2011-04-18

Filme: Uma Manhã Gloriosa

Já na primeira cena de Uma Manhã Gloriosa (ou Morning Glory, no original), temos um bom vislumbre do filme que está por vir. Nesta cena, Becky Fuller (a sempre linda Rachel McAdams) chega a um primeiro encontro com um cara qualquer. Encontro este que dura poucos minutos, depois dela não conseguir largar o telefone celular (a trabalho) e disparar a falar. Essa cena é emblemática para o filme porque ela já nos mostra algumas coisas. Primeiro, que o relacionamento mais forte de Becky é com o seu trabalho. E segundo, apesar do estilo ser muito parecido com o de uma comédia romântica, neste filme o romance fica em segundo plano.

filme uma manhã gloriosa poster cartaz

Uma Manhã Gloriosa nos apresenta Becky, uma esforçada mas um tanto atrapalhada produtora de programas matinais de TV. Tendo sido despedida e implorando por um emprego, ela aceita o trabalho de produtora do Daybreak, um programa matinal misto de telejornal e programa de variedades. O desafio é levantar a audiência do programa, que vai muito mal das pernas, e para isso ela conta com o renome de Mike Pomeroy (Harrison Ford), um famoso jornalista. Só que Mike reluta em se tornar âncora do programa, dividindo a bancada com Colleen Peck (Diane Keaton), já que ele é um repórter sério e considera o programa muito aquém de sua carreira. Enquanto Becky luta para tocar o show e convencer o seu chefe Jerry Barnes (Jeff Goldblum) de que é capaz da empreitada, ela ainda começa um relacionamento com Adam Bennett (Patrick Wilson). Uma Manhã Gloriosa é quase uma comédia romântica, com a diferença que neste filme, a mocinha corre atrás do trabalho e não de um relacionamento (a não ser o relacionamento dela com o trabalho).

filme uma manhã gloriosa

O filme funciona muito bem como uma comédia leve e despretensiosa. É sem dúvida caricato (basta reparar nas reações de Becky, por exemplo, ou no jeito ranzinza de Mike), e talvez até por isso, seja engraçado. Na vida real, trabalhar com alguém toda desajeitada ou ranzinza não traz nenhuma diversão, mas no filme, rende bons momentos cômicos. Sem dúvida, destaque para Ford, incorporando o personagem (ou talvez sendo ranzinza de verdade). Não importa, o personagem solta comentários ácidos e muito engraçados. Outros momentos hilários pertencem ao homem do tempo do Daybreak, que depois de certo ponto do filme, é enviado para lugares pouco convencionais em se tratando de previsão do tempo.

filme uma manhã gloriosa

Ainda sobre atuações, infelizmente a personagem de Keaton é subutilizada. Ela tem bons momentos, especialmente com Ford, mas a sua personagem é quase uma decoração de luxo. O grande destaque vai mesmo para Rachel McAdams (fazendo o que sabe fazer melhor: ser um doce) e Harrison Ford. Aliás, o relacionamento entre os personagens deles, Mike e Becky, é o que há de mais próximo de um relacionamento de comédia romântica, sendo responsável pela clássica cena de corrida no final (aquela em que um personagem inevitavelmente percebe estar fazendo uma burrada, ou deixando de fazer algo, e sai correndo em direção ao outro, quase sempre com direito a uma câmera lenta aqui ou ali). Nesse sentido, é interessante notar uma das cenas iniciais do filme, em que Becky, Mike e Adam estão num elevador, como se essa cena antecipasse o que está por vir: Becky com Adam, mas com um forte relacionamento com Mike (apesar deste último levar mais para um lado relacionamento pai/filha).

