2011-05-10

'Cada minuto demora uma eternidade para passar no local de trabalho' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 10/05/2011, sobre o mais forte sinal de que já está na hora de procurar outro emprego.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Cada minuto demora uma eternidade para passar no local de trabalho'

trabalho tedioso
"Desconfio que está na hora de eu sair desta empresa", escreve um ouvinte, "porque parece que cada minuto demora uma eternidade para passar. Esse seria um sintoma de que está na hora de eu procurar outro emprego?"

Vamos lá. De fato, o tempo que passa vagarosamente pode ser um sinal de que aí não é o seu lugar. Outro sinal frequente é a perda de concentração, várias vezes durante o dia. E o terceiro é a falta de vontade de conversar com os colegas. Mas todos esses sinais podem ser causados por outras preocupações, fora do trabalho, e que acabam se refletindo nele.

Existe, porém, um sinal bem mais claro. Chama-se falta de um modelo. Quando trabalhamos em uma empresa, nós notamos os profissionais que conseguiram dar o passo que nós gostaríamos de dar. Essas pessoas nos mostram que algo que nós desejamos para nossa carreira está dentro das nossas possibilidades.

A percepção de que estamos na empresa errada ocorre quando não vemos uma só pessoa que possa nos servir como parâmetro. Olhamos para todas as que possuem cargos de chefia e vemos nelas a antítese das nossas aspirações. Os motivos para isso podem variar: o jeito delas de falar, a linguagem corporal, a repetição de chavões sem conteúdo. Mas a conclusão é sempre a mesma: eu posso não saber o que quero, mas sei que não quero ser assim.

É essa falta de um modelo que faz o tempo passar lentamente e provoca os demais sintomas de desinteresse pelo trabalho e pela empresa. Acontece que se o padrão de empresa é esse, nada indica que ela irá sofrer uma alteração radical de um momento para outro. Portanto, se você não vê a sua volta um só profissional no qual você possa se espelhar, está mais que na hora de procurar outro espelho.

Max Gehringer, para CBN.

2011-05-09

Oh My God! ou seria Oh My Google!

Oh My God, isso é sinal da conspiração do fim dos tempos! O deus Google vai a tudo dominar. Ou não.

logo icone google chrome gmail omg

Estava escrito. Eles vão dominar nossas vidas.

O que seria da minha vida sem esses o Chrome, o Gmail e o Google?

Ilustração nerd e bacana do xará Emilio Bello.

'Ganho mais só que produzo menos que meu colega' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 09/05/2011, sobre o que fazer quando um colega que produz mais, ganha menos do que você.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Ganho mais só que produzo menos que meu colega'

produtividade trabalho empresa
Já comentamos aqui vários casos de ouvintes que ganham menos do que colegas que fazem o mesmo trabalho. A consulta de hoje é a primeira em que ocorre o contrário. Um ouvinte escreve:

"Fui contratado com um salário compatível com a minha função, mas descobri que um colega ganha bem menos do que eu. Ele está na empresa há muitos anos e não tem a escolaridade que a função exige, mas tem conhecimento prático e experiência mais do que suficientes para a execução do trabalho. Confesso que devido ao pouco tempo que tenho de casa, esse colega é até mais produtivo do que eu. Ele não sabe que eu ganho mais do que ele, e quando fui contratado, o meu gerente me pediu para não comentar essa diferença salarial. Eu me sinto mal com a situação e não sei se posso ou devo fazer alguma coisa a respeito."

Bom, vamos começar pelo que é legal. Se você e seu colega têm funções com nomes idênticos e fazem exatamente a mesma coisa, a empresa está criando um passivo trabalhista. Algum dia, o seu colega poderá entrar com uma ação e requerer a equiparação, recebendo toda a diferença atrasada. Mas esse é um problema da empresa e não do nosso ouvinte.

A explicação mais plausível para o fato é que a empresa está pagando ao colega pelo que ele é, e ao nosso ouvinte, pelo que ele poderá vir a ser. A empresa acredita que não irá perder o funcionário mais antigo, mas sabe que não conseguiria contratar alguém com a formação requerida pelo mesmo salário.

O que provavelmente irá acontecer é que um dia o colega descobrirá a diferença e perguntará por que o nosso ouvinte se manteve calado. E a resposta será: "porque recebi ordens para não falar".

Resumindo a questão, a empresa do nosso ouvinte decidiu se guiar não pelo que a nós parece mais justo, mas pelo que a ela parece mais lógico.

