Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 25/11/2010, sobre ter ou não bebidas alcoólicas na festa de confraternização de fim de ano.
"Conduzo a empresa de acordo com minha religião e não permito bebidas em festas"
"Sou proprietário de uma pequena empresa", escreve um ouvinte. "Sou evangélico e conduzo a empresa conforme minhas convicções doutrinárias bíblicas, sendo que alguns evangélicos, mas a maioria não é. Este ano pensei em fazer a festa de confraternização dos funcionários um pouco diferente dos anos anteriores. Eu gostaria de convidar alguns clientes também.
Meu dilema é o seguinte: se fossem somente meus funcionários, eu não permitiria bebidas alcoólicas durante a festa, como não permiti nos anos anteriores. Não tenho nada contra a bebida, até porque de vez em quando, junto com a refeição, gosto de apreciar um bom vinho. Entretanto, como vou inserir alguns clientes na festa, fico na dúvida se seria deselegante ou inadequado deixar de servir bebidas alcoólicas, visto que a maioria deve ter o hábito de consumí-las. O que você recomenda?"
Vamos lá. A partir da leitura da Bíblia, é possível juntar citações que condenam o vinho e as bebidas fortes. Mas também é possível encontrar versículos favoráveis ao vinho. O que não apenas a Bíblia condena, mas a sociedade leiga também, é o consumo exagerado de bebidas alcoólicas, que pode ser lido e ouvido naquela advertência, "beba com moderação", que finaliza as propagandas de bebidas.
No caso da sua festa, eu creio que os clientes que serão convidados esperarão que haja algum tipo de bebida alcoólica. Se a sua decisão for não serví-las, eu lhe recomendo que isso seja dito antecipadamente, no momento do convite, para evitar que a pergunta surja durante a festa. Caso você opte por servir as bebidas, seria conveniente explicar aos funcionários que são contrários a elas, o motivo da sua decisão, já que as festas anteriores foram livres de álcool.
Não existe uma regra absoluta numa situação assim, e cada um age segundo as suas próprias convicções, a própria consciência e os ensinamentos em que acredita.
"Estou feliz por conquistar uma vaga, mas a nova empresa quer início imediato"
"Tenho uma dúvida e acredito que ela esteja se tornando algo comum com o aquecimento econômico que estamos vivendo", escreve um ouvinte. "Recentemente concorri a uma vaga em uma empresa na qual sempre desejei trabalhar. A boa notícia é que passei por um longo processo seletivo e fui aprovado. A má notícia é que a empresa quer que eu comece imediatamente, já. Expliquei ao recrutador que seria muito difícil conseguir essa disponibilidade, ainda mais porque ocupo uma posição de liderança na empresa atual. Não gostaria de ser anti-ético com a minha empresa, mas tenho receio de perder a vaga que consegui a muito custo na empresa nova. O que devo fazer?"
Bom, de fato, algumas empresas estão abrindo vagas para início imediato, e não podem ou não querem esperar pelos 30 dias de aviso prévio de um funcionário que esteja empregado em outra empresa.
Do ponto de vista legal, o nosso ouvinte pode pedir demissão num dia e já não vir trabalhar no dia seguinte. Desde que, nesse caso, ele pague à empresa pelos 30 dias de aviso prévio.
Se a empresa que está contratando bater o pé e exigir o início imediato, há duas soluções. A primeira é agradecer e recusar a proposta, pela consideração que a empresa atual merece. Diante de uma posição dessas, boa parte das empresas irá reconsiderar a pressa e esperar os 30 dias.
A segunda solução seria solicitar que a empresa apressadinha pague o aviso prévio. Se a empresa se negar, aí é uma questão de fazer as contas. A proposta teria que ser muito boa para compensar esse desembolso.
Eu conheço uma pessoa que conseguiu uma solução intermediária. A empresa contratante fez um empréstimo para essa pessoa pagar o aviso prévio. E esse valor foi descontado mensalmente nos doze primeiros salários. Saiu barato e todo mundo ficou feliz. Menos, é claro, a empresa que perdeu um funcionário da noite para o dia.