filme uma manhã gloriosa

O diretor Roger Michell acerta no lado cômico de Uma Manhã Gloriosa, mas derrapa ao tentar enveredar por temas mais profundos, como o relacionamento de Becky com a mãe, ou de Mike com sua família (apenas citada no filme). Por sorte, esses temas são rapidamente deixados de lado, em prol do entretenimento. Que é a única questão que parece ser tratada com um pouco mais de entusiasmo no filme: a relação ou briga entre informação e diversão, entre notícias e entretenimento. O primeiro, na figura de Mike, que defende o "jornalismo sério", e o segundo, nos rumos que o programa toma, comandado por Becky, a fim de elevar a audiência. Entretanto, no fundo, essa disputa nem é uma disputa de verdade (no filme), uma vez que até mesmo a personagem Becky diz claramente a Mike algo do tipo: "notícia pra você: o entretenimento já ganhou". Não vou discutir essa questão aqui, na vida real, mas devido ao nível dos programas da TV (na época em que eu ainda assistia televisão), tendo a concordar com Becky. Sei que William "Homer Simpson" Bonner também concordaria.

filme uma manhã gloriosa

Apesar do final fraco, em que temos as tradicionais lições de morais, como a carreira não é tudo na vida (e celulares na geladeira são bons pra não atrapalhar o romance), e o trabalho vem depois da família (mesmo que a sua família seja a do trabalho, como é o caso), Uma Manhã Gloriosa rende boas risadas, desde que você esteja disposto a rir com uma caricatura do mundo.

filme uma manhã gloriosa

P.S. Como estou sob forte influência da beleza e meiguice da Rachel McAdams (que é uma das minhas paixões desde que foi A Mulher do Viajante do Tempo), esse texto provavelmente é tendencioso. ;)

filme uma manhã gloriosa

Trailer:



Para saber mais: crítica no Omelete.

filme uma manhã gloriosa

Coração rompido

Uma fotografia de uma mulher com o coração rompido. Um excelente trabalho do usuário do DeviantArt, The-Flowerman, fotógrafo da Indonésia:

coração rompido broken heart

Boas ideias e photoshop.

Imagem via DeviantArt de The-Flowerman. Dica via The Design Inspiration.

'Meu chefe me trata como se eu tivesse sete anos de idade' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 18/04/2011, sobre um chefe estilo maternal.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Meu chefe me trata como se eu tivesse sete anos de idade'

criança levando bronca
"Tenho treze anos de carreira", escreve uma ouvinte. "Já tive vários chefes e nunca tive qualquer problema com nenhum deles. Mas estou tendo um com meu novo chefe, que foi contratado faz duas semanas. Ele não é mal educado, muito pelo contrário. Mas o estilo dele me incomoda. Ele me trata como se eu tivesse sete anos de idade. Ele perde o tempo dele, e o meu, ao me explicar como executar tarefas simples e rotineiras.

Por exemplo, eu ligo para clientes com frequência. Meu chefe me solicitou que antes de cada ligação eu fosse falar com ele, para acertar os ponteiros. Aí eu tenho que explicar o que vou falar para o cliente, e como vou falar. E nesses momentos sinto-me como se fosse uma débil mental. Será que o meu chefe é inseguro? Ou será que eu é que estou sendo, já que ele trata também os meus colegas da mesma maneira?"


Bom, certamente o seu chefe está na contramão da corrente que diz que o chefe deve confiar, orientar e delegar. Por outro lado, ele não é o chefe antiquado, cujo estilo é mandar, ignorar e ameaçar. Seu chefe está no meio das duas correntes. Comparado com o chefe moderno, ele é antigo. Comparado com o antigo, ele é moderno.

Eu lhe sugiro esperar mais um mês, para ver se ele muda o comportamento após conhecer bem a cada um dos subordinados. Se ele não mudar, então ele é mesmo aquele chefe de escola maternal. Alguns de seus colegas se sentirão felizes em ter um chefe assim. Se você não se sentir, fale com ele. Use o discurso da liberdade com responsabilidade.

