nosso estado que não é nação...
Celebrar a juventude sem escolas
As crianças mortas
Celebrar nossa desunião...
Vamos celebrar Eros e Thanatos
Persephone e Hades
Vamos celebrar nossa tristeza
Vamos celebrar nossa vaidade...
Vamos comemorar como idiotas
A cada fevereiro e feriado
Todos os mortos nas estradas
Os mortos por falta
De hospitais...
Vamos celebrar nossa justiça
A ganância e a difamação
Vamos celebrar os preconceitos
O voto dos analfabetos
Comemorar a água podre
E todos os impostos
Queimadas, mentiras
E seqüestros...
Nosso castelo
De cartas marcadas
O trabalho escravo
Nosso pequeno universo
Toda a hipocrisia
E toda a afetação
Todo roubo e toda indiferença
Vamos celebrar epidemias
É a festa da torcida campeã...
Vamos celebrar a fome
Não ter a quem ouvir
Não se ter a quem amar
Vamos alimentar o que é maldade
Vamos machucar o coração...
Vamos celebrar nossa bandeira
Nosso passado
De absurdos gloriosos
Tudo que é gratuito e feio
Tudo o que é normal
Vamos cantar juntos
O hino nacional
A lágrima é verdadeira
Vamos celebrar nossa saudade
Comemorar a nossa solidão...
Vamos festejar a inveja
A intolerância
A incompreensão
Vamos festejar a violência
E esquecer a nossa gente
Que trabalhou honestamente
A vida inteira
E agora não tem mais
Direito a nada...
Vamos celebrar a aberração
De toda a nossa falta
De bom senso
Nosso descaso por educação
Vamos celebrar o horror
De tudo isto
Com festa, velório e caixão
Tá tudo morto e enterrado agora
Já que também podemos celebrar
A estupidez de quem cantou
Essa canção...
Venha!
Meu coração está com pressa
Quando a esperança está dispersa
Só a verdade me liberta
Chega de maldade e ilusão
Venha!
O amor tem sempre a porta aberta
E vem chegando a primavera
Nosso futuro recomeça
Venha!
Que o que vem é Perfeição!...
/==================================================================================
Bloco no jornal de hoje.
Quem conhece não te compra, amarelo.
Quem quer fazer faculdade depois dos 30 anos, deve ter paciência e determinação - by Max Gehringer
Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 23/03/2010, sobre faculdade depois dos 30 anos.
Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.
/===================================================================================
Quem quer fazer faculdade depois dos 30 anos, deve ter paciência e determinação

"Tenho 34 anos e estou no quarto ano de administração de empresas", escreve um ouvinte. "Por motivos pessoais, não pude fazer um curso superior quando deveria ter feito. Em função disso, a minha carreira estacionou no primeiro degrau. Tive quatro empregos em quinze anos, mas nunca passei do nível de auxiliar, que é aquele nível, como você mesmo disse acertadamente no comentário, que a gente precisa usar crachá porque ninguém na empresa sabe nem o nosso nome. Minha dúvida é: ao me formar aos 35 anos, posso pensar em uma mudança sensível em minha carreira? Tanto em termos de função, quanto de salário."
Vamos lá. Se isso fosse uma coluna de auto-ajuda, eu lhe diria que sim, claro, sem dúvida. Mas como isso não é uma coluna de auto-ajuda, a resposta é um pouco menos reconfortante, embora não seja negativa.
Quando eu recomendo que pessoas que chegam aos 30 anos sem um curso superior, façam um, mesmo que elas achem que não precisam, eu não estou necessariamente afirmando que elas terão ganhos imediatos com isso. Estou dizendo que elas terão menos chance de perder uma posição que já conquistaram. Porque, no caso de uma demissão, dificilmente elas conseguiriam outra vaga parecida, porque todos os outros candidatos terão curso superior.
No caso do nosso ouvinte, o curso superior tem dois propósitos. O primeiro é o de funcionar como um seguro. Ele não correrá o risco de vir a ser dispensado por não ter, como seus colegas provavelmente têm, uma formação acadêmica desejável para a função que já ocupa. O segundo propósito é o investimento. Nesse caso, o retorno não será imediato. Ninguém dirá: "agora que você se formou, vamos promovê-lo a encarregado". Promoções levam em conta muito mais do que um diploma.
Além disso, eu acredito que a possibilidade de algo vir a acontecer na empresa atual, será remota. Mas o nosso ouvinte, com o curso superior, poderá começar a procurar outras opções, já sem aquele buraco na formação que ele tinha no currículo. Também provavelmente, o novo emprego que ele encontrará será no mesmo nível do que já ocupa, mas talvez, numa empresa melhor, e que ofereça mais oportunidades.
Em resumo, nosso ouvinte está dando um passo muito importante ao se formar. Agora, ele precisará ter, nas doses certas, determinação para não desistir e paciência para não achar que tudo o que não aconteceu em quinze anos, irá acontecer em seis meses.
Max Gehringer, para CBN.
Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.
/===================================================================================
Quem quer fazer faculdade depois dos 30 anos, deve ter paciência e determinação