Pessoalmente, eu não sou favorável a que alguém saia repentinamente de uma empresa que sempre foi justa no tratamento, mas legalmente isso é possível. Mas também entendo que se for uma oportunidade única, imperdível, daquelas que aparecem uma vez na vida, é muito difícil dizer que um profissional deva rejeitá-la.
Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 24/11/2010, sobre discriminação racial nas grandes empresas, e cargos de chefia para recém-formados.
"Mesmo com currículo conceituado posso sofrer discriminação racial?"
"Sou negro e curso administração", escreve um ouvinte. "Infelizmente", ele diz, "o Brasil é um país racista mascarado. E por isso eu pergunto: quando eu me formar, mesmo tendo um currículo conceituado, e se for procurar uma vaga em nível de chefia ou gerência, posso ser discriminado durante o processo de seleção? Ou a empresa vai visar somente as minhas qualidades? Em suma, existe racismo nas grandes corporações?"
Bom, vamos por partes. Dizer que não existe discriminação no Brasil seria muita inocência da minha parte. Existe aqui, como existe em praticamente todos os países do mundo. Porém, argumentar que o Brasil é um país racista mascarado seria insinuar que todos os brasileiros são racistas, o que não é verdade. Mas vamos às suas perguntas.
Eu lhe diria que as grandes corporações são mais refratárias à discriminação, por um motivo simples: uma notícia negativa iria se espalhar rapidamente pela mídia, e causar um enorme estrago na imagem da empresa. Por isso grandes corporações adotam programas de inclusão social e racial, e são bastante sensíveis a denúncias de fatos que possam a vir comprometê-las.
A outra pergunta que você fez, sobre procurar uma vaga de chefia ou gerência assim que se formar, é mais fácil de responder. Você não conseguirá essas vagas. Não por racismo, mas porque existe uma escada que você terá que subir na hierarquia. E essa escada é a mesma para todo jovem recém-formado, independente de raça, situação social ou religião. Todo mundo começa pelo degrau mais baixo, e vai subindo na medida em que demonstra aptidões profissionais que vão além do diploma.
Ao formular a sua pergunta, você me passou a impressão de que já tem o juízo previamente formado. E eu temo que você possa atribuir a esse juízo, eventuais fatores de avaliação que nada têm a ver com ele. Você precisará demonstrar, por exemplo, que pode ser um bom líder, e o diploma da melhor escola do Brasil não garante que você será. Só a convivência diária, com chefes e colegas, irá revelar se você possui as qualidades profissionais que a empresa deseja num cargo de liderança.
Caso você venha a ser realmente discriminado, há leis no Brasil que poderão ampará-lo. Mas, o meu conselho e o meu desejo de coração é que você não confunda causa e efeito.
Uma homenagem aos jogos clássicos de 8 bits, em forma de pixel arte, em madeira. Cortando, pintando e colando cada pedaço de madeira, formam-se algumas figuras muito conhecidas de quem viveu e adorou a era 8 bits, em especial, o Nintendinho:
Contra
O "S" era o melhor. E tinha o clássico código da Konami, pra iniciar com um monte de vidas.
Super Mário Bros. 3
Talvez, até hoje, o game que eu mais passei tempo jogando.
Megaman
Eis um jogo difícil.
Ninja Gaiden
Eu tinha um cartucho do Ninja Gaiden 3 que vivia dando pau...
'Ocupo cargo de chefia e me incomoda ver funcionário na internet ou no celular'
"Tenho 27 anos", escreve um ouvinte, "e ocupo um cargo de chefia em uma empresa de grande porte. Meu problema é uma situação que me incomoda muito. Eu não posso ver um subordinado meu, mexendo no celular ou acessando uma página de notícias da Internet, porque imediatamente me bate um desespero. Sinto-me como se estivesse sendo enganado. Quando saio para uma reunião, minha cabeça fica lá nos funcionários, martelando a questão: será que eles estão trabalhando? No fundo, parece que eu preciso ver todo mundo com a mão na massa para que meu dia seja feliz. Sou doente por pensar assim?"