Se ele disser que foi sempre assim e sempre será, e se você também está segura de que também não conseguirá se adaptar, então vocês dois são incompatíveis. Nesse caso, você sabe tanto quanto eu o que vai acontecer: você irá ficar do lado mais fraco da corda, e aí, terá que procurar outra corda.

Max Gehringer, para CBN.

Filme e Livro: Eu Sou o Número Quatro

Desde que o velho e bom Stan Lee criou os X-Men com seus mutantes que desenvolviam poderes na puberdade, essa boa (e agora já velha) metáfora das mudanças que acontecem nessa fase da vida têm permeado histórias juvenis de heróis. E o último representante dessa linha é o novo filme e livro Eu Sou o Número Quatro (originalmente, I Am Number Four). Pra economizar, e como ando com preguiça de escrever, faço um post só para os dois, livro e filme, já que apesar das diferenças, boa parte da essência da história permanece a mesma.

filme eu sou o número quatro poster cartaz

Em Eu Sou o Número Quatro, os habitantes do planeta Lorien foram dizimados numa invasão pelos perversos e guerreiros habitantes do planeta Mogadore. Entretanto, no meio da invasão, conseguiram enviar para a Terra (o planeta mais próximo de Lorien, tirando Mogadore), nove crianças especiais, acompanhadas cada uma, de um tutor. Essas crianças faziam parte de uma elite loriena chamada Garde. Os membros dessa elite ao chegarem na adolescência, desenvolvem poderes chamados Legados. Poderes esses que são à la X-Men: invisibilidade, telecinésia, força e agilidade, pra citar alguns. A esperança era que essas nove crianças crescessem na Terra e, ao ficarem adultas e com plenos poderes, derrotassem os mogadorianos. Mas os mogadorianos chegam à Terra e começam a caçar essas crianças, de preferência antes que elas desenvolvam os seus Legados. O livro/filme acompanha parte da vida da quarta dessas crianças lorienas que chegou a Terra. Mais especificamente, a época em que ele começa a desenvolver seus Legados.

filme livro eu sou o número quatro

Já adianto que uma das maiores diferenças entre o livro e o filme é que o filme abandona um dos gêneros aos quais o livro pertence. Se o filme é um filme de ação/aventura com toques de ficção científica e romance adolescente, o livro tem além desses pontos, o gênero fantasia embutido. Se no filme a explicação para os poderes dos garotos(as) é simplesmente ser extra-terrestre, no livro a explicação é: eles são extra-terrestres E de Lorien, porque lá existe magia. Não mágica ou ilusionismo, mas magia. Que é a fonte dos poderes Legados. E como toda essa parte de magia/fantasia foi retirada do filme, sinto que ficou faltando o porquê do número 4. No filme, não tem explicação, ou ela é implícita (a de que as crianças seriam meros números, sem nomes, o que é uma explicação bem capenga, considerando que isso desumaniza a pessoa, vide prisioneiros que são apenas números em cadeias). No livro, a explicação é que, ao sairem de Lorien, para proteger as crianças, um Ancião lançou um feitiço nelas: a de que elas só poderiam ser mortas ou machucadas numa ordem pré-estabelecida, a não ser que elas ficassem juntas num mesmo ambiente. Ou seja, não só explica o número, mas também porque o número quatro é a quarta criança a ser perseguida.

Sim, porque logo no começo de Eu Sou o Número Quatro, vemos o número 3 sendo perseguido e morto por mogadorianos. A cada um dos nove mortos, aparece acima do tornozelo dos restantes uma marca, indicando que um deles foi morto. E isso acontece para o número 4 (interpretado no filme por Alex Pettyfer) enquanto ele está numa festa. Ao saber do ocorrido, o seu tutor Henri (interpretado no filme por Timothy Olyphant) decide mais uma vez se mudar, coisa que é rotina para os dois. Eles estão sempre se mudando e trocando de identidade para despistar os mogadorianos. Desta vez, eles vão para a pequena cidade de Paradise, Ohio, onde o 4 assume o criativo nome de John Smith (o equivalente a "José da Silva" americano). Nesta cidade, ele fará amizade com o obcecado por alienígenas e OVNIS Sam (interpretado por Callan McAuliffe), se apaixonará pela garota mais linda do colégio, Sarah (Dianna Agron), e por causa disso, enfretará o valentão da escola (e claro, astro de futebol americano) Mark (Jake Abel).