"Tenho 34 anos e estou no quarto ano de administração de empresas", escreve um ouvinte. "Por motivos pessoais, não pude fazer um curso superior quando deveria ter feito. Em função disso, a minha carreira estacionou no primeiro degrau. Tive quatro empregos em quinze anos, mas nunca passei do nível de auxiliar, que é aquele nível, como você mesmo disse acertadamente no comentário, que a gente precisa usar crachá porque ninguém na empresa sabe nem o nosso nome. Minha dúvida é: ao me formar aos 35 anos, posso pensar em uma mudança sensível em minha carreira? Tanto em termos de função, quanto de salário."
Vamos lá. Se isso fosse uma coluna de auto-ajuda, eu lhe diria que sim, claro, sem dúvida. Mas como isso não é uma coluna de auto-ajuda, a resposta é um pouco menos reconfortante, embora não seja negativa.
Quando eu recomendo que pessoas que chegam aos 30 anos sem um curso superior, façam um, mesmo que elas achem que não precisam, eu não estou necessariamente afirmando que elas terão ganhos imediatos com isso. Estou dizendo que elas terão menos chance de perder uma posição que já conquistaram. Porque, no caso de uma demissão, dificilmente elas conseguiriam outra vaga parecida, porque todos os outros candidatos terão curso superior.
No caso do nosso ouvinte, o curso superior tem dois propósitos. O primeiro é o de funcionar como um seguro. Ele não correrá o risco de vir a ser dispensado por não ter, como seus colegas provavelmente têm, uma formação acadêmica desejável para a função que já ocupa. O segundo propósito é o investimento. Nesse caso, o retorno não será imediato. Ninguém dirá: "agora que você se formou, vamos promovê-lo a encarregado". Promoções levam em conta muito mais do que um diploma.
Além disso, eu acredito que a possibilidade de algo vir a acontecer na empresa atual, será remota. Mas o nosso ouvinte, com o curso superior, poderá começar a procurar outras opções, já sem aquele buraco na formação que ele tinha no currículo. Também provavelmente, o novo emprego que ele encontrará será no mesmo nível do que já ocupa, mas talvez, numa empresa melhor, e que ofereça mais oportunidades.
Em resumo, nosso ouvinte está dando um passo muito importante ao se formar. Agora, ele precisará ter, nas doses certas, determinação para não desistir e paciência para não achar que tudo o que não aconteceu em quinze anos, irá acontecer em seis meses.
Max Gehringer, para CBN.
Para tirar dúvidas sobre uma empresa, melhor perguntar a quem trabalha nela - by Max Gehringer
Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 22/03/2010, sobre a melhor forma de conseguir informações de uma empresa.
Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.
/===================================================================================
Para tirar dúvidas sobre uma empresa, melhor perguntar a quem trabalha nela