Max Gehringer, para CBN.

2011-05-08

Primeiro beijo de criança

Com certeza esse primeiro beijo ficará gravado na memória do menino garanhão e da menina decidida. Bem, se não ficar na memória, sempre tem o youtube.



- Por que você me beijou?
- Porque eu gosto de você.

...

- Nos beijamos na boca! Uuuuhhh!

Hahaha, so cute! Way to go! Momento meigo da semana.

Via Lonely Hearts Club.

2011-05-06

As pinturas baseadas em fotos de Charlie Terrell, misturando street art, tribal e vudu

Charlie Terrell é um designer gráfico e video artista. A sua empresa faz o design, cria e produz filmes para alguns dos mais famosos músicos do mundo, incluindo Keith Richards, Paramore e outros que não vou ficar citando. Entretanto, este post não é para falar de vídeo, e sim de pinturas.

Com base em retratos fotográficos, Charlie Terrell produz suas pinturas usando diversas técnicas, sendo a mais notável, a pintura digital, aplicando padrões e texturas que formam um misto de pintura e colagem. Com fortes influências da arte de rua, arte tribal e de culturas exóticas (como o vudu), as pessoas que Terrell retrata se transformam de maneira muito interessante.

Ultimamente, o artista tem usado retratos de usuários do Tumblr em suas pinturas. Segundo as palavras de Terrell, ele "gosta de pintar membros do Tumblr para manter a prática. Não tem uma regra pra isso. O presente (a pintura) faz o retratado feliz e eu obtenho amor instantâneo. Simples gratificação. Eu também gosto da ideia de conectar com alguém que eu nunca conheci e congelar aquela imagem como um laço entre nós."

charlie terrell pinturas fotografia tribal street art vudu

charlie terrell pinturas fotografia tribal street art vudu

charlie terrell pinturas fotografia tribal street art vudu

charlie terrell pinturas fotografia tribal street art vudu

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charlie terrell pinturas fotografia tribal street art vudu

charlie terrell pinturas fotografia tribal street art vudu

charlie terrell pinturas fotografia tribal street art vudu

charlie terrell pinturas fotografia tribal street art vudu

charlie terrell pinturas fotografia tribal street art vudu

charlie terrell pinturas fotografia tribal street art vudu

Imagens via Tumblr de Charlie Terrell, onde tem mais pinturas e imagens em maior resolução (que eu aconselho ver, pois os detalhes ficam bem mais ricos).

'Como posso lidar com a inveja de colegas por estar cursando MBA?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 06/05/2011, sobre como lidar com a inveja de colegas de trabalho por cursar um MBA.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Como posso lidar com a inveja de colegas por estar cursando MBA?'

inveja no trabalho
"Eu trabalho em um setor com doze colegas", escreve um ouvinte. "Este ano decidi investir em minha carreira, cursando um MBA. Essa decisão fez com que alguns dos meus colegas passassem a me discriminar e a me denegrir perante o chefe. Como posso lidar adequadamente com essa demonstração de inveja?"

Primeiramente, não vou duvidar de sua palavra de que o mal estar se deu apenas e tão somente em função de sua decisão de cursar um MBA. Se for isso mesmo, os seus colegas têm cérebros do tamanho de ervilhas. Logo, ignore os invejosos e siga em frente, de peito aberto e cabeça erguida.

Segundamente, com o devido respeito, permita-me duvidar de sua palavra. Todos os dias surgem motivos muito mais sérios do que esse para que colegas de trabalho se desentendam. E o que mantém o balanço civilizado em uma empresa é o chamado bom senso. Se todo mundo resolvesse brigar por qualquer coisinha, a empresa logo se transformaria numa praça de guerra. Eu acredito que outros fatos tenham acontecido antes e que a relação entre você e alguns de seus colegas já não era boa.

Se não for isso, há um outro fator que talvez possa ter provocado o pecado capital da inveja. É um outro pecado capital chamado soberba. Pode não ser o seu caso, mas eu cansei de ver profissionais que começaram a cursar um MBA ficarem repetindo isso a todo o instante, mesmo quando a menção ao curso era totalmente desnecessária. Isso realmente provoca reações antagônicas.

Eu sugiro que você faça um exame de consciência e reveja a sua avaliação pessoal da situação. Se realmente vários colegas estão contra você, qualquer que seja o motivo, a sua tábua de salvação é o seu chefe, se ele estiver a seu favor.