filme livro eu sou o número quatro

Tanto o livro quanto o filme enfocam bastante o lado "drama adolescente": o protagonista que chega num novo colégio, onde enfrenta o valentão pelo coração da menina, e no processo, também faz amizade com outros que sofrem com os valentões. Clichê? Sim, com certeza, mas como é tecnicamente bem feito, é palatável. No filme, o drama é acelerado, o que não o deixa entediante. E no livro, o autor Pittacus Lore (um pseudônimo muito engraçadinho), usa uma narrativa de capítulos curtos, com bons ganchos entre eles, dando agilidade à leitura. Além disso, no livro o drama adolescente é intercalado com a questão do surgimento dos poderes Legados, o treinamento para aperfeiçoá-los e a história de Lorien, aspectos que foram cortados no filme.

filme livro eu sou o número quatro

Essas lacunas deixam o filme um tanto inferior ao livro, especialmente na questão do desenvolvimento dos personagens. Com um ritmo rápido, o filme Eu Sou o Número Quatro acaba não explorando a amizade de Sam e John a contento, por exemplo, nem a relação paternal entre John e Henri. A passagem da feira municipal com o trem fantasma também é bem inferior no filme, uma vez que no livro, são mais personagens envolvidos. Apesar disso, o filme acerta em ir dando dicas de elementos que só aparecem no final do livro e que soam um tanto Deus Ex Machina no livro, mais especificamente o caso do cachorro de John (reparem no enfoque que o diretor D.J. Caruso dá ao pequeno animal) e a aparição de outra loriena, a número 6 (interpretada no filme pela bela Teresa Palmer), que surge bad-ass e chutando bundas.

filme livro eu sou o número quatro

Aliás, esse é outro ponto (o de chutar bundas) que considero bastante divergente entre livro e filme. No livro Eu Sou o Número Quatro a ameça mogadoriana é boa parte do tempo apenas uma ideia, mais ou menos como Sauron em Senhor dos Anéis. A ameaça se torna mais concreta apenas no final, quando o autor acelera na ação e faz um final que não admite tomada de fôlego, principalmente pelo inimigo ser mais poderoso do que até então se imaginava. No filme é quase o oposto: a ameaça mogadoriana se mostra sempre presente, em diversas cenas que mostram os mogadorianos no encalço do número 4 (inclusive na ótima cena do supermercado). Só que no final, os mogadorianos são vencidos até facilmente (se comparado com a batalha do livro, claro), dando um aspecto de "super-herói imbatível" aos lorienos. Particularmente, acho a fragilidade deles diante de um inimigo muito maior (pelo menos, no presente momento), o que torna a história mais interessante.

filme livro eu sou o número quatro

De certo modo, essa aura de fragilidade que o livro me passou e o filme não, do protagonista estar apenas nos seus primeiros passos na sua jornada heróica, se deve ao fato dele ter no livro uns 15 anos, e no filme, o ator Alex Pettyfer ter cara de mais velho. Além disso, outra diferença gritante entre livro e filme é que no filme, logo na sua primeira cena no jet ski, percebemos que o 4 é bem mais chamativo, atraindo a atenção das pessoas com suas manobras radicais (no livro ele também atrai a atenção, mas apenas sem querer). No filme, como um produto fechado, não creio que isso atrapalhe. O problema é numa eventual continuação: se você deixa o seu protagonista muito forte, o seu próximo inimigo também tem que se fortalecer ainda mais, senão o herói vai superar o que? E sem superação, qual é a graça? Tirando esse detalhe, a atuação no geral é boa. Destaque para as meninas, claro, já que Dianna Agron e Teresa Palmer (totalmente diferente de seu trabalho anterior em O Aprendiz de Feiticeiro) estão lindas.

