2011-11-28

Empresa não quer investir em plano contra alta rotatividade de profissionais - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 28/11/2011, sobre como algumas empresas não se importam com a alta rotatividade dos empregados.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Empresa não quer investir em plano contra alta rotatividade de profissionais

rotatividade de pessoal nas empresas

Um ouvinte relata: "Trabalho no setor de Recursos Humanos de uma empresa de porte e estamos com um problema sério de rotatividade. Cada vez mais gente está pedindo a conta. Uma de minhas responsabilidades é fazer uma entrevista de saída, e nela, eu procuro extrair dos demissionários, as verdadeiras razões que os levam a deixar a empresa. Os dois principais motivos apontados são: baixos salários e falta de um plano de carreira.

Fiz um relatório para o meu diretor, propondo ações para minimizar a rotatividade, e a resposta da direção da empresa foi: 'Vamos deixar como está'. Fiquei arrasado. Primeiro, porque o questionário de saída, aparentemente, é apenas uma burocracia inútil. E segundo, porque a empresa tem um problema e decidiu ignorá-lo. Você teria uma explicação para esse fato?"


Sim. Vou lhe dar a mais provável.

A sua empresa é lucrativa. Há candidatos suficientes para preencher as vagas dos demissionários. Os selecionados estão dispostos a aceitar o salário oferecido, mesmo que ele esteja abaixo da média do mercado. E o treinamento dos novos contratados é rápido, e a adaptação à função, também.

Juntando tudo isso, você tem de um lado, os custos de contratação. E de outro lado, a economia que a sua empresa faz ao pagar salários baixos. Muito provavelmente, o segundo número é muito maior do que o primeiro. Logo, "Vamos deixar como está" não significa "Não sabemos o que fazer", e sim "Sabemos o que estamos fazendo".

E o questionário de saída não é inútil. Ele mostra que as pessoas saem por motivos que a sua empresa conhece e aceita.

Não é fácil para alguém de Recursos Humanos ouvir isso. Mas salário baixo e falta de plano de carreira são indicativos de que na sua empresa, o que importa são os processos e não as pessoas.

Max Gehringer, para CBN.


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