Uma queixa muito bem fundamentada de um ouvinte. Ele escreve: "Entrei no site de uma grande empresa daqui da minha região. E enviei para a área de recursos humanos um email, perguntando quais seriam os pré-requisitos para um candidato a uma vaga em minha área de formação. Fiz isso com o objetivo de me preparar adequadamente para um momento em que houvesse uma vaga disponível, e eu me candidatasse a ela. Porque trabalhar nessa empresa sempre foi o meu grande objetivo.
Não recebi nenhuma resposta. Mandei mais alguns emails, e nada. Tentei telefonar, mas ninguém me deu atenção. Só me disseram para me cadastrar no site, o que eu já havia feito. Será que estou querendo demais ou a empresa está se preocupando de menos?"
Você está muito certo. Mas vamos entender o outro lado.
De modo geral, empresas funcionam através de processos. Isso significa que o coletivo prevalece sobre o individual. Por exemplo, os programas de assistência médica ou de seguro de vida em grupo, dividem os empregados em três ou quatro faixas, apenas, conforme o nível hierárquico. As instruções valem para todos os que se enquadram em cada faixa, sem exceções.
Isso reduz enormemente o tempo e a quantidade de pessoas envolvidos na gestão de cada processo. Se a empresa fosse discutir com cada empregado, um tipo de programa específico e diferente, o setor de recursos humanos precisaria ter um funcionário para cada empregado.
A mesma coisa ocorre com as vagas que são abertas. Para poder responder a questionamentos como o seu, a empresa precisaria montar um setor de respostas individuais, algo que nenhuma empresa faz porque não precisa fazer. Ou, em palavras mais amenas, não faz porque o processo está funcionando satisfatoriamente. Dentre os que se cadastram no site, sempre haverá uma parcela que poderá oferecer tudo aquilo que a empresa está procurando e mais um pouco.
Essa explicação que eu dei, não é dada pelas empresas. Porque, eu concordo, tudo isso soa meio arrogante, meio distante, ou excessivamente homogeneizado, como se candidato fosse suco.
Mas você pode obter as informações que procura, e que são importantes para os candidatos, com pessoas que trabalham na empresa. Elas são uma fonte de referência informal, porém extremamente válida. E em muitos casos, são até mais confiáveis do que as receitas de suco de candidato.
Max Gehringer, para CBN.
Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.
/===================================================================================
Para tirar dúvidas sobre uma empresa, melhor perguntar a quem trabalha nela

Uma queixa muito bem fundamentada de um ouvinte. Ele escreve: "Entrei no site de uma grande empresa daqui da minha região. E enviei para a área de recursos humanos um email, perguntando quais seriam os pré-requisitos para um candidato a uma vaga em minha área de formação. Fiz isso com o objetivo de me preparar adequadamente para um momento em que houvesse uma vaga disponível, e eu me candidatasse a ela. Porque trabalhar nessa empresa sempre foi o meu grande objetivo.
Não recebi nenhuma resposta. Mandei mais alguns emails, e nada. Tentei telefonar, mas ninguém me deu atenção. Só me disseram para me cadastrar no site, o que eu já havia feito. Será que estou querendo demais ou a empresa está se preocupando de menos?"
Você está muito certo. Mas vamos entender o outro lado.
De modo geral, empresas funcionam através de processos. Isso significa que o coletivo prevalece sobre o individual. Por exemplo, os programas de assistência médica ou de seguro de vida em grupo, dividem os empregados em três ou quatro faixas, apenas, conforme o nível hierárquico. As instruções valem para todos os que se enquadram em cada faixa, sem exceções.
Isso reduz enormemente o tempo e a quantidade de pessoas envolvidos na gestão de cada processo. Se a empresa fosse discutir com cada empregado, um tipo de programa específico e diferente, o setor de recursos humanos precisaria ter um funcionário para cada empregado.
A mesma coisa ocorre com as vagas que são abertas. Para poder responder a questionamentos como o seu, a empresa precisaria montar um setor de respostas individuais, algo que nenhuma empresa faz porque não precisa fazer. Ou, em palavras mais amenas, não faz porque o processo está funcionando satisfatoriamente. Dentre os que se cadastram no site, sempre haverá uma parcela que poderá oferecer tudo aquilo que a empresa está procurando e mais um pouco.
Essa explicação que eu dei, não é dada pelas empresas. Porque, eu concordo, tudo isso soa meio arrogante, meio distante, ou excessivamente homogeneizado, como se candidato fosse suco.
Mas você pode obter as informações que procura, e que são importantes para os candidatos, com pessoas que trabalham na empresa. Elas são uma fonte de referência informal, porém extremamente válida. E em muitos casos, são até mais confiáveis do que as receitas de suco de candidato.
Max Gehringer, para CBN.
2010-03-20
Vantagens do aquecimento global 2
Dizem que crise = oportunidade. Pois é:

Não são só os peixes que esperam pelas vantagens do aquecimento global.
Mais uma tirinha do Adão Iturrusgarai.