filme livro eu sou o número quatro

Eu Sou o Número Quatro, o filme, é uma diversão bacana. Sim, tem várias pontas soltas e coisas mal explicadas (a arca loriena que Henri carrega, por exemplo), mas que são explicadas no livro. Talvez a intenção seja explorar esses aspectos numa possível continuação? O ponto é que apesar disso, o filme tem bastante ação, bons efeitos especiais e a história continua interessante. Vale uma sessão da tarde descompromissada.

Eu Sou o Número Quatro, o livro, é uma grande mistura de ficção científica, aventura, drama/romance adolescente e fantasia. É uma leitura agradável e cativante, com uma história claramente voltada ao público adolescente. E os dizeres da capa, com o "autor" afirmando ser uma história verdadeira, dá ao livro um tom engraçado. Ou será que dá pra confiar em alguém que se chama "Pittacus Lore" (lore = folclore) e cujos planetas da história sejam nomes bem tolkenianos? (Lothlorien, floresta onde vive Galadriel, e Mordor, onde reside Sauron, são nomes bem parecidos com Lorien e Mogadore, não?) Engraçadinho.

Trailer do filme:



Para saber mais sobre o filme: crítica no Omelete.

2011-04-15

As ilustrações sombrias e tenebrosas de Anton Semenov

Anton Semenov, também conhecido como Gloom82 no DeviantArt, é um ilustrador russo que produz imagens saídas diretamente de um pesadelo qualquer. Sombrias e tenebrosas, as ilustrações provocam um misto de medo, repulsa e fascinação, além de um subtexto de crítica social em algumas delas.

anton semenov ilustrações pesadelos sombrias

Talisman

anton semenov ilustrações pesadelos sombrias

Morning

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Weiss's Secret

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Society

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Auschwitz

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Children of the war

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Surrogate

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Apocalypse

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Arlecchino

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Badog

anton semenov ilustrações pesadelos sombrias

Black dream

anton semenov ilustrações pesadelos sombrias

BRAZ mechanics destroying

anton semenov ilustrações pesadelos sombrias

Evening detour

anton semenov ilustrações pesadelos sombrias

Immortal

anton semenov ilustrações pesadelos sombrias

Lola

anton semenov ilustrações pesadelos sombrias

Piebald

anton semenov ilustrações pesadelos sombrias

Silence

anton semenov ilustrações pesadelos sombrias

Andy's Room

Imagens via DeviantArt de Anton Semenov (onde tem mais ilustrações, em maior resolução). Dica via The Design Inspiration.

'Se pudesse voltar no tempo, faria exatamente tudo igual' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 15/04/2011, com uma reflexão sobre o passado, o tempo e a vida.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Se pudesse voltar no tempo, faria exatamente tudo igual'

voltar no tempo
Se eu pudesse voltar no tempo e ser jovem outra vez, eu faria novamente tudo o que fiz e exatamente da maneira que fiz.

Morreria de vergonha de falar em público, como tantas vezes morri.

Faria brincadeiras idiotas na hora errada, como fiz tantas vezes.

Cederia de novo à timidez que não me permitiu me aproximar da menina mais bonita da escola.

Escolheria minhas opções mais pela emoção do que pela razão, como fiz até perder a conta das vezes que fiz.

Pensaria que os conselhos dos mais experientes eram uma maneira de eles consolarem a si mesmos pelos erros cometidos, e não uma genuína preocupação para que eu não viesse a cometer os mesmos erros.

Se eu pudesse voltar no tempo, novamente correria riscos à toa e por nada, como corri, por pura diversão e sem pensar nas consequências. Mas não correria riscos que hoje eu sei que deveria e poderia ter corrido, porque o sentido que eles me fazem hoje não é o sentido que eles me faziam então.