De qualquer forma, não abandone o MBA, que de fato será importante para sua carreira. Só não fique alardeando essa importância, caso você esteja fazendo isso, e tudo voltará ao normal.

Max Gehringer, para CBN.

2011-05-05

'Posso pedir demissão após uma semana de trabalho?'

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 05/05/2011, sobre se pedir demissão depois de apenas uma semana é uma boa ideia ou não.

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'Posso pedir demissão após uma semana de trabalho?'

demissão
"Socorro", escreve um ouvinte. "Eu estava participando de dois processos seletivos", ele diz. "Uma das empresas me fez uma proposta e eu aceitei, porque teria que dar uma resposta imediata e a outra empresa não se manifestava. Comecei a trabalhar e depois de uma semana, aconteceu o que eu temia. A segunda empresa se manifestou e me fez uma proposta muito melhor.

Se eu tivesse recebido as duas propostas ao mesmo tempo e as duas fossem iguais, eu teria dado preferência a essa segunda empresa, porque vejo nela melhores oportunidades carreira. E agora ela me faz uma proposta que além de tudo é mais vantajosa financeiramente. Preciso dar uma resposta até o fim desta semana. O que eu faço? Peço a conta depois de apenas uma semana ou mantenho a palavra empenhada, mesmo não me sentido feliz com o desfecho da história?"


Bom, em minha opinião, que certamente não será a opinião de muita gente, você deve pedir a conta pelo mais óbvio dos motivos. Se você ficar aí, o seu desempenho não será o que normalmente seria. E o resultado é que você acabará prejudicando a empresa que o contratou.

Para ela, é muito melhor ter alguém que veja esse emprego como uma boa oportunidade, do que ter alguém que enxergue o emprego como um golpe de azar. Porque é isso mesmo o que irá acontecer. Mesmo que não queira, você começará a se lastimar. Qualquer fato que não seja do seu agrado fará com que você pense "como seria melhor estar em outro lugar", e nenhuma empresa vai querer um funcionário pensando dessa maneira.

Se você explicar isso com cuidado para o seu chefe, ele não ficará nem um pouco feliz. Talvez não lhe deseje saúde, sucesso e felicidade. Mas acredito que ele entenderá a sua situação e a sua decisão.

Max Gehringer, para CBN.

2011-05-04

Poemas - Nessa noite

Porque essa noite, voltando pra casa, olhei o céu e estava uma noite belíssima.

a noite estrelada van gogh
Nessa Noite

Ah! Nessa noite de céu tão estrelado,
Lembro-me com saudades da menina do meu lado,
Que mesmo longe, estava tão perto,
E no meio de uma multidão, encontrava-se num deserto.

Ah! Nessa noite que há tanto não lhe ouço a voz,
Pergunto-me como andas, acompanhada ou a sós,
Consigo mesma e suas pequenas loucuras,
Fotografando a lua, os prédios e as ruas.

Ah! Nessa noite cujas estrelam brilham forte,
Será que tu andas perdidas, sem um norte?
Espero que olhe pro céu e veja o mesmo que eu,
Uma noite estrelada a la Van Gogh e não um breu.

Ah! Nessa noite de brisa suave, mas fria,
Espero que mesmo longe, você ainda sorria.
E mesmo que essa noite se estenda pelo resto dos dias,
Saibas que nesta noite, inspirastes uma melodia.

Profissional precisa ter foco para não perder o rumo - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 04/05/2011, sobre foco na carreira e oportunidades de emprego.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Profissional precisa ter foco para não perder o rumo

foco carreira
"Não sei se o meu caso é comum", escreve uma ouvinte, "mas eu já perdi várias oportunidades de emprego por achar que eu não daria conta dos trabalhos que me foram oferecidos. Eu tenho um emprego que me dá visibilidade junto a muitos clientes. E em função disso, alguns deles já me fizeram convites para assumir funções diferentes daquela que eu venho executando. Uma vez ouvi você falar que precisamos ter foco naquilo que fazemos. E as suas palavras me trouxeram conforto quando decidi não aceitar as propostas que recebi. Mas depois de sete anos fazendo sempre a mesma coisa, fico me perguntando se deixei passar boas oportunidades que eu poderia ter aproveitado."

Bom, em primeiro lugar, sim, o seu caso é comum. O que aconteceu com você já aconteceu com muita gente que se sentia segura executando uma tarefa e ficou com receio de arriscar uma mudança. Eu realmente disse que é preciso ter foco. Mas também disse que algumas vezes nós encontramos uma carreira, e outras vezes, uma carreira nos encontra.

