2011-10-17

Contratação não é ato de caridade - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 17/10/2011, sobre como a contratação de um empregado por uma empresa não é um ato de caridade.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Contratação não é ato de caridade

contratação

Uma consulta oportuna. Uma ouvinte escreveu uma longa mensagem contando a sua história. Mas, resumindo, ela passou um tempão desempregada, chegou a entrar em depressão e já estava à beira do desespero financeiro e emocional, quando finalmente foi contratada por uma empresa. Ela está lá faz três anos e durante esse tempo repetiu inúmeras vezes que seria eternamente grata à empresa que lhe permitiu reequilibrar a vida.

Agora, porém, surgiu uma oportunidade para nossa ouvinte mudar de emprego, com todas as vantagens possíveis. Quando a nossa ouvinte insinuou ao chefe dela que havia recebido esse convite, o chefe reagiu como era esperado. Ele cobrou nossa ouvinte por tudo que ela mesmo havia dito. 'Que fim levou toda a sua gratidão?', o chefe perguntou. Agora, a nossa ouvinte não sabe o que fazer.

Então, vamos lá. Eu disse que essa consulta é oportuna porque já respondi a outros ouvintes que empresas não fazem favores na hora da contratação. Elas contratam os candidatos mais adequados para as vagas que aparecem. E não hesitam em substituir aqueles cujo desempenho fica aquém do que a empresa deseja.

Portanto, nossa ouvinte não foi contratada por piedade. Ela preencheu uma vaga que estava aberta porque não havia nenhuma outra candidata melhor do que ela. Ou talvez houvesse, mas não quis aceitar o salário que a nossa ouvinte aceitou.

A contratação não foi um ato de caridade. Foi uma transação que atendia aos interesses da empresa. Durante três anos, a nossa ouvinte retribuiu mostrando um bom trabalho. Se não tivesse mostrado, não seria mantida.

Então, tudo já está pago de ambos os lados, e a nossa ouvinte pode tomar, sem nenhum remorso, a decisão que considere a mais adequada para seu futuro profissional.

Max Gehringer, para CBN.

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