Eu não pensaria no que poderia me acontecer dali a 30 anos, porque não conseguiria me ver como um adulto que sucumbiu às regras indigestas da sociedade, como todos os adultos que eu conhecia haviam sucumbido.

Eu seria de novo criticado em meu primeiro emprego, por não levar as coisas a sério, porque existiam coisas muito mais sérias para mim do que o meu primeiro emprego.

Se eu pudesse voltar no tempo, eu não iria querer ser um jovem que soubesse tudo o que um adulto sabe. Que graça teria uma vida com respostas prontas? A graça está em não saber as respostas e encontrá-las por conta própria.

Por isso, se eu pudesse voltar no tempo, só voltaria se tivesse uma única certeza: a de poder viver novamente, todas as minhas incertezas.

Max Gehringer, para CBN.

2011-04-14

A batata vagina

Não é de hoje que tubérculos são comparados a órgãos sexuais. Mas se antes eles eram companheiros dos pepinos nas comparações aos órgãos fálicos, desta vez essa batata (que é um tubérculo assim como sua "prima" mandioca), mostrou um órgão sexual feminino pra variar.

batata vagina

A batata vagina.

Uma imagem de gente de mente suja do Fail Blog.

Comparação de desempenho não auxilia em uma carreira de sucesso - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 14/04/2011, sobre um ouvinte que fica comparando seu desempenho com o de pessoas em cargos de importância e acha que para ter uma carreira de sucesso, o segredo é a mediocridade.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Comparação de desempenho não auxilia em uma carreira de sucesso

medíocre cabeça de vento
Um ouvinte gentilmente compartilha o seu aprendizado. Diz ele: "Completei dez anos de mercado de trabalho, vi muita coisa, passei por muitas experiências e a minha avaliação é a seguinte: para ter uma carreira de relativo sucesso, é preciso ser medíocre. Sei que você não vai comentar isso no ar, mas essa é a verdade."

Muito bem. Primeiro, como você notou, vou comentar isso no ar. Segundo, o seu modo de avaliar a situação cria um problema para você mesmo. Porque se você vier a construir uma carreira de relativo sucesso, você terá que reconhecer que conseguiu porque é medíocre. Por outro lado, se não tiver uma carreira de relativo sucesso, vai ser difícil você convencer alguém que não conseguiu porque é bom demais. Então, qualquer que seja o desfecho, você não ficará satisfeito.

Mas existe uma outra maneira de avaliar a situação. Você acredita, e quem sou eu para duvidar, que possui conhecimento e habilidade para assumir cargos em empresas sem ter que passar pela fase inicial, aquela em que o funcionário mostra que consegue realizar tarefas banais e pouco desafiadoras. Essa é realmente uma etapa chata da vida profissional.

Ao ver pessoas ocupando cargos de relativa importância, você sabe que faria tudo melhor do que elas, se você estivesse naquele cargo. E aí, enquanto você fica comparando o seu hipotético desempenho com o desempenho real dessas pessoas, os seus colegas estão tentando ganhar a confiança delas. E um dia, eles é que acabam ganhando oportunidades, mesmo sendo piores do que você.

Um profissional de relativo sucesso não é nenhum gênio renascentista, como você já descobriu. É apenas alguém que conseguiu um bom cargo e um bom salário porque entendeu o que a empresa esperava que ele fizesse, em vez de esperar que a empresa fizesse o que ele esperava.

Max Gehringer, para CBN.

2011-04-13

Dia do beijo

Mais um ano, mais um dia do beijo se passou. Como este ano, ao contrário do anterior, não tenho nenhum vídeo inspirador (então reveja o do ano passado mesmo), pra não deixar passar em branco, um textículo escrito em dez minutinhos:

beijo na boca

Dia do beijo

Já beijei bocas abertas e fechadas,
Já beijei até perder a respiração.
Já beijei suave e de mãos dadas,
Já me perdi e encontrei inspiração.