Quando eu falo em falta de foco, refiro-me a profissionais que ficam pulando de uma área para a outra sem se encontrarem em nenhuma. Depois de cinco anos e igual número de empregos, o currículo vira uma geleia, e o profissional acaba visto pelo mercado como alguém sem rumo.

Isso é bem diferente de tentar uma atividade nova, principalmente quando o convite vem de alguém que já conhece você. O simples fato de você ser convidada já significa que você foi previamente avaliada e que quem a convidou, viu em você as condições para fazer o trabalho oferecido.

Da próxima vez, eu sugiro que você arrisque, se a proposta for boa em termos de remuneração e de carreira. Pode dar certo e pode dar errado, mas em casos como o seu, a chance de dar certo é bem maior.

Max Gehringer, para CBN.

2011-05-03

Filme: A Antropóloga

Sabe aqueles trabalhos de escola, em que o grupo ou turma toda tem que fazer um vídeo pra apresentar (geralmente em uma feira ou festival)? Mesmo que hoje tenhamos alguns trabalhos excelentes como alguns lipdubs recentes colocados na internet, a imensa maioria desses trabalhos é sofrível, seja pela inexperiência dos envolvidos, seja pelo limitadíssimo orçamento, geralmente pelos dois motivos. Mas, mesmo sendo o resultado tosco, ele sem dúvida foi fruto de muito trabalho, e todos os envolvidos sentem grande orgulho de terem feito parte dele, ficando cegos para os problemas dele. De certa forma, ao ver o filme catarinense (assim anunciado com orgulho), A Antropóloga, senti como se estivesse vendo um trabalho escolar como descrevi: ruim, mas com ardorosos fãs e defensores (que assim o são por paixão, coisa irracional, note-se bem!).

filme catarinense a antropóloga poster cartaz

Rodado em Florianópolis, A Antropóloga talvez (e esse é um grande talvez) agrade aos nativos da ilha de Santa Catarina, sobretudo por levar à telona, coisas tão familiares a eles, como suas paisagens, costumes, lendas, crendices e o sotaque. Entretanto, quem procura um bom filme, independente da paixão por onde nasceu, não vai sentir a mesma afeição.

A Antropóloga do título é Malú (Larissa Bracher). Portuguesa, ela pesquisa sobre a cultura local de ervas medicinais nos lugares onde os imigrantes açorianos (habitantes de um arquipélago de Portugal, com uma cultura bem característica), se estabeleceram. Nessa sua pesquisa, ela vem parar em Florianópolis, onde se instala na Costa da Lagoa, um lugar onde o mato (ou se você for ecologicamente chato preferir, onde a natureza) é abundante e as pessoas vivem como se vivessem em vilas de muitos anos atrás. Neste fim de mundo, Malú aluga uma casa (com direito a uma vergonhosa cena em que ela arranca a placa de "aluga-se" como se estivesse num filme americano dos anos 80), ao lado da casa onde mora a menina Carolina (Rafaela Rocha de Barcelos), uma criança diagnosticada com câncer no cérebro (presumivelmente sem chance de cura, já que o pai dela - um médico - não a mantém no hospital). Entretanto, as crises que Carolina enfrenta melhoram quando a benzedeira da região Dona Ritinha (Sandra Ouriques) a trata com ervas e rezas. Malú se envolve cada vez mais com seus vizinhos e com Dona Ritinha, que a princípio ela entrevista sobre ervas, mas vai entrando cada vez mais no mundo sobrenatural da cultura local, que envolve as famosas bruxas da cidade, magia e até - pasmen! - lobisomens.

filme catarinense a antropóloga

A Antropóloga é um filme irregular. O filme começa como um filme de gênero, o do suspense sobrenatural mais sério, mas no final, ele se volta para o surreal, como bem ilustra uma das cenas finais, em que um barqueiro sobe aos céus em direção a lua. O desenvolvimento da história como um todo é tão ridícula, que talvez o diretor Zeca Nunes Pires tenha tomado consciência desse fato e decidido terminar o longa como um filme que brinca com o sobrenatural de forma leve e surreal. Entretanto, essa opção não se mostra muito acertada, destoando do resto da película e parecendo mais uma desculpa do diretor para o quão ridícula foi a condução da história até o momento. Tivesse sido feita essa opção desde o início, talvez (e esse é também um grande talvez) fosse melhor sucedido.