Bom, não sei se é, mas certamente irá ficar, porque a tecnologia continuará oferecendo opções de entretenimento ou informação para as pessoas, e não há como evitar que alguém, de vez em quando, cheque o celular ou o email pessoal para saber se há mensagens.
A solução é avaliar o trabalho dos subordinados não pelo tempo dedicado a elas, mas pelo resultado prático. Se você conseguir passar para cada um, uma lista diária de tarefas que devem ser cumpridas, e se todas elas forem feitas adequadamente, isso deveria ser suficiente para deixá-lo mais tranquilo.
Mas aí, provavelmente, você irá pensar: se os meus subordinados executam todas as tarefas, e ficam ciscando no celular e na internet, então eu poderia passar mais tarefas ainda, porque eles têm tempo livre. Talvez isso seja verdade, e talvez você tenha espaço para conseguir um pouco mais de produtividade. Porém, se você começar a inventar tarefas desnecessárias, apenas para preencher 100% do tempo de todo mundo, é bem possível que você consiga o efeito contrário, o de reduzir a motivação geral.
Eu me recordo de uma época em que não havia celular nem internet, e os subordinados iam ler o jornal no banheiro, bem longe da vista do chefe. Ou então davam uma escapadinha durante o expediente para bater um papo. Hoje os subordinados estão fazendo isso às claras.
Portanto, a minha sugestão é que você se concentre nos resultados e converse reservadamente com algum subordinado que esteja exagerando e influenciando negativamente os demais. Essa pessoa é o seu problema. As outras, são normais.
Às vezes, um filme tem em seu título, um bom resumo do que apresenta. Este é o caso do título original do filme Minhas Mães e Meu Pai, originalmente The Kids Are All Right, ou em uma tradução livre, "As Crianças Estão Bem". É um filme que se define como um drama cômico, cujas melhores piadas estão no trailer, e que aposta como diferencial, a estrutura não convencional da família do drama, composta por um casal de lésbicas e seus filhos.
Em Minhas Mães e Meu Pai, o casal formado pelas cirurgiã/obstetra Nic (Annette Bening) e pela arquiteta/paisagista Jules (Julianne Moore) tiveram dois filhos (uma gravidez pra cada), concebidos por inseminação artificial usando o esperma de um mesmo doador anônimo, Paul (Mark Ruffalo). Ao completar 18 anos e prestes a ir para a faculdade, a filha do casal, chamada Joni (Mia Wasikowska, mais conhecida por Alice), a pedido do irmão mais novo Laser (Josh Hutcherson), entra em contato com a clínica da doação de esperma, esperando conhecer o pai biológico. Paul aceita, e logo acaba entrando na família, especialmente em Jules (sacou?), que passa por uma crise conjugal.
O roteiro de Minhas Mães e Meu Pai, escrito por Stuart Blumberg e Lisa Cholodenko (sendo esta última também a diretora), tem dois grandes defeitos. Bem, são três, se você contar a falta de um lado cômico melhor desenvolvido. Mas bem, primeiro, o roteiro é forçado. Reparem como a personagem Nic, de Benning, é inconstante. Tudo bem, mulheres podem ser inconstantes (mulheres com TPM me apedrejem agora), mas fazer com que o humor da personagem mude só para se encaixar com determinados encaminhamentos da história, acaba soando forçado demais (primeiro, ela se mantém fria e distante - o que ocasiona a traição - e depois surge mais alegre - só para justificar a cena em que ela descobre a traição - e isso só é spoiler se você nunca viu um filme na vida). Outro exemplo de "forçação de barra" são as aparições de alguns personagens, que entram em cena, fazem uma ou outra piadinha e nunca mais são vistos. Repare que isso é exatamente a descrição do papel da amiga de Joni.