Não são só os peixes que esperam pelas vantagens do aquecimento global.
Mais uma tirinha do Adão Iturrusgarai.
Filme: Ilha do Medo
Terça passada aproveitei o desconto no preço do ingresso no cinema e fui assistir Ilha do Medo (ou Shutter Island, no original, baseado no livro de Dennis Lehane de mesmo nome), novo filme com a parceria do diretor Martin Scorcese e do ator Leonardo DiCaprio. Uma parceria que tem dado certo.

É 1954. DiCaprio é o agente federal Teddy Daniels, que chega a ilha Shutter do título original, para investigar o desaparecimento de uma paciente numa clínica psiquiatra mantida pelo governo federal e que abriga pacientes que cometeram crimes violentos. Ele vai acompanhado pelo seu recém conhecido parceiro Chuck (Mark Ruffalo), e deve desenterrar a verdade que parece que o diretor da instituição, o doutor Cawley (Ben Kingsley) e todos dali parecem esconder.

Em meio a investigação, o próprio passado de Teddy volta a atormentá-lo, a ponto de que a paranóia se instala, sendo constantemente visitado pelas lembranças da sua falecida esposa Dolores (Michelle Williams, ex-esposa do falecido Heath Ledger). Conspirações, aparições, serão obra do doutor Cawley e sua equipe ou fruto da mente perturbada do agente?

Tecnicamente, o filme é excelente. As atuações são soberbas, Ruffalo e Kingsley estão ótimos, Michelle Williams, nesse papel maior também se mostra muito bem, mas o show é mesmo de Leonardo DiCaprio. Mesmo já tendo visto o excelentíssimo Os Infiltrados, parceria anterior do ator com Scorcese, admito que achava que DiCaprio só sabia atuar bem mesmo sendo um retardado (em Gilbert Grape, um dos seus primeiros trabalhos). Pois esse filme mudou a minha opinião. Tendo um diretor como Scorcese o apoiando, DiCaprio entrega uma atuação na medida do personagem, que começa sóbrio e vai cada vez mais em direção ao penhasco da loucura.

Com um clima sombrio e fotografia que combina perfeitamente (as cores sempre são de um tempo nublado, a tempestade se anunciando, a não ser nos flashbacks), Ilha do Medo tem aquele ar de suspense noir, misturado com quê de sobrenatural ou loucura.

Talvez a obviedade da história incomode alguns, mas do jeito que ela é contada, amarrando muito bem os pontos, me faz perdoar esse pequenino defeito. Que aliás, é o único. Enfim, um filmaço.
Trailer:
Para saber mais: crítica no Omelete.

É 1954. DiCaprio é o agente federal Teddy Daniels, que chega a ilha Shutter do título original, para investigar o desaparecimento de uma paciente numa clínica psiquiatra mantida pelo governo federal e que abriga pacientes que cometeram crimes violentos. Ele vai acompanhado pelo seu recém conhecido parceiro Chuck (Mark Ruffalo), e deve desenterrar a verdade que parece que o diretor da instituição, o doutor Cawley (Ben Kingsley) e todos dali parecem esconder.

Em meio a investigação, o próprio passado de Teddy volta a atormentá-lo, a ponto de que a paranóia se instala, sendo constantemente visitado pelas lembranças da sua falecida esposa Dolores (Michelle Williams, ex-esposa do falecido Heath Ledger). Conspirações, aparições, serão obra do doutor Cawley e sua equipe ou fruto da mente perturbada do agente?