Mesmo quando A Antropóloga tenta criar um clima de suspense/terror sobrenatural, o filme deixa muito a desejar. A impressão é que voltamos aos anos 80. Além da trilha sonora instrumental que é a cara de filmes de terror dos anos 80 (estilo as milhares de continuações de Sexta-Feira 13), o diretor ainda nos brinda com diversas cenas em que a câmera emula o ponto de vista do "assassino". Sabe quando a câmera foca o personagem como se fosse a visão do assassino, estando o personagem dentro de casa e a câmera fora, filmando pela janela, ou com o personagem andando por uma trilha e a câmera atrás de algum mato "se escondendo"? Esse enquadramento, que é característico de filmes de terror dos anos 80 de filmes de assassino (lembram-se do Jason ou Michael Myers?), é também usado em A Antropóloga diversas vezes, sobretudo quando Malú caminha no mato (ok, ou natureza selvagem). Entretanto, se esse tipo de enquadramento serve para causar expectativa ou suspense (afinal, presume-se que o assassino esteja vendo a mocinha), dada a natureza da história, esse contexto se perde totalmente. Afinal, a bruxa má (o "assassino" do filme) não ataca ninguém, exceto a menina Carolina. Porém, mesmo esses "ataques" não causam medo, pois são apenas desmaios, como se a bruxa estivesse "sugando a alma" da menina, de maneira invisível. Com ataques assim, é fácil entender como somente uma benzedeira acreditaria em bruxas sugadoras de almas. Por isso, o roteiro faz com que Malú tenha outras experiências sobrenaturais para que ela se convença do misticismo e da magia, e que culmina com uma desfecho do porquê dela estar ali um tanto difícil de engolir, que envolve maldições e reencarnações.

filme catarinense a antropóloga

Definitivamente, o roteiro de A Antropóloga não é o seu forte. Além dos mistérios sobrenaturais serem muito mal conduzidos, os personagens são mal trabalhados. O pai de Carolina, por exemplo: apesar de ser médico e dizer não acreditar nessas magias, admite sem culpa nenhuma que as rezas da benzedeira fazem um bem muito grande a Carolina. Obviamente se contradizendo, o personagem até poderia ensaiar algo no sentido de sobrenatural x ciência, crença x ceticismo, mas a ele é relegado o papel de pai que corre quando a filha desmaia. Nem um eventual interesse romântico por Malú é desenvolvido (apesar de acontecer um flerte com o assunto, quando Carolina menciona como o pai olha para a casa de Malú). Ou tome como exemplo, ainda, a nora da benzedeira numa cena em que ela tem ciúmes de Malú. Uma única cena em que se demonstra uma possível linha, mas que é esquecida pelo resto do filme.

Além disso, o filme tem diversas cenas que não fazem sentido algum, a começar pela cena inicial, com uma grande explosão ou algo parecido. Outra cena desnecessária é quando a nora da benzedeira (que também trabalha tomando conta de Carolina) chega em casa e é "atacada" pelo marido sedento de sexo. Se a intenção era causar um suspense para depois apresentar o personagem, não funcionou. Outras cenas que são totalmente dispensáveis são as que envolvem os três góticos ou aspirantes a bruxos(as). São personagens introduzidos exclusivamente como alívio cômico (mas, infelizmente com pouquíssima graça), cujo único desenvolvimento se dá com o líder do trio, que inexplicavelmente se transforma no final em algo muito mais convencional. Na minha opinião, foram personagens mal trabalhados que apenas tentam fazer uma gracinha ou outra, mas que só servem para criarem uma linha paralela à história principal, linha esta que não acrescenta em nada.

filme catarinense a antropóloga

A Antropóloga não é um filme milionário, e por isso, limitações técnicas e orçamentárias são normais. Entretanto, se o diretor de fotografia consegue extrair boas imagens usando muita luz natural, e mesmo a falta de luz, como na cena em que sombras dançam à luz de fogueira no ritual de bruxas, ou nas cenas na floresta, que visualmente são bacanas, o diretor parece não saber como usar eficientemente a câmera. Além do já citado POV (ponto de vista) do "assassino", o diretor usa muita câmera na mão onde o plano exigiria algo mais suave. A câmera na mão dá um ar de ação, de pressa à cena, o que é o oposto do que se vê no enquadramento. Isso nota-se facilmente na sequência do encontro entre Malú e o velho Delano, onde a câmera na mão acaba tremendo a imagem (pouco, é verdade, mérito do cinegrafista). Esse ponto, entretanto, pode ter sido por causa do orçamento, uma vez que montar e levar o aparato em locação (e a locação é no meio do mato, ops, natureza selvagem), não é simples. De qualquer modo, é válido deixar o registro.