O segundo grande defeito do roteiro é que ele é meio "vazio". Bem, num drama, o que geralmente acontece é que o aparecimento de algo (neste caso, a chegada de Paul à família) desencadeia profundas mudanças em todos. Entretanto, tirando algumas reações normais que acontecem depois que jogam excrementos no ventilador, nenhum dos personagens muda em nada. A começar pelas "crianças" do título (original), cujos dramas (o arco do amigo mala de Laser e a timidez com o amigo/interesse romântico de Joni), são resolvidos sozinhos, por si só. Sem intervenção do pai ou das mães (por isso eu disse que o título original praticamente resume boa parte da história - as crianças estão bem, mesmo sozinhas).
Mesmo o arco do casal Nic e Jules acaba sendo pouco influenciado pela chegada de Paul. Repare, o casal já demonstrava estar em crise (como a cena "pornográfica" deixa bem claro, pela cara de Nic), e o romance de Paul e Jules acaba sendo apenas uma válvula de escape para ela. Ou seja, se não fosse com Paul, seria com outro ou, num capítulo de The L Word ou na minha imaginação, seria com outra lésbica jovem e linda (uma assim como Chloe, talvez?).
De positivo, Minhas Mães e Meu Pai tem as interpretações e caracterizações como ponto alto. Annette Benning, como Nic, está simplesmente excelente. Sua caracterização (que passa pelo figurino) está ótima, basta poucos segundos pra perceber quem é o "alfa" da relação, aquele que se impõe. Ou, numa linguagem mais bronca, quem é o "macho" da casa. Cabelos curtos, impostação de voz, camisetas de manga curta... E mesmo assim, ela não fica com aquele ar estereotipado de lésbica masculinizada. Pena que a personagem sofra um pouco com o roteiro, como já citado acima.
Julianne Moore está eficiente como sempre, e Mia Wasikowska consegue desenvolver sua personagem melhor do que em Alice. Um pouco fraca é a participação de Mark Ruffalo, mas boa parte disso advém do roteiro. Se Benning sofre com uma personagem inconstante, Ruffalo sofre com um personagem totalmente irreal. E que tem praticamente um não-desfecho, pra piorar.
Minhas Mães e Meu Pai é uma tentativa de brindar à família não-convencional, como mostra uma cena de jantar no filme. De fato, até deixa a impressão de ser um grande comercial/pregação à liberdade e à liberalidade. Nada contra, mas como história, tem de ser menos forçado. Enfim, um filme que pode ser interessante pra quem quiser ver uma parte do universo lésbico sem muitos estereótipos, mas como drama familiar, fraco. E, como comédia, dá pra se contentar com o trailer.
Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 22/11/2010, sobre o estudo do mandarim como segundo idioma, e a importância do conhecimento das línguas francas na comunicação.
'Pretendo investir no estudo do mandarim para incrementar o meu currículo'
"Pretendo aprender um idioma para incrementar o meu currículo", escreve um ouvinte de 17 anos. "A escolha mais óbvia seria o inglês, mas algumas pessoas sugeriram que eu estude mandarim, uma vez que a China deverá ser o grande parceiro comercial do resto do mundo pelas próximas décadas. Gostaria de ouvir a sua opinião, já que não conheço muitas escolas que ofereçam cursos de mandarim e suponho que o investimento deva ser alto."
Bom, através da história, existiram alguns idiomas que se tornaram a língua franca de determinados períodos. Língua franca é uma expressão que designa um idioma usado como meio de comunicação por grupos que não falam a mesma língua. De três milênios para cá, o grego, o latim, o francês e atualmente o inglês, vêm cumprindo com essa missão de ser o idioma de convergência mundial.
O grego, por exemplo, era a principal língua franca no primeiro século depois de Cristo. E por isso o Novo Testamento foi escrito em grego. Se tivesse sido escrito em qualquer outro idioma, menos pessoas em diferentes regiões, teriam tido condições de compreendê-lo.