Tecnicamente, o filme é excelente. As atuações são soberbas, Ruffalo e Kingsley estão ótimos, Michelle Williams, nesse papel maior também se mostra muito bem, mas o show é mesmo de Leonardo DiCaprio. Mesmo já tendo visto o excelentíssimo Os Infiltrados, parceria anterior do ator com Scorcese, admito que achava que DiCaprio só sabia atuar bem mesmo sendo um retardado (em Gilbert Grape, um dos seus primeiros trabalhos). Pois esse filme mudou a minha opinião. Tendo um diretor como Scorcese o apoiando, DiCaprio entrega uma atuação na medida do personagem, que começa sóbrio e vai cada vez mais em direção ao penhasco da loucura.

Com um clima sombrio e fotografia que combina perfeitamente (as cores sempre são de um tempo nublado, a tempestade se anunciando, a não ser nos flashbacks), Ilha do Medo tem aquele ar de suspense noir, misturado com quê de sobrenatural ou loucura.

Talvez a obviedade da história incomode alguns, mas do jeito que ela é contada, amarrando muito bem os pontos, me faz perdoar esse pequenino defeito. Que aliás, é o único. Enfim, um filmaço.
Trailer:
Para saber mais: crítica no Omelete.
2010-03-19
Filme: O Livro de Eli
E pra aproveitar a ida ao cinema, assisti outro filme também, o recém-estreado O Livro de Eli (ou The Book of Eli no original). Sabe aqueles filmes bons, que você não vê a hora passar, e quando se dá conta, já está no final? Esse é um deles.

A história se move numa fluidez excelente com as imagens. A fotografia do filme (que imagino, foi aliada a muita tela verde, ou seja, CGI pra criar várias paisagens/cenários), é perfeita para se contar a história de Eli, um lobo solitário num mundo pós-apocalíptico. Entretanto, ao contrário de vários filmes desse gênero pós-apocalíptico, O Livro de Eli se foca no presente e futuro, deixando o passado apenas na mente daqueles que o viveram. Ou seja, não espere saber o que exatamente levou o mundo ao estado pós-apocalíptico, mas espere ver o que algumas pessoas fazem dele.

Neste mundo onde tudo é escasso, e que canibalismo é recorrente por causa disso, Eli (Denzel Washington) é um viajante com uma missão: ir a Oeste, levando um livro único (pois todas as suas cópias foram queimadas depois da Grande Guerra), e considerado um livro muito especial. Especial como um símbolo de fé, um guia, uma esperança, para alguns. Especial como uma arma de dominação, de controle, por outros. Sim, a palavra é mais poderosa que a espada, neste caso.

Viajando sozinho e sobrevivendo, Eli acaba numa pequena cidade, praticamente uma cidade do velho oeste pós-apocalíptica. Quem comanda esta cidade é Carnegie (Gary Oldman), que anda a procura de um livro em especial. E que não medirá esforços para consegui-lo, pois pretende usá-lo como uma arma, em suas mãos. E claro, Eli, com sua missão sagrada, não vai entregá-lo assim de mão beijada.

O Livro de Eli tem excelentes atuações, tanto Denzel Washington quanto Gary Oldman estão ótimos. Os efeitos especiais são usados com parcimônia, inseridos onde fazem sentido para a história, e não mostrados gratuitamente, como na maioria dos novos filmes. As sequências de ação também estão ótimas, até dá pra comparar o filme a um western com samurais.
E uma das qualidades do filme (que alguns apontarão justamente como um defeito), é o de não entregar ao espectador, a trama toda mastigadinha e sem margens para interpretações. Por exemplo, você pode acreditar ou não em alguma ajuda divina para o personagem, mas o filme não deixa claro se o que aconteceu foi mesmo uma obra do destino ou uma grande e feliz coincidência. (Você vê sinais ou apenas coincidências?.)

Como já disse, o filme é tão bom que, quando nos damos conta, já se passaram duas horas e nem sentimos o tic tac do relógio. Apesar disso, muitas pessoas se sentirão incomodadas com a não explicação de todo o filme. Que é o que acontece na vida real, a não explicação. Talvez, neste caso, elas devam ir ler o livro e falar com aqueles que têm resposta para tudo. Mesmo que as respostas não sejam verdadeiras.
Trailer:
Para saber mais: crítica no Omelete e página oficial em português (por quanto tempo fica no ar, eu não sei).