A fotografia não é o único ponto positivo de A Antropóloga. Apesar do elenco como um todo variar na qualidade da interpretação, pelo menos os protagonistas entregam boas atuações. Destaque para Larissa Bracher, que faz o que pode com sua personagem, apesar do roteiro, e da menina Rafaela Rocha de Barcelos, que se ainda não é nenhuma gênia atuando, parece que tem sim, um caminho bom a trilhar. Os depoimentos de idosos e anciãos, explicando parte da sua sabedoria milenar é outro ponto interessante por si só. Quero dizer que as tomadas dos depoimentos de "pessoas reais" são interessantes, e um documentário nesse estilo não seria nada mal. Entretanto, o ar documental dessas entrevistas inseridas no meio deste filme não ajudam no ritmo, bem como soam um tanto deslocadas. Isso acaba tirando um pouco o espectador de dentro do filme, ao mostrar algo muito real para em seguida colocá-lo de volta na ficção, até porque até a câmera e fotografia se alteram nessas cenas de entrevistas.

filme catarinense a antropóloga

Apesar de muito se dizer que A Antropóloga é um filme como Rio, no sentido de que vende uma imagem interessante da cidade para turistas, senti falta de uma certa "apadrinhagem". Sim, o filme abre com o tradicional plano mostrando o cartão postal da cidade, a ponte pênsil (que quer cair, mas não cai) Hercílio Luz. Sim, o cenário logo é deslocado para imagens da Costa da Lagoa, outro ponto belo da ilha (isso se você gostar de mato, natureza). Entretanto, faltou um ar mais didático no que concerne a algumas manifestações culturais locais, como a festa em que o velho Delano aparece pela segunda vez para Malú. Não seria uma desculpa esfarrapada do roteirista colocar alguém pra explicar a Malú todo o ritual e significado da festa, uma vez que ela é uma antropóloga, não é? Isso reforça o ar bairrista do filme, cujo foco está em mostrar as coisas da cidade, mas pra quem já é da cidade.

Enfim, A Antropóloga é um filme com muitos problemas. Desde o roteiro até a execução. Poderia ser melhor se fosse mais focado, e não uma mistura mal feita de suspense, terror, sobrenatural, drama e tentativas frustradas de comédia (aliás, risadas mesmo só involuntárias, de certas cenas de vergonha alheia pura, como a dancinha da bruxa). Pode ter sido um filme que tenha dado trabalho, um filme cujos realizadores colocaram muito esforço. Mas infelizmente, na vida real, isso nem sempre basta pra um bom produto final.

Trailer:



Para saber mais: blog oficial do filme e crítica no Clickfilmes.

'Diretor pediu para eu criar um jornal para acabar com as fofocas' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 03/05/2011, sobre jornais internos para acabar com a fofoca dentro da empresa.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Diretor pediu para eu criar um jornal para acabar com as fofocas'

fofoca no trabalho
Escreve uma ouvinte assustada: "Levei um susto quando ouvi uma resposta que você deu a uma jornalista que se diz obrigada a mentir no jornal interno da empresa dela. Acontece que eu sou gerente de recursos humanos de uma empresa na qual existe muito diz-que-diz. E o nosso diretor sugeriu numa reunião que eu pensasse num jornal interno, que pudesse funcionar como contraponto a rádio-peão. Na hora, achei a ideia ótima, mas depois de ouvir a sua resposta, fiquei em dúvida: será que estarei indo pelo mesmo caminho da jornalista frustrada por não poder dizer a verdade?"

Não, não estará. Uma coisa é mentir, outra coisa é informar.

Empresas cheias de diz-que-diz são assim porque é da natureza do empregado querer saber o que está acontecendo. E quando a diretoria da empresa não se manifesta, sempre surgem os intérpretes informais para suprir essa lacuna de informação.

Eu não creio, entretanto, que um jornal interno irá resolver a situação, por uma simples questão de tempo. O rumor é sempre mais rápido. Se começar a circular algum boato infundado pelos corredores, você terá que escrever um texto, editá-lo, mandar para a gráfica e aguardar a impressão. Isso demora uma semana, se todo o processo for muito eficiente. Só que em uma semana já terão surgido mais meia dúzia de boatos, e o jornal estará sempre atrasado em relação aos fatos.

