2011-10-05

O que fazer quando recebemos uma proposta de uma empresa concorrente? - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 05/10/2011, sobre o que fazer quando receber uma proposta de uma empresa concorrente.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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O que fazer quando recebemos uma proposta de uma empresa concorrente?

concorrentes

"Pergunto qual é a melhor atitude a tomar quando recebemos uma proposta de uma empresa concorrente?", escreve um ouvinte.

Vamos lá. Antes de pensar se você deve ou não conversar com o seu chefe, você precisa estar convencido de que a proposta vale a pena. Portanto, ainda sem o conhecimento da sua empresa, você pode aceitar o convite para uma entrevista inicial, na qual irá saber o que lhe está sendo oferecido, em termos de função, de salário e de oportunidades futuras de crescimento.

É importante que nessa primeira entrevista você faça as perguntas que precisa fazer. Muitos candidatos somente respondem às perguntas feitas, e o resultado acaba sendo apenas a marcação de uma nova entrevista. Por isso, ao final da primeira, não tenha receio de dizer ao entrevistador que você gostaria de ter mais informações antes de continuar no processo. Se o que você ouvir não lhe agradar, agradeça e esqueça o assunto.

Mas digamos que você gostou do que ouviu. E sentiu que há boas possibilidades de dar um salto na carreira. A minha sugestão é que você fique calado até que a conversa se transforme em uma proposta concreta. O risco de abrir o jogo antes disso depende muito da cultura da sua empresa atual. Algumas empresas são liberais, mas a maioria considera que o simples fato que um funcionário ter ido escutar a proposta de um concorrente já é um caso de traição em primeiro grau.

Eu também sugiro que você não revele a nenhum colega de trabalho, nem mesmo aquele mais chegado, que você está em negociações com a concorrência. Essas notícias se espalham rapidamente, e a pior das situações seria você ser chamado por seu chefe para confirmar se o boato é verdadeiro. Aí, em vez de um emprego na mão e um voando, você poderá acabar com as duas mãos abanando.

Max Gehringer, para CBN.

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