A história se move numa fluidez excelente com as imagens. A fotografia do filme (que imagino, foi aliada a muita tela verde, ou seja, CGI pra criar várias paisagens/cenários), é perfeita para se contar a história de Eli, um lobo solitário num mundo pós-apocalíptico. Entretanto, ao contrário de vários filmes desse gênero pós-apocalíptico, O Livro de Eli se foca no presente e futuro, deixando o passado apenas na mente daqueles que o viveram. Ou seja, não espere saber o que exatamente levou o mundo ao estado pós-apocalíptico, mas espere ver o que algumas pessoas fazem dele.

Neste mundo onde tudo é escasso, e que canibalismo é recorrente por causa disso, Eli (Denzel Washington) é um viajante com uma missão: ir a Oeste, levando um livro único (pois todas as suas cópias foram queimadas depois da Grande Guerra), e considerado um livro muito especial. Especial como um símbolo de fé, um guia, uma esperança, para alguns. Especial como uma arma de dominação, de controle, por outros. Sim, a palavra é mais poderosa que a espada, neste caso.

Viajando sozinho e sobrevivendo, Eli acaba numa pequena cidade, praticamente uma cidade do velho oeste pós-apocalíptica. Quem comanda esta cidade é Carnegie (Gary Oldman), que anda a procura de um livro em especial. E que não medirá esforços para consegui-lo, pois pretende usá-lo como uma arma, em suas mãos. E claro, Eli, com sua missão sagrada, não vai entregá-lo assim de mão beijada.

O Livro de Eli tem excelentes atuações, tanto Denzel Washington quanto Gary Oldman estão ótimos. Os efeitos especiais são usados com parcimônia, inseridos onde fazem sentido para a história, e não mostrados gratuitamente, como na maioria dos novos filmes. As sequências de ação também estão ótimas, até dá pra comparar o filme a um western com samurais.
E uma das qualidades do filme (que alguns apontarão justamente como um defeito), é o de não entregar ao espectador, a trama toda mastigadinha e sem margens para interpretações. Por exemplo, você pode acreditar ou não em alguma ajuda divina para o personagem, mas o filme não deixa claro se o que aconteceu foi mesmo uma obra do destino ou uma grande e feliz coincidência. (Você vê sinais ou apenas coincidências?.)

Como já disse, o filme é tão bom que, quando nos damos conta, já se passaram duas horas e nem sentimos o tic tac do relógio. Apesar disso, muitas pessoas se sentirão incomodadas com a não explicação de todo o filme. Que é o que acontece na vida real, a não explicação. Talvez, neste caso, elas devam ir ler o livro e falar com aqueles que têm resposta para tudo. Mesmo que as respostas não sejam verdadeiras.
Trailer:
Para saber mais: crítica no Omelete e página oficial em português (por quanto tempo fica no ar, eu não sei).
Filme: Vício Frenético
Apesar de ter estreado em janeiro, só agora o filme policial Vício Frenético (ou Bad Lieutenant: Port of Call - New Orleans, no original), começou a passar por aqui. E como hoje, uma bela sexta-feira, eu ganhei o dia de folga, fui no cinema assisti-lo.

A história: o tenente do título em inglês, Terence McDonagh (Nicholas Cage) sofreu um grave trauma na coluna, o que lhe rende muitas dores. De cara, o médico já lhe receita Vicodin, as balinhas do House, mas logo McDonagh passa a consumir "freneticamente" outras substâncias ilícitas. Em meio a uma investigação de homicídio de uma família inteira, o tenente acaba tendo que equilibrar seu vício, problemas com a namorada prostituta Frankie (Eva Mendes) e problemas financeiros com bookmakers e outras figuras até mais "simpáticas" que estes.
Enquanto a história vai se desenrolando, vemos o tenente ir se afundando cada vez mais em problemas, dando a impressão de que tudo isso não pode acabar bem.