A solução mais prática seriam os quadros de aviso, colocados em locais estratégicos, como por exemplo, próximo às portas dos banheiros.

Se a diretoria concordar, você pode começar hoje mesmo. Porém, se você escrever a verdade em resposta a um boato, e a diretoria achar que talvez a verdade possa ser dita de outra maneira, digamos, mais criativa, aí sim, você terá o mesmo problema da jornalista. Mas pelo menos, você economizará o custo de produzir um jornal.

2011-05-02

'Gostaria de voltar para o meu antigo emprego, mas não sei o que falar' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 02/05/2011, sobre como falar para um ex-gerente que você gostaria de voltar a trabalhar com ele, após ter saído para outra empresa.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Gostaria de voltar para o meu antigo emprego, mas não sei o que falar'

mulher arrependida

"Estou há apenas dois meses nesta empresa", escreve um ouvinte. "Deixei o emprego anterior imaginando que esta seria uma oportunidade de aprender coisas novas, porque mudei para uma área diferente. Só que nada do que me foi dito na entrevista está acontecendo na prática. Essa empresa é lenta, não tem processos e tudo é resolvido na base do grito. No dia em que sai da empresa anterior, o meu gerente me alertou que eu estava fazendo bobagem. E disse que eu poderia ligar para ele quando eu quisesse. Eu quero ligar e pedir para voltar, mas não gostaria de dar a meu ex-gerente a impressão de que fracassei em tão pouco tempo. O que devo falar para ele?"

Eu sugiro que você fale exatamente o que seu gerente gostaria de ouvir: que o ambiente de trabalho na nova empresa nem de longe se compara ao que você estava acostumado, e que você tinha um chefe excelente, mas só percebeu isso agora. Termine dizendo que se você puder voltar, você já estará de volta antes que o seu gerente tenha tempo para desligar o telefone.

Mas prepare-se. Porque duas coisas podem acontecer nessa conversa. A primeira, a boa, é que o seu gerente aceite a sua volta. E a segunda, a ruim, é que ele repita que você fez bobagem e agora terá que pagar por isso.

Se for esse o caso, por que o seu gerente lhe teria dito para ligar? Provavelmente, porque ele usará o seu caso para impedir que outros subordinados saiam. Se ocorrer a pior hipótese, respire fundo, agradeça, diga que você aprendeu uma lição e repita que você continua a disposição.

E o que você diria em futuras entrevistas de emprego, caso não resolva ficar aí? A mesma coisa: diga que você mudou sem refletir e que nunca mais fará isso.

Todos nós temos direito de errar uma vez, mas inventar uma história para minimizar um erro, seria um segundo erro.

Max Gehringer, para CBN.

2011-04-29

'Sou obrigada a divulgar mentiras no jornal interno da empresa' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 29/04/2011, sobre uma ouvinte jornalista que trabalha no jornal interno da empresa que divulga falsas notícias.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Sou obrigada a divulgar mentiras no jornal interno da empresa'

jornal interno
"Sou formada em jornalismo", escreve uma ouvinte, "e depois de muito batalhar por uma colocação, consegui uma vaga no setor de comunicação de uma empresa. Sou responsável pelo jornal interno, que é distribuido a todos os funcionários ou é acessado pela Intranet.

Só que eu não decido o que é publicado. As notícias me chegam prontas e eu apenas tenho que acertar o estilo e a gramática. Meu problema é que a maioria dessas notícias não condiz com a realidade da empresa. Só para dar um exemplo, eu sei que o ambiente de trabalho não é bom e todo mundo reclama, mas tenho que escrever que ele é maravilhoso. Sinto-me muito mal fazendo isso. Eu me formei para dizer a verdade, não para mentir. Como posso convencer a empresa a mudar de postura?"


Bom, o seu caso é um exemplo da diferença entre o que um funcionário recém contratado espera de uma empresa e o que ele de fato encontra. Em alguns casos, como no seu, a frustração inicial é bem grande.

Eu imagino que você não queira fazer o óbvio, que seria pedir a conta. Eu lhe diria também, com alta dose de certeza, de que a sua empresa não irá mudar a linha de comunicação adotada. Claramente, o objetivo do jornal da empresa é fazer propaganda dela, e não jornalismo imparcial.

O que eu lhe sugiro é propor artigos que enfatizem as coisas boas que a empresa oferece, porque não acredito que tudo o que ela oferece seja ruim. Ao fazer isso, você irá ganhar a confiança das pessoas que hoje redigem os textos, e aos poucos você irá conseguindo mais autonomia.

