2018-02-12

Empresas que valorizam líderes totalitários tendem a perder funcionários criativos - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 12/02/2018, com um ouvinte que trabalha com um chefe muito autoritário.

Áudio original disponível no site da CBN. E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Empresas que valorizam líderes totalitários tendem a perder funcionários criativos

líderes autoritários em empresas

Escreve um ouvinte: "Sou gestor de uma área. Eu e meus pares temos pouca autonomia para tomar decisões, mas o cúmulo é que o nosso gerente seleciona e admite, pessoalmente, os funcionários que serão nossos subordinados, sem nos consultar em nenhum momento do processo. Há alguma maneira de convencê-lo a delegar mais?"

Provavelmente não, porque claramente ele é um autocrata convicto. Certamente a direção da empresa está a par do sistema absolutista que esse gerente adota, dele para baixo. E se ele foi promovido ao cargo que ocupa, é porque a direção viu nele outras aptidões que são do interesse da empresa.

Porém, não há como deixar de concordar com você, que ter um chefe assim tira a vontade de trabalhar. Se o gestor não pode dar sugestões e nem mesmo decidir que perfil um subordinado direto deve ter, o que sobra é burocracia pura e cobrança exagerada.

Como a história do mundo já cansou de mostrar, o totalitarismo sempre começa com um momento de entusiasmo, depois entra em um período de desconfiança, em seguida atravessa uma fase de desânimo e, eventualmente, conduz a uma revolução.

Em empresas, a revolução raramente acontece, porque os funcionários mais criativos e menos transigentes com a autocracia, pedem a conta e vão trabalhar em um lugar em que o seu talento e a sua contribuição possam ser reconhecidos e melhor aproveitados. Os que ficam são os que se sujeitam, por receio ou acomodação.

Portanto, se não dá para mudar o chefe, você precisa decidir até onde vai o seu nível de tolerância.

Max Gehringer, para CBN.


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