Já toquei lábios secos e molhados,
Já toquei a língua e bati dentes.
Já troquei saliva de todos os lados,
Já fiz no passado e ainda no presente.

Já beijei de olhos fechados e abertos,
Já beijei feliz e por maldita obrigação.
Já dei beijos seguros e outros incertos,
Já senti nojo mas também coração.

Já beijei e fui beijado, mas ainda espero...
Que o próximo seja sempre o melhor.
Já menti e disse a verdade, mas sincero...
Desejo mesmo ruim, que sem é ainda pior.

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Kiss me...

'Gasto parte do meu dia lendo e respondendo e-mails de colegas' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 13/04/2011, sobre e-mails corporativos.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Gasto parte do meu dia lendo e respondendo e-mails de colegas'

email corporativo
"Passo boa parte do meu dia lendo ou respondendo e-mails", escreve um preocupado ouvinte. "E três fatos me chamam a atenção. O primeiro é que a mensagem escrita substituiu a conversa: funcionários disparam e-mails mesmo estando a poucos metros do destinatário. O segundo é que quem recebe um e-mail com cinco copiados sente-se na obrigação de responder para todos, mesmo sem ter nada a acrescentar. E o terceiro é que quase metade dos e-mails nada tem a ver com o trabalho, são piadas e fotos. Isso acontece em todas as empresas ou a minha é exceção?"

Bom, vamos separar em duas partes. Os e-mails que nada têm a ver com trabalho são comuns apenas nas empresas nas quais não existe controle sobre o conteúdo. Isso é fácil de resolver, porque legalmente a empresa pode acessar os e-mails recebidos e enviados. O sistema é de propriedade da empresa e os e-mails foram enviados durante o horário de expediente. Isso vale também para o acesso de sites ou redes sociais. Basta a empresa divulgar que começará a ler tudo e o correio da amizade termina de imediato.

Agora vamos à primeira parte da resposta, a dos e-mails com conteúdo profissional. O e-mail tem muitas vantagens: é grátis, é rápido, e tanto faz enviar uma mensagem para vinte destinatários ou um só. É essa aparente conveniência que gera a enxurrada.

Conheço uma empresa que impôs quatro regrinhas para e-mails, que são:

- Nenhuma mensagem pode ter mais de cinco linhas de texto.

- Antes de enviar, releia o que escreveu.

- Não mande para quem não precisa.

- Não responda o que não lhe foi perguntado.


Na primeira semana, uma equipe rastreou os e-mails e os reincidentes foram chamados para uma reunião de orientação. A partir daí, segundo a empresa, o tráfico caiu 60%, livrando duas horas por dia por funcionário. Não sei se é mesmo tudo isso, mas se for metade, já seria um belo progresso.

Max Gehringer, para CBN.

2011-04-12

Lady dog

Uma dama cadela ou uma cadela dama.

dog lady

Achei essa foto tão bacana que tive que postá-la. Adoro cachorros.

Via Fuck Yeah Dementia!!.

Esticar expediente é um hábito brasileiro - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 12/04/2011, sobre como esticar o expediente além do necessário é um hábito em algumas empresas brasileiras.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Esticar expediente é um hábito brasileiro

hora extra
"Na empresa em que trabalho", escreve uma ouvinte, "é hábito o pessoal administrativo ficar até mais tarde sem receber hora extra. E não é por pouco tempo, no mínimo, uma hora por dia. Eu não consigo entender a razão, já que não existe acúmulo de trabalho. O pessoal simplesmente fica. Quando perguntei por que, me disseram que isso é praxe e que quem sai na hora certa não é bem visto, porque mostra falta de comprometimento. Você poderia me esclarecer se isso ocorre em todas as empresas?"