No seu caso, como no caso de muitos ouvintes que trombam com a realidade, é preciso mostrar paciência e habilidade política, duas coisas que os jovens profissionais abominam, com toda razão. Mas essa é uma daquelas leis cruéis do mercado de trabalho: nem sempre a decisão está nas mãos de quem tem razão.

Max Gehringer, para CBN.

2011-04-28

'Por que o mundo é tão complicado?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 28/04/2011, sobre porque o mundo é tão complicado.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Por que o mundo é tão complicado?'

quebra cabeça puzzle mundo
"Por que o mundo é tão complicado?", pergunta um ouvinte.

Humm. Começando pelo começo: nós não sabemos quando foi o começo. O que sabemos é que num determinado momento, uma massa de energia, do tamanho de uma laranja, explodiu e formou o universo. Isso foi há uns 13 bilhões de anos, mais ou menos, na nossa maneira de contar o tempo. Até aí, o universo era simples, simplesmente porque não existia ninguém para explicá-lo.

Acontece que em um daqueles zilhões de corpos celestes que se formaram na explosão inicial, uma célula se dividiu em duas, formando um minúsculo organismo, capaz de agir por conta própria e de se reproduzir em outros organismos semelhantes.

É verdade que foram necessários mais alguns bilhões de anos e muitas mutações até que esses organismos primitivos saíssem do oceano e chegassem a terra firme, mas eles chegaram. E daí, durante um tempão enorme, tudo o que essas criaturas fizeram foi comer, dormir e se reproduzir. Muita gente diria que isso sim é que era vida.

Até que aconteceu algo inesperado. Um asteróide destrambelhado se chocou com o nosso mundinho e causou a extinção das espécies dominantes. Isso permitiu que outras espécies, que não tinham e nem teriam chance alguma de sobressair, por serem mais lentas e mais fracas, pudessem tomar conta do pedaço. E uma dessas espécies desenvolveu uma habilidade única: pensar. Ver duas coisas separadas, que nada têm a ver uma com a outra, e imaginar o que poderia resultar da junção das duas.

É isso que tornou o mundo complicado: o fato de que sabemos pensar e podemos transformar ideias em aplicações práticas. Nesse processo, há os que complicam e os que tentam descomplicar. Respondendo à sua pergunta, desde o início da humanidade, a primeira turma sempre esteve em vantagem numérica.

Max Gehringer, para CBN.

2011-04-27

'Devo relatar o comportamento antiético de colegas após pedir demissão?' - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 27/04/2011, sobre a ética.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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'Devo relatar o comportamento antiético de colegas após pedir demissão?'

ética trabalho escritório
"Trabalhei um ano em uma empresa", escreve uma ouvinte, "e todos os dias eu ficava incomodada ao ver que alguns colegas só fingiam estar trabalhando e passavam horas acessando a internet. Em meu modo de ver, essas pessoas estavam lesando a empresa. Agora pedi a conta e estou em dúvida se devo relatar esse comportamento antiético dos colegas."

Vamos lá. Ética é algo que ninguém precisa explicar o que é. Todos sabemos o que devemos fazer e principalmente o que não podemos fazer, ou porque é ilegal ou porque é imoral.

A partir da nossa educação e da nossa avaliação, cada um de nós desenvolve um código pessoal de conduta no trabalho. Alguns podem achar que usar o tempo na empresa para atividades que nada têm a ver com a função, como escarafunchar a internet, é apenas uma maneira de relaxar um pouco. E outros podem achar que isso é totalmente errado e se sentem incomodados quando veem os colegas

A questão é: como devemos agir quando temos a certeza que a conduta do próximo está prejudicando a empresa? Será que faz parte da nossa obrigação profissional denunciar o fato? De certa forma, cada subordinado deve ser a extensão dos olhos e dos ouvidos do chefe? Ou a ética se aplica somente a nossa própria conduta, e se o chefe não vê o que está errado, o problema é dele?

Essas respostas, em minha opinião, precisam ser dadas durante, e não depois. Não se pode deixar para amanhã a ética de hoje. No caso da nossa ouvinte, a minha sugestão é que ela não se preocupe com a empresa que está deixando, e pense na atitude que ela tomaria no caso da empresa para onde ela for, também apresentar a mesma situação que a deixou incomodada na empresa anterior.

Max Gehringer, para CBN.