Nicholas Cage, com a sua cara de cachorro perdido, entrega uma boa atuação em Vício Frenético. Ele é a grande estrela do filme. Por vezes exagerada, como vem sendo as atuações de Cage ultimamente, a atuação combina com o papel do personagem, afinal, o que o tenente mais passa fazendo no filme é cheirar o pó e ficar chapado, mesmo em pleno trabalho.
Entretanto, é interessante notar que o personagem, apesar de parecer contraditório, não o é. Ele não é nem um policial puramente corrupto, apesar de chegar bem perto, nem puramente honesto, mas ele segue um certo código pessoal, que lhe permite driblar muita coisa em benefício próprio, mas que não o deixa simplesmente matar a sangue frio, como mostra a cena inicial do filme, que se passa durante a grande tragédia que se abateu sobre a cidade de Nova Orleans, a passagem do furacão Katrina.

Enfim, Vício Frenético é bom filme policial, que não se foca exatamente nos crimes, mas em um policial envolvido neles. Não é um filme memorável, eu mesmo pelos trailers achava que seria uma bomba, mas se mostrou um filme bacana. Não é viciante como o título pode deixar no ar, mas sem dúvida, é bem frenético.
Trailer:
Para saber mais: crítica no Omelete.

A história: o tenente do título em inglês, Terence McDonagh (Nicholas Cage) sofreu um grave trauma na coluna, o que lhe rende muitas dores. De cara, o médico já lhe receita Vicodin, as balinhas do House, mas logo McDonagh passa a consumir "freneticamente" outras substâncias ilícitas. Em meio a uma investigação de homicídio de uma família inteira, o tenente acaba tendo que equilibrar seu vício, problemas com a namorada prostituta Frankie (Eva Mendes) e problemas financeiros com bookmakers e outras figuras até mais "simpáticas" que estes.
Enquanto a história vai se desenrolando, vemos o tenente ir se afundando cada vez mais em problemas, dando a impressão de que tudo isso não pode acabar bem.

Nicholas Cage, com a sua cara de cachorro perdido, entrega uma boa atuação em Vício Frenético. Ele é a grande estrela do filme. Por vezes exagerada, como vem sendo as atuações de Cage ultimamente, a atuação combina com o papel do personagem, afinal, o que o tenente mais passa fazendo no filme é cheirar o pó e ficar chapado, mesmo em pleno trabalho.
Entretanto, é interessante notar que o personagem, apesar de parecer contraditório, não o é. Ele não é nem um policial puramente corrupto, apesar de chegar bem perto, nem puramente honesto, mas ele segue um certo código pessoal, que lhe permite driblar muita coisa em benefício próprio, mas que não o deixa simplesmente matar a sangue frio, como mostra a cena inicial do filme, que se passa durante a grande tragédia que se abateu sobre a cidade de Nova Orleans, a passagem do furacão Katrina.

Enfim, Vício Frenético é bom filme policial, que não se foca exatamente nos crimes, mas em um policial envolvido neles. Não é um filme memorável, eu mesmo pelos trailers achava que seria uma bomba, mas se mostrou um filme bacana. Não é viciante como o título pode deixar no ar, mas sem dúvida, é bem frenético.
Trailer:
Para saber mais: crítica no Omelete.
A selva capitalista e os dilemas de uma jovem de 17 anos na escolha da profissão - by Max Gehringer
Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 19/03/2010, sobre capitalismo, carreira e liberdade de expressão.
Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.
/===================================================================================
A selva capitalista e os dilemas de uma jovem de 17 anos na escolha da profissão