Não, não ocorre em todas. Mas ocorre em algumas. O mais estranho é que essa esticada desnecessária de expediente não foi importada: é um hábito brasileiro. Nenhum dos países que conheci adota essa prática. Mesmo nos Estados Unidos, o berço da competitividade, o pessoal administrativo não fica um minuto a mais.

É claro que certos setores têm necessidade de eventualmente prolongar a jornada. Por exemplo, o pessoal da contabilidade no fechamento do mês. Mas quando todo mundo fica todos os dias, ou algo está muito errado com a rotina da empresa, ou então a prática já se estabeleceu e ninguém mais sabe explicar porquê. O chefe fica porque o chefe dele fica, e os subordinados acabam ficando porque ninguém quer arriscar.

Dá a impressão de que ficar na empresa é melhor do que ir para casa ou aproveitar o tempo para qualquer outra atividade. Isso não faz sentido algum. E todo mundo sabe que não faz. Mas ninguém se atreve a ser o primeiro a desafiar a jurisprudência interna.

Meu conselho para a nossa ouvinte: seja a primeira. Mostre que você tem uma vida para ser vivida. E se você vier a se tornar uma vítima do seu atrevimento, saiba que existem muitas empresas no Brasil que não confundem comprometimento com desperdício de tempo.

Max Gehringer, para CBN.

2011-04-11

Cãopanheiro pra todas as horas

Um cãozinho em apuros. Quem poderá ajudá-lo?



Por isso adoro cachorros. E se eu fosse o cachorrinho, estaria pensando: "Que fdp, pára de filmar e me ajuda, porra!" =P

Vi no Sedentário e Hiperativo.

A matemática comprova: sexo é divertido

Ok, a matemática não comprova de verdade. Mas quem se importa com isso quando uma gata dessas veste uma camiseta nerd e safada dessas?

sex is fun

Sex = fun. Ponto.

Via Art or Porn.

O que responder quando perguntarem sobre a pretensão salarial? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 11/04/2011, sobre o que responder quando numa entrevista de emprego perguntarem qual a pretensão salarial.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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O que responder quando perguntarem sobre a pretensão salarial?

pretensão salarial
Tirinha daqui.

Uma pergunta que muitos ouvintes fazem. O que se deve responder quando o entrevistador pergunta qual é a pretensão salarial?

Há duas respostas possíveis. Se o candidato sabe qual é a faixa salarial para a função na cidade ou na região, ele deve mencionar essa faixa. Acontece que somente nas cidades de maior porte são publicadas pesquisas desse tipo, separando as empresas em médias, pequenas e grandes. Uma busca na internet poderá mostrar se a pesquisa existe na cidade em que o ouvinte mora. Se não existir, o melhor é não arriscar um valor.

A pergunta é feita porque se o candidato mencionar uma pretensão muito acima do que a empresa pretende pagar, ele pode ser descartado do processo seletivo. Isso porque, na avaliação do entrevistador, quem pede dez e aceita cinco, irá continuar procurando um emprego de dez após ser contratado por cinco.

O segundo risco é o de dizer um valor muito baixo. Já recebi muitas mensagens de ouvintes que descobriram, depois da contratação, que poderiam ter pedido mais do que pediram. Então, na dúvida, é melhor responder: "Desculpe, não tenho a menor ideia de quais são as faixas salariais. Gostaria de ouvir uma proposta, por favor".

Na maioria dos casos, as empresas já sabem quanto podem pagar, e o entrevistador diz o valor. Em último caso, aquele em que o entrevistador não abre o salário de jeito nenhum e exige uma resposta, o entrevistado deve ter um número em mente.

E como se consegue esse número? Perguntando. É quase impossível não existir algum amigo que ocupe uma função semelhante e possa dizer quanto está ganhando. Mas essa seria a última opção, porque o amigo pode estar ganhando mal. Ou então ser meio mentiroso.

A coluna do meio, aquela de solicitar uma proposta em vez de fazer uma, é sempre a opção mais recomendável.

Max Gehringer, para CBN.