É bem pouco provável que o mandarim venha a se tornar uma língua franca nas próximas décadas, mesmo que a China se torne a primeira potência econômica mundial. Porque existem outros países como a Índia, a Rússia e o próprio Brasil que também deverão ter um papel de destaque no comércio mundial.
Para que um dinamarquês, um japonês ou um peruano que queira estabelecer contatos comerciais com esses quatro países, não tenha que aprender quatro idiomas muito diferentes, ele aprenderá a língua franca. Chineses, hindus, russos e brasileiros também aprenderão, para que possam se comunicar com o maior número possível de países.
Atualmente, a língua franca é o inglês, e continuará sendo por muitos anos. É por esse motivo, como escreveu nosso ouvinte, que o inglês é a escolha óbvia. Ele foi adotado e não imposto como o idioma do mundo dos negócios.
A minha sugestão é que nosso ouvinte não abandone a ideia de aprender outros idiomas, mas somente cogite fazer isso como segunda opção, após dominar muito bem a língua franca de nossa era.
O filme UP (com o subtítulo Altas Aventuras, por aqui), com certeza é um dos meus preferidos. Cada vez que eu vejo a abertura, do casal Carl e Ellie se conhecendo e crescendo juntos, é emocionante.
O casal Lynnette e James, ambos também fãs de UP, decidiram fazer algo diferente para o álbum de fotos do casamento deles. Junto com o estúdio Wildflowers, fizeram o álbum de casamento com fotos inspiradas no filme UP.
E olha, ficou muito, mas muito bacana. Vejam:
Via The Wedding Chicks. E nesse link ainda tem a carta que James escreveu pra Lynnette, muito bonita (em inglês).
Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 19/11/2010, sobre o que um patrão pode fazer ao descobrir que o funcionário mentiu no currículo/entrevista de emprego.
'Descobri que meu funcionário mentiu na entrevista'
"Sou dono de uma empresa de médio porte", relata um ouvinte empresário. "E descobri que um funcionário que contratei faz um mês, mentiu no currículo. Ele escreveu que tinha formação superior e eu acreditei nele. Mas, como faço normalmente, pedi a meu gerente de Recursos Humanos que solicitasse o histórico escolar do funcionário, apenas para deixá-lo no prontuário. E foi aí que a mentira veio à tona. Minha primeira reação foi a de dispensar o funcionário por justa causa, porque não tolero mentiras. Mas resolvi lhe escrever antes, para perguntar o que você faria."
Bom, eu primeiro ouviria o funcionário, caso nesses 30 dias ele tenha demonstrado ser um bom empregado, tanto em termos técnicos quanto de relacionamento. Ao ser apanhado em flagrante, ele provavelmente dirá na conversa com você, que mentiu porque precisava muito do emprego.
E a reação seguinte que ele terá, é difícil de antecipar. Alguns choram. Outros reconhecem o erro, ficam envergonhados e dizem que aceitarão a dispensa, antes mesmo dessa possibilidade ser discutida. E há alguns que tentam engabelar, inventando uma história pouco plausível, o que só irá piorar a mentira inicial. Se o seu funcionário fizer isso, aí sim você poderá dispensá-lo sem problemas de consciência.
Caso contrário, eu em seu lugar, daria um prazo para concluir a faculdade, o que seria bom para você e melhor ainda para a carreira dele. E também diria que a primeira mentira está sendo relevada, mas que a próxima não será, qualquer que seja o tamanho dela. É bem provável que agindo assim, você terá um funcionário agradecido e dedicado.
Ou então estará diante de um mentiroso contumaz, algo que você descobrirá rapidinho, porque certamente ficará de olho nele.
Mas eu acredito mais na primeira hipótese. Embora haja mentirosos no mercado de trabalho, é preciso acreditar que a grande maioria não é, até para a sanidade mental dos próprios empresários.
Como o funcionário em questão não cometeu um erro que possa render um processo por falsidade ideológica, e nem causou qualquer prejuízo à empresa, seria humano de sua parte, reconheceu que ele errou por também ser humano.