"Tenho 17 anos", escreve um ouvinte. "Considero o mundo capitalista uma selva, e não quero fazer parte dele. Meu pai me falou para lhe escrever, porque você vai me dizer alguma coisa que eu nunca ouvi antes."
Certamente vou. Abléfaro. É o nome que se dá a seres que não têm pálpebras. Aposto que você nunca ouviu, mas imagino que seu pai esteja se referindo ao mercado de trabalho. Nesse caso você tem sete opções na vida.
Pode ingressar na carreira política e lutar por um país mais equilibrado e mais justo.
Pode fazer parte de uma organização não-governamental, e ajudar a tornar o planeta melhor e a vida mais humana.
Pode se dedicar ao serviço religioso, e abrandar as agruras que afligem os fiéis.
Pode prestar um concurso e dar a sua contribuição à eficiência nacional, através do serviço público.
Pode se engajar nas forças armadas e ajudar a defender o seu país.
Pode ingressar em uma empresa, de qualquer tamanho e de qualquer setor, recebendo uma remuneração mensal como contrapartida pelo seu talento, esforço e resultados.
Ou pode ser empresário e tratar os seus funcionários com o respeito e a dignidade que você gostaria que houvesse na selva capitalista.
O que não é possível é eliminar o capitalismo dessa equação. Todas as organizações que se têm, precisam de recursos. E esses recursos são gerados pela iniciativa privada, ou através de impostos ou através de doações.
Certamente, existe um sistema alternativo ao capitalismo. Ele atende pelo nome de coletivismo, comunismo ou socialismo. E foi colocado em prática no século 20 por vários países, todos totalitários. Ou seja, ditaduras.
O que minou esse sistema não foi a sua indiscutível essência, que é a de tratar a todos os cidadãos com igualdade e prover tudo o que eles necessitam para ter uma vida confortável. Foi o fato de que os países comunistas foram governados por grupos, que uma vez no poder, passaram a considerar a si mesmos como uma elite privilegiada, e a tratar o resto da população como uma massa desprovida de opinião. Uma das primeiras medidas adotadas é sempre a censura, que tira do cidadão o direito de se manifestar livremente.
Portanto, opções você tem. Escolha aquela que lhe fará mais feliz e mais útil à sociedade. E apenas tenha em mente que a democracia capitalista, com todas as suas imperfeições, que não são poucas, é o único sistema que lhe permite dizer abertamente, que você não gosta dele.
Max Gehringer, para CBN.
Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.
/===================================================================================
A selva capitalista e os dilemas de uma jovem de 17 anos na escolha da profissão

"Tenho 17 anos", escreve um ouvinte. "Considero o mundo capitalista uma selva, e não quero fazer parte dele. Meu pai me falou para lhe escrever, porque você vai me dizer alguma coisa que eu nunca ouvi antes."
Certamente vou. Abléfaro. É o nome que se dá a seres que não têm pálpebras. Aposto que você nunca ouviu, mas imagino que seu pai esteja se referindo ao mercado de trabalho. Nesse caso você tem sete opções na vida.
Pode ingressar na carreira política e lutar por um país mais equilibrado e mais justo.
Pode fazer parte de uma organização não-governamental, e ajudar a tornar o planeta melhor e a vida mais humana.
Pode se dedicar ao serviço religioso, e abrandar as agruras que afligem os fiéis.
Pode prestar um concurso e dar a sua contribuição à eficiência nacional, através do serviço público.
Pode se engajar nas forças armadas e ajudar a defender o seu país.
Pode ingressar em uma empresa, de qualquer tamanho e de qualquer setor, recebendo uma remuneração mensal como contrapartida pelo seu talento, esforço e resultados.
Ou pode ser empresário e tratar os seus funcionários com o respeito e a dignidade que você gostaria que houvesse na selva capitalista.
O que não é possível é eliminar o capitalismo dessa equação. Todas as organizações que se têm, precisam de recursos. E esses recursos são gerados pela iniciativa privada, ou através de impostos ou através de doações.
Certamente, existe um sistema alternativo ao capitalismo. Ele atende pelo nome de coletivismo, comunismo ou socialismo. E foi colocado em prática no século 20 por vários países, todos totalitários. Ou seja, ditaduras.
O que minou esse sistema não foi a sua indiscutível essência, que é a de tratar a todos os cidadãos com igualdade e prover tudo o que eles necessitam para ter uma vida confortável. Foi o fato de que os países comunistas foram governados por grupos, que uma vez no poder, passaram a considerar a si mesmos como uma elite privilegiada, e a tratar o resto da população como uma massa desprovida de opinião. Uma das primeiras medidas adotadas é sempre a censura, que tira do cidadão o direito de se manifestar livremente.
Portanto, opções você tem. Escolha aquela que lhe fará mais feliz e mais útil à sociedade. E apenas tenha em mente que a democracia capitalista, com todas as suas imperfeições, que não são poucas, é o único sistema que lhe permite dizer abertamente, que você não gosta dele.
Max Gehringer, para CBN.
Assinar:
Postagens (Atom)
